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terça-feira, 2 de setembro de 2014

Arabica-Coffee Futures Hit 4-Month High as Harvest Issues Mount
Leslie Josephs

     NEW YORK--Arabica-coffee prices rose to a four-month high Tuesday as dry weather in top grower
Brazil raised concerns over the size and quality of this year's crop.
     The December arabica-coffee contract on the ICE Futures U.S. exchange was up 3.4% at $2.0825 a
pound, after hitting $2.0975 a pound earlier in the session. That was the highest price since April
30.
     Brazil's coffee-growing areas are expected to remain mostly dry for the next two weeks,
according to São Paulo-based forecaster Somar Meteorologia. The lack of moisture could hurt
prospects for next year's crop. Early rains in July prompted some trees to flower ahead of schedule.
Dry weather following flowering could cause the trees to abort the flowers, which means coffee
cherries won't develop.
     Arabica-coffee prices have gained 88% this year after Brazil's worst drought in decades
prompted exporters, growers and analysts to lower their forecasts for this year's crop. Brazil is
the world's biggest coffee exporter and the source of around half of the world's arabica beans.
     Raw sugar for October was up 1.8% at 15.76 cents a pound, while December cocoa was down 1% at
$3,197 a ton.
     Cotton for December was 1.4% lower at 65.66 cents a pound before the U.S. harvest ramps up. The
U.S. Department of Agriculture expects the crop to reach 17.5 million bales, more than 35% larger
than last season's.
Orange-juice concentrate for November was down 0.4% at $1.4940 a pound.

segunda-feira, 1 de setembro de 2014


Levantamento da Cooxupé aponta seca inédita nas principais cidades produtoras de café

Segundo levantamento da Cooxupé (Cooperativa Regional de Cafeicultores em Guaxupé), os municípios do Sul e Sudoeste de Minas Gerais e Alto do Rio Pardo em São Paulo vivenciam uma seca inédita neste ano, que já reflete na colheita da safra atual e que pode prejudicar significativamente a safra 2015/16. Com a possibilidade de quantidade menor do produto devido às condições climáticas nas principais regiões produtoras, a Bolsa de Nova York para o café arábica registrou expressivas altas nos últimos dias.
As cidades que apresentam maior déficit hídrico são Campos Gerais-MG – importante produtora de café no Estado, com déficit de 235,7mm, Monte Carmelo-MG, com 199,3mm e Carmo do Rio Claro-MG, com déficit de 196,7mm. No entanto, cerca de 15 municípios monitorados da área de atuação da Cooperativa tiveram menos chuva este ano em relação a 2013. Para realizar o levantamento, os técnicos da Cooxupé levam em conta a precipitação, temperatura média, número de dias e radiação solar de cada localidade.
O produtor de café da Fazenda Capetinga, José Augusto Gomes, da cidade de Campos Gerais-MG, que tem o maior déficit hídrico, afirma nunca ter visto situação parecida na cidade. “O estado está crítico, as chuvas são esporádicas, está inexplicável. Em alguns dias não temos nem água na torneira para beber. Nessa época do ano chovia-se cerca de 600mm, mas não choveu nem 100mm”, disse o cafeicultor com pouco entusiasmo.
A cidade de Campos Gerais-MG teve precipitação de apenas 349,6 mm neste ano e diferença de 70,7% com relação ao ano passado.
A falta de chuva não prejudica somente as plantações, desfolhando e queimando os pés de café, mas também impede os produtores de realizar o trabalho adequado de adubação. “Tínhamos que jogar adubo na plantação, mas não foi possível porque não tínhamos água para fazer”, disse Gomes ao NA.
Dados do Conselho Nacional do Café (CNC) apontam que a produção de café neste ano pode cair 18% quando a colheita terminar no mês que vem, para 40,1 milhões de sacas, após um declínio de 3,1% no ano passado. Para a Associação Brasileira da Indústria de Café (ABIC), a safra brasileira de café deve ficar em torno de 45 milhões e 47 milhões de sacas. No entanto, apenas quando a safra, que está sendo colhida terminar é que o setor terá números exatos para a quebra.
Segundo o coordenador de desenvolvimento técnico da Cooxupé, Maciel Yukio Nishiooka, a falta de chuva associada às altas temperaturas pode causar prejuízos as plantas e consequentemente quebra. “Os fisiologistas já mostram que poderá haver perdas devido ao pouco crescimento dos ramos plagiotrópicos (produtivos), como também a morte das raízes absorventes, comprometendo a absorção de água e nutrientes o que consequentemente pode levar a uma queda na produção”, ressalta.
No entanto, de acordo com Gomes, a preocupação agora não é mais com a safra atual, nem a de 2015. Segundo o cafeicultor, a safra 2014 já representa perda de 45% em sua fazenda e a de 2015 estima-se que tenha quebra de 35% a 40%. “Eu não estou mais preocupado com a quebra na safra de 2015, pois ela já está praticamente confirmada. O que mais me preocupa é a de 2016. Se chover agora não vai adiantar nada para a safra atual, nem para a próxima, será para a de 2016”, diz.
Com a possibilidade de menor quantidade de produto devido às condições climáticas nas principais regiões produtoras de café do Brasil, a Bolsa de Nova York vem registrando altas expressivas nos últimos dias, o valor médio da saca subiu quase 70%. Para o consumidor, o café também subiu cerca de 12%.
Se os números pessimistas se confirmarem, 2015 pode ser o terceiro ano consecutivo de queda de produção, o que seria o declínio mais longo desde 1965.

 
Déficit hídrico 2014

Município
Déficit Hídrico (mm)
Precipitação 2014 (mm)

Acumulado
Acumulado


Campos Gerais
235,7
349,6

Monte Carmelo
199,3
624,6

Carmo do Rio Claro
196,7
408,8

S.J. Rio Pardo
179,7
502,4

Alfenas
166,5
458,4

Rio Paranaíba
153,4
501,2

Coromandel
145,3
824

Guaxupé
119,5
569,9

Serra do Salitre
95
572,2

Monte Santo
76,5
756,8

Nova Resende
75,9
561,8

Caconde
61,5
584,4

Campestre
58,4
561,8

Cabo Verde
40
610,8



Variação da precipitação acumulada de janeiro a agosto entre os anos 2013 e 2014


Precipitação  jan-ago(mm)

Município
2013
2014
variação 14/13
Campos Gerais
1193,4
349,6
-70,7%
S.J. Rio Pardo
1637,8
502,4
-69,3%
Carmo do Rio Claro
1124,8
408,8
-63,7%
Rio Paranaíba
1192,8
501,2
-58,0%
Caconde
1319,8
584,4
-55,7%
Campestre
1247,8
561,8
-55,0%
Cabo Verde
1239,6
610,8
-50,7%
Serra do Salitre
1125,6
572,2
-49,2%
Nova Resende
1104,8
561,8
-49,1%
Guaxupé
1037,8
569,9
-45,1%
Alfenas
785,2
458,4
-41,6%
Monte Santo
1188,2
756,8
-36,3%
Monte Carmelo
961,2
624,6
-35,0%
Coromandel
860,6
824
-4,3%



sábado, 30 de agosto de 2014

Café: NY fecha agosto em alta com foco no clima das regiões produtoras 



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Nesta sexta-feira (29), a Bolsa de Nova York (ICE Futures US) para o café arábica encerrou suas operações com alta dando sequência aos ganhos do dia anterior. É o quarto dia consecutivo de alta e todos os contratos registraram ganhos acima dos 200 cents/lb. Apenas o contrato setembro/14, negociado até dia 18, encerrou a sessão com 195,75 cents/lb.
A posição dezembro/14 encerrou o dia com 201,20 cents de dólar por libra peso, o março/15 anotou 204,50 cents/lb, ambos com ganhos de 120 pontos. Os contratos com entregas mais distante também registraram alta, o maio/15 anotou 207,00 cents/lb e o julho/15 encerrou a sessão com 208,05 cents/lb, altas de 135 pontos nos dois contratos.

Segundo o analista de mercado do Escritório Carvalhaes, Eduardo Carvalhaes, o foco dos negócios continua sendo as condições climáticas não só no Brasil, mas em regiões de produção por todo o mundo e, principalmente as incertezas da safra 2015. “O tempo deve continuar seco e isso agrava a situação. As primeiras informações climáticas para setembro dão conta que a chuva deve ser abaixo da média e intermitente. E isso pode levar novos abortamentos e deixar o quadro mais grave, o que reflete alta na Bolsa de Nova York”, diz o analista.
Além disso, nesta quinta-feira (28), a região do Sul de Minas Gerais foi atingida por uma chuva de granizo de grandes proporções. Os municípios de Eloi Mendes e Varginha foram os mais atingidos.

De acordo com Carvalhaes, a região teve perdas localizadas, mas não representativas. “A chuva de granizo é mais uma perda pontual e que afeta os produtores por onde a chuva passou. Mas que não afeta a produção de café no Brasil como um todo”.

Segundo estimativa do Conselho Nacional do Café, a produção neste ano pode cair 18 por cento quando a colheita terminar no mês que vem, para 40,1 milhões de sacas, um declínio de 3,1 por cento no ano passado. Já a Associação Brasileira da Indústria de Café (ABIC) é mais animadora, segundo a associação a safra deve ficar em torno de 45 milhões e 47 milhões de sacas. No entanto, apenas quando a safra, que está sendo colhida terminar é que o setor terá números exatos para a quebra.

De acordo com dados da Bloomberg, se os números pessimistas se confirmarem, 2015 pode ser o terceiro ano consecutivo de queda de produção, o que seria o declínio mais longo desde 1965.
Na próxima segunda-feira 1º de setembro, a Bolsa de Nova York não trabalha em função do feriado do dia do trabalho.

 Mercado interno
As praças trabalharam no campo mista na saca de 60 kg, nesta sexta-feira (29). Em Poços de Caldas-MG houve queda de 1,09% no café tipo 6, bebida dura e a saca é vendida a R$ 455,00. Também houve queda de 2,17%, em Patrocínio-MG com R$ 450,00, o município de Guaxupé-MG o preço permaneceu estável em R$ 469,00 a saca de 60 kg.
Fonte: Notícias Agrícolas // Jhonatas Simião

sexta-feira, 29 de agosto de 2014

Olam in Talks to Sell Asset Stakes After Missing Cash Flow Goal
2014-08-29 07:36:43.725 GMT
Yuriy Humber

Aug. 29 (Bloomberg)  - Olam International Ltd. is in talks
to sell more assets and will shift focus to beefing up profit
margins over sales volumes in a drive to free up cash, said the
Singapore-based food commodities trader.
The company, controlled by state investment arm Temasek
Holdings Pte., missed its target to generate more cash than it
spent in the fiscal year ended June 30, Chief Executive Officer
Sunny Verghese said today. Olam is in talks to sell stakes in
assets, including a fertilizer project in Gabon, he said.
“Watch this space” for more divestments and partnerships,
Verghese said at a briefing in Singapore. “We are not focused
on growing volumes any more, but rather on growing our profit
pool.” Olam’s net income plunged 44 percent to S$31.8 million
($25 million) last quarter, compared with S$56.8 million a year
earlier, it said today in a statement.
Olam’s earnings were “disappointing” and the shift in
strategy to profit margin over volume has yet to yield results,
said Ephrem Ravi, an analyst with Barclays Plc in a report
today. The margins for food businesses were down 60 percent on
the previous three months, even as they rose on a year-earlier
basis, Ravi said.
“The September quarter is even weaker from a seasonality
perspective; hence the incremental datapoints for the stock are
unlikely to improve in the near term,” Ravi said.

Seeking Investors

One of the world’s top three coffee and rice traders, Olam
is seeking investors, such as Mitsubishi Corp., as a rise in
global food demand adds to the attraction of agriculture. A lack
of cash flow was one of the issues raised in a 2012 report by
short-seller Muddy Waters LLC, which caused Olam’s stock to
plummet.
Mitsubishi said in June it will buy a controlling stake in
Olam’s Australian grain unit, while the Tokyo-based trading
house’s Sanyo Foods Co. agreed this month to purchase 25 percent
of Olam’s packaged food division.
Olam lost Tata Chemicals Ltd. as a partner in Gabon after
the Indian company announced it would not proceed with buying a
25.1 percent stake in the ammonia-urea fertilizer project, the
Singapore trader said in March. Talks with a couple of companies
that could replace Tata are ongoing, Verghese said. He declined
to name them.
Olam’s revenue slipped 11.4 percent to S$5.76 billion in
the three months ended June 30, while the volume of sold
commodities declined 18.6 percent to 3.5 million metric tons.
This and one-time charges from “impairment” at a cashew
facility in Nigeria, the sale of a Gabon timber unit, and the
early repayment of high-interest loans were factors in the poor
profit performance.
Operating profit after tax and minority interest rose 1.5
percent to S$48.5 million.

--With assistance from Chanyaporn Chanjaroen in Singapore.

To contact the reporter on this story:
Yuriy Humber in Tokyo at +81-3-3201-3521 or
yhumber@bloomberg.net
To contact the editors responsible for this story:
Jason Rogers at +81-3-3201-8479 or
jrogers73@bloomberg.net
Peter Langan
http://www.somarmeteorologia.com.br/public/imagens/geada/mosaico.png

clima

Sumário :
A frente fria avança pela costa do Espírito Santo e ainda gera muitas nuvens na parte leste de Minas Gerais, área que inclui a região da zona da Mata. Nessa faixa, ainda podemos ter algumas chuvas fracas hoje. No fim de semana, o tempo abre no sábado, mas no domingo novas áreas de instabilidade chegam ao sul do Brasil e voltam a trazer chuva para a parte sul do cinturão produtor de café, que se espalham pelo Sudeste na segunda-feira. Chamamos a atenção a partir de agora para a variação nas previsões de chuva. Em períodos de transição, é comum muita oscilação nas previsões de distribuição e volume, pois os modelos atmosféricos estão saindo de uma condição seca (inverno), e ajustando-se para uma condição de chuva (verão). É o período de menor previsibilidade, quando devemos desconsiderar previsões muito longas, pois são as que mais variam. 

http://www.benzinga.com/markets/commodities/14/08/4812247/global-demand-for-coffee-expected-to-hit-record-highs-will-prices-

Global Demand For Coffee Expected To Hit Record Highs: Will Prices At Starbucks Rise?

August 28, 2014 3:45 PM

Coffee prices are now pushing $2 a pound.
Starbucks (NASDAQ: SBUX) has more exposure to milk prices than coffee, so that morning latte won’t be getting more expensive. However, that doesn’t make coffee’s 70 percent YTD gains any less impressive.
In fact, considering the fundamentals, this rally could just be getting started. At this point, many agriculture analysts conclude that prices have peaked, but there is still big money potential for those owning coffee. The coffee market will likely finish 2014 with its first supply deficit in three years, and it could stay there through 2017.
Brazil, which produces one third of the world’s coffee supply, has been hampered all year by extreme drought. The Brazilian government estimates its coffee crop will decline 10 percent Y/Y in 2014; an extremely optimistic forecast.
The lack of rain in Brazil has been so severe that tree roots have now separated from the soil and won’t absorb moisture properly even when rains return. The damage done over the past nine months will likely have supply repercussions at least through 2017.
At the same time, Central America, which produces 10 percent of global supply, is battling a devastating “coffee rust” fungus that has caused more than $1 billion in damages already. These supply issues are occurring while demand surges. According to the US Department of Agriculture, global demand for coffee is expected to hit a record this year.
On top of that, the International Coffee Organization sees consumption in Brazil, Vietnam and Columbia, which produce 60 percent of global supply, growing at double the rate of coffee importers. This development will restrict the available exports and likely be a major boon for prices. Conveniently for those looking to make money, owning coffee is not a crowded trade!
The Daily Sentiment Index shows coffee at a pedestrian 38 (0 = max bearish, 100 = max bullish). Typically, a rally in commodities doesn’t stop until sentiment reaches 80 or higher. Speculative CFTC long positions in coffee have been moving higher, but futures are difficult to hold for the long haul. Instead, the iPath DJ-UBS Coffee ETF (NYSE: JO) offers un-leveraged exposure to coffee with minimal fees.
iPath DJ-UBS Coffee ETF (NYSE: JO)
cup_n_handle_jo_chart_8-28.png
Prior to this year’s explosion to the upside, coffee had been stuck in a three year bear market. Under a scenario where growing conditions decline for the next three years, it will take much higher prices before record breaking demand is curbed.
With a long-term perspective over the next several years, it’s reasonable to believe that coffee prices could double from here.