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sábado, 19 de abril de 2014

WOLTHERS DOUQUE PROJETA PERDA DE ATÉ 35% NO SUL DE MINAS GERAIS
O café no sul de Minas Gerais, principal região produtora
da commodity no Brasil, apresenta grande número de grãos "chochos",
pequenos e com defeitos de formação, além de mortos ou descoloridos, devido
à seca que afetou o país em janeiro e fevereiro deste ano. Com isso, as perdas
devem ser de até 35% na região. A avaliação é de Christian Wolthers,
presidente da Wolthers Douque, importadora de café com sede na Flórida,
Estados Unidos.
    As perdas do grão arábica devem totalizar 20% na Zona da Mata, 25% em
São Paulo, 15% no Paraná e 25% no Espírito Santo. Enquanto isso, as
plantações de robusta aparentam normalidade no Cerrado, norte de Minas Gerais
e no estado da Bahia.
    Além disso, Wolthers afirma estar cético de que sua estimativa de
produção para o Brasil, projetada inicialmente em 47,7 milhões de sacas, vá
se manter. Ele acredita que a oferta do país, maior produtor e exportador
mundial, será menor.

Café tem alta intensa e devolve todas as perdas da semana na ICE

Queimou a língua quem disse que esta semana seria de correções de baixa na bolsa de Nova Iorque. Apesar das fortes retrações recentes, os contratos futuros do grão na ICE Futures US conseguiram fechar o período com variação zero. Isso devido ao desempenho fortíssimo de alta desta quinta-feira. Na sexta, a casa de comercialização norte-americana não terá operações devido ao feriado de Páscoa. A sessão da quinta foi caracterizada pelo forte potencial dos compradores, que conseguiram suplantar várias resistências e permitiram que o julho voltasse a se posicionar acima do nível de 200,00 centavos de dólar por libra peso, com o fechamento das operações se dando muito próximo das máximas do dia. A sessão foi marcada pelo acionamento de muitas ordens de compra, que permitiram fazer com que a letargia dos primeiros movimentos da manhã fosse rapidamente revertida em ganhos. Esses avanços, na primeira metade da sessão, no entanto, foram apenas modestos. Entretanto, na parte final do dia, com o rompimento dos níveis psicológicos de 195,00 e de 200,00 centavos, os terminais ganharam corpo e as altas foram generalizadas, ficando acima dos 1.500 pontos. Operadores destacaram que a notícia sobre os primeiros levantamentos da colheita da principal cooperativa cafeeira do Brasil foi bastante comentada entre os players e, mais uma vez, foi um fundamento altista.

No encerramento do dia em Nova Iorque, a posição julho teve alta de 1.525 pontos, com 204,10 centavos de dólar por libra peso, com a máxima em 204,50 centavos e a mínima de 189,50 centavos, com o setembro registrando oscilação positiva de 1.525 pontos, com 206,20 centavos por libra, com a máxima em 206,50 centavos e a mínima em 191,65 centavos. Na Euronext/Liffe, o maio teve alta de 54 dólares, com 2.118 dólares por tonelada, com o julho apresentando valorização de 54 dólares, para 2.136 dólares por tonelada.

De acordo com analistas internacionais, o mercado manteve a gangorra da volatilidade, devolvendo todas as perdas acumuladas ao longo dos três primeiros dias da semana. Alguns desses especialistas ressaltaram que parte das altas do dia podem estar atreladas ao final de semana prolongado, que nos Estados Unidos será de três dias, ao passo que no Brasil será de quatro dias, por conta do feriado em homenagem a Joaquim José da Silva Xavier. Ainda assim, as aquisições também tiveram um caráter protetivo, com vários players continuando temerosos quanto à questão da disponibilidade global do café, notadamente dos arábicas. No segmento externo, dia de altas modestas para as bolsas de valores nos Estados Unidos e de estabilidade do dólar em relação a uma cesta de moedas internacionais. Nas commodities softs, o destaque de alta foi o café(+8,03%), com o suco de laranja e o algodão apresentando retrações.

"O mercado continua focado na questão climática do Brasil e na disponibilidade do grão. Efetivamente, a oferta de arábicas na atual temporada vai ser comprometida. Apenas o México deixará de colocar 2 milhões de sacas nas mesas de comercialização, depois de uma quebra muito forte, na esteira do ataque de ferrugem do colmo. O Brasil terá uma retração significativa, ainda que os operadores não consigam avaliar ao certo sua extensão. Mas a quebra existiu e, além disso, a renda dos grãos fica abaixo do normal. O mercado, assim, se foca no fator disponibilidade e, provavelmente, continuará sofrendo com essa turbulência ainda por umas boas semanas", disse um trader.

A Cooxupé, maior cooperativa cafeeira do Brasil, indicou que os primeiros levantamentos das colheitas realizadas na sua região de abrangência apontam para uma quebra de cerca de 30% na produção. Os resultados, porém, são iniciais, mas corroboram com a perspectiva já existe entre os produtores. De acordo com a cooperativa, um dos problemas mais sérios é quanto à renda. A expectativa inicial era que realmente o tamanho dos grãos, devido ao enchimento comprometido, fosse menor. Entretanto, os cafés que estão sendo colhidos se mostram ainda menores do que antes projetado, o que faz com que exista a necessidade de um número maior de grãos para a composição de uma saca.

As exportações brasileiras no mês de abril, até o dia 16, totalizaram 1.153.093 sacas de café, alta de 23,54% em relação às 933.329 sacas embarcadas no mesmo período do mês anterior, de acordo com informações do Cecafé (Conselho dos Exportadores de Café do Brasil).

Os estoques certificados de café na bolsa de Nova Iorque tiveram alta de 6.476 sacas, indo para 2.584.020 sacas.

Tecnicamente, o julho na ICE Futures US tem resistência em 201,55, 202,00, 202,50, 203,00, 203,50, 204,00, 204,50, 205,00, 205,50, 206,00,206,50, 207,00, 207,50, 208,00 e 208,50 centavos de dólar, com o suporte em 186,90, 186,50, 186,00, 185,60-185,50, 185,00, 184,50, 184,00, 183,50, 183,00,182,50, 182,00, 181,50, 181,00 e 180,50 centavos.




Londres tem boa recuperação e julho supera os 2.100 dólares

Os contratos futuros de café robusta negociados na Euronext/Liffe encerraram esta quinta-feira com bons ganhos, numa significativa recuperação em relação aos dois últimos dias, quando a posição julho chegou a flutuar abaixo do nível psicológico de 2.100 dólares. A sessão foi caracterizada pela continuidade das rolagens de posição, notadamente entre maio e julho e pela predominância das ações dos bulls (altistas).

De acordo com analistas internacionais, novamente as origens se mostraram pouco afeitas ao viés comprador, dado que os preços voltaram a uma margem considerada pouco interessante por alguns produtores. Diante disso, a sessão teve uma feição mais técnica e os compradores ganharam corpo. Depois de o julho ter sofrido algumas pressões e tocado o nível de 2.062 dólares, uma onda de ordens de compra passou a ser identificada e rapidamente os ganhos se formaram, com o dia sendo finalizado próximo da máxima da sessão.

"Novamente as ações de arbitragem contribuíram para um bom desempenho dos preços. Nova Iorque teve ganhos bastante significativos nesta quinta-feira e isso se refletiu em Londres também, com os compradores se mostrando muito mais animados próximos do final do pregão. Efetivamente, o julho tem potencial, no curto prazo, para se manter acima dos 2.100 dólares", disse um trader.

Os estoques de café robusta com um certificado de classificação válido em armazéns monitorados pela NYSE Liffe teve queda de 24,38%. No dia 14 de abril os estoques estavam em 13.860 toneladas( 231 mil sacas), em comparação com 18.330 toneladas ( 305,5 mil sacas), duas semanas antes, de acordo com dados no site da bolsa.

O maio teve uma movimentação ao longo do dia de 4,34 mil contratos, contra 9,29 mil do julho. O spread entre as posições maio e julho ficou em 18 dólares.

No encerramento do dia, o maio teve alta de 54 dólares, com 2.118 dólares por tonelada, com o julho apresentando valorização de 54 dólares, para 2.136 dólares por tonelada.

quinta-feira, 17 de abril de 2014

Colheitas iniciais de café apontam quebra superior ao esperado, diz Cooxupé
Reuters - Roberto Samora

SÃO PAULO, 16 Abr  - As primeiras colheitas na área de atuação da Cooxupé, a maior cooperativa de cafeicultores do mundo, mostram uma quebra superior aos 30 por cento apontados em um estudo recente do setor sobre a safra de café no sul de Minas Gerais.

No entanto, os resultados iniciais, embora indiquem um problema ainda maior para os produtores, podem não espelhar o resultado final da safra 2014 afetada severamente pela seca e altas temperaturas do início do ano.

A afirmação é de Carlos Paulino da Costa, presidente da Cooxupé, com sede em Guaxupé, no sul de Minas, principal região produtora de café arábica do Brasil.

O país é o maior produtor e exportador global da commodity, que atingiu máximas de mais de dois anos recentemente em Nova York por temores sobre a redução na oferta brasileira.

"O que está deixando a gente alarmado é com relação à renda. Fizeram uma projeção que o grão iria ser menor (pela seca). Estão começando a colher, e está dando uma queda superior ao que se imaginava", disse Paulino da Costa, em entrevista à Reuters, na noite de terça-feira.

Ele se referiu a uma pesquisa encomendada pelo Conselho Nacional do Café (CNC) à fundação de pesquisas Procafé, que apontou perdas de cerca de 30 por cento para o sul e oeste de Minas na comparação com o volume esperado pelo Ministério da Agricultura em seu primeiro levantamento, divulgado em janeiro, antes de o clima adverso afetar os cultivos.

"Aparentemente, a quebra no Sul de Minas vai ser superior aos 30 por cento. Mas se me perguntar quanto será, eu não tenho condições de chutar", disse Paulino da Costa.

O número de quebra apurado pela fundação, inclusive, foi muito semelhante a uma avaliação inicial feita em fevereiro pelo presidente da Cooxupé.

"Mas, estatisticamente (considerando o restante da safra), não é correto afirmar que vai perder mais (com base apenas nos números iniciais)", disse Paulino da Costa, explicando que o café colhido agora é possivelmente aquele que sofreu mais os efeitos da seca e das altas temperaturas.

O representante dos produtores disse que a cooperativa já recebeu café em suas unidades de Minas dos municípios de Carmo do Rio Claro, Alpinópolis e Alfenas.

"Já entrou café, e houve uma quebra muito grande. Não convém falar os valores, não acredito que será neste nível (de quebra até o final)", comentou.

COLHEITA

O presidente da Cooxupé afirmou que o volume colhido na área da cooperativa ainda é tão pequeno que não é possível falar em percentual colhido.

Ele ressaltou, contudo, que a colheita está adiantada, também pelo efeito climático, que acelerou o ciclo dos cafezais. "Essa colheita que acontece agora, aconteceria em maio, adiantou mais de 15 dias", disse ele, confirmando informação de especialistas.

"Quem está colhendo agora faz colheita manual, para colher com a máquina, precisa estar mais maduro no pé inteiro... Manualmente, em talhão pequeno, ele consegue ser seletivo, não colher o grão verde."

As chuvas recentes que atingem as regiões produtoras, inclusive as da Cooxupé, não devem atrapalhar a colheita no momento, segundo Paulino da Costa, até porque o percentual da área com cafezais prontos é pequeno.

A Somar Meteorologia aponta acumulados acima da média de abril para a região de Varginha, no sul de Minas, além de prever um final de abril chuvoso para as principais regiões cafeeiras do país.

"Não atrapalha, pois poucas pessoas começaram. A chuva agora é positiva, pois repõe a umidade do solo. Para a safra deste ano, não vai adiantar mais, mas para o futuro (safras futuras), sim."

Chuvas que se prolongam por muitos dias costumam afetar os trabalhos e prejudicar a qualidade do produto colhido.

Muito volátil, café cai na ICE e julho fica abaixo dos 190 cents

Os contratos futuros de café arábica negociados na ICE Futures US tiveram uma quarta-feira de fortes quedas, em mais um dia caracterizado por uma volatilidade intensa. A posição julho variou, ao longo do pregão, dentro de um range de 1.400 pontos. As rolagens de posições também foram bastante efetivas, principalmente entre o maio e julho. No próximo dia 22 tem início a notificação do primeiro contrato na bolsa norte-americana. A sessão se iniciou com poucas variações, sendo que algumas vendas chegaram a ser esboçadas, em busca da ampliação das perdas verificadas ao longo da terça-feira. As baixas chegaram a se mostrar significativas, mas os compradores voltaram a ganhar fôlego e novamente uma inversão do quadro foi possível. O julho chegou a romper o nível de 202,00 centavos, mas não conseguiu ir muito além disso. A partir de então, novamente os vendedores ganharam fôlego e as perdas passaram a ser mais expressivas, culminando com um encerramento muito próximo das mínimas do dia. O mercado se mostra demasiadamente especulativo, invertendo tendências de forma muito célere e não conseguindo se fixar proximamente de patamares referenciais. O temor sobre o desconhecimento de um número mais claro acerca da disponibilidade global do grão continua a mexer com os operadores, o que abre espaço para oscilações mais efetivas e faz com que a volatilidade se mostre das mais desconcertantes, sendo que em apenas um dia mais de mil pontos separem as mínimas e máximas.

No encerramento do dia em Nova Iorque, a posição maio teve perda de 620 pontos, com 185,95 centavos de dólar por libra peso, com a máxima em 199,40 centavos e a mínima de 185,60 centavos, com o julho registrando retração de 620 pontos, com 188,85 centavos por libra, com a máxima em 202,50 centavos e a mínima em 188,50 centavos. Na Euronext/Liffe, o maio teve baixa de 57 dólares, com 2.064 dólares por tonelada, com o julho apresentando desvalorização de 46 dólares, para 2.082 dólares por tonelada.

De acordo com analistas internacionais, o mercado ganhou mais fôlego especulativo ao longo desta semana, se mostrando cada vez mais volátil ao sabor de notícias que possivelmente nem sequer vão ter poder de mudar o quadro de disponibilidade. Alguns desses analistas lembraram que as chuvas recentes no cinturão cafeeiro poderão amenizar o déficit hídrico, mas as perdas decorrentes do verão escaldante de janeiro e fevereiro e a renda menor de um significativo volume de frutos não serão amenizadas com precipitações nesta altura do campeonato. Diante das perdas mais agressivas, o mercado interno brasileiro voltou a travar. No segmento externo, dia de altas para as bolsas de valores nos Estados Unidos. Nas commodities, pouca variação para o petróleo, ao passo que nos softs a quarta foi de ganhos para algodão, suco de laranja e açúcar.

"A volatilidade intensa tem sido uma característica intrínseca do mercado, refletindo, certamente, as dúvidas quanto à disponibilidade global do grão. Além disso, as especulações ganham corpo de forma muito rápida. A simples menção às chuvas em parte do cinturão cafeeiro brasileiro na terça-feira desencadeou uma onda de liquidações das mais significativas e que reverberou ainda nesta quarta. Os nervos, evidentemente, estão à flor da pele e isso é transmitido aos terminais que pode ter o 'privilégio' de ver uma sessão de altas e baixas intensas, sem um direcionamento dos mais claros", disse um trader.

As exportações de café de Honduras apresentaram retração nos primeiros seis meses do atual safra — 2013/2014 — em relação ao mesmo período do ano passado, segundo informou o Instituto do Café de Honduras. De acordo coma entidade, os embarques para diversos destinos tiveram uma baixa da ordem de 25% em receita e de 15,2% em volume, entre outubro de 2013 e março 2014, no comparativo com igual período de 2012/2013. Honduras remeteu ao exterior 2milhões de quintais neste ano, contra 2,37 milhões da temporada anterior. Essas vendas redundaram em uma receita de 327,7 milhões de dólares, contra 437,2milhões de dólares de 2012/2013. Um dos motivos para essa baixa em receita, segundo o Instituto, foi a queda do valor do quintal (saca de 46 quilos) no mercado internacional, passando de uma média de 147,98 dólares no ano passado para apenas 124,88 dólares.

As exportações brasileiras no mês de abril, até o dia 15, totalizaram1.062.126 sacas de café, alta de 29,92% em relação às 817.573 sacas embarcadas no mesmo período do mês anterior, de acordo com informações do Cecafé (Conselho dos Exportadores de Café do Brasil).

Os estoques certificados de café na bolsa de Nova Iorque tiveram queda de 483 sacas, indo para 2.577.544 sacas.

Tecnicamente, o maio na ICE Futures US tem resistência em 199,40, 199,50, 199,90-200,00, 200,50, 201,00, 201,50, 202,00, 202,50,203,00,203,50, 204,00, 204,50 e 205,00 centavos de dólar, com o suporte em 185,60-185,50, 185,00, 184,50, 184,00, 183,50, 183,00, 182,50, 182,00, 181,50,181,00 e 180,50 centavos.




Londres segue Nova Iorque e tem dia de perdas consideráveis

Os contratos futuros de café robusta negociados na Euronext/Liffe tiveram uma quarta-feira agitada, com fortes perdas sendo experimentadas e com a posição maio voltando a se posicionar abaixo do nível psicológico de 2.100 dólares. Muitas rolagens de posições foram verificadas, notadamente entre as posições maio e julho.


De acordo com analistas internacionais, a sessão foi marcada por liquidações mais efetivas. Ao longo da manhã, algumas tentativas de manutenção do cenário chegaram a ser registradas, mas o julho não conseguiu evoluir além do patamar de 2.123 dólares. Diante disso, as liquidações se mostraram mais efetivas e o encerramento do pregão se deu bastante próxima das mínimas do dia — 2.078 dólares.

"Ao contrário das sessões passadas, hoje as arbitragens voltaram a funcionar e tivemos uma sessão de perdas consideráveis, seguindo o comportamento baixista de Nova Iorque. Os mercados estão muito voláteis, operando ao sabor de muitas especulações e também embalado num quadro de incerteza quanto à disponibilidade. Assim, a gangorra se torna cada vez mais longa e as baixas e altas se mostram mais agudas. A tendência, nesse patamar, é que o Vietnã volte a ser mais moderado em suas vendas, talvez no aguardo de novos avanços", disse um trader.

O maio teve uma movimentação ao longo do dia de 11,0 mil contratos, contra 16,5 mil do julho. O spread entre as posições maio e julho ficou em 18 dólares.

No encerramento do dia, o maio teve baixa de 57 dólares, com 2.064 dólares por tonelada, com o julho apresentando desvalorização de 46 dólares, para 2.082 dólares por tonelada.

quarta-feira, 16 de abril de 2014

Liquidações mais intensas fazem café despencar na ICE Futures US

Os contratos futuros de café arábica negociados na ICE Futures US despencaram nesta terça-feira, com a primeira posição voltando a flutuar no nível de 190,00 centavos de dólar por libra peso. A sessão foi caracterizada por algumas realizações de lucro, em sua metade inicial, com os parâmetros, porém, se mantendo inalterados. Entretanto, na segunda parte do dia, os vendedores se mostraram bem mais agressivos e rapidamente os stops de venda passaram a ser percebidos, com o rompimento, até com facilidade, dos suportes mais efetivos em 200,00 e 195,00 centavos de dólar por libra peso.Desse modo, o intraday fechou as operações com perdas de mais de mil pontos. Foi a maior baixa registrada para o café desde agosto de 2010, depois de o grão ter atingido, na semana passada, seu melhor patamar em praticamente dois anos. Operadores destacaram que notícias sobre o clima no Brasil estimularam algumas das liquidações do dia. Regiões que vêm enfrentando uma seca mais severa, como o sul de Minas Gerais, registraram níveis interessantes de precipitações nas últimas 24 horas, o que foi lido por participantes como um estancamento da situação de alerta. Para vários operadores, a chuva foi apenas o estopim para algumas correções, já que vários players efetuaram compras muito efetivas ao longo das últimas semanas e tinham necessidade de liquidar ao menos parte desse montante.

No encerramento do dia em Nova Iorque, a posição maio teve perda de 1.270 pontos, com 192,15 centavos de dólar por libra peso, com a máxima em 207,40 centavos e a mínima de 191,65 centavos, com o julho registrando retração de 1.235 pontos, com 195,05 centavos por libra, com a máxima em 210,00 centavos e a mínima em 194,50 centavos. Na Euronext/Liffe, o maio teve baixa de 11 dólares, com 2.121 dólares por tonelada, com o julho apresentando desvalorização de 6 dólares, para 2.128 dólares por tonelada.

De acordo com analistas internacionais, a terça-feira foi intensa na bolsa nova-iorquina. Os volumes comercializados foram altos, estimulados pelas liquidações e também pelas rolagens de posições. No próximo dia 22 de abril tem início a notificação de maio na casa de comercialização norte -americana. Algumas altas chegaram a ser esboçadas no início do dia, mas, diante de nova falha na tentativa de vencer a máxima da semana passada — em 207,80 centavos de dólar —, foi aberto o caminho para os vendedores, que conseguiram romper os 200,00 centavos, os 195,00 centavos e tocar a mínima de191,65 centavos, sem, contudo, atingir a mínima da semana passada, que foi de 190,15 centavos. No segmento externo, as bolsas de valores e o dólar no confronto com uma cesta de moedas internacionais tiveram poucas oscilações. Nas commodities, queda do petróleo, ao passo que nos softs o destaque negativo (-5,94%) foi o café, com o cacau e o algodão também registrando perdas.

"O dia foi de nova volatilidade intensa e, desta feita, o direcionamento foi contrário àquele que estávamos acostumados. Rapidamente as liquidações passaram a ser processadas e os terminais encerraram o pregão acumulando perdas bastante expressiva. As especulações com o clima continuam. As chuvas podem até retomar a normalidade hídrica do solo, mas não vão conseguir reverter as perdas já detectadas. Ou seja, as ações de liquidação foram mais estimuladas pela especulação, o que abriu espaço para outras e outras vendas", disse um trader.

Os estoques de café verde dos Estados Unidos apresentaram uma alta de 132.307 sacas no final de março, somando 4.958.411 sacas, de acordo com dados divulgados pela GCA (Green Coffee Association). Em 28 de fevereiro,por sua vez, os estoques do país eram de 4.826.104 sacas. A alta mais efetiva de estoques se deu no armazém de Nova Iorque, com incremento de 93.248 sacas, ao passo que o armazém de Jacksonville computou um aumento de 41.000 sacas. Já o armazém de Los Angeles/Long Beach teve computado uma baixa de 64.584 sacas.

A OIC (Organização Internacional do Café) emitiu um novo relatório sobre o mercado. De acordo com a entidade que aglutina produtores e consumidores do grão, durante março, a incerteza quanto à safra brasileira prosseguiu, causando grandes flutuações de preços e, como em fevereiro, a volatilidade do preço indicativo composto da da própria Organização voltou a ultrapassar os 10%. Em menos de dez dias, o preço indicativo composto diário da OIC oscilou entre um ponto alto de 177,29 centavos de dólar por libra peso e um ponto baixo de 153,33 centavos. A média mensal de 165,03 centavos, quase 20% superior à de fevereiro, foi a mais alta de dois anos. Ainda na avaliação da entidade, os preços internacionais se mantêm instáveis, prosseguindo sensíveis à evolução da meteorologia no Brasil.

As exportações brasileiras no mês de abril, até o dia 14,totalizaram 943.239 sacas de café, alta de 25,73% em relação às 750.234 sacas embarcadas no mesmo período do mês anterior, de acordo com informações do Cecafé (Conselho dos Exportadores de Café do Brasil).

Os estoques certificados de café na bolsa de Nova Iorque tiveram queda de 9.113 sacas, indo para 2.578.027 sacas.

Tecnicamente, o maio na ICE Futures US tem resistência 207,40, 207,50, 207,80, 208,00, 208,50, 209,00, 209,50, 209,75, 209,90-210,00,210,50, 211,00, 211,50, 212,00, 212,50 e 213,00 centavos de dólar, com osuporte em 191,65, 191,50, 191,00, 190,50, 190,10-190,00, 189,50, 189,00,188,50, 188,00, 187,50, 187,00, 186,50, 186,00, 185,50 e 185,00 centavos.





Londres tem novo dia de retração, mas mantém intervalo

Os contratos futuros de café robusta negociados na Euronext/Liffe encerraram esta terça-feira com quedas ligeiras, mantendo o mesmo comportamento já verificado ao longo do pregão anterior. O volume negociado no dia na casa de comercialização britânica esteve dentro da média recente, sendo que a maior parte das operações se concentrou nas rolagens deposição, principalmente entre o maio e o julho.

De acordo com analistas internacionais, a sessão foi marcada pela manutenção de intervalos e por uma volatilidade bem mais branda que aquela que vinha sendo característica em Londres. A posição julho, por exemplo, variou ao longo de todo o dia apenas 30 dólares.

"Também não verificamos uma influência mais grave das arbitragens. O mercado em Londres iniciou a semana com calma e se mantém assim e estamos conseguindo manter um range curto, entre 2.100 e 2.150 dólares intacto. A tendência é que os robustas se mantenham em compasso de espera, em busca de verificar uma tendência mais efetiva do mercado. Muitos acreditavam que nesta altura do ano estaríamos com cotações abaixo dos 2.000 dólares, dado o potencial vendedor das origens, mas a questão climática e a influência dos arábicas conseguiu mudar isso, o que já é um grande avanço", disse um trader.

O maio teve uma movimentação ao longo do dia de 5,51 mil contratos, contra 9,75 mil do julho. O spread entre as posições maio e julho ficou em 6 dólares.

No encerramento do dia, o maio teve baixa de 11 dólares, com 2.121 dólares por tonelada, com o julho apresentando desvalorização de 6 dólares, para 2.128 dólares por tonelada.

segunda-feira, 14 de abril de 2014

OIC compara quebra de safra de café no Brasil à geada negra de 1975
A Organização Internacional do Café (OIC) prevê um déficit de abastecimento mundial em 2014/15

O mercado global de café está caminhando para um cenário de déficit de abastecimento. O consumo de café está projetado em 145,8 milhões de sacas de 60 kg, mas a produção no ano comercial 2013/14 deve ficar em 145,7 milhões de sacas, de acordo com analistas consultados pelo site de negócios Business Standard.

A variável mais importante é o tamanho da safra brasileira 2014/15, que se iniciou este mês, segundo a OIC (Organização Internacional do Café). A organização ressalta que os danos causados pela seca ainda não foram oficialmente quantificados, mas que o cenário  poderá ser ainda pior que o registrado no país em 1975, quando os cafezais foram atingidos pela chamada 'geada negra'.

O consumo total no ano de 2013 sugere um aumento significativo de 2,7% para 145,8 milhões de sacas, sendo que em 2012 foram consumidas 142 mi de sacas. Boa parte do crescimento do consumo aconteceu em mercados tradicionais como os Estados Unidos, que já haviam registrado consumo recorde em 2012. 

"O consumo em países exportadores continua aumentando significativamente, para 44,7 milhões de sacas, ou 30,6% do total consumido em todo o mundo", informou a OCI.

"As restrições de oferta no próximo ano devem impactar os preços para os produtores e consumidores. Cafeicultores na Índia já notaram uma forte alta nos preços domésticos. Quando os estoques se reduzirem e o Brasil começar a colher uma safra pequena, os preços tendem a subir ainda mais", informou Ramesh Rajah, presidente da Associação de Exportadores de Café da Índia.

Os contratos futuros do café arábica na Bolsa de Nova Iorque (Ice  Futures US) teve um rally no dia 10 de abril em que atingiu o maior preço em quatro semanas de US$ 2,00 a libra-peso, diante das incertezas da produção no Brasil. Os preços para o vencimento maio recentemente subiram 3,4% e atingiram US$ 2,0610 por libra-peso, o maior valor desde março de 2013.

O consumo em mercados emergentes está estimado em 26,8 milhões de sacas, um pouco menor que o volume consumido em 2012. No entanto, grande parte desses mercados não são membros da OIC e as informações completas para 2013 ainda não estão disponíveis.

A tendência geral do mercado de café é que os mercados tradicionais respondam por um volume cada vez menor do consumo total, em boa parte devido ao aumento do consumo em países exportadores.

"É difícil estimar a extensão dos danos causados pela seca e pelo forte calor até que a colheita seja finalizada, mas um estudo recente já se refere ao cenário atual como 'a maior anomalia climática' desde a geada negra que aconteceu no Brasil em 1975. Os danos para a safra 2014/15, no entanto, podem ser ainda piores", informou a OIC em seu último relatório.

A média mensal de 165,03 centavos de dólar por libra-peso de café ficou 20% mais alta em fevereiro e alcançou o maior nível mensal em dois anos. Os preços internacionais continuam voláteis e sensíveis às informações do clima no Brasil.

As exportações totais em fevereiro alcançaram os 9 milhões de sacas, com alta de 4,3% em relação à fevereiro de 2013. O volume total de exportações nos primeiros cinco meses da safra 2013/14 foram para 42,7 milhões de sacas, ou seja, 6,6% mais baixos que no mesmo período em 2012/13.

Os estoques certificados de café robusta (conilon) na Bolsa de Londres continuam caindo, de 404 mil sacas em fevereiro para 317 mil sacas em março. Os estoques de café arábica certificado na Bolsa de Nova Iorque também tiveram caíram para 2,7 milhões de sacas.

ICE Cotton Futures Rebound; Arabica Coffee Eases

  NEW YORK--Cotton futures rebounded from their lowest settlement in more than a month, buoyed by
concerns over near-term supplies and dry weather in the top U.S. growing state.
  Cotton for delivery in July on the ICE Futures U.S. exchange was up 2.2% at 92.47 cents a pound,
while May-delivery cotton was up 2.3% at 91.03 cents a pound.
  Futures prices settled Friday at the lowest point since March 5 after the U.S. Department of
Agriculture reported that the cancellation of export sales outpaced sales for the first time in
almost two years.
  But Friday's price drop appeared to be excessive, considering the current supplies and a drought
in Texas, said Sharon Johnson, an Atlanta-based cotton specialist representing KCG Futures. "I think
we just got too cheap," she said.
  Texas produces more cotton than any other U.S. state, and its cotton-growing regions are
experiencing extremely dry weather, according to the U.S. Drought Monitor.
  Arabica-coffee futures fell Monday after rising to a more than two-year high last week on the
worst drought in decades in Brazil, the world's biggest coffee producer and exporter. Forecasters
have cut their estimates for the harvest as the dry weather is expected to have limited the size and
quality of the current crop.
  While profit-taking was likely behind Monday's move lower, the threat of a smaller-than-expected
crop is likely to keep coffee in a range of $1.90 to $2.05 a pound for the next two weeks, said
Julio Sera, a senior risk management consultant at INTL FCStone in Miami.
  Coffee for delivery in July was down 1.6% at $2.0030 a pound, while coffee for May was down 1.7%
at $1.9785 a pound.
  Cocoa for July was 0.5% lower at $2,984 a ton, while May cocoa was down 0.5% at $2,973 a ton. Raw
sugar for July was up 0.3% at 17.52 cents a pound, while May sugar was up 0.5% at 16.88 cents a
pound.
  Orange-juice futures for May were down 0.6% at $1.6405 a pound, while July was 0.8% lower at
$1.6170 a pound.






Café tem sexta feira técnica e contratos fecham com retração

Os contratos futuros de café arábica encerraram esta sexta-feira com quedas, devolvendo, assim, parte dos fortes ganhos construídos ao longo da semana. Mesmo com as baixas, a posição maio conseguiu se manter acima do nível psicológico de 200,00 centavos. As rolagens de posição continuaram efetivas, principalmente entre maio e julho, que já é o contrato de maior liquidez na casa de comercialização norte-americana. O dia foi marcado por ações técnicas e, como já vem sendo habitual, a volatilidade foi das mais significativas. Após o julho não conseguir se sustentar acima dos 210,00 centavos, algumas ordens de venda e realizações de lucro foram empreendidas, com as perdas se consolidando.

No encerramento do dia em Nova Iorque, a posição maio teve queda de 490 pontos, com 201,20 centavos de dólar por libra peso, com a máxima em 208,65 centavos e a mínima de 199,85 centavos, com o julho registrando retração de 485 pontos, com 203,55 centavos por libra, com a máxima em 210,90 centavos e a mínima em 202,20 centavos. Na Euronext/Liffe, o maio teve perda de 15 dólares, com 2.147 dólares por tonelada, com o julho apresentando desvalorização de 16 dólares, para 2.142 dólares por tonelada.

De acordo com analistas internacionais, as ações do dia estiveram dentro do esperado para uma semana marcada por fortes oscilações positivas. Vários players aproveitaram os preços acima dos 200,00 centavos de dólar para realizar lucros. Entretanto, o mercado continua com um viés altamente positivo. Mereceram muitas análises os novos números da Organização Internacional do Café sobre a disponibilidade do grão. Segundo a entidade, deverá existir um modesto crescimento no volume de produção global de café, indo para 145,717 milhões de sacas, contra 145,436 milhões de sacas de 2012/13, elevação de menos de 300 mil sacas, ou de 0,2%. Em fevereiro, a estimativa era de uma produção mundial de 145,8 milhões de sacas. O consumo mundial foi estimado pela entidade em 145,8 milhões de sacas, alta de 2,7%.

"A sessão foi meramente técnica e marcada por realizações. Temos de lembrar que a semana foi altamente positiva e chegamos a flertar com os níveis de máxima alcançados ao longo de fevereiro. O mercado se mantém sustentado e, diante das incertezas quanto à oferta, poderemos, sim, continuar a avançar", disse um trader.

As exportações brasileiras no mês de abril, até o dia 09,totalizaram 541.168 sacas, alta de 5,43% em relação às 513.269 sacas embarcadas no mesmo período do mês anterior, de acordo com informações do Cecafé (Conselho dos Exportadores de Café do Brasil).

Os estoques certificados de café na bolsa de Nova Iorque tiveram queda de 6.589 sacas, indo para 2.589.335 sacas.

Tecnicamente, o maio na ICE Futures US tem resistência 208,65, 209,00, 209,50, 209,75, 209,90-210,00, 210,50, 211,00,211,50, 212,00, 212,50 e 213,00 centavos de dólar, com o suporte em 199,85, 199,50, 199,00, 198,50, 198,00, 197,50, 197,00, 196,50, 196,00, 195,50, 195,00,194,50 e 194,00 centavos.




Em dia de vencimento das opções, ICE Futures teve forte volume de negócios

Os Futuros de café arábica na ICE caiu pela primeira vez em sete sessões na sexta-feira , em previsões de chuva no Brasil, mas fez o seu forte desempenho semanal em cinco semanas depois de afluência às elevações de dois anos sobre as preocupações com a produção.
Os preços do café arábica atingiu seu nível mais alto desde fevereiro de 2012, depois de uma pequena cidade no maior estado de cultivo de café do Brasil , declarou estado de emergência por causa do impacto de uma seca de janeiro a fevereiro, e um analista disse que muito pouco de 2014 cultura do país tem foram vendidos desde fevereiro.
ICE mais ativo julho arábica futuros do café se estabeleceram 4,85 centavos, ou 2,3 por cento, para 2,0355 dólar centavos de dólar por libra-peso, após um pico em  2,1090 dólar no início da sessão , o mais elevado para a segunda posição desde fevereiro de 2012. Contrato perdas estendido no final da sessão , caindo 3 centavos, ou 2 por cento , nos 10 minutos finais do comércio em um ataque de venda a descoberto durante a janela de liquidação , disse concessionários.
O volume total de futuros de arábica era pesado, com dados preliminares atrelado acima de 52.500 lotes, mais do que o dobro da média de 250 dias .
O contrato fechou a semana acima de 8,8 por cento , o maior aumento em cinco semanas . Julho café arábica teve um forte começo para a semana após o Conselho Nacional do Café do Brasil (CNC ) estimou produção deste ano vai cair tão baixo como 40,1 milhões de sacas.
O mercado virou baixa nas previsões para a chuva tão necessária no cinturão do café do Brasil , embora seja incerto quanto isso vai travar maiores perdas da seca como precipitação permaneceu abaixo do normal.
"A curto prazo , espera-se potencial para ganhos modestos cerca de US$ 2,10, enquanto uma quebra acima desse nível abre possibilidade de ganhos para a área de US$ 2,15 dólares ", disse Myrto Sokou , analista sênior da Sucden Financial , referindo-se ao contrato - segundo mês .
As opções do arábica que expirou no final do dia, com contratos em aberto pesado em US$ 2,00, US$ 2,05 e US$ 2,10, ajudando a manter o mercado futuro dentro dessa faixa.

quinta-feira, 10 de abril de 2014

Café tem mais um dia de forte alta e rompe resistências na ICE

Os contratos futuros de café arábica negociados na ICE Futures US encerraram esta quinta-feira com bons ganhos, com a posição maio voltando a se posicionar acima do nível psicológico de 200,00 centavos de dólar por libra peso e se aproximando das máximas registradas ao longo do último mês de fevereiro. As ações do pregão se concentraram basicamente em aquisições de especuladores e fundos, com ligeiras realizações de lucro sendo observadas nas máximas da sessão. Mais uma vez, a questão da disponibilidade global esteve na pauta dos operadores. Levantamentos efetuados por corretoras e tradings de países consumidores, ou seja, que são mais "ouvidas" pelos players já indicam um cenário bastante diverso daquele trabalhado até janeiro passado. Muitas dessas empresas têm em suas planilhas números relativos a um déficit de café na temporada, o que redundará em uma diminuição significativa dos estoques de países consumidores e produtores. Essa mudança brusca do quadro de oferta global, resultante dos problemas climáticos enfrentados pelo maior produtor mundial, afetou em cheio os terminais, com os ganhos tendo sido bastante expressivos nesses primeiros meses do ano. Apenas em março, com algumas fixações mais fortes de origens, principalmente do Brasil, se observou uma correção, que se mostrou fugaz, diante do fato de a escala de preço hoje estar bastante próxima das máximas recentes.

No encerramento do dia em Nova Iorque, a posição maio teve alta de 625 pontos, com 206,10 centavos de dólar por libra peso, com a máxima em 207,80 centavos e a mínima de 199,95 centavos, com o julho registrando ganho de 630 pontos, com 208,40 centavos por libra, com a máxima em 210,00 centavos e a mínima em 202,35 centavos. Na Euronext / Liffe, o maio teve alta de 21 dólares, com 2.162 dólares por tonelada, com o julho apresentando valorização de 25 dólares, para 2.158 dólares por tonelada.

De acordo com analistas internacionais, a sessão foi marcado por um início já no campo positivo, muito próximo do nível psicológico de200,00 centavos, que rapidamente foi vencido. A partir daí, várias ordens de compra passaram a ser registradas, com alguns acionamentos de stops e o rompimento de outra resistência, agora em 205,00 centavos. Diante do bom retrospecto, o mercado agora tende a buscar o "target" de 209,75centavos, que é a máxima recente obtida na bolsa norte-americana. No segmento externo, o dia foi de quedas para as bolsas de valores nos Estados Unidos, com destaque para a Nasdaq, que despencou quase 3%. O dólar teve ligeira retração em relação a uma cesta de moedas internacionais. Nas commodities softs, dia de avanço significativo do café e do suco de laranja. Algodão e cacau operaram em baixa.

"Os compradores estão muito efetivos e refletem o temor do mercado com a questão da oferta. Os primeiros números sobre a quebra de safra do Brasil fez com que o movimento de recompras voltasse a se efetivar com vigor. Além disso, a questão clima volta a ganhar contornos de dramaticidade. Especialistas ressaltaram que o fenômeno El Niño pode ganhar corpo na América do Sul, o que poderia produzir chuvas atípicas no cinturão cafeeiro do Brasil. Isso poderia prejudicar ainda mais a qualidade do grão e provocar quedas de fruto, o que seria mais um fator de prejuízo às lavouras" disse um trader.

A corretora britânica Marex Spectron divulgou relatório sobre o mercado de café no qual estima o déficit global do grão em 7,1 milhões de sacas na safra 2014/2015, em comparação ao superávit de 3,6 milhões de sacas em 2013/2014 e excedente de 6,05 milhões de sacas em 2012/2013. A corretora informa que uma inédita seca nas áreas produtoras do Brasil, entre meados de janeiro e início de fevereiro, mudou completamente as projeções para o mercado do grão. A safra brasileira em 2014/2015, cuja colheita se inicia em maio está estimada pela Marex em 49 milhões de sacas, em comparação com 55 milhões de sacas na previsão anterior. A mais recente estimativa oficial da Companhia Nacional de Abastecimento, divulgada antes da estiagem, projeta a safra brasileira 2014/2015 entre 46,53 milhões e 50,15 milhões de sacas.

As exportações brasileiras no mês de abril, até o dia 09,totalizaram 541.168 sacas, alta de 5,43% em relação às 513.269 sacas embarcadas no mesmo período do mês anterior, de acordo com informações do Cecafé (Conselho dos Exportadores de Café do Brasil).

Os estoques certificados de café na bolsa de Nova Iorque tiveram queda de 250 sacas, indo para 2.595.924 sacas.
Tecnicamente, o maio na ICE Futures US tem resistência207,80, 208,00, 208,50, 209,00, 209,50, 209,75, 209,90-210,00, 210,50, 211,00,211,50, 212,00, 212,50 e 213,00 centavos de dólar, com o suporte em 199,95,199,50, 199,00, 198,50, 198,00, 197,50, 197,00, 196,50, 196,00, 195,50, 195,00,194,50 e 194,00 centavos.




Londres volta a subir em sessão com volatilidade menos intensa

Os contratos futuros de café robusta negociados na Euronext/Liffe encerraram esta quinta-feira com altas, ainda que modestas, coma volatilidade registrada sendo menos intensa que a observada ao longo dos últimos dias na casa de comercialização britânica. As rolagens de posição continuam a ser efetivadas, principalmente entre maio e julho.

De acordo com analistas internacionais, a sessão foi caracterizada por uma abertura em leve alta e até uma tentativa de pressão sobre os preços, principalmente com as vendas de origens. Entretanto, a mínima do dia não passou dos 2.144 dólares. A partir daí, novas ordens de compra passaram a ser registradas, muitas delas amparadas em operações de arbitragem contra os arábicas em Nova Iorque e os ganhos se consolidaram. A máxima do pregão chegou a 2.174 dólares, mas nesse patamar foram registradas realizações.

"A situação da oferta global continua a mexer com os operadores e os robustas, mesmo num percentual bem inferior ao de Nova Iorque, estão conseguindo registrar evoluções em seus terminais de preço. O 'target' volta a ser o nível de 2.200 dólares, sendo que esse foi um patamar onde, num passado recente, encontramos boas ações vendedoras de origens, notadamente do Vietnã", disse um trader.

O maio teve uma movimentação ao longo do dia de 7,00 mil contratos, contra 10,5 mil do julho. O spread entre as posições maio e julho ficou em 4 dólares.
No encerramento do dia, o maio teve alta de 21 dólares, com2.162 dólares por tonelada, com o julho apresentando valorização de 25 dólares,para 2.158 dólares por tonelada