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quarta-feira, 9 de abril de 2014

Coffee Eases; Orange Juice, Cotton Firm Ahead of USDA Report

  NEW YORK  -  Arabica-coffee prices slipped Wednesday as traders took profits from a four-session
rally.
  Arabica beans for delivery in May on the ICE Futures U.S. exchange were down 2.7% at $1.9130 a
pound. Futures prices had gained almost 14% over the previous four sessions on concerns that
Brazil's worst drought in decades would translate to a smaller and lower-quality crop from the
world's biggest coffee grower.
  The National Coffee Council recently reduced its estimates for the 2014 and 2015 crops, citing dry
weather in Brazil's coffee-producing belt, especially in January and February. The CNC expects this
year's crop to range from 40.1 million to 43.3 million 60-kilogram bags of coffee beans, down from
its earlier estimate of 44 million bags.
  But the higher prices are encouraging investors to cash in on the run-up and for growers to sell
their crop, said Jack Scoville, a vice president at brokerage Price Futures Group in Chicago.
  The rally "has brought out some selling," he said. "The weather in Brazil is still a major issue,
but their harvest is going to start."
  In other markets, orange-juice concentrate and cotton futures were firmer ahead of the U.S.
Department of Agriculture's monthly supply-and-demand report, scheduled for release at noon EDT.
  U.S. cotton farmers harvested their smallest crop in four years, according to the USDA, and
domestic supplies of the fiber are likely to be even smaller than expected at the end of this season
in July, according to a survey of analysts by The Wall Street Journal. Cotton for delivery in May
was up 0.3% at 92.03 cents a pound.
  Orange-juice concentrate for May was 0.3% higher at $1.5595 a pound. The USDA expects growers in
Florida to reap their smallest crop in 24 years.
  The May contract for raw sugar was 0.9% lower at 17 cents a pound, while cocoa for May was up 0.8%
at $3,015 a ton.
Em dia de boa volatilidade, café volta a conseguir ganhos na ICE
Os contratos futuros de café arábica negociados na ICE Futures US tiveram uma quarta-feira de altas, numa recuperação bastante interessante, após os preços terem apresentado uma retração efetiva ao longo da primeira metade do dia. A sessão se iniciou com uma tendência para correção, após os bons ganhos experimentados nos terminais nos últimos três pregões. Entretanto, os especuladores e fundos se posicionaram no lado vendedor e rapidamente as perdas foram ganhando corpo. No entanto, ao não conseguir romper o nível psicológico de 190,00 centavos, o maio abriu espaço para as recompras, que foram executadas com bastante solidez. O primeiro contrato inverteu a mão e passou a registrar avanços, chegando, inclusive, pelo segundo dia consecutivo, a testar o nível psicológico de 200,00 centavos de dólar. No encerramento, porém, o maio ficou abaixo desse patamar. O mercado se mostra bastante sustentado, com a preocupação dos players com a disponibilidade global continuando a nortear os negócios. Diante da incerteza sobre a safra brasileira de 2014, muitos participantes continuam a desencadear um movimento protetivo e os ganhos se mostram consideráveis.
No encerramento do dia em Nova Iorque, a posição maio teve alta de 335 pontos, com 199,82 centavos de dólar por libra peso, com a máxima em 200,25 centavos e a mínima de 190,15 centavos, com o julho registrando ganho de 340 pontos, com 202,10 centavos por libra, com a máxima em 202,45 centavos e a mínima em 192,40 centavos. Na Euronext / Liffe, o maio teve queda de 33dólares, com 2.141 dólares por tonelada, com o julho apresentando desvalorização de 33 dólares, para 2.133 dólares por tonelada.
De acordo com analistas internacionais, o dia na bolsa nova-iorquina foi marcado pela volatilidade. A posição maio variou quase mil pontos ao longo do dia, com algumas perdas pronunciadas pela manhã. Os analistas, contudo, ressaltaram a consistência atual do mercado, que conseguiu inverter o quadro e fechar com ganhos interessantes. Tecnicamente, o "target" para o maio é 200,00 centavos, no curto prazo, com o objetivo seguinte residindo em 209,75 centavos. No segmento externo, o dia foi de boas altas para as bolsas de valores nos Estados Unidos, ao passo que o dólar caiu em relação a uma cesta de moedas internacionais. Nas commodities, alta para o petróleo, ao passo que nos softs o açúcar recuou e café, trigo e cacau tiveram bom desempenho.
"Não tivemos uma mudança no cenário. O mercado se mantém tenso e tende a manter o comportamento comprador, principalmente quanto às incertezas sobre a safra brasileira nesta temporada. Tivemos um março com muitas fixações dos produtores brasileiros, algo que diminuiu consideravelmente nos últimos dias e que também contribuiu para que os ganhos se efetivassem. Diante da incerteza quanto à disponibilidade global, o mecanismo escolhido é o mais conservador, com compras protetivas. Algumas correções, como as da manhã desta quarta, são esperadas, ante o avanço significativo recente", disse um trader.
O Brasil exportou 4,4% a mais de café em março passado na comparação com o mesmo mês de 2013, mas a receita foi 9,9% inferior. Dados do Cecafé (Conselho dos Exportadores de Café do Brasil) mostram embarques de2.682.437 sacas (verde, torrado & moído e solúvel), contra 2.568.939 em março de 2013. Já a receita foi de 429,285 milhões de dólares. Considerando o ano safra, foram comercializadas 24.823.991 sacas de café entre julho de 2013 e março de 2014, 7,9% mais que no mesmo período da safra anterior. A receita acumulada é de 3,664 bilhões de dólares. O arábica respondeu por 85,9% das vendas do país no mês passado, o solúvel por 9,2% e o robusta por 4,8%. Os Estados Unidos lideraram as compras de café brasileiro, sendo seguidos por Alemanha e Itália.
As exportações brasileiras no mês de abril, até o dia 07,totalizaram 369.951 sacas, queda de 22,9% em relação às 480.038 sacas embarcadas no mesmo período do mês anterior, de acordo com informações do Cecafé.
Os estoques certificados de café na bolsa de Nova Iorque tiveram alta de 3.687 sacas, indo para 2.596.174 sacas.
Tecnicamente, o maio na ICE Futures US tem resistência200,25, 200,50, 201,00, 201,50, 202,00, 202,50, 202,80, 203,00, 203,50, 204,00,204,50, 204,90-205,00 e 205,50 centavos de dólar, com o suporte em 190,15,190,10-190,00, 189,50, 189,00, 188,50, 188,00, 187,50, 187,00, 186,50, 186,00,185,50, 185,00, 184,50 e 184,00 centavos.

Londres tem dia de retração, mas se mantém acima dos US$ 2.100
O bom desempenho dos preços dos cafés robustas negociados na Euronext / Liffe não conseguiu ser repetido nesta quarta-feira. Em uma sessão relativamente tranquila, os vendedores foram predominantes e os terminais fecharam no lado negativo da escala. No entanto, a posição maio conseguiu preservar, sem maiores problemas, o intervalo acima do nível psicológico de 2.100 dólares.
De acordo com analistas internacionais, o dia foi marcado por algumas vendas especulativas e também realizações de lucro, após os avanços significativos dos últimos dias. Algumas perdas também estiveram na esteira das retrações da manhã para os arábicas em Nova Iorque. Entretanto, na bolsa norte-americana o que se viu foi uma recuperação, na parte final do dia, algo que não conseguiu ser produzido na casa de comercialização britânica.
"Tivemos um dia com algumas liquidações, mas com uma volatilidade modesta. Temos de lembrar que a maior pressão sobre a oferta está com os cafés do tipo arábica. Assim, as oscilações com os robustas são menores e mais facilmente de passarem por correções. Ainda assim, o cenário em Londres ainda é bastante positivo", disse um trader.
O maio teve uma movimentação ao longo do dia de 5,48 mil contratos, contra 8,69 mil do julho. O spread entre as posições maio e julho ficou em 8 dólares.
No encerramento do dia, o maio teve queda de 33 dólares, com2.141 dólares por tonelada, com o julho apresentando desvalorização de 33dólares, para 2.133 dólares por tonelada.


Sul de Minas: precisa em média de 885 litros de café para produzir uma saca

A Agnocafé está acompanhando diariamente as amostragens do começo de colheita de uma grande empresa exportadora de café do sul de Minas, que começou na segunda feira . A dois dias atrás, a amostragem de uma fazenda de Três Pontas, precisou de 840 litros de café para produzir uma saca de café.

Na amostragem de ontem de uma fazenda de Varginha, precisou de 930 litros de café para produzir uma saca de café. A média das duas fazendas ficou em 885 litros para produzir uma saca de café. A média das amostras está em 885 litros para produzir a saca

Em anos normais, no começo da colheita é preciso em uma renda de 20%, cerca de 600 litros pra uma saca de café e durante a colheita vai diminuindo a quantidade para média de 450 litros. Para começo de colheita a primeira amostra a queda foi de 28,57% e a segunda foi de 35,48% e se comparar com o final da colheita a queda foi de 46% na primeira e 51,61% na segunda.

Para o engenheiro agrônomo Antônio Carlos Marques da Costa, da cidade de Garça, este dados mostra que a quebra de safra deve ser grande. Ele alertou, tem que levar em considerações muitas variáveis, a variedade, do pé de café, idade do café, quantidade de cereja e etc.

Antônio Carlos, diz que em uma fazenda no sul de Minas, onde a colheita está adiantada a queda está em 40%. “ depende de muitas variáveis, é só do final da colheita e depois que o café for beneficiado, vai saber o tamanho exato da quebra”, acrescentou.

ESTIAGEM NO BRASIL MANTERÁ PREÇO FUTURO DO CAFÉ ELEVADO, DIZ BANCO

Preocupações com os prejuízos causados pela estiagem no Brasil devem manter os preços internacionais do café arábica elevados até o ano que vem, afirmou nesta segunda-feira Christian Praun, trader de commodities do Espírito Santo Bank, na 2ª Conferência de Agronegócios, em São Paulo. De acordo com ele, os cafeicultores brasileiros aproveitaram a recente valorização da commodity na Bolsa de Nova York (ICE Futures US) para negociar os grãos estocados de safras passadas. 'O Brasil fixou muito nas últimas duas a três semanas, mas agora a origem já não está mais tão presente', comentou Praun.

O trader do banco observou que os preços do café fino no mercado doméstico saltaram de R$ 280 a saca no fim de 2013 para cerca de R$ 500 a saca no início deste ano, mas devem ficar na casa de R$ 400 a saca dentro de um ano e meio a dois anos. Para os futuros na ICE, ele projeta um recuo para área de 160 centavos de dólar por libra-peso. Hoje o primeiro vencimento na ICE fechou a 193,35 centavos de dólar por libra-peso.

Na opinião de Praun, as atuais cotações em Nova York refletem uma safra de cerca de 50 milhões de sacas no Brasil. 'Tivemos problemas com a seca, principalmente no sul de Minas, e os fundos agora tentam atrair mais players (torrefadoras) para maximizar esses ganhos', afirmou o trader.
Volatilidade do café prejudica financiamento a exportador
Gustavo Bonato - Reuters / Exame.com

Segundo Terra Forte, volatilidade tem imposto dificuldades para empresas obterem financiamento no volume necessário para realizarem as compras antecipadas

São Paulo - A volatilidade dos preços de café em função das perdas na safra brasileira tem imposto dificuldades para as empresas exportadoras obterem financiamento bancário no volume necessário para realizarem as compras antecipadas que necessitam, disse nesta segunda-feira um importante executivo do setor.

"Os poucos negócios que você tem, que você é obrigado a hedgear, você precisa de recursos que são muito maiores. Nem é possível que os bancos consigam acompanhar a evolução do crédito na mesma velocidade", disse Joaquim Libanio Ferreira Leite, diretor de exportação da Terra Forte Cafés, uma das maiores exportadoras brasileiras do produto.

Ele lembrou que até dezembro havia um cenário tranquilo quanto à safra de 2014, mas o tempo quente e seco em importantes regiões produtoras da variedade arábica no início do ano danificou muitas lavouras e fez os preços dispararem.

Uma saca de 60 kg que poderia ser negociada a 320 reais para entrega em setembro, agora pode custar até 500 reais, diz Libanio.

Os contratos futuros na bolsa de Nova York já acumulam alta de cerca de 70 por cento desde o início do ano.

"Numa situação de incerteza, como a de hoje, uma das maneiras de se hedgear (travar preços) é comprar o físico, para depois vender. É o hedge mais básico: compra primeiro para vender depois", disse, referindo-se ao modelo de negociação que encontra escassez de recursos para ser financiado. "Você sabe que café tem na mão." Ele preferiu não estimar os volumes de recursos que faltam ao setor, nem o nível de alavancagem das empresas com este tipo de negócio.

Beber Chá

A Terra Forte estimou a safra brasileira de café 2014/15 em 48 milhões de sacas.

"Os danos são irreparáveis. Nunca tivemos uma situação como essa. Em cada região você tem cenários diferentes", afirmou o exportador.

A preocupação está não apenas no volume, mas principalmente na qualidade dos grãos.

"Vai ter um impacto muito grande na indústria. Ela é preparada para um certo tamanho e ela não consegue lidar com tamanhos diferentes, especialmente quando você tem grãos mal formados, mal granados", afirmou.

As consequências da seca do início de 2014 também poderão ser sentidas na safra do ano que vem, lembrou o especialista, uma vez que o clima também afetou a formação dos brotos e flores que vão virar grãos na safra 2015/16.

"Se não chover (no outuno/inverno), vai emendar mais um período de seca... e aí não sabemos o que vai ser. Vai ser um drama", disse ele a jornalistas, no intervalo de um evento em São Paulo. "Podem começar a beber chá."

Marex revisa oferta global de café para déficit de 7,1 mi de sacas

São Paulo, 08 - A corretora britânica Marex  Spectron divulgou relatório de abril sobre o mercado de café no qual estima déficit global do grão de 7,1 milhões de sacas de 60 quilos na safra 2014/15, em comparação ao superávit de 3,6 milhões de sacas em 2013/14 e excedente de 6,05 milhões de sacas em 2012/13. No relatório anterior, de janeiro, a Marex previa superávit de 1,9 milhão de sacas em 2014/15.

A corretora informa que uma inédita seca nas áreas produtoras do Brasil, entre meados de janeiro e início de fevereiro, mudou completamente as projeções para o mercado do grão. "A seca levou o balanço global 2014/15 a um déficit de 7,1 milhões de sacas. Mas isso será antecedido de um superávit acumulado de 9,65 milhões de sacas ao longo de 2012/13 e 2013/14", observa a Marex.

A safra brasileira em 2014/15, cuja colheita se inicia entre maio e junho, está estimada pela Marex em 49 milhões de sacas, em comparação com 55 milhões de sacas na previsão de janeiro passado. A mais recente estimativa oficial da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), divulgada antes da estiagem, projeta a safra brasileira 2014/15 entre 46,53 milhões e 50,15 milhões de sacas, com média de 48,3 milhões de sacas, em comparação aos 49,15 milhões de sacas no período anterior.

Conforme o relatório da Marex, "não há nenhum problema com a disponibilidade física de café no ano civil de 2014, mas existem significativos riscos que ameaçam 2015/16". Além do problema no Brasil, o futuro é incerto por causa da ameaça de desenvolvimento do fenômeno climático El Niño, que pode prejudicar plantações, e pela doença roya nos cafezais da América Central. "É muito cedo para tentar prever o balanço 2015/16, mas já há razões para temer um outro déficit significativo em 2015/16, o que levaria a preços substancialmente mais altos", avalia a corretora.

Modelos climáticos estão começando a mostrar o aumento da temperatura do Oceano Pacífico, indicando um provável retorno do El Niño, pela primeira vez desde 2009. "A semelhança com o forte El Niño de 1997, na mesma época do ano, é impressionante, mas ainda é muito cedo para prever o impacto que isso pode ter sobre a produção em 2014/15", diz a Marex.

EXPORTAÇÕES TOTAIS DO BRASIL EM 2014 TEM AUMENTO DE 13,9% - CECAFÉ
Somando os três primeiros meses de 2014, janeiro a março,
os embarques brasileiros totais de café chegam a 8,349 milhões de sacas, com
aumento de 13,9% no comparativo com o mesmo intervalo de 2013 (7,329 milhões de
sacas. A receita chega a US$ 1,219 bilhão no acumulado dos três primeiros
meses de 2014, queda de 13,7% contra o mesmo período de 2013 (US$ 1,413
bilhão). As informações partem do balanço mensal do Conselho dos
Exportadores de Café do Brasil (Cecafé).
Temporada 2013/14
    As exportações totais brasileiras de café (verde e industrializado) no
acumulado dos nove primeiros meses da temporada 2013/14, de julho de 2013 a
março de 2014, chegam a 24,823 milhões de sacas de 60 quilos, tendo aumento de
7,9% no comparativo com igual período da temporada 2012/13, quando os
embarques foram de 23,013 milhões de sacas.
    A receita com estas exportações de julho a março foi de US$ 3,663
bilhões, com diminuição de 21,4% no comparativo com igual período da
temporada 2012/13 (US$ 4,659 bilhões).
    Veja o quadro com o desempenho das exportações no acumulado do ano e da
temporada:
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Acumulado ANO-SAFRA (Jul/Jun)
sacas (60 Kg) - US$ mil
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           Volume          Total       Torrado e                Total
   Robusta    Arábica      Verde        Moído     Solúvel*** Industrializ.
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Jul 12 - Mar 13
  817.432   19.513.585   20.331.017     24.085   2.658.225     2.682.310
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Jul 13 - Mar 14*
1.143.165   21.103.383   22.246.548     21.064   2.556.379     2.577.443
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Variação sacas
  325.733    1.589.798    1.915.531     -3.021    -101.846      -104.867
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VAR% 40%        8,1%          9,4%      -12,5%      -3,8%         -3,9%
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     Exportações Totais         Receita      Preço Médio   
     de Café (sacas de 60 kg)   US$ Mil      (US$ Saca)
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Jul 12 - Mar 13**
       23.013.327              4.659.849      202,48
--------------------------------------------------------------------------
Jul 13 - Mar 14**
       24.823.991              3.663.950      147,60
--------------------------------------------------------------------------
Variação sacas
        1.810.664               -995.899     (54,89)
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VAR %     7,9%                   -21,4%      -27,1%
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Acumulado ANO-CIVIL 2014 (Janeiro a Março)
sacas (60 Kg) - US$ mil
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           Volume          Total       Torrado e                Total
   Robusta    Arábica      Verde        Moído     Solúvel*** Industrializ.
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jan-mar 13
   136.352   6.386.610   6.522.962       5.491     800.674      806.165
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jan-mar 14 (*)
   400.402   7.172.862   7.573.264       4.366     772.036      776.402
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Var. sacas 2014/2013
   264.050     786.252   1.050.302      -1.125     -28.638      -29.763
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Var. % 2014/2013
     194%       12,3%       16,1%       -20,5%       -3,6%       -3,7%
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     Exportações Totais         Receita      Preço Médio   
     de Café (sacas de 60 kg)   US$ Mil      (US$ Saca)
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jan-mar 13
       7.329.127               1.413.163        192,81
--------------------------------------------------------------------------
jan-mar 14 (*)
       8.349.666               1.219.791        146,09
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Var. sacas 2014/2013
       1.020.539                -193.373       (46,73)
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Var. % 2014/2013
          13,9%                  -13,7%         -24,2%
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* Preliminar
Fonte: arábica, robusta e torrado/moído - CECAFÉ / solúvel - ABICS
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terça-feira, 8 de abril de 2014

Temor sobre disponibilidade se mantém e café tem nova alta na ICE

Os contratos futuros de café arábica negociados na ICE Futures US encerraram esta segunda-feira com fortes ganhos, em mais uma sessão caracterizada por compras bastante efetivas por parte de especuladores e fundos. Novas resistências foram vencidas, com vários stops de compras sendo lançados ao longo do pregão. Mais uma vez, a questão climática dominou as conversas entre os players, principalmente após os levantamentos recentes efetuados por entidades e profissionais em zonas produtoras do Brasil. Tais análises apontaram para uma quebra substancial da safra do país na temporada atual, o que, efetivamente, vai comprometer a oferta global do grão. Um nome bastante respeitado no segmento de commodities, a especialista Judith Ganes-Chase, presidente da J.Ganes Consulting, LCC, apresentou um relatório sobre a atual situação do mercado cafeeiro. Segundo ela, o cenário é "altamente altista", sendo que se pode buscar uma resistência em 325,00 centavos e um suporte em 250,00 centavos para a posição julho. Ela ampara essa avaliação em notícias vindas do Brasil, que teria uma quebra pronunciada de safra. Ela ressaltou que as chuvas recentes, que até estimularam uma correção nos terminais, não serão suficientes para fazer com que os problemas acumulados desapareçam e, portanto, a baixa na produção já está consolidada. Além disso, ela lembrou que a renda do café deverá ser baixa, havendo necessidade de mais grãos para a composição de uma saca. Outro ponto destacado é que o amadurecimento dos frutos tem sido precoce, o que também pode prejudicar a renda.


No encerramento do dia em Nova Iorque, a posição maio teve alta de 835 pontos, com 193,35 centavos de dólar por libra peso, com a máxima em 196,80 centavos e a mínima de 185,55 centavos, com o julho registrando valorização de 845 pontos, com 195,55 centavos por libra, com a máxima em198,95 centavos e a mínima em 187,65 centavos. Na Euronext/Liffe, o maio teve alta de 39 dólares, com 2.124 dólares por tonelada, com o julho apresentando valorização de 40 dólares, para 2.112 dólares por tonelada.

De acordo com analistas internacionais, a sessão foi iniciada com preços ligeiramente em alta. No entanto, rapidamente os compradores tomaram as rédeas dos negócios e ganhos progressivos passaram a ser verificados, com o maio chegando a flutuar no nível de 196,00 centavos. Nas máximas, porém, algumas realizações foram identificadas, sem, contudo, afetar o bom desempenho dos preços. No segmento externo, o dia foi de quedas para as bolsas de valores nos Estados Unidos e para o dólar em relação a uma cesta de moedas internacionais. Nas commodities, retração para o petróleo, ao passo que nos softs o destaque positivo foi o café, com o algodão, açúcar e cacau experimentando baixas.

"Voltamos a ter o viés climático como chave para a dinâmica dos preços nos terminais. Aquela preocupação tão evidente ao longo do começo do ano voltou a ganhar força, afinal, os temores de que a quebra da safra brasileira seria consideravelmente alta parecem se confirmar, ao menos em algumas regiões. Ainda assim, fica difícil dimensionar qual será o impacto dessa produção sobre a oferta global e também sobre os estoques. Players mais conservadores, porém, preferem efetuar algumas aquisições protetivas, o que tem reflexo nos terminais", disse um trader.

"Quem está com a pele no jogo tem se queimado em tentar adivinhar o curso das cotações no intraday/curto-prazo. O mercado físico não tem sido um bom termômetro já que está bem devagar, ainda que para o robusta tenha sido negociado volume para a indústria. Do ponto de vista da indústria, a estratégia neste momento é menos complicada. Digo isto, pois o benefício de ficar comprado nos atuais patamares, ou estender cobertura (se possível), é maior do que o risco de não fazer nada. Assumindo que os problemas na produção não ultrapassem as perdas de 5 milhões de sacas que muitos dizem, o mercado pode cair 20 ou 30 centavos. Por outro lado, caso as perdas sejam maiores e a situação alarmante para a safra 2015/2016 se concretize, a alta pode de fato ser de 1 dólar ou mais. Para os produtores, vender café com lucro depois de vermos preços caírem tanto até o começo de ano foi a decisão acertada e não deve mudar. Entretanto, neste momento mesmo que queiram comercializar mais de suas safras futuras a maioria não consegue dados os limites que exportadores, dealers e bancos impõem diante de incertezas sobre a quebra de produção", indicou Rodrigo Corrêa da Costa, da Archer Consulting.

O Brasil terá a menor safra de café dos últimos cinco anos, devido ao efeito da estiagem e do clima quente registrado no início do ano. Essa é a avaliação apresentada pelo CNC (Conselho Nacional do Café), entidade que congrega o setor produtor do país. Segundo o levantamento, a colheita de café do Brasil em 2014/2015 cairá para um intervalo entre 40,1 e 43,3 milhões de sacas, contra 49,15 milhões de sacas da temporada passada. A se confirmaremos números do estudo encomendado pelo CNC à Fundação Procafé, o maior produtor e exportador global de café teria a menor safra desde 2009, quando o país produziu 39,47 milhões de sacas. De acordo com o Conselho, os pesquisadores da Fundação Procafé explicaram que o efeito da seca e das altas temperaturas foram mais acentuados nos cafezais com menor nível tecnológico, nos quais o produtor utilizou poucos insumos, principalmente os fertilizantes, devido aos preços aviltados do mercado antes desse movimento climático.

Os estoques certificados de café na bolsa de Nova Iorque tiveram queda de 2.715 sacas, indo para 2.588.512 sacas.

Tecnicamente, o maio na ICE Futures US tem resistência 196,80, 197,00, 197,50, 198,00, 198,50, 199,00, 199,50, 199,90-200,00, 200,50,201,00, 201,50, 202,00, 202,50, 203,00, 203,50 e 204,00 centavos de dólar, como suporte em 185,55-185,50, 185,00, 184,50, 184,00, 183,50, 183,00, 182,50,182,00, 181,50, 181,00, 180,50, 180,10-180,00, 179,50, 179,30 e 179,00 centavos.




Londres volta a se beneficiar das arbitragens e tem dia de alta

Os contratos futuros de café robusta negociados na Euronext/Liffe encerraram esta segunda-feira com bons ganhos, que permitiram fazer com que a posição maio voltasse a flutuar acima do nível psicológico de 2.100 dólares. Assim como ocorreu ao longo do período recente de fortes ganhos, Londres se favoreceu das arbitragens contra os arábicas em Nova Iorque e registrou avanços significativos.


De acordo com analistas internacionais, a sessão foi marcada por boas compras especulativas. A abertura já se deu próximo do patamar de 2.100 dólares, nível que rapidamente foi rompido, abrindo espaço para o acionamento de novas ordens de compra. A máxima do pregão atingiu a marca de 2.139 dólares.

"Tivemos uma sessão favorável, com os compradores se mantendo à frente das ações ao longo de praticamente todo o dia. As preocupações com o clima voltaram a ganhar corpo. Os arábicas subiram fortemente na sexta-feira e voltaram a repetir a carga na sessão de hoje. A evolução dos robustas não tem sido tão intensa, mas é suficiente para que voltemos a manter um padrão de preços bastante interessante", disse um trader.

O maio teve uma movimentação ao longo do dia de 7,88 mil contratos, contra 7,07 mil do julho. O spread entre as posições maio e julho ficou em 12 dólares.

No encerramento do dia, o maio teve alta de 39 dólares, com 2.124 dólares por tonelada, com o julho apresentando valorização de 40 dólares, para 2.112 dólares por tonelada.




Mercado interno totalmente travado nesta segunda feira

O mercado interno ficou paralisado nesta segunda feira, com os compradores oferecendo cerca de R$ 10,00 a menos dos pedidos pelos vendedores. Segundo diretor de comercialização de uma cooperativa do sul de Minas, as ofertas para duro estavam em R$ 440,00, mas o pedido era de R$ 450,00 passa safra 12/13 e R$ 460,00 para 13/14. " Os compradores não querem repassar o aumento em NY que foi de 2.000 pontos, nas últimas três sessões".

Outro fator para a retração vendedora é a perspectiva de maiores alta na bolsa devido ao estrago feito pela estiagem nas lavouras brasileira na safra deste ano e do próximo. E a hora que o mercado perceber o tamanho da perdas, eles vão ficar surpreso", acrescentou.

sexta-feira, 4 de abril de 2014

Café interrompe série negativa na ICE e se aproxima dos 175 cents

Data: 03/04/2014
Os contratos futuros de café arábica negociados na ICE Futures US encerraram esta quinta-feira com ganhos, interrompendo, assim, a semana baixista. O dia foi caracterizado por uma tranquilidade bem maior que a verificada recentemente na casa de comercialização norte-americana. Ao longo da maior parte do pregão, os preços flutuaram dentro de um range estreito, sendo que apenas na parte final do dia os compradores ganharam maior fôlego e permitiram fazer com que o maio se reaproximasse do referencial psicológico de175,00 centavos. A sessão foi, mais uma vez, marcado pelo viés técnico. Os baixistas chegaram a tentar fazer com que a posição de maior liquidez testasse patamares inferiores a 170,00 centavos, mas, ao contrário do observado ao longo da quarta-feira, não demonstram consistência para executar essa operação. O mercado, mantendo o quadro que tem sido verificado ao longo das últimas semanas, continua discutindo fortemente a questão da disponibilidade global do café. Muitos players se mostram preocupados com um déficit mais efetivos, o que poderia fazer com que os estoques globais diminuíssem consideravelmente. A empresa Comexim indicou que estima que os estoques de passagem do Brasil, no início de julho, deverão atingir a marca de 11,5 milhões de sacas, refletindo a quebra causada pelos problemas climáticos recentes. Para efetuar esse cálculo, a exportadora avaliou que no primeiro dia deste ano exercício existiam disponíveis 38,07 milhões de sacas, com o primeiro trimestre tendo uma exportação de 7,5 milhões de verde, além da produção de 800 mil sacas de solúvel e consumo interno de 5 milhões de sacas, o que reduziria o número para 24,77 milhões de sacas. Com base na média, obteve-se o número dos estoques de passagem.

No encerramento do dia em Nova Iorque, a posição maio teve alta de 190 pontos, com 174,60 centavos de dólar por libra peso, com a máxima em 175,00 centavos e a mínima de 170,85 centavos, com o julho registrando valorização de 190 pontos, com 176,70 centavos por libra, com a máxima em 177,00 centavos e a mínima em 173,00 centavos. Na Euronext/Liffe, o maio teve queda de 4 dólares, com 2.016 dólares por tonelada, com o julho apresentando valorização de 1 dólar, para 2.014 dólares por tonelada.

De acordo com analistas internacionais, o dia foi caracterizado por uma volatilidade bem menos intensa, o que permitiu fazer com que os terminais trabalhassem com poucas oscilações ao longo de praticamente toda a primeira metade do dia. Na segunda metade, algumas compras mais efetivas foram registradas, mas com o maio não conseguindo romper o nível psicológico de175,00 centavos, ainda que o fechamento das operações tenha se dado próximo da máxima. No segmento externo, o dia foi de ligeiras quedas para as bolsas de valores nos Estados Unidos e alta do dólar em relação a uma cesta de moedas internacionais. As commodities softs tiveram alta para a maior parte das matérias-primas, com o destaque positivo sendo o açúcar.

"A tendência é que consigamos manter os atuais patamares. O mercado parece ter conseguido achar um teto próximo dos 200,00 centavos, ao passo que o piso parece ficar próximo dos 170,00 centavos, ao menos no curto prazo. O mercado ficou atento a um levantamento efetuado por órgãos especializados em agronomia do Brasil na cidade de Três Pontas, considerada uma das maiores produtoras do país. Naquela região, segundo os técnicos, a perda pode chegar a 45% neste ano, confirmando, assim, os fortes efeitos da seca e do calor intenso, registrados nas primeiras semanas do ano, sobre as lavouras", disse um trader.

A produção de café da Colômbia cresceu 34% em março impulsionada pelo programa de renovação de lavouras do país, pelo aumento da produtividade e também pelas boas condições climáticas, informou a Federacafe(Federação Nacional dos Cafeicultores da Colômbia). No mês passado, o país sul-americano produziu 828 mil sacas, contra 617 mil sacas de março de 2013.Enquanto isso, as exportações de café da Colômbia cresceram 37% em março, para 928 mil sacas, em contraste com as 677 mil sacas do mesmo mês do ano passado. A Colômbia, famosa por seus cafés suaves lavados, registrou em 2013 uma safra de10,9 milhões de sacas, um crescimento de 41% em relação a 2012.

Os estoques certificados de café na bolsa de Nova Iorque tiveram queda de 3.630 sacas, indo para 2.589.269 sacas.

Tecnicamente, o maio na ICE Futures US tem resistência 175,00, 175,50, 176,00, 176,50, 177,00, 177,50, 178,00, 178,30, 178,50, 178,95,179,00, 179,50, 180,00 e 180,50 centavos de dólar, com o suporte em 170,85,170,50, 170,10-170,00, 169,50, 169,00, 168,50, 168,00-167,90, 167,50, 167,00,166,50, 166,00, 165,50, 165,10-165,00 e 164,50 centavos.




Londres tem dia de poucas variações e preços próximos da estabilidade

Os contratos futuros de café robusta negociados na Euronext/Liffe encerraram esta quinta-feira com poucas oscilações, em uma sessão relativamente tranquila, bem diferente do cenário de volatilidade intensa registrado ao longo dos últimos pregões. A posição maio variou nesta quinta dentro de um range curto, de menos de 20 dólares, preservando o suporte de 2.000 dólares.

De acordo com analistas internacionais, o dia foi marcado por uma abertura num patamar muito próximo do fechamento da quarta-feira. Os vendedores e compradores se alternaram, mas as ordens foram apenas modestas e o maio, no lado positivo, não conseguiu ir além de nível de 2.028 dólares, ao passo que a mínima do pregão ficou em 2.009 dólares.

"Tivemos uma sessão técnica, claramente com viés consolidativo. As oscilações foram muito curtas e conseguimos manter os padrões intactos. Esse comportamento tão diverso daquele verificado recentemente seguiu, em parte, o comportamento de Nova Iorque, que também teve uma sessão calma para os arábicas. O desafio em Londres continua sendo preservar o patamar de 2.000 dólares. Por enquanto isso tem sido conseguido, já que a especulação sobre a disponibilidade global continua a existir", disse um trader.

O maio teve uma movimentação ao longo do dia de 7,31 mil contratos, contra 4,23 mil do julho. O spread entre as posições maio e julho ficou em 2 dólares.

No encerramento do dia, o maio teve queda de 4 dólares, com 2.016 dólares por tonelada, com o julho apresentando valorização de 1 dólar, para 2.014 dólares por tonelada.