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quarta-feira, 19 de março de 2014

Dólar cai com fluxo positivo e menor aversão a risco no exterior

A diminuição da tensão em relação à crise na Ucrânia e os dados econômicos dos
Estados Unidos apontando para uma recuperação lenta da economia americana
abriram espaço para a retomada do apetite por ativos de maior risco, levando a
uma queda do dólar frente às principais moedas emergentes. No mercado interno,
a queda da moeda americana foi intensificada pelo fluxo positivo de recursos.
O dólar comercial caiu 0,34%, encerrando a R$ 2,3420. Já o contrato futuro para
abril recuava 0,46% para R$ 2,347 . Mais cedo, investidores com posições
compradas na moeda americana chegaram a puxar o dólar para R$ 2,36, mas as
intervenções do Banco Central e o fluxo positivo, associados à melhora no
exterior, ajudaram a reverter o movimento de alta.
O impacto limitado das sanções impostas à Rússia e à Crimeia pelos Estados
Unidos e Europa e a postura mais cautelosa do presidente russo, Vladimir Putin,
ao destacar que dizer que não pretende anexar outras regiões da Ucrânia além da
Crimeia, ajudaram a reduzir à preocupação com a crise na Ucrânia.
Além disso, os dados ainda fracos da economia americana reforçam a perspectiva
de uma recuperação lenta dos Estados Unidos e de uma retirada gradual dos
estímulos monetários por parte do Federal Reserve. O índice de preços ao
consumidor (CPI, na sigla em inglês) divulgado hoje mostrou uma alta de 0,1% em
fevereiro em linha com a previsão do mercado. Já na leitura anual a alta foi de
1,1%, o dado mais fraco desde outubro e abaixo da meta de 2% do Fed para
iniciar a normalização da taxa de juros.
O dólar caía 0,43% frente ao dólar australiano, 0,28% diante do rand
sul-africano, 0,22% frente ao peso chileno e operava estável em relação ao peso
mexicano.
No mercado interno, a queda da moeda americana foi intensificada pelo fluxo
positivo de recursos. Operadores afirmam que parte desses recursos pode estar
relacionada ao ingresso de divisas pela Petrobras, referente à captação de US$
8,5 bilhões por meio de emissão de bônus realizada na semana passada.
Com o dólar abaixo de R$ 2,35, o mercado discute se o Banco Central fará a
rolagem integral do lote de US$ 10,148 bilhões em contratos de swap cambial com
vencimento previsto para o início de abril.  Hoje a autoridade monetária  fez a
rolagem de todos os 10 mil contratos de swap ofertados em leilão, em operação
que movimentou o equivalente a US$ 492,2 milhões. Com isso,  ainda restam US$
6,702 bilhões em contratos a serem renovados. Se mantiver o ritmo de renovação
de US$ 500 milhões por dia, o BC rolará apenas US$ 8 bilhões do lote de US$
10,148 bilhões a vencer em abril. Segundo anali stas, a autoridade monetária
não deve anunciar nenhuma mudança nos leilões de rolagem pelo menos até a
reunião do Federal Reserve, que começou hoje e termina amanhã. "Não faz sentido
o BC não rolar integralmente esse lote, isso poderia passar um sinal ruim para
o mercado, trazendo maior incerteza e instabilidade para a taxa de câmbio",
afirma Italo Abucater, especialista em câmbio da Icap Corretora.
Para Abucater, o BC deveria manter a estratégia de não interferir na tendência
do câmbio, que tem mostrado um alívio no curto prazo, por conta da melhora da
aversão a risco no cenário externo.
Em audiência na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado, o presidente
do BC, Alexandre Tombini, não deu nenhuma sinalização sobre as rolagens de
swaps cambiais em curso e limitou-se a dizer que a situação dos swaps no
momento é favorável ao BC. O presidente do BC afirmou, no entanto, que o Brasil
continua recebendo investimentos externos, e que o ajuste em preços relativos,
incluindo câmbio, é parte da solução e que o BC responderá de forma clássica a
essas mudanças.
Tombini apontou que as políticas que vêm sendo adotadas militam no sentido de
reduzir o desiquilíbrio da conta corrente brasileira, cujo déficit está em
3,67% no acumulado de 12 meses até janeiro. O presidente do BC ressaltou  que a
autoridade monetária sabe lidar com os fluxos internacionais de capitais e que
se as condições permitirem nada impede de o BC retomar a política de acumulação
de reservas.




Inflação impulsiona juros futuros; Tombini sinaliza que aperto prossegue

Os juros futuros ignoraram o tombo do dólar e avançaram hoje na BM&F escorados
nas preocupações crescentes com a inflação. Dados de atividade mais fortes que
o previsto e o salto expressivo dos IGPs, promovidos pela disparada dos preços
dos alimentos, sugerem que a inflação corrente ao consumidor vai acelerar daqui
para frente, respingando, é claro, nas expectativas para o IPCA.  É consenso no
mercado de que não há clima para que o BC interrompa o ciclo de aperto
monetário deixando a Selic congelada em 10,75% no encontro do Copom no início
de abril. Especula-se, agora, se haverá a necessidade de uma dose extra de
juros em maio.  Com pouco mais de 100 mil contratos negociados (o dobro de
ontem), o DI julho/2014 ? que abrange as apostas para os dois próximos
encontros do Copom ? subiu de um degrau, de 10,81% para 10,82%. Já o contrato
para janeiro de 2015 avançou um pouco mais, de 11,15% para 11,18%.  DI
janeiro/2016 subiu de 12,08% para 12,16%; DI janeiro/2017 pulou de 12,57% para
12,67%.




PERSPECTIVA CÂMBIO E JUROS: Negócios ficarão lentos à espera de ata do Fomc
   São Paulo, 18 de março de 2014 - A decisão da política monetária e a
expectativa de novo corte nos estímulos à economia pelo Federal Reserve (Fed,
o banco central norte-americano) estarão no foco dos investidores nesta
quarta-feira. "Dificilmente haverá volatilidade pela manhã e a tendência é
de abertura estável. Os negociadores aguardarão o término da reunião para
tomar decisões", diz o estrategista-chefe do Banco Mizuho do Brasil, Luciano
Rostagno.
   Segundo o economista, a expectativa é de que o comitê da autoridade
monetária decida pelo corte de mais US$ 10 bilhões nos estímulos à economia
dos Estados Unidos, para US$ 55 bilhões mensais. Ele destacou será importante
analisar se a continuidade da compra de ativos continuará nos próximos meses.
Declarações feitas pela presidente do Fed, Janet Yellen, também poderão
influenciar os mercados.
   Apesar da tensão entre Rússia e Ucrânia ter esfriado, os investidores
também estarão com os radares atentos a essa questão, que pode influenciar o
comportamento do câmbio e, consequentemente das taxas dos contratos de
Depósito Interfinanceiro (DI). No mercado interno, Rostagno diz que o resultado
do fluxo cambial até sexta-feira (14) poderá interferir no comportamento da
divisa caso seja indicado saída ou entrada forte de dólar no País.
   Nesta terça-feira, o dólar comercial encerrou as negociações com
desvalorização ante o real devido ao alívio da tensão entre russos e
ucranianos, com o presidente da Rússia Vladimir Putin afirmando que não
invadirá o país ajudou a reverter a cautela nos mercados verificada na
abertura das negociações. A divisa caiu 0,34%, cotada a R$ 2,3400 para compra
e a R$ 2,3420 para venda.

   Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 2,3370
e a máxima de R$ 2,3600. No mercado futuro, o contrato com vencimento em abril
recuou 0,67%, negociado por R$ 2.343,000. "Na maioria dos países emergentes,
as moedas valorizaram em relação ao dólar", afirma o estrategista-chefe do
Banco Mizuho do Brasil.
   O mercado de juros futuros terminou com as taxas no campo positivo. Entre os
papéis com maior volume financeiro, os programados para janeiro de 2017
subiram de 12,57% para 12,63%, movimentando R$ 25,672 bilhões. Ainda no longo
prazo, os contratos de juros com vencimento em janeiro de 2016 avançaram de
12,09% para 12,13%, a R$ 9,877 bilhões.
    
   No curto prazo, as taxas dos DIs que vão expirar em janeiro de 2015 tiveram
alta de 11,16% para 11,18%, com volume financeiro de R$ 16,208 bilhões.
Enquanto os para julho deste ano ficaram estáveis em relação ao fechamento de
ontem (17), a 10,82%, com volume financeiro de R$ 12,568 bilhões.




Bovespa sobe mais de 2% e recupera linha dos 46 mil pontos

A Bovespa teve um dia de forte recuperação nesta terça-feira, de carona no
clima positivo dos mercados internacionais. A crise na Crimeia ficou em segundo
plano e os investidores preferiram prestar mais atenção aos dados da economia
americana e à primeira parte da reunião do Federal Reserve (Fed, o banco
central americano), que deve decidir amanhã pela redução de outros US$ 10
bilhões mensais dos estímulos à economia.
Aqui, a geração expressiva de empregos em fevereiro, mostrada ontem pelo Caged,
trouxe alívio, assim como as declarações do presidente do Banco Central,
Alexandre Tombini, na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado. A safra
de balanços também garantiu alguns destaques pontuais na Bovespa.
O Ibovespa subiu 2,29%, aos 46.150 pontos, com volume de R$ 6,198 bilhões.
Entre as principais ações do índice, Petrobras PN puxou os ganhos, com alta de
3,18%, a R$ 12,97, Vale PNA avançou 2,11%, a R$ 26,55, e Itaú PN subiu 1,87%,
para R$ 30,46. Apesar da melhora, analistas ainda não acreditam que o movimento
de recuperação da bolsa brasileira seja consistente.
"Ontem subiu um pouco. Hoje, o ajuste foi mais forte. Mas o viés ainda é
negativo. A Bovespa ainda tem muito para recuperar", comentou o estrategista da
SLW Corretora, Pedro Galdi, ao lembrar que, mesmo com a alta de hoje, o
Ibovespa ainda perde 10,4% no ano e está entre as bolsas com pior desempenho no
mundo, pelo segundo ano seguido.
No topo do Ibovespa ficaram LLX ON (7,79%), Oi PN (6,13%) e JBS ON (6,11%).
Segundo o Valor apurou, a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) avalia o alto
prêmio a ser pago para os controladores na proposta de fusão entre a Oi e a
Portugal Telecom. Os acionistas da Telemar Participações, holding que controla
a Oi, com 18,8% do capital total da empresa, tiveram as ações avaliadas em
cerca de R$ 50, valor mais de dez vezes superior ao preço dos papéis da Oi no
mercado, se considerada a cotação anterior ao anúncio de reorganização
societária.
Por isso, a área técnica da CVM considerou que, por causa do alto prêmio, a
Telemar Participações estaria sendo privilegiada em detrimento aos demais
acionistas de mercado da Oi. Se a CVM não aprovar o processo da forma como foi
constituído, o mercado pode esperar que a fusão seja reapresentada sob melhores
condições para os investidores, dizem fontes.
O mercado espera que o colegiado da autarquia se manifeste antes da assembleia
de acionistas, em dez dias, que vai deliberar sobre a fusão. Nesse sentido, a
Amec, associação que defende os minoritários, também pediu ao colegiado que dê
sua resposta antes dessa reunião. Procurada ontem pelo Valor, a autarquia,
entretanto, informou que os recursos ao colegiado de decisões dos
superintendentes são analisados nos termos da Deliberação CVM n 463/2003, que
não estabelece prazo para decisão.
Outro destaque de alta hoje foi Kroton ON (4,68%). Os papéis reagiram ao
balanço do quarto trimestre, que trouxe lucro líquido de R$ 116,8 milhões, um
aumento de 388,3% na comparação com um ano antes. O lucro antes de juros,
impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) ficou em R$
162,3 milhões nos três meses, alta de 143,8%. A empresa disse ainda que as
taxas de captação e rematrícula do primeiro trimestre de 2014 estão acima da
meta.
Na ponta negativa ficaram apenas quatro das 73 ações do Ibovespa: Anhanguera ON
(-1,57%), Dasa ON (-1,17%), Cetip ON (-0,64%) e Ecorodovias. Dasa sofre com a
baixa liquidez após a conclusão da oferta (OPA) feita por Edson Bueno pelas
ações da companhia. Diante do percentual reduzido de ações em circulação,
investidores têm se desfeito do ativo. Na semana passada, Bueno anunciou que
ficou com 72% das ações da Dasa na oferta.
Na avaliação do Deutsche Bank, com o baixo percentual de ações em circulação, o
papel não é mais uma boa opção para os investidores. "Se excluídas as
participações dos dois principais minoritários, ?free float' é de apenas 6%",
afirmou o analista Josh Milberg em relatório.




PERSPECTIVA: Expectativa em torno de decisão do Fed norteia negócios
   São Paulo, 18 de março de 2014 - A expectativa em torno da decisão da
política monetária dos Estados Unidos, que será anunciada amanhã pelo
Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês),do Federal Reserve
(Fed, banco central dos Estados Unidos) deve ser o principal evento a nortear
os mercados nesta quarta-feira, segundo Pedro Galdi, estrategista-chefe da SLW.
"Amanhã tem a reunião do Fed  e possivelmente não seja anunciado aumento da
taxa de juros, mas terá pronunciamentos e a redução de estímulos, embora
esperada, pode mexer com os mercados", aponta Galdi.
   O Fomc divulga, às 15h, a decisão sobre a política monetária do país. A
previsão é de que a instituição continue reduzindo as compras de ativos ao
ritmo de US$ 10 bilhões por vez, mas analistas também esperam que o Fed
apresente novas referências, de cunho qualitativo, para indicar até quando a
política monetária continuará acomodativa. A presidente do Fed, Janet Yellen,
concede coletiva de imprensa, às 15h30.
   Para Marcio Cardoso, sócio-diretor da Easynvest Título Corretora, o
impacto do Fomc deve ser pequeno, já que o discurso não deve trazer surpresas
para o mercado. "O Fed tem sido bem transparente na forma com o vem comunicando
o que está fazendo. Está de olho no comportamento do emprego e numa
recuperação mais segura da economia", diz Cardoso.
   Hoje, o Ibovespa, principal índice da BM&FBovespa, encerrou a sessão com
alta de 2,29%, aos 46.150 pontos. O volume financeiro negociado na bolsa
brasileira foi de R$ 6,2 bilhões. Em dia de trégua do mercado externo, o
mercado aproveitou os preços baixos das ações após recentes quedas, puxando
a recuperação. Entre os principais papéis, as ações preferenciais da Vale
(VALE5) subiram 2,11%, a R$ 26,55, e as da Petrobras (PETR4) valorizaram 3,18%,
a R$ 12,97.




MERCADO EUA: Indices sobem com espera pelo Fed e menor tensão na Rússia
   São Paulo, 18 de março de 2014 - Os índices acionários dos Estados
Unidos mantiveram o otimismo de ontem e fecharam esta terça-feira em alta com
os investidores mais calmos sobre a situação entre Rússia e Ocidente e
passando a focar na decisão monetária do Federal Reserve (Fed, banco central
norte-americano) amanhã. O Dow Jones subiu 0,55%, a 16.336,19 pontos, o S&P 500
encerrou com alta de 0,72%, a 1.872,25 pontos, e o Nasdaq Composto avançou
1,25%, a 4.333,31 pontos.
   O mercado parece ter reduzido seus temores de um conflito mais intenso entre
Rússia e Ocidente sobre a anexação da Crimeia, após sanções fracas contra
Moscou e após o presidente russo, Vladimir Putin, ter descartado o avanço de
suas tropas na Ucrânia.
   Os investidores puderam voltar sua atenção a questões fundamentais da
economia norte-americana, como as expectativas da decisão sobre a política
monetária dos Estados Unidos e a primeira coletiva de imprensa da presidente do
Fed, Janet Yelle. Ambos eventos ocorrem amanhã.
   Analistas esperam que a instituição continue reduzindo as compras de
ativos ao ritmo de US$ 10 bilhões por vez, mas deve anunciar mudanças nas suas
atuais referências para determinar até quando a política monetária
continuará acomodativa.
   O índice Nasdaq Composto ganhou mais força hoje, subindo mais de 1%, com
as expectativas de que o grupo chinês de comércio eletrônico Alibaba faça
sua oferta pública inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) na bolsa
norte-americana.




PETRÓLEO: Futuros fecham em alta, com foco em estoques e Fed

   São Paulo, 18 de março de 2014 - Os preços dos contratos futuros
internacionais de petróleo encerraram a sessão de hoje em alta, diante da
expectativa pela divulgação dos estoques da commodity nos Estados Unidos
amanhã e pela decisão do Federal Reserve (Fed, banco central norte-americano)
sobre a política monetária do país. Na Nymex, os preços dos contratos
futuros do WTI para abril tiveram alta de 1,6%, para US$ 99,7 o barril. Na
plataforma ICE, os preços dos contratos futuros do Brent com vencimento em maio
tiveram alta de 0,1%, para US$ 106,79 o barril.
   "Como é improvável que o Ocidente aplique sanções mais duras contra a
Rússia por enquanto, o foco do resto da semana será o encontro do Comitê
Federal do Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês) do Fed e do resultado do
número de estoques de petróleo", afirmou a consultoria de energia, Oil
N'Gold, em relatório.

   O Departamento de Energia (DoE) informa amanhã, às 11h30, os estoques de
petróleo da semana encerrada em 14 de março.

   O Fomc divulga, também amanhã, às 15h a decisão sobre a política
monetária do país e a presidente do Fed, Janet Yellen, concede coletiva de
imprensa, às 15h30. A previsão é de que a instituição continue reduzindo as
compras de ativos ao ritmo de US$ 10 bilhões por vez, mas analistas também
esperam que o Fed apresente novas referências, de cunho  qualitativo, para
indicar até quando a política monetária continuará acomodativa.Dólar cai com fluxo positivo e menor aversão a risco no exterior

A diminuição da tensão em relação à crise na Ucrânia e os dados econômicos dos
Estados Unidos apontando para uma recuperação lenta da economia americana
abriram espaço para a retomada do apetite por ativos de maior risco, levando a
uma queda do dólar frente às principais moedas emergentes. No mercado interno,
a queda da moeda americana foi intensificada pelo fluxo positivo de recursos.
O dólar comercial caiu 0,34%, encerrando a R$ 2,3420. Já o contrato futuro para
abril recuava 0,46% para R$ 2,347 . Mais cedo, investidores com posições
compradas na moeda americana chegaram a puxar o dólar para R$ 2,36, mas as
intervenções do Banco Central e o fluxo positivo, associados à melhora no
exterior, ajudaram a reverter o movimento de alta.
O impacto limitado das sanções impostas à Rússia e à Crimeia pelos Estados
Unidos e Europa e a postura mais cautelosa do presidente russo, Vladimir Putin,
ao destacar que dizer que não pretende anexar outras regiões da Ucrânia além da
Crimeia, ajudaram a reduzir à preocupação com a crise na Ucrânia.
Além disso, os dados ainda fracos da economia americana reforçam a perspectiva
de uma recuperação lenta dos Estados Unidos e de uma retirada gradual dos
estímulos monetários por parte do Federal Reserve. O índice de preços ao
consumidor (CPI, na sigla em inglês) divulgado hoje mostrou uma alta de 0,1% em
fevereiro em linha com a previsão do mercado. Já na leitura anual a alta foi de
1,1%, o dado mais fraco desde outubro e abaixo da meta de 2% do Fed para
iniciar a normalização da taxa de juros.
O dólar caía 0,43% frente ao dólar australiano, 0,28% diante do rand
sul-africano, 0,22% frente ao peso chileno e operava estável em relação ao peso
mexicano.
No mercado interno, a queda da moeda americana foi intensificada pelo fluxo
positivo de recursos. Operadores afirmam que parte desses recursos pode estar
relacionada ao ingresso de divisas pela Petrobras, referente à captação de US$
8,5 bilhões por meio de emissão de bônus realizada na semana passada.
Com o dólar abaixo de R$ 2,35, o mercado discute se o Banco Central fará a
rolagem integral do lote de US$ 10,148 bilhões em contratos de swap cambial com
vencimento previsto para o início de abril.  Hoje a autoridade monetária  fez a
rolagem de todos os 10 mil contratos de swap ofertados em leilão, em operação
que movimentou o equivalente a US$ 492,2 milhões. Com isso,  ainda restam US$
6,702 bilhões em contratos a serem renovados. Se mantiver o ritmo de renovação
de US$ 500 milhões por dia, o BC rolará apenas US$ 8 bilhões do lote de US$
10,148 bilhões a vencer em abril. Segundo anali stas, a autoridade monetária
não deve anunciar nenhuma mudança nos leilões de rolagem pelo menos até a
reunião do Federal Reserve, que começou hoje e termina amanhã. "Não faz sentido
o BC não rolar integralmente esse lote, isso poderia passar um sinal ruim para
o mercado, trazendo maior incerteza e instabilidade para a taxa de câmbio",
afirma Italo Abucater, especialista em câmbio da Icap Corretora.
Para Abucater, o BC deveria manter a estratégia de não interferir na tendência
do câmbio, que tem mostrado um alívio no curto prazo, por conta da melhora da
aversão a risco no cenário externo.
Em audiência na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado, o presidente
do BC, Alexandre Tombini, não deu nenhuma sinalização sobre as rolagens de
swaps cambiais em curso e limitou-se a dizer que a situação dos swaps no
momento é favorável ao BC. O presidente do BC afirmou, no entanto, que o Brasil
continua recebendo investimentos externos, e que o ajuste em preços relativos,
incluindo câmbio, é parte da solução e que o BC responderá de forma clássica a
essas mudanças.
Tombini apontou que as políticas que vêm sendo adotadas militam no sentido de
reduzir o desiquilíbrio da conta corrente brasileira, cujo déficit está em
3,67% no acumulado de 12 meses até janeiro. O presidente do BC ressaltou  que a
autoridade monetária sabe lidar com os fluxos internacionais de capitais e que
se as condições permitirem nada impede de o BC retomar a política de acumulação
de reservas.




Inflação impulsiona juros futuros; Tombini sinaliza que aperto prossegue

Os juros futuros ignoraram o tombo do dólar e avançaram hoje na BM&F escorados
nas preocupações crescentes com a inflação. Dados de atividade mais fortes que
o previsto e o salto expressivo dos IGPs, promovidos pela disparada dos preços
dos alimentos, sugerem que a inflação corrente ao consumidor vai acelerar daqui
para frente, respingando, é claro, nas expectativas para o IPCA.  É consenso no
mercado de que não há clima para que o BC interrompa o ciclo de aperto
monetário deixando a Selic congelada em 10,75% no encontro do Copom no início
de abril. Especula-se, agora, se haverá a necessidade de uma dose extra de
juros em maio.  Com pouco mais de 100 mil contratos negociados (o dobro de
ontem), o DI julho/2014 ? que abrange as apostas para os dois próximos
encontros do Copom ? subiu de um degrau, de 10,81% para 10,82%. Já o contrato
para janeiro de 2015 avançou um pouco mais, de 11,15% para 11,18%.  DI
janeiro/2016 subiu de 12,08% para 12,16%; DI janeiro/2017 pulou de 12,57% para
12,67%.




PERSPECTIVA CÂMBIO E JUROS: Negócios ficarão lentos à espera de ata do Fomc
   São Paulo, 18 de março de 2014 - A decisão da política monetária e a
expectativa de novo corte nos estímulos à economia pelo Federal Reserve (Fed,
o banco central norte-americano) estarão no foco dos investidores nesta
quarta-feira. "Dificilmente haverá volatilidade pela manhã e a tendência é
de abertura estável. Os negociadores aguardarão o término da reunião para
tomar decisões", diz o estrategista-chefe do Banco Mizuho do Brasil, Luciano
Rostagno.
   Segundo o economista, a expectativa é de que o comitê da autoridade
monetária decida pelo corte de mais US$ 10 bilhões nos estímulos à economia
dos Estados Unidos, para US$ 55 bilhões mensais. Ele destacou será importante
analisar se a continuidade da compra de ativos continuará nos próximos meses.
Declarações feitas pela presidente do Fed, Janet Yellen, também poderão
influenciar os mercados.
   Apesar da tensão entre Rússia e Ucrânia ter esfriado, os investidores
também estarão com os radares atentos a essa questão, que pode influenciar o
comportamento do câmbio e, consequentemente das taxas dos contratos de
Depósito Interfinanceiro (DI). No mercado interno, Rostagno diz que o resultado
do fluxo cambial até sexta-feira (14) poderá interferir no comportamento da
divisa caso seja indicado saída ou entrada forte de dólar no País.
   Nesta terça-feira, o dólar comercial encerrou as negociações com
desvalorização ante o real devido ao alívio da tensão entre russos e
ucranianos, com o presidente da Rússia Vladimir Putin afirmando que não
invadirá o país ajudou a reverter a cautela nos mercados verificada na
abertura das negociações. A divisa caiu 0,34%, cotada a R$ 2,3400 para compra
e a R$ 2,3420 para venda.

   Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 2,3370
e a máxima de R$ 2,3600. No mercado futuro, o contrato com vencimento em abril
recuou 0,67%, negociado por R$ 2.343,000. "Na maioria dos países emergentes,
as moedas valorizaram em relação ao dólar", afirma o estrategista-chefe do
Banco Mizuho do Brasil.
   O mercado de juros futuros terminou com as taxas no campo positivo. Entre os
papéis com maior volume financeiro, os programados para janeiro de 2017
subiram de 12,57% para 12,63%, movimentando R$ 25,672 bilhões. Ainda no longo
prazo, os contratos de juros com vencimento em janeiro de 2016 avançaram de
12,09% para 12,13%, a R$ 9,877 bilhões.
    
   No curto prazo, as taxas dos DIs que vão expirar em janeiro de 2015 tiveram
alta de 11,16% para 11,18%, com volume financeiro de R$ 16,208 bilhões.
Enquanto os para julho deste ano ficaram estáveis em relação ao fechamento de
ontem (17), a 10,82%, com volume financeiro de R$ 12,568 bilhões.




Bovespa sobe mais de 2% e recupera linha dos 46 mil pontos

A Bovespa teve um dia de forte recuperação nesta terça-feira, de carona no
clima positivo dos mercados internacionais. A crise na Crimeia ficou em segundo
plano e os investidores preferiram prestar mais atenção aos dados da economia
americana e à primeira parte da reunião do Federal Reserve (Fed, o banco
central americano), que deve decidir amanhã pela redução de outros US$ 10
bilhões mensais dos estímulos à economia.
Aqui, a geração expressiva de empregos em fevereiro, mostrada ontem pelo Caged,
trouxe alívio, assim como as declarações do presidente do Banco Central,
Alexandre Tombini, na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado. A safra
de balanços também garantiu alguns destaques pontuais na Bovespa.
O Ibovespa subiu 2,29%, aos 46.150 pontos, com volume de R$ 6,198 bilhões.
Entre as principais ações do índice, Petrobras PN puxou os ganhos, com alta de
3,18%, a R$ 12,97, Vale PNA avançou 2,11%, a R$ 26,55, e Itaú PN subiu 1,87%,
para R$ 30,46. Apesar da melhora, analistas ainda não acreditam que o movimento
de recuperação da bolsa brasileira seja consistente.
"Ontem subiu um pouco. Hoje, o ajuste foi mais forte. Mas o viés ainda é
negativo. A Bovespa ainda tem muito para recuperar", comentou o estrategista da
SLW Corretora, Pedro Galdi, ao lembrar que, mesmo com a alta de hoje, o
Ibovespa ainda perde 10,4% no ano e está entre as bolsas com pior desempenho no
mundo, pelo segundo ano seguido.
No topo do Ibovespa ficaram LLX ON (7,79%), Oi PN (6,13%) e JBS ON (6,11%).
Segundo o Valor apurou, a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) avalia o alto
prêmio a ser pago para os controladores na proposta de fusão entre a Oi e a
Portugal Telecom. Os acionistas da Telemar Participações, holding que controla
a Oi, com 18,8% do capital total da empresa, tiveram as ações avaliadas em
cerca de R$ 50, valor mais de dez vezes superior ao preço dos papéis da Oi no
mercado, se considerada a cotação anterior ao anúncio de reorganização
societária.
Por isso, a área técnica da CVM considerou que, por causa do alto prêmio, a
Telemar Participações estaria sendo privilegiada em detrimento aos demais
acionistas de mercado da Oi. Se a CVM não aprovar o processo da forma como foi
constituído, o mercado pode esperar que a fusão seja reapresentada sob melhores
condições para os investidores, dizem fontes.
O mercado espera que o colegiado da autarquia se manifeste antes da assembleia
de acionistas, em dez dias, que vai deliberar sobre a fusão. Nesse sentido, a
Amec, associação que defende os minoritários, também pediu ao colegiado que dê
sua resposta antes dessa reunião. Procurada ontem pelo Valor, a autarquia,
entretanto, informou que os recursos ao colegiado de decisões dos
superintendentes são analisados nos termos da Deliberação CVM n 463/2003, que
não estabelece prazo para decisão.
Outro destaque de alta hoje foi Kroton ON (4,68%). Os papéis reagiram ao
balanço do quarto trimestre, que trouxe lucro líquido de R$ 116,8 milhões, um
aumento de 388,3% na comparação com um ano antes. O lucro antes de juros,
impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) ficou em R$
162,3 milhões nos três meses, alta de 143,8%. A empresa disse ainda que as
taxas de captação e rematrícula do primeiro trimestre de 2014 estão acima da
meta.
Na ponta negativa ficaram apenas quatro das 73 ações do Ibovespa: Anhanguera ON
(-1,57%), Dasa ON (-1,17%), Cetip ON (-0,64%) e Ecorodovias. Dasa sofre com a
baixa liquidez após a conclusão da oferta (OPA) feita por Edson Bueno pelas
ações da companhia. Diante do percentual reduzido de ações em circulação,
investidores têm se desfeito do ativo. Na semana passada, Bueno anunciou que
ficou com 72% das ações da Dasa na oferta.
Na avaliação do Deutsche Bank, com o baixo percentual de ações em circulação, o
papel não é mais uma boa opção para os investidores. "Se excluídas as
participações dos dois principais minoritários, ?free float' é de apenas 6%",
afirmou o analista Josh Milberg em relatório.




PERSPECTIVA: Expectativa em torno de decisão do Fed norteia negócios
   São Paulo, 18 de março de 2014 - A expectativa em torno da decisão da
política monetária dos Estados Unidos, que será anunciada amanhã pelo
Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês),do Federal Reserve
(Fed, banco central dos Estados Unidos) deve ser o principal evento a nortear
os mercados nesta quarta-feira, segundo Pedro Galdi, estrategista-chefe da SLW.
"Amanhã tem a reunião do Fed  e possivelmente não seja anunciado aumento da
taxa de juros, mas terá pronunciamentos e a redução de estímulos, embora
esperada, pode mexer com os mercados", aponta Galdi.
   O Fomc divulga, às 15h, a decisão sobre a política monetária do país. A
previsão é de que a instituição continue reduzindo as compras de ativos ao
ritmo de US$ 10 bilhões por vez, mas analistas também esperam que o Fed
apresente novas referências, de cunho qualitativo, para indicar até quando a
política monetária continuará acomodativa. A presidente do Fed, Janet Yellen,
concede coletiva de imprensa, às 15h30.
   Para Marcio Cardoso, sócio-diretor da Easynvest Título Corretora, o
impacto do Fomc deve ser pequeno, já que o discurso não deve trazer surpresas
para o mercado. "O Fed tem sido bem transparente na forma com o vem comunicando
o que está fazendo. Está de olho no comportamento do emprego e numa
recuperação mais segura da economia", diz Cardoso.
   Hoje, o Ibovespa, principal índice da BM&FBovespa, encerrou a sessão com
alta de 2,29%, aos 46.150 pontos. O volume financeiro negociado na bolsa
brasileira foi de R$ 6,2 bilhões. Em dia de trégua do mercado externo, o
mercado aproveitou os preços baixos das ações após recentes quedas, puxando
a recuperação. Entre os principais papéis, as ações preferenciais da Vale
(VALE5) subiram 2,11%, a R$ 26,55, e as da Petrobras (PETR4) valorizaram 3,18%,
a R$ 12,97.




MERCADO EUA: Indices sobem com espera pelo Fed e menor tensão na Rússia
   São Paulo, 18 de março de 2014 - Os índices acionários dos Estados
Unidos mantiveram o otimismo de ontem e fecharam esta terça-feira em alta com
os investidores mais calmos sobre a situação entre Rússia e Ocidente e
passando a focar na decisão monetária do Federal Reserve (Fed, banco central
norte-americano) amanhã. O Dow Jones subiu 0,55%, a 16.336,19 pontos, o S&P 500
encerrou com alta de 0,72%, a 1.872,25 pontos, e o Nasdaq Composto avançou
1,25%, a 4.333,31 pontos.
   O mercado parece ter reduzido seus temores de um conflito mais intenso entre
Rússia e Ocidente sobre a anexação da Crimeia, após sanções fracas contra
Moscou e após o presidente russo, Vladimir Putin, ter descartado o avanço de
suas tropas na Ucrânia.
   Os investidores puderam voltar sua atenção a questões fundamentais da
economia norte-americana, como as expectativas da decisão sobre a política
monetária dos Estados Unidos e a primeira coletiva de imprensa da presidente do
Fed, Janet Yelle. Ambos eventos ocorrem amanhã.
   Analistas esperam que a instituição continue reduzindo as compras de
ativos ao ritmo de US$ 10 bilhões por vez, mas deve anunciar mudanças nas suas
atuais referências para determinar até quando a política monetária
continuará acomodativa.
   O índice Nasdaq Composto ganhou mais força hoje, subindo mais de 1%, com
as expectativas de que o grupo chinês de comércio eletrônico Alibaba faça
sua oferta pública inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) na bolsa
norte-americana.




PETRÓLEO: Futuros fecham em alta, com foco em estoques e Fed

   São Paulo, 18 de março de 2014 - Os preços dos contratos futuros
internacionais de petróleo encerraram a sessão de hoje em alta, diante da
expectativa pela divulgação dos estoques da commodity nos Estados Unidos
amanhã e pela decisão do Federal Reserve (Fed, banco central norte-americano)
sobre a política monetária do país. Na Nymex, os preços dos contratos
futuros do WTI para abril tiveram alta de 1,6%, para US$ 99,7 o barril. Na
plataforma ICE, os preços dos contratos futuros do Brent com vencimento em maio
tiveram alta de 0,1%, para US$ 106,79 o barril.
   "Como é improvável que o Ocidente aplique sanções mais duras contra a
Rússia por enquanto, o foco do resto da semana será o encontro do Comitê
Federal do Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês) do Fed e do resultado do
número de estoques de petróleo", afirmou a consultoria de energia, Oil
N'Gold, em relatório.

   O Departamento de Energia (DoE) informa amanhã, às 11h30, os estoques de
petróleo da semana encerrada em 14 de março.

   O Fomc divulga, também amanhã, às 15h a decisão sobre a política
monetária do país e a presidente do Fed, Janet Yellen, concede coletiva de
imprensa, às 15h30. A previsão é de que a instituição continue reduzindo as
compras de ativos ao ritmo de US$ 10 bilhões por vez, mas analistas também
esperam que o Fed apresente novas referências, de cunho  qualitativo, para
indicar até quando a política monetária continuará acomodativa.
Vendas internas de fertilizantes cresceram 13,8% no primeiro bimestre

As vendas internas de fertilizantes em fevereiro totalizaram 2,083 milhões de toneladas, aumento de 19,5% sobre o mesmo mês de 2013, segundo informou nesta terça-feira a Associação Nacional para Difusão de Adubos (Anda).No primeiro bimestre deste ano, as vendas cresceram 13,8% sobre igual intervalo de 2013, para 4,289 milhões de toneladas.

Em nutrientes, as entregas de fertilizantes nitrogenados nos dois primeiros meses do ano apresentaram evolução de 8,1% em função do aumento de demanda para a cultura do milho safrinha, algodão e cobertura de arroz na região Sul.

Os fertilizantes fosfatados (P2O5) registraram aumento de 16,4% no mesmo intervalo, com ênfase para a cultura de milho safrinha, conforme a Anda. Na mesma comparação, nos fertilizantes potássicos(K2O), houve crescimento de 7,5%, tanto pelo aumento nos produtos formulados como nas coberturas como elementos simples, sobretudo para o milho safrinha e o algodão.

O Estado de Mato Grosso concentrou o maior volume de entregas nos primeiros dois meses do ano, atingindo 902 mil toneladas. Em seguida, veio o Paraná, com 580 mil toneladas, e São Paulo, com 562 mil toneladas.

Já a produção nacional de adubos teve redução significativa de 16,5% em fevereiro, para 578,291 mil toneladas. Nos dois primeiros meses de 2014, foram produzidas no país 1,216 milhão de toneladas de fertilizantes, recuo de 18,6% sobre o mesmo período do ano passado.

Com a menor produção nacional, as importações aumentaram 36% no mês passado ante fevereiro de 2013, para 1,459 milhão de toneladas. No primeiro bimestre deste ano, as compras do exterior cresceram 27% ante igual período de 2013, para 3,046 milhões de toneladas. O porto de Paranaguá (PR), principal porta de entrada dos fertilizantes no país, recebeu 1,467 milhão de toneladas em janeiro e fevereiro, 3,4% superior ao mesmo intervalo de 2013, e representou 48,2% do total importado por todos os portos brasileiros

Café contém perdas na ICE, mas fecha dia apenas com estabilidade

Os contratos futuros de café arábica negociados na ICE Futures US encerraram esta terça-feira com altas ligeiras, em uma sessão marcada por uma volatilidade um pouco menos intensa, permitindo que a posição maio conseguisse se manter acima dos 190,00 centavos, ainda que tenha, ao longo da manhã, flutuado ligeiramente abaixo desse referencial psicológico. A sessão foi marcada por recompras de caráter especulativa. Ao longo da manhã, os vendedores chegaram a esboçar uma nova ação de liquidação, mas rapidamente foram acionadas ordens de recompra e os ganhos voltaram a ser observados. Porém, antes do final do dia, os vendedores ganharam novo fôlego e os preços ficaram próximos da estabilidade. Os operadores ressaltaram o caráter técnico do dia. Após dois pregões com quedas incisivas, o que se verificou foi uma tentativa dos players de ao menos equilibrarem as cotações, ainda que o nível de 200,00 centavos, alcançado ao longo da semana passada, já esteja consideravelmente longe. O mercado continua focado nas questões climáticas do Brasil, sendo que vários players trabalham com a expectativa de que as perdas poderão ser efetivas na atual safra do país, o que, evidentemente, vai afetar na oferta global do grão.


No encerramento do dia em Nova Iorque, a posição maio teve alta de 15 pontos, com 191,55 centavos de dólar por libra peso, com a máxima em 196,55 centavos e a mínima de 189,10 centavos, com o julho registrando ganho de15 pontos, com 193,40 centavos por libra, com a máxima em 198,35 centavos e a mínima em 191,30 centavos. Na Euronext/Liffe, o maio teve queda de 24 dólares, com 2.135 dólares por tonelada, com o julho tendo desvalorização de 24 dólares, para o nível de 2.131 dólares por tonelada.

De acordo com analistas internacionais, o dia foi marcado por um tentativa de contenção das fortes perdas das duas sessões passada, sendo que alguns ganhos chegaram a ser registrados, mas não mantidos ao final do intraday e também ao longo do after-hours. Alguns desses analistas avaliam queo mercado pode estar em busca de um chão, diante de ganhos tão proeminentes verificados ao longo das últimas semanas, na esteira do temor dos participantes com a questão climática no Brasil. No segmento externo, o dia foi marcado por bons avanços das bolsas de valores nos Estados Unidos. O dólar ficou próximo da estabilidade em relação a uma cesta de moedas internacionais. Já nas commodities, destaque para o bom desempenho do petróleo, ao passo que nos softs a maior parte das matérias-primas tiveram ganho, com exceção do cacau e do açúcar.

"Após as quedas fortes das últimas sessões, tivemos uma sessão de ligeira recomposição. Provavelmente, o mercado tenda a se estabilizar próximo do nível de 190,00 centavos, que é um patamar bastante interessante. Ainda há muitas incertezas em relação à disponibilidade global do grão e dificilmente teremos os players numa avalanche vendedora. Afinal, eles precisam ter uma margem protetiva, já que o mercado pode se mostrar bastante restrito, devido à quebra do Brasil e dos centro-americanos e também aos possíveis problemas de qualidade dos grãos brasileiros", disse um trader.

As exportações de café da Nicarágua em fevereiro subiram 24,8% em relação ao mesmo mês do ciclo anterior, somando 147.312 sacas, revelou o Cetrex (Centro de Trâmites de Exportação da Nicarágua). Em números globais, os embarques do grão ao exterior caíram 47,3% nos primeiros cinco meses do atual safra de café, indo para 336.422 sacas. Os produtores de café do país centro-americano deverão diminuir em pelo menos 20% a oferta de café no ciclo de produção 2013/2014, principalmente devido aos problemas relacionados à ferrugem do colmo nas lavouras locais.

Os estoques de café verde dos Estados Unidos apresentaram uma diminuição de 203.234 sacas no final de fevereiro, somando 4.826.104 sacas, de acordo com dados divulgados pela GCA (Green Coffee Association). Em 31 de janeiro, por sua vez, os estoques do país eram de 5.029.338 sacas. A diminuição mais efetiva de estoques se deu no armazém de San Francisco, com queda de108.196 sacas, ao passo que o armazém de Nova Orleans computou uma retração de 82.691 sacas. Já o armazém de Los Angeles/Long Beach teve um aumento de 70.122sacas.

As exportações brasileiras no mês de março, até o dia 17,totalizaram 750.234 sacas de café, queda de 20,64 % em relação às 945.429 sacas embarcadas no mesmo período do mês anterior, de acordo com informações do Cecafé (Conselho dos Exportadores de Café do Brasil).

Os estoques certificados de café na bolsa de Nova Iorque tiveram queda de 860 sacas, indo para 2.587.369 sacas.

Tecnicamente, o maio na ICE Futures US tem resistência196,55, 197,00, 197,50, 198,00, 198,50, 199,00, 199,50, 199,90-200,00, 200,30,200,50, 201,00, 201,50, 202,00, 202,50, 203,00, 203,50 e 204,00 centavos dedólar, com o suporte em 189,10-189,00, 188,80, 188,50, 188,00, 187,50, 187,00,186,50, 186,00, 185,50, 185,10-185,00, 184,50, 184,00, 183,50, 183,00, 182,50,182,00 e 181,50 centavos.



Londres amplia perdas, mas consegue ficar acima dos 2.100 dólares

Os contratos futuros de café robusta negociados na Euronext/Liffe encerraram esta terça-feira com quedas, em uma sessão em que o julho teve mais liquidez que o maio, mas com o spread entre ambas as posições se mantendo no mesmo nível do dia anterior. Com as novas perdas, o maio se distanciou ainda mais do nível psicológico de 2.200 dólares.


De acordo com analistas internacionais, a sessão desta terça na bolsa britânica foi marcada pela manutenção das vendas especulativas, tal qual o verificado no pregão passado. A abertura se deu no nível de 2.144dólares e a mínima bateu em 2.131 dólares, patamar bastante próximo do registrado na finalização dos negócios.

"Ampliamos as perdas, também seguindo as arbitragens. Na finalização da sessão de segunda-feira as perdas não foram tão incisivas, ao passo que os arábicas despencaram. Diante disso, a expectativa era que tivéssemos realmente uma sessão de baixas, mas conseguimos manter parâmetros significativos, sem nem sequer termos testado o suporte de 2.100 dólares", disse um trader.

O maio teve uma movimentação ao longo do dia de 4,85 mil contratos, contra 5,06 mil do julho. O spread entre as posições maio e julho ficou em 4 dólares.

No encerramento do dia, o maio teve queda de 24 dólares, com2.135 dólares por tonelada, com o julho tendo desvalorização de 24 dólares, para o nível de 2.131 dólares por tonelada.

FENICAFÉ: SURGIU UMA NOVA REALIDADE, EVENTOS INCOMUNS SE TORNARAM NORMA

O diretor-executivo da Organização Internacional do Café
(OIC), Robério Oliveira Silva, foi o responsável pela primeira palestra da
edição 2014 da Feira Nacional de Irrigação em Cafeicultura (Fenicafé),
aberta nesta terça-feira em Araguari, no cerrado de Minas Gerais. Na
oportunidade, Silva falou sobre as perspectivas para o mercado cafeeiro, que
iniciou o ano de 2014 com bastante turbulência e volatilidade.
    Conforme o diretor da OIC, a recente disparada nas cotações
internacionais do café foi resultado direto da estiagem em Minas Gerais, estado
responsável por cerca de metade da produção nacional de café do Brasil. O
déficit hídrico acumulado nas principais regiões de cultivo mineiras está na
casa dos 500 milímetros. "Na realidade, as temperaturas globais vêm subindo
há décadas. No Brasil, as temperaturas médias estiveram quatro graus
centígrados acima das médias históricas em janeiro e fevereiro", observou
Silva.
Efeito clima cria nova realidade para a cafeicultura
    Na visão da OIC, há uma nova realidade no cenário cafeeiro mundial.
Eventos incomuns "estão se tornando uma norma. Além da estiagem no Brasil,
chuvas provocaram fortes perdas para a produção da Colômbia recentemente e
ajudaram a disseminar uma praga na América Central e México, onde está
havendo uma quebra de 25% na safra por conta de casos espalhados de ferrugem,
enquanto que partes da África e ainda o Vietnã sofrem com estiagem, assim como
o Brasil", apontou Silva. A OIC sugere um trabalho em conjunto entre seus
países-membros para uma adaptação a essas circunstâncias, de modo que seja
possível minimizar os efeitos das intempéries climáticas.
    Silva exaltou o pioneirismo do Brasil na irrigação de áreas cultivadas
de café, mas salientou que o processo está presente em apenas 10 por cento
delas. "Há necessidade de ampliação da irrigação na cafeicultura
brasileira. Como resultado, o setor se tornará mais resistente às mudanças
climáticas", finalizou o diretor-executivo da OIC.
Fenicafé
    A edição 2014 da Fenicafé - maior Feira de Cafeicultura Irrigada do
Brasil - teve início nesta quarta-feira. A Fenicafé é promovida pela
Associação dos Cafeicultores de Araguari (ACA) e a Federação dos
Cafeicultores do Cerrado com apoio do Ministério de Agricultura e Pecuária
(MAPA), Embrapa Café, Prefeitura e Câmara Municipal de  Araguari.




FENICAFÉ: DIRETOR DO DECAF PEDE PARA PRODUTOR EVITAR AUMENTO DE ÁREA
O diretor do Departamento de Café (Decaf) do Ministério da
Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Jânio Zeferini, veio prestigiar
a edição 2014 da Feira Nacional de Irrigação em Cafeicultura (Fenicafé),
que está sendo realizada entre os dias 18 e 20 de março em Araguari, no
cerrado de Minas Gerais.
    O diretor do Decaf salientou que o Governo Federal "acredita e aposta na
cafeicultura" e corroborou a recomendação da Federação dos Cafeicultores do
Cerrado (MG) no sentido de que os produtores têm que participar mais do
mercado. "Não percam a oportunidade de participarem do mercado. Façam suas
vendas futuras. É muito melhor vender barato do que vender desvalorizado.
Protejam-se com um preço bom e remunerador", exaltou Zeferini.
     Segundo Zeferini, o Ministério da Agricultura recomenda que o cafeicultor
aumente sua produtividade, não sua área. "Um crescimento de área
sinalizaria ao mercado que haveria mais café vindo por aí e o preço cairia.
Avaliem muito bem a situação antes de a incrementarem", alertou.
     A Fenicafé é promovida pela Associação dos Cafeicultores de Araguari
(ACA) e Federação dos Cafeicultores do Cerrado, com apoio do Ministério da
Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), Embrapa Café, Prefeitura e
Câmara Municipal de Araguari.




FENICAFÉ: MOMENTO É PRÓSPERO, MAS SETOR NECESSITA POLITICA DURADOURA - CNC
O presidente da Conselho Nacional do Café (CNC) e deputado
federal por Minas Gerais, Silas Brasileiro, foi um dos principais nomes
presentes no primeiro dia da edição 2014 da Feira Nacional de Irrigação em
Cafeicultura (Fenicafé), que está sendo realizada entre os dias 18 e 20 de
março, em Araguari, no cerrado de Minas Gerais.
    Brasileiro salientou que cada vez mais cafeicultores estão tendo acesso à
irrigação graças a recursos disponibilizados pelo Banco Nacional do
Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Saudando a presença de outras
autoridades ilustres, como o diretor-executivo da Organização Internacional do
Café (OIC), Robério Oliveira Silva, o presidente do CNC exaltou que o momento
da cafeicultora é próspero, mas que o setor necessita de políticas
duradouras que permitam a manutenção desta rentabilidade. "Se queremos
continuarmos a ser competitivos e a manter nosso lugar no mercado internacional,
precisamos de ainda mais investimentos em excelência e pesquisa", disse
Brasileiro, que classificou as certificações de origem obtidas pelos
produtores do cerrado mineiro como um "acontecimento grandioso".
    O presidente do CNC lembrou que os produtores do Brasil estão presentes
praticamente no mundo todo no mercado de fornecimento de café. Os preços agora
são remuneradores, frisou, mas "não apenas por conta do veranico". Houve,
além do lançamento de contratos de opção de venda para três milhões de
sacas de café, alongamento de dividas, o que veio se somar aos efeitos da
estiagem no Brasil refletidos pelo mercado internacional, comentou Brasileiro.
    Silas Brasileiro aproveitou a ocasião para agradecer ao ex-ministro da
Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Antonio Andrade, o qual "lutou muito
pela realização dos leilões, sem se satisfazer quando foram oferecidas
opções para apenas um milhão de sacas em um primeiro momento e nem para dois
milhões de sacas posteriormente. Andrade bateu o pé até a presidenta Dilma
Roussef autorizar opções para três milhões de sacas", informou o presidente
do CNC.
    Quando houve a reivindicação dos produtores pela realização dos
leilões de opção de venda, os preços do café no mercado físico giravam em
torno de R$ 240,00 a R$ 250,00 por saca, contra os atuais R$ 480,00 por saca.
"Temos então que agradecer ao Governo Federal por seu papel fundamental na
recuperação dos preços. O veranico foi importante, sim, mas não foi o único
fator por trás dela", finalizou.
     A Fenicafé é promovida pela Associação dos Cafeicultores de Araguari
(ACA) e Federação dos Cafeicultores do Cerrado, com apoio do Ministério da
Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), Embrapa Café, Prefeitura e
Câmara Municipal de Araguari.




FENICAFÉ: PRODUTOR TEM QUE PARTICIPAR MAIS DO MERCADO FUTURO - FEDERAÇÃO
O presidente da Federação dos Cafeicultores do Cerrado
(MG), Francisco Sérgio de Assis, esteve presente na abertura oficial da
edição 2014 da Feira Nacional de Irrigação em Cafeicultura (Fenicafé), em
Araguari. Assis exaltou as recentes conquistas dos produtores da tradicional
região produtora de café mineira, que se estende por cerca de 175 mil
hectares.
    A Federação dos Cafeicultores do Cerrado conta com nove cooperativas,
sete associações de produtores e, ainda, com uma fundação. Na última
quarta-feira (12), Assis foi reeleito presidente, desta vez para o triênio 2014
- 2016.
    Assis em seu pronunciamento observou que "nada acontece por acaso",
referindo-se à primeira denominação de origem controlada no Brasil, mais um
feito dos produtores de café do cerrado mineiro. Segundo ele, este é "um selo
de reconhecimento internacional do café do cerrado, fruto de um trabalho de
anos". Assis exaltou ainda a irrigação, que "garante a produtividade do
alimento que colocamos na mesa do brasileiro", e pediu respeito ao agricultor,
pois "se há superávit na balança comercial, esse saldo positivo é resultado
do trabalho dele".
    O presidente da Federação dos Cafeicultores do Cerrado agradeceu ao
Governo Federal pelos leilões de opção de venda, as quais os produtores não
precisaram exercer, já que foram oferecidos na época dos pregões R$ 343,00
por saca de 60 quilos, mas hoje este mesmo café tem preço de cerca de R$
480,00 no mercado físico.
    Por falar em mercado, Assis salientou que o produtor de café tem que
participar mais dele, seja na venda física como na venda futura. "Temos que
utilizar mais esta importante ferramenta representada pelo mercado futuro. Se
hoje temos um preço em torno de R$ 480,00 por saca para o mercado físico de
café, já é possível obter R$ 500,00 nas vendas futuras", alertou Assis.




FENICAFÉ: NA REGIÃO DE ARAGUARI (MG), 100% DA ÁREA CULTIVADA É IRRIGADA
O presidente da Associação dos Cafeicultores de Araguari
(ACA), Cláudio Morales Garcia, participou da abertura oficial da edição 2014
da Feira Nacional de Irrigação em Cafeicultura (Fenicafé), evento que se
estenderá até a quinta-feira no município. Garcia saudou especialmente as
presenças de autoridades do setor, como o diretor-executivo da Organização
Internacional do Café (OIC), Robério Oliveira Silva, e ainda do presidente do
Conselho Nacional do Café (CNC), o deputado federal Silas Brasileiro.
     Em um evento voltado principalmente para a irrigação, o presidente da
ACA destacou que nada menos que 100 por cento das áreas de café da região de
Araguari são irrigadas, "situação que chama a atenção do Brasil inteiro".
Garcia salientou ainda que a Fenicafé, perto de completar 20 anos, já em sua
décima-nona edição, começou tímida em 1995, mas tornou-se 'gigantesca'.
    Garcia pregou a necessidade de mais investimentos em irrigação. Conforme
o presidente da ACA, a irrigação é um dos procedimentos na agricultura que
mais desperta a atenção dos investidores.  Enquanto que a produtividade média
dos cafezais brasileiros está na casa de 24 sacas por hectare, as lavouras
irrigadas de Araguari propiciam o beneficiamento de 35 sacas por hectare.
    A Fenicafé é promovida pela ACA e Federação dos Cafeicultores do
Cerrado, com apoio do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento
(MAPA), Embrapa Café, Prefeitura e Câmara Municipal de Araguari.




FENICAFÉ: QUEREMOS PARTICIPAÇÃO DOS COMERCIANTES NAS ESTIMATIVAS, DIZ OIC
O diretor-executivo da Organização Internacional do
Café (OIC), Robério Oliveira Silva, foi o responsável pela primeira palestra
da edição 2014 da Feira Nacional de Irrigação em Cafeicultura (Fenicafé),
aberta nesta terça-feira em Araguari, no cerrado de Minas Gerais. Silva falou
brevemente sobre as perspectivas para o mercado cafeeiro, que iniciou o ano de
2014 com bastante turbulência e volatilidade.
    Em seu último relatório mensal de safra, a OIC estimou a produção
global de café da temporada 2013/14 em 145,8 milhões de sacas de 60 quilos,
alta de 0,5 por cento em relação as 145,1 milhões de sacas da temporada
anterior. "Queremos que o mercado aceite mais nossos números de safra, que
contam com bastante acuidade e que são coletados através de grupos de trabalho
formados em nossos países-membros. Para tanto, queremos participação dos
comercializadores na elaboração deles. Isso contribuirá para aprimorá-los e
diminuir a volatilidade do mercado internacional. Precisamos afunilar os
números da OIC junto aos comerciantes", pediu o diretor-executivo da
entidade.
    A OIC divulga no início de cada mês um relatório atualizado com as
estimativas de oferta e demanda globais de café. Contudo, para a temporada
2014/15 - cuja colheita estará iniciando nos próximos meses no Brasil em
meio a muita especulação em torno dos efeitos de uma estiagem nas principais
regiões de cultivo - a OIC ainda não tem uma estimativa fechada.




FENICAFÉ: RALI NAS COTAÇÕES NÃO É EVENTO INESPERADO - OIC
As cotações internacionais do café que vinham em
contração nos últimos três anos passaram a disparar na virada de 2013 para
2014 e acentuaram o movimento de alta em fevereiro. Mas, em entrevista exclusiva
à Agência SAFRAS durante um intervalo da Fenicafé 2014, evento que teve
início hoje em Araguari, no cerrado de Minas Gerais, o diretor-executivo da
Organização Internacional do Café (OIC), Robério Oliveira Silva, salientou
que o rali não foi e não é um evento "inesperado".
     Segundo o dirigente máximo da entidade, a OIC vinha alertando através de
seus relatórios mensais que o equilíbrio entre a oferta e a demanda mundial
é "bastante precário". Para a temporada 2013/14, que iniciou no último
mês de outubro e se estenderá até setembro deste ano, a Organização
Internacional do Café (OIC) estima a produção global de café em 145,8
milhões de sacas, alta de apenas 0,5 por cento ante as 145,1 milhões da
temporada anterior. A produção da variedade robusta deve ter um crescimento de
7,2 por cento, para 60,3 milhões de sacas, enquanto a produção de arábica
foi projetada em queda de 3,8 por cento, para 85,4 milhões de sacas. Os
últimos dados da OIC sobre o consumo são de 2012/13, quando a demanda cresceu
para 142 milhões de sacas, alta de cerca de 2,4 por cento em relação ao ciclo
anterior.
    A OIC avalia através de seu diretor-executivo que os preços do café
estavam muito baixos e já era esperada uma correção nas cotações, que
tiveram agora recentemente como seu grande catalisador a estiagem no cinturão
produtor de café do Brasil. Essa situação levou os indicadores de preços da
OIC a registrarem a maior alta para um único mês desde 1977. "Como o mercado
ainda não tem condições de avaliar os efeitos dessa estiagem sobre a
produção de café e ainda sobre outros países que também estão com
problemas, acredito que o mercado segue com viés de alta, ou pelo menos vai
continuar nestes níveis de agora. Além disso, acho que entramos de fato num
ciclo virtuoso para a produção de café", frisou Silva.
   O rali nas cotações internacionais do café não pegou a OIC de surpresa.
"Nós já advertíamos nos nossos relatórios que os números de produção e
consumo estavam muito próximos e que qualquer disrupção na oferta poderia
causar isso aí", finalizou o diretor-executivo da OIC.




FENICAFÉ: ADUBAÇÃO INADEQUADA E CLIMA VÃO PREJUDICAR PRÓXIMAS DUAS SAFRAS
O mercado de café vinha em constante depressão nos seus
preços e perspectivas até o início do ano de 2014, quando então quase que de
forma súbita os seus fundamentos emergiram e passaram a reger o comportamento
das cotações. O ano que seria de produção alta no Brasil passou a ser de
muitas dúvidas e incertezas em relação ao potencial produtivo dos cafezais do
principal player mundial.
     Com cotações deprimidas há cerca de três anos, os cafeicultores
brasileiros passaram a investir menos na lavoura. "Em muitas regiões onde a
recomendação de adubação é de pelo menos 400 quilos por hectare de café,
foram realizados no máximo entre 200 a 250 quilos de adubação. Assim, desde
setembro do ano passado percebemos que haveria redução no potencial de
produção brasileiro", disse uma fonte ligada ao governo brasileiro nos
bastidores da Fenicafé - maior Feira de Cafeicultura Irrigada do Brasil -, que
preferiu  não ser identificada.  
    A Fenicafé terá inicio as 10h desta terça-feira no Pica Pau Country
Club, em Araguari, no Triângulo Mineiro, com presenças confirmadas do
presidente do Conselho Nacional do Café (CNA), Silas Brasileiro, e ainda do
diretor-executivo da Organização Internacional do Café, Robério Silva.
    A falta de adubação e ainda das perdas de produtividade ocasionadas pela
estiagem no Sudeste do Brasil entre os meses de janeiro e fevereiro irão
provocar queda nas expectativas de produção do Brasil, agravadas agora pela
infestação da broca principalmente nas regiões afetadas pela estiagem.
"Serão dois anos complicados para a cafeicultura. A falta de adubação
adequada abriu espaço para a infestação da broca. Mas a declaração do
estado de emergência em Minas Gerais deve permitir uma aplicação mais precisa
dos defensivos a partir de setembro e novembro", disse a fonte.