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quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

Café mantém consistência na ICE e fica acima dos 140,00 cents

Os cafés arábicas voltaram a demonstrar boa consistência nesta quarta-feira na ICE Futures US. Em mais uma sessão caracterizada por compras especulativas e de fundos, o março se posicionou proximamente ao nível de 140,00 centavos. Os players, por sua vez, continuam focados no clima do Brasil. Apesar de informações sobre a chegada de uma massa de ar vinda do sul do continente, a faixa centro-sul brasileira, que concentra boa parte do cinturão cafeeiro, continua a sofrer com temperaturas bastante altas e o nível de chuvas é muito menor que a média histórica para este período do ano. Várias cooperativas, agrônomos e especialistas do Brasil relatam que esse cenário deverá favorecer para que a safra 2014 do país seja comprometida. Anteriormente, ela já havia sido estimada como sendo menor que as duas temporadas passadas, por conta do estresse das árvores e também investimentos menores em tratos culturais. Agora ,após a ocorrência desse cenário climático, o que se debate é a extensão dos prejuízos e ainda a qualidade do café que deverá sair das lavouras. De acordo com a empresa Somar Meteorologia, Vai voltar a chover no Sudeste nos próximos dias, pois com o bloqueio atmosférico rompido, a frente fria que já está no Sul do país vai conseguir espalhar instabilidades em São Paulo. DA expectativa é de chuva cada vez mais intensa e generalizada no território paulista já que corredor de umidade está cada vez mais centrado sobre o Estado. A Somar indicou que na próxima sexta-feira vai ocorrer chuvas em toda a região Sudeste, atingindo o Rio de Janeiro, Minas Gerais e Espírito Santo. Outra novidade é que a noite da sexta para o sábado será mais fresca do que os dias anteriores em São Paulo e a tendência para o fim de semana é que o calor diminua um pouco. Apesar da possível reversão do quadro atual, os especialistas indicam que os danos para o café já ocorreram, sendo que o passo a seguir será efetuar a dimensão dos problemas.

No encerramento do dia em Nova Iorque, a posição março teve ganho de 390 pontos, com 141,05 centavos de dólar por libra peso, com a máxima em 141,65 centavos e a mínima de 125,50 centavos, com o maio registrando avanço de 370 pontos, com 143,15 centavos por libra, com a máxima em 143,75 centavos e a mínima em 137,70 centavos. Na Euronext/Liffe, o março teve alta de 9 dólares, com 1.822 dólares por tonelada, com o maio tendo valorização de 8 dólares, para o nível de 1.818 dólares por tonelada.

De acordo com analistas internacionais, a sessão desta quarta-feira foi marcada por um início lento e com a continuidade das rolagens de posição, principalmente entre março e maio. O primeiro contrato tem o início de sua notificação na quinta-feira da próxima semana. Algumas vendas também foram identificadas, mas ao não conseguir romper o suporte de 135,00 centavos, novas ordens de compra passaram a ser efetivadas e os ganhos se consolidaram, com a primeira posição flutuando no nível de 140,00 cents. No segmento externo, o dia foi de poucas oscilações para as bolsas de valores nos Estados Unidos, ao passo que o dólar teve ligeiro avanço em relação a uma cesta de moedas internacionais, embora tenha acumulado uma nova perda em relação ao real brasileiro. No segmento de commodities softs, o dia foi positivo, com praticamente todas as matérias-primas experimentando altas, com destaque especial para o açúcar, que teve avanço de quase 3%.

"O café e vários outros segmentos agrícolas demonstram um fôlego expressivo para as altas, por conta do cenário no Brasil. Realmente, o mercado climático, tão tradicional entre maio e julho, neste 2014 foi proeminente já no início do exercício. Muitos players não conseguem ter em mãos contas exatas sobre a disponibilidade. Afinal, o Brasil vai quebrar 5%, 10%,20%. Ainda é muito cedo para se avaliar e, diante disso e de outros fatores, como o câmbio, como os estoques em queda, os terminais vão conseguindo se sustentar em níveis bastante interessantes", disse um trader.

Os cafeicultores participantes do programa de venda de opções realizado em 2013 que optarem pelo não exercício estão isentos de multa sou penalidades. Um comunicado sobre o tema foi emitido pela Superintendência de Operações Comerciais da Conab (Companhia Nacional de Abastecimento). Já os produtores ou cooperativas que desejarem exercer esses contratos têm até a próxima sexta-feira para entregar os documentos necessários, relacionados ao local de plantio do café, à superintendência da Companhia. Os leilões de opção envolveram 3 milhões de sacas. O exercício das opções deve ocorrer em março e o valor do exercício ficou estipulado em 343 reais por saca. Atualmente, o café com características similares aos exigidos nas opções está cotado em cerca de350 a saca nos balcões de regiões como sul e cerrado mineiro.

As exportações brasileiras no mês de fevereiro, até o dia11, totalizaram 462.357 sacas de café, queda de 3,10% em relação às 477.178sacas embarcadas no mesmo período do mês anterior, de acordo com informações do Cecafé (Conselho dos Exportadores de Café do Brasil).

Os estoques certificados de café na bolsa de Nova Iorque tiveram queda de 7.655 sacas, indo para 2.634.070 sacas.

Tecnicamente, o março na ICE Futures US tem resistência141,65, 142,00, 142,50, 142,75, 143,00, 143,50, 144,00, 144,15, 144,50-144,55,145,00, 145,50, 145,80, 146,00, 146,50, 147,00, 147,50 e 148,00 centavos de dólar, com o suporte em 135,50, 135,00, 134,50, 134,00, 133,50, 133,00, 132,90,132,50, 132,05-132,00, 131,60-131,50, 131,00, 130,50, 130,10-130,00, 129,50 e129,00 centavos.




Londres tem dia de ganhos e março volta a ficar acima dos US$ 1.800

Os contratos futuros de café robusta negociados na Euronext/Liffe encerraram esta terça-feira com altas, em uma sessão caracterizada pela manutenção das rolagens de posições e por um volume dentro da média recente da bolsa londrina. A volatilidade, tão efetiva ao longo das últimas sessões, se mostrou menos constante e o março operou integralmente acima do nível psicológico de 1.800 dólares.


De acordo com analistas internacionais, o dia foi caracterizado por compras especulativas. Ao longo da manhã, os vendedores ainda buscaram alguma pressão, mas o março não conseguiu nem sequer testar o suporte de 1.800 dólares, dando, assim, consistência para que algumas novas ordens de compra pudessem ser produzidas e o encerramento do pregão se desse no lado positivo, em uma sessão bem mais calma que as observadas ao longo dos últimos dias.

"Mais uma vez, as origens não foram das mais agressivas e isso abre espaço para que possamos flutuar para alguns níveis de alta. Nesta terça-feira, especificamente, o cenário foi de uma volatilidade bastante limitada, em uma sessão consolidativa, após as altas e baixas dos últimos dias", apontou um trader, que ressaltou que o mercado volta a olhar para os robustas com mais atenção, principalmente diante da possibilidade de a disponibilidade de arábicas, mais uma vez, ser bastante limitada em 2014, por conta dos problemas climáticos no Brasil e dos problemas com doenças em lavouras na América Central.

O março teve uma movimentação ao longo do dia de 5,83 mil contratos, contra 9,40 mil do maio. O spread entre as posições março e maio ficou em 3 dólares.

No encerramento do dia, o março teve alta de 17 dólares, com1.813 dólares por tonelada, com o maio tendo valorização de 22 dólares, para o nível de 1.810 dólares por tonelada.

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014


Cafeicultores avaliam perdas de 30% a 80% devido à seca prolongada

Café: Calor excessivo e falta de chuvas prejudicam desenvolvimento dos cafezais em Minas Gerais. Em algumas regiões, prejuízos podem chegar a 40%. Folhas e grãos mostram o stress hídrico das lavouras e facilita o aparecimento de doenças.

O clima seco e excessivamente quente está trazendo prejuízos às lavouras de café de todo o país, principalmente em Minas Gerais. Alguns produtores relatam perdas de 30% até 80%. O produtor Carlos Meira Lima, que está na profissão há mais de 20 anos, tinha previsão de safra cheia para este ano, mas a falta de chuvas deve causar perdas entre 35% e 40% em sua lavoura. “Os grãos de café estão no pé, mas ainda não cresceram... Para render, precisaremos juntar mais caroços para fazer uma saca”.

Alguns cafeicultores começam a adaptar sistemas de irrigação para evitar perdas maiores. É o caso de Massato Hatsuia Júnior. “Nunca tivemos que ligar a irrigação para o café... Este janeiro é um dos mais secos que eu já vi. A média de temperatura é em torno de 25°C e hoje está acima dos 30°C, nunca tivemos um janeiro tão quente”.




Futuro de grãos sobe por seca

Hedge funds elevam aposta na alta dos preços de commodities como café e soja devido a falta de chuva no Brasil

Os hedge funds subiram as apostas na alta dos preços futuros das commodities para 15 semanas após a seca no Brasil ameaçar as safras do café à soja.Aposição líquida longa para todas as 18 commodities operadas pelos EUA subiu 15% para 900.330 contratos futuros e opções na semana terminada em 4 de fevereiro, o maior ganho desde agosto, segundo os dados da U.S. Commodity Futures Trading Commission.

Os investidores se tornaram otimistas em relação ao café arábica pela primeira vez desde julho de 2012 e as apostas da soja chegaram ao nível mais alto em quase três meses. O Brasil é o maior exportador de ambos os grãos.

O índice Standard Poor’s GSCI Agriculture de oito commodities subiu 3,3% na semana passada, alcançando uma alta de oito semanas dia 6 de fevereiro. No Brasil, país que também é o maior produtor de açúcar, o janeiro mais seco desde 1954 drenou represas e queimou plantações.

O Clima global extremo também está ameaçando outros cultivos: as chuvas excessivas dificultam a colheita de cacau na Indonésia e as temperaturas geladas prejudicam o trigo nos EUA.

“A agricultura é provavelmente a melhor esperança para uma boa operação das commodities neste ano”, disse Peter Sorrentino, que ajuda a administrar US$ 4,4 bilhões na Huntington Asset Advisors.

O índice S&P GSCI Spot de 24 matérias primas aumentou 2,1% na semana passada. O índice MSCI All-CountryWorldde ações subiu 0,8% e o índice Bloomberg Treasury Bond caiu 0,1%. O índice Bloomberg Dollar Spot, uma medida de comparação entre os dez principais operadores comerciais, caiu 0,8%.

Os administradores de recursos mantiveram uma posição altista líquida para o café de 7.981 contratos dia 4 de fevereiro, de acordo com dados da CFTC. Esta é a primeira aposta em um rali desde julho de 2012. Os preços do arábica, a variedade preferida pela Starbucks Corp., aumentaram 23% desde o dia 31 de dezembro, o melhor início de ano desde 1997.

As plantações no Brasil estão enfrentando um Clima seco justamente quando mais precisam de chuva para que as raízes absorvam os nutrientes à medida que os grãos começam a crescer na cereja do café. A chuva pode chegar “tarde demais” e não haverá tempo suficiente para reverter o estrago provocado nas árvores e nos grãos, informou relatório da Terra Forte, transportadora de café do Brasil. O Clima seco e quente chega a reduzir o rendimento potencial dos grãos da soja em até 40% das regiões de cultivo do Brasil, disse a Commodity Weather Group LLC, em Bethesda, Maryland, em relatório do dia 7 de fevereiro. Os administradores de recursos aumentaram suas obrigações líquidas otimistas de soja em 20% para 146.533 contratos, o maior neste ano. Os preços subiram 3,8% na semana passada, o maior desde agosto. As apostas no cacau subiram 7,2% para 83.038 contratos, o segundo aumento consecutivo.

Commodities Market Impact Weather: Major Ice Storm in Southeastern U.S.

  OMAHA  -  A major ice storm in the southeastern U.S., rain for southern Brazil, and a few days of
drier weather for Argentina are the primary weather items for the commodity trade's attention
Wednesday.
MAJOR WINTER STORM FOR SOUTHEASTERN U.S.
  The National Weather Service has issued bulletins for major ice accumulations during the next
couple days in southeastern U.S. This includes a rare warning of catastrophic conditions with an
inch or more of ice accumulation in some places. Heavy snow is also expected with this system as it
moves up along the eastern states. Dangerous transportation conditions, as well as widespread power
outages, are expected with this storm.
WARMER WEATHER AHEAD FOR MIDWEST
  The DTN ag weather forecast calls for very cold weather early this week in the Midwest, but the
pattern may moderate somewhat later in the week. The storm track is well south and east during this
period, likely remaining south and east of the Midwest areas. Longer-range charts suggest a return
to stormy weather is possible. However, it shouldn't be as cold as it has been.
COLD FOR SOUTHERN PLAINS
  In the Southern Plains, a much warmer trend is expected at the end of this week and this weekend.
This will favor livestock and reduce the risk to winter wheat. However, it will also diminish soil
moisture somewhat. Longer range charts are hinting at a more active pattern for the Southern Plains
wheat belt. This may bring some beneficial moisture to the region but it is also somewhat uncertain.

SHOWERS FOR SOUTHERN BRAZIL
  Very hot, mostly dry weather continues to stress corn and soybeans for one more day. Lower
temperatures and showers may ease stress, somewhat, during Thursday and Friday. Hotter conditions
are expected again during the weekend and Monday. Showers and cooler weather may redevelop later
next week.
CONTINUED DRY IN BRAZIL COFFEE AREAS
  In the major Brazil coffee and sugarcane areas, well-below-normal rainfall and above-normal
temperatures during this month and last month have likely increased the risk to coffee and sugarcane
crops. There is a chance during the coming week that conditions may ease some at times. However, it
isn't clear whether this will be enough to prevent further declines in yield potential. Also of
note, long-range maps beyond day 10 suggest that the ridge may redevelop. If real, this would mean
more dry and hot weather.
ARGENTINA EXPECTS BREAK FROM RAIN
  Central Argentina soybeans and corn will benefit from adequate to surplus soil moisture, except in
areas where recent heavy storms has caused serious flooding. A break in the action is coming up, but
it may not last long as more thunderstorms are forecast for the weekend.
WARMER-THAN-NORMAL OUTLOOK FOR UKRAINE
  Ukraine and western Russia winter wheat areas will be warmer than normal during this week. There
are no major concerns for the dormant wheat at this time, but the warming trend may melt some
protective snow cover.
MOSTLY FAVORABLE PATTERN IN CHINA
  Moderate to locally heavy snow and rain has occurred through central and southern winter wheat
areas of eastern China and through most winter rapeseed areas during the past week. This will help
replenish soil moisture and favor crops when they break dormancy in the spring. Snow to the north
wasn't as heavy but still fairly significant for this time of the year. Snow and ice and, to a
lesser extent, rain will delay transportation somewhat.
HOTTER TREND FOR SOUTH AFRICA
  The region looks to be drier and somewhat hotter during the next five to seven days. This will
bear watching, but as of today the maize crop is likely in mostly good condition. It will take a
while before significant stress will occur to the crop.

Brazil Coffee Weather - Feb 12

SAO PAULO AND MINAS GERAIS

SUMMARY- Mostly dry during the past 24 hours. Temperatures 86-97F (30-36C).

FORECAST-
TODAY...Mostly dry or a few light showers. Temperatures 86-97F (30-36C).
TONIGHT...Mostly dry conditions or a few light showers. Temperatures 62-72F
(17-22C).
TOMORROW...Mostly dry or a few light showers. Temperatures 86-98F (30-37C).
OUTLOOK...Mostly dry or a few light showers Friday through Sunday but with a
few more showers possible through southwest areas at times. Temperatures mostly
above normal.

BRAZIL COFFEE PROSPECTS...

Mostly above normal temperatures and limited rainfall during the next 5 days
will deplete soil moisture and increase stress. Some production losses are
possible. Some increase in showers are expected late this week or weekend
across far southwest areas.

Em dia ameno, café volta a registrar ganhos na ICE Futures US

Os contratos futuros de café arábica negociados na ICE Futures US encerraram esta terça-feira com altas, em uma sessão relativamente mais calma e com uma volatilidade menos incisiva que aquela verificada ao longo dos últimos dias na casa de comercialização norte-americana. As rolagens deposições continuam bastante efetivas, principalmente entre março e maio, sendo que o primeiro contrato tem o início da notificação no próximo dia 20 de fevereiro. O mercado continua atento às previsões sobre o centro-sul do Brasil. A região vive um início de ano totalmente atípico, com umidade relativa do ar muito baixa e temperaturas que extrapolam as médias de décadas. Diante disso, o "enchimento" dos grãos de café se mostra comprometido e alguns especialistas já falam em perdas expressivas para a temporada 2014. Segundo a empresa Somar Meteorologia, a onda de calor que atua no Sudeste, desde o final de janeiro até hoje, reflete uma condição de bloqueio atmosférico. Esse sistema meteorológico é mais comum em meses de outono e inverno e não muito frequente em janeiro e fevereiro. O bloqueio acabou provocando também uma condição meteorológica incomum para o alto verão: ausência de umidade e de chuva no Sudeste. Ainda na visão da Somar, a condição de vários dias com tempo seco e baixa umidade relativa do ar será quebrada na próxima sexta-feira com a passagem de uma frente fria. A umidade do ar tende a melhorar com a passagem desse sistema pelo Estado de São Paulo. As chuvas começam a ser mais homogêneas no território paulista, quando as frentes frias vão conseguir romper o bloqueio atmosférico. A chuva esperada não será tão volumosa para a recuperação completa nos níveis dos reservatórios ou da disponibilidade hídrica de zonas cafeeiras, servindo apenas para amenizar a situação atual.

No encerramento do dia em Nova Iorque, a posição março teve ganho de 95 pontos, com 137,15 centavos de dólar por libra peso, com a máxima em 138,50 centavos e a mínima de 135,50 centavos, com o maio registrando avanço de 100 pontos, com 139,45 centavos por libra, com a máxima em 140,75 centavos e a mínima em 137,80 centavos. Na Euronext/Liffe, o março teve alta de 17dólares, com 1.813 dólares por tonelada, com o maio tendo valorização de 22dólares, para o nível de 1.810 dólares por tonelada.

De acordo com analistas internacionais, a sessão desta terça-feira na bolsa nova-iorquina foi mais tranquila que as registradas recentemente. Ao longo da manhã, os vendedores tentaram pressionar mais efetivamente o mercado, mas nem sequer conseguiram romper o nível de 135,00 centavos, abrindo, pois, espaço para algumas recompras e aquisições especulativas. Esse movimento, contudo, não foi dos mais consistentes e o referencial psicológico de 140,00 centavos também não foi testado. O segmento externo também teve um dia de tranquilidade. As commodities softs apresentaram poucas oscilações, ao passo que as bolsas de valores nos Estados Unidos registraram ligeiras altas, contra um quadro próximo de estabilidade para o dólar contra uma cesta de moedas internacionais.

"Tivemos um dia que se pode qualificar como consolidativo. As ações se centraram mais em fatores técnicos, como as rolagens, e não tivemos oscilações tão efetivas. Apesar desse quadro mais ameno, o mercado ainda está atento à questão clima. Os players já começam a especular sobre a quebra brasileira de 2014 e como ela vai afetar efetivamente a disponibilidade global. Diante desse quadro, alguns desses participantes trabalham com a perspectiva de os preços mínimos para essa temporada estarem bem além dos 110,00 centavos que eram especulados no início do ano. Um patamar de 130,00 centavos não seria nenhum despropósito", disse um trader.

O volume das exportações de café subiu 5,9% e atingiu 2,7milhões sacas em janeiro passado, em comparação com as 2,55 milhões de sacas no mesmo período de 2012, conforme dados divulgados pelo Cecafé (Conselho dos Exportadores de Café do Brasil). Apesar disso, o valor das exportações de café caiu 26,6% em janeiro com relação ao mesmo mês do ano passado, chegando a 373,8milhões de dólares. O café arábica representou 84,8% das vendas exteriores, seguido do solúvel (10,7%), do conilon (4,5%) e do torrado e moído (0,1%).

As exportações brasileiras no mês de fevereiro, até o dia10, totalizaram 361.438 sacas de café, queda de 13,2% em relação às 416.363sacas embarcadas no mesmo período do mês anterior, de acordo com informações do Cecafé.

Os estoques certificados de café na bolsa de Nova Iorque tiveram queda de 30 sacas, indo para 2.641.725 sacas.

Tecnicamente, o março na ICE Futures US tem resistência138,50, 139,00, 139,50, 139,90-140,00, 140,50, 141,00, 141,50, 142,00, 142,50,142,75, 143,00, 143,50, 144,00, 144,15, 144,50-144,55, 145,00, 145,50, 145,80 e146,00 centavos de dólar, com o suporte em 135,50, 135,00, 134,50, 134,00,133,50, 133,00, 132,90, 132,50, 132,05-132,00, 131,60-131,50, 131,00, 130,50,130,10-130,00, 129,50 e 129,00 centavos.




Londres tem dia de ganhos e março volta a ficar acima dos US$ 1.800

Os contratos futuros de café robusta negociados na Euronext/Liffe encerraram esta terça-feira com altas, em uma sessão caracterizada pela manutenção das rolagens de posições e por um volume dentro da média recente da bolsa londrina. A volatilidade, tão efetiva ao longo das últimas sessões, se mostrou menos constante e o março operou integralmente acima do nível psicológico de 1.800 dólares.

De acordo com analistas internacionais, o dia foi caracterizado por compras especulativas. Ao longo da manhã, os vendedores ainda buscaram alguma pressão, mas o março não conseguiu nem sequer testar o suporte de 1.800 dólares, dando, assim, consistência para que algumas novas ordens de compra pudessem ser produzidas e o encerramento do pregão se desse no lado positivo, em uma sessão bem mais calma que as observadas ao longo dos últimos dias.

"Mais uma vez, as origens não foram das mais agressivas e isso abre espaço para que possamos flutuar para alguns níveis de alta. Nesta terça-feira, especificamente, o cenário foi de uma volatilidade bastante limitada, em uma sessão consolidativa, após as altas e baixas dos últimos dias", apontou um trader, que ressaltou que o mercado volta a olhar para os robustas com mais atenção, principalmente diante da possibilidade de a disponibilidade de arábicas, mais uma vez, ser bastante limitada em 2014, por conta dos problemas climáticos no Brasil e dos problemas com doenças em lavouras na América Central.

O março teve uma movimentação ao longo do dia de 5,83 mil contratos, contra 9,40 mil do maio. O spread entre as posições março e maio ficou em 3 dólares.

No encerramento do dia, o março teve alta de 17 dólares, com1.813 dólares por tonelada, com o maio tendo valorização de 22 dólares, para o nível de 1.810 dólares por tonelada.

terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

QUEBRA NA COLHEITA DE MG DEVE ALCANÇAR 20%, DIZ MATIELLO
As perdas em decorrência da seca e das altas temperaturas na
safra de café de Minas Gerais que será colhida este ano (2014/15) devem
alcançar cerca de 20%, de acordo com o consultor e pesquisador da Fundação
Procafé, José Braz Matiello. A Conab prevê que a produção no Estado,
responsável por cerca de metade da safra brasileira de café, será de 26,640
milhões de sacas no ciclo 2014/15, com variação de 2,9% para mais ou para
menos. As informações partem do Valor Econômico.
    Matiello tem percorrido várias regiões produtoras de café do Estado e
afirma que, em alguns locais, como na Zona da Mata, as perdas poderão chegar a
30%. O que se vê nas lavouras são grãos ocos - ficam apenas com a casca e
não vão formar a semente que dará origem ao grão de café. "Não compensa
colher", diz Matiello, referindo-se a esses grãos. Já outros grãos tiveram o
desenvolvimento afetado e ficaram menores, segundo ele.
    Os efeitos da atual seca também devem ser sentidos na próxima safra, a
2015/16, que será colhida ano que vem, de acordo com Matiello. O crescimento
dos ramos dos cafeeiros pode ser afetado, assim como o da chamada gema floral,
onde se formam os novos botões de flores que se transformarão em frutos no ano
que vem.
    Chuvas mais intensas em São Paulo, Minas Gerais e sul do Rio de Janeiro
estão previstas somente para os dias 19 a 25 deste mês, segundo Gustavo
Verardo, da Somar Meteorologia.
    A estiagem também traz prejuízos à cafeicultura do Espírito Santo,
segundo maior produtor nacional do grão e o maior da espécie robusta
(conilon). Cooperativas e sindicatos rurais projetam, preliminarmente, queda de
20% na produção ante a estimativa inicial de 12 milhões a 12,5 milhões de
sacas (arábica e conilon) em 2014/15, conforme Evair Vieira de Melo,
diretor-presidente do Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e
Extensão Rural (Incaper).

Café mantém tensão sobre clima e fecha com ganhos modestos

Os contratos futuros de café arábica negociados na ICE Futures US tiveram uma sessão de ganhos modestos, permitindo fazer com que o março se posicionasse acima dos 135,00 centavos. Apesar de nos terminais as variações não terem apresentado grandes oscilações, o dia foi caracterizado por um volume significativamente expressivo de negócios produzidos e rapidamente as rolagens, principalmente entre março e maio, vão ganhando corpo. O contrato de março terá o início da sua notificação no próximo dia 20 de fevereiro e, no atual momento, a primeira posição tem um volume ligeiramente maior de contrato sem aberto que a segunda. Apesar desse movimento técnico, o café continua a operar baseado em preocupações com o clima no Brasil. As empresas de meteorologia apontam que o cenário de calor intenso e seca só deverá ser amenizado na segunda quinzena deste mês e, diante disso, o nervosismo dos players continua. Na visão de muitos operadores, os players não têm como dimensionar qual o efeito que esse quadro climático trará para a safra brasileira. Diante disso, a disponibilidade será afetada, mas a incerteza de qual será o prejuízo para a safra faz com que os terminais se mostrem mais nervosos, sem um direcionamento mais concreto. O mercado também avaliou os números apresentados na última sexta-feira pela Commodity Futures Tranding Comission sobre o posicionamento dos fundos, tendo como data base o dia 07 de fevereiro. Entre futuros e opções, esses players contavam com 12.942 posições líquidas compradas. Ou seja, uma mudança muito expressiva em relação ao quadro de 28 de janeiro, quando os grandes fundos contavam com 917 posições líquidas vendidas. Ou seja, um reflexo direto das fortes altas experimentadas ao longo dos últimos dias, na esteira da preocupação com o clima brasileiro.

No encerramento do dia em Nova Iorque, a posição março teve ganho de 50 pontos, com 136,20 centavos de dólar por libra peso, com a máxima em 138,20 centavos e a mínima de 132,90 centavos, com o maio registrando avanço de 60 pontos, com 138,45 centavos por libra, com a máxima em 140,40 centavos ea mínima em 135,10 centavos. Na Euronext/Liffe, o março teve alta de 20dólares, com 1.796 dólares por tonelada, com o maio tendo valorização de 21dólares, para o nível de 1.788 dólares por tonelada.

De acordo com analistas internacionais, o dia foi de preços dentro de um nível próximo dos 135,00 centavos. Ao longo da manhã, os vendedores foram mais consistentes, mas as liquidações não tiveram prosseguimento, o que abriu espaço para algumas recompras e coberturas deposições short e para a consolidação dos ganhos modestos ao final dos negócios. No segmento externo, o dia foi de poucas oscilações das bolsas nos Estados Unidos e de uma queda ligeira do dólar em relação a uma cesta de moedas internacionais. As commodities softs tiveram um dia negativo, sendo que apenas o café conseguiu desempenho satisfatório.

"O clima continua na agenda de prioridade de muitos players e o mercado ainda se movimenta ao sabor de boletins meteorológicos vindos do Brasil. Com a incerteza do que esse quadro de seca e calor poderá redundar efetivamente para a produção cafeeira deste ano e dos próximos também, vários operadores continuam cautelosos, não querendo ampliar suas posições vendidas. A tendência é que esse comportamento mais conservador seja preservado, ao menos no curto prazo", disse um trader.

"A produção mundial de 2014/2015 deve ser deficitária e o quadro também prejudicará o ciclo de 2015/2016, fatores que se somam a problemas de fungos na América Central e baixos tratos culturais que agravam o quadro. Mesmo que as chuvas comecem a cair, o que alguns institutos de meteorologia crêem que acontecerá já no próximo final de semana, o tempo seco e as temperaturas elevadas de janeiro já causaram um estrago, o que fará que compradores provenham suporte ao terminal de 130 centavos de dólar para baixo. Os produtores de robusta têm tudo para ver seu produto ganhar mais rapidamente participação no mercado, mas para isso precisam ser confirmadas safras acima de30 milhões de sacas no Vietnã como alguns sugerem que aconteça já no próximo ano", indicou Rodrigo Corrêa da Costa, da Archer Consulting.

Segundo Paulo Henrique Leme, professor da Universidade de Lavras, em Minas Gerais, ainda não é possível medir o impacto total do quadro de seca e calor. De acordo com o docente, esse cenário é praticamente generalizado em todo o cinturão cafeeiro do Brasil. Ele lembrou que, ao contrário de uma geada, por exemplo, onde é possível se ver o que queimou e oque foi danificado nos cafezais, na seca essa condição não existe. As perdas, segundo o professor, estão em 20% a 30% em algumas regiões, enquanto outras ficam em 10%. “Já tem gente falando de perdas de 6 milhões de sacas, o que ébastante coisa quando se trata de cafeicultura brasileira”, complementou.

As exportações brasileiras no mês de fevereiro, até o dia07, totalizaram 265.741 sacas de café, queda de 16,0% em relação às 316.363sacas embarcadas no mesmo período do mês anterior, de acordo com informações do Cecafé (Conselho dos Exportadores de Café do Brasil).

Os estoques certificados de café na bolsa de Nova Iorque tiveram alta de 2.072 sacas, indo para 2.641.755 sacas.

Tecnicamente, o março na ICE Futures US tem resistência138,20, 138,50, 139,00, 139,50, 139,90-140,00, 140,50, 141,00, 141,50, 142,00,142,50, 142,75, 143,00, 143,50, 144,00, 144,15, 144,50-144,55, 145,00, 145,50, 145,80e 146,00 centavos de dólar, com o suporte em 132,90, 132,50, 132,05-132,00,131,60-131,50, 131,00, 130,50, 130,10-130,00, 129,50, 129,00, 128,50, 128,00,127,50, 127,00, 126,50 e 126,00 centavos.      




Londres ganha corpo e sobe, mas fica abaixo dos 1.800 dólares

Os contratos futuros de café robusta negociados na Euronext/Liffe conseguiram reverter parte das perdas registradas ao longo da última sexta-feira e finalizaram as ações da sessão com ganhos. Os preços se movimentaram dentro de um range acima dos 1.750 dólares e abaixo dos 1.800dólares, sendo que o encerramento do pregão ficou próximo da máxima do dia, que atingiu os 1.799 dólares.

De acordo com analistas internacionais, o dia foi técnico, com algumas liquidações tendo sido registradas, sem que tal movimento conseguisse, ao final do processo, ter uma sustentação. Isso abriu espaço para uma ação de recompra e, pouco a pouco, os preços foram ganhando corpo e a finalização do dia se deu no lado positivo da escala de preços.

"Os compradores voltaram a seguir o andamento de Nova Iorque e, por outro lado, as origens não se mostraram tão ativas. Diante disso, conseguimos construir alguns ganhos, ainda que sem romper uma resistência importante, como é o caso dos 1.800 dólares", disse um trader, que lembrou que Londres continua a ter um bom movimento de rolagens, notadamente entre março e maio.

O março teve uma movimentação ao longo do dia de 8,15 mil contratos, contra 8,54 mil do maio. O spread entre as posições março e maio ficou em 8 dólares.

No encerramento do dia, o março teve alta de 20 dólares, com1.796 dólares por tonelada, com o maio tendo valorização de 21 dólares, para o nível de 1.788 dólares por tonelada.

Dólar sobe refletindo preocupação com problemas domésticos

Após quatro pregões consecutivos de queda, o dólar fechou hoje em alta frente
ao real, pressionado pelo fluxo negativo e por um movimento de correção uma vez
que as captações esperadas para a semana passada ainda não se concretizaram.
Preocupações com questões domésticas, como o risco de racionamento de energia e
de abastecimento de água, também contribuíram para piorar o humor dos
investidores.
No mercado local, o dólar comercial subiu 1,13% , encerrando a R$ 2,4060. Já o
contrato futuro para março avançava 1% para R$ 2,421.
"O real parece ter se acomodado em um patamar entre R$ 2,40 e R$ 2,45, e só não
vai além porque o custo de carregamento de uma posição comprada em dólar frente
ao real é muito alto dada a taxa de juros no Brasil em 10,5%", afirma o
executivo de uma tesouraria de um banco estrangeiro.
O executivo destaca que, se não houver uma entrada de recursos do lado da conta
financeira, o fluxo cambial voltará a ficar negativo e pressionará o real para
baixo, uma vez que as exportações não têm mostrado uma recuperação apesar do
câmbio ter se desvalorizado 16% desde 22 de maio de 2013, quando o banco
central americano mencionou pela primeira vez a possibilidade de retirada dos
estímulos monetários, levando a realocação dos investidores em ativos
emergentes.
Além da correção técnica, uma vez que o real foi a moeda com melhor performance
na semana passada entre  os seus pares emergentes,  a preocupação com questões
internas como a discussão da mudança do índice de correção das dívidas de
estados e municípios com a União e o risco de racionamento de energia e de
abastecimento de água em função do baixo nível de chuvas neste verão configuram
mais um elemento negativo num contexto já permeado por incertezas relacionadas
ao crescimento econômico, inflação alta e fiscal em xeque.
Lá fora, o dólar subia frente às principais divisas emergentes, principalmente
em relação às moedas de países atrelados a commodities, enquanto os
investidores aguardam os dados da balança comercial da China na quarta-feira.
O dólar avançava 0,74% frente ao rand sul-africano , 0,18% em relação ao dólar
australiano, 0,23% frente ao peso chileno e 0,27% diante do  peso mexicano ..
As atenções são direcionadas para a agenda ao longo da semana, principalmente
as sabatinas da presidente do Federal Reserve, Janet Yellen, junto à Câmara dos
Representantes e ao Senado, na terça e quinta-feira, respectivamente. Há grande
expectativa sobre que leitura ela dará aos relatórios mais fracos de emprego
nos EUA divulgados recentemente e se eles podem mexer com a estratégia do
Federal Reserve de cortar os estímulos monetários até o fim deste ano.
De volta ao lado doméstico, o Banco Central deu sequência às rolagens de um
lote de US$ 7,378 bilhões em swaps cambiais tradicionais que vence na virada do
mês. A autoridade monetária rolou mais 10.500 contratos em leilão, o terceiro
realizado desde a semana passada com esse objetivo. A operação, dividida entre
dois vencimentos, somou o equivalente a US$ 516,7 milhões. Com isso, restam US$
5,8291 bilhões a serem efetivamente rolados pelo BC.
O BC seguiu ainda com suas intervenções diárias no câmbio, vendendo novamente
todos os 4 mil contratos de swap cambial tradicional ofertados em leilão, em
operação que funcionou como uma injeção de US$ 197 milhões no mercado futuro. A
colocação ficou restrita ao vencimento mais longo (1 de dezembro). A
liquidação dos papéis está prevista para amanhã, dia 11, terça-feira. Com a
venda do lote ofertado hoje, a posição passiva em dólar do BC junto ao mercado
via swaps alcançou US$ 81,002 bilhões.




JUROS: Taxas dos DIs passam por dia de ajuste técnico
   São Paulo, 10 de fevereiro de 2014 - O mercado futuro de Depósito
Interfinanceiro (DI) passou por um dia de ajustes técnicos no pregão de hoje
da BM&FBovespa. Segundo Luciano Rostagno, estrategista-chefe do Banco Mizuho do
Brasil, as notícias de hoje não justificam para o cenário apresentado, com a
maioria das taxas em queda.
   "A agenda de indicadores foi muito fraca hoje. Porém, o Boletim Focus
apontou para uma elevação da Selic [taxa básica de juros] e o dólar
comercial registrou alta. Ou seja, as notícias deveriam ter contribuído para
uma alta nas taxas e isso não ocorreu. Com isso, acredito que foi um dia de
ajustes", afirma Rostagno.
   No pregão de hoje, a taxa do contrato com vencimento em janeiro de 2015
recuou de 11,37% para 11,31%, com volume financeiro de R$ 25,3 bilhões,
enquanto a taxa do contrato com vencimento em julho de 2014 caiu de 10,92% para
10,89%, com movimentação financeira de R$ 11,7 bilhões e a taxa do contrato
com vencimento em janeiro de 2016 cedeu de 12,20% para 12,17%, com giro
financeiro de R$ 7,2 bilhões.
   Entre as taxas que também registraram forte volume, mas subiram, estão o
contrato com vencimento em janeiro de 2014, que saltou de 12,65% para 12,68%,
com volume financeiro de R$ 9,1 bilhões e a taxa do contrato com vencimento em
abril de 2014, que subiu de 10,550% para 10,555%, com movimentação financeira
de R$ 4,6 bilhões.




PERSPECTIVA CÂMBIO E JUROS: Mercado aguardará Yellen para traçar tendência
   São Paulo, 10 de fevereiro de 2014 - O mercado de contratos futuros de
Depósito Interfinanceiro (DI) iniciará o pregão de amanhã (11) próximo da
estabilidade, influenciado por indicadores secundários no cenário doméstico,
como o de inflação e emprego. Mais tarde, tanto do câmbio quanto o juros,
devem ser direcionados pelo discurso da Janet Yellen, presidente do Federal
Reserve (Fed, banco central dos Estados Unidos).
   "Amanhã, será mais um dia com agenda fraca. Não temos nada da Europa e
Ásia. No Brasil, indicadores secundários ditarão o ritmo pela manhã, até a
hora do discurso da presidente do Fed. A partir do início do discurso é que o
mercado deve seguir uma tendência de alta ou de queda para o câmbio e futuros
de DI", explicou Luciano Rostagno, estrategista-chefe do Banco Mizuho do
Brasil.
   No Brasil, a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) divulga o
Indice de Preços ao Consumidor (IPC) da cidade de São Paulo, referente à
primeira quadrissemana de fevereiro. Em seguida, às 9h, o Instituto Brasileiro
de Geografia e Estatística (IBGE) divulga a Pesquisa Industrial Mensal -
Emprego e Salário, referente a dezembro. Nos Estados Unidos, a partir das 13h,
a presidente do Fed, Janet Yellen, discursa no Comitê de Serviços Financeiros
da Câmara dos Deputados.

   No pregão de hoje da BM&FBovespa, o mercado futuro de DI passou por ajustes
técnicos. Segundo Rostagno, as notícias de hoje não justificam para o
cenário apresentado, com a maioria das taxas em queda. "A agenda de
indicadores foi muito fraca hoje. Porém, o Boletim Focus apontou para uma
elevação da Selic [taxa básica de juros] e o dólar comercial registrou alta.
Ou seja, as notícias deveriam ter contribuído para uma alta nas taxas e isso
não ocorreu. Com isso, acredito que foi um dia de ajustes", afirma Rostagno.
   No pregão de hoje, a taxa do contrato com vencimento em janeiro de 2015
recuou de 11,37% para 11,31%, com volume financeiro de R$ 25,3 bilhões,
enquanto a taxa do contrato com vencimento em julho de 2014 caiu de 10,92% para
10,89%, com movimentação financeira de R$ 11,7 bilhões e a taxa do contrato
com vencimento em janeiro de 2016 cedeu de 12,20% para 12,17%, com giro
financeiro de R$ 7,2 bilhões.
   Entre as taxas que também registraram forte volume, mas subiram, estão o
contrato com vencimento em janeiro de 2014, que saltou de 12,65% para 12,68%,
com volume financeiro de R$ 9,1 bilhões e a taxa do contrato com vencimento em
abril de 2014, que subiu de 10,550% para 10,555%, com movimentação financeira
de R$ 4,6 bilhões.
   O dólar comercial encerrou as negociações de hoje com alta de 1,13%,
cotado a R$ 2,4040 na compra e a R$ 2,4060 na venda. Durante o dia, a moeda
norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 2,3840 e a máxima de R$ 2,4090.
No mercado futuro, o contrato de dólar com vencimento em março de 2014
valorizou 1,21% a R$ 2.423,000, enquanto o contrato com vencimento em abril
avançou 0,70% a R$ 2.435,000.




Bovespa inicia semana em baixa, pressionada por siderúrgicas

A semana começou devagar na Bovespa, com investidores preferindo aguardar novos
dados em vez de assumir posições de risco. A agenda de indicadores foi fraca
hoje, o que colaborou para a liquidez reduzida. Mas a semana ainda reserva
números da China e da Europa, a safra de balanços do quarto trimestre e ainda o
primeiro discurso da presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central
americano), Janet Yellen, na Câmara e no Senado dos EUA. E a volatilidade
estará garantida pelo vencimento de opções sobre o índice e Ibovespa Futuro, na
quarta-feira. No mesmo dia, após o fechamento do mercado, o MSCI anunciará a
revisão trimestral de seus índices de ações, usados como referência por fundos
de investimento de todo o mundo. "O mercado ficou nitidamente sem força hoje, à
espera de novos dados", avalia o estrategista da SLW Corretora, Pedro Galdi. O
mercado devolveu os ganhos de sexta-feira, quando o Ibovespa chegou a recuperar
a linha dos 48 mil pontos. As ações ligadas a commodities concentraram as
perdas. O Ibovespa recuou 0,75%, para 47.710 pontos, com volume R$ 7,776
bilhões. Esse giro, porém, inclui a oferta voluntária de ações da Dasa, que
somou R$ 1,793 bilhão. O empresário Edson Bueno conseguiu adquirir o controle
da empresa de diagnósticos em leilão realizado nesta tarde na BM&FBovespa.
Bueno comprou 119,5 milhões de ações da companhia por R$ 1,793 bilhão. Com
isso, o empresário passa a deter uma fatia de 62% na empresa. Entre as
principais ações do índice, Vale PNA caiu 0,71%, a R$ 30,44, enquanto Petrobras
PN subiu 1,1%, para R$ 14,61; e Itaú PN perdeu 0,53%, para R$ 31,66. Na ponta
positiva do índice ficaram Gafisa ON (3,73%),Localiza ON (3,28%), Oi PN (2,69%)
e Banco do Brasil ON (2,69%). A Oi confirmou o aumento de capital realizado
mediante oferta pública primária de ações preferenciais e o rdinárias, como
parte da operação que criará uma companhia na qual estarão reunidos os
acionistas da Oi, da Portugal Telecom e da Telemar Participações. Um grupo de
bancos nacionais e internacionais deverá assumir compromisso para subscrição de
papéis no valor de R$ 6 bilhões, adicionalmente à colocação de ordem de
subscrição de R$ 2 bilhões pelos atuais acionistas da TelPart e um veículo de
investimento do BTG Pactual. As condições efetivas da contratação dos bancos
constarão dos documentos da oferta pública. Entre as maiores baixas apareceram
Brookfield ON (-6,40%), Marfrig ON (-5,63%) e Usiminas PNA (-5,03%). Além de
Usiminas, outras siderúrgicas também recuaram - Gerdau PN (-3,29%) e CSN ON
(-3,27%) -, pressionando o Ibovespa. Segundo analistas, o setor reage a
preocupações com os dados da economia chinesa - balança comercial e inflação -
que serão divulgados nesta semana. Além disso, a Novolipetsk Steel, uma das
principais siderúrgicas da Rússia, anunciou hoje um corte de 80% nos
investimentos para os próximos três anos. Na lista de baixas também apareceu
ALL ON (-2,96%). ALL sofre desde a semana passada, após matéria do Valor
mostrar que uma cliente da ALL, a Agrovia, está pedindo na Justiça multas e
indenizações que podem somar R$ 580 milhões por não atendimento de contratos. A
ALL contestou os valores reclamados pela Agrovia e os chamou de "descabidos".
Paralelamente aos pedidos da Agrovia, a ALL já vem enfrentando uma disputa
judicial com a Rumo ? braço logístico do grupo Cosan. Conforme o Valor
antecipou, a ALL está tentando inclusive interromper o transporte de açúcar
para a Rumo. Para isso, solicitou à Justiça a paralisação da operação.




PERSPECTIVA: Foco estará em discurso de Yellen; Ibovespa deve subir
   São Paulo, 10 de fevereiro de 2014 - Na sessão do Ibovespa, principal
índice da BM&FBovespa de amanhã, deverá ter negociações mais intensas a
partir do discurso que a presidente do Federal Reserve (Fed, banco central dos
Estados Unidos), Janet Yellen, fará no Comitê de Serviços Financeiros da
Câmara dos Deputados, às 13h. Depois da realização de lucros dos
investidores nesta segunda-feira, depois de duas altas consecutivas, o índice
deverá operar com viés positivo.
   "As declarações da Yellen vão influenciar a decisão dos investidores
amanhã, por mais que ela fale um pouco mais do óbvio. A expectativa é de que
seja detalhado algo a respeito da intenção de aumentar a taxa de juros nos
Estados Unidos, mas essa questão a presidente do Fed pode deixar em aberto",
diz Rafael Barros, sócio-gestor da Humaitá Investimentos.
   Outro ponto que influenciará os mercados será algum indicativo sobre a
continuidade no corte de estímulos à maior economia do planeta. "A maior
chance é de o discurso continuar em linha com os anteriores, mas sempre pode
ser acrescentada algum detalhe novo", diz Álvaro Bandeira, economista-chefe da
Órama Investimentos.
   Dos indicadores nos Estados Unidos, o economista-chefe da Órama pontua que
será importante os estoques no atacado do mês de dezembro, que em novembro
subiram 0,5% ante outubro, para US$ 516,4 bilhões. A previsão é de alta de
0,6%. No entanto, ele afirmou que esse dado pode ficar em segundo plano diante
do evento do dia.
   Hoje, o Ibovespa encerrou com queda de  0,75%, aos 47.710 pontos, após
ajustes. O giro financeiro do dia na bolsa foi de R$ 6,8 bilhões. Dentre as
ações com maior peso, as PN da Vale (VALE5; -0,71%, a R$ 30,44), as do Itaú
Unibanco (ITUB4; -0,53%, a R$ 31,66), as ON da mineradora (VALE3; -1,20%, a R$
33,64) e as do Bradesco (BBDC4; -0,93%, a R$ 26,35) desvalorizaram.
   As maiores quedas do índice ficaram com os papéis da Brookfield
Incorporações (BISA3), que despencaram 6,4%, cotadas a R$ 1,17, seguidas pelas
da processadora de alimentos Marfrig (MRFG3; -5,63%, a R$ 3,85) e as PN da
Usiminas (USIM5; -5,03%, a R$ 11,69). Por outro lado, subiram as da Gafisa
(GFSA3; 3,73%, a R$ 3,33), as da Localiza (RENT3; 3,28%, a R$ 31,76) e as do
Banco do Brasil (BBAS3; 2,69%, a R$ 22,07).




MERCADO EUA: Indices encerram em alta; Apple puxa Nasdaq
   São Paulo, 10 de fevereiro de 2014 - Após oscilar entre os territórios
negativo e positivo antes do fechamento, os índices do mercado de ações dos
Estados Unidos solidificaram os ganhos e encerraram as negociações de hoje em
alta, com as expectativas para o depoimento da presidente do Fed, Janet Yellen e
com as ações da Apple impulsionando o Nasdaq. O Dow Jones subiu 0,05%, a
15.801 pontos, o S&P 500 teve aumento de 0,16%, a 1.799 pontos, e o Nasdaq
Composto avançou 0,54%, a 4.148 pontos.
   Em dia relativamente fraco e sem indicadores econômicos, o mercado prestou
atenção em algumas notícias corporativas, como as vendas mensais do
McDonalds e a valorização nas ações da Apple.

   As vendas comparáveis globais do McDonald's tiveram um aumento de 1,2% em
janeiro, influenciadas principalmente pelo bom desempenho na China e Europa. No
mesmo período do ano passado, as vendas tinha caído 1,9%.
   O investidor e presidente do fundo de investimentos Icahn Enterprises, Carl
Icahn, revelou hoje que não pressionará mais a Apple para aumentar o plano de
recompra de ações, alegando que a "empresa já está próxima de cumprir a
meta de compras". A empresa já recomprou US$ 14 bilhões em ações. Os
papéis da Apple, que caíam no começo do pregão, fecharam o dia com alta de
0,07%.
   Mas o evento mais importante da semana será o depoimento ao Congresso
amanhã da nova presidente do Fed, Janet Yellen, no qual os investidores esperam
algum sinal sobre o futuro do programa de estímulos econômicos da
instituição, após resultado fraco de criação de empregos em janeiro.




PETRÓLEO: Preços dos futuros do WTI fecham acima de US$ 100,00

   São Paulo, 10 de fevereiro de 2014 - Os preços dos contratos futuros do
petróleo do WTI encerraram as negociações de hoje em queda, acima de US$ 100,
refletindo as expectativas com o depoimento de Janet Yellen, as preocupações
com o inverno nos Estados Unidos e o fraco resultado de empregos criados no
país em janeiro. Na plataforma Nymex, os preços dos futuros do WTI para o
mesmo mês subiram 0,8%, a US$ 100,06 o barril.
   Além do resultado abaixo do esperado no mercado de trabalho divulgado
sexta-feira, o forte inverno nos Estados Unidos continua preocupando os
investidores. "O clima frio pode esgotar com as ofertas e afetar a produção
também", afirmou Phil Flynn, analista de energia do Price Futures Group.
   Já na plataforma ICE, os preços dos futuros do Brent com vencimento em
janeiro tiveram queda de 0,85%, a US$ 108,63 o barril, com os investidores
apostando que o Federal Reserve (Fed, banco central dos Estados Unidos) manterá
seus estímulos econômicos para incentivar a demanda do maior consumidor de
petróleo do mundo. A nova presidente do Fed, Janet Yellen, dará seu primeiro
depoimento amanhã, às 13h.