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quinta-feira, 26 de dezembro de 2013

ICE Cocoa Eases; Arabica Coffee, Raw Sugar Firm in Thin Trade

  NEW YORK - ICE cocoa futures touched a one-week low on Thursday, after prices reached a 27-month
high in the previous session. Arabica-coffee and raw-sugar futures firmed in quiet, post-Christmas
trade with London soft-commodity markets closed for the Boxing Day holiday.
  Cocoa for delivery in March on ICE Futures U.S. hit as low as $2,770 a ton in intraday trade. The
month was down 1% at $2,791 a ton mid-session. Prices for the key chocolate ingredient settled at
the highest level since September 2011 on projections the global cocoa supply will fall short of
demand for the second consecutive season.
  Earlier this month, the International Cocoa Organization said demand for cocoa exceeded supplies
by 160,000 metric tons in the crop year that ended Sept. 30, more than triple its previous estimate
of 52,000 tons. The London-based body has forecast demand to outpace supplies by 70,000 tons in the
season started Oct. 1.
  Raw sugar for March was up 0.1% at 16.23 cents a pound. March-delivery arabica coffee was up 1.4%
in light volume at $1.1630 a pound. The white-sugar, robusta-coffee and cocoa markets on NYSE Liffe
were closed.
  ICE Cotton for March delivery was down 0.2% at 83.01 cents a pound. Futures of orange-juice
concentrate for March were up 0.9% at $1.4025 a pound.

terça-feira, 24 de dezembro de 2013

Café recua em sessão pouco procurada na ICE Futures US

  Os contratos futuros de café arábica negociados na ICE Futures US encerraram esta terça-feira com quedas, em uma sessão esvaziada e cujo fechamento se deu com uma hora de antecedência, seguindo o calendário apresentado pela casa de comercialização norte-americana.
Apesar das oscilações negativas, o março continuou a flutuar dentro de um range muito próximo do nível psicológico de 115,00 centavos de dólar. Operadores continuam a indicar que a tendência é que o exercício de 2013 seja encerrado com preços próximos dos patamares atuais, uma vez que o mercado se mostra muito pouco procurados, com os players focados, efetivamente, no período de descanso e de festas do final de ano.

A pressão sobre os preços pode voltar a ganhar força no início do próximo ano, quando os participantes estarão de volta aos terminais e, desse modo, questões como a disponibilidade ampla do grão passarão a ganhar força. Vários operadores continuam a especular sobre a oferta consistente de café, já que nesta temporada várias origens já contaram com safras fortes e em 2014 deverão repetir tal comportamento. Nesse diapasão podem ser incluídos produtores como Brasil, Vietnã e Colômbia, que após um longo período de safras medíocres conseguiu se recuperar, amparada em um programa de renovação de lavouras.

No encerramento do dia em Nova Iorque, a posição março teve desvalorização de 110 pontos, com 114,75 centavos de dólar por libra peso, com a máxima em 116,80 centavos e a mínima de 114,05 centavos, com o maio registrando perda de 105 pontos, com 117,00 centavos de dólar por libra peso, com a máxima em 119,00 centavos e a mínima de 116,30 centavos. Na Euronext/Liffe, em Londres, a posição março teve queda de 14 dólares, com 1.691 dólares por tonelada, com o maio tendo retração de 9 dólares, com 1.660 dólares por tonelada.

De acordo com analistas internacionais, o dia na bolsa norte-americana foi marcado por poucos negócios, com a maior parte dos players se posicionando de lado. A abertura do dia ainda teve alguma consistência, mas o março não conseguiu experimentar as máximas da sessão passada, quando chegou a tocar um patamar de 117,00 centavos. Diante dessa falha, algumas ordens de venda foram acionadas e, ao final do processo, o primeiro contrato ficou abaixo do referencial de 115,00 centavos. O segmento externo também teve um dia fraco, com ligeiras altas para as bolsas de valores dos Estados Unidos e poucas oscilações para as commodities.

"Como já era esperado, tivemos um pregão para poucos. Os preços pouco oscilaram e o foco estava muito mais voltado para as últimas compras natalinas. Nos próximos dias não deveremos ter maiores mudanças nesse quadro", disse um trader.

Cada quintal (saca de 46 quilos) de café colhido entre outubro e novembro de 2012 na Nicarágua foi vendido em média 182,13 dólares no mercado internacional. Este ano, no mesmo período, os produtores de café locais estão recebendo 109,29 dólares, ou seja, 72,84 dólares a menos em relação à safra de café 2012/2013, queda de 40%. Nos dois primeiros meses do atual ciclo de produção, o país registrou a produção de 6.274 quintais (4.811 sacas), mas sobe para 97.347 quintais (74.633 sacas), se o excedente da safra passada for incorporado.

As exportações brasileiras no mês de dezembro, até o dia 23, totalizaram 1.470.494 sacas de café, alta de 13,26% em relação às 1.298.242 sacas embarcadas no mesmo período do mês anterior. De acordo com informações do Cecafé (Conselho dos Exportadores de Café do Brasil).

Os estoques certificados de café na bolsa de Nova Iorque ficaram estáveis em 2.698.697 sacas. Tecnicamente, o março na ICE Futures US tem resistência 116,80, 117,00, 117,50, 118,00, 118,50, 119,00, 119,50, 119,90-120,00, 120,50, 121,00, 121,50 e 122,00 centavos de dólar, com o suporte em 114,05-114,00, 113,55-113,50, 113,10-113,00, 112,50, 112,00, 111,75, 111,50, 111,00, 110,50, 110,10-110,00, 109,80, 109,50, 109,35, 109,00, 108,50, 108,00, 107,50, 107,00 e 106,50 centavos.




Em sessão curta, café registra quedas para contratos de café

  Os contratos futuros de café robusta negociados na Euronext/Liffe encerraram a curta sessão desta terça-feira com quedas, com a posição março ficando abaixo do nível psicológico de 1.700 dólares. Como ocorre tradicionalmente às vésperas do Natal, a bolsa britânica funcionou em um horário restrito e, com isso, o volume de negócios produzidos foi irrisório.

Na quarta-feira, feriado, não há funcionamento da casa de comercialização, assim como na quinta-feira, Boxing Day.

Ao longo do dia, a segunda posição flutuou num range estreito, com mínima em 1.689 dólares e máxima de 1.703 dólares. A posição março teve, ao longo da sessão, 1.056 contratos negociados, com o maio registrando negócios com apenas 416 lotes. O spread entre março e maio ficou em 31 dólares. No encerramento do dia, o março teve queda de 14 dólares, com 1.691 dólares por tonelada, com o maio tendo desvalorização de 9 dólares, com 1.660 dólares por tonelada.



Sinal de maior estímulo à demanda por café arábica

  O diferencial entre os preços internacionais do café arábica, de melhor qualidade e normalmente mais caro, e os do robusta já voltou a subir depois de atingir neste mês o menor patamar desde 2008 - 28,70 centavos de dólar por libra-peso na comparação entre os contratos para entrega em março e janeiro de 2014 nas bolsas de Nova York (arábica) e Londres (robusta), respectivamente. Esse "spread" é um importante termômetro para a arbitragem entre os papéis negociados nas duas bolsas e indica e para os quadros de oferta e demanda de cada espécie da commodity.

"Especuladores respondem mais rapidamente à abertura [aumento] e ao fechamento [redução] desse diferencial", afirma Moris Mermelstein, consultor da MM Commodities. Segundo ele, com um diferencial em torno de 30 centavos de dólar por libra-peso, considerado "muito estreito", a expectativa é que as torrefadoras alterem os blends [do café torrado e moído] e passem novamente a demandar mais café arábica e menos robusta. "Essa substituição vai alterar a oferta e demanda de cada variedade, o que fará com que o diferencial tenda a voltar ao normal", prevê.

Ele estima que o diferencial vai se situar em torno de 35 a 40 centavos de dólar por libra-peso. Trata-se de uma reversão da tendência ocorrida em 2011, quando os preços do arábica subiram demasiadamente e provocaram uma substituição do café mais nobre pelo robusta. Embora as perspectivas apontem para um maior uso do arábica, cuja substituição não é tão rápida, a demanda por café robusta continuará forte no curto prazo, conforme o consultor.

Uma indicação é que os estoques certificados na bolsa de Londres recuaram recentemente em cerca de 500 mil sacas (um terço do total) em um intervalo de 15 dias. A demanda é motivada pelo atraso na safra do Vietnã, que é o maior produtor e exportador mundial de café robusta, por questões climáticas e pela ocorrência de um tufão, além da retenção por parte dos produtores que recebem preços mais baixos pelos grãos ante o mesmo período de 2012. Um problema fiscal também agravou a situação. As exportações vietnamitas recuaram cerca de 30% em outubro e novembro em relação ao mesmo período do ano passado.

Entretanto, no médio e no longo prazos não deverá faltar café robusta diante das estimativas de mais uma safra volumosa no país asiático (2013/14). Tradings estimam entre 27 milhões e 30 milhões de sacas, e o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA), 28,5 milhões de sacas. De acordo com Mermelstein, na indústria nacional a substituição de robusta por arábicas mais baratos (como os de bebida rio), vem ocorrendo mais rapidamente desde o mês de agosto deste ano. No mercado internacional, a troca é mais lenta, pondera, pois as torrefadoras têm mais dificuldade para mudar radicalmente os blends.

Para ele, outra indicação de que a substituição está acontecendo é a menor exportação global de robusta registrada pela Organização Internacional do Café (OIC) - 864.092 sacas a menos em outubro do que no mesmo mês de 2012, a queda mais significativa entre grupos de café como os naturais brasileiros e os suaves colombianos, conforme a entidade. Já Rodrigo Costa, diretor da Caturra Coffee, comercializadora de café com base em Nova York, não crê que vá ocorrer uma substituição significativa de robusta por arábicas de menor qualidade diante de um diferencial menor, a não ser em mercados não tradicionais importadores, como o Leste Europeu.

Segundo ele, Europa, Japão e Estados Unidos, tradicionais consumidores do grão, não fazem essa troca diante de uma situação pontual, por causa do risco de que isso afete a demanda. "É cultural". Ele afirma que o arábica mais barato não tem tanta absorção no mercado internacional. A indústria internacional de café, observa Costa, não tem tanta flexibilidade para mudar suas compras de matéria-prima como tem um trader, até porque as empresas costumam antecipar as aquisições da matéria-prima em quatro a cinco meses.

Para o diretor da Caturra, o diferencial "estreito" entre as duas espécies de café não vai perdurar. "Não é sustentável". Costa diz que, utilizando como parâmetro um arábica de pior qualidade, cuja diferença acaba sendo ainda menor que em relação ao robusta - o café entregue em Nova York é de boa qualidade (semilavado) -, acaba havendo uma distorção no mercado, que já foi "percebida". Daí o "spread" já ter diminuído. Costa prevê que o robusta continuará a ser muito demandado.

Mas o produto não terá força para subir, já que o Vietnã - que também tem "segurado" as vendas - terá de voltar ao mercado. Segundo ele, o arábica vai "sofrer" sem a ajuda do robusta e não vai conseguir subir sozinho. A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) divulgou na sexta-feira a 4ª estimativa para a produção brasileira de café na safra 2013/14. Serão 49,15 milhões de sacas - 38,29 milhões de arábica e 10,86 milhões de robusta. O volume total é 3,3% inferior ao colhido na temporada 2012/13.

segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

Arabica Futures Climb to $1.1750/Pound, Highest Since Oct. 16

  NEW YORK  -  Arabica-coffee futures climbed to a near 10-week high on Monday as investors covered
bets that prices would continue to fall, booking profits ahead of the end of the year.
  "We don't see anything fundamental or any other news" that would push prices up, said Andre
Santos, a trader at Ally Brazilian Coffee Merchants in Plantation, Fla.
  Futures jumped as the market passed through the key technical and psychological level of 17 cents
a pound, triggering preplaced orders to cover short positions.
  Arabica coffee for March delivery on the ICE Futures U.S. exchange was recently 1.6% higher at
$1.1710 a pound, down from $1.1750 a pound, the highest intraday level since Oct. 16.

Arabica Prices Drop as Supplies From Latin America Flood Markets
B Thipperudrappa - CHIKMAGALUR
23rd December 2013

Coffee growers across the state who are in a crisis following the vagaries of weather and the rise in cost of cultivation have been hit again by a steep drop in Arabica coffee prices.

The price drop is said to be the worst in the last seven years as coffee from Brazil, Columbia and central America has been flooding the markets.

A 50-kg bag of Arabica was priced at `11,000 in 2011, while this year it has fallen to `6,100, a drop of 48 per cent. Robusta price has dropped to `2,500 for a 50-kg bag this year while in 2011 it was `3,800.

Former Karnataka Coffee Growers Federation president Attikatte Jagannath told Express that 50 to 60 per cent of the crop has been destroyed in some parts of Kodagu and Chikmagalur due to copious rain this year.

The Coffee Board’s final estimate of 3,18,000 metric tonnes of output for 2012-13 is likely to fall sharply because of disease, unseasonal rains, high cost of inputs and labour shortage.

Outgoing Karnataka Growers Federation president Pradeep said the problems of growers are compounded by the depreciation of the rupee against the US dollar following increased cost of imported equipment and petroleum.

Though there is a steep fall in the prices of Arabica parchment and Robusta, coffee powder has remained constant at `240 per kg.

There is a need for futures trading as advance selling will save growers with small holdings below 10 hectares from price uncertainty.

If the trend continues, the future of coffee could turn bleak, said Bhoje Gowda, a grower from Aldur.

The Union government and the Coffee Board should protect the growers, he said. Some experts feel that to help coffee growers, the consumption of the beverage should be popularised across North India on the lines of Coffee Day cafes.

Vietnam December Coffee Exports Likely Up 50% on Month
Nguyen Pham Muoi

  HANOI -  Vietnam's December coffee exports likely rose 50% in volume and 58% in value compared with
November, the government's General Statistics Office said Monday.
  The exports totaled 120,000 metric tons, or 2 million 60-kilogram bags, valued at $226 million,
the GSO said.
In November, the country exported 80,000 tons of coffee bean valued at $143 million.
  In the crop year that began Oct. 1, Vietnam has so far exported 265,000 tons, down from 387,000
tons a year earlier. The value of the exports totaled $503 million, down 38.7% from $820 million.
  The office usually issues coffee figures before the end of the reporting period based on
estimates.

sábado, 21 de dezembro de 2013

QUADRO DO USDA DE OFERTA E DEMANDA -ESTOQUES 2013/14 SOBEM 7,5%
Os estoques finais mundiais de café da temporada 2013/14
deverão ficar em 36,330 milhões de sacas de 60 quilos, com um incremento de
7,5% na comparação com 2012/13, quando os estoques foram apontados em 33,789
milhões de sacas. As estimativas são do Departamento de Agricultura dos
Estados Unidos (USDA), partindo de seu último relatório, de dezembro.
    A produção total mundial 2013/14 é indicada pelo USDA em 150,465
milhões de sacas, apresentando queda de 1,8% sobre as 153,268 milhões de sacas
de 2012/13.
    O consumo global é estimado em 2013/14 em 144,423 milhões de sacas, com
incremento de 1,6% sobre 2012/13 (142,212 milhões de sacas).
Em ritmo lento, café se recupera e volta aos 115,00 cents na ICE

  Os contratos futuros de café arábica negociados na ICE Futures US encerraram esta sexta-feira com altas, em um dia marcado por uma volatilidade mais curta e pela predominância dos compradores, que conseguiram devolver boa parte das perdas registradas ao longo do último pregão. Diversos players já se encontram fora do mercado, alguns já no merecido descanso e outros finalizando seus livros relativos ao exercício de 2013. E isso se reflete na lentidão do mercado, que não apresentou nenhuma novidade significativa nesta sexta-feira, refletindo boa parte do ano, que se mostrou letárgico para o café. A commodity é reconhecida por ser uma das mais dinâmicas do mercado futuro, entretanto, nesta temporada oscilou quedas com vários pregões pouco atrativos, com preços muito presos a referenciais psicológicos.

Na próxima semana, segundo escala divulgada pela ICE Futures US, a bolsa norte-americana funcionará normalmente na segunda-feira, ao passo que na terça-feira o encerramento das ações será às 13 horas (hora de Nova Iorque), com os terminais ficando fechados na quarta-feira, feriado.

O café continua a operar com um viés técnico, sendo que nas análises fundamentais continua a existir a percepção de que há uma disponibilidade significativa do grão, por conta de safras bastante expressivas de players como Brasil, Vietnã e Colômbia. Mais cedo ou mais tarde, o escoamento dessa produção poderá pressionar as cotações, ainda que a demanda pelo grão, na avaliação da Organização Internacional do Café, esteja próxima do recorde histórico.

No encerramento do dia em Nova Iorque, a posição março teve ganho de 155 pontos, com 115,30 centavos de dólar por libra peso, com a máxima em 118,80 centavos e a mínima de 115,75 centavos, com o maio registrando avanço de 150 pontos, com 117,50 centavos por libra, com a máxima em 118,80 centavos e a mínima em 115,75 centavos. Na Euronext/Liffe, em Londres, a posição janeiro teve alta de 14 dólares, com 1.704 dólares por tonelada, com o março tendo valorização de 22 dólares, para o nível de 1.706 dólares por tonelada.

De acordo com analistas internacionais, o mercado dentro de uma avaliação gráfica Bollinger encontra uma importante resistência em 116,93 centavos de dólar por libra peso, ao passo que o suporte mais efetivo neste momento seja o de 104,20 centavos. A média móvel, numa escala de 90 dias, é de 110,57 centavos, portanto, o atual comportamento do março, em busca de se manter próximo dos 115,00 centavos, demonstra uma pequena solidez, produto ainda de algumas recompras estimuladas, principalmente, pelas arbitragens.

No segmento externo, o dia foi positivo para vários indicadores. O S&P 500, Dow e Nasdaq conseguiram fechar no lado positivo, ao passo que o dólar recuou em relação a várias moedas internacionais. As commodities softs também tiveram comportamento positivo, com exceção do suco de laranja.

"A maior parte dos players está mais preocupada com a compra de presentes de Natal do que com as variações gráficas dos terminais e, assim, continuamos a ter poucas oscilações e preços dentro de um patamar que já era previsto. A sessão desta sexta não trouxe emoções e apenas corrigiu algumas perdas do dia anterior. Desse modo, as coisas caminham para que finalizemos o ano dentro de um intervalo próximo dos 115,00 centavos, o que, diante de tantas pressões vendedoras, pode ser considerado até como menos catastrófico que aquele cenário que vinha sendo desenhado por muitos participantes", disse um trader.

A quarta estimativa de safra de Café, divulgada pela Conab (Companhia Nacional de Abastecimento), confirma que, este ano, o Brasil deverá colher 49,15 milhões de sacas. O resultado representa uma redução de 3,3% (1,67 milhão de sacas), se comparado aos 50,83 milhões do período anterior, de alta. A maior redução foi observada no café robusta, que teve queda de 12,95%, seguida pelo arábica, com 0,15%. De acordo com a Conab, uma fator que interferiu na queda foi a continuação do regime de chuvas bastante irregular e a manutenção das altas temperaturas na maioria dos Estados produtores, além de geadas no Paraná. Estimada em 38,29 milhões de sacas, a produção de café arábica corresponde a 77,9% do volume de café produzido no país, e tem como maior produtor o estado de Minas Gerais, com 27,38 milhões.
As exportações brasileiras no mês de dezembro, até o dia 17, totalizaram 1.067.828 sacas de café, alta de 43,96% em relação às 741.749 sacas embarcadas no mesmo período do mês anterior, de acordo com informações do Cecafé (Conselho dos Exportadores de Café do Brasil).
Os estoques certificados de café na bolsa de Nova Iorque tiveram alta de 14.745 sacas, indo para 2.690.351 sacas. Tecnicamente, o março na ICE Futures US tem resistência 116,70, 117,00, 117,25, 117,50, 118,00, 118,50, 119,00, 119,50, 119,90-120,00, 120,50, 121,00, 121,50 e 122,00 centavos de dólar, com o suporte em 113,55-113,50, 113,10-113,00, 112,50, 112,00, 111,75, 111,50, 111,00, 110,50, 110,10-110,00, 109,80, 109,50, 109,35, 109,00, 108,50, 108,00, 107,50, 107,00 e 106,50 centavos.




Londres se recupera e março volta a ficar acima de 1.700 dólares

  Depois de várias quedas sucessivas, finalmente os contratos de café negociados na Euronext/Liffe conseguiram ter uma sessão positiva. Nesta sexta-feira, em um pregão com ritmo lento, a posição março conseguiu avançar e voltou a se posicionar acima do nível psicológico de 1.700 dólares, na esteira de recompras especulativas.

De acordo com analistas internacionais, o dia foi caracterizado pelas aquisições especulativas, ainda que de forma pontual. As vendas mais incisivas de origens, notadamente o Vietnã, vinham fazendo com que boa parte dos ganhos recentemente construídos se esvaíssem. Diante desse cenário, o dia foi de recomposição meramente técnica, algo que já vinha sendo esperado pelos players.

"Estamos vivendo sessões técnicas e sem grandes novidades. Alguns operadores acreditavam que o março poderia avançar, em direção ao nível de 1.600 dólares, mas encontramos uma posição compradora interessante no patamar de 1.668 dólares, o que permitiu uma reversão do quadro e a finalização do pregão no lado positivo da escala", disse um trader.

O janeiro teve uma movimentação ao longo do dia de 5,50 mil contratos, contra 8,33 mil do março. O spread entre as posições janeiro e março ficou em 2 dólares. No encerramento do dia, o janeiro teve alta de 14 dólares, com 1.704 dólares por tonelada, com o março tendo valorização de 22 dólares, para o nível de 1.706 dólares por tonelada.

COOXUPÉ EXPORTA VOLUME RECORDE DE 307.420 SACAS DE CAFÉ EM NOVEMBRO

A Cooperativa Regional de Cafeicultores em Guaxupé (Cooxupé), do sul de Minas, bateu recorde em exportação de café verde no mês passado. Foram embarcadas 307.420 sacas de 60 kg.
O desempenho é resultado da conquista de novos mercados, como países emergentes, informa Lúcio Dias, superintendente Comercial da Cooxupé.
 Ele explicou que nas últimas safras a cooperativa teve um aumento de grãos classificados como duro/riado. 'Começamos a buscar novos mercados que consomem este tipo de bebida', disse ele, em comunicado.
Além disso, mais de 80% das exportações da Cooxupé foram realizadas dentro da própria cooperativa, proporcionando segurança e economia para o cooperado.
 'Como o processo de exportação é feito por aqui, temos a certeza de que o café que colocamos no contêiner chegará como solicitado pelo nosso cliente. 
Isso traz ainda mais referência e segurança para o nosso trabalho', afirmou o presidente da cooperativa, 

Carlos Paulino da Costa.


Fonte: CCCMG