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quarta-feira, 2 de outubro de 2013

Café passa imune por cenário externo e tem pouca oscilação na ICE

  Os contratos futuros de café arábica negociados na ICE Futures US encerraram esta terça-feira com ligeira elevação, mas com a manutenção dos preços abaixo do nível psicológico de 115,00 centavos de dólar por libra peso. A sessão foi marcada por uma volatilidade bastante débil, com a posição dezembro variando dentro de um range de apenas 150 pontos. Vários operadores trabalhavam com a expectativa de que o café pudesse iniciar o dia pressionado por conta do impasse das dívidas nos Estados Unidos. No entanto, o que se viu foi um comportamento de lado em relação aos aspectos externos e, assim, o café operou basicamente dentro de um viés técnico. Sem conseguir reunir forças para testar o patamar de 115,00 centavos e com os vendedores se mostrando pouco ativos, o dia finalizou com poucas oscilações e dentro de nível trabalhado na primeira sessão da semana. Fundamentalmente, o mercado continua a se mostrar baixista, com os players continuando a trabalhar com a questão da disponibilidade ampla, principalmente com a safra brasileira, com a retomada produtiva da Colômbia e com mais um volume forte do Vietnã. Diante desse quadro, o viés baixista se mantém do curtíssimo ao longo prazo, desconsiderando, portanto, o cenário amplamente sobrevendido atual. No encerramento do dia em Nova Iorque, a posição dezembro teve alta de 40 pontos, com 114,10 centavos de dólar por libra peso, com a máxima em 114,70 centavos e a mínima de 113,20 centavos, com o março registrando valorização de 40 pontos, com 117,25 centavos por libra, com a máxima em 117,80 centavos e a mínima em 116,35 centavos. Na Euronext/Liffe, em Londres, a posição novembro teve queda de 6 dólares, com 1.636 dólares por tonelada, com o janeiro tendo desvalorização de 7 dólares, com 1.643 dólares por tonelada. De acordo com analistas internacionais, a sessão desta terça-feira não refletiu diretamente a "paralisação nos Estados Unidos". Sem acordo entre democratas e republicanos, o que se observou foram a não realização de alguns serviços não essenciais. Os republicanos não querem aprovar nova permissão de gastos se o governo do país não reconsiderar a entrada em vigor de uma lei de assistência à saúde e também outra norma sobre imposto para ajudar a cobertura de pessoas sem planos de saúde. "Os mercados, em geral, não foram largamente afetados por esse primeiro dia de 'paralisação' No entanto, o dólar subiu em vários países, incluindo o Brasil, diante dessas incertezas sobre a economia norte-americana. Essa alta ajudou a limitar quaisquer ganhos mais efetivos. Ao longo do dia, a maior parte das commodities recuou", disse um trader. Os produtores de café do Vietnã contam com os maiores estoques do grão em quatro anos, justamente no momento em que o país inicia mais uma safra que pode ser recorde. Os estoques dos cafeicultores estariam em 120 mil toneladas de café apenas da safra anterior, 45% a mais que as 83 mil toneladas do ano anterior. Esse aumento do volume armazenado teria sido a forma encontrada pelos produtores para buscar uma recuperação dos preços e, diante disso, os exportadores executam compras bastante lentas. A expectativa é que o país tenha uma safra na temporada entrante de 1,7 milhão de toneladas, 13% a mais que na temporada anterior. Os estoques certificados de café na bolsa de Nova Iorque tiveram queda de 1.490 sacas, indo para 2.766.479 sacas. O volume negociado no dia na ICE Futures US foi estimado em 14.448 lotes, com as opções tendo 1.697 calls e 2.176 puts — floor mais eletrônico. Tecnicamente, o dezembro na ICE Futures US tem resistência em 114,70-114,80, 114,90-115,00, 115,50, 115,90-116,00, 116,50, 117,00, 117,45-117,50, 118,00, 118,50, 119,00, 119,20, 119,50, 119,90-120,00, 120,50, 120,75, 121,00-121,05, 121,10, 121,50, 122,00, 122,50, 122,20 e 122,50 centavos de dólar, com o suporte em 113,20, 113,00, 112,50, 112,00, 111,50, 111,00, 110,50, 110,10-110,00, 109,50, 109,00, 08,50, 108,00, 107,50 e 107,00 centavos




Londres tem retração, mas parâmetro de preço é mantido

  Os contratos futuros de café robusta encerraram esta terça-feira com quedas leves em uma sessão de volatilidade apenas relativa, em um pregão caracterizado pela manutenção de um intervalo ligeiramente abaixo do nível psicológico de 1.650 dólares para a posição novembro.

De acordo com analistas internacionais, o dia foi caracterizado por uma tentativa inicial de avanço de preços. No entanto, o novembro não conseguiu ir além dos 1.658 dólares. Diante da pouca disponibilidade compradora, novas ordens de venda foram registradas e a primeira posição chegou a tocar na mínima de 1.626 dólares. Nesse patamar, contudo, foram registradas algumas recompras de comerciais, que fizeram com que as perdas desacelerassem ao final do dia.

"Tivemos uma sessão técnica e, diante de um quadro de estabilidade nas arbitragens, no confronto com os arábicas em Nova Iorque, o que vimos foi, no final da sessão, retrações apenas leves, com os preços mantendo parâmetros. A expectativa do mercado é com o 'fator Vietnã': o país vai colocar um volume considerável de café no mercado com sua nova safra e, com tanta disponibilidade, a expectativa é que os preços sejam ainda mais pressionados", disse um trader.

O dia na bolsa de Londres teve o contrato de café de novembro com uma movimentação de 9,97 mil lotes, com o janeiro tendo 6,57 mil lotes negociados. O spread entre as posições novembro e janeiro ficou em 7 dólar. No encerramento da sessão na Euronext/Liffe, a posição novembro teve queda de 6 dólares, com 1.636 dólares por tonelada, com o janeiro tendo desvalorização de 7 dólares, com 1.643 dólares por tonelada.




Na BM&F, café cai 2,25% em setembro, menor média desde julho de 2009

  O preço médio do boi gordo subiu mais de 5% e bateu recorde em setembro no mercado futuro de São Paulo. Os contratos de milho e etanol também ficaram mais caros, tendência contrabalançada apenas pela desvalorização do café e da soja. De acordo com a consultoria Safras & Mercado, o cenário foi agravado pela queda na oferta de animais criados em confinamento e a forte demanda para exportação. Entre janeiro e agosto, o volume de carne bovina embarcado para o exterior cresceu mais de 20% em relação ao mesmo período do ano passado. Segunda commodity mais negociada na bolsa, o milho também se valorizou em setembro. A cotação média do mês ficou em R$ 24,36 por saca, alta de 0,68% ante agosto. Apesar da alta, o preço ficou 24,58% abaixo da média apurada em dezembro de 2012, o que reflete a colheita de uma safra recorde no Brasil e no mundo em 2013. Na contramão da tendência, o café arábica, ainda pressionado pela colheita no Brasil e pelos amplos estoques globais, recuou 2,25% em setembro, para US$ 141,92 por saca - a menor média desde julho de 2009. Desde dezembro passado, o café já caiu 24,2% na bolsa paulista. Já a soja recuou 1,52%, para US$ 27,95 a saca, um reflexo da queda da demanda para exportação em antecipação à colheita recorde dos Estados Unidos.

terça-feira, 1 de outubro de 2013

Nestle Plans to Sell Underperforming Units - Update

  ZURICH  -  Nestle SA (NSRGY, NESN.VX) plans to clean out its cupboard.
  On Tuesday, Chief Executive Paul Bulcke told analysts that Nestle had
identified a group of underperforming product lines it would look to sell after
reviewing the food company's sprawling portfolio.
  Nestle currently has 1,800 business "cells," with a heavy presence in
chocolate, such as KitKat bars; coffee, including Nescafe and Nespresso
infant-nutrition products, including Gerber; packaged-food brands such as
Buitoni, Hot Pockets and Lean Cuisine; and the Jenny Craig weight-loss program.
  Divesting itself of poorly performing businesses--a relatively new strategy
for the Vevey, Switzerland, company-- would deflect investor and analyst
criticism that Nestle doesn't move quickly in dealing with its laggards, a
tentativeness that has weighed on its overall performance.
  "If something doesn't work there are two ways to go," Mr. Bulcke said. "Fix
it or get rid of it."
  The decision to sell underperforming businesses marks a shift in Nestle's
approach to managing its food empire, which also includes Haagen-Dazs ice cream
and Purina pet food. The company has historically clung to brands and
businesses, adjusting strategies in an attempt to improve performances.
  But now, Nestle has quietly experimented with slimming its business lines,
selling an Australian ice-cream business and two French water brands as it
seeks to concentrate its firepower on more-successful businesses.
  The sales come amid pressure for Nestle to improve its overall performance
after missing expectations in recent quarters. The company said in August that
first-half sales fell short of forecasts and warned it would struggle to meet a
long-standing annual growth target.
  Brands that Nestle could sell include the Jenny Craig weight-management
business, where sales have fallen amid competition from online diet sites
mounts and discretionary-spending declines. Already, Nestle executives have
changed the way they speak about the business, which the company bought in
2006.
  Earlier this year, Nestle had spoken of improving the performance of the
Jenny Craig business, which Nomura forecasts to generate revenue of $425
million this year, down from $472 million in 2012.
  But at the analyst meeting, Luis Cantarell, head of Nestle's nutrition
business, said the company was now "evaluating strategic options" for the
business, terminology that is often code for a sale.
  Last week, Reuters reported Nestle's PowerBar business, which had sales of
roughly $200 million last year, was up for sale.
  The brand, which Nestle bought in 2000, has faced growing competition in the
segment it pioneered with competitors, including Clif Bar & Co., grabbing more
sales. Nestle didn't comment on the possible disposal.
  Chief Financial Officer Wan Ling Martello said struggling businesses wouldn't
be automatically "put on the block."
  Nestle would look at whether a business could be improved and how long this
would take, said Ms. Martello. "If not, maybe this is a business we are not the
best owner of and therefore we will walk away from it."
  "This is a mini-revolution for Nestle," said Bank Vontobel analyst
Jean-Philippe Bertschy of the company's planned divestitures. Mr. Bertschy said
the company was looking to disposals as a way to increase return on invested
capital.
  Nestle isn't the only food company selling off businesses to concentrate on
brands with better prospects. Unilever, for example, has been shedding poorly
performing food businesses, such as Skippy peanut butter and Wish-Bone salad
dressing, to concentrate on its household and personal-care business.
Arabica-Coffee Futures Dip to Lowest Price Since April 2009

NEW YORK-Arabica-coffee futures fell to the lowest point since April 2009
Tuesday as robust bean supplies continued to weigh on prices.
  Arabica coffee for delivery in December on ICE Futures U.S. fell as low as
$1.1320 a pound, the lowest intraday price for the most actively-traded
contract since April 22, 2009. The contract was recently trading 0.2% higher at
$1.1350 a pound.
  "The fundamentals are the same," said Hernando de la Roche, a senior vice
president at brokerage INTL FCStone. He said recent rains in Brazil--the
world's biggest coffee grower--will help the development of next year's crop.
The country has had back-to-back bumper crops, and another large crop could add
to swelling global supplies of arabica beans.
  Prices could fall to $1.2500 a pound in the near-term, Mr. de la Roche added.
Nestle to Sell Underperforming Units, CEO Says
John Revill

  ZURICH - Nestle SA (NESN.VX), the world's largest food company by sales, will
sell some of its underperforming units, its chief executive said Tuesday, as it
seeks to concentrate on its more successful brands.
  "We are going to have divestments," Paul Bulcke told an analyst conference at
the Swiss company's headquarters in Vevey.
  The company has conducted a review of around 97% of its business "cells",
giving Nestle--whose products include Nescafe coffee and Kit Kat chocolate
bars--an idea of which units are underperforming, said Chief Financial Officer
Wan Ling Martello said.
  Such a unit wouldn't be sold automatically, Ms. Martello added. Instead the
company would see if it could be improved and how long this process would take.
  Mr. Bulcke didn't mention specific brands nor say how many businesses could
be affected, though he said a shortlist had been drawn up of the companies to
be fixed, which was longer than the list of those to be sold.
Crise no setor cafeeiro faz com que produtores peçam suspensão de empréstimos por três meses

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) pediu ao governo federal a suspensão da cobrança de parcelas de empréstimos contraídos por cafeicultores com crédito rural por um período de três meses. Segundo a entidade, foram enviados ofícios na semana passada à Casa Civil e aos ministérios da Agricultura e Fazenda com a solicitação. No entanto, a informação foi divulgada somente hoje (30) por meio de nota. O motivo alegado é a crise no setor cafeeiro.
A entidade informou que está levantando dados com bancos e cooperativas de crédito sobre o nível de endividamento dos cafeicultores, em parceria com o Conselho Nacional do Café (CNC). A intenção é posteriormente apresentar as informações ao governo. De acordo com a CNA, a perda de renda e as dívidas dos produtores de café estão em um patamar elevado, pois o valor adquirido com a venda das sacas não está cobrindo os custos de produção.
“A tendência de queda dos preços do grão persistiu nas últimas semanas, mesmo com a intervenção do governo no mercado interno, por meio dos leilões de contratos de opção de venda”, destaca comunicado da CNA. Nos três leilões feitos pelo governo, não houve interesse por 4.058 contratos, lotes que, segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), voltarão a ser ofertados.
A Agência Brasil entrou em contato com a Casa Civil e os ministérios da Agricultura e da Fazenda para falar sobre a solicitação. Por meio da assessoria de comunicação, a Casa Civil disse ter reencaminhado o pedido à Fazenda, pois a competência para decidir sobre a suspensão da cobrança de dívidas dos cafeicultores é da pasta. O Ministério da Agricultura, também via assessoria, disse não ter recebido o documento até o momento. A assessoria de comunicação do Ministério da Fazenda informou que o órgão não comentará o assunto.
Sem buscar os 115,00 cents, café fecha dia com estabilidade na ICE
   
  Os contratos futuros de café arábica negociados na ICE Futures US encerraram esta segunda-feira com estabilidade. Ao longo de boa parte da sessão, os terminais registraram valorização para o grão, no entanto, próximo do final da sessão foram verificadas algumas novas liquidações, com os preços voltando para os mesmos patamares observados ao final da semana passada.

Ao longo do dia, o dezembro falhou ao buscar o nível de 115,00 centavos, o que, na visão de alguns operadores, também colaborou para a interrupção dos ganhos e a retomada do quadro estável. As ações do dia foram técnicas e com o resultado pouco expressivo ao final dos negócios, o contrato de maior liquidez fechou o mês de setembro com retração de 260 pontos. As baixas consistentes nos níveis de preço do grão continuam a refletir nos volumes de comercialização.

Segundo dados da Organização Internacional do Café, ao longo de agosto, as exportações mundiais do grão tiveram baixa de 6,4%, atingindo a marca de 8,63 milhões de sacas.
Já nos 11 primeiros meses da safra 2012/2013, as remessas para todos os destinou teve incremento de 2,7%, indo para 102,4 milhões de sacas no comparativo com os 11 meses iniciais da temporada anterior.

No encerramento do dia em Nova Iorque, a posição dezembro teve estabilidade, com 113,70 centavos de dólar por libra peso, com a máxima em 114,80 centavos e a mínima de 113,50 centavos, com o março registrando estabilidade, com 116,85 centavos por libra, com a máxima em 117,90 centavos e a mínima em 116,65 centavos. Na Euronext/Liffe, em Londres, a posição novembro teve valorização de 31 dólares, com 1.642 dólares por tonelada, com o janeiro tendo ganho de 30 dólares, para o nível de 1.650 dólares por tonelada.

De acordo com analistas internacionais, o dia foi marcado também pelos temores com o mercado externo. Novamente cresce o medo de vários segmentos com uma possível "paralisação econômica" nos Estados Unidos, com o início do novo ano fiscal. O impasse no país ocorre na queda de braço entre republicanos e democratas, já que os oposicionistas atrelam o financiamento do governo com o adiamento da reforma do sistema de saúde. Diante desse quadro, o que se viu foi bolsas em quedas e várias retrações de commodities, ao passo que o dólar também operou com baixa em relação a várias moedas internacionais.

"A moeda norte-americana caiu fortemente em relação ao real brasileiro e isso fez com que essa origem não fosse tão ativa ao longo desta segunda-feira. Assim, conseguimos evitar que perdas mais efetivas fossem registradas para o café, já que, após não conseguirmos nem sequer testar os 115,00 centavos, tivemos um aumento nas liquidações. Mesmo com um mercado claramente sobrevendido, mantemos um cenário baixista de curto, médio e longo prazos", disse um trader.

"As torrefadoras mantêm a calma e o ritmo de apenas beliscar alguns contratos quando o terminal cede, nada significativo. Fotos de floradas na principal origem ajudam a dar um conforto ainda maior para os compradores. Notícias que alguns produtores têm arrancado pés de café no Brasil contrastam com outras que indicam apoio de governos de outros países para renovação do parque produtivo em busca de produtividades maiores. No fim das contas o quadro de oferta maior para, ao menos, mais um ciclo de produção é o pano de fundo negativo para os preços, junto com o Real que voltou a enfraquecer", sustentou Rodrigo Corrêa da Costa, da Archer Consulting, que avaliou o cenário atual como bem menos volátil, mas com tendência de baixa para arábicas e robustas. Ele sustentou que os efeitos de um eventual “abandono” de lavouras ou tratos piores dos cafezais só se refletirão em 2015, e "até lá tem bastante café para ser consumido", concluiu.

O café da Indonésia para embarque em novembro e dezembro tinha, ao final na semana passada, um prêmio de 130 dólares por tonelada, o que significa uma queda de 10 ante registrado na semana anterior. Na Indonésia, as entregas dos produtores diminuiram para 7 mil toneladas na semana passada, 5 mil toneladas a menos do que na semana anterior, segundo cálculos da empresa Volcafe . A colheita da safra 2013/2014 começou na Indonésia em abril e os produtores colheram cerca de 92% da safra até 06 de setembro.

As exportações brasileiras no mês de setembro, até o dia 26, totalizaram 1.750.776 sacas de café, alta de 18,19% em relação às 1.481.334 sacas embarcadas no mesmo período do mês anterior, de acordo com informações do Cecafé (Conselho dos Exportadores de Café do Brasil).

Os estoques certificados de café na bolsa de Nova Iorque tiveram queda de 7.009 sacas, indo para 2.767.969 sacas. O volume negociado no dia na ICE Futures US foi estimado em 17.756 lotes, com as opções tendo 1.580 calls e 2.195 puts — floor mais eletrônico. Tecnicamente, o dezembro na ICE Futures US tem resistência em 114,80, 114,90-115,00, 115,50, 115,90-116,00, 116,50, 117,00, 117,45-117,50, 118,00, 118,50, 119,00, 119,20, 119,50, 119,90-120,00, 120,50, 120,75, 121,00-121,05, 121,10, 121,50, 122,00, 122,50, 122,20 e 122,50 centavos de dólar, com o suporte em 113,50, 113,00, 112,50, 112,00, 111,50, 111,00, 110,50, 110,10-110,00, 109,50, 109,00, 08,50, 108,00, 107,50 e 107,00 centavos.




Londres não testa US$ 1.600 e tem dia de retomada de ganhos
   
  Os contratos futuros de café robusta negociados na Euronext/Liffe tiveram uma segunda-feira de recuperação. Após as perdas significativas da última semana, o que se observou ao longo do pregão desta segunda foram algumas recompras, que permitiram fazer com que o novembro se afastasse do suporte do suporte de 1.600 dólares, evitando, assim, buscar novas mínimas para o grão robusta.

De acordo com analistas internacionais, o dia foi caracterizado por compras especulativas e recompras, com os robustas seguindo também as operações de arbitragem, ante alguns avanços das cotações dos arábicas em Nova Iorque. Os preços em Londres apresentaram quedas consistentes ao longo dos últimos pregões, refletindo, principalmente, a chegada da nova safra vietnamita, considerada por muitos players como bastante alta.

"Tivemos, assim, um dia de reacomodação, com os preços devolvendo parte das perdas dos últimos dias. O quadro ainda é baixista, mas as perdas recentes foram bastante intensas e abriram espaço para que algumas correções e também compras de comerciais pudessem ser produzidas", disse um trader.

O novembro teve uma movimentação ao longo do dia de 10,1 mil contratos, contra 6,48 mil do janeiro. O spread entre as posições novembro e janeiro ficou em 8 dólares. No encerramento do dia, o novembro teve valorização de 31 dólares, com 1.642 dólares por tonelada, com o janeiro tendo ganho de 30 dólares, para o nível de 1.650 dólares por tonelada.


segunda-feira, 30 de setembro de 2013

Arabica-Coffee Futures Tick Up After Hard Fall
            
  NEW YORK - Short-covering boosted arabica coffee Monday morning after futures
settled at a more than four-year low during the previous session.
  Global supplies of coffee beans have swelled thanks to back-to-back bumper
crops from Brazil, the source of one-third of the world's coffee, and
recovering production from neighboring Colombia.
  Growers in Brazil are expected to harvest 47.5 million 60-kilogram
(132-pound) bags of coffee this year, a record for an "off-year" harvest,
government crop agency Conab has said.
  Arabica coffee for December delivery on the ICE Futures U.S. exchange was
recently 0.5% higher at $1.1425 a pound.
  Brazil's currency, which weakened to a more than one-week low on Friday, was
stronger Monday morning, curbing selling pressure in the market. A stronger
real discourages exports of coffee because producers receive less reais back
for their crops sold abroad in U.S. dollars.
Robusta Consolidates After Hitting 3-year Low Friday
Neena Rai

  LONDON - Robusta coffee futures consolidated in early European trading Monday,
after a sharp slide last week prompted by expectations of a bumper coffee crop
out of top producer Vietnam.
  At 1015 GMT, November robusta coffee futures traded 0.7% higher at $1,622 a
metric ton. Friday, robusta coffee futures hit their lowest level since Oct. 8,
2010, as Vietnam's harvest got underway.
  Brokers said that local Vietnamese prices for robusta were also edging
towards three-year lows of around $1.65 a kilogram on expectations that around
29 million 60-kilogram bags will be harvested in the 2013-14 crop year.
  Elsewhere, European Union wheat futures were steady ahead of the U.S.
Department of Agriculture's report on inventories.
  November Paris milling wheat futures traded 0.1% higher at EUR193.75 a ton.
  Morgan Stanley expects a "modestly bullish" report, though it noted that the
next crop report, due Oct. 11, will likely have a much larger impact on price
direction for the remainder of the year.
  "Wheat stocks may prove bullish on lower production and strong feeding," the
bank said.
  It forecasts wheat stocks 18 million bushels lower than overall consensus,
because U.S. production was slightly lower than the USDA's 2.11 billion bushel
estimate that kept U.S. wheat strong in the June-August quarter.
  Cocoa futures for December delivery slipped 0.1% to GBP1,708 a ton. Dealers
said they awaited the Commitment of Traders report due at noon, which should
indicate further insight regarding speculative interest in the market.
  December Liffe sugar futures slipped 0.1% to $478.30 a ton. Commerzbank said
sugar futures continue to come under pressure from a weak Brazilian real.
  "The currency of the world's biggest sugar producer and exporter depreciated
last week at a rate last seen in August," it said. "The market has not been
surprised, though, by Sucden analysts predicting a 1.5% drop in sugar
production in the main cultivation area Centre-South in the 2013/14 season,
especially since this seems to be a rather optimistic estimate given the
figures available so far," it said.

domingo, 29 de setembro de 2013

Café volta a cair na ICE e faz nova mínima
  
  Os contratos futuros de café arábica negociados na ICE Futures US encerraram esta sexta-feira com novas perdas, com a primeira posição voltando a trabalhar nos  menores patamares em mais de 49 meses. Ao longo da semana, que se mostrava até favorável para uma correção, nos dois primeiros pregões, o que se observou foi uma reversão do quadro e um fechamento com perda de 95 pontos. O mercado se mostra técnico e com dados externos indicando temor em relação às dívidas dos Estados Unidos, vários players se mostraram mais estimulados a sair do risco de uma operação como a do café e apostar em portos mais seguros, como é o caso do ouro.

Adicionalmente, as recentes chuvas no cinturão cafeeiro do Brasil estimularam uma das mais belas floradas dos últimos anos e também abriram espaço para a perspectiva de que a safra de 2014 do maior produtor mundial será das mais altas da história, com alguns players até especulando em volumes recordes. Diante disso, a leitura nos terminais continua a ser baixista, independentemente de o mercado se encontrar francamente sobrevendido. Questões pontuais, como a quebra dos centro-americanos e o leilão de opções no Brasil, deveriam ser contrapontos para os preços ao menos se equilibrarem, mas diante de um quadro tão baixista, esses temas estão passando ao largo das vendas efetivas de muitos operadores.

No encerramento do dia em Nova Iorque, a posição dezembro teve queda de 195 pontos, com 113,70 centavos de dólar por libra peso, com a máxima em 115,90 centavos e a mínima de 113,50 centavos, com o março registrando desvalorização de 195 pontos, com 116,85 centavos por libra, com a máxima em 119,00 centavos e a mínima em 116,65 centavos. Na Euronext/Liffe, em Londres, a posição novembro teve desvalorização de 52 dólares, com 1.611 dólares por tonelada, com o janeiro tendo perda de 51 dólares, para o nível de 1.620 dólares por tonelada.

De acordo com analistas internacionais, o dia foi marcado por vendas especulativas, diante de um cenário marcado pelo viés baixista. O segmento externo também influenciou a retração cafeeira. O calote da dívida federal nos Estados Unidos preocupa muitos players. O secretário do Tesouro do país, Jack Lew, fez apelo por ação rápida no profundamente dividido Congresso para elevar o limite de endividamento público de 16,7 trilhões de dólares, projetando 17 de outubro como a data quando a capacidade de financiamento será exaurida, deixando apenas 30 bilhões de dólares em caixa. Ao longo desta sexta, as bolsas dos Estados Unidos recuaram, assim como várias commodities. O dólar teve perda em relação a várias moedas internacionais, no entanto, teve alta no confronto com o real brasileiro.

"Tradicionalmente, o mercado cafeeiro tem um referencial no início da safra dos centrais. Nesse período, a expectativa de muitos players é que exista um aumento da demanda dos torrefadores, que buscam se abastecer para enfrentar o período de maior demanda do ano. No entanto, o que verificamos agora é que os industriais não buscam comprar com tanta ênfase, já que estão tranquilos com uma oferta abundante e com preços que não demonstram intenção de subir", disse um trader.

O leilão de opções de venda de café do Brasil para 1 milhão de sacas, realizado nesta sexta-feira pela Conab, teve grande disputa pelos 7 mil lotes ofertados no Estado de Minas Gerais. O prêmio a ser pago pelos produtores ficou em 7,70 reais por saca, o que corresponde a um ágio de 349%, em comparação com o valor de abertura. O leilão foi o terceiro e último da série, que a Conab realizou para proporcionar aos cafeicultores o direito de vender ao governo um total de 3 milhões de sacas de café no vencimento dos contratos, em março do próximo ano, caso os preços de mercado se mantenham abaixo do valor de referência de 343 reais por saca.

As exportações brasileiras no mês de setembro, até o dia 26, totalizaram 1.750.776 sacas de café, alta de 18,19% em relação às 1.481.334 sacas embarcadas no mesmo período do mês anterior, de acordo com informações do Cecafé (Conselho dos Exportadores de Café do Brasil).

Os estoques certificados de café na bolsa de Nova Iorque tiveram queda de 3.179 sacas, indo para 2.774.978 sacas. O volume negociado no dia na ICE Futures US foi estimado em 16.470 lotes, com as opções tendo 1.584 calls e 1.059 puts — floor mais eletrônico. Tecnicamente, o dezembro na ICE Futures US tem resistência em 115,90-116,00, 116,50, 117,00, 117,45-117,50, 118,00, 118,50, 119,00, 119,20, 119,50, 119,90-120,00, 120,50, 120,75, 121,00-121,05, 121,10, 121,50, 122,00, 122,50, 122,20 e 122,50 centavos de dólar, com o suporte em 113,50, 113,00, 112,50, 112,00, 111,50, 111,00, 110,50, 110,10-110,00, 109,50, 109,00, 08,50, 108,00, 107,50 e 107,00 centavos.


Londres volta a cair fortemente e testa novas mínimas
   
  O cenário nebuloso para o café continua a ser verificado. Os robustas despencaram mais uma vez nesta sexta-feira na Euronext/Liffe e experimentaram novos níveis de mínimas, em uma sessão caracterizada por uma forte ação de liquidações especulativas e por um volume considerável de negócios concretizados.

De acordo com analistas internacionais, o dia foi marcado pela atuação dos vendedores, que conseguiram fazer com que o novembro, em determinados períodos, abaixo do indicador psicológico de 1.500 dólares. No início do dia, os preços ainda buscaram alguma estabilidade, no entanto, com as operações de arbitragem contra Nova Iorque indicando um viés baixista, ante uma nova perda dos arábicas, o que se observou foi um campo aberto para os vendedores se mostrarem ativos.

"Atingimos novos níveis de baixa em um mercado que se mostra francamente negativo. Muitos operadores comentam a safra do Vietnã, que deverá ser bastante consistente e suficiente para irrigar as mesas de comercialização, evitando, desse modo, qualquer temor relacionado à disponibilidade", disse um trader.

O novembro teve uma movimentação ao longo do dia de 13,5 mil contratos, contra 6,19 mil do janeiro. O spread entre as posições novembro e janeiro ficou em 9 dólares. No encerramento do dia, o novembro teve desvalorização de 52 dólares, com 1.611 dólares por tonelada, com o janeiro tendo perda de 51 dólares, para o nível de 1.620 dólares por tonelada.