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sexta-feira, 5 de abril de 2013


Café não rompe resistência, mas mantém parâmetros na ICE

Os contratos futuros de café arábica negociados na ICE Futures US encerraram esta quinta-feira próximos da estabilidade, em uma sessão relativamente mais calma que as verificadas no decorrer da semana. A posição maio chegou a se aproximar do nível psicológico de 140,00 centavos por libra, no entanto, encontrou uma barreira vendedora nas máximas. Mesmo assim, as cotações não se desgarraram e o fechamento se deu muito proximamente do valor de registro do pregão anterior.

Tecnicamente, o mercado deu uma demonstração de certo fôlego nesta quinta-feira. Depois de ter na sessão passada apresentado uma valorização expressiva, o café conseguiu conter o ímpeto dos bears (baixistas), que buscaram, na primeira metade do dia, realizar lucros. Assim, pouco a pouco, alguns ganhos chegaram a ser esboçados. Se a primeira resistência não foi rompida, ao menos foi possível manter a primeira posição em um patamar expressivo. Operadores sustentaram que o mercado parece mais ativo e que, mesmo com algumas quedas pontuais, intervalos interessantes estão conseguindo ser mantidos. Os vendedores se mostram mais cautelosos, já que projeções de importantes instituições financeiras indicam que a disponibilidade de arábicas na atual temporada será limitada.

No encerramento do dia em Nova Iorque, a posição maio teve alta de 5 pontos, com 139,50 centavos de dólar por libra peso, com a máxima em 139,80 centavos e a mínima de 137,45 centavos, com o julho tendo retração de 10 pontos, com 141,95 centavos por libra, com a máxima em 142,25 centavos e a mínima em 139,95 centavos. Na Euronext/Liffe, em Londres, o maio teve queda de 32 dólares, com 2.015 dólares por tonelada, com o julho tendo desvalorização de 25 dólares, no nível de 2.057 dólares por tonelada.

De acordo com analistas internacionais, o dia foi caracterizado por ações técnicas, dentro de uma volatilidade limitada, com a posição maio flutuando dentro de um intervalo de pouco mais de 200 pontos. Os baixistas não conseguiram levar o maio a tocar nem sequer o nível de 137,00 centavos, no entanto, no lado altista se observou a falha em se buscar um patamar psicológico expressivo, como a resistência de 140,00 centavos. No segmento externo, o dia foi de novas quedas para commodities importantes, como é o caso do petróleo, ainda que as bolsas de valores tenham se mostrado mais animadas.

"O mercado passou por uma correção e pode ter 'fôlego' para ter ajustes ainda mais expressivos. No entanto, ainda se observa certa hesitação em se buscar resistências mais consistentes, como é o caso de 140,00 ou 145,00 centavos de dólar. Fundamentalmente, o mercado continua focado na especulação sobre as quedas de produção da América Central e a perspectiva de uma safra alta do Brasil em 2013", disse um trader.

Os estoques certificados de café na bolsa de Nova Iorque ficaram estáveis em 2.743.944 sacas. O volume negociado no dia na ICE Futures US foi estimado em 39.304 lotes, com as opções tendo 6.299 calls e 1.362 puts — floor mais eletrônico. Tecnicamente, o maio na ICE Futures US tem resistência em 139,80, 139,90-140,00, 140,50, 141,00, 141,35, 141,50, 141,65, 142,00, 142,50, 143,00, 143,30, 143,50, 144,00 e 144,45-144,50 com o suporte em 137,45, 137,00, 136,50, 136,00, 135,65, 135,50, 135,10-135,00, 134,50, 134,00, 133,50, 133,00, 132,50, 132,00, 131,50 e 131,00 centavos.





Londres volta a ter pressão e maio se aproxima dos US$ 2 mil

  Os contratos futuros de café robusta negociados na Euronext/Liffe, depois de um hiato observado na quarta-feira, prosseguiu no pregão desta quinta com sua escalada de baixas. Em um pregão caracterizado pelas vendas especulativas e, em menor grau, de origens, os preços voltaram a se mostrar pressionados. Algumas rolagens de posição, principalmente entre maio e julho, também foram observadas.

De acordo com analistas internacionais, o dia foi marcado por uma nova "onda" vendedora, com a posição maio chegando a se aproximar perigosamente do nível psicológico de 2.000 dólares. A primeira posição tocou, ao longo desta quinta, na mínima de 2.008 dólares, sendo que nesse patamar foram observadas recompras ligeiras, que não tiveram força suficiente para interromper a tendência baixista.

"Mais uma vez tivemos a pressão dos vendedores. O mercado permaneceu por um período efetivo sobrecomprado, no entanto, as correções vieram de forma efetiva. Por sua vez, alguns comerciais, que vinham empregando os robustas em seus blends, diante do estreitamento dos diferenciais, voltaram a acreditar no arábica e isso também afeta os preços na bolsa britânica", disse um trader.

O maio teve uma movimentação ao longo do dia de 9,77 mil contratos, contra 10,3 mil do julho. O spread entre as posições maio e julho ficou em 42 dólares. No encerramento do dia, o maio teve queda de 32 dólares, com 2.015 dólares por tonelada, com o julho tendo desvalorização de 25 dólares, no nível de 2.057 dólares por tonelada.





MERCADO ESTÁ RUIM PARA COMMODITY EM MINAS GERAIS
O panorama do mercado cafeeiro piorou bastante nos últimos
dois anos, preocupando os produtores às vésperas do início da colheita de
mais uma safra. Em Minas Gerais, principal estado cafeeiro do Brasil, "o
mercado está muito ruim", segundo o coordenador técnico estadual da
Emater-MG, Marcelo de Pádua Felipe. A matéria faz parte da publicação
"Cenário Sudeste".
    Em janeiro de 2011, os cafeicultores mineiros estavam recebendo pelo café
arábica tipo 6 um preço médio de R$ 500,00 por saca. Pouco mais de dois anos
depois, esse mesmo preço está casa dos R$ 315,00 por saca, uma queda
contundente de 37%. "Neste momento, os produtores e as cooperativas estão
pressionando o governo no sentido de que sejam tomadas medidas que tornem a vida
do cafeicultor menos sofrível. Hoje em dia, somente o produtor que tem
condições de participar dos concursos estaduais de qualidade está conseguindo
um preço remunerador", afirma Felipe. Ele sugere a adoção de mecanismos
que tenham por objetivo o ordenamento da oferta, para que os preços voltem a
subir.
    Um estudo da Fundação Procafé divulgado em julho de 2012 revelou que o
custo médio da produção de uma saca de café estava, então, em torno de R$
300,00. O levantamento levou em consideração os cafeicultores que tem
produtividade média abaixo de 30 sacas por hectare. A média de produtividade
no estado é de 25 a 26 sacas por hectare. "Então, podemos dizer que, hoje, a
maioria dos nossos produtores está trabalhando com prejuízo. Os que conseguem
rendimento superior a 30 sacas foram um nicho de mercado muito selecionado e
restrito", destaca o coordenador técnico da Emater mineira.
    Este momento complicado do mercado mineiro de café reflete, basicamente,
as perdas dos referenciais internacionais. O ano de 2012 foi de retração nas
cotações, apesar de um cenário de equilíbrio nas relações de oferta e de
demanda. Outros complicadores, ainda que exógenos, foram o agravamento da crise
financeira na União Européia, que afetou vários países do bloco econômico,
e os crescimentos abaixo das expectativas de motores da economia mundial, como
é o caso dos Estados Unidos e da China. Isso causou diversos momentos de
agitação e fuga de capitais de commodities. O café, commodity agrícola, não
escapou e as suas cotações despencaram.
    Felipe lamenta que "o ataque dos fungos na América Central e Colômbia
(que está provocando perdas para os cafezais dessas regiões) não respinga
aqui no nosso mercado. Aqui só chegam os efeitos negativos dos fundamentos de
oferta e demanda e da crise econômica na Europa". A Organização
Internacional do Café (OIC) está prevendo que a oferta vai superar a demanda
em um total de 2,2 milhões de sacas de 60 quilos na temporada 2012/13, que
será encerrada em setembro.
    A Emater mineira estima que 60% da safra de café colhida em 2012 no estado
foi comercializada pelos produtores. Portanto, ainda restam cerca de 10
milhões de sacas remanescentes da temporada passada para serem vendidas. "O
produtor terá pouco tempo para escoar essa oferta até o início da próxima
safra, em maio. Aquele que estiver capitalizado vai segurar o quanto puder,
tentando um melhor preço. Mas os que têm compromissos de curto prazo terão
que vender com esse preço baixo mesmo, desovando mais café no mercado e
pressionando ainda mais o mercado", frisa Felipe.
    Em termos de lavoura, as perspectivas são boas para a cafeicultura mineira
em 2013. "Os cafezais estão com um bom aspecto, vistosos e bem folhados",
assinala Felipe. Após a produção de 26,944 milhões de sacas registrada em
2012, de acordo com dados da Companhia Nacional do Abastecimento (Conab), o
estado deverá ter uma produção 7% menor em 2013 - ano de 'carga baixa'
- totalizando 25,151 milhões de sacas.
    O volume da produção de café arábica ainda oscila muito de um ano para
outro, não só em Minas Gerais. Contudo, essas diferenças têm diminuído
bastante ao longo dos últimos anos, graças aos esforços dos produtores, que
investiram mais nos tratos culturais, na ampliação das áreas irrigadas e
também pela introdução de novas cultivares no parque cafeeiro estadual.  





PRODUTORES AGUARDAM AGORA REAJUSTE DO PREÇO MINIMO PARA FIM DE ABRIL
Sem reajuste há três anos, a revisão do preço mínimo do
café é defendida pelos produtores como uma forma de garantir renda. Os preços
defasados não estariam cobrindo os custos de produção, o que além de
aumentar a estocagem, desvaloriza o produto. A aprovação do reajuste do preço
mínimo pelo Conselho Monetário Nacional, prometida para a semana passada,
não se confirmou, aumentando a frustração do setor. A notícia parte do Canal
Rural.
    "Nós produtores pagamos o preço, sendo os maiores geradores de emprego
na área do agronegócio: 8,4 milhões de empregos. E quando reivindicamos
alguma coisa justa, proposta pelo próprio governo, não conseguimos
avançar", afirma o presidente do Conselho Nacional do Café, Silas
Brasileiro.
    O Ministério da Agricultura afirma que o reajuste sairá no final de
abril, acompanhado de outras medidas, que ajudem no escoamento da produção.
"O que pode acontecer, depois do preço mínimo que vale para a próxima safra
e não para essa que está depositada hoje, é que o governo vai poder adotar
medidas de auxílio ao produtor, inclusive com subsídios. Isso ainda depende de
orçamento, que inclusive, não está publicado. Não adiantaria nada hoje
você ter um preço mínimo para adotar uma política se você não tem
orçamento ainda publicado", justifica o diretor do Departamento de Café do
Ministério da Agricultura, Edilson Alcântara.
    Os cafeicultores alegam que o adiamento da revisão do preço mínimo pode
prejudicar mais ainda o setor, que pede desde o ano passado uma elevação de R$
261,00 para R$ 340,00 pela saca do café arábica, e de R$ 156,00 para R$
180,00, no caso do conillon.





Cecafé: Exportação de café verde deve crescer 8% em 2013

As exportações de café verde do Brasil devem totalizar 26,9 milhões de sacas de 60 quilos em 2013, um aumento de quase 8% ante o ano passado, disse o presidente do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé), Guilherme Braga, em entrevista à Dow Jones. A alta deve compensar a esperada queda de produção na América Central e no México, cujas lavouras de café sofrem com um surto do fungo roya, causador da ferrugem. Segundo Braga, os produtores devem vender um volume maior de café do ciclo passado 'para dar espaço' à nova safra. A colheita de arábica, que forma a maior parte da produção do País, começa em junho. Cafeicultores brasileiros seguraram parte da safra do ano passado à espera de melhores preços, mas a venda desse volume agora pode render ainda menos do que em 2012. 'O café verde pode ser armazenado por muito tempo, mas seu sabor se deteriora e denuncia claramente sua idade, o que o torna menos valioso se comparado a cafés de safras mais recentes ou da atual', disse Christian Wolthers, presidente da importadora Wolthers America. No ano passado, o Brasil teve uma produção recorde de 50,83 milhões de sacas, de acordo com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Isso resultou em uma queda de 25% nos preços futuros do arábica na Bolsa de Nova York nos últimos 12 meses. A produção este ano será um pouco menor, mas pode superar os 50 milhões de sacas, segundo a Conab.




Governo colombiano investiga irregularidade no subsídio ao café

Governo colombiano respondeu ao Senado que está cumprindo com os acordos alcançados com o café após o levantamento da greve, mas avisou que os pagamentos seriam investigados porque alguns setores pretendem pedir a provisão quando não corresponde, disse o ministro da Agricultura, Juan Camilo Restrepo Salazar. No entanto, Restrepo disse que investiga se há alguns produtores que buscam reivindicar o subsídio com cargas de café e tinha salvo anteriormente. A este respeito, o primeiro vice-presidente do Senado, Guillermo Garcia Realpe, que disse durante um debate que a versão é cada vez maior por isso pedimos a Controladoria monitorar essa virada de dinheiro. O ministro também alertou que verifica se há alguns importadores estão trazendo café para passá-lo como grão cultivado no país, a fim de acessar os auxílios estatais aos agricultores. Finalmente, o ministro também explicou que as revisões em detalhes, se outros produtores que se pretendem reivindicar o subsídio.




Governador de MG pede à Dilma reajuste do preço mínimo não inferior a R$ 350

O governador de Minas Gerais, Antonio Anastasia, enviou ontem, à presidente Dilma Rousseff, ofício solicitando gestões junto ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, para elevar o preço mínimo do café “para um patamar não inferior a R$ 350 por saca de 60 quilos, a fim de que o cafeicultor mineiro possa cobrir o custo de produção, que hoje atinge esse patamar na maioria das regiões produtoras”. O governador alegou na carta à presidente que o preço pago pela saca atualmente em Minas está em torno de R$ 300, bem inferior ao valor de maio de 2011, quando o preço da safra atingiu R$ 530. “Essa baixa nos preços do café implicou em significativa perda de renda do setor no país e, por conseguinte, fortemente em Minas Gerais pela sua condição de maior produtor nacional”, ponderou Antonio Anastasia. A produção brasileira de café na safra 2012/2013, considerados anos de produtividade elevada, foi de 50,8 milhões de sacas de 60 kg, equivalentes a 34% da produção mundial, observou Anastasia na correspondência à Dilma Rousseff, lembrando que “a participação de Minas Gerais no volume produzido pelo país no ano passado foi de 52,9%, visto que a safra mineira atingiu 26,9 milhões de sacas”. O governador acrescentou: “Além do mais, há que se destacar que a cadeia produtiva do café em nosso estado emprega cerca de 2 milhões de pessoas, de forma direta e indireta. Outro ponto relevante do grão para a economia estadual é que, no total das exportações realizadas em Minas Gerais, o café ocupa a segunda posição, ficando atrás somente do minério”. A carta enviada pelo governador à presidente Dilma Rousseff atende à forte reivindicação do setor cafeeiro de Minas Gerais, que vem se empenhando pelo reajuste urgente do preço mínimo do café. No final do mês passado, a revisão do preço mínimo era um dos itens da pauta do Conselho Monetário Nacional (CMN), juntamente com a prorrogação da dívida do setor cafeeiro. O conselho aprovou a prorrogação da dívida por 12 meses, a partir do vencimento, mas não apreciou o reajuste do preço mínimo, que atualmente é de R$ 261,69 a saca de 60 quilos. Na correspondência, o governador Anastasia enfatiza “a importância da cafeicultura para o Brasil e, em especial, para Minas Gerais”. “A representatividade desse agronegócio se expressa em grandes números que atestam sua magnitude”, destacou Anastasia. Em 2012, as exportações de café por Minas Gerais somaram US$ 3,8 bilhões, o equivalente a 48% das vendas internacionais do agronegócio mineiro. O café também respondeu por R$ 11,4 bilhões ou 8,6% do PIB do agronegócio mineiro. Como parte de seu esforço para valorizar a cafeicultura mineira e nacional, o Governo de Minas Gerais irá promover, em setembro próximo, em Belo Horizonte, a Semana Internacional do Café. O evento abrigará a reunião de comemoração dos 50 anos de criação da Organização Internacional do Café (OIC), que representa mais de 70 países consumidores e produtores do mundo. A Semana Internacional do Café também contará com o Espaço Café Brasil, a maior feira do setor na América Latina.



Café não rompe resistência, mas mantém parâmetros na ICE

Os contratos futuros de café arábica negociados na ICE Futures US encerraram esta quinta-feira próximos da estabilidade, em uma sessão relativamente mais calma que as verificadas no decorrer da semana. A posição maio chegou a se aproximar do nível psicológico de 140,00 centavos por libra, no entanto, encontrou uma barreira vendedora nas máximas. Mesmo assim, as cotações não se desgarraram e o fechamento se deu muito proximamente do valor de registro do pregão anterior.

Tecnicamente, o mercado deu uma demonstração de certo fôlego nesta quinta-feira. Depois de ter na sessão passada apresentado uma valorização expressiva, o café conseguiu conter o ímpeto dos bears (baixistas), que buscaram, na primeira metade do dia, realizar lucros. Assim, pouco a pouco, alguns ganhos chegaram a ser esboçados. Se a primeira resistência não foi rompida, ao menos foi possível manter a primeira posição em um patamar expressivo. Operadores sustentaram que o mercado parece mais ativo e que, mesmo com algumas quedas pontuais, intervalos interessantes estão conseguindo ser mantidos. Os vendedores se mostram mais cautelosos, já que projeções de importantes instituições financeiras indicam que a disponibilidade de arábicas na atual temporada será limitada.

No encerramento do dia em Nova Iorque, a posição maio teve alta de 5 pontos, com 139,50 centavos de dólar por libra peso, com a máxima em 139,80 centavos e a mínima de 137,45 centavos, com o julho tendo retração de 10 pontos, com 141,95 centavos por libra, com a máxima em 142,25 centavos e a mínima em 139,95 centavos. Na Euronext/Liffe, em Londres, o maio teve queda de 32 dólares, com 2.015 dólares por tonelada, com o julho tendo desvalorização de 25 dólares, no nível de 2.057 dólares por tonelada.

De acordo com analistas internacionais, o dia foi caracterizado por ações técnicas, dentro de uma volatilidade limitada, com a posição maio flutuando dentro de um intervalo de pouco mais de 200 pontos. Os baixistas não conseguiram levar o maio a tocar nem sequer o nível de 137,00 centavos, no entanto, no lado altista se observou a falha em se buscar um patamar psicológico expressivo, como a resistência de 140,00 centavos. No segmento externo, o dia foi de novas quedas para commodities importantes, como é o caso do petróleo, ainda que as bolsas de valores tenham se mostrado mais animadas.

"O mercado passou por uma correção e pode ter 'fôlego' para ter ajustes ainda mais expressivos. No entanto, ainda se observa certa hesitação em se buscar resistências mais consistentes, como é o caso de 140,00 ou 145,00 centavos de dólar. Fundamentalmente, o mercado continua focado na especulação sobre as quedas de produção da América Central e a perspectiva de uma safra alta do Brasil em 2013", disse um trader.

Os estoques certificados de café na bolsa de Nova Iorque ficaram estáveis em 2.743.944 sacas. O volume negociado no dia na ICE Futures US foi estimado em 39.304 lotes, com as opções tendo 6.299 calls e 1.362 puts — floor mais eletrônico. Tecnicamente, o maio na ICE Futures US tem resistência em 139,80, 139,90-140,00, 140,50, 141,00, 141,35, 141,50, 141,65, 142,00, 142,50, 143,00, 143,30, 143,50, 144,00 e 144,45-144,50 com o suporte em 137,45, 137,00, 136,50, 136,00, 135,65, 135,50, 135,10-135,00, 134,50, 134,00, 133,50, 133,00, 132,50, 132,00, 131,50 e 131,00 centavos.





Londres volta a ter pressão e maio se aproxima dos US$ 2 mil

  Os contratos futuros de café robusta negociados na Euronext/Liffe, depois de um hiato observado na quarta-feira, prosseguiu no pregão desta quinta com sua escalada de baixas. Em um pregão caracterizado pelas vendas especulativas e, em menor grau, de origens, os preços voltaram a se mostrar pressionados. Algumas rolagens de posição, principalmente entre maio e julho, também foram observadas.

De acordo com analistas internacionais, o dia foi marcado por uma nova "onda" vendedora, com a posição maio chegando a se aproximar perigosamente do nível psicológico de 2.000 dólares. A primeira posição tocou, ao longo desta quinta, na mínima de 2.008 dólares, sendo que nesse patamar foram observadas recompras ligeiras, que não tiveram força suficiente para interromper a tendência baixista.

"Mais uma vez tivemos a pressão dos vendedores. O mercado permaneceu por um período efetivo sobrecomprado, no entanto, as correções vieram de forma efetiva. Por sua vez, alguns comerciais, que vinham empregando os robustas em seus blends, diante do estreitamento dos diferenciais, voltaram a acreditar no arábica e isso também afeta os preços na bolsa britânica", disse um trader.

O maio teve uma movimentação ao longo do dia de 9,77 mil contratos, contra 10,3 mil do julho. O spread entre as posições maio e julho ficou em 42 dólares. No encerramento do dia, o maio teve queda de 32 dólares, com 2.015 dólares por tonelada, com o julho tendo desvalorização de 25 dólares, no nível de 2.057 dólares por tonelada.





MERCADO ESTÁ RUIM PARA COMMODITY EM MINAS GERAIS
O panorama do mercado cafeeiro piorou bastante nos últimos
dois anos, preocupando os produtores às vésperas do início da colheita de
mais uma safra. Em Minas Gerais, principal estado cafeeiro do Brasil, "o
mercado está muito ruim", segundo o coordenador técnico estadual da
Emater-MG, Marcelo de Pádua Felipe. A matéria faz parte da publicação
"Cenário Sudeste".
    Em janeiro de 2011, os cafeicultores mineiros estavam recebendo pelo café
arábica tipo 6 um preço médio de R$ 500,00 por saca. Pouco mais de dois anos
depois, esse mesmo preço está casa dos R$ 315,00 por saca, uma queda
contundente de 37%. "Neste momento, os produtores e as cooperativas estão
pressionando o governo no sentido de que sejam tomadas medidas que tornem a vida
do cafeicultor menos sofrível. Hoje em dia, somente o produtor que tem
condições de participar dos concursos estaduais de qualidade está conseguindo
um preço remunerador", afirma Felipe. Ele sugere a adoção de mecanismos
que tenham por objetivo o ordenamento da oferta, para que os preços voltem a
subir.
    Um estudo da Fundação Procafé divulgado em julho de 2012 revelou que o
custo médio da produção de uma saca de café estava, então, em torno de R$
300,00. O levantamento levou em consideração os cafeicultores que tem
produtividade média abaixo de 30 sacas por hectare. A média de produtividade
no estado é de 25 a 26 sacas por hectare. "Então, podemos dizer que, hoje, a
maioria dos nossos produtores está trabalhando com prejuízo. Os que conseguem
rendimento superior a 30 sacas foram um nicho de mercado muito selecionado e
restrito", destaca o coordenador técnico da Emater mineira.
    Este momento complicado do mercado mineiro de café reflete, basicamente,
as perdas dos referenciais internacionais. O ano de 2012 foi de retração nas
cotações, apesar de um cenário de equilíbrio nas relações de oferta e de
demanda. Outros complicadores, ainda que exógenos, foram o agravamento da crise
financeira na União Européia, que afetou vários países do bloco econômico,
e os crescimentos abaixo das expectativas de motores da economia mundial, como
é o caso dos Estados Unidos e da China. Isso causou diversos momentos de
agitação e fuga de capitais de commodities. O café, commodity agrícola, não
escapou e as suas cotações despencaram.
    Felipe lamenta que "o ataque dos fungos na América Central e Colômbia
(que está provocando perdas para os cafezais dessas regiões) não respinga
aqui no nosso mercado. Aqui só chegam os efeitos negativos dos fundamentos de
oferta e demanda e da crise econômica na Europa". A Organização
Internacional do Café (OIC) está prevendo que a oferta vai superar a demanda
em um total de 2,2 milhões de sacas de 60 quilos na temporada 2012/13, que
será encerrada em setembro.
    A Emater mineira estima que 60% da safra de café colhida em 2012 no estado
foi comercializada pelos produtores. Portanto, ainda restam cerca de 10
milhões de sacas remanescentes da temporada passada para serem vendidas. "O
produtor terá pouco tempo para escoar essa oferta até o início da próxima
safra, em maio. Aquele que estiver capitalizado vai segurar o quanto puder,
tentando um melhor preço. Mas os que têm compromissos de curto prazo terão
que vender com esse preço baixo mesmo, desovando mais café no mercado e
pressionando ainda mais o mercado", frisa Felipe.
    Em termos de lavoura, as perspectivas são boas para a cafeicultura mineira
em 2013. "Os cafezais estão com um bom aspecto, vistosos e bem folhados",
assinala Felipe. Após a produção de 26,944 milhões de sacas registrada em
2012, de acordo com dados da Companhia Nacional do Abastecimento (Conab), o
estado deverá ter uma produção 7% menor em 2013 - ano de 'carga baixa'
- totalizando 25,151 milhões de sacas.
    O volume da produção de café arábica ainda oscila muito de um ano para
outro, não só em Minas Gerais. Contudo, essas diferenças têm diminuído
bastante ao longo dos últimos anos, graças aos esforços dos produtores, que
investiram mais nos tratos culturais, na ampliação das áreas irrigadas e
também pela introdução de novas cultivares no parque cafeeiro estadual.  





PRODUTORES AGUARDAM AGORA REAJUSTE DO PREÇO MINIMO PARA FIM DE ABRIL
Sem reajuste há três anos, a revisão do preço mínimo do
café é defendida pelos produtores como uma forma de garantir renda. Os preços
defasados não estariam cobrindo os custos de produção, o que além de
aumentar a estocagem, desvaloriza o produto. A aprovação do reajuste do preço
mínimo pelo Conselho Monetário Nacional, prometida para a semana passada,
não se confirmou, aumentando a frustração do setor. A notícia parte do Canal
Rural.
    "Nós produtores pagamos o preço, sendo os maiores geradores de emprego
na área do agronegócio: 8,4 milhões de empregos. E quando reivindicamos
alguma coisa justa, proposta pelo próprio governo, não conseguimos
avançar", afirma o presidente do Conselho Nacional do Café, Silas
Brasileiro.
    O Ministério da Agricultura afirma que o reajuste sairá no final de
abril, acompanhado de outras medidas, que ajudem no escoamento da produção.
"O que pode acontecer, depois do preço mínimo que vale para a próxima safra
e não para essa que está depositada hoje, é que o governo vai poder adotar
medidas de auxílio ao produtor, inclusive com subsídios. Isso ainda depende de
orçamento, que inclusive, não está publicado. Não adiantaria nada hoje
você ter um preço mínimo para adotar uma política se você não tem
orçamento ainda publicado", justifica o diretor do Departamento de Café do
Ministério da Agricultura, Edilson Alcântara.
    Os cafeicultores alegam que o adiamento da revisão do preço mínimo pode
prejudicar mais ainda o setor, que pede desde o ano passado uma elevação de R$
261,00 para R$ 340,00 pela saca do café arábica, e de R$ 156,00 para R$
180,00, no caso do conillon.





Cecafé: Exportação de café verde deve crescer 8% em 2013

As exportações de café verde do Brasil devem totalizar 26,9 milhões de sacas de 60 quilos em 2013, um aumento de quase 8% ante o ano passado, disse o presidente do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé), Guilherme Braga, em entrevista à Dow Jones. A alta deve compensar a esperada queda de produção na América Central e no México, cujas lavouras de café sofrem com um surto do fungo roya, causador da ferrugem. Segundo Braga, os produtores devem vender um volume maior de café do ciclo passado 'para dar espaço' à nova safra. A colheita de arábica, que forma a maior parte da produção do País, começa em junho. Cafeicultores brasileiros seguraram parte da safra do ano passado à espera de melhores preços, mas a venda desse volume agora pode render ainda menos do que em 2012. 'O café verde pode ser armazenado por muito tempo, mas seu sabor se deteriora e denuncia claramente sua idade, o que o torna menos valioso se comparado a cafés de safras mais recentes ou da atual', disse Christian Wolthers, presidente da importadora Wolthers America. No ano passado, o Brasil teve uma produção recorde de 50,83 milhões de sacas, de acordo com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Isso resultou em uma queda de 25% nos preços futuros do arábica na Bolsa de Nova York nos últimos 12 meses. A produção este ano será um pouco menor, mas pode superar os 50 milhões de sacas, segundo a Conab.




Governo colombiano investiga irregularidade no subsídio ao café

Governo colombiano respondeu ao Senado que está cumprindo com os acordos alcançados com o café após o levantamento da greve, mas avisou que os pagamentos seriam investigados porque alguns setores pretendem pedir a provisão quando não corresponde, disse o ministro da Agricultura, Juan Camilo Restrepo Salazar. No entanto, Restrepo disse que investiga se há alguns produtores que buscam reivindicar o subsídio com cargas de café e tinha salvo anteriormente. A este respeito, o primeiro vice-presidente do Senado, Guillermo Garcia Realpe, que disse durante um debate que a versão é cada vez maior por isso pedimos a Controladoria monitorar essa virada de dinheiro. O ministro também alertou que verifica se há alguns importadores estão trazendo café para passá-lo como grão cultivado no país, a fim de acessar os auxílios estatais aos agricultores. Finalmente, o ministro também explicou que as revisões em detalhes, se outros produtores que se pretendem reivindicar o subsídio.




Governador de MG pede à Dilma reajuste do preço mínimo não inferior a R$ 350

O governador de Minas Gerais, Antonio Anastasia, enviou ontem, à presidente Dilma Rousseff, ofício solicitando gestões junto ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, para elevar o preço mínimo do café “para um patamar não inferior a R$ 350 por saca de 60 quilos, a fim de que o cafeicultor mineiro possa cobrir o custo de produção, que hoje atinge esse patamar na maioria das regiões produtoras”. O governador alegou na carta à presidente que o preço pago pela saca atualmente em Minas está em torno de R$ 300, bem inferior ao valor de maio de 2011, quando o preço da safra atingiu R$ 530. “Essa baixa nos preços do café implicou em significativa perda de renda do setor no país e, por conseguinte, fortemente em Minas Gerais pela sua condição de maior produtor nacional”, ponderou Antonio Anastasia. A produção brasileira de café na safra 2012/2013, considerados anos de produtividade elevada, foi de 50,8 milhões de sacas de 60 kg, equivalentes a 34% da produção mundial, observou Anastasia na correspondência à Dilma Rousseff, lembrando que “a participação de Minas Gerais no volume produzido pelo país no ano passado foi de 52,9%, visto que a safra mineira atingiu 26,9 milhões de sacas”. O governador acrescentou: “Além do mais, há que se destacar que a cadeia produtiva do café em nosso estado emprega cerca de 2 milhões de pessoas, de forma direta e indireta. Outro ponto relevante do grão para a economia estadual é que, no total das exportações realizadas em Minas Gerais, o café ocupa a segunda posição, ficando atrás somente do minério”. A carta enviada pelo governador à presidente Dilma Rousseff atende à forte reivindicação do setor cafeeiro de Minas Gerais, que vem se empenhando pelo reajuste urgente do preço mínimo do café. No final do mês passado, a revisão do preço mínimo era um dos itens da pauta do Conselho Monetário Nacional (CMN), juntamente com a prorrogação da dívida do setor cafeeiro. O conselho aprovou a prorrogação da dívida por 12 meses, a partir do vencimento, mas não apreciou o reajuste do preço mínimo, que atualmente é de R$ 261,69 a saca de 60 quilos. Na correspondência, o governador Anastasia enfatiza “a importância da cafeicultura para o Brasil e, em especial, para Minas Gerais”. “A representatividade desse agronegócio se expressa em grandes números que atestam sua magnitude”, destacou Anastasia. Em 2012, as exportações de café por Minas Gerais somaram US$ 3,8 bilhões, o equivalente a 48% das vendas internacionais do agronegócio mineiro. O café também respondeu por R$ 11,4 bilhões ou 8,6% do PIB do agronegócio mineiro. Como parte de seu esforço para valorizar a cafeicultura mineira e nacional, o Governo de Minas Gerais irá promover, em setembro próximo, em Belo Horizonte, a Semana Internacional do Café. O evento abrigará a reunião de comemoração dos 50 anos de criação da Organização Internacional do Café (OIC), que representa mais de 70 países consumidores e produtores do mundo. A Semana Internacional do Café também contará com o Espaço Café Brasil, a maior feira do setor na América Latina.


quinta-feira, 4 de abril de 2013


Café volta a se mostrar consistente e tem dia de bons ganhos na ICE

Os contratos futuros de café arábica negociados na ICE Futures US encerraram esta quarta-feira com bons ganhos, anulando a pressão baixista que havia sido observada ao longo da sessão passada. O dia foi caracterizado pela boa atuação dos compradores. Apesar dos ganhos expressivos, o maio não conseguiu testar o nível psicológico de 140,00 centavos. No patamar de 139,65 centavos foram observadas algumas vendas ligeiras.

Tecnicamente, o mercado ainda vive um momento de busca de direcionamento. As correções recentes foram pontuais e não demonstraram efetividade para que níveis mais expressivos pudessem ser buscados, no entanto, a expectativa de que a disponibilidade de arábica pode ser extremamente limitada na atual temporada dá alguma força para que o cenário possa ser invertido e alguns níveis mais altos possam ser testados, ainda que paira a "nuvem" de uma grande safra do Brasil neste ano.

No encerramento do dia em Nova Iorque, a posição maio teve alta de 330 pontos, com 139,45 centavos de dólar por libra peso, com a máxima em 139,65 centavos e a mínima de 135,50 centavos, com o julho tendo valorização de 325 pontos, com 142,05 centavos por libra, com a máxima em 142,20 centavos e a mínima em 138,10 centavos. Na Euronext/Liffe, em Londres, o maio teve alta de 27 dólares, com 2.047 dólares por tonelada, com o julho tendo valorização de 24 dólares, no nível de 2.082 dólares por tonelada.

De acordo com analistas internacionais, os ganhos do dia na ICE vieram na esteira de fatores técnicos, com algumas boas correções ainda sendo efetivadas. O café se dissociou efetivamente de outras commodities, que tiveram uma quarta-feira amplamente negativa. Apenas o petróleo teve retração de quase 3% ao longo da sessão.

"Vivemos um dilema entre compradores e vendedores. Os baixistas se mostram ainda consideravelmente efetivos, mas não parecem querer buscar com tanto ímpeto as mínimas de 33 meses, alcançadas recentemente. Por outro lado, os altistas ainda são reticentes e resistências mais consistentes ainda parecem distantes", disse um trader.

Os preços de café podem buscar novos ganhos. A avaliação é do Commerzbank, importante instituição financeira da Alemanha. Para ela, a oferta menor de café vai refletir nos preços de Nova Iorque. Segundo o banco, a ferrugem do colmo deverá afetar fortemente a produção da América Central e apenas nessa região a produção pode ter uma quebra de 2 milhões de sacas.

Os estoques certificados de café na bolsa de Nova Iorque tiveram alta de 6.044 sacas, indo para 2.743.944 sacas. O volume negociado no dia na ICE Futures US foi estimado em 49.705 lotes, com as opções tendo 9.424 calls e 3.702 puts — floor mais eletrônico. Tecnicamente, o maio na ICE Futures US tem resistência em 139,65, 139,90-140,00, 140,50, 141,00, 141,35, 141,50, 141,65, 142,00, 142,50, 143,00, 143,30, 143,50, 144,00 e 144,45-144,50 com o suporte em 135,50, 135,10-135,00, 134,50, 134,00, 133,50, 133,00, 132,50, 132,00, 131,50 e 131,00 centavos.



Londres rompe 2 mil dólares, inverte e fecha com altas

Os contratos futuros de café robusta negociados na ICE Futures US encerraram esta quarta-feira com altas, em um movimento de recuperação. No entanto, ao longo do dia, o maio chegou a romper o nível de 2.000 dólares, batendo na mínima de 1.995 dólares. Nas mínimas, no entanto, foram verificadas recompras, o que permitiu a mudança de direcionamento e o fechamento próximo das máximas do pregão.

De acordo com analistas internacionais, o dia foi marcado por dois momentos distintos, com vendas na parte inicial e com a retomada da força por parte dos compradores na parte final do dia. Os ganhos em Londres também seguiram o bom desempenho dos arábicas em Nova Iorque.

"Foi uma sessão movimentada, com um volume expressivo de negócios e com boas alternativas. Estamos notando um aumento das rolagens, principalmente entre maio e julho", disse um trader.

O maio teve uma movimentação ao longo do dia de 35,2 mil contratos, contra 13,8 mil do julho. O spread entre as posições maio e julho ficou em 35 dólares. No encerramento do dia, o maio teve alta de 27 dólares, com 2.047 dólares por tonelada, com o julho tendo valorização de 24 dólares, no nível de 2.082 dólares por tonelada.





Londres : volume de contratos negociados de café sobe para 299.335 em março

Os produtos diários negociação na NYSE Euronext (NYX) na Europa aumentaram 8,9% em março sobre a compra e venda de aumento café robusta e de futuros de açúcar em Londres. Investidores comprados e vendidos 89.387 contratos de commodities, em média, em cada sessão na NYSE Liffe na Europa no mês passado, de acordo com dados on-line de troca. Negociação de futuros de café robusta subiram 48,29% em volume para 299.335 contratos ante a 201.854 em março 2012. O número de café robusta futuros de circulação no final do mês passado, ou juros aberto, subiram para 96.135 contratos ante a 85.519 no mês anterior. Café robusta negociação de futuros de Londres saltou para 4,94 bilhões de euros em março ante 3,09 bilhões de euros no ano anterior.





Mesmo com a desonerações, café em pó( 750 grs) sobe de R$ 10,92 para 11,25 em SP

Depois de uma redução imediata logo na semana seguinte à determinação do governo que zerou impostos de alguns alimentos e produtos de higiene da cesta básica, os preços do conjunto voltaram a subir e encerraram a última semana de março apenas 1,44% mais baratos que o verificado antes das desonerações, anunciadas no dia 8 de março. Os dados são da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicos (Fipe) e dizem respeito aos preços em supermercados da cidade de São Paulo. Na quarta semana de março, a cesta de 11 produtos considerada pela Fipe custava R$ 87,49, 1,44% menos que os R$ 88,58 registrados na medição anterior. O valor, entretanto, é superior ao da segunda semana do mês, quando as desonerações passaram a valer e o preço total caiu para R$ 86,77. Dos 11 produtos, seis ficaram mais baratos desde o pacote de desonerações: coxão mole (-4,0%), frango (-2,47%), café em pó (-0,78%), óleo de soja (-3,89%), margarina (-1,90%), o pacote de quatro unidades do papel higiênico (-2,21%) e creme dental (-0,82%). Três destes no entanto, chegaram a ficar mais baratos, mas depois voltaram a aumentar o preços, sendo eles o café em pó, que saiu de R$ 10,92 na segunda semana de março, logo depois das desonerações, para R$ 11,25 na última semana (considerado um pacote e meio, equivalente a 750 gramas), o óleo de soja (de R$ R$ 6,53 para R$ 6,64) e o papel higiênico (de R$ 5,36 para R$ 5,49). Os demais quatro produtos pesquisados apenas encareceram semana a semana desde as desonerações. É o caso do acém (1,32%), o açúcar (1,63%), a margarina (1,34%) e o pacote de oito unidades do papel higiênico. Apesar dos descompassos, a cesta compostas apenas por produtos desonerados ficou mais barata que a cesta completa, que inclui estes outros cerca de 40 produtos entre pães, frutas, arroz, feijão e outros: esta cesta ficou 1,09% mais cara da primeira para a última semana de março, saindo de R$ 336,54 para R$ 342,24. No dia 8 de março foi reduzida a zero a incidência das contribuições federais PIS/Cofins sobre a venda de carnes (bovina, suína, ovina, caprina e de aves), peixes, café, açúcar, óleo de soja, manteiga, margarina, sabonete, pasta de dente e papel higiênico. O açúcar e o sabonete também receberam isenção do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI). Outros produtos da cesta, como arroz, feijão, farinha de trigo ou massa, batata, legumes, pão e frutas já contavam com desoneração.




Commodities internacionais com impacto na inflação têm baixa em preços

O preço médio das commodities internacionais com impacto na inflação brasileira caiu 1,82% em março, em relação ao mês interior, segundo dados divulgados nesta quinta-feira pelo Banco Central (BC). É a terceira queda mensal consecutiva. Medido pelo Índice de Commodities Brasil (IC-Br), a partir dos preços das commodities convertidos para reais, o indicador acumula, no primeiro trimestre de 2013, queda de 6,08%. Em 12 meses, porém, o índice subiu 3,58%. Todos os três subgrupos que compõem o IC-Br tiverem queda nos preços no mês passado. A maior delas foi verificada nos preços dos produtos metálicos (alumínio, minério de ferro, cobre, estanho, zinco, chumbo e níquel), cuja variação foi negativa em 6,02% em março. No acumulado do trimestre, a queda é de 7,11%. Em 12 meses encerrados em março, porém, o preço dessas commodities apresenta alta de 4,20%. Os preços das commodities energéticas (petróleo brent, gás natural e carvão) caíram 2,51% em março na comparação com fevereiro. No acumulado do trimestre, a queda é de 4,11%. Em 12 meses, o subgrupo tem a maior alta nos preços, de 4,27%. Já as commodities agropecuárias (carne de boi, carne de porco, algodão, óleo de soja, trigo, açúcar, milho, café e arroz) tiveram redução de 0,66% no mês passado No acumulado do ano, esse subgrupo registra retração nos preços de 6,24%. Em 12 meses encerrados em março, a alta é de 3,41%, a menor entre os subgrupos.




Colômbia: ministro vê fraude em cafeicultores que se beneficiam de mudança

Os cafeicultores que buscarem contar com benefícios sobre o café que já está armazenado cairão em fraude. A advertência foi apresentada pelo ministro da Fazenda da Colômbia, Maurício Cárdenas, ao manifestar que as vantagens conquistadas pelo setor, após uma paralisação que chegou a parar regiões do país, serão voltadas exclusivamente para as novas produções do grão. Cárdenas advertiu os cafeicultores do país que sua pasta não permitirá o acesso das cargas armazenadas de café aos benefícios concedidos ao setor, conforme já se havia previsto ao longo das negociações efetuadas durante a greve. De acordo com ministro, os benefícios recaem exclusivamente sobre as novas produções de café, a contar com a mitaca, que é a produção de pequeno porte colhida na primeira metade do ano na maior parte das zonas cafeeiras do país sul-americano. "Não vamos permitir que o café armazenado que está em estoque tenha esse programa de proteção de receita para os cafeicultores", explicou o ministro em entrevista a emissora Caracol de rádio. Cárdenas indicou que os cafeicultores que guardaram cargas de café para especular no mercado vão ser imediatamente impedidos de ter direito ao benefício. Por fim, ele assegurou que será executado um censo cafeeiro, com o objetivo de se ter um controle sobre esse tema e, assim, evitar pagar benefícios ou preços extras para cafés que já se encontravam armazenados ou prontos para exportar.





Honduras terá programa para renovar área cafeeira

O produtor de café Nelson Guerra, da cidade de San Pedro Sula, em Honduras, anunciou a reativação de 450 hectares de produção desse grão, mediante a um empréstimo a ser concedido pela rede bancária nacional desse país centro-americano. Ele manifestou que a ferrugem do colmo danificou mais de 30% do setor cafeeiro do país e, dessa forma, está sendo buscada uma forma para injetar recursos novos para ativar a produção do grão. O produtor detalhou que o projeto compreende a renovação de lavouras, particularmente no município de Encarnación, no departamento (Estado) de Ocotepeque, sendo que ao todo serão compreendidas áreas de 450 hectares que contam com a produção dessa que é a principal matéria-prima exportável guatemalteca. O representante do setor produtor apontou que o investimento irá superar 17 milhões de lempiras (867 mil dólares), que serão financiados em longo prazo e com taxas de juros bastante modestas. Com essa reativação, a expectativa é que 200 produtores dessa região do país centro-americano sejam beneficiados diretamente. Segundo estimativas de entidades locais, a ferrugem do colmo provocará perda de 1,8 milhão de sacas em Honduras, 650 mil sacas na Guatemala, 600 mil sacas na Nicarágua, 400 mil em El Salvador, 200 mil na Costa Rica e 60 mil no Panamá. O presidente da Abecafé (Associação dos Beneficiadores e Exportadores de Café de El Salvador), Carlos Borgonovo, advertiu que, por causa dos atuais danos da ferrugem do colmo, será "inevitável também uma diminuição no volume a ser produzido na próxima temporada, de 2013/2014", sendo que ele avaliou que essa quebra ainda não é possível de ser quantificada. A ferrugem do colmo, conhecida cientificamente como Hemileia vastatrix, é um fungo que afeta as folhas do cafeeiro, o que causa a desfolha, maturação anormal, perda de qualidade dos grãos, queda de frutos e também faz com que as plantas fiquem debilitadas. De acordo com os dados locais, a primeira aparição da ferrugem do colmo na América Central foi verificada em 1977 e, desde então, a praga vinha sendo controlada e nunca antes havia impactado de forma tão significativa o parque cafeeiro desses países.

quarta-feira, 3 de abril de 2013


Café volta a recuar na ICE, mas preserva suporte de 135 cents

Os contratos futuros de café arábica negociados na ICE Futures US encerraram esta terça-feira com quedas, ainda que o maio tenha conseguido, ao longo de todo o pregão, preservar o suporte de 135,00 centavos por libra. Depois de ter conseguido até mesmo testar o patamar de 140,00 centavos na segunda-feira, ainda que não tenha conseguido sustentá-lo, a expectativa do dia residia na possibilidade de novas compras serem executadas na bolsa nova-iorquina. No entanto, os baixistas deram nova demonstração que são ativos e que ainda mantêm o controle sobre as ações.

As liquidações especulativas deram o tom dos negócios ao longo de todo o dia, sem que os compradores demonstrassem disposição mais efetiva para reverter o quadro. Operadores indicaram que fatores como a "tranquilidade" da indústria no momento da compra, diante de bons estoques e a queda progressiva de preços dos robustas no terminal de Londres, podem influenciar diretamente as cotações dos arábicas, que, não é descartado, poderiam voltar a testar as mínimas de 33 meses.

No encerramento do dia em Nova Iorque, a posição maio teve queda de 225 pontos, com 136,15 centavos de dólar por libra peso, com a máxima em 138,15 centavos e a mínima de 135,65 centavos, com o julho tendo retração de 210 pontos, com 138,80 centavos por libra, com a máxima em 140,50 centavos e a mínima em 138,30 centavos. Na Euronext/Liffe, em Londres, o maio teve queda de 31 dólares, com 2.020 dólares por tonelada, com o julho tendo desvalorização de 16 dólares, no nível de 2.058 dólares por tonelada.

De acordo com analistas internacionais, o dia foi marcado por ações técnicas, com alguns players tentando levar o maio para o patamar de 135,00 centavos. No entanto, nas baixas foram detectadas algumas compras, ainda que bastante modestas, por parte dos comerciais, o que permitiu fazer com que as perdas não fossem tão efetivas. As baixas do dia, por sua vez, também estiveram em linha com o cenário externo. O dólar voltou a ganhar corpo em relação a uma cesta de moedas internacionais, o que pressionou a maior parte dos segmentos de risco, como é o caso das commodities.

"Tivemos uma sessão de pressão sobre os preços, mas dentro de parâmetros que vinham sendo trabalhados pelo mercado. Não parece haver uma disposição mais efetiva para mudar a situação. Tivemos uma correção recente para os cafés, no entanto, isso não significou a busca de intervalos mais fortes. Parece difícil que na atual conjuntura voltemos a ter consistência para buscar patamares como o de 150,00 centavos, salvo, evidentemente, se tivermos alguma mudança no campo fundamental", disse um trader.

Os estoques certificados de café na bolsa de Nova Iorque tiveram queda de 1.872 sacas, indo para 2.737.900 sacas. O volume negociado no dia na ICE Futures US foi estimado em 48.353 lotes, com as opções tendo 9.167 calls e 4.027 puts — floor mais eletrônico. Tecnicamente, o maio na ICE Futures US tem resistência em 138,15, 138,50, 139,00, 139,50, 139,90-140,00, 140,50, 141,00, 141,35, 141,50, 141,65, 142,00, 142,50, 143,00, 143,30, 143,50, 144,00 e 144,45-144,50 com o suporte em 135,65, 135,50, 135,10-135,00, 134,50, 134,00, 133,50, 133,00, 132,50, 132,00, 131,50 e 131,00 centavos.




Em dia movimentado, café volta a ter retração em Londres

Os contratos futuros de café robusta negociados na Euronext/Liffe ampliaram as perdas nesta terça-feira, primeiro pregão após os feriados na capital britânica. Apesar das retrações, a posição maio conseguiu se manter acima do nível psicológico de 2.000 dólares, no entanto, atingiu a mínima de 2.017 dólares ao longo do dia. As rolagens de posição começam a ganhar corpo, principalmente entre os contratos de maio e julho.

De acordo com analistas internacionais, o dia na bolsa londrina foi dos mais agitados, com um volume bastante alto de contratos negociados e com a tendência de queda continuando a dar o tom dos negócios. O mercado volta a especular sobre a safra do Vietnã, com muitos players acreditando que a quebra anunciada até há poucos dias poderá ser menor, devido às chuvas que retornaram ao centro do país indo-asiático.

"Diante desse quadro fundamental e também das fortes altas que foram empreendidas nas últimas semanas, as retrações recentes são até normais. A expectativa é quanto ao intervalo de 2.000 dólares, que é um referencial dos mais importantes. A manutenção desse nível seria muito importante para garantir que os baixistas não ganhassem mais corpo ainda", disse um trader.

O maio teve uma movimentação ao longo do dia de 31,9 mil contratos, contra 26,8 mil do julho. O spread entre as posições maio e julho ficou em 38 dólares. No encerramento do dia, o maio teve queda de 31 dólares, com 2.020 dólares por tonelada, com o julho tendo desvalorização de 16 dólares, no nível de 2.058 dólares por tonelada.




Coffee Futures Drop On Supply

Coffee futures fell the most in two weeks on signs of abundant global supplies. Sugar and cocoa dropped, while orange juice and cotton advanced.

Output in Brazil, the world's biggest coffee producer, may rise to a record 63 million bags next year from as much as 54 million this year, Judy Ganes-Chase, the president of J. Ganes Consulting, said today in an interview in Jakarta. Indonesia, the third-largest grower, will collect 10% more beans in 2013, an exporter group said.

"The feeling of too much coffee around" is pushing prices lower, Roberto Higgins, a director at Intercap Corretora, a broker in Sao Paulo, said in an email. "Producers here will need to sell to make money for harvesting and make space for the new crop."

Arabica coffee futures for May delivery slumped 1.6% to settle at $1.3615 a pound at 2 p.m. on ICE Futures U.S. in New York, the biggest drop for a most-active contract since March 18. In the past 12 months, the price has tumbled 27%, the most among 24 raw materials in the Standard & Poor's GSCI Spot Index.

Vietnam is the second-biggest producer. A bag weighs 60 kilograms, or 132 pounds.




Queda de produção de café pode chegar a 80% na Bahia se a estiagem continuar

Nesta segunda feira o governador da Bahia, Jaques Wagner esteve no programa Roda Viva da TV Cultura falando da situação precária dos mais de 450 municípios da Bahia que já decretaram situação de emergência por causa da estiagem. Ele afirmou, em queda já atinge 40% da produção de café no estado este ano, se continuar a estiagem, a queda pode chegar a 80% no próximo ano.




Instituição destaca pesquisa sobre lodo para adubação

O Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper) participa da 1ª Semana Estadual de Energia, que acontece de 02 a 04 de abril, no Centro de Convenções de Vitória. Durante o evento, o Instituto vai apresentar a tecnologia de utilização do lodo proveniente do esgoto doméstico na agricultura familiar. O estudo foi desenvolvido pelo Incaper em parceria com a Companhia Espírito Santense de Saneamento (Cesan), com o objetivo de combinar desenvolvimento à destinação correta aos recursos naturais. Rico em matéria orgânica e nutrientes, o lodo se apresenta como fonte alternativa para adubação das plantas após o processo de higienização, promovendo a fertilidade nos solos, sobretudo em pomares. Recentemente, o projeto que propõe o aproveitamento do lodo do esgoto como fonte de matéria orgânica para a agricultura familiar recebeu três premiações. “O trabalho exigiu muita dedicação e resultou em um estudo extremamente completo. O lodo é um produto que era desperdiçado na área urbana e que tem enorme importância na agricultura, na zona rural. E não poderíamos deixar de mencionar a interface geoespacial, que facilita a fiscalização ambiental das áreas onde esses produtos são aplicados. Além disso, a parceria da Cesan, também foi fundamental para o desenvolvimento deste trabalho”, disse a pesquisadora do Incaper e responsável pelo projeto, Adelaide da Costa. Para o diretor-presidente do Incaper, Evair Vieira de Melo, essa adubação demonstra a preocupação do Governo do Espírito Santo em desenvolver tecnologias para a produção agrícola. “Com ela o agricultor tem mais chances de produzir alimentos melhores, pois se no processo produtivo dos alimentos for utilizado o mínimo de produtos químicos, as práticas agrícolas serão sustentáveis e a comida na mesa do capixaba será mais nutritiva e saudável”, frisou. A Semana Estadual de Energia tem por objetivo abordar a situação energética brasileira diante das perspectivas de expansão das fontes de energia e dos novos marcos regulatórios setoriais, avaliando impactos no Brasil e as oportunidades e contribuições para o desenvolvimento do Estado. Organizada pela Agência de Serviços Públicos Energia do Espírito Santo (Aspe), vinculada à Secretaria de Desenvolvimento (Sedes), a Semana será realizada de 02 a 04 de abril, no Centro de Convenções de Vitória. O evento visa reunir gestores públicos, pesquisadores, estudantes, profissionais de engenharia e meio ambiente, representantes e empresários da indústria e comércio. Além de representantes de organizações não-governamentais.





McDonald's reduz preço de hambúrguer a 90 centavos na Itália

Para tentar contrastar com a crise econômica na Itália, o McDonald's decidiu baixar o preço do hambúrguer a 90 centavos de euro( R$ 2,33), o mesmo valor pago por um café expresso no país. "Em um momento difícil como este que a Itália está vivendo, a empresa decidiu dar um sinal muito concreto de como ela está perto dos consumidores", disse a rede de fast food norte-americana. O preço ficou "abaixo do nível de um euro, sem mudar a qualidade e a receita", destacou a rede. O McDonald's serve a seus clientes italianos quase 20 milhões de hambúrgueres por ano.