Páginas

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Café reverte mais uma baixa na ICE, mas não volta a testar 150 centavos
Os contratos futuros de café arábica negociados na ICE Futures US tiveram uma quarta-feira de quedas e reversão, com as cotações finalizando o dia com ligeiras altas, mas abaixo do nível psicológico de 150,00 centavos por libra. Ao longo da manhã, a posição março rompeu as mínimas estabelecidas na semana passada e bateu no menor patamar em 30 meses, com liquidações especulativas. No etnanto, essas baixas não tiveram fôlego mais efetivo e, paulatinamente, algumas recompras e aquisições de comerciais começaram a ser observadas, o que permitiu a desaceleração das perdas e a verificação de alguns ganhos, ainda que consideravelmente modestos.
Mais uma vez, o mercado vivenciou uma sessão técnica e com características bastante parecidas com aquelas já notadas ao longo das últimas semanas. Os baixistas continuam a ser mais efetivos, liquidam de maneira constante e conseguiram posicionar o março abaixo de um referencial psicológico dos mais importantes, como é o de 150,00 centavos por libra peso, ainda que o mercado se mostre claramente sobrevendido.
Por sua vez, os altistas continuam a perder força, numa derrocada iniciada ainda no distante maio de 2011 e, passo a passo, não conseguem segurar níveis efetivos de preço e têm de se conformar com preços nitidamente baixos, mesmo diante de um cenário de estoques limitados e de perspectiva de 2013 com uma disponibilidade notadamente baixa do grão.
Tecnicamente, o café se mantém baixista no curto, médio e longo prazos.
No encerramento do dia, o março em Nova Iorque apresentou alta de 75 pontos, com 149,10 centavos, sendo a máxima em 149,75 e a mínima em 146,35 centavos por libra, com o maio tendo valorização de 75 pontos, com a libra a 151,95 centavos, sendo a máxima em 152,40 e a mínima em 146,35 centavos por libra. Na Euronext/Liffe, em Londres, a posição janeiro teve alta de 4 dólares, com 1.881 dólares por tonelada, com o março tendo valorização de 5 dólares, com 1.886 dólares por tonelada.
De acordo com analistas internacionais, o dia foi caracterizado por dois momentos distintos: o primeiro, a marca de uma nova mínima recente em 30 meses; o segundo, com algumas recompras e a ação de comerciais, que consegiram inverter a tendência e garantir um ganho relativo, ainda que a posição março tenha operado, ao longo de todo o pregão, no lado negativo da escala. Enfim, o mercado opera sem novidades, baseado em algumas ações de caráter técnico e com a predominância dos baixistas, sem que uma recuperação efetiva pareça ser possível, dada a falta de fôlego dos compradores. "E diante disso, continuamos a trabalhar dentro de um viés baixista e sem a perspectiva de uma esperada correção. Pelo contrário, o mercado sofre e atinge novas mínimas, ainda mais tendo a pressão exterior para corroborar um quadro pouco animador", disse um trader. Ele se referiu a mais um dia de mercados macro negativos para algumas operações de risco, como as commodities, que recuaram diante de um cenário que teve bolsas de valores sem um direcionamento concreto nos Estados Unidos e dólar em alta em relação a várias moedas internacionais. No entanto, a moeda norte-americana caiu consideravelmente no comparativo com o real brasileiro e isso limitou algumas vendas mais efetivas da maior origem cafeeira.
Tecnicamente, o março na ICE Futures US tem uma resistência em 149,75, 149,90-150,00, 150,50, 151,00, 151,50, 152,00, 152,15, 152,50, 153,00, 153,15, 153,50, 154,00, 154,50, 154,90-155,00, 155,50, 156,00, 156,20-156,25, 156,50, 157,00, 157,15 e 157,50 centavos de dólar por libra peso, com o suporte em 146,35, 146,00, 145,50, 145,10-145,00, 144,50, 144,00, 143,50, 143,00, 142,50, 142,00, 141,50, 141,00, 140,50 e 140,10-140,00 centavos por libra.
Londres tem sessão calma e consegue obter ganhos ligeiros
Os contratos futuros de café robusta negociados na Euronext/Liffe encerraram esta quarta-feira com altas, em uma sessão de poucas novidades, volume apenas razoável de lotes negociados e com os preços se mantendo abaixo do nível psicológico de 1.500 dólares, sem, contudo, se "desgarrar" de próximo dessa marca referencial.
De acordo com analistas internacionais, ao longo da manhã, o janeiro chegou a buscar algumas baixas mais consistentes, mas falhou na tentativa de testar o nível de 1.850 dólares, tocando apenas a mínima de 1.854 dólares. A partir desse nível foram verificadas algumas recompras, o que permitiu a recomposição das cotações e até alguns ganhos ao final do dia, ainda que eles tenham sido apenas modestos. "Tivemos mais uma sessão técnica, sem grandes novidades. Uma tentativa inicial de baixa, uma retomada de compras e o fechamento se dando em alta, sem, contudo, se testar uma resistência mais que básica, como é o caso de 1.900 dólares. O mercado está consideravelmente calma, com o sentimento de fim de ano se aproximando e com muitos operadores muito mais focados em fechar as contas do exercício atual", disse um trader.
O dia na bolsa de Londres teve o contrato de café de janeiro com uma movimentação de 4,54 mil lotes, com o março tendo 2,30 mil lotes negociados. O spread entre as posições janeiro e março ficou em 5 dólares. No encerramento da sessão na Euronext/Liffe, a posição janeiro teve alta de 4 dólares, com 1.881 dólares por tonelada, com o março tendo valorização de 5 dólares, com 1.886 dólares por tonelada.
Medidas devem melhorar fluxo comercial de dólares já neste mês
O Brasil voltou a atrair dólares em termos líquidos no mês de novembro, mais do
que recuperando o saldo negativo de outubro. Novamente, os ingressos foram
sustentados pela conta financeira, enquanto as operações comerciais registraram
déficit.
No entanto, especialistas preveem uma melhora gradual nos fluxos via segmento
comercial, após o Banco Central flexibilizar as regras para antecipação de
recursos das exportações. Influencia ainda a percepção de que a alta do dólar
pode ter chegado ao limite, esfriando expectativas de mais ganhos do setor na
hora de converter moeda americana para reais.
Em todo o mês de novembro, o fluxo cambial foi positivo em US$ 4,876 bilhões,
maior valor desde abril, quando o superávit foi de US$ 6,588 bilhões, e mais do
que compensando o saldo negativo de US$ 3,823 bilhões de outubro. As operações
financeiras - que contabilizam investimentos em títulos, remessas de lucros e
dividendos ao exterior e investimentos estrangeiros diretos, entre outras
operações - tiveram superávit de US$ 7,262 bilhões, o maior desde julho do ano
passado (+ US$ 9,571 bilhões).
A conta comercial, por outro lado, seguiu negativa pelo terceiro mês
consecutivo com déficit de US$ 2,386 bilhões, o maior desde setembro de 2010 (-
US$ 2,989 bilhões).
De acordo com o economista da Tendências Consultoria, Bruno Lavieri, uma
análise mais profunda dos números pode explicar porque o governo decidiu
ampliar para cinco anos o prazo para que exportadores antecipem recursos das
vendas externas.
Os dados do BC mostram que a diferença no período de 12 meses entre o câmbio
contratado para exportação e o câmbio físico ficou negativa em US$ 15,195
bilhões. "Na prática, isso significa que os exportadores preferiram receber os
recursos lá fora em dólares e não internalizá-los, pois julgaram que o dólar
poderia subir ainda mais", explica Lavieri.
A diferença de novembro só perde para a de julho do ano passado, quando ficou
em negativa em US$ 16,278 bilhões. Nesse período, os exportadores também
acreditavam numa alta consistente do dólar, conforme o governo começou a
apertar o cerco contra a valorização do real, que na época operava nas máximas
desde a adoção do regime de câmbio flutuante, em 1999.
Segundo ele, essa percepção agora deve perder força, uma vez que o governo
inverteu a mão e passou a atuar para conter uma valorização excessiva do dólar.
"Com a impressão de que o dólar não deve passar mesmo de R$ 2,10, os
exportadores devem voltar a internalizar os recursos. Como o câmbio contratado
é registrado apenas na internalização, o seu valor deve aumentar, reduzindo o
saldo negativo da diferença com o câmbio físico", completa.
O economista-chefe do Rabobank Brasil, Robério Costa, não acredita que o BC, ao
alterar as regras para Pagamentos Antecipados (PA) no início do ano, previa que
a conta comercial poderia entrar em colapso. Mas concorda que a flexibilização
das antecipações dos recursos por esse instrumento sugere que o governo busca
melhorar a liquidez doméstica por meio da internalização desses fluxos. "Eles
estão fazendo ajustes, apertando os botões de acordo com a necessidade. Com
isso, o fluxo comercial deve melhorar a partir deste mês", estima.
Governo quis dar alívio a caixa de empresas
Com a alegação de dar um alívio no fluxo de caixa "apertado" das empresas e
bancos, o governo começou a desmontar medidas adotadas para conter o ingresso
excessivo de dólares no país e reduziu ontem de dois para um ano o prazo dos
empréstimos externos que estão sujeitos à incidência da alíquota de 6% de
Imposto sobre Operações Financeiras (IOF). Mas a medida também estimula a
entrada de dólares fazendo com que a cotação da moeda norte-americana fique
mais próxima dos R$ 2,10.
A alteração do IOF é complementar à decisão anunciada na terça-feira pelo Banco
Central, que ampliou para cinco anos o prazo entre a contratação de câmbio e o
embarque de mercadoria ou a prestação de serviços, por meio de pagamento
antecipado (PA). Os exportadores se utilizam do pagamento antecipado para
financiar a produção de bens e serviços destinados ao exterior, funcionando
como uma espécie de capital de giro.
O ministro da Fazenda, Guido Mantega, explicou que o objetivo do governo com a
redução do prazo das operações com incidência do IOF é baratear os custos das
captações, permitindo que as companhias brasileiras busquem lá fora recursos
para investimento e capital de giro. Segundo ele, "o câmbio é flutuante, não
tem limite". A avaliação dele é de que taxas de juros mais equilibradas dá
menos volatilidade à taxa de câmbio, reduzindo as intervenções do governo.
"O câmbio se estabiliza numa situação melhor, mais real, e precisa de menos
intervenção do governo", frisou o ministro. No mercado, a medida foi
considerada positiva, assim como as declarações do ministro que sinalizaram que
novos "alívios" no IOF poderão ser promovidos para estimular a entrada de
captação de externo. O ministro disse, porém, que o governo não pensa em
retirar outras "travas" do mercado de câmbio, mas destacou que como o mercado
"está ficando mais normal", em função da redução da taxa de juros, é possível
liberar algumas travas.
Para justificar a alteração do prazo de incidência do IOF, Mantega ressaltou
que, no passado, por conta das altas taxas de juros, o país atraía muito
capital especulativo e de arbitragem (investidores que captam recursos a taxas
mais baixas para aplicar em países com juros elevados). Agora, no entanto, a
situação é outra. "O que é captado lá fora hoje é para capital de giro e para
investimento."
"À medida que você tem uma taxa de juros aqui mais parecida [com exterior],
você diminuiu o apetite da especulação, o apetite da arbitragem. Então, o
recurso vem para a atividade produtiva. Então, você pode liberar mais porque o
mercado se equilibra melhor", emendou Mantega. Ele explicou ainda que a medida
do IOF "não tem nada a ver" com inflação, apesar dela ser sempre uma
preocupação do governo.
Seguindo o mesmo discurso, o secretário executivo adjunto do Ministério da
Fazenda, Dyogo Oliveira, disse que a mudança no IOF pode aumentar "um pouco" o
fluxo de capitais para o país, "o que não é ruim". Porém, repetiu que a
preocupação é com a capacidade das empresas de se financiarem adequadamente,
utilizando as captações externas para adequar seus fluxos de caixa. "As
empresas precisam de mais recursos com a atual conjuntura", reforçou.
Segundo Oliveira, "a medida do IOF junto com a das exportações vão contribuir
para reduzir o custo financeiro das empresas brasileiras". Essas ações têm mais
"a ver com o custo financeiro das empresas que com o câmbio".
Neste ano, a área econômica mudou o prazo dos empréstimos com incidência de
alíquota de 6% várias vezes. Em junho, reduziu de cinco para dois anos. Em
março, elevou os prazos, de dois para três anos e, menos de duas semanas
depois, de três para cinco anos.
`Política monetária dos EUA teve efeito bom para Brasil`
O bom desempenho das exportações brasileiras aos Estados Unidos e a ausência de
movimentos expressivos de investimento especulativo dos EUA no mercado
brasileiro são a prova de que a política monetária americana trouxe ao país
mais efeitos positivos do lado comercial que negativos do lado financeiro,
defende o subsecretário do Tesouro americano para Finanças Internacionais,
Charles Collyns.
A política de redução de juros e aumento da oferta de dólares nos EUA é acusada
pelo governo brasileiro de provocar desvalorização artificial da moeda
americana e prejudicar o Brasil com uma "guerra cambial".
"Numa época em que os investidores estão, em geral, com aversão ao risco,
cautelosos, não temos visto fluxos de capital particularmente grandes dos
Estados Unidos aos emergentes", disse. "A atração de capital no Brasil tem sido
feita mais por meio de investidores estrangeiros diretos que por fluxos de
portfólio", argumentou, em entrevista ao Valor, pouco antes de voltar aos EUA
após encontros com autoridades no BNDES, Ministério da Fazenda e Banco Central,
além de economistas do setor privado.
Os encontros com autoridades brasileiras são uma parte pouco visível do bom
relacionamento diplomático bilateral estabelecido há oito anos e mantido desde
o princípio do governo Dilma Rousseff. As trocas de informações não eliminam as
divergências, como as seguidas acusações do governo brasileiro contra a chamada
"guerra cambial", mas reduzem os pontos de atrito. Collyns, que escreveu
artigos contra a mão pesada na política de câmbio por parte de países do Leste
Asiático, chegou a listar argumentos em defesa da política cambial brasileira,
pouco antes de deixar o Brasil, terça-feira.
"O Brasil está claramente preocupado com movimentos excessivamente rápidos na
taxa de câmbio", disse, lembrando os efeitos da valorização do real sobre a
competitividade da indústria brasileira, nos últimos dois anos. "Nessas
circunstâncias, as autoridades tomaram ações para assegurar que os movimentos
de câmbio não fossem exagerados, foram sensíveis para responder a
circunstâncias difíceis". É uma situação diferente da dos países asiáticos, em
que a depreciação artifical do câmbio pode gerar medidas defensivas de outros
países criando uma "armadilha de crescimento baixo."
Collyns deixou o país antes da última medida do governo que removeu parte das
barreiras impostas à entrada de capital no país. Decreto presidencial reduziu
de dois para um ano o prazo dos empréstimos externos sujeitos à cobrança de
Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) de 6%. Na terça-feira, o Banco
Central já tinha ampliado para cinco anos o prazo para antecipação de receitas
de exportações.
Ressalvando não ser especialista em economia brasileira, Collyns rejeitou as
avaliações que apontam uma mudança de rumos na política macroeconômica do país.
"Não houve grande mudança no arcabouço macroeconômico; os fundamentos ainda
estão no lugar." Ele atribuiu boa parte da frustração dos investimentos no país
às incertezas no cenário internacional, mas disse ter ouvido das autoridades
que a falta de definições no marco regulatório para infraestrutura é um dos
motivos que atrasam as decisões de investidores.
Collyns comentou ainda estar otimista em relação a um acordo em "duas etapas"
entre o governo Barack Obama e a oposição republicana para evitar o chamado
"abismo fiscal" - os cortes automáticos de despesa e extinção de benefícios
fiscais, em janeiro, que podem retirar cerca de US$ 600 bilhões de circulação,
ameaçando interromper a recuperação da economia. Os republicanos reconhecem que
a solução deve incluir medidas de aumento da receita, para reduzir o déficit
fiscal, e o governo aceita negociar cortes maiores nos programas de apoio
social, argumentou. Segundo o subsecretário do Tesouro, as negociações serão
"um tanto ruidosas", com aspectos de "teatro", mas confia alcançar um acordo
até 20 de dezembro.
Mercado já admite Selic abaixo de 7,25% em 2013
A possibilidade de o Banco Central voltar a cortar os juros em 2013 entrou no
radar do mercado e começa a ser incorporada às projeções dos economistas. Ainda
não há revisão generalizada de cenários, mas é consenso que a possibilidade de
mais queda da Selic cresceu após os dados recentes da economia.
Mas essa mudança de visão não vem acompanhada de ajustes para baixo nas
expectativas de inflação. A maioria dos especialistas ainda trabalha com o
Indice de Preços ao Consumidor (IPCA) acima de 5,50% em 2013, mesmo
considerando uma lenta recuperação da atividade.
Dos 19 profissionais ouvidos pelo Valor, o ajuste mais intenso foi feito pelo
Santander, que agora vê a Selic cair até 6,25% ao longo de 2013 e permanecer
nesse nível até o fim de 2014. O Nomura mudou a estimativa para o juro de 9%
para 8,5% no fim de 2013. Já Lecca e Icap passaram a trabalhar com estabilidade
da taxa no próximo ano, ante projeções anteriores de 8% e 8,25%,
respectivamente. Mesmo caso do J.Safra, que agora enxerga estabilidade da Selic
em 7,25% até o fim de 2014; antes o economista-chefe Carlos Kawall projetava
aumento de um ponto percentual da Selic após o fim de 2013.
Segundo o economista do Santander, Cristiano Souza, os dados da indústria ainda
fracos mostram que o Banco Central precisaria fazer mais cortes de juros. "Deve
haver uma recuperação, mas em ritmo mais lento do que se esperava". No novo
cenário do banco espanhol, o alívio monetário deve ser retomado em março,
quando já estiverem disponíveis dados do PIB referentes ao quarto trimestre de
2012 e os números da indústria do início de 2013.
O que ainda não está claro para o especialista é se esse quadro de atividade
mais lenta permitirá um alívio na inflação. Assim, as estimativas para o IPCA
estão em processo de revisão: para 2013, a projeção atual está em 6% e, para
2014, em 6,5% - teto da meta de inflação. "Estamos discutindo o que deve
acontecer, porque a inflação sentirá o efeito da atividade mais fraca, mas
também do câmbio desvalorizado", disse, lembrando que há ainda dúvidas sobre o
tamanho da redução da tarifa de energia elétrica esperada para o próximo ano.
Os demais analistas que mantiveram as previsões admitem que a política
monetária passou a ter um "viés de baixa", depois que os últimos dados de
atividade foram revelados, por meio do Produto Interno Bruto (PIB) do terceiro
trimestre e da produção industrial de outubro. "Parece que a preferência do
Banco Central é por manter o juro estável mais tempo, mas claro que o risco de
novos cortes dos juros aumentará à medida que outros dados de atividade ruins
forem divulgados", afirma David Becker, do BofA Merrill Lynch.
Ele diz que, mesmo com a possibilidade de um PIB mais baixo, o mais provável é
a Selic não ser alterada no ano que vem, mas voltar a subir em 2014, até
atingir o patamar de 8,75%. O economista cortou de 1,7% para 1,1% a previsão do
PIB em 2013 e de 4,2% para 3,6% no ano seguinte.
Para a economista da Icap Brasil, Inês Filipa, dados fracos da atividade têm
efeito negativo sobre a confiança de empresários e consumidores, o que afasta a
perspectiva de juro mais alto. Já o economista do Standard Chartered, Italo
Lombardi, mantém a previsão de Selic a 7,25% até o fim do ano que vem, mas
admite que a chance de um corte aumentou.
O que pode afetar o cenário é o risco de inflação, que pode ganhar contornos
mais preocupantes nos próximos meses. Becker, do BofA, lembra que há pontos de
atenção: piora na margem dos preços dos alimentos, possibilidade de a redução
da energia elétrica não vir na magnitude esperada e risco de reajuste dos
combustíveis em 2013, ainda não contemplado no cenário do BC.
A evolução do câmbio, nesse contexto, amplia as incertezas. Inês Filipa, do
Icap Brasil, estima que a desvalorização de cerca de 10% do real tem um impacto
sobre o IPCA de 0,35 a 0,45 ponto percentual em um prazo de 12 meses. "A
desvalorização este ano está ao redor de 15%, portanto o câmbio tem impacto
relevante sobre o IPCA de 2012". E Italo Lombardi avalia que o câmbio mais
desvalorizado pode influenciar esse cenário, mas marginalmente. "Podemos dizer
que o BC estaria menos disposto a cortar os juros se o câmbio desvaloriza muito
mais", acredita.
Na contramão da maioria, o sócio da Troster & Associados, Roberto Troster, que
comandou a equipe econômica da Federação Brasileira dos Bancos (Febraban) por
vários anos, avalia que os agentes de mercado vão rever os cenários de juros
baixos por causa da inflação nos próximos meses. Para ele, os índices de preços
não vão ceder, as pressões vão aumentar, e o governo terá que elevar juros ano
que vem. "Todo mundo errou nas projeções de atividade por causa do problema da
defasagem, que é difícil calcular", diz sobre o ritmo da reação da economia aos
estímulos monetários, tributários e fiscais já lançados pelo governo.
Troster diz que o problema da retomada de crescimento econômico não é a falta
de estímulos. "A cada rodada, eles perdem força", aponta. O gargalo, diz o
economista, está na política focada no curto prazo e intervencionista que tem
gerado incertezas e, assim, afetado a decisão de investimentos dos empresários
e executivos. "Não está vindo dinheiro para projetos novos".
Segundo os dados divulgados ontem pelo IBGE, a produção de bens de capital -
termômetro do investimento agregado na economia - recuou 0,6% entre setembro e
outubro, já com ajustes sazonais, a terceira queda mensal consecutiva. Em
relação a outubro de 2011, a produção de bens de capital caiu 5,8%.
Bovespa respira no final e fecha com alta de 0,2%
Pelo terceiro dia seguido, a bolsa brasileira teve um pregão de grande
volatilidade em função de indicadores econômicos - atividade do setor de
serviços (PMI) na Europa e criação de empregos (ADP) nos Estados Unidos -, além
das notícias sobre o "abismo fiscal".
No cenário interno, o setor elétrico voltou a sofrer por causa do início da
guerra de liminares entre empresas e governo, que carrega nos bastidores a
rivalidade entre o PSDB - partido que governa os Estados cujas empresas não
aceitaram renovar concessões - e o PT, da presidente Dilma Rousseff.
As medidas cambiais anunciadas pelo governo, o resultado da oferta de ações do
frigorífico Marfrig e as previsões pessimistas para a Usiminas feitas pelo
presidente da siderúrgica completaram o quadro local. O Ibovespa fechou em leve
alta de 0,20%, aos 57.678 pontos. O volume financeiro alcançou R$ 6,673 bilhões.
Em Nova York, o índice Dow Jones subiu 0,64%, para 13.034 pontos; o S&P 500
ganhou 0,16%, aos 1.409 pontos; enquanto o Nasdaq recuou 0,77%, para 2.973
pontos, sentindo a forte queda das ações da Apple (-6,4%). A Nokia, concorrente
da Apple no segmento de celulares, anunciou o lançamento de seu novo smartphone
O "abismo fiscal" não sai da cabeça dos investidores. A melhora do clima em
Wall Street a partir do meio da tarde, segundo operadores, ocorreu após as
agências de notícias informarem que cerca de 40 deputados republicanos se
juntaram a um grupo bipartidário para tentar destravar as negociações.
O presidente Barack Obama declarou que não é sensato tentar reduzir o déficit
do país por meio da limitação de deduções e da eliminação de brechas fiscais,
ao explicar por que rejeitou a proposta republicana. "É possível fazer,
teoricamente, mas não é possível ou sensato fazer como uma questão prática",
afirmou Obama a um grupo de executivos-chefes e líderes empresariais. Ele
também disse que um acordo pode ser alcançado em uma semana se os republicanos
aceitarem a ideia de impostos mais elevados para os mais ricos.
Voltando à Bovespa, a lista de maiores baixas trouxe JBS ON (-6,73%), Usiminas
PNA (-5,54%) e Eletrobras ON (-5,47%). Segundo operadores, as ações do
frigorífico sofreram correção por causa do resultado da oferta de ações do
concorrente Marfrig (-2,76%, a R$ 8,80). A empresa fechou na terça-feira sua
operação primária, ao preço de R$ 8,00 por ação, o que representou um desconto
de 25% sobre o fechamento de segunda-feira. Na abertura de ontem, Marfrig ON
chegou a liderar as baixas, com queda de 10,5%.
Já Usiminas caiu forte após seu presidente fazer previsões pessimistas. Julián
Eguren avisou aos investidores para não esperarem uma melhora significativa nas
margens da empresa nos próximos meses. A declaração colocou em xeque a
recomendação de compra feita em 12 de novembro pelo Goldman Sachs, que esperava
uma "virada operacional" da siderúrgica mineira. Investidores deixaram o papel
e compraram CSN ON, que subiu 1,83%.
Produtores seguram vendas à espera de reação no preço do café em MG
Com a chegada da entressafra do café, os produtores esperavam que o preço se mantivesse estável ou até com tendência de alta. Mas esse ano o mercado se mostra atípico. No sul de Minas Gerais, maior região produtora do país, os agricultores seguram as vendas à espera de uma reação do mercado. O agricultor Artur Queiróz de Souza produziu nesta safra quatro mil hectares de café em cem hectares de área plantada na propriedade em Cambuquira, no sul de Minas Gerais. O produtor negociou a maior parte dos grãos, mas mil sacas ainda estão armazenadas. A cautela do produtor para a comercialização do café está relacionada à desvalorização do preço da saca no mercado. De um ano para cá, o valor da saca do café tipo 6, bebida dura, caiu 33%. No ano passado, nessa mesma época do ano, havia 660 mil sacas armazenadas na cooperativa de Varginha, em Minas Gerais, onde está estocada a produção de cinco mil associados. Agora, estão guardadas 820 mil sacas, com um aumento de quase 20%. O gerente de vendas da cooperativa Marco Bíscaro diz que o volume de negócios está semelhante ao do ano passado, mas os produtores estão dosando a comercialização. “O produtor está vendendo na medida do necessário para cobrir as despesas e aguardando uma possível melhora nos preços nos próximos meses”, diz. “Primeiro, a crise da economia do Hemisfério Norte, que são os principais consumidores de café. A crise na zona do euro, a crise nos Estados Unidos e mesmo a economia que desenvolveu-se pouco no Japão devido a problemas climáticos. Isso faz com que os compradores hajam com cautela. Nós tivemos também uma falsa imagem no mundo de que existe excesso de café no Brasil, o que não é verdade. A nossa produção é a produção necessária para cumprir nossos compromissos de exportação e consumo interno. Também houve esse fato de que o produtor brasileiro está financiado, acredita no mercado. Ele vende só o café necessário para cumprir os compromisso”, diz o analista de mercado Eduardo Carvalhaes.
Responder
Encaminhar
 
 

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Nestle Faces Coffee Capsule Lawsuit in France ZURICH

Nestle Faces Coffee Capsule Lawsuit in France ZURICH
(AFP)--
Nestle SA (NESN.VX) faced a fresh legal challenge to itsNespresso coffee capsule business when a rival said Wednesday it had filed alawsuit against the food giant in France. The Swiss generic capsule maker Ethical Coffee Company, which has won legalbattles against Nestle for the right to market its biodegradable capsules inGermany and Switzerland, claims Nestle has tried to discredit its products inFrance via its Nespresso club, internet blogs and distributors. "Basically we want to stop this slurring and disloyal competition," ECC chiefexecutive and founder Jean-Paul Gaillard told AFP, accusing Nestle of providing"false information" to "smear our products." Nestle told AFP in an email that the ECC allegations were "unfounded",insisting it always acted according to the principles of free and fair tradeand that it abided by "all applicable laws and regulations." "We vigorously object to these unfounded declarations and we look forward topresenting our arguments within the appropriate framework," Nestle Nespresso'sgeneral counsel Daniel Weston said, adding that the ECC allegations "were partof a recurrent pattern." A source close to ECC said on condition of anonymity that the lawsuit soughtdamages of more than 50 million euros ($65 million). Gaillard, who jumped ship as Nespresso managing director to create ECC in2008, insisted that the company had no choice but to bring its battle to court. "When we launched [the capsules] we knew there would be a fight," he toldAFP, adding that there was "no problem with a normal fair fight betweencompanies, but when it becomes unfair there is only one way to go, and that isthe courts." ECC launched its capsules in France in 2010 and in nine other Europeancountries in 2011. The French sector represents around 60% of ECC's turnover,it said. In a bid to protect Nespresso's capsule sales, which hit CHF3 billion Swissfrancs in 2011, Nestle fought back with lawsuits in several countries. But the food giant suffered a double blow in July when Swiss and Germancourts decided not to grant an injunction against the sale of ECC'sbiodegradable coffee capsules. The overall market for such capsules is expected to reach over $8.0 billionby 2014.

At 54 million Brazil is expected to harvest a record ,Fueled by Conillons,

Fueled by Conillons,
 At 54 million Brazil is expected to harvest a record “low” cropBrazil’s total coffee output in 2013 may reach 54 million bags, a record for the smaller crop of the biennial harvest.While Brazil is the coffee largest producer, its components are as follows:■Largest unwashed arabica■2nd Robusta Producer■2nd/3rd Washed Arabica ProducerThe bumper low cycle crop comes from the continuous expansion of conillon (robusta) production in Brazil.  It is not that arabica production doesn’t fall, following the traditional pattern, even with the enhanced care that high prices allowed.  It is more that conillon production keeps gaining and becoming a larger share of the total production.Brazil is by far the second largest producer of Robusta, and nowhere on the world is robusta production growing as fast as in Brazil;  encouraged by huge profit margins derived from high productivity and low costs.This matches a global pattern of explosive robusta demand, both in the form of replacement, as a world hit by the crisis looks for the cheaper, and of fresh new demand in emerging markets.

Mercado externo influencia e café vai às mínimas de 30 meses na ICE

Mercado externo influencia e café vai às mínimas de 30 meses na ICE
   Os contratos futuros de café arábica negociados na bolsa de Nova Iorque encerraram esta terça-feira com novas baixas, após voltarem a flutuar nos menores patamares de 30 meses. Vendas especulativas e de fundos deram o tom dos negócios, com o café seguindo outras commodities e setores econômicos que demonstraram temor com a manutenção do imbróglio envolvendo o "abismo fiscal" nos Estados Unidos.  A terça-feira foi iniciada com a perspectiva de que o mercado continuaria "preso" em um nível próximo dos 150,00 centavos, sem um grande direcionamento. Mais uma vez, os altistas não conseguiram levar o mercado a buscar patamares básicos, o que abriu espaço para algumas novas vendas especulativas. Mesmo diante de um quadro amplamente sobrevendido, o que se observou foram liquidações mais efetivas e cotações chegando a tocar nas mínimas da última semana, seguindo, principalmente, o clima de fraqueza também do segmento macroeconômico. A aversão a riscos aumentou consideravelmente no dia, com quedas efetivas para várias commodities, como alguns segmentos softs, petróleo e ouro. As bolsas de valores nos Estados Unidos conseguiram fechar com estabilidade, ao passo que o dólar registrou perdas em relação a uma cesta de moedas internacionais.  No encerramento do dia, o março em Nova Iorque apresentou queda de 235 pontos, com 148,35 centavos, sendo a máxima em 152,15 e a mínima em 147,10 centavos por libra, com o maio tendo desvalorização de 240 pontos, com a libra a 151,20 centavos, sendo a máxima em 154,75 e a mínima em 150,00 centavos por libra. Na Euronext/Liffe, em Londres, a posição janeiro teve queda de 30 dólares, com 1.877 dólares por tonelada, com o março tendo desvalorização de 29 dólares, com 1.881 dólares por tonelada.  De acordo com analistas internacionais, o dia foi caracterizado pela manutenção da força dos baixistas, que testaram novas mínimas no nível de 147,00 centavos, diante da falta de consistência dos compradores. Alguns desses analistas ressaltaram que o mercado continua focado em uma perspectiva de safra elevada em diversos mercados globais, o que permitiria que a disponibilidade de café fosse bastante efetiva.  Alguns participantes sustentam que Colômbia, centro-americanos e vietnamitas estariam fornecendo um volume expressivo de café, ao passo que o Brasil teria colhido uma safra recorde. "Esses players, no entanto, não estariam fazendo um exercício básico para mercados de commodities, que é o de avaliar o que vai ocorrer a frente.  Sabemos que os estoques estão em níveis bastante sofríveis e também sabemos que o Brasil vai ter uma safra menor em 2013, por conta da bienalidade, além de alguns centro-americanos sofrerem com doenças do café, como a ferrugem. Diante disso, a perspectiva de disponibilidade no ano que vem não será das mais animadoras, mas, até o momento, o mercado não vem refletindo isso", disse um trader.  A economia global voltou a demonstrar nervosismo nesta terça-feira após o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, ter indicado que a Casa Branca não seguirá uma proposta dos republicanos para a contenção do "abismo fiscal". O presidente continua a insistir em aplicar mais impostos na população mais abastada e manter alguns programas sociais. Com essa colocação, o mercado leu claros sinais de que um grande impasse se mantém sobre a questão, que deve ser resolvida até o final deste mês.  Os estoques certificados de café na bolsa de Nova Iorque tiveram alta de 4.337 sacas, indo para 2.504.749 sacas. O volume negociado no dia na ICE Futures US foi estimado em 17.815 lotes, com as opções tendo 2.685 calls e 3.400 puts — floor mais eletrônico. Tecnicamente, o março na ICE Futures US tem uma resistência em 152,15, 152,50, 153,00, 153,15, 153,50, 154,00, 154,50, 154,90-155,00, 155,50, 156,00, 156,20-156,25, 156,50, 157,00, 157,15, 157,50, 158,00, 158,50 e 159,00 centavos de dólar por libra peso, com o suporte em 147,10-147,00, 146,50, 146,00, 145,50, 145,10-145,00, 144,50, 144,00, 143,50, 143,00, 142,50, 142,00 e 141,50 centavos por libra.   
 Londres sofre com vendas especulativas e fica abaixo de referencial  
 Os contratos futuros de café robusta negociados na Euronext/Liffe encerraram esta terça-feira com quedas, que fizeram com que a posição março voltasse a flutuar abaixo do nível psicológico de 1.900 dólares, no menor patamar desde 26 de novembro.  O dia foi caracterizado por liquidações especulativas, que se tornaram mais agudas ao final do pregão, refletindo um aumento do mau humor dos mercados externos, principalmente quanto a situação macroeconômica.  De acordo com analistas internacionais, após chegar a registrar alguns ganhos no início da sessão, o café foi, progressivamente, sofrendo a pressão das vendas especulativas, seguindo outros mercados e também os arábicas em Nova Iorque, até culminar no nível de baixa de 1.871 dólares. Nesse patamar, algumas aquisições de comercias e recompras chegaram a ser observadas, mas que apenas auxiliaram para desacelerar ligeiramente as baixas. "Com o desânimo externo e com os arábicas flutuando nos menores níveis de preço em 30 meses, a pressão foi forte para os robustas e voltamos a fechar em baixa e a romper o referencial de 1.900 dólares. Os mercados externos continuam a exercer grande influência e não conseguimos observar uma força mais relevante no segmento cafeeiro para divergir do clima ruim do ambiente macro", disse um trader. O dia na bolsa de Londres teve o contrato de café de janeiro com uma movimentação de 6,73 mil lotes, com o março tendo 4,01 mil lotes negociados. O spread entre as posições janeiro e março ficou em 4 dólares. No encerramento da sessão na Euronext/Liffe, a posição janeiro teve queda de 30 dólares, com 1.877 dólares por tonelada, com o março tendo desvalorização de 29 dólares, com 1.881 dólares por tonelada.
   PERSPECTIVA CAMBIO E JUROS: Saída de divisa deve pressionar alta de dólar 
 São Paulo, 4 de dezembro de 2012 -
Apesar da queda nos dos últimos dias, odólar comercial poderá voltar a sofre pressão de alta com a tendência de saída de divisa do país e a maior demanda por moeda estrangeira no final do ano, aponta Maurício Nakahodo, consultor de pesquisas econômicas do Banco de Tokyo-Mitsubishi.  
"No final do ano temos muitas remessas de lucro de dividendo e tendência de saída de dólar que pode pressionar o câmbio para cima. Muitas empresas também já estão fazendo suas estratégias de headge para o ano que vem, alémda preocupação com abismo fiscal nos Estados Unidos também colaborar com a tendência de alta", explica Nakahodo.
  O dólar comercial encerrou as negociações de hoje com queda de 0,18% a R$2,1140 para compra e R$ 2,1160 para venda. Durante o dia, a divisa oscilou entre a mínima de R$ 2,1010 e a máxima de R$ 2,1260.   No mercado futuro, o contrato de dólar com vencimento em janeiro de 2013 caiu 0,16%, a R$ 2.128,500.   Ontem, após a moeda atingir a cotação de R$ 2,14, o Banco Central (BC) voltou a atuar com leilão de swap, segurando o avanço da moeda norte-americana.   
Juros   A maioria dos contratos futuros de Depósito Interfinanceiro (DI) encerrou opregão da BM&FBovespa de hoje em queda, pelo terceiro pregão consecutivo. Segundo Nakahodo, a queda mais acentuada dos DIs hoje reflete a produção industrial fraca divulgada hoje pelo IBGE. "Apesar da expansão, a produção industrial frustrou as expectativas e derrubou os juros hoje", diz o consultor de pesquisas econômicas do Banco de Tokyo-Mitsubishi. 
 De acordo com dados do IBGE, a produção industrial brasileira avançou 2,3% em outubro na comparação anual, interrompendo a trajetória de 13 meses consecutivos de taxas negativas neste tipo de comparação. Em relação a setembro, o indicador avançou 0,9%, após registrar queda de 0,6% em setembro. No ano, a produção industrial acumula queda de 2,9%. 
      O mercado estimava que a produção industrial brasileira registrasse aumento de 2,55% no mês de outubro, na comparação com igual mês do ano anterior, conforme a mediana das projeções do Termômetro CMA.    
   Mais líquido, o contrato para janeiro 2014 caiu de 7,17% para 7,10%, movimentando R$ 57,8876 bilhões, seguido do para janeiro de 2015, que cedeu de 7,76% para 7,60%, com giro de R$ 29,273 bilhões.        Entre os DIs com vencimento no curto prazo, o para julho de 2013 recuou de 7,05% para 7,04% (R$ 21,553 bilhões) e o janeiro de 2013 passou de 7,108% para 7,100% (R$ 11,918 bilhões).        Em relação aos contratos de longo prazo, o para janeiro de 2017 recuou de 8,68% para 8,52% (R$ 12,046 bilhões) e o para janeiro de 2016 caiu de 8,33% para 8,18% (R$ 7,622 bilhões).   O número de contratos negociados atingiu 1.888.059, uma alta de 53,91% quando comparado aos negócios realizados no pregão de ontem. O volume financeiro somou R$ 167,862 bilhões.

   MERCADO EUA: Falta de acordo sobre abismo fiscal influencia perdas 
 São Paulo, 4 de dezembro de 2012 - Os índices do mercado de ações dos Estados Unidos encerraram as negociações de hoje em ligeira queda, refletindo a falta de acordo dos membros do congresso sobre medidas para resolver as questões fiscais do país. O Dow Jones perdeu 0,11%, em 12.951,78 pontos; o S&P500 recuou 0,17%, em 1.407,05 pontos; e o Nasdaq Composto teve retração de 0,18%, em 2.996,69 pontos.   Em um dia sem indicadores econômicos relevantes, as atenções dos agentes de mercado ficaram voltadas para as negociações no Congresso para resolver o chamado "abismo fiscal". O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, reafirmou hoje em uma entrevista que o governo e o Congresso possuem a habilidade para resolver a questão do abismo fiscal. No entanto, é preciso garantir um plano que equilibre cortes de gastos e aumento de receitas.   
     "Para sermos sérios em reduzir o déficit e investir em educação, pesquisa e proteger a classe média, precisaremos aumentar os impostos sobre os mais ricos", disse. "A questão não é apenas sentar em uma sala [com republicanos e democratas], mas o reconhecimento que teremos de levantar receitasuficiente e fazer cortes". 
 O presidente da Casa dos Representantes do Congresso, o republicano John Boehner, porém, continuou defendendo que Obama apresente uma proposta que não inclua aumento nos impostos dos mais ricos. Se o presidente realmente quer evitar o abismo fiscal, ele não fez nada para evitar isso", afirmou. Pelo contrário, apontou Boehner, Obama ofereceu um plano que não poderia ser aceitonem pela Casa dos Representantes - que é a câmara baixa do Congresso - e nem pelo Senado. 
 Mais cedo, os índices chegaram a operar em alta por um momento, após a divulgação do índice que mede a atividade econômica da cidade de Nova York. O indicador, que foi o único divulgado hoje, subiu para 52,5 pontos em novembro, ante os 45,9 pontos registrados em outubro, informou o Instituto de Gerência e Oferta (ISM, na sigla em inglês). Em novembro de 2011, o índice marcou 49,9 pontos. Toda leitura abaixo de 50 pontos mostra contração, enquanto acima de 50 pontos indica expansão da atividade.  

   PERSPECTIVA: Dados de trabalho e indústria dos EUA podem estimular mercado
  São Paulo, 4 de dezembro de 2012 - A divulgação de dados do mercado de trabalho e do setor industrial nos Estados Unidos deve influenciar o movimento do Ibovespa no pregão de amanhã. Estes indicadores, caso venham em linha ou umpouco melhores que o esperado, podem estimular um movimento de alta na bolsa brasileira, de acordo com a expectativa de especialistas.   Henrique Kleine, economista da Magliano Corretora, afirma que os investidores brasileiros têm operado muito em função de notícias e indicadores externos. "Esses números podem animar as bolsas lá fora se vierempositivos, refletindo no mercado brasileiro", comenta.   Os dados do mercado de trabalho são o principal destaque do dia, de acordo com André Perfeito, economista da Gradual. "Os números de amanhã vão dar ainda o tom de como deve vir o relatório oficial de emprego norte-americano, que sai na sexta-feira", ressalta.     Às 11h15, será divulgado o número de vagas criadas pelo setor privado norte-americano em novembro. Em outubro, foram criados 158 mil postos de trabalho. O mercado estima que foram abertas 125 mil vagas no setor privado em novembro. Ainda nos Estados Unidos, o Departamento do Comércio informa, às 13h, as encomendas às fábricas de outubro. Em setembro, houve alta de 4,8% em relação a agosto. A expectativa é de queda de 0,1%. 
 Outro indicador importante é o índice dos gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) do setor de serviços da China, relativo a novembro, que serádivulgado na noite de hoje. Apesar de considerar mais relevantes os números sobre o setor industrial do país, que já foram divulgados na semana passada, omercado acompanha com atenção indicadores chineses, diz Perfeito.   
        O leilão de títulos da dívida na Espanha, previsto para amanhã, também pode influenciar o mercado. O governo espanhol deve vender de 3,5 a 4,5 bilhõesde euros em títulos com vencimento em 2015, 2019 e 2022. "A Espanha ainda não aceitou ajuda internacional, fazendo com que o mercado siga olhando para a Europa", afirma Kleine.   No pregão de hoje, o Ibovespa encerrou o dia em queda, influenciado pela permanência das preocupações com o abismo fiscal nos Estados Unidos. O principal índice da BM&FBovespa caiu 1,10%, aos 57.563 pontos. O volume negociado na bolsa foi de R$ 6,8 bilhões.   Kleine afirma que a questão do abismo fiscal segue indefinida e pode continuar pressionando as bolsas. O republicano John Boehner, presidente da Casados Representantes norte-americana, afirmou hoje que o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, "tem a obrigação" de oferecer uma proposta para redução do déficit do país que possa ser aprovada tanto pelas duas câmaras do Congresso.   O economista da Magliano afirma ainda que as declarações do ministro da Fazenda, Guido Mantega, acabaram desanimando os investidores, apesar dos estímulos para o setor de construção civil. No início do dia, as medidas estimularam os ganhos nas empresas do setor, mas os papéis não sustentaram o movimento. "Ficou claro que alguns objetivos traçados pelo governo para a economia brasileira não foram atingidos. Isso mostra que o governo segue tendo de dar incentivos, o que não agradou o mercado", considera.     O pessimismo do mercado influenciou na queda das blue chips. As PNAs da Vale(VALE5) caíram 1,69%, a R$  36,06, e registraram o maior giro financeiro, de R$ 508,483 milhões. Em seguida, as preferenciais da Petrobras (PETR4) cederam 0,94%, a R$ 18,82, movimentando R$ 452,273 milhões, e as Itaú Unibanco (ITUB4)recuaram 1,09%, a R$  32,64, a R$ 308,999 milhões.      A maior queda do índice foi da Marfrig (MRFG3), que recuou 15,49%, a R$ 9,05, no dia da precificação da sua oferta pública primária de ações. Na avaliação de Leandro Martins, analista-chefe da Walpires Corretora, os papéis deverão seguir em queda no médio prazo após terem rompido a barreira dos R$ 10 no pregão de hoje. O preço registrado hoje foi o menor desde 2 de agosto, quando foi atingido o patamar de R$ 9,02. Ontem, as ações da companhiatambém tiveram forte baixa, fechando com desvalorização de 7,67%.   No sentido inverso, o maior ganho foi da MMX (MMXM3), mineradora do grupo EBX, com alta de 6,18%, a R$ 3,95, após o conselho de administração da companhia ter aprovado um aumento de capital de R$ 1,37 bilhão por meio de subscrição privada de novas ações.   Os índices das bolsas norte-americana terminaram o dia em campo negativo. ODow Jones perdeu 0,11%, em 12.951,78 pontos; o S&P 500 recuou 0,17%, em 1.407,05 pontos; e o Nasdaq Composto teve retração de 0,18%, em 2.996,69 pontos.   Os contratos futuros do petróleo internacional encerraram as negociações de hoje em queda. Na plataforma ICE, os futuros do Brent com vencimento em janeiro perderam 0,97%, a US$ 109,84 o barril. Na Nymex,os futuros do WTI para omesmo mês tiveram queda de 0,66%, a US$ 88,50 o barril.

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Record Brazil Coffee Crop Cuts Costs for Starbucks:

Record Brazil Coffee Crop Cuts Costs for Starbucks:
 Commodities Record coffee harvests in Brazil, the biggest grower, are compounding a global glut of arabica used by Starbucks Corp. (SBUX) and Dunkin’ Donuts Inc. Brazilian farmers will reap 50.8 million bags in 2013, a record for a so-called low-crop season, according to the median of nine analyst estimates compiled by Bloomberg. The harvest reached 55.9 million 60-kilogram (132-pound) bags in 2012, an all-time high for a peak year. Output usually drops in alternate years because of growing cycles. Prices may fall 13 percent to $1.311 a pound by June 30, the average of 14 predictions shows Futures slumped about 50 percent since May 2011, as the highest prices in 14 years spurred Brazilian farmers to boost supply. Their exports jumped 54 percent to $8.7 billion in 2011. The flood of beans has continued and stockpiles tracked by the ICE Futures U.S. exchange are headed for the biggest annual gain in more than a decade. Rising costs and concern that economies are slowing encouraged roasters and consumers to favor cheaper robusta beans. “There’s a significant crop coming from Brazil if the weather continues to be favorable,” said Claudio Oliveira, the head of trading at Castlestone Management LLC in New York, which manages about $500 million of assets. “Abundant supply is the driving force in the market.” Worst Performer Futures fell 33 percent to $1.5125 this year, the biggest retreat of the 24 commodities tracked by Standard & Poor’s GSCI Spot Index, which gained 0.5 percent. Most agricultural products advanced this year, with records in corn and soybeans as drought parched crops from Australia to Russia to the U.S. The MSCI All- Country World Index of equities rose 11 percent. Treasuries returned 2.6 percent, a Bank of America Corp. index shows. Brazil had record harvests in two of the past three seasons, almost doubling output in about a decade and now accounting for 38 percent of global supply, U.S. Department of Agriculture data show. About 72 percent of the country’s crop was arabica this year and the rest robusta, typically used in espressos. Minas Gerais, Brazil’s top arabica-growing state, harvested 25.87 bags per hectare this year, up from 18.75 bags in 2004, according to Conab, the government’s crop forecasting agency. That’s adding to a global crop the USDA estimates will expand 7.5 percent to a record 147.9 million bags this season. Frost Risks Frost during Brazil’s winter in June and July may limit the drop in prices, said Marco Antonio dos Santos, an agronomist with Sao Paulo-based forecaster Somar Meteorologia. The last severe frost to limit output was in 1994, when a low-season harvest plunged 36 percent the following season, according to data from the International Coffee Organization in London. “A lot of the optimism about Brazil’s crop has pretty much been factored in, and any weather disturbances could take off 3 to 4 million bags,” said James Cordier, the Tampa, Florida- based founder of Optionsellers.com, a Commodity Trading Advisor. Economic stimulus by central banks and governments from China to Europe to the U.S. also may revive global growth and boost demand for all commodities, said Kona Haque, an analyst with Macquarie Bank Ltd. in London. Some markets are already expanding, including in Brazil itself, where consumption jumped 12 percent in the three years to 2011, ICO data show. Arabica cost almost three times more than robusta by September 2011, from a premium of about 39 percent in 2008. That’s since narrowed to about 74 percent as roasters switched blends to use the cheaper beans. Robusta traded on London’s NYSE Liffe exchange rallied 5.8 percent to $1,914 a metric ton (86.8 cents a pound) this year. Robusta Switch Robusta will rise to 46 percent of global coffee demand this year, from 40 percent in 2010, according to Volcafe. Consumption of the cheaper bean will rise 6 percent to 66.6 million bags this season as arabica advances 1 percent to 78.6 million, the Winterthur, Switzerland-based company estimates. The demand is encouraging more robusta supply, which Volcafe predicts will exceed demand by 1.4 million bags in 2012- 2013, led by gains from Vietnam and Indonesia. Arabica output will surpass consumption by 6.3 million bags, Volcafe estimates. Hedge funds and other large speculators had their most bearish bets on arabica since at least 2006 in the week ended Nov. 20, U.S. Commodity Futures Trading Commission data show. They have been wagering on lower prices in all but two weeks since February. OECD Estimate The 34-member Organization for Economic Cooperation and Development warned of the risk of a “major” global recession on Nov. 27, and the International Monetary Fund has cuts 2013 global growth forecasts twice since July, to 3.6 percent. Growth in coffee consumption will slow to 2 percent this year, from 4.5 percent in 2011, according to the USDA. The 17-nation euro area tumbled back into recession last quarter, and economists surveyed by Bloomberg expect Japan to do the same this quarter. U.S. leaders have yet to resolve the so- called fiscal cliff of automatic taxes rises and spending cuts, which the Congressional Budget Office has warned risks shrinking the world’s biggest economy. While that may be slowing growth in coffee consumption, it’s also lowering prices. Starbucks, the world’s largest coffee-shop owner, will have “significantly lower” costs at the end of its fiscal year in September than at the start, Chief Financial Officer Troy Alstead told analysts on a conference call Nov. 1. The Seattle-based company expects to save $100 million this year from “favorable commodity costs,” he said. Shares of the company advanced 13 percent this year. Folgers Brand J.M. Smucker Co. (SJM), the maker of the Folgers brand, expects lower costs for commodities including coffee to be “favorable” for earnings, CFO Mark R. Belgya told investors Nov. 16. The Orrville, Ohio-based company will report an 18 percent gain in net income to $541.8 million in its fiscal year ending in April, the mean of eight analyst estimates compiled by Bloomberg show. Shares of the company rose 14 percent this year. More sales and lower commodity prices are helping franchisees to be “more profitable than ever,” Nigel Travis, Chief Executive Officer of Canton, Massachusetts-based Dunkin’ Brands Group Inc. (DNKN) told investors Oct. 25. The fast-food chain, with more than 10,000 stores, sells about 1.5 billion cups of coffee a year and buys only arabica. “When you go back a few years, except for a few spikes in the middle of last year, coffee likes to be between $1 and $1.20,” said Michael Smith, the president of T&K Futures and Options in Port St. Lucie, Florida. “We’re way above the mean of where it’s supposed to be. I think it could come down to a $1 in the first quarter of next year.”





Sem um rumo concreto, café fecha estável na ICE Futures
Os contratos futuros de café arábica negociados na ICE Futures US tiveram um dia "lateralizado", com os preços tentando, pela manhã, buscar alguns níveis de baixa sem sucesso e, na sequência, buscando impulsionar ganhos, também sem prosseguimento. Com isso, as cotações encerraram o dia próximas da estabilidade, sem um direcionamento mais concreto, com o março conseguindo se posicionar acima do nível psicológico de 150,00 centavos.
O mercado dá sinais de tranquilidade e alguns operadores começaram a realizar as tradicionais contabilidades de final de ano. Um operador ressaltou que, ante a falta de novidades e também com as questões técnicas dominando as ações na bolsa, o mercado tende a se estabilizar próximo de intervalos mais efetivos.
A expectativa inicial era que o março tivesse consistência para girar próximo do nível de 160,00 centavos, no entanto, com as quedas expressivas do final de semana passado, esse nível ficou um pouco mais distante, com a referência, por enquanto, sendo o nível de 150,00 centavos.
Tecnicamente, o café ainda sofre com um viés baixista mesmo no curto prazo, apesar de o mercado se mostra efetivamente sobrevendido. No longo prazo, cenário inalterado. O sentimento baixista já perdura por um considerável período e análises de referenciais de longo prazo, como o da média móvel de 200 dias, continuam a apontar para uma tendência de retração.
Fundamentalmente, o mercado não registra novidades. O governo da Colômbia indicou, ao longo do final de semana, que quer implantar um conselho de experts para levantar sugestões de políticas para o setor cafeeiro local, que sofre por mais de três temporadas com números fracos de produção e sem a perspectiva de recuperar rapidamente os níveis anteriores de safra.
No encerramento do dia, o março em Nova Iorque apresentou alta de 10 pontos, com 150,70 centavos, sendo a máxima em 153,15 e a mínima em 148,90 centavos por libra, com o maio tendo valorização de 10 pontos, com a libra a 153,60 centavos, sendo a máxima em 155,85 e a mínima em 151,80 centavos por libra. Na Euronext/Liffe, em Londres, a posição janeiro teve queda de 7 dólares, com 1.907 dólares por tonelada, com o março tendo desvalorização de 10 dólares, com 1.910 dólares por tonelada.
De acordo com analistas internacionais, o dia foi caracterizado por altas e baixas em Nova Iorque, sem, contudo, assumir um direcionamento concreto. Os mercados externos pouco influenciaram no comportamento do café. As bolsas de valores nos Estados Unidos operaram de lado, com variações mínimas, assim como o dólar.
Operações de maior risco, como as commodities, também poucas variações tiveram. "Nesse clima de poucas oscilações, o café também não teve maiores emoções e conseguimos controlar o ímpeto de baixa da manhã, ao passo que as altas do meio do dia também não conseguiram ser sustentadas", apontou um trader.
As exportações brasileiras de café em novembro alcançaram 2,504 milhões de sacas, o que representa redução de 10% em relação a igual mês do ano passado (2,783 milhões de sacas). Em termos de receita cambial houve queda de 34,2% no período, para US$ 528,5 milhões em comparação com US$ 803,6 milhões em novembro de 2011. Os dados foram divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior, do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. Quando comparada com o mês anterior, a exportação de café em novembro apresentou queda de 6,2% em termos de volume, pois em outubro passado o país embarcou 2,669 milhões de sacas. A receita cambial foi 7,4% menor, considerando faturamento de US$ 570,8 milhões em outubro.
Os estoques certificados de café na bolsa de Nova Iorque tiveram alta de 6.088 sacas, indo para 2.500.412 sacas. O volume negociado no dia na ICE Futures US foi estimado em 14.965 lotes, com as opções tendo 5.448 calls e 2.566 puts — floor mais eletrônico. Tecnicamente, o março na ICE Futures US tem uma resistência em 153,15, 153,50, 154,00, 154,50, 154,90-155,00, 155,50, 156,00, 156,20-156,25, 156,50, 157,00, 157,15, 157,50, 158,00, 158,50 e 159,00 centavos de dólar por libra peso, com o suporte em 148,90, 148,50, 148,00, 147,50, 147,10-147,00, 146,50, 146,00, 145,50, 145,10-145,00, 144,50, 144,00, 143,50, 143,00, 142,50, 142,00 e 141,50 centavos por libra.
Café não sai do intervalo e encerra dia com queda em Londres
Os contratos futuros de café robusta negociados na Euronext/Liffe encerraram esta segunda-fera com quedas, ainda que modestas, em uma sessão com um volume comercializado dentro da média recente da bolsa britânica.
Na primeira parte do dia, o janeiro chegou a testar um nível abaixo do patamar psicológico de 1.900 dólares, no entanto, com algumas recompras, as perdas desaceleraram consideravelmente.
De acordo com analistas internacionais, o dia foi marcado por uma tentativa de ganhos frustrada, ao janeiro não conseguir romper o patamar de 1.925 dólares. Com isso, algumas novas vendas foram empreendidas e possibilitaram que a primeira posição tocasse a mínima de 1.888 dólares. No entanto, assim como verificado na semana anterior, abaixo dos 1.900 dólares, recompras e aquisições de comerciais foram reportadas. "Desse modo, não conseguimos, mais uma vez, alongar essas perdas. O mercado está tranqüilo e tendo a girar ao redor desse patamar de 1.900 dólares, já que não observamos força mais consistente para buscar baixas mais efetivas e também para ampliar os ganhos. Mais do mesmo", disse um trader.
O dia na bolsa de Londres teve o contrato de café de janeiro com uma movimentação de 6,81 mil lotes, com o março tendo 3,70 mil lotes negociados. O spread entre as posições janeiro e março ficou em 3 dólares. No encerramento da sessão na Euronext/Liffe, a posição janeiro teve queda de 7 dólares, com 1.907 dólares por tonelada, com o março tendo desvalorização de 10 dólares, com 1.910 dólares por tonelada.
Dólar bate R$ 2,14 e BC atua três vezes
As três intervenções de ontem do Banco Central no câmbio foram incapazes de
derrubar o dólar para abaixo de R$ 2,12, indicando demanda reprimida por moeda
física. Agora, além do debate sobre até onde o BC permitirá que a divisa
americana suba, aumentam especulações sobre quando a autoridade monetária
voltará a vender no mercado à vista.
Ontem, a moeda fechou em queda de 0,52%, a R$ 2,120, após bater máxima de R$
2,139. O BC anunciou, pela manhã, o primeiro leilão de swaps tradicionais do
dia. Dos 40 mil contratos ofertados, todos para janeiro, colocou 28,2 mil,
equivalentes a US$ 1,089 bilhão. O dólar passou a cair mas, mesmo assim, o BC
voltou a intervir, anunciando segundo leilão de swaps tradicionais, no qual
colocou todos os 20 mil contratos com vencimento em janeiro.
Com as duas operações, além de antecipar o vencimento de todos seus swaps
reversos para janeiro, ainda assumiu posição vendida de US$ 211,3 milhões em
swaps. A última vez que o BC promoveu dois leilões de swap tradicional foi há
quatro anos, em 5 de dezembro de 2008.
Segundo Sidnei Nehme, diretor-executivo da NGO Corretora, o BC acreditava que
ao não rolar os contratos de swap reverso que venceram ontem, poderia segurar a
alta da moeda. Como mesmo após os dois leilões o dólar não cedeu, o mercado
mostrou que quer moeda à vista, disse.
"Pela não rolagem e com as ofertas novas, o efeito de venda foi de US$ 3,59
bilhões, o que não é pouco, e o resultado não foi suficiente para impactar a
taxa e trazê-la abaixo de R$ 2,10", disse. Para Nehme, as intervenções mostram
a disposição do BC em trazer o dólar de volta para abaixo de R$ 2,10 que crê
ser o teto da banda cambial.
O diretor de câmbio da Fair Corretora, Mario Battistel, também vê o teto da
banda em R$ 2,10. Ele, porém, acredita que ela poderá permanecer um tempo mais
longo acima desse patamar, enquanto o BC avalia a força da tendência de alta da
moeda americana.
"Até o fim de dezembro, o BC pode ficar mais confortável em deixar subir para
R$ 2,15, contato que a alta não seja no vazio, puramente especulativa", disse.
No meio da tarde, o BC interveio pela terceira vez, realizando leilão conjugado
de venda e compra de dólares no valor de US$ 5 bilhões. Nessa operação, a
autoridade monetária vende moeda à vista, para recomprá-la após prazo
determinado - no caso, parte em janeiro e parte em fevereiro. Essa foi a
primeira vez que o BC realizou esse tipo de operação desde dezembro do ano
passado, quando não aceitou nenhuma proposta. O último leilão conjugado em que
houve negócio foi em abril de 2009.
Segundo Nehme, o leilão conjugado tem como objetivo aliviar um pouco mais a
pressão sobre a moeda, ao garantir parte da oferta de dólar físico necessário
no período de fim de ano, quando aumenta o volume de remessas de lucros de
empresas estrangeiras no país.
"Isso alivia, mas não me parece que vá resolver. O mercado precisa de dólares à
vista para compensar um fluxo cambial menos favorável", disse. "O cenário
sugere que o fluxo cambial piorou e que os bancos estão 'pedindo' leilão de
venda à vista."
Para os próximos dias, há grandes chances de o BC ser forçado a atuar no
mercado à vista para saciar a demanda do mercado por moeda física e cobrir as
remessas de lucros do período, disse Tony Volpon, diretor-executivo da Nomura
Securities. Isso mesmo após as atuações, que demonstraram "responsabilidade" na
condução da política cambial ao evitar uma alta mais acelerada do dólar.
"Se [o BC] deixar o câmbio caminhar muito rapidamente sem dar à economia real
tempo para se reajustar, pode piorar muito nossos já debilitados níveis de
investimento e crescimento", disse Volpon. "Caminhamos para R$ 2,30, mas vai
ter que ser de forma gradual."
Para Carlos Thadeu de Freitas, ex-diretor de política monetária do BC, hoje
economista-chefe da Confederação Nacional do Comércio, porém, o estímulo à
atividade econômica por meio do real desvalorizado não é tão direto.
"As importações de bens de capital, que estão bastante correlacionadas ao
investimento, acabam sendo dificultadas pela alta do dólar. E o investimento é
justamente um dos elementos que têm travado o crescimento da economia", disse,
lembrando os dados decepcionantes do PIB do terceiro trimestre, divulgados na
sexta-feira.
A última vez que o BC inteveio três vezes num único dia no mercado foi em 27 de
julho de 2011. Na ocasião a situação era inversa à de ontem e as atuações foram
para elevar o preço do dólar.
Ações recuam nos EUA com dado negativo
Os principais índices acionários da Europa encerraram o pregão de ontem em
terreno positivo. Isso mesmo com os ganhos registrados ao longo dos negócios -
estimulados pela alta dos índices dos gerentes de compras (PMI, na sigla em
inglês) de China, zona do euro e Reino Unido - tendo diminuído após a
divulgação do ISM de atividade industrial dos Estados Unidos.
O índice FTSE 100, da bolsa de Londres, subiu 0,13%, aos 5.874,20 pontos;
CAC-40, de Paris, ganhou 0,32%, aos 3.568,80 pontos; e DAX, de Frankfurt,
avançou 0,36%, aos 7.432,30 pontos. O FTSE Mib, da bolsa de valores de Milão,
subiu 0,33%, aos 15.860,00 pontos. Na contramão, o Ibex 35, de Madri, caiu
0,72%, aos 7.877,50 pontos.
Especialmente na Europa, foi bem recebido pelo mercado o anúncio do plano de
recompra de até ? 10 bilhões em títulos da dívida pelo governo da Grécia.
A alta do PMI industrial da China, para 50,5 pontos em novembro, favoreceu a
abertura dos pregões das bolsas de valores, que ainda tiveram um reforço dos
índices da zona do euro e do Reino Unido, que subiram para 46,2 e 49,1 pontos
no mês passado.
Em Nova York, as ações também chegaram a abrir em alta, mas perderam força
depois do Instituto para Gestão de Oferta informar que seu índice de atividade
industrial caiu para 49,5 em novembro - menor nível em quase três anos -,
contrariando as expectativas dos analistas de uma leitura em 51,3. Um resultado
abaixo de 50 indica contração da atividade. O dado colocou em evidência uma
perspectiva menos positiva para a economia americana, que se soma ao nervosismo
relacionado à indefinição fiscal (o chamado "abismo fiscal") que o país
enfrenta.
O índice Dow Jones encerrou o pregão com perdas de 0,46%, aos 12.965,60 pontos.
O Standard & Poor's 500 caiu 0,47%, a 1.409,46 pontos. O Nasdaq Composite
perdeu 0,3%.
Os investidores estão lutando com um ambiente político incerto, uma vez que a
Casa Branca e o Congresso têm apenas quatro semanas para evitar uma crise, que
seria deflagrada com a entrada em vigor de uma série de aumentos de impostos e
cortes nos gastos em 1 de janeiro.
"Tivemos a primeira parte de notícias negativas desta semana, a leitura do
setor industrial [americano]", disse Kent Engelke, estrategista na Capitol
Securities. "Acredito que essa pressão negativa deva continuar durante a
semana. Companhias estão esperando por um acordo sobre o abismo fiscal",
completou.
Bovespa mantém elétricas em foco e inicia o mês com ganhos de 1,3%
Hoje é o "Dia D" para as empresas do setor elétrico. Se o governo não mudar de
ideia quanto ao prazo ou voltar a ceder, como fez com alguns pontos da polêmica
Medida Provisória 579, as companhias terão até o fim da tarde para traçar seu
destino nos próximos anos. O primeiro pregão de dezembro da bolsa brasileira
foi de grande volatilidade, conforme os acionistas de algumas elétricas
definiam se irão ou não aceitar as condições para renovar as concessões dos
ativos que vencem entre 2015 e 2017.
Cesp PNB (8,88%) liderou os ganhos do Ibovespa. Os acionistas rejeitaram em
assembleia a adesão da geradora paulista à proposta do governo. Já Transmissão
Paulista PN (-2,72%) e Eletrobras ON (-2,61%) terminaram na outra ponta do
mercado. O conselho da transmissora de energia mudou sua recomendação aos
acionistas, passando a indicar a adesão, depois que o governo alterou algumas
condições da MP 579 para o segmento de transmissão. A Eletrobras aderiu à MP,
mas os minoritários contestaram o direito da União de votar na assembleia sobre
o tema.
O Ibovespa terminou em alta de 1,27%, aos 58.202 pontos. Desde ontem, a bolsa
brasileira passou a fechar meia hora mais tarde, às 17h30. É uma tentativa de
reduzir a janela entre os horários do mercado local e do americano, que fecha
às 19 horas (de Brasília) e assim incrementar o volume financeiro, que vinha
minguando por conta da menor presença dos estrangeiros na parte da manhã e da
redução das operações de arbitragem. O giro melhorou um pouco, alcançando R$
6,903 bilhões, mas ainda abaixo da média de quase R$ 8 bilhões de setembro.
Vale PNA também contribuiu para a volatilidade do Ibovespa ontem, embora tenha
encerrado o dia com leve baixa de 0,05%, a R$ 36,68. A empresa promoveu
encontro com investidores em Nova York e fez anúncios relevantes ao longo do
dia. O conselho de administração aprovou uma redução no orçamento de
investimentos para 2013, de US$ 16,3 bilhões, frente aos US$ 17,5 bilhões que
serão gastos neste ano.
Para o estrategista Pedro Galdi, da SLW Corretora, a mineradora já vinha
sinalizando que só investiria em projetos de retorno satisfatório. Ele citou
como exemplo a retirada da lista de prioridades do projeto de minério de ferro
Simandou, na Guiné, África. "A empresa está sinalizando que não vai priorizar
tudo. O projeto da Guiné é bom, mas duvidoso por conta de problemas
geopolíticos. Por isso, estão deixando de lado", afirmou Galdi.
O presidente da Vale, Murilo Ferreira, disse em Nova York que os dividendos que
serão pagos no ano que vem dependerão do fluxo de caixa da companhia. Este ano,
a mineradora desembolsou US$ 6 bilhões em dividendos. Em função do declínio dos
preços do minério de ferro, não houve, pela primeira vez em dez anos, pagamento
de dividendos extras aos acionistas. Para 2013, as projeções dos analistas
variam entre US$ 2 bilhões e US$ 4 bilhões.
Marfrig ON (-7,67%) liderou as perdas. O frigorífico fecha hoje sua oferta
primária de ações, estimada em cerca de R$ 1 bilhão. Segundo operadores,
circularam rumores de que os investidores estariam pedindo um grande desconto
para comprar os papéis na oferta.
Entre as maiores altas apareceram Suzano PNA (5,98%) e PDG Realty ON (4,98%). A
Suzano anunciou a seus clientes um novo reajuste para os preços da celulose a
partir de 1 de janeiro. Para os mercados da Europa e da América do Norte, o
aumento será de US$ 20 por tonelada, e para a Ásia, de US$ 30. Já a ação da PDG
terá uma participação maior no Ibovespa, passando de 2,799%, na carteira atual,
para 3,416%, segundo a primeira prévia da carteira teórica que entrará em vigor
em 2013, divulgada ontem pela bolsa.
Selic a 7% entra no radar após PIB
As taxas de juros negociadas na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F) fecharam
em queda ontem pela segunda sessão seguida, novamente influenciadas pela
preocupação dos investidores com o crescimento econômico do país. Os dados do
Produto Interno Bruto (PIB) no terceiro trimestre divulgados na semana passada
levaram o mercado a revisar para baixo as estimativas de expansão para este ano
e 2013.
Na lista dos três contratos de juros mais negociados na BM&F, o que vence em
janeiro de 2014 (DI janeiro/2014) cedeu à taxa de 7,18%, ante 7,21% apurada na
sexta-feira após os ajustes finais. Segundo operadores, começam a surgir mais
apostas em uma Selic de 7% no ano que vem, se a economia não reagir com mais
força - embora ainda seja ampla a maioria de apostas na manutenção da Selic em
7,25%, conforme apurou o boletim semanal do Banco Central, o Focus. No mesmo
documento, a mediana das projeções para o PIB caiu de 1,50% para 1,27% neste
ano e, para 2013, de 3,94% para 3,70%.
"A questão agora é saber se o Banco Central confia que a economia vai reagir
com as medidas já tomadas, ou se pode voltar a cortar juros em 2013, já que a
possibilidade de um aumento da Selic está descartada no médio e no longo
prazos", disse o diretor de tesouraria de um banco médio de atuação nacional.
Apesar dos cortes nas projeções do PIB, os analistas mantiveram as estimativas
para a inflação em 2012 e 2013 na casa de 5,4%. Esse horizonte formado por um
Banco Central disposto a manter juros reais baixos e inflação resiliente tem
puxado para cima a inflação implícita - taxa projetada pelo mercado por meio
dos negócios com títulos públicos atrelados ao IPCA, as Notas do Tesouro
Nacional Série B (NTN-B). O papel com vencimento em 2015 teve a previsão de
inflação embutida subindo a 5,84%, ante 5,77% na véspera.
Agora, os agentes de mercado aguardam a divulgação da ata do Copom, depois de
amanhã. No documento, espera-se que a autoridade monetária aborde esse quadro
de atividade ainda fraca, mas também mostre quais são os efeitos esperados da
desvalorização cambial sobre a inflação.
A visão de que o governo poderá buscar um nível mais alto para o dólar tem
contribuído para a preocupação com o rumo dos preços, e o Banco Central poderá
falar sobre esse tema na ata.