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sábado, 1 de dezembro de 2012

Na parte final do dia, vendas fortes fazem café despencar na ICE


Na parte final do dia, vendas fortes fazem café despencar na ICE
   
 Os contratos futuros de café arábica negociados na ICE Futures US voltaram a cair fortemente nesta sexta-feira, em uma sessão em que a expectativa era de continuidade do comportamento corretivo observado ao longo dos dois últimos pregões. No início dos negócios, essa perspectiva até que parecia das mais prováveis, com os preços indo flutuar no nível de 156,00 centavos. No entanto, ao não conseguir nem ao menos testar as máximas de quinta-feira, o que se verificou foi uma acomodação, com algumas perdas modestas sendo reportadas.   

Na parte final do dia, entretanto, veio o balde de água fria sobre muitos operadores. Num movimento contrário àquele observado na quarta-feira, uma "onda" forte de vendas foi registrada e, com isso, ocorreu o acionamento de alguns stops, permitindo que baixas consistentes fossem registradas. O nível psicológico de 150,00 centavos chegou a ser rompido, no entanto, nas mínimas algumas recompras ligeiras foram identificadas, principalmente por parte de comerciais, o que permitiu fazer com que o fechamento se desse acima do referencial psicológico.

Tecnicamente, o mercado mantém um viés baixista, mesmo com a tentativa recente de correção que, efetivamente, não foi das mais consistentes, uma vez que um patamar básico, como o de 160,00 centavos por libra, nem sequer foi testado. No longo prazo, a tendência baixista é ainda mais flagrante, com os preços permanecendo já há vários meses abaixo da média móvel de 200 dias, que é considerado um referencial importante sobre tendências mais longas.

No encerramento do dia, o março em Nova Iorque apresentou queda de 580 pontos, com 150,60 centavos, sendo a máxima em 156,20 e a mínima em 149,60 centavos por libra, com o maio tendo desvalorização de 575 pontos, com a libra a 153,50 centavos, sendo a máxima em 158,90 e a mínima em 152,40 centavos por libra. Na Euronext/Liffe, em Londres, a posição janeiro teve queda de 24 dólares, com 1.914 dólares por tonelada, com o março tendo desvalorização de 22 dólares, com 1.920 dólares por tonelada.

De acordo com analistas internacionais, as perdas mais efetivas a segunda parte do dia na bolsa de Nova Iorque foram estimuladas por consideráveis ações de ordem de vendas de especuladores e fundos, redundando em alguns stops. Os analistas destacaram que um dos motivos para esse movimento "debandada" foi o câmbio no Brasil. Após um longo período sendo "segurada" pelas autoridades monetárias do país a cotação do dólar teve forte alta nesta sexta-feira, fechando com valorização de mais de 1,6%. Diante de um dólar mais forte, os vendedores da origem se sentiram estimulados a vender e ter um lucro adicional em real. "Além da questão do câmbio brasileiro, as novas quedas para o café aparecem na esteira dessa falta de apetite dos altistas em buscar níveis básicos. Se pudéssemos testar uma resistência simples, como 160,00 centavos, isso poderia abrir espaço para que outros players se sentissem estimulados a comprar", disse um trader.

"Em Nova Iorque, a queda das principais commodities agrícolas e o ambiente econômico pessimista faz com que semana após semana o resultado do 'sobe e desce' no café seja negativo, com as cotações se acomodando em patamares menores a cada semana. Um complicador deste quadro é a forte valorização do dólar frente ao real nas últimas semanas. Se o fortalecimento do dólar pressiona as cotações na ICE, no mercado físico brasileiro ela ajuda a dar sustentação aos preços em reais. Os negócios vão saindo à medida que o cafeicultor precisa de 'caixa'. O volume de fechamento de negócios aumenta nos dias em que as bolsas de futuro fecham em alta", indicou o Escritório Carvalhaes, em seu comentário semanal.

Os embarques globais de café para todos destinos subiram para 8,88 milhões de sacas em outubro, alta de 17,3%, contra 7,57 milhões de sacas do mesmo mês do ano passado, informou a OIC (Organização Internacional do Café). As exportações de robusta mostraram um forte avanço, com ampliação de 52,7%, para 3,54 milhões de sacas, enquanto as exportações de café arábica subiram 1,6%, para 5,33 milhões de sacas.

As exportações de café do Brasil em novembro, até o dia 29, somaram 2.174.539 sacas, contra 2.210.040 sacas registradas no mesmo período de outubro, informou o Cecafé (Conselho dos Exportadores de Café do Brasil). Os estoques certificados de café na bolsa de Nova Iorque tiveram alta de 846 sacas, indo para 2.494.324 sacas. O volume negociado no dia na ICE Futures US foi estimado em 19.251 lotes, com as opções tendo 6.396 calls e 5.912 puts — floor mais eletrônico. Tecnicamente, o março na ICE Futures US tem uma resistência em 156,20-156,25, 156,50, 157,00, 157,15, 157,50, 158,00, 158,50, 159,00, 159,50, 159,90-160,00, 160,50, 161,00, 161,50 e 162,00 centavos de dólar por libra peso, com o suporte em 149,60-149,50, 149,00, 148,50, 148,00, 147,50, 147,10-147,00, 146,50, 146,00, 145,50, 145,10-145,00, 144,50 e 144,00 centavos por libra.



Londres é pressionada, mas consegue ficar acima dos US$ 1.900
   
  Os contratos futuros de café robusta encerraram esta sexta-feira com perdas, desacelerando relativamente os ganhos observados no decorrer da semana. A posição janeiro chegou a flutuar abaixo do nível psicológico de 1.900 dólares, no entanto, ao final dos negócios, as cotações conseguiram se manter além do referencial, em uma sessão com um volume comercializado dentro da média recente da casa de comercialização britânica.

De acordo com analistas internacionais, o dia foi caracterizado pela retomada das ações dos vendedores, que, em parte, seguiram o mau humor dos arábicas em Nova Iorque. Sem conseguir avançar para pouco além do patamar de 1.930 dólares, o que se viu foi o acionamento de algumas ordens de venda mais efetivas, com a mínima da sessão batendo em 1.892 dólares. "Tivemos uma sessão técnica, com os vendedores claramente tentando retomar os níveis de baixa recente. Eles foram apenas parcialmente exitosos nesse intento, já que no patamar próximo a 1.900 dólares continuamos a ter uma zona compradora, inclusive com comerciais, o que permitiu fazer com que as perdas não fossem mais agressivas", disse um trader.

O dia na bolsa de Londres teve o contrato de café de janeiro com uma movimentação de 6,86 mil lotes, com o março tendo 4,48 mil lotes negociados. O spread entre as posições janeiro e março ficou em 6 dólares. No encerramento da sessão na Euronext/Liffe, a posição janeiro teve queda de 24 dólares, com 1.914 dólares por tonelada, com o março tendo desvalorização de 22 dólares, com 1.920 dólares por tonelada.




Dólar retoma o maior valor desde maio de 2009 após decepção com PIB

SÃO PAULO - O dólar comercial renovou as máximas desde maio de 2009, com o
mercado aproveitando a leitura decepcionante do Produto Interno Bruto (PIB) do
terceiro trimestre e o impasse a respeito do abismo fiscal americano para
acelerar as compras da moeda americana. Diferentemente de uma semana atrás,
quando interveio no câmbio após o dólar se aproximar de R$ 2,12, nesta
sexta-feira o Banco Central se manteve ausente do mercado, e a moeda fechou
acima de R$ 2,13.
A moeda americana subiu 1,62%, a maior alta desde junho, para R$ 2,131, cotação
mais elevada desde a do dia 5 de maio de 2009. Na Bolsa de Mercadorias &
Futuros (BM&F), o contrato de dólar futuro para dezembro, cujo último dia de
negociação foi nesta sexta, subiu 0,40%, a R$ 2,1075. O contrato para janeiro
de 2013, que passa a ser referência, teve alta de 1,72%, apontando R$ 2,1470,
antes do ajuste final.
A alta de hoje foi perigosa para o mercado, disse Tony Volpon,
diretor-executivo e chefe de pesquisas para América Latina da Nomura
Securities. Segundo ele, a moeda subiu bastante e o governo corria o risco de
perder a mão da valorização e prejudicar empresas, que não ficariam sem tempo
para ajustar seus hedges.
"O BC tem que mostrar controle sobre a situação", disse ele, que acredita que o
dólar ainda deve subir mais no curto e médio prazos. Essa alta, porém, deve
ocorrer de forma controlada, aos poucos, disse o executivo. "Esses ajustes
abruptos acabam gerando mais incerteza e menos crescimento."
Ao se manter fora do mercado, o BC decidiu não antecipar o vencimento dos US$
1,52 bilhão em contratos de swap cambial reverso para dezembro que tem em
carteira. Assim, na segunda-feira, as contrapartes desses papéis (que têm o
efeito de uma compra de dólar futuro), terão de cobrir suas posições arcando
com a variação cambial desde o lançamento. Nos últimos dias, o mercado tentou
forçar o BC a realizar operação semelhante à da última sexta-feira, quando
promoveu leilão de contratos de swap tradicional para dezembro, na prática
antecipando o vencimento de cerca de metade dos swaps reversos que detinha, e
reduzindo a alta da moeda no dia.
Para a semana que vem, a expectativa entre muitos operadores é que o dólar
continue se valorizando, caindo apenas no caso de novas intervenções do BC,
atuando na ponta de venda da moeda.
"Está fácil puxar [o dólar] para cima, todo mundo está puxando. Só o BC
entrando para segurar isso", disse André Ferreira, diretor da Futura Corretora.
"Na semana que vem, a situação vai ser pior, pois o abismo fiscal americano vai
ficar mais perto ainda. O dólar vai ser só para cima, pois está fácil ganhar
dinheiro apostando na alta."
O economista de um banco estrangeiro disse em nota que, após muitos
investidores terem de cobrir suas apostas em uma Ptax mais baixa hoje na
tradicional briga entre comprados e vendidos em derivativos cambiais - cujos
contratos para dezembro vencem na segunda-feira - "a ideia de um dólar a R$
2,40 no ano que vem começa a soar muito mais interessante".
No exterior, o Dollar Index, que acompanha o desempenho do dólar ante uma cesta
de seis moedas, caía 0,09%, a 80,14 pontos, enquanto o euro, principal
componente dessa cesta, subia 0,17%, a US$ 1,300, maior cotação desde meados de
outubro, às 18h35.




Dólar vai a R$ 2,13 e lidera ranking de aplicações no mês
São Paulo, SP - O dólar subiu quase 5%, foi a R$ 2,131 e liderou o
ranking das aplicações financeiras em novembro com a pressão de setores do
governo para desvalorizar o real e renovar o fôlego da indústria nacional.
No ano, a moeda americana já acumula alta de 14,02%, só perdendo para o ouro
que mantém valorização de 23,16%. No mês, o metal subiu 3,82%.
Também pesou no avanço da moeda americana e no mau desempenho da Bolsa, que
subiu só 0,71%, a instabilidade nos mercados internacionais gerada com a
disputa apertada na eleição americana e depois com a dificuldade de o
presidente Barack Obama conseguir maioria no Congresso dos EUA.
No ano, a Bolsa sobe 1,27%.
"Foi um mês de definições, mas nenhuma delas resolveu o que mais angustia hoje
o mercado que é o abismo fiscal nos EUA. Não vejo as coisas muito diferentes em
dezembro", disse Newton Rosa, economista da SulAmérica Investimentos.
"No Brasil, o baixo crescimento em comparação com seus pares, apesar das
medidas do governo, vem deixando o mercado pessimista", disse Fabio Colombo,
administrador de investimentos.
Na renda fixa, a nova poupança rendeu 0,41% líquido, enquanto os fundos DI
deram 0,52% bruto --0,40% a 0,44% dependendo da alíquota do Imposto de Renda.
Já os fundos de renda fixa renderam 0,59% bruto --0,46% a 0,50% líquido após o
desconto do IR.
A boa notícia é que o IGP-M teve deflação de 0,03%.





PERSPECTIVA CÂMBIO E JUROS: DIs encerram em queda, influenciados por PIB
   São Paulo, 30 de novembro de 2012 - As negociações dos contratos de
Depósito Interfinanceiro (DI) no pregão desta sexta-feira na BM&FBovespa
seguiram em queda influenciados pelo resultado aquém do esperado pelo mercado
para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), que subiu 0,9% no terceiro
trimestre deste ano em relação ao mesmo período de 2011, e de 0,6% ante o
segundo trimestre. O contrato que expira em julho de 2013 registrou o maior
volume financeiro, de R$ 86,572 bilhões, cedendo de 7,11% para 7,06%.
   "A tendência é de que as taxas dos contratos continuem seguindo a
trajetória de queda, pois a inflação ainda está na faixa dos 5,4%, acima do
centro da meta do governo, não é positiva para a taxa de juros", sinaliza
Denílson Alencastro, economista-chefe da Geral Asset Management. Para
especialistas de mercado, o crescimento do PIB brasileiro em 2012 deverá ficar
abaixo de 1%, pois os investimentos privados não avançaram.
   Na opinião de Emerson Marçal, coordenador do Centro de Macroeconomia
Aplicada da Escola de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV), o governo
precisa retomar uma agenda de mudanças em longo prazo para tentar alavancar um
crescimento mais forte, tais como elevar o investimento público, fazer
parcerias com o setor privado, aumentar os aportes em infraestrutura e
racionalizar o sistema tributário.
   Diante das pressões inflacionárias para o próximo ano, André Perfeito,
economista-chefe da Gradual Investimentos, crê que o Banco Central (BC) não
cortará agora os juros. "Em primeiro lugar, os dados fiscais do governo estão
sofríveis, depois há a perspectiva de aumento no preço dos combustíveis, e,
por fim, o câmbio pode se desvalorizar nos próximos dias", afirma.
   Em relação aos demais contratos, o para janeiro 2014 passou de 7,32% para
7,21%, com volume de R$ 84,368 bilhões. As taxas dos DIs que expiram em abril
de 2013 caíram de 7,11% para 7,09% neste pregão, movimentando R$ 53,448
bilhões e os para janeiro de 2015, que registraram volume de R$ 32,283
bilhões, cederam de 7,93% para 7,83%.
        
   Dentre os contratos de longo prazo, o com vencimento em janeiro de 2017,
recuaram de 8,75% para 8,71%, com giro financeiro de R$ 18,995 bilhões. Os DIs
que expiram em janeiro de 2016 caíram 8,44% para 8,39%, a R$ 11,836 bilhões.
   Segundo o economista-chefe da Geral, na segunda-feira o índice
norte-americano ISM, mede a atividade do segmento industrial do país referente
a novembro, poderá interferir nos contratos, pois indicará a evolução do
setor de manufatura dos Estados Unidos.
    Câmbio
   O dólar comercial encerrou as negociações de hoje com alta de 1,62%,
cotado a R$ 2,1290 na compra e a R$ 2,1310 na venda, maior cotação desde 5 de
maio de 2009, que foi de R$ 2,1480. O especialista da Gradual pontua que o
governo está manifestando a intenção de deixar o dólar em patamar um pouco
mais elevado para ajudar nas exportações da indústria brasileira, e assim,
recuperar crescimento do PIB.
    Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de
R$ 2,0960 e a máxima de R$ 2,1340. Nesta semana, a cotação da moeda terminou
com alta de 2,35%, e no mês de novembro, subiu 5%. No mercado futuro, o
contrato de dólar com vencimento para dezembro deste ano tinha ganho de 0,40% a
R$ 2.107,500, e o que expira em janeiro de 2013 avançava 1,72%, a R$
2.146,500.




Bolsa cai 0,65% com PIB abaixo das expectativas; rumo do mercado é incerto
São Paulo, SP - O principal índice brasileiro de ações recuou nesta
sexta-feira (30), pressionado pelo fraco desempenho da economia brasileira no
terceiro trimestre, mas acumulou alta em novembro mesmo com preocupações sobre
os riscos fiscais nos Estados Unidos.
O movimento ofuscou o forte avanço das ações de Eletrobras e Cteep, após o
governo federal ter elevado o valor das indenizações de transmissoras de
energia elétrica no processo de renovação antecipada de concessões do setor. A
preferencial da Eletrobras saltou 23,56%, a R$ 9,65, e a ordinária subiu
16,79%, a R$ 7,65. Cteep avançou 4,48%, a R$ 31,25.
O Ibovespa perdeu 0,65% na sessão, a 57.474 pontos. O giro financeiro do pregão
foi de R$ 14,3 bilhões, quase o dobro da média diária de R$ 7,2 bilhões de
reais em 2012.
Com isso, o índice acumulou alta de 0,71% em novembro e marcou alta de 1,27% no
ano.
PIB
O PIB (Produto Interno Bruto) cresceu apenas 0,6% no terceiro trimestre deste
ano quando comparada com o segundo trimestre, segundo divulgado pelo IBGE
(Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) na manhã desta
sexta-feira(30). O resultado ficou muito abaixo do esperado, com a pior
retração dos investimentos em mais de três anos.
"Olhar para frente com esses dados do PIB complica um pouco o cenário. Vemos
que será difícil o Brasil chegar a um crescimento de 4% no ano que vem", disse
o sócio da Órama Investimentos Álvaro Bandeira.
Isso abriu espaço para uma realização de lucros na bolsa paulista nesta sessão,
segundo operadores, após o forte avanço da véspera.
AÇÕES
A ação da CSN teve a maior queda do dia, de 5,15%, seguida por Gerdau
Metalúrgica, com perda de 4,87%.
Entre as blue chips, a preferencial da Vale teve leve alta de 0,27% e a da
Petrobras perdeu 2,56%. A ação ordinária da OGX teve queda de 3,12%.
CENÁRIO INCERTO
Embora acreditem que há espaço para a bolsa brasileira avançar até o fim do
ano, profissionais de mercado avaliam que qualquer movimento de recuperação
mais consistente da BM&F Bovespa dependerá, essencialmente, do cenário externo.
A falta de avanço nas negociações para evitar um abismo fiscal nos EUA tem sido
fonte constante de preocupação para investidores nas últimas semanas.
"O que vai definir o rumo da Bovespa em dezembro é o ajuste fiscal
norte-americano. Se sair o acordo para evitar o abismo fiscal, a tendência para
o mercado é melhorar", disse o operador Luiz Roberto Monteiro, da Renascença
Corretora. "Mas a questão ainda é incerta, então podemos esperar mais
volatilidade na Bovespa até o fim do ano", acrescentou.
A crise europeia também deve seguir no radar, mas em segundo plano, com as
atenções voltando a se concentrar em Espanha, após ter sido aprovada a redução
da dívida da Grécia e a liberação de nova parcela de resgate ao país.
Fatores domésticos também devem continuar a repercutir na Bovespa. "O risco
regulatório é o fator que mais preocupa", disse Bandeira, da Órama
Investimentos, citando intervenção do governo brasileiro em setores como
elétrico e bancário, além da atuação no câmbio.
Mesmo que o Ibovespa consiga engrenar algum rali de fim de ano, ainda assim não
será suficiente para "salvar" o ano --após uma forte recuperação em 2009, o
Ibovespa tem patinado nos últimos três anos.
"O cenário global nesses últimos anos não tem sido muito bom e, embora tenha
muito otimismo para 2013, existe grande chance de que também seja um ano
complicado", afirmou o gestor Marc Sauerman, da JMalucelli Investimentos.




PERSPECTIVA: Ibovespa deve seguir em queda na segunda-feira
   São Paulo, 30 de novembro de 2012 - O Ibovespa, principal índice da
BM&FBovespa, deve seguir em queda na segunda-feira, pressionado, principalmente,
pelas questões do "abismo fiscal" dos Estados Unidos. Além disso, a bolsa
brasileira deve passar por ajustes de início de mês. Segundo José Costa,
diretor da Máxima Corretora, a expectativa em relação às elétricas, por
causa da renovação de concessões, também pode mexer um pouco com o mercado.
   "A agenda de segunda-feira estará cheia nos Estados Unidos. O Ibovespa
deve seguir um pouco o mercado norte-americano, já que isso não tem ocorrido
nos últimos pregões, quando indicadores internos prevaleceram sobre os
externos", afirmou Rafael Castro, operador da Hencorp Commcor.
   Entre os indicadores mais importantes dos EUA para segunda-feira, o
Instituto de Gerência e Oferta informará o resultado do índice ISM que mede a
atividade do segmento industrial do país em novembro. Em outubro, houve alta
para 51,7 pontos em relação a setembro. Não há expectativas. Já o Markit
Economics divulgará os dados preliminares do índice dos gerentes de compras
(PMI, na sigla em inglês) do setor industrial de novembro. Em outubro, houve
queda para 51 pontos. Na leitura preliminar, foi apontada alta para 52,4 pontos.

   "Segunda-feira é início de mês e sempre ocorrem ajustes, pois no último
dia de cada mês os fundos de investimentos influenciam, artificialmente, o
preço das ações. Isso acontece quando o fundo precisa buscar rentabilidade
para encerrar o período, mas depois desfaz da operação no início do mês",
explicou Castor.
   O especialista da Hencorp Commcor disse ainda que as notícias em relação
ao "abismo fiscal" também devem influenciar o Ibovespa e que a situação da
Europa é um pouco mais tranquila e, se nada for divulgado no final de semana, a
pressão da economia europeia será menor. "A Europa passa por um momento de
menor pressão", afirmou Castro.
   Em relação ao setor de energia elétrica, hoje o diretor-geral da Agência
Nacional de Energia Elétrica (Aneel), Nelson Hubner, afirmou que o impacto da
decisão da Centrais Elétricas de Santa Catarina (Celesc) de não renovar as
concessões é zero para a expectativa de redução média de 20% nas tarifas de
energia. Hubner passou a informação na entrada do evento de comemoração dos
15 anos da Aneel. Hoje a assembleia de acionistas da Celesc decidiu não
aprovar a renovação dos contratos de concessão de oito pequenas centrais
hidrelétricas (PCHs), assim como a Copel, que optou por renovar apenas as
concessões de transmissão; nesse último caso, também não haverá impacto.

   Após ajustes, o Ibovespa fechou o pregão de hoje em queda de 0,65%, aos
57.474 pontos. O volume negociado na bolsa foi de R$ 14,265 bilhões. Na semana,
o Ibovespa acumula queda de 0,17%. No mês, no entanto, há uma alta acumulada
de 0,71%.




PERSPECTIVA SEMANAL: Negociação sobre abismo fiscal deve dominar mercado
   São Paulo, 30 de novembro de 2012 - Os desdobramentos da negociação entre
o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, e o congresso norte-americano
para evitar o abismo fiscal - conjunto de aumentos de impostos e cortes nos
gastos previsto em lei e que entrará em vigor no início do ano que vem - deve
dominar a atenção dos investidores ao longo da próxima semana. Nesta semana,
o Ibovespa acumulou queda de 0,17%. No mês, no entanto, houve alta acumulada de
0,71%.
   Com a continuidade o processo, a tendência é que os mercados continuem
registrando instabilidade, de acordo com Leandro Silvestrini, assessor de
investimentos da Intrader. "É uma questão que pode afetar a economia mundial
e precisa ser revolvida. Aparentemente, a Casa Branca vem barganhando com os
congressistas. Caso isso se estende ao longo de dezembro ou fique para o ano que
vem pode gerar pessimismo ao mercado", diz.
   Diante deste cenário, qualquer rumor positivo ou negativo sobre a questão
pode influenciar o humor do mercado, afirma Guido Chagas, sócio da Humaitá
Investimentos. "Tudo indica que deve haver algum acordo, não imagino grande
negociação se estendendo. No entanto, enquanto, essa é a principal questão
no radar do mercado". 

   Silvestrini afirma que, observando a oscilação das bolsas ao longo do
intraday nesta semana, não há como apontar uma tendência para o Ibovespa na
próxima. "No pregão de hoje, em meia hora, vimos o Ibovespa oscilar muito
forte, passando da máxima para a mínima do dia. Não tem como prever se, na
semana que vem, ele vai subir ou descer".
   Ainda nos Estados Unidos, a divulgação do relatório de emprego relativo a
novembro, na quarta-feira, e do número semanal de pedidos de seguro-desemprego
servirão como indicadores da economia do país, afirma o assessor da Intrader.
   Chagas ressalta que a Europa também deve influenciar as bolsas. "Na
segunda-feira, a Grécia divulgará os detalhes do programa de recompra de
títulos da dívida soberana. O acordo aprovado nesta semana depende de que esse
programa de recompra seja bem sucedido", observa.
   A reunião de ministros de Finanças da eurozona, também na segunda-feira,
pode trazer ainda novidades sobre flexibilização das regras para ajuda à
Espanha, Portugal e Irlanda, segundo o sócio da Humaitá.

   O mercado também vai repercutir a leitura final do índice dos gerentes de
compras (PMI, na sigla em inglês) sobre a atividade industrial na China,
relativa a novembro, prevista para este domingo. "Se o número vier positivo,
mostrará que a China está um patamar de recuperação, mas se cair abaixo de
50 pode preocupar", afirma Chagas.
   Para sexta-feira, a expectativa é pela leitura final do PMI sobre a
atividade industrial de novembro na Alemanha, de acordo com Silvestrini.

   No mercado interno, os números do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro,
divulgados hoje, podem ter reflexos negativos, aponta Chagas. "Mesmo que,
hipoteticamente, as grandes questões internacionais fossem resolvidas, o PIB
brasileiro mais baixo poderia conter uma alta no mercado brasileiro, deixando os
investidores estrangeiros mais comedidos".

   O PIB brasileiro subiu 0,6% no terceiro trimestre deste ano em relação ao
segundo trimestre do ano, alcançando, em valores correntes, R$ 1,098 trilhão.
Na comparação com o terceiro trimestre de 2011, o PIB registrou avanço de
0,9%.



Exportação global de café sobe 17,3% em outubro, diz OIC
   
  As exportações globais de café subiram para 8,88 milhões de sacas de 60 kg em outubro, alta de 17,3 por cento ante as 7,57 milhões no mesmo mês do ano passado, disse a Organização Internacional do Café (OIC) nesta sexta-feira. As exportações de robusta mostraram um forte avanço, aumentando 52,7 por cento, para 3,54 milhões de sacas, enquanto as exportações de café arábica subiram apenas 1,6 por cento, para 5,33 milhões de sacas. Outubro é o primeiro mês do ano-safra do café para a OIC.




Cepea: Mesmo com produção recorde, exportação de café robusta recua
   
  A exemplo das exportações brasileiras de arábica, as de robusta também estão menores que as da safra passada. Segundo dados do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé), de janeiro a outubro, foram exportadas pouco mais de 1 milhão de sacas de 60 kg de robusta, 59% a menos que o embarcado no mesmo período do ano passado. Esse forte declínio ocorre mesmo com a produção nacional da variedade sendo recorde em 2012/13 (colheita encerrada em agosto). Apesar do menor ritmo em relação a 2011, quando comparado a anos anteriores, o volume exportado pode ser considerado dentro da normalidade. Um dos principais motivos foi a manutenção dos valores médios FOB do robusta nacional em 2012 frente à temporada passada enquanto os preços internacionais da variedade recuaram 7%, segundo a Organização Internacional do Café (ICO), reduzindo a competitividade do produto nacional. Outro motivo que explica o recuo das exportações, segundo pesquisadores do Cepea, é o aumento da demanda das torrefadoras nacionais pelo robusta.




Salário mínimo de SP deve subir para R$ 755 em 2013
São Paulo, SP  - O governador Geraldo Alckmin anunciou nesta
sexta-feira (30) um reajuste de 9% no salário mínimo regional do Estado de São
Paulo.
Com o aumento, a primeira categoria do piso regional --referente aos salários
dos trabalhadores domésticos, motoboys e serviços de limpeza, por exemplo--
passará dos R$ 690 atuais para R$ 755.
O segundo piso, válido para operadores de telemarketing, pedreiros e
cabeleireiros, entre outros, vai de R$ 700 para R$ 765. O terceiro piso,
correspondente a carreiras de serviço de higiene e saúde, subirá de R$ 710 para
R$ 775.
Alckmin disse que encaminhou o aumento hoje para votação, em caráter de
urgência, para a  Assembleia Legislativa de São Paulo.
O aumento deve entrar em vigor em fevereiro de 2013, após a aprovação dos
deputados.
A medida beneficia os trabalhadores da iniciativa privada que não possuem piso
salarial definido por lei federal, convenção ou acordo coletivo de trabalho. As
três faixas salariais são estabelecidas de acordo com grupos de ocupação de
trabalhadores.

sexta-feira, 30 de novembro de 2012

SEMANA: AMPLA OFERTA FAZ PREÇOS DO CAFÉ RECUAREM EM NOVEMBRO
Os preços internacionais do café perderam valor em
novembro. As cotações futuras do café arábica da ICE Futures US (Bolsa de
Nova York) caíram mais de 3% ao longo do mês, desconsiderando a sessão do dia
30 de novembro. Os contratos com entrega em março/2013 encerraram a sessão da
quinta-feira, 29 de novembro a 156,40 centavos de dólar por libra-peso, ante
os 161,70 cents/libra na sessão do dia 31 de outubro, uma queda de 3,27%.
Continua o peso no mercado do sentimento de ampla oferta disponível com
produtores. O Brasil, mesmo com os produtores tentando retrair a oferta, dispõe
de grande parte da safra 2012 a negociar. Além disso, a América Central e
Colômbia iniciaram a colheita nestes últimos meses do ano e o Vietnã também
está no começo da safra de robusta, o que sugere boa oferta se acumulando no
mercado.
Conforme o analista de SAFRAS & Mercado, Gil C. Barabach, o cenário de baixa
no mercado de café já toma corpo há um bom tempo. "o mercado de café
atualmente, além de focado no curto prazo, dá impressão de estar cada dia
mais tendenciosamente baixista", aponta. Segundo ele, o viés de baixa está
atrelado ao ambiente de crise econômica, que se instaurou com mais força nesse
ano de 2012 e ainda deve influenciar os mercados em 2013. A preocupação é o
que acontecerá no próximo mês, talvez nos próximos dois e, para os que atuam
no foco mais longo, nos três meses seguintes.
O mês de dezembro, normalmente, é marcado pela volatilidade trazida pelos
primeiros números e impressões mais consistentes em relação à próxima
safra brasileira. O fluxo de embarques de Centrais, Colômbia e Vietnã também
agita o mercado, contribuindo com a volatilidade. É comum o preço subir em
dezembro, tanto no referencial de Nova York como no mercado físico interno. Lá
fora, o que dá suporte aos preços é a demanda mais aquecida, devido ao
inverno, e aqui dentro o que oferece sustentação e o avanço da entressafra,
e, com ela, a menor agressividade vendedora. Essas variáveis, com alguns
ajustes, mantêm o mercado sustentado até fevereiro.

Encafe

ENCAFÉ: DIRETOR DO CECAFÉ ACREDITA EM REAÇÃO DO MERCADO NO CURTO PRAZO
Os preços do café têm tudo para voltar a se sustentar no
curto prazo e apresentar uma recuperação na Bolsa de Mercadorias de Nova
York, que baliza as cotações internacionais do arábica, nos próximos 30 a 60
dias. A opinião é do diretor geral do Cecafé (Conselho dos Exportadores de
Café do Brasil), Guilherme Braga, que deu entrevista exclusiva à Agência
SAFRAS durante o 20o Encafé (Encontro Nacional da Indústria do Café), que
ocorre de 28 de novembro a 02 de dezembro, em Mata de São João, na Bahia.
Guilherme Braga disse que não esperava por uma queda como a vista na
bolsa, já que os fundamentos seguem positivos. "Não há excesso de oferta,
tanto que o Brasil vai exportar de 4,5 a 5,0 milhões de sacas a menos em
2012", comentou. O estoque global segue limitado e agora ainda é período de
frio no Hemisfério Norte, quando cresce o consumo.
A "desculpa" de que o cenário macroeconômico é negativo não basta
para tanta queda, observa, até porque a crise na Europa e problemas nos Estados
Unidos e outras regiões consumidoras não trazem grandes mudanças no consumo.
"A situação é firme nos fundamentos", reitera. Recentemente, a maior
substituição de arábica por robusta em blends pode ser indicada como fator
baixista para o arábica. Mesmo assim, o mercado já teve tempo para absorver
isso. A chegada da safra da América Central e da Colômbia no caso do arábica,
e no Vietnã do robusta, agora no fim do ano inegavelmente pesa sobre as
cotações, mas o equilíbrio de oferta e demanda persiste. "Os estoques de
robusta caíram e os de arábica também na mão dos consumidores", avalia
Braga.
Para o diretor do Cecafé, a bolsa de NY varia de humor segundo outros
fatores que não os fundamentais, acompanhando fatores técnicos. Mas isso vale
para o curto prazo, porque no longo o mercado segue os fundamentos de oferta e
demanda. Ele acredita que o mercado em 30 a 60 dias pode voltar a US$ 1,65 a US$
1,70 por libra-peso em Nova York. "Também não vejo espaço para grandes
altas", adverte. "O volume de negócios está menor, não só por causa do
produtor. O lado comprador está mesmo adiando compras", indica.
Recentes quedas podem estar sendo vistas, analisa Braga, com a chegada do
vencimento do contrato dezembro em NY. Quando se aproxima o período de
entregas, os comprados liquidam posições para não receber os cafés
certificados da bolsa, normalmente de safras "velhas" e que não tem tanto
deságio no preço em reclassificação por isso.
Guilherme Braga salientou que os cafés finos arábica brasileiros estão
bem valorizados no mercado internacional, com prêmios hoje acima do preço de
NY de 25 a 30 centavos de dólar por libra-peso. "A safra desse ano no Brasil
foi boa, mas não tão boa de qualidade por causa de problemas climáticos, e o
produtor vende primeiro os cafés mais fracos, por isso há escassez desses
grãos finos, que estão com prêmios acima da nossa concorrência", apontou.
Os cafés de qualidade superior do arábica, chamados diferenciados,
representam 20% das exportações desta safra, segundo Braga, devido ao clima
chuvoso na etapa final de maturação dos grãos e durante a colheita, que
afetaram a qualidade. Na safra passada representou 25% das exportações do
arábica. O produtor segura a oferta de qualidade e o exportador reflete isso, e
os prêmios de exportação sobem.

Café tenta manter correções na ICE e volta e registrar altas

Café tenta manter correções na ICE e volta e registrar altas  
  Os contratos futuros de café arábica negociados na ICE Futures US encerraram esta quinta-feira com ganhos, em uma sessão caracterizada por alguns altos e baixos, mas com a preservação do intervalo de 150,00 centavos por libra, depois de o março ter tocada, na última quarta-feira, nos menores patamares de preço em quase 30 meses.  A sessão foi caracterizada por relativa calma, com os bears (baixistas) não demonstrando todo o vigor que vinha sendo característico ao longo das últimas semanas. Assim, algumas compras especulativas buscaram forçar, ainda mais, um cenário de correção, aproveitando os fortes ganhos que já haviam sido amealhados na sessão passada. Inicialmente, essa tentativa não prosperou, diante de uma abertura tímida e de algumas ordens de venda. No entanto, ao não conseguir fazer com que o nível de 153,00 centavos fosse rompido, o que se observou foram recompras e aquisições especulativas, culminando com as altas do dia, que foram apenas modestas, mas suficientes para permitir que o março se posicionasse além do referencial de 155,00 centavos.  Tecnicamente, o mercado se mantém sobrevendido , ainda com um viés baixista de curto e longo prazo, no entanto, esse quadro pode se reverter, principalmente se o quadro macroeconômico favorecer. Apesar das altas no intraday, no after-hours os ganhos perderam fôlego e o fechamento foi próximo da estabilidade.  No encerramento do dia, o março em Nova Iorque apresentou alta de 155 pontos, com 156,40 centavos, sendo a máxima em 157,15 e a mínima em 153,50 centavos por libra, com o maio tendo valorização de 155 pontos, com a libra a 159,25 centavos, sendo a máxima em 159,95 e a mínima em 156,40 centavos por libra. Na Euronext/Liffe, em Londres, a posição janeiro teve alta de 3 dólares, com 1.938 dólares por tonelada, com o março tendo valorização de 6 dólares, com 1.942 dólares por tonelada.  De acordo com analistas internacionais, o dia foi caracterizado por algumas compras especulativas que permitiram a manutenção do clima favorável e a expectativa de uma correção mais efetiva, diante de um quadro fortemente sobrevendido que já perdura em Nova Iorque há um considerável período. Os ganhos não foram acentuados e, em parte, refletiram o comportamento dos mercados externos que, mesmo após o anúncio da ajuda para a economia grega, vinha se mostrando consideravelmente negativo. Nesta quinta, além do dólar em queda, as bolsas de valores nos Estados Unidos subiram e alguns segmentos de risco, como as commodities, puderam respirar, como o petróleo, que experimentou alta de 1,40%.  "A expectativa por um movimento corretivo é grande e, pela segunda sessão consecutiva, conseguimos 'romper' o clima baixista e fazer com que o mercado experimentasse ganhos, com o março fechando no nível de 156,00 centavos, o que é algo considerável. Vamos esperar patamares como de 160,00 centavos, que podem dar essa sustentação necessária para diminuirmos esse quadro sobrevendido atual", sustentou um trader.  As exportações de café do Brasil em novembro, até o dia 28, somaram 2.007.345 sacas, contra 1.594.242 sacas registradas no mesmo período de outubro, informou o Cecafé (Conselho dos Exportadores de Café do Brasil).  Os estoques certificados de café na bolsa de Nova Iorque tiveram alta de 1.129 sacas, indo para 2.493.478 sacas. O volume negociado no dia na ICE Futures US foi estimado em 15.745 lotes, com as opções tendo 4.999 calls e 4.927 puts — floor mais eletrônico. Tecnicamente, o março na ICE Futures US tem uma resistência em 157,15, 157,15, 157,50, 158,00, 158,50, 159,00, 159,50, 159,90-160,00, 160,50, 161,00, 161,50, 162,00 e 162,50 centavos de dólar por libra peso, com o suporte em 153,50, 153,00, 152,50, 152,00, 151,50, 151,00, 150,50, 150,10-150,00, 149,50, 149,00, 148,50, 148,00, 147,50, 147,10-147,00 e 146,50 centavos por libra. 
   Londres tem dia de ligeiras altas e diminuição da volatilidade    
 Os contratos futuros de café robusta negociados na Euronext/Liffe encerraram esta quinta-feira com altas ligeiras, em uma sessão mais calma que as anteriores da semana e com a posição janeiro variando dentro do intervalo de 1.900 dólares, com a volatilidade voltando a se mostrar consideravelmente modesta. A segunda posição flutuou, ao longo do dia, dentro de um intervalo de apenas 22 dólares.  De acordo com analistas internacionais, o dia foi marcado por algumas compras especulativas, que contrabalançaram as tentativas iniciais de baixa. Ao longo da manhã, a posição janeiro chegou a tocar os 1.923 dólares por tonelada, mas as recompras ganharam corpo e, seguindo o sentimento positivo dos mercados externos, Londres fechou o dia no lado positivo. "Foi uma sessão calma, bem menos movimentada que as registradas na terça ou quarta-feira, por exemplo, mas que confirmou um novo intervalo para os robustas. Até há pouco estávamos 'travados' em um range curto ao redor de preços abaixo dos 1.900 dólares e, agora, chegamos a tocar os 1.945 dólares. É um bom sinal e acreditamos que o mercado, diante da boa demanda, pode buscar até novas altas", disse um trader.  O dia na bolsa de Londres teve o contrato de café de janeiro com uma movimentação de 6,27 mil lotes, com o março tendo 3,72 mil lotes negociados. O spread entre as posições janeiro e março ficou em 4 dólares. No encerramento da sessão na Euronext/Liffe, a posição janeiro teve alta de 3 dólares, com 1.938 dólares por tonelada, com o março tendo valorização de 6 dólares, com 1.942 dólares por tonelada. 
   PERSPECTIVA CÂMBIO E JUROS: DIs devem seguir em alta com otimismo nos EUA  
São Paulo, 29 de novembro de 2012 - A maioria dos contratos futuros de Depósito Interfinanceiro (DI) encerrou o pregão de hoje da BM&FBovespa em altae devem seguir o mesmo ritmo no pregão de amanhã, ainda influenciados pelo otimismo externo, principalmente com a possível rapidez na resolução do "abismo fiscal" nos Estados Unidos.   Para Vladmir Caramaschi, estrategista-chefe do Crédit Agricole, a questão fiscal nos Estados Unidos deve demorar mais que o mercado está prevendo, mesmo assim, os DIs devem seguir mais um dia de alta. "Não estou tão otimista em relação à questão do abismo fiscal. Creio que vai demorar um pouco mais do que os investidores estão achando", explicou o especialista, dizendo ainda quea movimentação dos DIs hoje não foi tão forte.   O único vencimento que apresentou queda, foi o com maior liquidez, com movimentação financeira de R$ 50,328 bilhões, para janeiro de 2013, caindo de7,10% para 7,09%. O contrato para abril de 2013 subiu de 7,10% para 7,11%, com giro financeiro de R$ 28,162 bilhões.   O vencimento para janeiro de 2014 passou de 7,30% para 7,32%, com volume financeiro de R$ 23,549 bilhões, enquanto o vencimento para julho de 2013 avançou de 7,10% para 7,11%, com giro financeiro de R$ 16,653 bilhões e o contrato para janeiro de 2017 saltou de 8,71% para 8,75%, com movimentação financeira de R$ 13,489 bilhões.   O contrato para janeiro de 2015 passou de 7,90% para 7,93%, com volume de R$13,264 bilhões, enquanto o vencimento para janeiro de 2016 subiu de 8,42% para8,44%, com giro financeiro de R$ 8,126 bilhões e o contrato para outubro de 2013 avançou de 7,18% para 7,19% (R$ 6,777 bilhões).   O número de contratos negociados atingiu 1.984.552, alta de 0,58% em relação aos negócios realizados ontem. O giro financeiro somou R$ 181,563 bilhões.   Mais cedo, Luciano Rostagno, estrategista-chefe do Banco WestLB, disse que "a decisão de ontem do Copom [Comitê de Política Monetária] não está influenciando a curva de juros, pois veio em linha com o que o mercado esperava.A alta do DI tem sido influenciada por questões externas, basicamente dos Estados Unidos. Se nada de importante for divulgado, acredito que o mercado deveseguir neste ritmo", explicou Rostagno.   O Produto Interno Bruto (PIB) dos Estados Unidos expandiu 2,7% no terceiro trimestre deste ano na comparação com o trimestre anterior, quando cresceu 1,3%, de acordo com a leitura revisada dos dados anualizados divulgados hoje pelo Departamento do Comércio. Na leitura preliminar, o PIB do terceiro trimestre havia crescido 2,0%. Analistas previam alta revisada de 2,8%.   Ainda nos Estados Unidos, o Indice de Vendas Pendentes de Imóveis Residenciais (PHSI, na sigla em inglês) subiu 5,2% em outubro, para 104,8 pontos, ante leitura revisada de 99,6 pontos em setembro, informou hoje a Associação Nacional dos Corretores de Imóveis (NAR, na sigla em inglês). Em relação a outubro do ano passado, quando a leitura apontou 92,6 pontos, houve alta de 13,2%. Analistas esperavam alta de 1%, após o aumento de 0,3% inicialmente reportado para setembro.   Amanhã, no Brasil, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulga, às 9h, as Contas Nacionais Trimestrais, referente ao terceiro trimestre, com a variação do PIB no período. O mercado estima que o PIB do terceiro trimestre do ano fique em 1,20% em relação ao segundo trimestre de 2012, segundo a mediana das projeções do Termômetro CMA, pesquisa feita com instituições de mercado com as estimativas para os principais indicadores econômicos do País. Na comparação com o terceiro trimestre de 2011, o mercado prevê que a atividade econômica do País tenha crescido 1,90% entre julho e setembro deste ano.   Em relação ao dólar comercial, Vladmir disse que a moeda deve seguir pressionada por motivos internos e que não vê os indicadores mexendo muito coma cotação. Além disso, o especialista acredita em mais um dia de valorização para o dólar. "O mercado segue testando o Banco Central e isso fez o dólar subir hoje", explicou o especialista.   O dólar comercial encerrou as negociações de hoje com alta de 0,33%, cotado a R$ 2,0950 na compra e a R$ 2,0970 na venda. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 2,0890 e a máxima de R$ 2,1110. No mercado futuro, o contrato de dólar com vencimento para dezembro deste ano valorizou 0,21% a R$ 2.099,000, enquanto o vencimento para janeiro de 2013 avançou 0,30% a R$ 2.110,500.     MERCADO EUA: Revisão do PIB e indicadores puxam ganhos dos índices de ações   São Paulo, 29 de novembro de 2012 - Os índices do mercado de ações dos Estados Unidos encerraram as negociações de hoje em alta, refletindo a segundaleitura do Produto Interno Bruto (PIB) do país, que apontou uma alta maior quea da leitura preliminar, e também os dados positivos do setor imobiliário e do mercado de trabalho divulgados hoje. O Dow Jones teve aumento de 0,28%, em 13.021,82 pontos; o S&P 500 ganhou 0,42%, em 1.415,95 pontos; e o Nasdaq Composto avançou 0,68%, em 3.012,03 pontos.   Segundo a leitura anualizada divulgada hoje pelo Departamento do Comércio, o PIB dos Estados Unidos expandiu 2,7% no terceiro trimestre de 2012 na comparação com o trimestre anterior, quando cresceu 1,3%. Na leitura preliminar, o PIB do terceiro trimestre havia crescido 2,0%. O resultado, porém, continuou abaixo das projeções de analistas, que previam alta revisadade 2,8%.   No mercado de trabalho, o número de novos pedidos de seguro-desemprego nos Estados Unidos caiu em 23 mil na semana encerrada no dia 24 de novembro, para 393 mil, após ter registrado 416 mil na semana anterior, de acordo com os dadosdivulgados hoje pelo Departamento do Trabalho, com ajustes sazonais. O resultado ficou abaixo das projeções de analistas, que esperavam que o númerode novos pedidos fosse de 395 mil.     Ainda na agenda de indicadores do dia, o Indice de Vendas Pendentes de Imóveis Residenciais (PHSI, na sigla em inglês) subiu 5,2% em outubro, para 104,8 pontos, ante leitura revisada de 99,6 pontos em setembro, informou hoje a Associação Nacional dos Corretores de Imóveis (NAR, na sigla em inglês). Em relação a outubro do ano passado, quando a leitura apontou 92,6 pontos, houve alta de 13,2%. O resultado superou as expectativas de analistas, que previam umaalta de 1% em outubro, após o aumento de 0,3% inicialmente reportado para setembro.   Parte dos ganhos do dia foram devolvidos, porém, depois que o presidente daCasa dos Representantes - a câmara baixa do Congresso norte-americano -, o republicano John Boehner, alegou que a Casa Branca e o presidente Barack Obama ainda não apresentaram uma proposta séria para resolver a questão do déficitfiscal do país e para evitar a ocorrência do "abismo fiscal".        "Não sabemos o que a Casa Branca está disposta a fazer para resolver seriamente a questão do déficit", afirmou. "Não é um jogo, trabalhos estão em risco, a economia está em risco".     O líder do Partido Democrata no Senado, Harry Reid, por sua vez, afirmou que a Casa Branca ainda espera uma proposta séria da oposição a respeito das medidas necessárias para evitar o abismo fiscal no ano que vem. Segundo ele, o governo norte-americano está aguardando os republicanos apresentarem uma proposta de corte nos gastos públicos que possa ser aceita pelos democratas. Ele disse também que a Casa Branca insistirá na necessidade de elevar os impostos para a parcela mais rica da população.     Bovespa tem maior alta em 2 meses; ação de empresa de Eike dispara 28%São Paulo, SP - A Bovespa teve a maior alta em mais de dois meses nesta quinta-feira (29), em um pregão marcado pelo salto de quase 30% das ações da empresa de logística LLX, do grupo EBX, do empresário Eike Batista.A companhia anunciou ontem à noite que firmou um contrato de 30 anos, renovável por mais 30, com a GE (General Eletric) para a instalação de uma unidade industrial no porto do Açu, nem São João da Barra, município do Rio de Janeiro."São pelo menos 30 anos de uma fonte de receita garantida para LLX, graças a um contrato com uma das maiores empresas do mundo, e isso agradou o mercado", disse o gerente de renda variável da H.Commcor, Ariovaldo Santos.O papel subiu 27,59% (R$ 2,22), e contribuiu para o avanço de 2,32% do Ibovespa, principal índice de ações da Bolsa brasileira, que encerrou o pregão em 57.852 pontos.Entre as "blue chips" (principais ações da Bolsa brasileira), a preferencial da mineradora Vale teve alta de 3,92% (R$ 36,60) e a da Petrobras subiu 2,68% (R$ 19,15). A OGX, empresa petrolífera que faz parte do grupo EBX, subiu 1,59% (R$ 4,48).As siderúrgicas também ajudaram a impulsionar o Ibovespa, com destaque para a CSN e a Usiminas, que subiram 9,61% e 6,07%, respectivamente. Ambas foram beneficiadas por avaliações mais positivas para o setor.Segundo operadores, movimentos de ajustes de carteira, típicos do período de fim de mês, também contribuíram para o avanço das ações brasileiras.Apenas 10 ações do Ibovespa fecharam no vermelho, com destaque para a preferencial da Eletrobras, que perdeu 7,46 por cento, a 7,81 reais, com investidores preocupados sobre os impactos da possível renovação antecipada de concessões elétricas.O giro financeiro da bolsa paulista foi de R$ 8,33 bilhões, acima da média diária de R$ 7,2 bilhões em 2012. O destaque ficou com Qualicorp, que teve leilão nesta quinta-feira e movimentou R$ 988 milhões --giro maior que o da ação preferencial da Vale.Na cena externa, investidores continuavam acompanhando atentamente a evolução das negociações para evitar uma crise fiscal nos Estados Unidos, que poderia jogar o país novamente em recessão.Em Nova York, o índice Dow Jones subia 0,23% e o S&P 500 tinha alta de 0,38% às 18h36. Mais cedo, o principal índice acionário europeu fechou em alta de 1,13%. 
   PERSPECTIVA: Expectativa por acordo nos EUA pode manter Ibovespa em alta  
São Paulo, 29 de novembro de 2012 - A expectativa de que ocorra um acordo entre o presidente norte-americano, Barack Obama, e o congresso do país para a questão do "abismo fiscal" pode continuar estimulando o Ibovespa no pregão de amanhã. Em relação a indicadores econômicos, os investidores estarão atentos ao índice dos gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês), nos Estados Unidos, e à divulgação do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro do terceiro trimestre.     O economista chefe da Planner Corretora, Eduardo Velho, afirma que os mercados se mostram muito sensíveis em relação às negociações nos Estados Unidos. "A perspectiva é de que as negociações estão avançando, apontando para o acerto de um acordo, provavelmente com ajustes graduais realizados ao longo dos próximos anos. Mas, como as bolsas têm oscilado bastante diante que qualquer declaração sobre essa questão, algum comentário negativo sobre o processo pode pesar", diz.   Ainda assim, a expectativa é de que o Ibovespa possa registrar um novo pregão de alta, de acordo com o economista-chefe da corretora Souza Barros, Clodoir Vieira. "Continuo otimista, vendo o mercado com uma certa esperança emrelação a esses acordos. A bolsa pode continuar em alta, mas talvez não subindo tanto como hoje".   A influência dos dados econômicos não deve ser muito grande amanhã, de acordo com Velho, a menos que sejam muito diferentes das expectativas. No exterior, o economista destaca o PMI, que será divulgado pelo Instituto de Gerência e Oferta de Chicago. Em outubro, foi registrada alta para 49,9 pontos.Analistas esperam leitura de 50,7 pontos.   No Brasil, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgao Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro no terceiro trimestre. O mercado estima que o PIB do terceiro trimestre do ano fique em 1,20% em relação ao segundo trimestre deste ano, segundo a mediana das projeções do Termômetro CMA. "Se o PIB vier um pouco acima disso não será uma surpresa, mas se vier abaixo de 1% pode influenciar negativamente", diz Velho.   No pregão de hoje, o Ibovespa fechou com forte alta, impulsionado pelo setor de siderurgia e mineração e por expectativas de um acordo nos Estados Unidos para evitar o "abismo fiscal no país". O principal índice da BM&FBovespa subiu 2,32%, aos 57.852 pontos. O volume negociado na bolsa foi de R$ 8,2 bilhões.   O otimismo refletiu no desempenho das blue chips. As PNAs da Vale (VALE5) subiram 3,91%, a R$ 36,60, registrando o maior giro financeiro do dia, de R$ 982,108 milhões. Em seguida, as preferenciais da Petrobras (PETR4) avançaram 2,68%, a R$ 19,15, movimentando R$ 488,420 milhões, e as do Itaú Unibanco (ITUB4) expandiram 2,53%, a R$  31,94, com volume de R$ 288,184 milhões.   Entre as siderúrgicas, o destaque foi a CSN (CSNA3) que avançou 9,61%, a R$ 11,06, após o banco Santander elevar sua recomendação para o papel, de underperform (abaixo da média do mercado) para compra. O movimento influenciou a alta de outros papéis do setor, como Usiminas (USIM3; 7,42%, a R$ 13,60) e MMX (MMXM3; 6,62%, a R$ 3,70).    A maior alta do Ibovespa foi da LLX (LLXL3), que avançou 27,58%, a R$ 2,22, após a empresa anunciar a assinatura de um contrato com a General Eletric (GE) para instalação de unidade industrial no Superporto do Açu (RJ).Apesar da alta, Eduardo Velho afirma que os investidores estão ainda cautelosos em relação à companhia e às demais integrantes do grupo do empresário Eike Batista. "Foi uma notícia, mas assim como outras empresas do grupo, os papéis são muito voláteis, oscilando muito para cima e para baixo", comenta.   No sentido inverso, as PNBs da Eletrobras (ELET6) recuaram 7,46%, cotadas a R$ 7,81, ainda refletindo dúvidas sobre renovação antecipada de concessões elétricas na Medida Provisória 579, que regula as concessões com vencimento entre 2015 e 2017. "Com a indefinição sobre esse tema, o setor elétrico continua apresentando volatilidade", afirma Vieira.
   PETRÓLEO: Futuros fecham em alta refletindo PIB dos EUA no 3 Trimentre de 2012 
  São Paulo, 29 de novembro de 2012 - Os contratos futuros do petróleo internacional encerraram as negociações de hoje em alta, refletindo a divulgação da segunda leitura do Produto Interno Bruto (PIB) dos Estados Unidos no terceiro trimestre deste ano, que indicou aumento de 2,7% na comparação com o trimestre anterior. A primeira leitura havia indicado alta de2% no trimestre.   Na Nymex, os contratos futuros do WTI com vencimento em janeiro tiveram aumento de 1,82%, a US$ 88,07 o barril. Na plataforma ICE, os futuros do Brent para o mesmo mês subiram 1,14%, a US$ 110,76 o barril.   Segundo os dados divulgados hoje pelo Departamento do Comércio norte-ameicano, o aumento do PIB refletiu as contribuições positivas dos gastos com consumo pessoal (PCE, na sigla em inglês), investimentos em estoquesprivados, despesas do governo federal, investimentos residenciais e exportações. Eles foram parcialmente compensados pela contribuição negativa de investimentos não residenciais e gastos locais do governo. As importações,que são subtraídas no cálculo do PIB, subiram levemente.        Os contratos futuros do WTI e do Brent chegaram a registrar altas mais acentuadas no início do dia, mas perderam parte dos ganhos após o presidente da Casa dos Representantes - a câmara baixa do Congresso norte-americano -, o republicano John Boehner, afirmar que a Casa Branca e o presidente Barack Obama ainda não apresentaram uma proposta séria para resolver a questão do déficitfiscal do país e para evitar a ocorrência do "abismo fiscal".