Páginas

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Café não se sustenta altas iniciais e fica estável na Ice

Café não sustenta altas iniciais e fica estável na ICE Futures
Os contratos futuros de café arábica negociados na ICE Futures US tiveram uma sessão de preços próximos da estabilidade nesta terça-feira. Depois de experimentar ganhos até que relevantes, que fizeram com que o nível de 150,000 centavos fosse rompido, o mercado passou a perder força na segunda metade do dia, com novas vendas especulativas e ligeiras realizações, com o fechamento do pregão se mantendo no mesmo patamar de encerramento do dia anterior.
O café operou em alta na maior parte do dia, contrariando o cenário macroeconômico, que voltou a recuar, mesmo após o anúncio de medidas de apoio à mais debilitada economia do bloco da União Européia, a Grécia.
Apesar de os terminais e os gráficos indicarem um claro sinal sobrevendido para o mercado atual, os bears (baixistas) continuam a dar as cartas e direcionam os preços. As tentativas altistas de buscar patamares básicos, como um nível acima de 150,00 centavos, são rapidamente limitadas com o acionamento de ordens vendedoras. Diante dessa fraqueza, de curto, médio e longo prazo, alguns operadores avaliam que haveria um espaço ainda considerável para quedas de preço e o cenário dramático da década passada começa a ser revivido em vários países produtores.
Alguns players em nações centro-americanas já identificam uma diminuição gradativa dos investimentos nas lavouras, movimento que ainda é tímido, mas que deve ganhar força e que poderá afetar produções futuras. A preocupação nessa região é de ordem social, já que uma nova onda de pobreza pode assolar regiões inteiras, que dependem do café para movimentar suas economias. Vários operadores indicaram que nos níveis atuais o café já não é remunerador e se situa a níveis de preço menores que os custos de produção de várias nações.
Por outro lado, o governo do Brasil deve anunciar nas próximas horas um novo programa de socorro ao setor cafeeiro. Segundo o Conselho Nacional do Café, as medidas deverão privilegiar o ordenamento da venda dos cafés remanescentes da safra atual, além disso, um piso referencial de comercialização deverá ser fixado. Outro ponto em análise é a retomada dos conhecidos leilões de opções.
No encerramento do dia, o março em Nova Iorque apresentou alta de 25 pontos, com 149,15 centavos, sendo a máxima em 151,30 e a mínima em 148,25 centavos por libra, com o maio tendo valorização de 25 pontos, com a libra a 152,05 centavos, sendo a máxima em 154,10 e a mínima em 151,30 centavos por libra. Na Euronext/Liffe, em Londres, a posição janeiro teve alta de 57 dólares, com 1.911 dólares por tonelada, com o março tendo valorização de 55 dólares, com 1.919 dólares por tonelada.
De acordo com analistas internacionais, o mercado tentou buscar uma recuperação ao longo desta terça-feira, com o março, no entanto, tendo sua força limitada até o nível de 151,00 centavos. Ao falhar em buscar níveis mais expressivos, mais uma vez a primeira posição flutuou abaixo do referencial psicológico e fechou próximo da estabilidade.
Nos mercados externos, quedas para as bolsas norte-americanas, assim como para várias commodities e ligeiro avanço do dólar em relação a uma cesta de moedas internacionais. "Os baixistas dominam e eles trabalham com a percepção de que há uma disponibilidade considerável de café. No entanto, esse quadro não é o que parece existir, já que o Brasil, mesmo tendo uma safra recorde neste ano, tem um consumo muito forte e compromissos de exportação efetivos, ou seja, poucos estoques. No ano que vem, a demanda para o país será idêntica e a safra será menor. Ou seja, o aperto deve continuar e muita gente no mercado parece não querer admitir esses números", disse um trader.
As exportações de café do Brasil em novembro, até o dia 26, somaram 1.692.820 sacas, contra 1.469.074 sacas registradas no mesmo período de outubro, informou o Cecafé (Conselho dos Exportadores de Café do Brasil).
Os estoques certificados de café na bolsa de Nova Iorque tiveram alta de 4.240 sacas, indo para 2.492.661 sacas. O volume negociado no dia na ICE Futures US foi estimado em 14.023 lotes, com as opções tendo 2.340 calls e 6.071 puts — floor mais eletrônico. Tecnicamente, o março na ICE Futures US tem uma resistência em 151,30-151,25, 151,50, 152,00, 152,50, 153,00, 153,50, 153,85, 154,00, 154,50, 154,90-155,00, 155,50, 156,00, 156,50, 157,00, 157,15, 157,50, 158,00, 158,50 e 159,00 centavos de dólar por libra peso, com o suporte em 148,25, 148,00, 147,60, 147,55-147,50, 147,00, 146,50, 146,00, 145,50, 145,10-145,00, 144,50, 144,00, 143,50, 143,00, 142,50, 142,00 e 141,50 centavos por libra.
Londres tem dia de correção e volta a ficar acima dos US$ 1.900
Os contratos futuros de café robusta surpreenderam nesta terça-feira e fecharam a sessão na Euronext/Liffe com expressivos ganhos, em uma sessão caracterizada por compras especulativas, com um volume comercializado acima da média recente da bolsa londrina. Com as altas, a posição julho não apenas rompeu o nível psicológico de 1.900 dólares, como conseguiu encerrar os negócios acima dessa marca referencial.
De acordo com analistas internacionais, o dia foi caracterizado pela ação mais efetiva de especuladores e fundos no lado comprador, o que permitiu fazer com que a posição janeiro conseguisse finalizar a sessão próxima das máximas e rompendo a tendência de pouca volatilidade que vinha caracterizando Londres ao longo dos últimos dias. Nesta terça, a segunda posição variou dentro de um range de 69 dólares.
Os robustas divergiram dos mercados internacionais, que teve um dia de baixas, ao passo que os arábicas subiram, mas de forma modesta. "Em parte, os ganhos aqui em Londres estiveram relacionados com um movimento corretivo. Recuamos consideravelmente ao longo das últimas semanas e rompemos o nível de 2.100, depois de 2.000 e de 1.900 dólares. Diante disso e da boa demanda que os robustas continuam a ter, a tendência é de buscarmos recompor os preços, não integralmente, mas talvez para um nível próximo de 2.000 dólares", disse um trader.
O dia na bolsa de Londres teve o contrato de café de janeiro com uma movimentação de 10,9 mil lotes, com o março tendo 6,20 mil lotes negociados. O spread entre as posições janeiro e março ficou em 8 dólares. No encerramento da sessão na Euronext/Liffe, a posição janeiro teve alta de 57 dólares, com 1.911 dólares por tonelada, com o março tendo valorização de 55 dólares, com 1.919 dólares por tonelada.
PERSPECTIVA CÂMBIO E JUROS: Dólar e DIs devem seguir sem tendência definida
São Paulo, 27 de novembro de 2012 - Os contratos futuros de Depósito
Interfinanceiro (DI) negociados na BM&FBovespa devem seguir mais um dia sem
tendência definida, esperando pelo final da reunião do Comitê de Política
Monetária (Copom) do Banco Central (BC), que decidirá amanhã a taxa básica
de juros que vai vigorar nos próximos 45 dias. "Esperamos uma manutenção da
Selic [taxa básica de juros] em 7,25%, mas tem analistas que esperam um corte
de 0,25 ponto percentual", afirmou Newton Rosa, economista-chefe da SulAmérica
Investimentos.
Os contratos futuros de Depósito Interfinanceiro (DI) encerraram o pregão
de hoje da BM&FBovespa apontando para a queda da Selic (taxa básica de juros).
O contrato com maior liquidez, com vencimento para janeiro de 2014 e
movimentação financeira de R$ 44,083 bilhões passou de 7,31% para 7,28%.
O contrato com vencimento para julho de 2013 caiu de 7,10% para 7,09%, com
volume financeiro de R$ 13,044 bilhões, enquanto o contrato para janeiro de
2017 recuou de 8,73% para 8,69%, com giro financeiro de R$ 10,465 bilhões e o
vencimento para janeiro de 2016 cedeu de 8,43% apara 8,37% (R$ 7,231 bilhões).
"Não vejo muita tendência para os contratos futuros de DI. Acredito que o
mercado já ajustou suas posições para a reunião de amanhã. O que pode
ocorrer é um ajuste nos dias seguintes, mas acho difícil", acrescentou
Newton, dizendo ainda que o que pode influenciar é a divulgação, na
sexta-feira, do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro referente ao terceiro
trimestre do ano.
O vencimento para janeiro de 2015 passou de 7,92% para 7,87%, com
movimentação financeira de R$ 6,652 bilhões, enquanto o vencimento para
outubro de 2013 caiu de 7,17% para 7,15%, com giro financeiro de 4,675 bilhões
e o contrato para julho de 2014 cedeu de 7,57% para 7,52%, com volume financeiro
de R$ 4,398 bilhões.
O único contrato que subiu foi o vencimento para janeiro de 2013, que
passou de 7,082% para 7,085%, com movimentação financeira de R$ 24,575
bilhões.
O número de contratos negociados atingiu 1.432.224, alta de 50,6% em
relação aos negócios realizados ontem. O giro financeiro somou R$ 128,876
bilhões.
Em relação ao dólar comercial, Newton disse que a moeda não sofreu muito
ao longo do dia, pois o mercado ainda está testando o patamar de R$ 2,10. "O
dólar também segue sem tendência definida, testando novos patamares", disse
o especialista.
O dólar comercial encerrou as negociações de hoje com ligeira retração
de 0,09%, cotado a R$ 2,0780 na compra e a R$ 2,08 na venda. Durante o dia, a
moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 2,0730 e a máxima de
R$ 2,0830. No mercado futuro, os contratos de dólar com vencimento para
dezembro deste ano e janeiro de 2013 valorizaram 0,14%, a R$ 2.085,500 e
R$ 2.094,000, respectivamente.
A moeda norte-americana recuou por causa de investidores mais otimistas
depois da liberação da parcela de 43,7 bilhões de euros em empréstimos para
a Grécia. Para o operador de câmbio da FITTA DTVM, Guilherme Prado, "a
resolução em torno da ajuda à economia grega era um dos fatores que vinham
gerando incertezas ao mercado e provocando compra de dólar", explica.
Hoje, os ministros de Finanças da zona do euro (Eurogrupo) e o Fundo
Monetário Internacional (FMI) chegaram a um acordo sobre a ajuda à Grécia. O
Eurogrupo deixou claro, no entanto, que essas medidas serão adotadas "de forma
gradual e estarão condicionadas a uma forte implementação" das novas
reformas prometidas pela Grécia, como a adoção de instrumentos para garantir
o cumprimento das metas fiscais e das privatizações.
MERCADO EUA: Problemas fiscais continuam afetando índices negativamente
São Paulo, 27 de novembro de 2012 - Os índices do mercado de ações dos
Estados Unidos fecharam as negociações de hoje em queda, depois que o líder
democrata da maioria do Senado, Harry Reid, afirmou que houve "pouco
progresso" nas conversas no congresso sobre as medidas necessárias para evitar
a concretização do "abismo fiscal". O Dow Jones perdeu 0,69%, em 12.878,13
pontos; o S&P 500 recuou 0,52%, em 1.398,94 pontos, e o Nasdaq Composto teve
queda de 0,30%, em 2.967,79 pontos.
As declarações de Reid aumentaram os receios dos agentes de mercado em
relação às discussões que têm a finalidade de evitar o corte abrupto de
gastos e os aumentos nos impostos previstos para o início de 2013.
Além disso, o secretário de imprensa da Casa Branca, Jay Carney, afirmou
hoje que as negociações entre o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, e
os parlamentares no Congresso - democratas e republicanos - sobre o orçamento
norte-americano de 2013 falharam.
Segundo Carney, as divergências foram sobre os cortes de gastos,
principalmente em relação aos programas sociais, como o Sistema de
Aposentadoria e o Medicaid. "Foram várias propostas diferentes, de várias
partes, mas para proteger a classe média e a criação de empregos, temos que
valorizar a poupança dos aposentados e a receita do país", afirmou.
Outra notícia que teve impacto negativo nos mercados hoje foi a
divulgação do relatório de perspectivas econômicas da Organização para
Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). Segundo a instituição, a
economia internacional voltou a enfraquecer após cinco anos de uma das maiores
crises já enfrentadas, por conta principalmente da queda da confiança em meio
a um cenário de desalavancagem das empresas e governos, do enfraquecimento do
comércio global e do elevado desemprego em algumas economias.
"Ao longo do passado recente, sinais vindos da crise mostraram mais de uma
vez uma renovação da desaceleração ou uma volta à recessão em alguns
países. O risco de uma nova grande contração não pode ser descartado",
alerta o estudo.
Segundo o relatório o PIB dos Estados Unidos deve apresentar um crescimento
de 2,2% neste ano e 2% no próximo, mas pode acabar contraindo se o "abismo
fiscal" ocorrer. Em relação à política monetária, a OCDE acredita que o
Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) tomou decisões
apropriadas e que a perspectiva para o desemprego melhora lentamente - o
relatório aponta que ele atingirá 8,1% em 2012 e 7,8% em 2013 -, com uma
inflação ancorada e abaixo da meta de 2% - 1,8% neste ano e no próximo.
Mercado - Bovespa cai 0,86% com incertezas sobre situação fiscal nos EUA
São Paulo, SP (FolhaNews) - A cautela prevaleceu nos mercados nesta terça-feira
e levou a Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo) a fechar a sessão em baixa,
com as incertezas sobre a situação fiscal dos Estados Unidos ofuscando o
otimismo inicial com um acordo para aliviar o fardo da dívida da Grécia.
O Ibovespa (principal índice de ações) caiu 0,86%, a 56.248 pontos, cedendo à
fraqueza dos mercados em Nova York. O giro financeiro do pregão foi de R$ 6,3
bilhões, ante média diária de R$ 7,2 bilhões em 2012.
Um acordo na Europa para reduzir a dívida grega e liberar mais recursos
emergenciais ao país deu sustentação ao avanço do Ibovespa durante quase todo o
pregão --o índice chegou a marcar alta de 1,2% na máxima intradiária.
Mas o mercado virou na hora final do pregão, à medida em que investidores
optaram por cautela diante do risco de um abismo fiscal nos EUA --cerca de US$
600 bilhões em cortes de gastos e aumentos de impostos que podem entrar em
vigor automaticamente em janeiro e jogar o país em recessão.
"O investidor estrangeiro está arredio, um pouco mais cauteloso e isso reflete
no nosso mercado", disse o estrategista do segmento de varejo da Ágora e
Bradesco Corretora, José Francisco Cataldo, citando que os estrangeiros
respondem por quase 40% do volume negociado na Bovespa.
"A principal preocupação é com os Estados Unidos. O presidente Barack Obama tem
um prazo apertado para negociar com o Congresso e evitar um abismo fiscal",
acrescentou.
Em Nova York, o índice Dow Jones tinha queda de 0,51% e o S&P 500 recuava 0,3%
às 18h03. Mais cedo, o principal índice europeu de ações fechou em alta de
0,27%.
Por aqui, as petrolíferas pesaram no Ibovespa, com a OGX caindo 3,69%, a R$
4,44, e a preferencial (sem direito a voto) da Petrobras perdendo 1,65%, a R$
18,51.
As companhias informaram na noite da véspera que a Petrobras vendeu
participação de 40% na concessão BS-4, na bacia da Santos, para a petrolífera
de Eike Batista, num negócio de US$ 270 milhões.
Ainda entre as blue chips (ações mais negociadas), a preferencial da mineradora
Vale fechou estável, a R$ 35,73.
B2W saltou 17,94%, a R$ 14. Sua controladora, a Lojas Americanas subiu 4,23%, a
R$ 19,22.
Analistas do Bank of America Merrill Lynch elevaram recomendação para B2W para
"compra" e o preço-alvo para R$ 18, de estimativa anterior de R$ 12.
As ações preferenciais classe B da Eletrobras conseguiram registrar sua
terceira sessão consecutiva de recuperação, com alta de 3,37%, enquanto a
ordinária fechou em queda de 0,44%.
Cesp amargou a maior perda do Ibovespa, com queda de 6,08%, a R$ 17, em meio à
questão da renovação antecipada e condicionada de concessões elétricas.
PETRÓLEO: Desaceleração global pesa e contratos futuros encerram em queda
São Paulo, 27 de novembro de 2012 - Os contratos futuros do petróleo
internacional encerraram as negociações de hoje em queda, apesar da conclusão
do acordo para a liberação de ajuda financeira à Grécia, que finalmente
aconteceu na noite de ontem. A baixa reflete as incertezas dos agentes de
mercado em relação à desaceleração da economia global.
Na plataforma ICE, os futuros do Brent com vencimento em janeiro perderam
0,94%, a US$ 109,87 o barril. Na Nymex, o WTI recuou 0,63%, a US$ 87,18 o
barril.
A Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE)
afirmou hoje em seu relatório de perspectivas econômicas que a economia
internacional voltou a enfraquecer após cinco anos de uma das maiores crises
já enfrentadas. Entre as principais razões apontadas estão a queda da
confiança em meio a um cenário de desalavancagem das empresas e governos, o
enfraquecimento do comércio global e o elevado desemprego em algumas economias.
"Recentemente, sinais de crise apontaram, mais uma vez, desaceleração da
economia ou retomada da recessão em alguns países. O risco de uma nova grande
contração não pode ser descartado", diz o estudo.
De acordo com Michael Hewson, analista sênior da CMC Markets UK, as
projeções da OCDE "voltaram o foco dos agentes de mercado às questões dos
efeitos tóxicos que a crise europeia continua tendo nas perspectivas globais de
crescimento, e particularmente nas perspectivas de crescimento da eurozona".
Além disso, segundo Hewson, analistas esperam que o Departamento de Energia
(DoE) informe um aumento nos estoques de petróleo dos Estados Unidos na
última semana, que também deve contribuir para a queda nos preços dos
contratos da commodity.
Commodities Report: Traders Stalk A Rally For US Corn
28/11 THE WALL STREET JOURNAL
Owen Fletcher and Sameer C. Mohindru
CHICAGO -- U.S. corn prices soared this summer as drought destroyed crops,
sending buyers scurrying for cheaper grains from other countries such as
Brazil, Argentina and Ukraine.
But now, U.S. prices have fallen and supplies of corn elsewhere are drying
up, prompting some traders to bet U.S. corn will soon be in demand once again.
Tom Crouch, manager of TKC Investments, a commodity-trading advisory firm in
New Smyrna Beach, Fla., is betting on such a resurgence. His reasoning: Buyers
"will have to come to the U.S. eventually."
Grain importers from Japan, Taiwan and elsewhere turned away from U.S. corn
in recent months, as a severe U.S. drought devastated crops and sent prices
above $8.30 a bushel in August. Export sales from the U.S. tumbled to 470.1
million bushels between September and mid-November, the lowest level in more
than 30 years, said Dave Marshall, a broker for commodities brokerage TCFG LLC.
The drop in demand reversed the rise in prices, though futures have recovered
somewhat after falling to recent lows. Corn for December delivery settled at
$7.60 a bushel on Tuesday. That is up 5.8% from a recent low on Nov. 12. Mr.
Crouch, who manages $2.1 million in assets, is betting corn will rise above $8
a bushel early next year as buyers return due to dwindling supplies abroad.
Commodities traders and investors say they have noticed signs of rising
demand for U.S. corn. A government report last week showed exporters had
recently booked more orders than traders expected.
Many buyers who fled U.S. corn turned to Brazil. The increase in demand will
help the South American country more than double exports in the year ending
June 30 of next year, according to the International Grains Council. But Brazil
may be running into problems of its own. Traders say they have heard some
producers are running out of corn to sell. Congestion at ports is delaying
shipments. And prices of Brazilian corn are rising.
Brazil corn typically trades at a lower price than U.S. corn. But lately that
gap -- sometimes as wide as $1 a bushel -- has shrunk as appetite for Brazilian
corn rises and supplies shrink. In the market that targets Asian buyers,
Brazilian corn's discount to U.S. corn has narrowed by 50% since August to
roughly 51 cents a bushel.
Continental Rice Corp., a Tokyo-based agricultural commodities trading
company, now is considering buying U.S., rather than Brazilian, corn.
Continental President Nobuyuki Chino says delays at Brazilian ports have held
up delivery of 900,000 tons of corn to Japan. Mr. Chino is expecting more
buyers to turn to the U.S., driving up prices by at least 50 cents a bushel in
coming weeks.
Taiwanese buyers have stepped up purchases of U.S. corn due to reduced supply
from Brazil, said Adel Yusupov, U.S. Grains Council's Regional Director for
Southeast Asia.
Still, many buyers may be willing to wait for South America's next harvest in
February rather than turning to pricier U.S. corn, some analysts say.
And Rich Nelson, director of research at broker and advisory firm Allendale
Inc., is less optimistic about U.S. corn exports for the current crop year that
began Sept. 1. He says the U.S. Department of Agriculture could be
overestimating likely exports by up to 22%. "Our prices will remain too high
compared to South America," says Mr. Nelson.
Some analysts argue that higher prices for wheat, a common feed substitute
for corn, also will bolster demand for U.S. corn from foreign buyers. Dry
weather in the U.S. and Australia could keep wheat prices high enough to
discourage its use.
Goldman Sachs Group analyst Damien Courvalin said in a Nov. 9 report that
"the window for U.S. corn exports could open soon" as supplies tighten and
prices rise in Brazil, Argentina and Ukraine. He also is expecting U.S. corn
prices will rise as exports grow. Mr. Courvalin projects that U.S. corn futures
will trade at $8.25 a bushel in February, just cents away from this past
summer's record high.

terça-feira, 27 de novembro de 2012

Cooxupé:tendencia é que as cotaçoes do café melhorem no inicio de 2013

Cooxupé: tendência é que as cotações do café melhorem no início de 2013
Os estoques de café são maiores esse ano em relação a 2011 em decorrência de uma colheita favorável. Para o presidente da Cooxupé, Carlos Paulino, apesar desse cenário, não irá sobrar café em 2013. Pelo contrário, nos meses de junho e julho/13 os estoques deverão ser menores.
"A colheita deste ano foi boa, mas não foi uma super colheita. Irá suprir a demanda durante esse período, porém não terá muita sobra para 2013 que será um ano de safra baixa", afirmou o presidente.
Além disso, na última sexta-feira (23) o Banco do Brasil liberou R$ 1 bilhão para que os cafeicultores realizem a estocagem e comercialização do grão. O setor também solicitou junto ao Ministério da Agricultura, um prazo de espera para os financiamentos que irão vencer em dezembro.
"Foi feita a proposta para que os financiamentos ficassem em prazo de espera até o produto chegar a R$ 400,00 a saca. O pleito foi bem aceito, e as autoridades deverão encaminhar para o Ministério da Fazenda poder analisar", afirmou Paulino.
Ainda na visão do presidente, o prazo deve ser até os meses de abril e maio haja vista que não convém emendar uma safra em outra. E se ultrapassar esse período, a safra 2013 será com retenção de 2012, conforme explicou.
Devido a esse quadro, a orientação é que os cafeicultores realizem vendas aos poucos, para abastecer o mercado e fazer uma média melhor. O mercado por um momento de excesso de oferta com a entrada das produções de café da América Central, Colômbia e Vietnã.
No entanto, a tendência é que essa grande oferta se equacione com o aumento no consumo por parte dos países do Hemisfério Norte com a chegada do inverno. E consequentemente, os preços se recuperem até abril/13.
"A tendência é que os preços melhorem entre abril e maio. E estimativas iniciais indicam que a quebra na safra de café para o ano que vem deve ser entre 23% e 25% na área de atuação da Cooxupé", ratificou Paulino.
Near-Term Coffee Prices Seen Range Bound - Sucafina - DowJones INTERVIEW
Neena Rai
Near-term coffee prices for both arabica and robusta will likely be range
bound since both markets have seen prices decline sufficiently, a senior member
of the trading desk at Swiss coffee trading house Sucafina told Dow Jones
Newswires.
Robusta coffee futures near-term will likely trade in a range of between
$1950-2150/ton, said a senior trading desk member at Geneva-based Sucafina,
with prices unlikely to go much lower than the $1900/ton threshold.
"As far as funds are concerned for robusta, it seems positions have been
liquidated and I'm not very sure people will want to go in short in front of
very strong demand, so it seems the market has reached a nice equilibrium,"
said the senior trading member.
Fund activity has had a major impact on the robusta market this year, with
investors buying up robusta coffee earlier than usual on forecasts of tight
supply.
But interest from speculators faded after Vietnam's production reached full
potential and exports hit record highs. Analysts believe that continued strong
farmer selling and good crop indications will prevent a short position like the
one in arabica developing given the strong underlying demand for robusta.
Robusta coffee futures hit a nine-month low this month on expectations of a
bountiful crop in the world's top producer, Vietnam. Meanwhile Vietnamese
farmers have been holding off selling their coffee beans, waiting for market
prices to reach about 40,000 Vietnamese dong a kilogram -- or $2,000 a metric
ton on NYSE Liffe exchange's benchmark robusta futures contract.
According to Sucafina, the Vietnamese crop for 2012-13 crop year will likely
be 10% smaller than last season's.
"We believe the current price is good for farmers, so there will be sellers
but demand in contrast to the supplies out of Vietnam, is outpacing by far.
Demand is much bigger than supply, and it's likely prices will be under
pressure medium-term," he said.
Should price spikes occur in arabica, more robusta being used in blends
cannot be excluded, said Sucafina, despite the general consensus that a ceiling
had been reached for the more bitter bean. Robusta is considered to be a
more-bitter variety, and therefore less expensive.
For arabica, near-term Sucafina said prices would likely trade in a range of
$1.50-1.80/lb.
"Funds are very short here and the Brazilians are holding back their crops.
We see no reason why prices should collapse near-term. Fund activity has been
on the right side of the market, pushing it down and I think they're playing
the long-term picture of an excess supply of arabica which will eventually
force roasters to use less robusta in blends."
At 1535 GMT, ICE coffee futures were up 0.9% at $1.5025/lb, recovering some
ground from Monday's dive to a fresh 29-month low.

segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Cafe tem novo dia de perdas na Ice e fica abaixo dos 150 cents

Café tem novo dia de perdas na ICE e fica abaixo dos 150 cents
Os contratos futuros de café arábica negociados na ICE Futures US encerraram esta segunda-feira com novas quedas, que fizeram com que o março se situasse abaixo do nível psicológico de 150,00 centavos de dólar por libra peso, nos menores níveis em mais de 29 meses.
Efetivamente, o clima baixista continua a predominar os negócios. Na volta do feriado prolongado nos Estados Unidos, os operadores continuaram tendendo para o lado vendedor. No meio do dia, algumas recompras chegaram a ser observadas, o que possibilitou um equilíbrio nas cotações. No entanto, esse movimento não foi suficiente para sustentar o quadro e, mais uma vez, ordens de venda foram acionadas e o encerramento dos negócios mostrou o café já abaixo do patamar de 150,00 centavos, mesmo diante de um quadro gráfico notadamente sobrevendido.
O mercado voltou a operar com um ações basicamente técnicas, em uma sessão de poucos negócios, após o início da notificação de dezembro e de um longo feriado. Entretanto, as características negativas já observadas ao longo dos últimos dias continuaram presentes e demonstram que a situação baixista ainda conta com uma força considerável, ao passo que os bulls (altistas) ainda se mostram muito reticentes, sem conseguir manter intervalos básicos, como foi o caso do nível de 150,00 centavos por libra para o março.
Fundamentalmente, o mercado não apresenta maiores novidades. A questão climática no Brasil está amplamente contornada, com o registro de boas precipitações ao longo das últimas semanas, que devem garantir o pleno pegamento das floradas de setembro e outubro passado.
No encerramento do dia, o março em Nova Iorque apresentou queda de 190 pontos, com 148,90 centavos, sendo a máxima em 151,45 e a mínima em 147,60 centavos por libra, com o maio tendo desvalorização de 190 pontos, com a libra a 151,80 centavos, sendo a máxima em 154,25 e a mínima em 150,50 centavos por libra. Na Euronext/Liffe, em Londres, a posição janeiro teve queda de 5 dólares, com 1.854 dólares por tonelada, com o março tendo desvalorização de 9 dólares, com 1.864 dólares por tonelada.
De acordo com analistas internacionais, o dia foi de relativa tranqüilidade na bolsa nova-iorquina, com o predomínio das ações por parte dos bears (baixistas), que conseguiram, sem
maiores dificuldades, levar o março para baixo do nível de 150,00 centavos, sendo que o patamar de 147,00 centavos chegou a ser testado. Apesar de uma desaceleração das perdas, o fechamento se deu abaixo do referencial, com o mercado continuando a sinalizar sua clara tendência baixista.
Ao longo da segunda-feira, os mercados acionários nos Estados Unidos não tiveram oscilações mais fortes, com pequena queda para a bolsa tradicional e ligeira alta para os segmentos de
tecnologia, ao passo que as commodities também não apresentaram um direcionamento mais forte, ao passo que o dólar ficou estável em relação a uma cesta de moedas internacionais.
"Tivemos, mais uma vez, a pressão vendedora sobre o café o produto foi um dos poucos a recuar no dia, já que tivemos avanços nos mercados de grãos, assim como no trigo, suco de laranja, açúcar, algodão, entre vários outros. Vivemos uma onda negativa que somente ganha mais corpo desde maio de 2011 e não parece haver força para frear esse ímpeto baixista. Rompemos o nível de 150,00 centavos e a tendência é que outros suportes sejam buscados no curto prazo", disse um trader.
O Vietnã deverá fechar esta mês de novembro com o embarque de 122 mil toneladas de café. Caso o prognóstico se efetive será uma elevação de 71,8% em relação ao mesmo mês de 2011 e de 19,6% em relação a outubro. A previsão, apresentada pelo Ministério da Agricultura, ainda contempla uma receita de 261 milhões de dólares para as remessas deste mês, um pouco maiores que as aferidas em outubro — 228 milhões de dólares. No ano, até novembro, as exportações cafeeiras do país deverão chegar a 1,56 milhão de toneladas, com receita de 3,3 bilhões de dólares, o que significa um aumento de 42% e 37% em relação ao ano anterior.
As exportações de café do Brasil em novembro, até o dia 23, somaram 1.530.228 sacas, contra 1.344.867 sacas registradas no mesmo período de outubro, informou o Cecafé (Conselho dos Exportadores de Café do Brasil).
Os estoques certificados de café na bolsa de Nova Iorque tiveram alta de 4.300 sacas, indo para 2.488.421 sacas. O volume negociado no dia na ICE Futures US foi estimado em 15.787 lotes, com as opções tendo 2.805 calls e 3.628 puts — floor mais eletrônico. Tecnicamente, o março na ICE Futures US tem uma resistência em 151,45-151,50, 152,00, 152,50, 153,00, 153,50, 153,85, 154,00, 154,50, 154,90-155,00, 155,50, 156,00, 156,50, 157,00, 157,15, 157,50, 158,00, 158,50 e 159,00 centavos de dólar por libra peso, com o suporte em 147,60, 147,55-147,50, 147,00, 146,50, 146,00, 145,50, 145,10-145,00, 144,50, 144,00, 143,50, 143,00, 142,50, 142,00 e 141,50 centavos por libra.
Londres volta a variar pouco e fecha com retrações
Os contratos futuros de café robusta negociados na Euronext/Lifee encerraram esta segunda-feira com quedas, em um dia sem maiores novidades e com preços, mais uma vez, presos em um range consideravelmente estreitos.
A posição janeiro flutuou dentro de um range de apenas 19 dólares ao longo de todo o dia. Segundo analistas internacionais, o dia foi caracterizado por ações predominantemente técnicas, com algumas liquidações especulativas tendo sido observadas ao longo do dia, sendo que durante todo o pregão as baixas foram verificadas, entretanto, sem romper o nível de 1.836 dólares.
Mais uma vez, nas mínimas algumas recompras e aquisições de comerciais foram verificadas, o que possibilitou uma desaceleração das perdas. "Tivemos o mais do mesmo de novo. Algumas ações de venda forçaram o mercado para baixo, mas não tivemos um prosseguimento das liquidações, devido a ação de comerciais e até especuladores. O mercado, com isso, fica dentro de um intervalo modesto, ainda que a tendência baixista continue operante", disse um trader.
O Vietnã deverá fechar esta mês de novembro com o embarque de 122 mil toneladas de café. Caso o prognóstico se efetive será uma elevação de 71,8% em relação ao mesmo mês de 2011 e de 19,6% em relação a outubro. A previsão, apresentada pelo Ministério da Agricultura, ainda contempla uma receita de 261 milhões de dólares para as remessas deste mês, um pouco maiores que as aferidas em outubro — 228 milhões de dólares. No ano, até novembro, as exportações cafeeiras do país deverão chegar a 1,56 milhão de toneladas, com receita de 3,3 bilhões de dólares, o que significa um aumento de 42% e 37% em relação ao ano anterior.
O dia na bolsa de Londres teve o contrato de café de janeiro com uma movimentação de 5,89 mil lotes, com o março tendo 3,75 mil lotes negociados. O spread entre as posições janeiro e março ficou em 10 dólares. No encerramento da sessão na Euronext/Liffe, a posição janeiro teve queda de 5 dólares, com 1.854 dólares por tonelada, com o março tendo desvalorização de 9 dólares, com 1.864 dólares por tonelada.
PERSPECTIVA CÂMBIO E JUROS: Rolagem de swap pode deixar dólar volátil
São Paulo, 26 de novembro de 2012 - O dólar comercial fechou hoje com
estabilidade, a R$ 2,0800 para compra e R$ 2,0820 para venda. A cotação
permaneceu abaixo do patamar R$ 2,10 após o Banco Central (BC) ter atuado na
sexta-feira no mercado de câmbio. Enquanto a autoridade monetária não decide
sobre a possibilidade da rolagem do vencimento dos contratos de swap cambial
reverso, na próxima segunda-feira, a divisa norte-americana pode apresentar
volatilidade ante o real, de acordo com o diretor-executivo e economista da NGO
Corretora, Sidnei Moura Nehme.
"O dólar oscilou um pouco hoje, mas a cotação fechou estável e ficou no
parâmetro que o BC quer, entre R$ 2,05 e R$ 2,10. A partir daí, ele pode
administrar o câmbio, para que não saia dessa faixa", declarou Nehme.
O economista ressalta que, com alta da moeda norte-americana, o governo
pretende beneficiar a indústria. No entanto, defende que é preciso haver
cautela, pois muitas empresas têm dívidas em dólar. "É preciso não onerar
quem tem exposição ao dólar e, ao mesmo tempo, ter cuidado para não
estimular a inflação", afirma.
Diante desse cenário, de acordo com Nehme, ainda resta uma dúvida no
mercado sobre a possibilidade da rolagem ou não contratos de swap reverso.
"'O BC colocou apenas metade [dos contratos de swap para rolagem], já sendo
suficiente que a cotação recuasse. Se a taxa de câmbio ceder abaixo do
patamar atual, deve haver a rolagem dos contratos restantes. Por outro lado, se
subir mais, o BC não deve rolar esta posição", explica.
Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 2,0740
e a máxima de R$ 2,0870. No mercado futuro, o contrato com vencimento em
dezembro teve leve queda de 0,07%, a R$ 2.082,500, e o que expira em janeiro de
2013 recuou 0,09%, negociado a R$ 2.091,000.
Juros
A maioria dos contratos de depósitos interfinanceiros (DIs) encerrou o
pregão de hoje da BM&FBovespa em campo negativo, em um dia de expectativa entre
os investidores em relação a uma resolução sobre a nova parcela de ajuda à
Grécia e com a permanência de preocupações sobre o "abismo fiscal" nos
Estados Unidos.
No entanto, de acordo com o diretor da NGO Corretora, o cenário externo tem
uma influência apenas marginal no mercado de juros futuros. "O movimento é
mais um ajuste em relação às taxas dos contratos, pois os juros no País não
devem mudar tão cedo. O governo está mais olhando pros interesses do país do
que para a situação externa, e assim deve seguir.Diferentemente do mercado, o
[presidente do BC] Alexandre Tombini acredita que inflação vai convergir pro
centro da meta", afirma.
Mais líquido, o DI que expira em janeiro de 2014 caiu de 7,33% para 7,31%,
com volume financeiro de R$ 36,575 bilhões. Em seguida, o para julho de 2014
recuou de 7,61% para 7,57%, movimentando R$ 14,898 bilhões.
Entre os títulos com vencimento no longo prazo, o para janeiro de 2017
cedeu de 8,75% para 8,73%, com giro de R$ 5,307 bilhões, o para janeiro de 2015
diminuiu de 7,96% para 7,92% (R$ 4,665 bilhões) e o para janeiro de 2016
reduziu de 8,46% para 8,43% (R$ 4,507 bilhões).
Entre os DIs com vencimento mais curto, o para julho de 2013 permaneceu
estável a 7,10% (R$ 3,608 bilhões), o para abril de 2014 caiu de 7,46% para
7,42% (R$ 3,095 bilhões) e o para outubro de 2013 se manteve em 7,17% (R$ 1,929
bilhão).
O número de contratos negociados atingiu 950.731, recuo de 69,5% em
relação aos negócios realizados na sexta-feira. O giro financeiro somou R$
83,892 bilhões.
MERCADO EUA: Dow Jones e S&P 500 caem com receios sobre abismo fiscal
São Paulo, 26 de novembro de 2012 - Os índices do mercado de ações dos
Estados Unidos fecharam hoje em campos opostos. Enquanto o Dow Jones e o S&P 500
registraram queda, diante das incertezas das questões fiscais do país e
também sobre a crise da Grécia, o Nasdaq Composto teve leve alta, com a
valorização das ações de algumas empresas de tecnologia. O Dow Jones caiu
0,33%, em 12.967,37 pontos; o S&P 500 perdeu 0,20%, em 1.406,29 pontos; e o
Nasdaq Composto ganhou 0,33%, em 2.976,78 pontos.
Apesar dos relatos de que os líderes do Congresso chegaram a um acordo para
elevar os impostos nos Estados Unidos, ainda não houve convergência nas
propostas dos partidos (Democratas e Republicanos) sobre como esses aumentos
serão elevados, e quem deverá pagar mais.
De acordo com fontes ouvidas pelo "The Wall Street Journal", o presidente
dos Estados Unidos, Barack Obama, falou pelo telefone com o presidente da
Câmara dos Representantes do país, o republicano John Boehner, e com o líder
democrata da maioria do Senado, Harry Reid, durante o final de semana. Porém as
conversas foram pouco produtivas em relação às medidas necessárias para
evitar os aumentos de impostos e os cortes de gastos que devem entrar em vigor
em janeiro, que configuram o chamado abismo fiscal.
A queda dos índices também refletiu as incertezas dos agentes de mercado
em relação à reunião dos membros do Eurogrupo (que reúne os ministros de
Finanças da eurozona) que acontece hoje em Bruxelas. A discussão deve definir
se a Grécia receberá ou não a próxima parcela de ajuda financeira, além de
discutir a reestruturação da dívida do país. A imprensa internacional afirma
que o Fundo Monetário Internacional (FMI) é o responsável por parte das
discordâncias, já que está pedindo por um perdão de parte da dívida grega,
o que é considerado inaceitável por países europeus com a Alemanha.
No campo corporativo, os papéis da Apple valorizaram 3,15% hoje, depois que
a companhia pediu a um tribunal federal que adicionasse mais seis produtos ao
processo de patentes que move contra a Samsung Electronics, incluindo o Samsung
Galaxy Note II. Os papéis do Facebook também tiveram forte aumento hoje, de
8,09%, depois que alguns fundos de investimento como a Bernstein Research e a
BTIG elevaram as recomendações das ações da companhia.
PETRÓLEO: Futuros recuam com problemas fiscais dos EUA e crise europeia
São Paulo, 26 de novembro de 2012 - Os contratos futuros do petróleo
internacional fecharam as negociações de hoje em queda, refletindo a
continuação dos receios em relação aos problemas fiscais dos Estados Unidos,
e também a falta de definição sobre o futuro da Grécia, em mais uma
reunião do Eurogrupo (que reúne os ministros de Finanças da eurozona), que
acontece hoje. As notícias indicam uma desaceleração das economias
internacionais e, consequentemente, da demanda pela commodity.
Na plataforma ICE, o Brent com vencimento em janeiro teve retração de
0,41%, a US$ 110,92 o barril. Na Nymex, os futuros do WTI para o mesmo mês
perderam 0,61%, a US$ 87,74 o barril.
Nos Estados Unidos, apesar dos relatos de que os líderes do Congresso
chegaram a um acordo para elevar os impostos nos Estados Unidos, ainda não
houve convergência nas propostas dos partidos (Democratas e Republicanos) sobre
como esses aumentos serão elevados, e quem deverá pagar mais.
Na Europa, o Eurogrupo está em reunião hoje para definir se a Grécia
receberá ou não a próxima parcela de ajuda financeira, além de discutir a
reestruturação da dívida do país. A imprensa internacional afirma que o
Fundo Monetário Internacional (FMI) é o responsável por parte das
discordâncias, já que está pedindo por um perdão de parte da dívida grega,
o que é considerado inaceitável por países europeus com a Alemanha

domingo, 25 de novembro de 2012

A crise global e a cafeicultura, ainda vai doer!


A crise global e a cafeicultura, ainda vai doer!

 

A crise mundial que foi deflagrada em 2.008 onde o estopim ou a ponta do ice Berg foi à quebra do gigante Leman Brother, algo inesperado na época, ainda não tinha batido na porta da cafeicultura.

Após o estouro da crise varias tentativas de segurar que as economias fossem sugadas pelo buraco negro, os dirigentes e presidentes de países e banco centrais se viram forçados, a fazer varias praticas não heterodoxas jogando bilhões de dólares e euros sem lastro no mercado, onde o mais famoso chamado de Q.E, Q.E2, e agora o Q.E3 que seria o quantitative easy ou recompra por parte do FED, banco central norte americano, dos títulos do governo. Estas praticas de socorro que também vimos em bancos privados em países e elas tiveram reações diferentes nos mercados. Com o Q.E e Q.E2 tivemos uma reação de imediato nas commodites que se valorizaram inclusive o café vem também à alta do petróleo, ouro, prata, entre outros produtos das commodites. Com estas altas, que no nosso café começou em uma super. Safra de 2010 se prolongou ate maio de 2011 onde as cotações superaram $3,00 dólares por libra peso, que foi refletido de pronto aos preços e houve uma capitalização dos produtores de café ao redor do mundo.

Como a matemática é igual em todo lugar do mundo o que tivemos foi um aumento de área plantada e melhoria dos tratos culturais em todas as partes produtoras de café no mundo que começam a refletir em produção neste próximo ano safra da OIC que começou em outubro e acaba em setembro do próximo ano deste ano a sobra de mercadoria é algo inevitável.

A produção brasileira não encontra sua bi anualidade só aumenta Colômbia, Vietnã, Indonésia só se fala em aumento de produção, um cenário que não promete bons preços para os produtores.

A exportação brasileira que nos últimos dois anos bateram recorde alavancada pelo incentivo fiscal botou o pé no freio quando o governo tirou o incentivo da PIS/COFINS que era a única forma de lucro da grande parte dos exportadores brasileiros, ou seja, foi exportada uma quantidade de café além do necessário simplesmente para aproveitar o incentivo e hoje.

Este excesso de mercadoria provocada nos dois últimos anos hoje atrapalha as exportações.

A tentativa de melhorar as economias ainda não teve o resultado esperado somente jogando o lixo para baixo do tapete e os resultados que vemos é ainda economias que não saem da recessão e desemprego em alta.

Se os resultados continuarem negativos nas economias e as produções em alta não temos assim um cenário favorável para o setor cafeeiro.

Graficamente o mercado desenha tendência de baixa com preços abaixo das medias rápidas como 9, ou 21, mas a baixo das medias longas como 100 e 200 mostra que a tendência ainda será longa.

A crise esta batendo na porta os custos estão aumentando e em minha opinião vai bater forte e vai doer ainda a crise na cafeicultura.

Boa semana a todos, que Deus os abençoe.

Wagner Pimentel

www.cafezinhocomamigos.blogspot

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Europa: sacrifícios sem benefícios

Europa: sacrifícios sem benefícios
Michael Marder O presidente francês, François Hollande, fez uma observação crucial: de que há limites para o nível de sacrifício que pode ser exigido dos cidadãos de países em dificuldades financeiras no sul da Europa. Para evitar transformar a Grécia, Portugal e Espanha em "casas de penitência" coletivas, argumentou, as pessoas precisam de esperança para além do horizonte cada vez mais distante de cortes de gastos e medidas de austeridade.Até mesmo a compreensão mais rudimentar de psicologia corrobora a avaliação de Hollande. É improvável que reforço negativo e gratificação retardada alcancem seus objetivos se não houver uma percepção de luz no fim do túnel - uma recompensa futura para os sacrifícios atuais.O pessimismo da sociedade no sul da Europa é atribuído principalmente à ausência de uma recompensa. À medida que a confiança do consumidor declina e que o poder de compra das famílias aprofunda a recessão, as projeções de um fim para a crise são repetidamente empurradas para o futuro e as pessoas que estão arcando com o ônus da austeridade perdem a esperança.A velha retórica do medo está perdendo influência, porque o "Novo Pacto" que está tomando forma no sul da Europa oferece mais repressão e menos proteção, desrespeitando, assim, os princípios fundamentais do contrato social. Ao longo da história, o conceito de sacrifício mesclou teologia e economia. No mundo antigo, as pessoas faziam oferendas muitas vezes sangrentas a divindades que, acreditavam elas, as recompensariam com, digamos, boas colheitas ou a proteção contra o mal. O cristianismo, com sua crença em que Deus (ou o Filho de Deus) sacrificou-se para expiar os pecados da humanidade, inverteu a economia tradicional do sacrifício. Nesse caso, o sofrimento divino serve como um exemplo de humildade altruísta com a qual devem ser suportados os infortúnios terrenos.Apesar da secularização, a crença em que recompensas ou conquistas pessoais exigem sacrifícios tornou-se parte integrante da consciência cultural europeia. A ideia de um "contrato social" - que surgiu durante o Iluminismo para confirmar, sem recorrer ao direito divino, a legitimidade da autoridade do Estado sobre seus cidadãos - repousa na premissa de que os indivíduos abrem mão de determinado grau de liberdade pessoal para assegurar paz e prosperidade a todos.Em consequência disso, os líderes políticos frequentemente pedem aos cidadãos que sacrifiquem suas liberdades e conforto pessoais em nome de entidades espirituais secularizadas, tais como a nação ou o Estado - e os cidadãos atendem. Em seu primeiro discurso de primeiro-ministro do Reino Unido perante a Câmara dos Comuns, Winston Churchill inspirou a esperança de uma nação sitiada ao declarar que ele - e, portanto, o Reino Unido - "nada tinha a oferecer, se não sangue, labuta, lágrimas e suor".Em vista de tais incontáveis precedentes, pode parecer surpreendente que a retórica do sacrifício sob a bandeira da austeridade tenha se mostrado tão ineficaz na atual crise europeia. Alguns observadores culpam esse estado de coisas ao declínio dos níveis de comprometimento em relação a qualquer coisa que transcenda o indivíduo, inclusive o sistema político.Mas a resistência à austeridade no sul da Europa não está enraizada em hostilidade generalizada a sacrifícios. Na realidade, os europeus agora acreditam que seus líderes estão exigindo sacrifícios que não promovem seus interesses. Churchill proporcionou aos britânicos uma expectativa: a vitória. Sem um fim claro que o justifique, o sacrifício torna-se sem sentido.A premissa era que a prosperidade deveria legitimar a União Europeia. Depois que o período de rápido crescimento econômico terminou, os líderes europeus passaram a apoiar-se na ameaça de um mal maior do que a austeridade: a desestabilização dos países devedores, resultando em calotes, expulsão da zona do euro, e colapso econômico, social e político.Mas a retórica do medo está perdendo influência, porque o "Novo Pacto" que está tomando forma no sul da Europa oferece mais repressão e menos proteção, desrespeitando, assim, os princípios fundamentais do contrato social. De fato, enquanto os cidadãos europeus são convidados a sacrificar seu padrão de vida - e até mesmo sua subsistência - pelo bem da "economia nacional", as empresas transnacionais estão prosperando.As condições impostas pela "troika" - Comissão Europeia, Banco Central Europeu e Fundo Monetário Internacional - equivalem a adiar por tempo indeterminado a satisfação das necessidades daqueles aos quais foram pedidos sacrifícios e a reparação das esgarçadas redes de seguridade social. Mas os governos nacionais continuam implementando políticas que agravam a injustiça. Por exemplo, o orçamento de Portugal para 2013 reduz de oito para cinco o número de faixas do imposto de renda - uma decisão que devastará a classe média.Antes, sacrifício significava abdicar do corpo - de seus prazeres, necessidades básicas e até mesmo de sua vitalidade - para proveito do espírito. Embora o discurso do sacrifício persista, a lógica em que ele se apoiava há milênios foi abandonada. Os líderes europeus precisam imbuir seus cidadãos de renovadas esperanças. A legitimidade de uma Europa "pós-nacional" - baseada nas obrigações da União Europeia, consagradas no Tratado de Lisboa para promover "o bem-estar de seu povo" - está em jogo. Michael Marder é professor e pesquisador da Universidade do país Basco, em Vitoria-Gasteiz, autor de "The Event of the Thing: Derrida's Post-Deconstructive Realism" (o evento da coisa: o realismo pós-desconstrutivista de Derrida) e "Groundless Existence: The Political Ontology of Carl Schmitt" (existência desenraizada: a ontologia política de Carl Schmitt). Copyright: Project Syndicate/Institute for Human Sciences, 2012.www.project-syndicate.org `Risco de acidente é alto para a Grécia` A Grécia corre o risco de sofrer um "acidente" financeiro se não receber a parcela da ajuda financeira de 31,5 bilhões euros (US$ 40 bilhões), afirmou ontem o ministro das Finanças grego, Yiannis Stournaras, aos membros do Parlamento europeu. Stournaras, que participou do encontro dos ministros das Finanças da zona do euro na segunda-feira, disse que se os credores não liberarem uma nova tranche à Grécia, o resultado será "falência, insolvência, com efeitos contagiosos". "O risco de um acidente agora é muito elevado", acrescentou.Na segunda-feira, o Eurogrupo disse que vai se reunir novamente no dia 20 para discutir a liberação da ajuda à Atenas, assim como outras questões cruciais pendentes: como reduzir o montante da dívida da Grécia e como financiar a extensão de dois anos no programa de metas fiscais do país. Na segunda-feira, após a reunião, Stournaras disse esperar que a ajuda seja liberada "no fim de novembro, início de dezembro".Ontem, a Agência de Gerenciamento da Dívida da Grécia vendeu um total de 4,063 bilhõesde euros em notas de 4 e 13 semanas. O país tem de pagar ?5 bilhões em obrigações que vencem no dia 16, portanto já era de se esperar um volume ofertado maior do que o usual no leilão.Foram colocados 2,763 bilhões de euros na tranche de prazo mais curto, a uma taxa de 3,95%. A relação entre lances apresentados e lances aceitos, uma medida da demanda, foi de 1,30 vez.No vencimento de 13 semanas, foram vendidos 1,3 bilhões de euros a 4,20% ao ano e relação de demanda de 1,66 vez. Na operação anterior com esse vencimento, ocorrida em 16 de outubro, o juro saiu a 4,24%, com a relação de demanda em 1,90 vez.O Goldman Sachs calcula que é necessária uma redução considerável no montante da dívida da Grécia para que o país chegue a níveis sustentáveis no longo prazo. Para que a nação alcance a meta da relação dívida-Produto Interno Bruto de 120%, estabelecida pelo Fundo Monetário Internacional (FMI), segundo o banco, seriam necessários mais 80 bilhões de euros. As informações são da rede de televisão americana "CNBC"."Para aumentar as chances de chegar próximo da meta de 120% do PIB até 2020, considerando situações realistas, uma redução da dívida bem mais drástica será necessária", afirmam analistas do Goldman Sachs, em relatório.O Ministério das Finanças da Alemanha, por sua vez, não quis comentar a notícia de uma possível ajuda de 44 bilhões de euros à Grécia, divulgada pelo jornal alemão "Bild". Procurados pela equipe da MNI, agência de notícia do Deutsche Borse Group, Marianne Kothe, porta-voz do ministério, se limitou a dizer que "as negociações com a Grécia ainda estão em andamento". "Decisões sobre financiamento seguem pendentes, inclusive as modalidades de pagamento do programa [de ajuda]", disse.De acordo com o Bild, o governo alemão quer o desembolso de 44 bilhões em ajuda do programa de União Europeia (UE) e Fundo Monetário Internacional (FMI) para a Grécia, em uma única tranche. Segundo o jornal, a Grécia pode conseguir, além dos 31,3 bilhões de euros do segundo trimestre, mais 5 bilhões referente ao terceiro e 8,3 bilhões de euros do quarto trimestre. Greve geral para quatro países na UE Os delegados que desembarcarem hoje em Cádiz para a Cúpula Ibero-Americana terão um sério problema: onde comer. A cidade tem a mais alta taxa de desemprego da Espanha, de 37%, contra a média nacional de 25%, e adere hoje a uma greve "continental". Os donos de restaurantes alertaram ontem os visitantes a não aparecer, pois as portas estarão fechadas.Pela primeira vez na história da União Europeia, uma greve deve paralisar quase totalmente quatro países ao mesmo tempo: Espanha, Portugal, Grécia e Itália. Em outros 21 países, estão previstas manifestações de protesto contra os cortes de salários, aposentadorias, serviços sociais e outros benefícios, tudo isso somado à alta de impostos.Na Espanha, a paralisação coincide com a tramitação no Parlamento do Orçamento, pelo qual o governo de direita de Mariano Rajoy quer cumprir o objetivo prometido à UE: déficit público de 6,3% do PIB neste ano, 4,5% ano que vem e 3% em 2014. Na primeira greve geral, em março, houve um fracasso sindical evidente pela falta de seguimento nos protestos, segundo observadores espanhóis.Em Cádiz, uma das mais antigas cidades da Europa, beleza de arquitetura e culinária requintada, os avisos de greve eram dados ontem, mas também era difícil identificar sinal de crise. Na verdade, essa região da Andaluzia tem registrado desemprego maior do que a média nacional por décadas, sem grande agitação. Para analistas, o relativo conforto, em plena crise e com dramáticas cifras de desemprego, se deve a um complexa rede de proteção social, que inclui o apoio familiar, a economia informal e, até recentemente, subsídios governamentais."Crise? Bom, sim, tem um pouquinho", diz Ramón, garçom de um dos melhores restaurantes da cidade, que parecia quase perplexo com a pergunta sobre crise.As manifestações serão generalizadas na Europa contra a austeridade. Com 25 milhões de pessoas sem emprego, os movimentos têm simpatia inclusive de certos setores do empresariado.A presidente Dilma Rousseff deve chegar a Cádiz na sexta-feira cedo, já sem ameaça de greve nos restaurantes, mas com a mensagem que tem repetido contra austeridade e por políticas de estímulo.