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segunda-feira, 2 de julho de 2012

CONSUMO RESILIENTE E USO GRANDE DE ROBUSTA por Rodrigo Costa

Mercado de Café – Comentário Semanal - de 25 a 29 de junho de 2012
 CONSUMO RESILIENTE E USO GRANDE DE ROBUSTA
Líderes dos países da Europa acordaram em retirar uma cláusula de pagamento dos títulos das economias que formam a zona do Euro, facilitando recapitalizacão às instituições financeiras.O ato que saiu da reunião ocorrida na semana passada ajudou as bolsas a subir, com os principais índices de bolsa do velho continente ganhando mais de 4% apenas na sexta-feira.Nem mesmo as declarações de Angela Merkel, contrária à emissão de títulos que sejam garantidos pela comunidade europeia, atrapalhou dado que a leitura é de que a primeira ministra foi dura para não perder apoio no para as próximas eleições.Os principais índices de commodities subiram 6% em cinco dias, liderados pelos grãos – na verdade só o algodão e o suco de laranja não apreciaram.O café em Nova Iorque teve mais uma semana de alta, subindo quase US$ 20 por saca, tendo como pano de fundo a incerteza quanto ao volume que potencialmente pode-se perder de cafés de bebida fina em função das chuvas que caíram até recentemente.  Claro que quem deu a sequência aos ganhos foi um movimento técnico, forçando fundos que estão bastante vendidos a cobrir uma parcela de suas posições.A recuperação da moeda brasileira, apesar das constantes revisões negativas da expectativa de aumento do PIB este ano, deu uma mãozinha para que os produtores elevassem um pouco suas bases de preço.Para outras origens, inclusive produtores de cafés-lavados, os diferenciais enfraqueceram de US$ 1 a 2 centavos por libra-peso.Do lado do robusta continuamos acompanhando exportações recordes do Vietnã, que por consequência faz muitos revisarem para cima o que acreditam ser a safra atual (tem os que falam em 23.6 e outros 25 milhões de sacas), e mesmo assim o que se vê é uma diminuição dos estoques do produto, e diferenciais firmes.Junta-se a isto a divulgação da ICO desta semana, de que o consumo continuará crescendo e não deve sofrer solavancos, e o que devemos entender é que o arábica pode perder ainda mais espaço para seu primo menos ilustre (por ora).Por falar nisto provamos alguns robustas no escritório recentemente que impressionam pela qualidade. Eu, que fazia tempo que não degustava este tipo de café, fiquei impressionado com as características da bebida, que assustadoramente deixam até alguns arábicas para trásNo fundo temos que ler como positiva este uso maior do robusta (dada a atual arbitragem), algo que há duas semanas escrevi neste espaço dizendo que pode servir de ajuda para o arábica não cair mais.O contrato da ICE parece que pode subir um pouco mais com a cobertura de fundos, e o receio de uma disponibilidade menor de cafés de qualidade no principal país produtor. Com isto acho que podemos voltar a ver um alargamento entres os diferenciais dos cafés Good Cup e Fine Cup.Para quem precisa fazer hedge, vale disciplinadamente fazer algumas vendas que são necessárias para gerar algum caixa.Uma excelente semana a todos e muito bons negócios.  Rodrigo Corrêa da Costa

PREÇOS DA COLÔMBIA TEM DE CAIR PARA RECUPERAR MERCADOS

PREÇOS DA COLÔMBIA TEM DE CAIR PARA RECUPERAR MERCADOS
 - ANALISTAS
A Colômbia provavelmente reduzirá o preço do seu café para conseguir recuperar os mercados perdidos após sua pior safra em três décadas, disseram analistas na última semana. A Colômbia é uma grande produtora dos cafés tipo arábica, de alta qualidade, e historicamente conseguevalores mais elevados para esse produto do que os países concorrentes.     Mas, nos últimos três anos as safras ficaram abaixo das metas, levando ostorrefadores a buscarem alternativas mais baratas de exportadores rivais, como Brasil e Guatemala, segundo analistas. "Não sei se a Colômbia será capaz de obter diferenciais elevados, enquanto disputa participação no mercado", disseJudy Ganes-Chase, presidente da J.Ganes Consulting, durante uma conferência. "Há outras grandes variedades regionais, como a guatemalteca. Outras variedades suaves preencheram a lacuna." As informações partem da Reuters.     Qualquer concessão que a Colômbia fizer em termos de preços será dolorosa, por se somar a uma queda generalizada na cotação do café arábica recentemente. A Colômbia pretende mais do que duplicar sua produção de café até o final da atual década, para 18 milhões de sacas, contra 7,8 milhões desacas de 60kg do ano passado.    "É uma questão de preço. A Colômbia pode ter de fazer concessões..., os compradores podem não ver um incentivo para voltar", disse Stefan Uhlenbrock, analista-chefe de açúcar e café na alemã F.O. Licht. A Colômbiatradicionalmente exporta a maior parte do seu café para os Estados Unidos e Japão, mas esses torrefadores têm incrementado a substituição do café arábica pelo tipo robusta, de menor qualidade para fazer o blend.    No futuro, os torrefadores podem recorrer cada vez mais ao café do Brasil,que oferece tanto a variedade robusta quanto a arábica, segundo Neil Rosser, consultor de café no Reino Unido. "O Brasil está agora fazendo excelentes (cafés) suaves, como os colombianos, então o Brasil é agora um local onde um torrefador pode concentrar suas compras", afirmou.

Café : Chuvas no Brasil devem reanimar preços reduzidos do café

Café : Chuvas no Brasil devem reanimar preços reduzidos do café


GENEBRA, 29 Jun (Reuters) – Os preços do café de alta qualidade podem ser levantados de baixas de dois anos por problemas no clima, que afetam colheitas do Brasil, maior produtor do grão, apesar da demanda continuar complicada, com consumidores sem recursos buscando misturas mais baratas.



O café arábica apresenta um dos piores desempenhos dentre os produtos do setor de commodities e está em dificuldades no ano de 2012, perdendo cerca de 30 por cento de seu valor e atingindo na semana passada a maior baixa desde 2012, um reflexo das preferências do consumidor por misturas mais baratas. Uma colheita abundante do Brasil também é um dos fatores que compõem este contexto.



A colheita maio-setembro de café brasileiro, no entanto, teve um progresso mais lento do que o normal devido a chuvas torrenciais em junho, que não só atrasaram o fluxo de grãos para o mercado, mas também estragaram uma boa parte dos primeiros grãos, prejudicando a qualidade.



“O clima chuvoso vai ter impacto na qualidade da safra atual, além das primeiras florações da lavoura de 2013/14″, disse Andrea Thompson, analista da CoffeeNetwork.



Os períodos de pico de floração das plantações no Brasil acontece nos meses de setembro e outubro, e é crucial para o desenvolvimento da futura safra.

“Têm havido relatos de alguns problemas com fungos na floração irregular da próxima safra, o que deve afetar a qualidade”, acrescentou Thompson.



Com os preços do arábica tendo atingido a maior baixa dos últimos dois anos na semana passada, sendo cotado a 1,5010 dólar por libra-peso, não muito diferente das estimativas do mercado para o café arábica do Brasil, de 1,10 a 1,40 dólar por libra peso, também há preocupação de que esse nível de preços não vão conseguir se manter, se a produção dos grãos quiser acompanhar o crescimento do consumo.

“Na nossa visão, os presos do café terão que aumentar, se o mercado quiser manter as fábricas brasileiras de café funcionando”, disse Carlos Brando, diretor da P&A Marketing International, exportadora de cafés e de cafeteiras especiais.



As estimativas oficiais do governo brasileiro para esse ano de alta do ciclo bianual do Brasil é de uma colheita recorde de 50,45 milhões de sacas de 60 kg, ante as 48,09 milhões de sacas no período 2010/11.



Traders privados, cujas estimativas normalmente excedem às do governo, preveem que a safra atual brasileira alcançará um recorde de cerca de 55 milhões de sacas.



“Existe agora preocupações quanto à qualidade da safra. Eu não acho que exista preocupações com o tamanho da safra”, disse uma operadora com sede em Londres.



A consultoria F.O. Licht estima que haverá um pequeno excedente mundial de café, de cerca de 1 milhão de sacas em 2011/12.



“Eu acredito que vai ser muito difícil para o mercado negociar abaixo dos 1,50 dólar por libra-peso, dado o tamanho do crescimento do consumo em escala global. Café não é um produto que se possa aumentar a produção rapidamente, porque nós temos áreas de produção limitadas”, disse Sterling Smith, analista de commodities do Citi Institutional Client Group de Chicago.



Smith prevê que o contrato referência dos futuros do arábica devem flutuar entre cerca de 1,85 e 2,05 dólares por libra-peso até o final de 2012.



Ayrton Costalarge, gerente de vendas da cooperativa Cocapec de Franca, no norte do estado de São Paulo, também vê o preço mínimo do café em cerca de 1,50 dólar, devido ao lento crescimento da oferta em outros países produtores, e ao aumento do consumo.



“Estou confiante de que, a partir de setembro, nós iremos negociar no mercado a 1,80 dólar”



Fonte : Reuters



Demanda fraca e safra recorde no Brasil abalam cafeicultura

WSJ –
 Valor -
Demanda fraca e safra recorde no Brasil abalam cafeicultura
 No meio da incerteza econômica global, as commodities caíram bastante no segundo trimestre, pressionadas por temores sobre a fraqueza da demanda. O café foi um dos mais golpeados, com uma queda de 6,8% nos preços que abalou uma matéria-prima por muito tempo considerada à prova de recessão.O café tem estado sob pressão há meses. Os preços vinham caindo desde o início do ano, empurrados pela expectativa de uma safra recorde no Brasil, o maior produtor mundial de café. Além disso, a demanda tem desacelerado, à medida que torrefadoras deixam de comprar grãos de alta qualidade e os consumidores em alguns mercados reduzem o consumo de café.No segundo trimestre do ano, a cotação do café caiu US$ 0,1235, para US$ 1,701 a libra-peso, na bolsa americana de futuros ICE Futures. Os preços subiram um pouquinho no fim de junho, mas ainda acumulam queda de 44% em relação ao pico de US$ 3,049 registrado em maio de 2011. No acumulado do ano, a commodity caiu 25%. No segundo trimestre, a economia mundial patinou, em parte devido ao agravamento da crise da dívida na Europa, onde 13 países estão oficialmente em recessão. Na China, o crescimento econômico desacelerou. Já nos EUA, a recuperação econômica ainda engasga.O tombo do café este ano sugere que não há nada totalmente blindado contra a turbulência econômica. O mito entre investidores de commodities sempre foi que a demanda do café passaria incólume por ciclos econômicos, pois supostamente ninguém abriria mão do cafezinho mesmo num cenário de crise."O que [o investidor] não entendeu é que quando vários anos de auge nos preços se combinam com um fraco crescimento econômico, o consumidor começa a fazer escolhas", disse Kona Haque, diretora de pesquisa de commodities agrícolas no Macquarie Bank Ltd.Com a crise da dívida europeia se intensificando, a demanda do café em certos países caiu. No Reino Unido, a queda no consumo da bebida em 2011 foi de 6,7%. Na Espanha, o declínio foi de 2,6% e na Itália, 1,6%, segundo dados preliminares da Organização Internacional do Café (OIC). No mundo como um todo, o consumo subiu 1,7% em 2011 — menos do que a média anual de 2,5% de crescimento registrada desde 2000. Ainda não há dados disponíveis sobre 2012.  A variedade arábica, de alta qualidade, sofreu com mudanças em hábitos de consumo. Com os preços na bolsa ICE Futures mais do que dobrando de 2010 para 2011, torrefadoras e consumidores começaram a migrar para um grão menos nobre, o robusta, na tentativa de preservar o lucro ou cortar despesas. Nos 12 meses encerrados em maio, as exportações de café arábica caíram 6,1%, enquanto as da variedade robusta subiram 6,8%, segundo a OIC.No segundo trimestre o robusta, um contrato de futuros de menor peso negociado na NYSE Liffe, em Londres, subiu 3,5%, para US$ 2.103 a tonelada. No ano, acumula alta de 19%. O grão robusta tem o dobro da cafeína do arábica e sabor mais forte.A dança dos preços vem atraindo uma série de atores financeiros para o mercado do café. Segundo dados do governo americano, no caso do arábica o volume de posições "net-short" — uma aposta na queda dos preços — em fundos de índices e fundos de hedge atingiu um recorde no segundo trimestre.Fundamentos fracos "deixaram a opinião [desses atores] sobre o café ainda mais negativa, derrubando cada vez mais o mercado. Outras commodities agrícolas não foram alvo de tanta negatividade", disse Haque, a analista do Macquarie.Desde o fim do ano passado, o volume nesse mercado de futuros chegou a subir 55% em termos de contratos em aberto. Nos últimos dias, caiu 15%, de acordo com a bolsa ICE Futures. No sentido inverso, os preços se recuperaram um pouco — "devido à corrida de investidores agressivos para cobrir-se", diz Stan Dash, diretor da corretora eletrônica TradeStation Securities, aludindo ao movimento de recompra de contratos para cobrir posições a descoberto quando os preços sobem.Os preços do arábica provavelmente cairão mais com a nova safra brasileira, cuja colheita começou em maio e vai até setembro. A estimativa é que a safra do país este ano seja a maior da história, que responde por cerca de um terço da produção mundial. Com os preços altos no ano passado, os cafeicultores brasileiros ampliaram a área plantada e o uso de fertilizantes. Mas muitos estão adiando a venda, à espera de uma recuperação nos preços."Acho que os brasileiros vão começar a vender nos próximos dois ou três meses. Lá por setembro, já vamos ver o início do movimento de queda no mercado", previu Haque.Globalmente, os estoques de café (como porcentagem do uso) devem cair para 21,5% ao fim do atual ano-safra, o nível mais baixo em 12 anos, prevê o Rabobank.

sábado, 30 de junho de 2012

Café avança forte na ICE seguindo tendência macroeconômica

Café avança forte na ICE seguindo tendência macroeconômica
 Os contratos futuros de café arábica negociados na ICE Futures US encerraram esta sexta-feira com ganhos significativos, com a posição setembro encontrando forças para romper o nível psicológico de 170,00 centavos, em um dia caracterizado pelo otimismo dos mercados externos. Os ganhos em alguns segmentos já eram expressivos pela manhã e se tornaram ainda mais efetivos na tarde, ao passo que um limitador, como o dólar, caiu fortemente em relação a uma cesta de moedas internacionais. O petróleo, por exemplo, fechou o dia com valorização de mais de 9%, ao passo que o índice CRB acumulou valorização de 3,44%. O clima positivo decorreu de medidas tomadas na União Européia para estimular a economia local. A União poderá efetuar a compra direta de títulos soberanos no mercado, o que deve aliviar a pressão sobre Itália e Espanha e também haverá a liberação de 120 bilhões de euros para estimular projetos estruturais na região, assim como a criação de um órgão supervisor bancário comum para a recapitalização de instituições financeiras. Ao longo da manhã, o setembro tentou romper o nível de 170,00 centavos, mas não obteve êxito, mas, com a continuidade do clima favorável no segmento externo, a resistência foi rompida, o que dá margem para uma perspectiva de manutenção da valorização. No encerramento do dia, o setembro em Nova Iorque teve alta de 765 pontos, com 170,70 centavos, sendo a máxima em 171,75 e a mínima em 163,75 centavos por libra, com o setembro tendo valorização de 755 pontos, com a libra a 173,75 centavos, sendo a máxima em 174,60 e a mínima em 166,80 centavos por libra. Na Euronext/Liffe, em Londres, julho teve alta de 49 dólares, com 2.103 dólares por tonelada, com o setembro tendo valorização de 45 dólares, com 2.134 dólares por tonelada. De acordo com analistas internacionais, o café atingiu nesta sexta-feira seu melhor patamar desde 22 de maio. No mês, a posição já acumula ganho de 4,8% e a semana foi encerrada com avanço de 9,5%. "Tivemos uma boa ação compradora no café e ainda verificamos alguns stops. Provavelmente esse comportamento positivo possa dar base para novos ganhos, principalmente se o cenário macro se mantiver positivo", disse Drew Geraghty, operador de commodities da Icap América do Norte, em Nova Jersey. "Tendemos a neutralizar o viés baixista de curto prazo. Agora é necessário avaliarmos se o café vai ter fôlego para manter alguns patamares diante de um quadro externo menos favorável", disse um trader. "As principais regiões cafeeiras do Brasil voltaram a apresentar o tempo seco e ensolarado característico desta época do ano, permitindo a retomada dos trabalhos de colheita, bastante atrasados com as intensas e atípicas chuvas deste mês de junho", indicou o Escritório Carvalhaes, em seu comentário semanal. As exportações mundiais de café caíram 5% em maio, atingindo 9,85 milhões de sacas, informou a Organização Internacional do Café. As remessas entre outubro e maio, primeiros oito meses da temporada 2011/2012, recuaram 2,3%, indo para 70,94 milhões de sacas, contra 72,94 milhões do mesmo período do ano anterior. Em 12 meses encerrados em maio, as remessas de arábica totalizaram 64,16 milhões de sacas, contra 68,34 milhões do período anterior, ao passo que as exportações de robusta subiram para 38,9 milhões de sacas, comparado com as 36,42 milhões de sacas do período fechado em maio de 2011. As exportações de café do Brasil em junho, até o dia 27, somaram 1.338.154 sacas de café, contra as 1.202.214 sacas registradas no mesmo período de maio, informou o Cecafé (Conselho dos Exportadores de Café do Brasil). Os estoques certificados de café na bolsa de Nova Iorque tiveram alta de 4.755 sacas, indo para 1.621.892 sacas. O volume negociado no dia na ICE Futures US foi estimado em 21.045 lotes, com as opções tendo 1.814 calls e 1.779 puts. Tecnicamente, o setembro na ICE Futures US tem uma resistência em 171,75, 172,00, 172,50, 173,00, 173,50, 174,00, 174,50, 174,90-175,00, 175,50, 176,00, 176,50, 177,00, 177,50, 178,00 e 178,50 centavos de dólar por libra peso, com o suporte em 163,75, 163,50, 163,00, 162,50, 162,00, 161,50, 161,00, 160,85, 160,10-160,00, 159,50, 159,00, 158,50, 158,00, 157,50, 157,00, 156,50, 156,00 e 155,50 centavos por libra.
 Londres ganha corpo e supera nível de 2.100 dólares
Os contratos futuros de café robusta negociados na Euronext/Liffe encerraram esta sexta-feira com ganhos expressivos, em um dia caracterizado por boas compras especulativas e, em menor grau, de fundos. A posição setembro conseguiu, com facilidade, romper o nível psicológico de 2.100 dólares e alguns stops foram identificados, com a máxima batendo em 2.148 dólares. Nas máximas, ligeiras realizações foram observadas, mas os patamares foram mantidos. De acordo com analistas internacionais, o dia foi diferenciado, já que o bom humor foi retomado em vários mercados e isso afetou diretamente os segmentos de maior risco, como é o caso das commodities. Resoluções de apoio e estímulo econômico verificadas na cúpula da União Européia foram muito bem aceitas pelos mercados e as bolsas e segmentos de maior risco reagiram de maneira bastante positiva, ao passo que o dólar caiu, cenário ideal para segmentos como o do café. "Efetivamente, as altas de hoje estiveram amplamente relacionadas ao mercado externo. Algumas das medidas tomadas na União Européia são baseadas em saneamento para vários setores e podem dar suporte a países que estão mais fragilizados, como a Espanha. Isso foi lido de maneiro muito positiva e conseguimos, assim, voltar a ter ganhos consistentes para o café", disse um trader. O dia na bolsa de Londres teve o contrato de café de julho com uma movimentação de 1,96 mil lotes, com o setembro tendo 8,61 mil lotes negociados. O spread entre as posições julho e setembro ficou em 31 dólares. No encerramento da sessão na Euronext/Liffe, a posição julho teve alta de 49 dólares, com 2.103 dólares por tonelada, com o setembro tendo valorização de 45 dólares, com 2.134 dólares por tonelada.
 DÓLAR DESPENCA 3,50%, ACUMULA -0,35% EM JUNHO E +7,54%
NO SEMESTRE São Paulo, 29/06/2012 - O semestre chegou ao fim com uma surpresa positiva da União Europeia. Antes mesmo de encerrarem a reunião de cúpula que começou ontem e se estendeu até o final da manhã desta sexta-feira, os líderes da região anunciaram várias medidas pelas quais o mercado esperava ansioso, mas já tinha perdido as esperanças de ver se tornarem realidade. O euro pulou da casa de US$ 1,24 para quase US$ 1,27 na máxima de hoje e a cotação do dólar ante o real despencou.Até porque, internamente, a queda do dólar contou com dois outros fatores de peso. A realização de mais um leilão de swap cambial - que equivale à venda de dólares - e a remoção da regra que impedia que os exportadores fizessem operações de pré-pagamento com instituições financeiras e outras empresas que não fossem os importadores de seus produtos. Somente hoje, o BC injetou no mercado US$ 2,990 bilhões. Somados aos outros dois leilões de contratos de swap, feitos ontem e na quarta-feira, são cerca de US$ 9 bilhões, sendo US$ 3 bilhões representando uma rolagem e US$ 6 bilhões de dinheiro novo no mercado.O resultado foi uma queda de 3,50% no dólar à vista de balcão, o que acabou resultando em perda de 0,35% no mês de junho. Ainda assim, o dólar terminou o semestre com alta acumulada de 7,54%, saindo de R$ 1,869 no fechamento de 2011 (dia 29 de dezembro, último dia útil do ano), para R$ 2,010 no final da sessão de hoje. Em 12 meses, o dólar à vista acumula alta de 28,11%. A taxa oficial do banco central (Ptax), usada nos contratos formais e nos balanços, encerrou o semestre em R$ 2,0213, com perda de 3,31% no dia e recuo de 0,05% em junho, No acumulado do semestre a Ptax tem valorização de 7,76% e, em 12 meses, o avanço é de 7,76%.Os contratos de dólar julho, que serão liquidados na segunda-feira pela Ptax de hoje, cotavam o dólar a R$ 2,021 (-2,70%) faltando pouco mais de meia hora para o encerramento do pregão. O dólar agosto valia R$ 2,025, com desvalorização de 3,23%.Lá fora, além da desvalorização ante o euro, o dólar perdeu espaço para outras moedas de risco, principalmente aquelas atreladas às commodities, como é o caso do real. Entre as principais medidas europeias que alimentaram o apetite por risco que encerrou o semestre está a criação de um órgão supervisor comum para os bancos, com o envolvimento do Banco Central Europeu, que vai permitir que o fundo de resgate permanente (ESM) recapitalize as instituições financeiras, sem passar pelos governos. Além disso, foi confirmado que o resgate aos bancos espanhóis será feito pelo mecanismo de socorro atual (EFSF), ao mesmo tempo em que deixou de existir a prioridade de recebimento para os países credores, em detrimento dos investidores privados, no caso de um default.

 Commodities Report:
Crude Prices Jump 9.4% Friday
THE WALL STREET JOURNAL 30/06/2012
John Biers
 Crude-oil futures soared more than 9% on Friday, the biggest gain in morethan three years, buoyed by the strong results at a European Union summit andrenewed anxiety on Iran. Nymex crude oil futures settled at $84.96 a barrel, a rise of a $7.27, orabout 9.4%, the biggest percentage gain since March 2009. Oil's gains outpaced all other leading commodities. European leaders attending a two-day summit agreed early Friday on a plan touse bailout funds to directly aid banks in Spain and Italy. The news proved aboon for markets world-wide, which had been on edge due to fears the euro-zonecrisis would worsen. Commodities like oil are particularly well positioned to benefit because ofthe better prospects for energy-demand growth and because of the jump in thevalue of the euro relative to the dollar. Oil is priced in dollars and becomesmore costly for consumers in other currencies when dollar values strengthen. Oil prices have lost some 25% of their value in recent weeks against abackdrop of euro anxiety and weak industry fundamentals due to plentiful oilinventories and weak demand. But Friday's news spurred a rally, as investorsoverlooked a negative consumer sentiment survey to send futures higher. "The European decision has turned the market around," said Gene McGillian, abroker and analyst at Tradition Energy. "The market got caught wrong-footed andwe basically turned." Yet analyst Matt Smith of Summit Energy noted that the EU news fell short ofan announcement on euro bonds, which is seen by some as the best long-term fixfor the euro-zone situation. He also pointed to recent bearish indicators onenergy demand. "I think it's overdone," Mr. Smith said of Friday's price move."It's been a rush of exuberance on a bit of positive news." The final June University of Michigan-Thomson Reuters consumer-sentimentindex Friday fell to 73.2 -- the lowest reading since December -- from 79.3 inMay. The survey showed consumers are worried about weaker labor markets andfinancial market volatility caused by uncertainty about the euro-zone debtcrisis. Still, oil outperformed other commodities that are leveraged heavily toglobal economic conditions, such as copper, which was up about 5%. Analysts also attributed the outsize rise in oil in part to renewed anxietyover Iran. In a note issued Friday, Citi Futures Perspective pointed to areport in Iran's Mehr news agency quoting aggressive comments from an Iranianofficial about the Strait of Hormuz. Iran has previously threatened to blockadethe strait, a key waterway for oil exports. Besides the euro news, "We also note a bit of fresh saber rattling from Iranahead of the July 1 official start of the EU embargo on Iranian oil imports,"Citi said in the note. Other oil-specific factors cited by analysts includesome closed Norwegian oil output due to a strike and end-of-the-quarterprofit-taking by traders who had bet oil prices would fall. "There's otherthings that are happening out there," said Andy Lipow, president of Lipow OilAssociates, an energy consulting firm.

PERSPECTIVA CÂMBIO E JUROS
: Com queda de 3%, dólar zera valorização no mês São Paulo, 29 de junho de 2012 - O dólar comercial caiu hoje mais de 3%, praticamente zerando a valorização que havia sido acumulada neste mês até o pregão de ontem. O movimento foi estimulado pelo acordo fechado por líderes europeus para capitalizar bancos e reduzir pressão sobre Itália e Espanha. A moeda norte-americana encerrou as negociações de hoje com queda de 3,17%, cotado a R$ 2,0080 na compra e a R$ 2,0100 na venda. Na semana, a moeda teve queda de 2,6% e, no mês, de 0,4%. No entanto, o dólar ainda acumula valorização de 10,1%, no terceiro trimestre, e de 7,5% no ano. O economista-chefe da CM Capital Markets, Darwin Dib, afirma que a medida aumentou a propensão ao risco dos investidores nos mercados internacionais, apesar de achar o movimento exagerado. "Os bancos espanhóis que quebraram terão um acesso direto a recursos da União Europeia, com menos burocracia. A Alemanha acabou cedendo e abriu mão de sua insistência de que os países que emprestaram aos bancos espanhóis fossem os primeiros da fila em caso de default. A euforia dos mercados é exagerada", diz. Os países da zona do euro divulgaram, em comunicado, que o Mecanismo de Estabilidade Europeu (ESM, na sigla em inglês), ferramenta desenhada para ajudar membros do bloco com problemas financeiros, poderá emprestar dinheiro diretamente ao setor bancário. Até então, os empréstimos dos mecanismos de resgate precisavam passar primeiro pelos governos - que assumiriam a responsabilidade pela dívida - para depois serem transferidos às instituições financeiras. Com a mudança, a dívida e os encargos devem passara ser responsabilidade dos bancos. O Banco Central (BC) vendeu 60 mil contratos de swap cambial o que correspondeu a um financeiro de, aproximadamente, US$ 2,991 bilhões. Juros Os contratos de Depósitos Interfinanceiros (DI) negociados na BM&FBovespa com vencimento no curto prazo também reagiram à melhora nos mercados internacionais e encerram em alta. No sentido inverso, os títulos com vencimento mais longo encerraram em queda. "Nos contratos mais curtos, a perspectiva de melhora no cenário internacional estimulou as apostas de que são menores as chances de a Selic [taxa básica de juros] subir", afirma o economista-chefe da CM Capital Markets. O maior volume financeiro foi do contrato para janeiro de 2013, de R$ 36,962bilhões, subindo de 7,63% para 7,64%. Em seguida, o para janeiro de 2014, avançou de 7,89% para 7,90%, movimentando R$ 35,032 bilhões. Ainda entre os contratos com vencimento mais curto, o para julho de 2013 subiu 7,56% para 7,58% (R$ 9,342 bilhões), o para outubro de 2012 permaneceu estável em 7,81% (R$ 6,112 bilhões) e o para abril de 2013 avançou 7,55% para7,58% (R$ 2,775 bilhões). Entre os contratos com vencimento no longo prazo, o para janeiro de 2015 caiu de 8,53% para 8,48% (R$ 7,835 bilhões) e o para janeiro de 2017 desceu de 9,39% para 9,32% (R$ 6,608 bilhões). Às 18h10, o número de contratos negociados totalizou 1.306.329, representando uma elevação de 50,73% na comparação com o pregão de ontem. Ovolume financeiro alcançou R$ 116,433 bilhões.
 BALANÇO SEMANAL DO CNC, DESTACANDO LIBERAÇÕES DO FUNCAFÉ
"Balanço semanal CNC - 25 a 29/06/2012- Semana marca a intensificação da liberação dos recursos do Funcafé, que chega a R$ 1,604 bilhão, e entrega do Plano de Políticas Estratégicas para o Café ao Governo Federal. Mercado se recupera com comprometimento da qualidade da safra brasileira e acordo na Europa.PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO - Nesta semana, em reunião realizada com o excelentíssimo Secretário Executivo do Ministério da Agricultura, Pecuária eAbastecimento (Mapa), José Carlos Vaz, realizamos a entrega oficial do Plano de Políticas Estratégicas para a Cafeicultura Brasileira - 2012/2014, elaborado em conjunto por Conselho Nacional do Café, Comissão Nacional do Café da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB). Após consulta aos representantes regionais dos cafeicultores, abordamos, nesse planejamento, temas como comercialização; formação de estoques estratégicos; gerenciamento de riscos; inteligência de mercado; tecnologias/pesquisas e o Consórcio de Pesquisa Café gerenciado pela Embrapa; projeto estruturante de promoção das diferentes origens produtoras de café noBrasil, por meio do uso dos signos distintivos; desenvolvimento de mercado; marketing; sustentabilidade; melhoria de gestão; e Legislação Trabalhista. Nessa reunião, da qual também participou o presidente da Comissão Nacional do Café da CNA, Breno Mesquita, o Secretário Executivo do Ministérioda Agricultura assumiu o compromisso de defender e implantar, caso necessário,os leilões de Opções. Além disso, agendamos, para o próximo dia 3 de julho, novo encontro com José Carlos Vaz, oportunidade em que, também contandocom a representação de membros do Conselho Diretor do CNC e da OCB, pretendemos discutir medidas necessárias para fortalecer o projeto de ordenamento da oferta de café

.LIBERAÇÕES DO FUNCAFÉ -
 Até a última quinta-feira (28), a Secretaria de Produção e Agroenergia do Mapa havia firmado contratos com 17 agentes financeiros, credenciando-os a implementar linhas de crédito com recursos orçamentários do Fundo de Defesa da Economia Cafeeira (Funcafé). Até o momento, foram disponibilizados R$ 1,604 bilhão do orçamento total, distribuídos em R$ 761,1 milhões para Estocagem, R$ 406,8 milhões para Custeio, R$ 217,3 milhões para FAC, R$ 147 milhões como Capital de Giro para aIndústria de Torrefação, R$ 30 milhões para Composição de Dívidas, R$ 21,9 milhões para Capital de Giro à Indústria de Solúvel e R$ 20 milhões para a Recuperação de Cafezais Danificados.REDUÇÃO DE JUROS DO FUNCAFÉ - Na última quinta-feira, dia 28 de junho, o Banco Central do Brasil publicou a Resolução N 4.099, que altera as condições de crédito rural ao amparo de recursos do Fundo de Defesa da Economia Cafeeira, conforme já havíamos antecipado no dia 11 de junho. Entre outras medidas, o texto traz mudanças em relação aos encargos financeiros, como a redução dos juros nas operações com recursos do Funcafé de 6,75% a.a. para 5,5% a.a. para OPERAÇÔES CONTRATADAS A PARTIR DE 30/06/2012. As contratadas anteriormente a esta data, seguem com juros de 6,75%.ESTRADOS DE MADEIRA - Outra medida que compõe a Resolução N 4.099 do Banco Central se refere ao armazenamento das sacas depositadas como garantia para os financiamentos com recursos oriundos do Funcafé. A partir de agora, não existe mais a obrigatoriedade de estrados de madeira nos armazéns credenciados pela Companhia Nacional de Abastecimento (CONAB). Essa é uma grande vitória para o setor, que há meses o Conselho Nacional do Café trabalhava para conquistá-la. A íntegra da Resolução Bacen N 4.099 pode ser conferida em nosso site (www.cncafe.com.br - clique sobre o banner do Banco Central na homepage)

.Analise de Mercado
- Confirmando a tendência de reversão no mercado, os contratos futuros do café encerraram a semana com variação positiva de 9,5% na Bolsa de Nova York - posição setembro/12, a mais negociada -, ou quase 1.500 pontos. Em nossos boletins, temos afirmado que as baixas verificadas nesteano estavam vinculadas a fatores especulativos e às questões macroeconômicas, mas que, em longo prazo, os fundamentos positivos do mercado poderiam prevalecer. Acreditávamos que esta reversão só se daria a partir do mês de agosto, devido à pressão da safra, mas surgiram alguns fatores importantes que anteciparam esta tendência. Vamos a eles: 1 - O excesso de chuvas no mês de junho, que prejudicou a qualidade dos cafés colhidos que já estavam nos terreiros em fase de secagem e que também derrubou uma grande quantidade de grãos no solo. Nas regiões mais quentes, porexemplo, muitas lavouras estão com mais de 50% dos grãos no chão. Com isso, o volume de café de qualidade superior desta safra já está com importante comprometimento. 2 - A liberação de recursos para a linha de estocagem aos produtores. Nas últimas semanas, foram liberados financiamentos de Recursos Obrigatórios edo Funcafé, que já vem sendo utilizados pelos cafeicultores, o que, aliado aoatraso nos trabalhos de cata devido à incidência de precipitações no cinturão cafeeiro, reduz a pressão de oferta. 3 - No lado da macroeconomia, o acordo firmado entre os líderes da zona do euro para que o fundo de socorro europeu apoie a recapitalização direta de bancos em dificuldades, sem aumentar a dívida já elevada dos governos, surge com tom tranquilizador, o que poderá acalmar o nervosismo nos mercados. Continuamos recomendando aos produtores que procurem guardar os cafés demelhor qualidade que conseguirem para comercializar durante a entressafra, visto que a oferta desses grãos para o próximo biênio poderá ser insuficiente para atender à demanda. Lembramos, ainda, que estamos em um inverno com a presença do fenômeno climático conhecido como "La Niña", o qual provoca volumes de chuva acima da normalidade, fato que poderá gerar problema com a qualidade dos cafés que ainda estão para ser colhidos." Todas as informações partem do CNC, com texto assinado pelo presidente daentidade, Silas Brasileiro.
 Boletim semanal - ano 79 - n° 26 - Escritório Carvalhaes
Santos, sexta-feira, 29 de junho de 2012
 Foi uma semana ativa no mercado físico de café. A valorização do dólar frente ao real, o atraso na colheita da nova safra brasileira de café e um ambiente um pouco menos pessimista na economia europeia levaram a um volume maior de negócios fechados no mercado de café. Ontem o Banco Central alterou a barreira levantada à entrada de dólares no Brasil, revertendo parte das medidas adotadas em março último. O resultado foi a valorização, hoje, de mais de 3,4% do real frente ao dólar. Os preços do café na ICE futures US em Nova Iorque rapidamente se ajustaram à valorização do real no Brasil e os contratos com vencimento em setembro próximo fecharam hoje com 765 pontos de alta. No período da tarde, os cafés arábicas mais finos retornaram ao patamar dos quatrocentos reais por saca. As principais regiões cafeeiras do Brasil voltaram a apresentar o tempo seco e ensolarado característico desta época do ano, permitindo a retomada dos trabalhos de colheita, bastante atrasados com as intensas e atípicas chuvas deste mês de junho. O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) informou que a Colômbia depende das importações de grãos, do Equador e do Peru, para abastecer quase 90% do consumo interno, frente a somente 20% antes da queda da produção. O consumo interno anual da Colômbia está em 1,2 milhão de sacas. Segundo o diretor de operações da Organização Internacional de Café (OIC), José Dauster Sette, o consumo global de café no ano de 2012 não deve ser menor do que o de 2011 e há sinais otimistas para o consumo crescer na comparação anual. A queda dos preços do café no varejo está compensando parcialmente a turbulência econômica na zona do euro. Até o dia 28, os embarques de junho estavam em 1.119.514 sacas de café arábica e 150.836 sacas de café conillon, somando 1.270.350 sacas de café verde, mais 122.647 sacas de café solúvel, contra 1.330.562 sacas no mesmo dia de maio. Até o dia 28, os pedidos de emissão de certificados de origem para embarque em junho totalizavam 1.840.245 sacas, contra 1.945.497 sacas no mesmo dia do mês anterior. A bolsa de Nova Iorque – ICE, do fechamento do dia 22, sexta-feira, até o fechamento de hoje, sexta-feira, dia 29, subiu nos contratos para entrega em setembro próximo, 1.480 pontos ou US$ 19,66 (R$ 39,48) por saca. Em reais por saca, as cotações para entrega em setembro próximo na ICE fecharam no dia 22 a R$ 424,62/saca e hoje, dia 29, a R$ 454,99/saca. Hoje, sexta-feira, nos contratos para entrega em setembro, a bolsa de Nova Iorque fechou com alta de 765 pontos

sexta-feira, 29 de junho de 2012

Café volta a recuar na ICE, mas se mantém acima dos 160 cents

Café volta a recuar na ICE, mas se mantém acima dos 160 cents 
  Os contratos futuros de café arábica negociados na ICE Futures US encerram esta quinta-feira com quedas, em um novo dia de características técnicas. Pela manhã, o setembro chegou a buscar um nível próximo de 160,00 centavos, no entanto, encontrou uma zona compradora e, com isso, as perdas foram minimizadas. Por sua vez, os ganhos consistentes observados na terça-feira não conseguem ser ampliados.  Ao longo da sessão, se verificou também a pressão externa para que maiores avanços não fossem registrados. Os indicadores de bolsas internacionais e da maior parte das commodities se mostraram negativos e influenciou vários players a se posicionarem de lado em relação a mercados de maior risco.  No encerramento do dia, o setembro em Nova Iorque teve queda de 180 pontos, com 163,05 centavos, sendo a máxima em 165,15 e a mínima em 160,85 centavos por libra, com o setembro tendo desvalorização de 190 pontos, com a libra a 166,20 centavos, sendo a máxima em 168,30 e a mínima em 164,05 centavos por libra. Na Euronext/Liffe, em Londres, julho teve queda de 8 dólares, com 2.054 dólares por tonelada, com o setembro tendo desvalorização de 9 dólares, com 2.089 dólares por tonelada.  De acordo com analistas internacionais, a quinta-feira foi de perdas relativas na bolsa nova-iorquina, com o mercado passando a desacelerar, após ter atingido, na quarta, as máximas de quatro semanas. No longo prazo, o mercado mantém dominante o sentimento baixista, ao passo que no curto prazo já se vê uma certa mudança em relação às semanas anteriores, que se mostravam também amplamente flexionadas para as retrações.  Para os analistas, qualquer ganho adicional verificado no momento seria "meramente uma ação corretiva". Avaliando um quadro mais amplo, o setembro na bolsa nova-iorquina  ainda está inserido em uma tendência baixista massiva, iniciada em maio de 2011, após ter atingido a máxima de 300,15 centavos por libra. O mercado caiu para um nível de mais de um ano de baixa no dia 18 de junho, ao atingir 150,10 centavos. Desde a metade d julho, ganhos modestos foram observados, com o nível de 168,55 centavos tendo sido tocado no dia 27. O mercado conseguiu se posicionar acima da média móvel de 20 dias, que atualmente está em 157,58 centavos, mas ainda está bem abaixo de médias móveis de médio e longo prazos, incluindo as de 40, 50, 100 e 200 dias.  Dave Toth, diretor de pesquisa técnica da R. J. O'Brien, indicou que "num período intermediário a tendência até é de alta, mas no longo prazo, o aspecto é negativo, no entanto, esse perspectiva pode abrir espaço para algumas correções", sustentou. O especialista ressaltou que os players devem, no curto prazo, estarem atentos com um quadro construtivo de compras, mas se tornarem ainda mais cautelosos se o nível de 157,00 centavos foi novamente testado, o que poderia inviabilizar todo impulso de retomada dos ganhos. O nível de 157,00 representa a baixa de 26 de junho e é um importante parâmetro de risco no curto prazo. "Se conseguirmos continuar acima dos 157,00 poderemos tender a voltar a subir, caso não tenhamos êxito é possível que entremos em um viés de baixa mais efetiva", concluiu o especialista.  O Vietnã deverá ter uma produção recorde de 23,7 milhões de sacas em 2012/2013. A previsão é da consultoria alemã F.O. Licht. A empresa avalia que o país produtor de café robusta deve elevar sua produção em cerca de 1 milhão de sacas sobre o registrado em 2011/2012, quando teria colhido 22,7 milhões de sacas. Para a Licht, o crescimento está relacionado diretamente às boas condições climáticas. Já o Brasil, líder global na produção de arábica, continua tendo sua safra estimada em 56 milhões de sacas pela F.O. Licht.  As exportações de café do Brasil em junho, até o dia 27, somaram 1.338.154 sacas de café, contra as 1.202.214 sacas registradas no mesmo período de maio, informou o Cecafé (Conselho dos Exportadores de Café do Brasil).  Os estoques certificados de café na bolsa de Nova Iorque tiveram queda de 1.082 sacas, indo para 1.617.137 sacas. O volume negociado no dia na ICE Futures US foi estimado em 13.424 lotes, com as opções tendo 826 calls e 897 puts. Tecnicamente, o setembro na ICE Futures US tem uma resistência em 165,15, 165,50, 166,00, 166,50, 167,00, 167,50, 168,00, 168,50-168,55, 169,00, 169,50, 169,90-170,00, 170,50, 171,00, 171,50, 172,00, 172,50, 173,00 e 173,50 centavos de dólar por libra peso, com o suporte em 160,85, 160,10-160,00, 159,50, 159,00, 158,50, 158,00, 157,50, 157,00, 156,50, 156,00 e 155,50 centavos por libra. 
   Em sessão calma, Londres recua, mas mantém parâmetros  
  Os contratos futuros de café robusta negociados na Euronext/Liffe tiveram uma sessão de quinta-feira bastante calma, com poucos negócios reportados e com algumas retrações sendo aferidas. A posição setembro não conseguiu, ao longo de todo dia, testar o nível de 2.100 dólares, no entanto, mesmo com as perdas, ainda se manteve bastante próxima desse importante referencial. A sessão foi pouco volátil, com a segunda posição variando apenas 16 dólares.  De acordo com analistas internacionais, o dia em Londres foi caracterizado por um aspecto consolidativo, em um nível ligeiramente abaixo da referência de 2.100 dólares. Com o volume baixo de negócios, as variações de preços foram mínimas. As baixas vieram, majoritariamente, por conta do cenário externo, principalmente com o dólar em alta, o que estimulou algumas vendas. "Não tivemos uma sessão das mais agitadas e conseguimos manter integralmente os parâmetros. Levando-se em conta as retrações nos mercados externos e também no segmento de arábicas, as baixas modestas demonstram que os robustas ainda mantêm consistência", disse um trader.  O dia na bolsa de Londres teve o contrato de café de julho com uma movimentação de 1,28 mil lotes, com o setembro tendo 3,27 mil lotes negociados. O spread entre as posições julho e setembro ficou em 35 dólares. No encerramento da sessão na Euronext/Liffe, a posição julho teve queda de 8 dólares, com 2.054 dólares por tonelada, com o setembro tendo desvalorização de 9 dólares, com 2.089 dólares por tonelada.     FLEXIBILIZAÇÃO PARA EXPORTADORES E 3º LEILÃO DE SWAP DEIXAM DÓLAR ESTÁVEL  São Paulo, 28/06/2012 - O Banco Central esperou o mercado à vista de câmbio encerrar as operações para dar aos investidores a notícia mais importante do dia. Os exportadores poderão voltar a fazer operações de pré-pagamento com instituições financeiras ou empresas que não sejam as importadoras de seus produtos. Em março último, dando sequência à lista de medidas que visavam evitar a valorização excessiva do real, esse tipo de financiamento às exportações tinha sido limitado aos importadores e por prazos de, no máximo, 360 dias. Na ocasião, a medida foi considerada agressiva por parte dos operadores que atuam nesse segmento.Vale registrar que a restrição de prazo continua valendo. Ainda assim, a expectativa dos operadores é de que mais esse passo atrás da equipe econômica nas medidas de restrição cambial aliviará a pressão de alta registrada sobre as cotações do dólar, nos últimos pregões. O primeiro retrocesso foi o encurtamento, de 1800 dias para 760 dias, nos prazos de empréstimos estrangeiros diretos tributados com IOF de 6%.  Em seis sessões, entre os dias 19 e ontem, o dólar à vista de balcão saiu de R$ 2,030 para R$ 2,083, com uma valorização de 2,61% no período.Hoje, porém, a moeda norte-americana encerrou os negócios estável, repetindo a marca de R$ 2,083, embalada pelo anúncio de que o Banco Central fará, amanhã, mais uma oferta de 60 mil swaps cambiais, correspondente a uma venda de dólares de US$ 3 bilhões. Será a terceira operação em três pregões consecutivos e, se os investidores absorverem a totalidade dos contratos, como ocorreu ontem e hoje, a autoridade monetária terá despejado no mercado o equivalente a cerca de US$ 9 bilhões.Em meio às duas informações, e às movimentações que envolvem a rolagem de posições no mercado futuro, o dólar julho registrava queda de 0,05%, a R$ 2,0775, às 17h24. O dólar agosto, que está ganhando liquidez com a proximidade do vencimento de julho, mantinha sinal de alta, a R$ 2,0,90 (+0,10%).Lá fora, onde o clima continua sendo de apreensão em relação ao resultado da reunião da União Europeia, que começou hoje e se estende até amanhã, o euro estava em US$ 1,2444 há pouco, ante US$ 1,2467 no final da tarde de ontem, em Nova York.    
BC MUDA OPERAÇÕES DE FINANCIAMENTO ÀS EXPORTAÇÕES PELO PAGAMENTO ANTECIPADO
  Brasília, 28/06/2012 -
O Banco Central alterou novamente o funcionamento de uma das operações de financiamento às exportações, o chamado Pagamento Antecipado (PA). O prazo foi mantido em no máximo 360 dias, mas a origem dos recursos foi flexibilizada.Em março, o BC havia fixado que a origem dos recursos desse financiamento ao exportador deveria ser exclusivamente do comprador dos produtos ou serviços. Ou seja, do importador. Agora, o BC volta a permitir que instituições financeiras ou outras empresas possam ser a origem dos recursos.Em março, quando mudaram a norma, a preocupação do BC era que muitas empresas poderiam usar o PA - que não paga IOF ou Imposto de Renda - para trazer recursos ao Brasil e investi-los em aplicações financeiras, como a renda fixa. Em janeiro e fevereiro de 2012, o volume de PAs cresceu 46% na comparação com igual período de 2011. O volume de exportações, porém, não reagiu com o mesmo ritmo.A justificativa para voltar atrás na decisão é que houve um encarecimento do crédito. “Vai facilitar a captação de recursos. É um canal importante de financiamento à exportação. Achamos que não deveríamos preservar esta limitação”, afirmou o secretário executivo do BC, Geraldo Magela Siqueira. “É um ajuste de medida. Estamos dando uma alternativa a mais, que barateia e simplifica”, completou. Segundo ele, o crescimento desordenado desse tipo de crédito já foi contido.

quinta-feira, 28 de junho de 2012

Café não sustenta altas na ICE, mas fecha apenas com queda modesta

Café não sustenta altas na ICE, mas fecha apenas com queda modesta  
  Os contratos futuros de café arábica negociados na ICE Futures US encerraram esta quarta-feira com quedas modestas, conseguindo, dessa forma, se manter no nível acima de 160,00 centavos por libra. No início do dia, algumas compras especulativas foram verificadas, ampliando os bons ganhos da sessão passada. No entanto, ao não conseguir romper uma resistência mais efetiva, como os 170,00 centavos, algumas novas ordens de venda passaram a ser empreendidas, dando espaço para algumas perdas que, antes da finalização do pregão, foram minimizadas.  O mercado é técnico e, ainda que não tenha observado as efetivas coberturas de posições short da terça-feira, algumas tentativas de ganho foram registradas, esbarrando, porém, na falta de fôlego dos compradores. Assim, um movimento corretivo mais efetivo não consegue ser concretizado, apesar de, no acumulado da semana, o setembro ainda conseguir aferir alguns ganhos. Tecnicamente, o mercado dá demonstração de neutralizar, no curto prazo, a tendência baixista vigente, sem, contudo, demonstrar um direcionamento mais efetivo para altas. Por sua vez, no longo prazo, a tendência baixista se mantém, principalmente quando confrontados os dados gráficos e os comparativos das cotações atuais com referenciais como é o caso da média móvel de 200 dias.  Fundamentalmente, muitos operadores ainda aguardam novas notícias sobre a colheita no Brasil. As dúvidas ainda pairam sobre esses players no que se referem a possíveis perdas decorrentes das recentes chuvas ou prejuízos à qualidade do grão.  No encerramento do dia, o setembro em Nova Iorque teve queda de 90 pontos, com 164,85 centavos, sendo a máxima em 168,55 e a mínima em 162,75 centavos por libra, com o setembro tendo desvalorização de 85 pontos, com a libra a 168,10 centavos, sendo a máxima em 171,65 e a mínima em 166,00 centavos por libra.
Na Euronext/Liffe, em Londres, julho teve alta de 20 dólares, com 2.062 dólares por tonelada, com o setembro tendo valorização de 20 dólares, com 2.100 dólares por tonelada.  De acordo com analistas internacionais, o café iniciou o dia com altas pela manhã, no entanto, algumas realizações de lucro foram verificadas. Nas mínimas do dia, algumas compras de indústrias de torrefação foram registradas, ainda que em níveis modestos. "A forte demanda por cafés de menor qualidade para a formação dos blends tendo a jogar o prêmio dos arábicas para baixo nos próximos meses, em níveis próximos das mínimas de três anos, já que os torrefadores tendem a adicionar em seus cafés mais variedades de baixo custo, como é o caso dos robustas", sustentou um trader.  O consumo global de café neste ano exercício de 2012 não deverá ser inferior ao aferido na temporada passada. A avaliação é da OIC (Organização Internacional de Café). Na opinião do o diretor de operações da entidade baseada em Londres, José Dauster Sette, o consumo deve voltar a crescer na comparação anual, uma vez que se observou uma considerável redução dos preços do café no varejo. A Organização sustenta que tal retração vai "compensar" parcialmente os temores relacionados à crise econômica na zona do euro. Sette avaliou ainda que existem "indicadores otimistas" para que a demanda possa ter recuperação em relação aos níveis aferidos no exercício de 2011.  As exportações de café do Brasil em junho, até o dia 26, somaram 1.143.940 sacas de café, contra as 1.088.195 sacas registradas no mesmo período de maio, informou o Cecafé (Conselho dos Exportadores de Café do Brasil).  Os estoques certificados de café na bolsa de Nova Iorque tiveram alta de 2.625 sacas, indo para 1.618.219 sacas. O volume negociado no dia na ICE Futures US foi estimado em 18.006 lotes, com as opções tendo 1.847 calls e 908 puts. Tecnicamente, o setembro na ICE Futures US tem uma resistência em 168,55, 169,00, 169,50, 169,90-170,00, 170,50, 171,00, 171,50, 172,00, 172,50, 173,00, 173,50, 174,00, 174,50 e 174,90-175,00 centavos de dólar por libra peso, com o suporte em 162,75, 162,50, 162,00, 161,50, 161,00, 160,50, 160,10-160,00, 159,50, 159,00, 158,50, 158,00, 157,50, 157,00 e 156,50 centavos por libra.   
 Londres tem continuidade de compras e volta a subir  
   Os contratos futuros de café robusta negociados na Euronext/Liffe encerraram esta quarta-feira com altas, num movimento de continuidade dos ganhos registrados na sessão anterior. A posição setembro chegou a romper o nível de 2.100 dólares, no entanto, nas máximas, algumas vendas ligeiras foram observadas e, assim, a primeira posição ficou ligeiramente abaixo desse nível psicológico. De acordo com analistas internacionais, o dia foi caracterizado por uma tentativa inicial para se forçar as baixas, sendo que o patamar de 2.067 dólares foi testado. Nesse nível, porém, algumas recompras e aquisições de empresas comerciais foram detectadas, o que permitiu a recuperação e o registro dos ganhos. Os robustas operaram dissociados dos arábicas, em Nova Iorque, que voltaram a recuar, mas esteve em linha com os mercados externos, que registram ganhos para commodities e bolsas de valores. "Voltamos a demonstrar consistência e, ao invés de flutuarmos ao lado de 2 mil dólares, estamous próximos do nível de 2,1 mil. Tecnicamente, os robustas ainda mostram-se consistentes, na esteira de estoques baixos e de algumas compras comerciais", indicou um trader. O dia na bolsa de Londres teve o contrato de café de julho com uma movimentação de 1,37 mil lotes, com o setembro tendo 4,27 mil lotes negociados. O spread entre as posições julho e setembro ficou em 36 dólares. No encerramento da sessão na Euronext/Liffe, a posição julho teve alta de 20 dólares, com 2.062 dólares por tonelada, com o setembro tendo valorização de 20 dólares, com 2.100 dólares por tonelada.
     DÓLAR RENOVA MÁXIMAS APÓS LEILÃO E BC ANUNCIA NOVA ATUAÇÃO PARA AMANHà
São Paulo, 27/06/2012 -
O dólar fechou a quarta-feira em alta, depois de renovar máximas na esteira do swap cambial feito pelo Banco Central, em uma operação que equivale à venda de dólares no mercado futuro. O lote integral de contratos foi vendido, mas, com a persistência da alta da moeda, o mercado sinalizou que queria mais. Perto do fechamento, o BC anunciou outro leilão de swap cambial para quinta-feira. Apesar da melhora externa pontual hoje, o cenário global continua sendo de elevadas incertezas e a aproximação do encerramento de mês acirra a disputa entre comprados e vendidos no mercado doméstico para a formação da Ptax no fechamento de junho, uma combinação que empurra a moeda norte-americana para cima.  No balcão, o dólar à vista encerrou a R$ 2,0830, com alta de 0,43%. Na mínima, o dólar foi a R$ 2,0700 e chegou a R$ 2,0970 na máxima. Na BM&F, a moeda spot fechou em R$ 2,0950, na máxima do dia, com alta de 1,13%. O giro financeiro total somava US$ 2,365 bilhões (US$ 2,141 bilhões em D+2) perto das 16h30, um montante acima da média. Há pouco, o dólar para julho de 2012 estava em R$ 2,078, perto da estabilidade (+0,07%).  O BC vendeu, hoje, os 60 mil contratos ofertados para dois vencimentos, no montante de US$ 2,995 bilhões. Segundo operadores, a absorção integral neste leilão mostra demanda por hedge, ou proteção, indicando que os agentes financeiros seguem compradores. Também, somado à persistência do sinal positivo da moeda, dá pistas de especulação diante da proximidade do fechamento do mês e liquidação de contratos de derivativos. Ainda, cita um estrategista, o molde da atuação via swap “sinaliza que secou a oferta de dólares no mercado futuro”. “O IOF em posição vendida em derivativos faz com que o BC tenha de ser o provedor de moeda”, diz um analista. “No caso de piora no cenário externo, o BC pode ver necessidade de voltar a vender dólares no mercado à vista”, acrescenta outro profissional.  Com a escalada da cotação da moeda norte-americana na segunda parte da sessão, o BC anunciou que fará, nesta quinta-feira, oferta de até 60 mil contratos de swap cambial, com dois vencimentos (1/8 e 3/9), com volume financeiro de até cerca de US$ 3 bilhões.  Ainda hoje, o BC informou que o fluxo cambial é positivo em US$ 1,223 bilhão em junho até o dia 22. No mesmo período, o fluxo financeiro está positivo em US$ 2,078 bilhões e o fluxo comercial, negativo em US$ 855 milhões.  O pacote do governo federal para estímulo da economia não foi determinante para o avanço do dólar nesta tarde, na opinião dos estrategistas. Reforçou, porém, preocupação do governo com o ritmo de crescimento do País.  

 Muñoz: café da Colômbia

 Muñoz: café da Colômbia tem de pensar além de amanhã  Em junho de 1927, data em que foi fundada a Federacafe (Federação Nacional dos Cafeicultores da Colômbia), o preço internacional do café colombiano era de 235 centavos de dólar por libra peso e durante os 85 anos seguintes esse valor este sujeito ao vai-e-vem da conjuntura econômica mundial. Em 1940, em plena Segunda Guerra Mundial, o preço recuou para 75 centavos de dólar e, em abril de 1977, no pico da bonança, chegou a 319 centavos de dólar. Essa montanha russa sempre tem impactado diretamente a receita dos produtores colombianos, porém esse é apenas um componente do complexo negócio do café, que hoje enfrenta o desafio de melhorar a produtividade e aumentar produção e exportações. Para o diretor executivo da Federacafe, o segmento tem que mirar muito além do amanhã. Leia, na seqüência, entrevista com o dirigente.
  Pergunta — O que se propõe para o futuro cafeeiro?Luis Genaro Muñoz —
Nós seguimos inventando programas, na medida do que é possível e buscando alcançar resultados. O processo de renovação há de ser continuado para aumentar a produtividade e temos de ampliar o pensamento no contrato de proteção de preços, como instrumento que nos permite sair da volatilidade que é imposta ao mercado.
 Pergunta — Esse mecanismo já foi testado?
Muñoz — Sim. Porém queremos modernizá-lo. A idéia é que o produtor tome o contrato de proteção de preço, isto quer dizer que se o valor da carga ficar abaixo d determinado nível entra em operação a proteção, como uma espécie de seguro. Buscamos que o mecanismo seja tomado em momento s de preços baixo, sendo reconstruído quando o valor estiver alto. Teremos de trabalhar culturalmente para que o produtor aprenda a manejar o risco.
 Pergunta — Há um aspecto que inquieta muitos cafeicultores, que é o aumento da contribuição cafeeira.
..Muñoz — Falar de contribuição neste momento é complexo, já que os preços internos estão feridos, porém esperamos que isso não seja algo eterno. O certo é que a fórmula de contribuição, de 6 centavos de dólar por libra exportada, está equivocada. Esses 6 centavos em dezembro era 2% da venda e hoje são 4% e não deveria ser assim, já que quando o cafeicultor tivesse redução em sua receita deveria fazer um aporte menor. A última palavra será dada no Congresso, quando será votada a reforma tributária.
 Pergunta — O senhor segue tendo inquietação quanto à idéia de se plantar robusta na Colômbia?
Muñoz — Foi um artigo do Banco da República que pleiteou isso. Contém conceitos que merecem respeito, outros mais profundos, outros mais rasteiros. Seguimos analisando para oferecer ao país, já que nos parece conveniente uma resposta institucional e técnica. Não compartilho da opinião de plantar robusta na Colômbia, ou dedicar o esforço de bens públicos construídos pelas famílias cafeeiras para beneficiar agroindustriais. Estamos produzindo uma resposta sustentada que aproveite o que há ali de aproveitável e que se dê claridade ao país do que se quer e do que deve ser a cafeicultura colombiana.
 Pergunta — Qual o objetivo que se impõe à Federacafe nesses 85 anos?
Muñoz — O objetivo que assumimos algum tempo e seus efeitos temos visto e sentido é como a Colômbia vai recuperando sua produção. Abril e maio tiveram produções superiores às do ano passado e o comportamento do clima, que influencia diretamente a produtividade. Se os prognósticos se cumprirem, da estação da seca até setembro, vamos ter um segundo semestre melhor que o primeiro. Isso confirma que o plano de renovação vem funcionando bem e hoje mais da metade do parque cafeeiro colombiano conta com variedades resistentes e tecnificadas, o que assegurará uma maior produção com ou sem fenômeno climático, como o La Niña.

Safra de café do Vietnã estimada em recorde em 2012/13--

Safra de café do Vietnã estimada em recorde em 2012/13--
FO Licht GENEBRA, 27 Jun (Reuters) -
O Vietnã deverá ter uma produção recorde de 23,7 milhões de sacas de 60 kg de café na temporada 2012/13, apontou a consultoria F.O. Licht nesta quarta-feira.Falando no intervalo da conferência Cenário Mundial do Café, em Genebra, o analista Stefan Uhlenbrock disse que o principal produtor de café robusta, o Vietnã, deve elevar sua produção em cerca de 1 milhão de sacas sobre a produção de 2011/12, de 22,7 sacas de café."O clima é bastante favorável até o momento para a safra 2012/13", disse Uhlenbrock, referindo-se à safra vietnamita, que tradicionalmente é colhida a partir de novembro.O Brasil, líder global na produção de arábica, que está atualmente em período de alta do ciclo bianual, teve a safra estimada em 56 milhões de sacas pela F.O. Licht. Analistas e o governo também vêem uma produção recorde para o país em 12/13.No ciclo anterior, de baixa, a produção do Brasil foi de 49,2 milhões de sacas.A oferta global de café em 2012/13 deve exceder a demanda, levando a um superávit, disse Uhlenbrock, acrescentando que a consultoria ainda não tem uma estimativa para o volume deste excedente.A F.O. Licht prevê um pequeno superávit na safra global 2011/12, de cerca de 1 milhão de sacas.

terça-feira, 26 de junho de 2012

ICE rompe resistência e café tem dia de altas consideráveis

ICE rompe resistência e café tem dia de altas consideráveis
   Os contratos futuros de café arábica negociados na ICE Futures US encerraram esta terça-feira com fortes ganhos, em uma sessão caracterizada por compras especulativas e de fundos e coberturas de posições short, com os preços conseguindo atingir seus melhores níveis em quatro semanas.  Após diversos "ensaios", finalmente o setembro conseguiu romper o nível de 160,00 centavos, o que abriu espaço para stops de compra e para a consolidação das altas. O movimento corretivo, amplamente aguardado pelos mercados, começou a ganhar corpo, mesmo que ainda não se saiba se essa tendência poderá ter continuidade. Na semana passada, após várias tentativas de alta, uma contra-ofensiva era imediatamente observada e, assim, as valorizações se mostravam limitadas. Operadores avaliaram que o mercado deverá ser monitorado pelas próximas sessões, numa observação se os ganhos se mostram pontuais ou podem tender a uma correção mais consistente, em busca de níveis mais fortes de preço.  No encerramento do dia, o setembro em Nova Iorque teve alta de 700 pontos, com 165,75 centavos, sendo a máxima em 166,35 e a mínima em 157,00 centavos por libra, com o setembro tendo valorização de 700 pontos, com a libra a 168,95 centavos, sendo a máxima em 169,45 e a mínima em 160,15 centavos por libra. Na Euronext/Liffe, em Londres, julho teve alta de 30 dólares, com 2.042 dólares por tonelada, com o setembro tendo valorização de 50 dólares, com 2.080 dólares por tonelada.  De acordo com analistas internacionais, o café demonstrou boa consistência nesta terça-feira, com compras especulativas e coberturas permitindo que o nível de 160,00 centavos fosse rompido até com alguma facilidade. "Parte dessas altas pode ser creditada ao fato de o mercado estar bastante sobrevendido", indicou Jack Scoville, vice-presidente do Price Futures Group, que indicou que vários stops de compra puderam ser identificados acima do patamar de 160,00 centavos.  Ao longo da metade deste mês de junho, os preços do café na bolsa nova-iorquina chegaram a bater no menor patamar em 22 meses, com a perspectiva de uma safra alta do Brasil. Mas as recentes chuvas que atingiram o país ajudaram os preços a se recuperar. Por sua vez, vários analistas indicam que ainda é bastante cedo para se determinar os efeitos das chuvas na produção e também na qualidade dos cafés que estão sendo colhidos.  "Os traders cobriram suas posições short após o início do rally", indocou Márcio Bernardo, analista da Newedge, que indicou que o movimento de alta é "efetivamente de coberturas. Eu não vejo nenhuma forma mais estrutural nesse movimento. Se ele for concreto terá de provar isso nas próximas sessões", complementou.  Pelo menos 18 pessoas morreram em Uganda por causa de um deslizamento de terra e escombros, que soterrou duas aldeias no distrito de Bududa, embora haja a expectativa de que mais corpos podem ser localizados, de acordo com a Cruz Vermelha do país africano. Dois dias de chuvas torrenciais provocaram o deslizamento, nas proximidades do monte Elgon. As aldeias que ficaram debaixo de grande quantidade de lama e escombros são Namanga e Bunakasala. A região também é afetada por inundações. A região é uma das principais áreas cafeeiras de Uganda.  As exportações de café do Brasil em junho, até o dia 25, somaram 1.011.470 sacas de café, contra as 1.088.195 sacas registradas no mesmo período de maio, informou o Cecafé (Conselho dos Exportadores de Café do Brasil).  Os estoques certificados de café na bolsa de Nova Iorque tiveram alta de 4.359 sacas, indo para 1.615.594 sacas. O volume negociado no dia na ICE Futures US foi estimado em 24.068 lotes, com as opções tendo 2.104 calls e 999 puts. Tecnicamente, o setembro na ICE Futures US tem uma resistência em 166,35, 166,50, 167,00, 167,50, 168,00, 168,50, 169,00, 169,50, 169,90-170,00, 170,50, 171,00, 171,50, 172,00 e 172,50 centavos de dólar por libra peso, com o suporte em 157,00, 156,50, 156,00, 155,50, 155,10-155,00, 154,50, 154,00, 153,50, 153,10-153,00, 152,50, 152,00, 151,50-151,40 e 151,00 centavos por libra. 

    Londres volta a ter consistência e fecha com bons ganhos  

  Os contratos futuros de café robusta negociados na Euronext/Liffe encerraram esta terça-feira com ganhos consistentes, compartilhando com os arábicas a retomada de força através de compras especulativas. Após uma primeira etapa de sessão sem grande direcionamento, os ganhos se consolidaram na segunda metade do dia, com o setembro chegando a bater na máxima de 2.093 dólares. De acordo com analistas internacionais, o dia foi caracterizado por um volume médio de negócios efetuados e com a predominância de compras especulativas e de coberturas de posições short. Nas máximas, algumas ligeiras realizações foram identificadas, mas elas não foram suficientes para impedir que boas valorizações fossem registradas. Um operador avaliou que as altas foram favorecidas pela falta de pressão nos mercados externos, que tiveram ligeiros ganhos para bolsas e queda do dólar. Além disso, o fator Brasil pesa nos mercados de café. "Há toda uma especulação acerca da safra do país, que poderá não ser tão consistente quanto a esperada até há alguns dias. As chuvas prejudicaram a colheita, fizeram com que muitos grãos fossem para o chão e isso pode afetar a qualidade. Esse fator já ajuda os arábicas a se recuperar e também deu suporte para os robustas voltarem a ganhar corpo", disse . O dia na bolsa de Londres teve o contrato de café de julho com uma movimentação de 5,64 mil lotes, com o setembro tendo 8,74 mil lotes negociados. O spread entre as posições julho e setembro ficou em 38 dólares. No encerramento da sessão na Euronext/Liffe, a posição julho teve alta de 30 dólares, com 2.042 dólares por tonelada, com o setembro tendo valorização de 50 dólares, com 2.080 dólares por tonelada.    

BC ANUNCIA ROLAGEM DE SWAPS, MAS DÓLAR FECHA EM ALTA 
 São Paulo, 26/06/2012 -
 As cotações do dólar, hoje, foram para baixo e para cima, estimuladas, principalmente, pelas expectativas em relação à rolagem dos contratos de swap cambial a vencer no dia 1º de julho (58.500), que já tinham influenciado os negócios durante todo o pregão de ontem. Mas tiveram grande importância, também, o comportamento contraditório dos mercados internacionais e movimentações técnicas.No início do dia, a pressão de alta do dólar acompanhou o ambiente externo onde os investidores têm cada vez mais motivos para desconfiar do sucesso da reunião de cúpula da União Europeia marcada para as próximas quinta-feira e sexta-feira. Até os mais otimistas, hoje, se desanimaram ao ouvir a premiê alemã, Angela Merkel, dizer que não haverá compartilhamento de dívida soberana na Europa "enquanto eu viver". Além disso, os investidores tiveram que digerir a decisão tomada na noite de ontem pela Moody's, que rebaixou a classificação de risco de 28 bancos espanhóis. E os resultados dos leilões de títulos da Espanha e Itália, que mostraram a necessidade dos países em pagar juros mais altos para captar os montantes desejados.Por aqui, começaram a surgir nas mesas de operações, comentários de que o BC não faria a rolagem integral do vencimento dos contratos de swap. E a moeda norte-americana bateu máximas até atingir R$ 2,078 (0,58%). Acabando com os rumores, a autoridade monetária anunciou uma oferta de até 60 mil contratos de swap cambial, com dois vencimentos (1/8 e 3/9), equivalentes a até US$ 3 bilhões. O leilão foi marcado para amanhã."O BC anunciou o leilão e aliviou, mas as cotações cederam pouco. A rolagem só impediu uma alta maior", disse o gerente de câmbio da Fair Corretora, Mário Battistel.Enquanto isso, nos Estados Unidos, os mercados se mostraram menos temerosos, hoje. As bolsas operaram em alta, o que chegou a permitir um recuo do dólar ante outras moedas, mais percebida no período da tarde. Às 17h48, o dólar index registrava perda de 0,14% e o euro valia US$ 1,2497, depois de ter registrado mínima de US$ 1,2441 mais cedo. Ainda assim, a moeda única estava abaixo do nível registrado no final da tarde de ontem em Nova York, de US$ 1,2574.Por aqui, o dólar à vista encerrou o pregão a R$ 2,074 (+0,39%), no balcão. Na BM&F, a cotação do pronto ficou em R$ 2,0715 (+0,05%). Às 17h50, o dólar julho estava cotado a R$ 2,078, com alta de 0,65%.