Arabica Coffee Futures Soar on Investor Short-Covering
By Alexandra Wexler
NEW YORK--Arabica coffee on the ICE Futures U.S. exchange surged Tuesday asinvestors who had bet on falling prices covered their positions after it lookedlike a bottom had been formed in the market. Front-month arabica futures have fallen 28% this year as expectations of arecord crop from top-coffee producer Brazil weighed on the market. "This market was due for a bounce," said Boyd Cruel, senior analyst at VisionFinancial Markets. "We're finding support right around that $1.50-level, whichled to this short-covering rally." Front-month ICE arabica for July delivery was 3.6% higher at $1.6440 a poundin thin late-morning trade Tuesday, while the more-actively traded contract forSeptember delivery was 3.6% higher at $1.6450 a pound. Earlier, prices forfutures in the September contract climbed to $1.6570 a pound, a high since May30. Brazil's harvest has been slowed by an onslaught of rain in coffee-growingregions, which has made it difficult to harvest and dry the beans, said JackScoville, vice president at Price Futures Group. "Rain has stopped in coffee areas of Brazil, but producer reports from(coffee-growing region) Minas Gerais say that the harvest remains slow atbest," Mr. Scoville added. However, prospects of a massive supply from Brazil should still cap therally, traders said. "Even after we see this correction, I think we're going to get one more legdown," Mr. Cruel added.
terça-feira, 26 de junho de 2012
Café volta a demonstrar consistência e fecha com altas na ICE Futures
Café volta a demonstrar consistência e fecha com altas na ICE Futures
Os contratos futuros de café arábica negociados na ICE Futures US encerraram esta segunda-feira com ganhos, com o setembro se consolidando no nível de 150,00 centavos, sem, no entanto, testar, mais uma vez, o patamar de 160,00 centavos. Compras efetivas de comerciais e especuladores foram detectadas, principalmente na segunda metade do dia, o que abriu espaço para os bons ganhos. O mercado vem, desde a semana passada, registrando uma maior volatilidade, com ganhos e perdas consideráveis. Nesta segunda, a tendência, ao longo da primeira metade da sessão parecia ser de consolidação, mas uma nova rodada de compras deu sustentação para uma oscilação mais forte de ganhos. Operadores indicaram que há no mercado um temor quanto ao cenário da produção cafeeira no Brasil. Várias zonas produtoras tiveram fortes chuvas nos últimos dias e só recentemente a colheita pôde ser retomada. Essas chuvas causaram a queda de muitos grãos e há o temor de que a qualidade do produto possa ser comprometida. Tecnicamente, o mercado ainda vê um viés baixista, notadamente no longo prazo. A média móvel de 200 dias, que é um referencial importante, continua bem acima dos atuais preços nominais praticados. No encerramento do dia, o setembro em Nova Iorque teve alta de 285 pontos, com 158,75 centavos, sendo a máxima em 159,25 e a mínima em 154,10 centavos por libra, com o setembro tendo valorização de 285 pontos, com a libra a 161,95 centavos, sendo a máxima em 162,20 e a mínima em 157,25 centavos por libra. Na Euronext/Liffe, em Londres, julho teve queda de 4 dólares, com 2.012 dólares por tonelada, com o setembro tendo desvalorização de 2 dólares, com 2.030 dólares por tonelada. De acordo com analistas internacionais, as commodities tiveram um dia dissociado de outros mercados. Enquanto o índice CRB, por exemplo, conseguiu evoluir 0,80%, as bolsas de valores nos Estados Unidos tiveram queda de mais de 1% e o dólar registrou ganho em relação a várias moedas internacionais. Nesse cenário inverso, algumas commodities conseguiram evoluir, como foi o caso do café e diferentemente do petróleo, que acumulou novas perdas. "Há um fator técnico que motiva o café a tentar uma correção, dado que estamos sobrevendido, mas ainda não conseguimos romper resistências básicas. Por sua vez, muitos operadores continuam atentos à questão da safra no Brasil. Agora, o questionamento não se dá apenas acerca do tamanho da safra do país, mas também quanto à qualidade do produto", disse um trader. "Nunca se produziu e consumiu tanto, verdade, mas vale lembrar que os estoques ao final do ciclo cobrirão apenas dez semanas de consumo, e a produção voltará a cair dada a bianualidade – um dos principais motivos que me deixa altista para o final do ano de 2012. Com o humor do macro melhor talvez vejamos o café subir mais um pouco nesta semana, entretanto se eu tivesse de fazer alguma aposta neste momento (curto-prazo) eu olharia para a estrutura acreditando em um estreitamento e na arbitragem do arábica com o robusta que, creio, deve ter visto as máximas", indicou Rodrigo Corrêa da Costa, da Archer Consulting. As exportações de café do Brasil em junho, até o dia 22, somaram 900.374 sacas de café, contra às 994.341 sacas registradas no mesmo período de maio, informou o Cecafé (Conselho dos Exportadores de Café do Brasil). Os estoques certificados de café na bolsa de Nova Iorque tiveram alta de 3.588 sacas, indo para 1.611.235 sacas. O volume negociado no dia na ICE Futures US foi estimado em 14.094 lotes, com as opções tendo 909 calls e 53 puts. Tecnicamente, o setembro na ICE Futures US tem uma resistência em 159,25, 159,50, 159,75, 159,90-160,00, 160,50, 161,00, 161,25, 161,50, 162,00, 162,50, 163,00, 163,50, 164,00, 164,50, 164,90-165,00 e 165,50 centavos de dólar por libra peso, com o suporte em 154,10-154,00, 153,50, 153,05-153,00, 152,50, 152,00, 151,50-151,40, 151,00, 150,50, 150,00, 149,50, 149,00, 148,50, 149,00, 149,25, 149,00, 148,50, 148,00, 147,50, 147,00, 146,50 e 146,00 centavos por libra.
Londres mantém-se acima dos US$ 2 mil e tem ligeira baixa
Os contratos futuros de café robusta negociados na Euronext/Liffe encerraram esta segunda-feira com quedas, em um dia de pouca volatilidade e sem um direcionamento mais claro dos preços. A posição setembro chegou a flutuar no nível de 2.005 dólares, no entanto, nas mínimas, algumas recompras foram observadas, principalmente por parte de empresas comerciais, o que fez com que, ao final, as perdas fossem bastante modestas. De acordo com analistas internacionais, o dia foi caracterizado por ações especulativas, sem, contudo, haver um direcionamento mais específico. Para os analistas, o nível de 2.000 dólares é um marco importante e os baixistas, ao falhar em testar tal patamar, deram espaço para que algumas compras e recompras fossem verificadas, permitindo que as cotações encerrassem o dia próximas da estabilidade. "Não tivemos nenhuma mudança substancial no cenário e o setembro flutua dentro de um range mais largo, apesar de ter batido hoje no menor patamar desde 4 de maio. Os compradores estão mais reticentes, principalmente pelo fato de estarem aproveitando os preços baixos para adquirir cafés arábica", indicou um trader. O dia na bolsa de Londres teve o contrato de café de julho com uma movimentação de 3,06 mil lotes, com o setembro tendo 6,10 mil lotes negociados. O spread entre as posições julho e setembro ficou em 18 dólares. No encerramento da sessão na Euronext/Liffe, a posição julho teve queda de 4 dólares, com 2.012 dólares por tonelada, com o setembro tendo desvalorização de 2 dólares, com 2.030 dólares por tonelada.
Cafezais de Rondônia em processo de recuperação
Após uma década de declínio, a safra de café do tipo conilon em Rondônia começa a dar sinais de recuperação. Na colheita 2010/2011, de acordo com levantamentos da secretaria de Agricultura e Pecuária, Seagri, foram colhidas 1 milhão 468 mil sacas de 60 quilos. No entanto, na colheita de 2011/2012, que está em fase final, deverão ser beneficiadas 1 milhão 638,8 mil sacas. Esse incremento positivo na produção cafeeira no Estado, que será mostrado em nível nacional pelo programa Globo Rural, da Rede Globo, deve-se a novas tecnologias colocadas em prática pelos produtores rurais e o apoio do governo do Estado, através da Emater. A equipe do Globo Rural conheceu de perto a produção de café conilon que está se reerguendo em Cacoal, na região central do Estado. Recuperação Segundo o secretário de Agricultura do município de Cacoal, Wilmar Kemper, a área cultivada com café diminuiu 6% no Estado, principalmente pela queda nos preços, com os produtores rurais migrando para a produção de leite e outras culturas. Contudo, de acordo com ele, a recuperação nos preços do café, as novas tecnologias, mudas clonadas e irrigações começam apresentar resultados positivos. O técnico agrícola, Wesley Gama, da Emater que presta assistência aos produtores de café no município de Cacoal, apresenta como exemplo, o produtor rural Arnilei Sérgio Kalki, que cultiva mudas clonadas e utiliza novas tecnologias, está colhendo 100 sacas de café por hectare. Kalki ainda usa o sistema de terreiro (leira) para secar ao ar livre, sol e vento, agregando valor ao produto na hora da comercialização.
Os contratos futuros de café arábica negociados na ICE Futures US encerraram esta segunda-feira com ganhos, com o setembro se consolidando no nível de 150,00 centavos, sem, no entanto, testar, mais uma vez, o patamar de 160,00 centavos. Compras efetivas de comerciais e especuladores foram detectadas, principalmente na segunda metade do dia, o que abriu espaço para os bons ganhos. O mercado vem, desde a semana passada, registrando uma maior volatilidade, com ganhos e perdas consideráveis. Nesta segunda, a tendência, ao longo da primeira metade da sessão parecia ser de consolidação, mas uma nova rodada de compras deu sustentação para uma oscilação mais forte de ganhos. Operadores indicaram que há no mercado um temor quanto ao cenário da produção cafeeira no Brasil. Várias zonas produtoras tiveram fortes chuvas nos últimos dias e só recentemente a colheita pôde ser retomada. Essas chuvas causaram a queda de muitos grãos e há o temor de que a qualidade do produto possa ser comprometida. Tecnicamente, o mercado ainda vê um viés baixista, notadamente no longo prazo. A média móvel de 200 dias, que é um referencial importante, continua bem acima dos atuais preços nominais praticados. No encerramento do dia, o setembro em Nova Iorque teve alta de 285 pontos, com 158,75 centavos, sendo a máxima em 159,25 e a mínima em 154,10 centavos por libra, com o setembro tendo valorização de 285 pontos, com a libra a 161,95 centavos, sendo a máxima em 162,20 e a mínima em 157,25 centavos por libra. Na Euronext/Liffe, em Londres, julho teve queda de 4 dólares, com 2.012 dólares por tonelada, com o setembro tendo desvalorização de 2 dólares, com 2.030 dólares por tonelada. De acordo com analistas internacionais, as commodities tiveram um dia dissociado de outros mercados. Enquanto o índice CRB, por exemplo, conseguiu evoluir 0,80%, as bolsas de valores nos Estados Unidos tiveram queda de mais de 1% e o dólar registrou ganho em relação a várias moedas internacionais. Nesse cenário inverso, algumas commodities conseguiram evoluir, como foi o caso do café e diferentemente do petróleo, que acumulou novas perdas. "Há um fator técnico que motiva o café a tentar uma correção, dado que estamos sobrevendido, mas ainda não conseguimos romper resistências básicas. Por sua vez, muitos operadores continuam atentos à questão da safra no Brasil. Agora, o questionamento não se dá apenas acerca do tamanho da safra do país, mas também quanto à qualidade do produto", disse um trader. "Nunca se produziu e consumiu tanto, verdade, mas vale lembrar que os estoques ao final do ciclo cobrirão apenas dez semanas de consumo, e a produção voltará a cair dada a bianualidade – um dos principais motivos que me deixa altista para o final do ano de 2012. Com o humor do macro melhor talvez vejamos o café subir mais um pouco nesta semana, entretanto se eu tivesse de fazer alguma aposta neste momento (curto-prazo) eu olharia para a estrutura acreditando em um estreitamento e na arbitragem do arábica com o robusta que, creio, deve ter visto as máximas", indicou Rodrigo Corrêa da Costa, da Archer Consulting. As exportações de café do Brasil em junho, até o dia 22, somaram 900.374 sacas de café, contra às 994.341 sacas registradas no mesmo período de maio, informou o Cecafé (Conselho dos Exportadores de Café do Brasil). Os estoques certificados de café na bolsa de Nova Iorque tiveram alta de 3.588 sacas, indo para 1.611.235 sacas. O volume negociado no dia na ICE Futures US foi estimado em 14.094 lotes, com as opções tendo 909 calls e 53 puts. Tecnicamente, o setembro na ICE Futures US tem uma resistência em 159,25, 159,50, 159,75, 159,90-160,00, 160,50, 161,00, 161,25, 161,50, 162,00, 162,50, 163,00, 163,50, 164,00, 164,50, 164,90-165,00 e 165,50 centavos de dólar por libra peso, com o suporte em 154,10-154,00, 153,50, 153,05-153,00, 152,50, 152,00, 151,50-151,40, 151,00, 150,50, 150,00, 149,50, 149,00, 148,50, 149,00, 149,25, 149,00, 148,50, 148,00, 147,50, 147,00, 146,50 e 146,00 centavos por libra.
Londres mantém-se acima dos US$ 2 mil e tem ligeira baixa
Os contratos futuros de café robusta negociados na Euronext/Liffe encerraram esta segunda-feira com quedas, em um dia de pouca volatilidade e sem um direcionamento mais claro dos preços. A posição setembro chegou a flutuar no nível de 2.005 dólares, no entanto, nas mínimas, algumas recompras foram observadas, principalmente por parte de empresas comerciais, o que fez com que, ao final, as perdas fossem bastante modestas. De acordo com analistas internacionais, o dia foi caracterizado por ações especulativas, sem, contudo, haver um direcionamento mais específico. Para os analistas, o nível de 2.000 dólares é um marco importante e os baixistas, ao falhar em testar tal patamar, deram espaço para que algumas compras e recompras fossem verificadas, permitindo que as cotações encerrassem o dia próximas da estabilidade. "Não tivemos nenhuma mudança substancial no cenário e o setembro flutua dentro de um range mais largo, apesar de ter batido hoje no menor patamar desde 4 de maio. Os compradores estão mais reticentes, principalmente pelo fato de estarem aproveitando os preços baixos para adquirir cafés arábica", indicou um trader. O dia na bolsa de Londres teve o contrato de café de julho com uma movimentação de 3,06 mil lotes, com o setembro tendo 6,10 mil lotes negociados. O spread entre as posições julho e setembro ficou em 18 dólares. No encerramento da sessão na Euronext/Liffe, a posição julho teve queda de 4 dólares, com 2.012 dólares por tonelada, com o setembro tendo desvalorização de 2 dólares, com 2.030 dólares por tonelada.
Cafezais de Rondônia em processo de recuperação
Após uma década de declínio, a safra de café do tipo conilon em Rondônia começa a dar sinais de recuperação. Na colheita 2010/2011, de acordo com levantamentos da secretaria de Agricultura e Pecuária, Seagri, foram colhidas 1 milhão 468 mil sacas de 60 quilos. No entanto, na colheita de 2011/2012, que está em fase final, deverão ser beneficiadas 1 milhão 638,8 mil sacas. Esse incremento positivo na produção cafeeira no Estado, que será mostrado em nível nacional pelo programa Globo Rural, da Rede Globo, deve-se a novas tecnologias colocadas em prática pelos produtores rurais e o apoio do governo do Estado, através da Emater. A equipe do Globo Rural conheceu de perto a produção de café conilon que está se reerguendo em Cacoal, na região central do Estado. Recuperação Segundo o secretário de Agricultura do município de Cacoal, Wilmar Kemper, a área cultivada com café diminuiu 6% no Estado, principalmente pela queda nos preços, com os produtores rurais migrando para a produção de leite e outras culturas. Contudo, de acordo com ele, a recuperação nos preços do café, as novas tecnologias, mudas clonadas e irrigações começam apresentar resultados positivos. O técnico agrícola, Wesley Gama, da Emater que presta assistência aos produtores de café no município de Cacoal, apresenta como exemplo, o produtor rural Arnilei Sérgio Kalki, que cultiva mudas clonadas e utiliza novas tecnologias, está colhendo 100 sacas de café por hectare. Kalki ainda usa o sistema de terreiro (leira) para secar ao ar livre, sol e vento, agregando valor ao produto na hora da comercialização.
segunda-feira, 25 de junho de 2012
O tempo chuvoso nas principais regiões produtoras de café do Brasil vem prejudicando a colheita
O tempo chuvoso nas principais regiões produtoras de café do Brasil vem prejudicando a colheita, atrasando a entrada da safra e comprometendo a qualidade, afirmou nesta sexta-feira relatório do Conselho Nacional do Café (CNC).
"A persistir este padrão climático, o volume de café de boa qualidade será insuficiente para atender às demandas interna e externa", afirmou a entidade ligada aos produtores.
No entanto, segundo o CNC, a percepção do mercado em relação "a este enorme problema deverá ser tardia, já que muitas indústrias na Europa estão reduzindo suas atividades devido ao verão no Velho Continente".
As chuvas nas principais regiões de café do maior produtor mundial ficaram acima da média histórica em junho. No acumulado até o dia 21, áreas no Sul de Minas registraram até 76 milímetros, contra uma média de 23 mm para o período, segundo a Somar Meteorologia.
O CNC acrescentou que grande parte dos industriais no exterior deverá fazer a reposição do estoque somente a partir de setembro.
"O problema, que ainda não está sendo considerado com a devida atenção por estes agentes, é que terão dificuldade em recompor seus estoques de cafés de boa bebida ...", afirmou o CNC, em relatório assinado pelo presidente executivo da entidade, Silas Brasileiro.
A colheita de café nas principais regiões produtoras do Brasil está em fase inicial. (Reuters)
"A persistir este padrão climático, o volume de café de boa qualidade será insuficiente para atender às demandas interna e externa", afirmou a entidade ligada aos produtores.
No entanto, segundo o CNC, a percepção do mercado em relação "a este enorme problema deverá ser tardia, já que muitas indústrias na Europa estão reduzindo suas atividades devido ao verão no Velho Continente".
As chuvas nas principais regiões de café do maior produtor mundial ficaram acima da média histórica em junho. No acumulado até o dia 21, áreas no Sul de Minas registraram até 76 milímetros, contra uma média de 23 mm para o período, segundo a Somar Meteorologia.
O CNC acrescentou que grande parte dos industriais no exterior deverá fazer a reposição do estoque somente a partir de setembro.
"O problema, que ainda não está sendo considerado com a devida atenção por estes agentes, é que terão dificuldade em recompor seus estoques de cafés de boa bebida ...", afirmou o CNC, em relatório assinado pelo presidente executivo da entidade, Silas Brasileiro.
A colheita de café nas principais regiões produtoras do Brasil está em fase inicial. (Reuters)
Banco Central alerta para excesso de endividamento no Brasil
O caminho escolhido nos últimos anos para promover o crescimento econômico -
crédito - se tornou insustentável e pode levar o Brasil ao desastre. Ao lado de
outros emergentes, o País poderia conduzir a economia global a uma nova crise
financeira. O alerta é do BIS, o banco central dos bancos centrais, que neste fim de
semana reuniu os BCs de todo o mundo na Basileia.
Depois de anos de rasgados elogios à economia brasileira, o informe anual não
deixa dúvidas: o País já vive uma "desaceleração acentuada" e precisará agir com
urgência para mudar de rota. O BIS levanta a hipótese de que o endividamento no
Brasil já estaria em nível perigoso e vê riscos até de um boom imobiliário com
repercussões negativas no futuro. Alexandre Tombini, presidente do BC brasileiro,
esteve na reunião, mas se recusou a falar com a imprensa.
O BIS fez duas duras advertências. A primeira, aos países ricos: a injeção de
trilhões de dólares na economia inunda de forma perigosa os emergentes. "Isso cria
riscos nos emergentes similares aos que foram vistos nas economias avançadas nos
anos que precederam à crise."
O segundo recado chamou ainda mais atenção: ou os emergentes mudam de
modelo de crescimento ou verão a explosão de bolhas, com repercussão global.
Segundo o BIS, essas economias "enfrentam o risco de experimentar sua própria
versão do ciclo de expansão e estouro".
Para Jaime Caruana, diretor-gerente do BIS, os emergentes vivem um "crescimento
desequilibrado". Ele lembrou que esse cenário deixou "fortes danos nos países
avançados". A preocupação com os emergentes não ocorre por acaso.
Nos últimos quatro anos, eles foram responsáveis por 75% do crescimento global e
uma queda agora jogaria a economia mundial numa crise potencialmente pior que
a de 2008/2009. O BIS não disfarça a preocupação com o modelo da expansão
brasileira e aponta que o País registrou em três anos a quinta maior expansão em
créditos do planeta.
O crescimento médio de 13% foi três vezes superior ao aumento do Produto
Interno Bruto (PIB). Para o BIS, qualquer taxa que seja seis pontos porcentuais
acima da expansão do PIB é considerada insustentável. A diferença entre a
expansão de crédito e do PIB nos países emergentes está acima da tendência
histórica e, segundo o BIS, é um "presságio" de crise.
O BIS é claro: quer evitar que mercados como o do Brasil sofram em poucos anos o
mesmo drama da Europa hoje. Para isso, essas economias devem aproveitar que
ainda não entraram em recessão para reformar seus modelos de crescimento,
abandonando o modelo dependente de crédito e encontrar "fontes domésticas" de
expansão. "O modelo em muitos emergentes tem de mudar", disse Stephen
Cecchetti, economista-chefe do BIS. "Essas economias precisam tomar um caminho
sustentável." (Estado S.Paulo)
crédito - se tornou insustentável e pode levar o Brasil ao desastre. Ao lado de
outros emergentes, o País poderia conduzir a economia global a uma nova crise
financeira. O alerta é do BIS, o banco central dos bancos centrais, que neste fim de
semana reuniu os BCs de todo o mundo na Basileia.
Depois de anos de rasgados elogios à economia brasileira, o informe anual não
deixa dúvidas: o País já vive uma "desaceleração acentuada" e precisará agir com
urgência para mudar de rota. O BIS levanta a hipótese de que o endividamento no
Brasil já estaria em nível perigoso e vê riscos até de um boom imobiliário com
repercussões negativas no futuro. Alexandre Tombini, presidente do BC brasileiro,
esteve na reunião, mas se recusou a falar com a imprensa.
O BIS fez duas duras advertências. A primeira, aos países ricos: a injeção de
trilhões de dólares na economia inunda de forma perigosa os emergentes. "Isso cria
riscos nos emergentes similares aos que foram vistos nas economias avançadas nos
anos que precederam à crise."
O segundo recado chamou ainda mais atenção: ou os emergentes mudam de
modelo de crescimento ou verão a explosão de bolhas, com repercussão global.
Segundo o BIS, essas economias "enfrentam o risco de experimentar sua própria
versão do ciclo de expansão e estouro".
Para Jaime Caruana, diretor-gerente do BIS, os emergentes vivem um "crescimento
desequilibrado". Ele lembrou que esse cenário deixou "fortes danos nos países
avançados". A preocupação com os emergentes não ocorre por acaso.
Nos últimos quatro anos, eles foram responsáveis por 75% do crescimento global e
uma queda agora jogaria a economia mundial numa crise potencialmente pior que
a de 2008/2009. O BIS não disfarça a preocupação com o modelo da expansão
brasileira e aponta que o País registrou em três anos a quinta maior expansão em
créditos do planeta.
O crescimento médio de 13% foi três vezes superior ao aumento do Produto
Interno Bruto (PIB). Para o BIS, qualquer taxa que seja seis pontos porcentuais
acima da expansão do PIB é considerada insustentável. A diferença entre a
expansão de crédito e do PIB nos países emergentes está acima da tendência
histórica e, segundo o BIS, é um "presságio" de crise.
O BIS é claro: quer evitar que mercados como o do Brasil sofram em poucos anos o
mesmo drama da Europa hoje. Para isso, essas economias devem aproveitar que
ainda não entraram em recessão para reformar seus modelos de crescimento,
abandonando o modelo dependente de crédito e encontrar "fontes domésticas" de
expansão. "O modelo em muitos emergentes tem de mudar", disse Stephen
Cecchetti, economista-chefe do BIS. "Essas economias precisam tomar um caminho
sustentável." (Estado S.Paulo)
USDA ESTIMA PRODUÇÃO MUNDIAL 2012/13 EM 148 MILHÕES DE SACAS
USDA ESTIMA PRODUÇÃO MUNDIAL 2012/13 EM 148 MILHÕES DE SACAS
A produção mundial de café em 2012/13 deverá totalizar o volume recorde de 148 milhões de sacas de 60 quilos, crescendo 10 milhões de sacas em relação ao ano anterior, de acordo com projeção do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) divulgada nesta sexta-feira.
O Brasil está com a produção 2012/13 (colhida em 2012) estimada em 55,9 milhões de sacas - ante as 49,2 milhões de sacas de 2011/12 -, à frente do Vietnã, com 22,4 milhões de sacas, Indonésia (9,7 milhões de sacas), da Colômbia (7,5 milhões de sacas, Etiópia (6,5 milhões de sacas) e India (5,1milhões de sacas). O consumo total de café em 2012/13, segundo o USDA, deverá atingir 141,708 milhões de sacas, gerando um superávit entre oferta e demanda de 6,298milhões de sacas na temporada. Os estoques finais totais de café em 2012/13 deverão atingir 27,201 milhões de sacas, e os iniciais 24,101 milhões de sacas. O Brasil está com os estoques finais de café da temporada 2012/13 projetados em 2,926 milhões de sacas. As exportações de café em grão brasileiras, segundo o USDA, vão atingir 30,630 milhões de sacas em 2012/13, eo consumo doméstico poderá chegar a 20,76 milhões de sacas
A produção mundial de café em 2012/13 deverá totalizar o volume recorde de 148 milhões de sacas de 60 quilos, crescendo 10 milhões de sacas em relação ao ano anterior, de acordo com projeção do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) divulgada nesta sexta-feira.
O Brasil está com a produção 2012/13 (colhida em 2012) estimada em 55,9 milhões de sacas - ante as 49,2 milhões de sacas de 2011/12 -, à frente do Vietnã, com 22,4 milhões de sacas, Indonésia (9,7 milhões de sacas), da Colômbia (7,5 milhões de sacas, Etiópia (6,5 milhões de sacas) e India (5,1milhões de sacas). O consumo total de café em 2012/13, segundo o USDA, deverá atingir 141,708 milhões de sacas, gerando um superávit entre oferta e demanda de 6,298milhões de sacas na temporada. Os estoques finais totais de café em 2012/13 deverão atingir 27,201 milhões de sacas, e os iniciais 24,101 milhões de sacas. O Brasil está com os estoques finais de café da temporada 2012/13 projetados em 2,926 milhões de sacas. As exportações de café em grão brasileiras, segundo o USDA, vão atingir 30,630 milhões de sacas em 2012/13, eo consumo doméstico poderá chegar a 20,76 milhões de sacas
domingo, 24 de junho de 2012
CHUVAS ESTANCAM BAIXAS DO ARÁBICA
CHUVAS ESTANCAM BAIXAS DO ARÁBICA
A União Européia diz estar considerando medidas concretas na direção de uma de arquitetura com integração financeira, supervisão, resolução e recapitalização bancária e também seguros aos depósitos. Ah tá, tudo resolvido então.Na Grécia o resultado das eleições foi dentro do esperado, com uma esperança de que maioria àqueles que apoiam medidas ajudarão país a receber mais apoio (dinheiro) externo. Pelo que leio e ouço apenas tardará a saída do país da moeda comum.O banco central americano manteve a taxa básica de juros inalterada, e ampliará os valores e o tempo na operação que visa baratear (ainda mais) o custo de dinheiro de longo prazo (conhecida por aqui como operação-twist).Índices de produção industrial de dois monstros, China e Alemanha, cederam em sua última leitura comparando-se ao mês anterior, sinais que não animam obviamente.Bolsas fecharam mistas ao redor do mundo, com leve queda nos Estados Unidos e altas módicas na Europa.Já os índices de commodities tomaram mais uma pancada, com destaque (entre os componentes do CRB) para a queda de 10.22% do algodão, 7.01% da prata e 4.2% do petróleo (WTI).O café arábica finalmente subiu durante os últimos cinco dias, com ganhos de US$ 6.75 por saca na ICE e US$ 10.25 na BM&F. O robusta na LIFFE cedeu US$ 4.74 a saca.O caminho da alta foi volátil com movimentações fortes em Nova Iorque que na terça, quarta e quinta fechou com alta de US$ 7.40 centavos, depois baixa de US$ 6.40 centavos e alta novamente de US$ 6.40 centavos - respectivamente. Ou seja, bem tranquilo.O motivo da alta parece estar relacionado com as chuvas no Brasil, que devem estragar a qualidade de uma parcela da safra que está sendo colhida.No mercado físico o destaque foi a compra do equivalente ao um mês (de baixo volume) das exportações brasileiras por parte de um grande torrador, a diferenciais mais baratos do que os altistas gostariam.Nas origens os diferenciais ficaram praticamente inalterados.O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) divulgou o seu relatório de S&D mundial para o café. Segundo o órgão no ano-safra 2012/2013 o mundo produzirá quase 10 milhões de sacas a mais do que 11/12, ou um total de 147,92 milhões de sacas, dos quais 88.08 serão arábica e 59.82 robusta.O consumo, segundo a previsão, subirá de 138,91 para 141.71 milhões de sacas, e portanto os estoques mundiais siarão de 24,10 para 27,20 milhões.Nunca se produziu e consumiu tanto, verdade, mas vale lembrar que os estoques ao final do ciclo cobrirão apenas 10 semanas de consumo, e a produção voltará a cair dada a bianualidade – um dos principais motivos que me deixa altista para o final do ano de 2012.Com o humor do macro melhor talvez vejamos o café subir mais um pouco nesta semana, entretanto se eu tivesse que fazer alguma aposta neste momento (curto-prazo) eu olharia para a estrutura acreditando em um estreitamento e na arbitragem do arábica com o robusta que creio deve ter visto as máximas.Uma excelente semana a todos e muito bons negócios.
Rodrigo Corrêa da Costa
A União Européia diz estar considerando medidas concretas na direção de uma de arquitetura com integração financeira, supervisão, resolução e recapitalização bancária e também seguros aos depósitos. Ah tá, tudo resolvido então.Na Grécia o resultado das eleições foi dentro do esperado, com uma esperança de que maioria àqueles que apoiam medidas ajudarão país a receber mais apoio (dinheiro) externo. Pelo que leio e ouço apenas tardará a saída do país da moeda comum.O banco central americano manteve a taxa básica de juros inalterada, e ampliará os valores e o tempo na operação que visa baratear (ainda mais) o custo de dinheiro de longo prazo (conhecida por aqui como operação-twist).Índices de produção industrial de dois monstros, China e Alemanha, cederam em sua última leitura comparando-se ao mês anterior, sinais que não animam obviamente.Bolsas fecharam mistas ao redor do mundo, com leve queda nos Estados Unidos e altas módicas na Europa.Já os índices de commodities tomaram mais uma pancada, com destaque (entre os componentes do CRB) para a queda de 10.22% do algodão, 7.01% da prata e 4.2% do petróleo (WTI).O café arábica finalmente subiu durante os últimos cinco dias, com ganhos de US$ 6.75 por saca na ICE e US$ 10.25 na BM&F. O robusta na LIFFE cedeu US$ 4.74 a saca.O caminho da alta foi volátil com movimentações fortes em Nova Iorque que na terça, quarta e quinta fechou com alta de US$ 7.40 centavos, depois baixa de US$ 6.40 centavos e alta novamente de US$ 6.40 centavos - respectivamente. Ou seja, bem tranquilo.O motivo da alta parece estar relacionado com as chuvas no Brasil, que devem estragar a qualidade de uma parcela da safra que está sendo colhida.No mercado físico o destaque foi a compra do equivalente ao um mês (de baixo volume) das exportações brasileiras por parte de um grande torrador, a diferenciais mais baratos do que os altistas gostariam.Nas origens os diferenciais ficaram praticamente inalterados.O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) divulgou o seu relatório de S&D mundial para o café. Segundo o órgão no ano-safra 2012/2013 o mundo produzirá quase 10 milhões de sacas a mais do que 11/12, ou um total de 147,92 milhões de sacas, dos quais 88.08 serão arábica e 59.82 robusta.O consumo, segundo a previsão, subirá de 138,91 para 141.71 milhões de sacas, e portanto os estoques mundiais siarão de 24,10 para 27,20 milhões.Nunca se produziu e consumiu tanto, verdade, mas vale lembrar que os estoques ao final do ciclo cobrirão apenas 10 semanas de consumo, e a produção voltará a cair dada a bianualidade – um dos principais motivos que me deixa altista para o final do ano de 2012.Com o humor do macro melhor talvez vejamos o café subir mais um pouco nesta semana, entretanto se eu tivesse que fazer alguma aposta neste momento (curto-prazo) eu olharia para a estrutura acreditando em um estreitamento e na arbitragem do arábica com o robusta que creio deve ter visto as máximas.Uma excelente semana a todos e muito bons negócios.
Rodrigo Corrêa da Costa
sábado, 23 de junho de 2012
NEGOCIANDO COMO NUNCA, CAINDO COMO SEMPRE
Mercado de Açúcar
– Comentário Semanal – de 18 a 22 de junho de 2012
NEGOCIANDO COMO NUNCA, CAINDO COMO SEMPRE
O mercado fechou a semana em queda de 60 pontos (13 dólares por tonelada) no vencimento julho, encerrando o pregão de sexta cotado a 20,24 centavos de dólar por libra-peso. O outubro teve queda de apenas 26 pontos na semana (menos de 6 dólares por tonelada), enquanto os demais meses ao longo da extensa curva de preços, que vai até maio/2015, fecharam igualmente em quedas que variaram entre 3 e 10 dólares por tonelada. O mercado completou o 16º dia em seguida negociando mais de 100.000 contratos (média diária de 175.000 lotes, equivalentes a 8.8 milhões de toneladas de açúcar). Isso não ocorria há um ano.O pregão de sexta, no linguajar de um jovem trader do mercado, “foi punk”, seja lá o que isso significa. “Cara, o mercado caiu 100 pontos em 4 minutos, enquanto eu tava (sic) no banheiro”, reclamou ele. A vida é assim. Ninguém entendeu o porquê desse derretimento tão rápido e não faltaram as elucubrações de sempre: caiu porque a chuva parou. As tais soft commodities (açúcar, cacau, café e algodão) estão dando canseira nos gestores. As quatro caíram nesta sexta-feira.As chuvas que caem no Centro Sul que tem atrasado o corte de cana, ajudaram o açúcar a recuperar parte da recente queda de preços no mercado internacional. Embora ninguém esteja entusiasmadamente altista, muitos operadores do mercado acreditam que as mínimas (18,86 no início deste mês) já foram vistas.O hidratado negociado a R$ 1,28 o litro, equivale hoje a um açúcar a 17,14 centavos de dólar por libra-peso FOB Santos (dólar médio considerado de 2,0530). A margem negativa no hidratado, sem custo financeiro, é estimada em 3,59% sobre o custo de produção. Ou seja, a usina está pagando para produzir.Um analista de mercado disse às agências noticiosas, nesta semana, que “o açúcar não vai chegar a 30 centavos de dólar por libra-peso”. Vender uma call (opção de compra) de preço de exercício 30 centavos de dólar por libra-peso, com vencimento para outubro/2012, pode ser uma boa ideia. O prêmio dessa opção já chegou a valer 166 pontos. Na sexta-feira fechou a 4 pontos (quase 1 dólar por tonelada).Alguns pontos podem reforçar a ideia de que o mercado encontrou um nível de suporte nos preços atuais. São eles: o sentimento de aumento iminente no preço da gasolina na bomba que tem o efeito de elevar (em tese) o preço base do hidratado (digamos que o chão do mercado passaria a ser equivalente a açúcar a 18,50 centavos de dólar por libra-peso FOB Santos); mudanças no imposto sobre operações financeiras que facilitariam a entrada de dólares e consequentemente trariam um fôlego para o real; eventual mudança da mistura de combustível alterando o percentual de anidro para 25% dos atuais 20%. Do outro lado do argumento estaria o recrudescimento do cenário macroeconômico que valorizaria o dólar e jogaria as commodities para baixo (em especial o petróleo que chegou a quebrar os 80 dólares por barril). O petróleo foi a commodity que mais caiu este mês: 14.8% de queda. Suco de laranja, soja e açúcar são as únicas que subiram em junho até agora, com 13%, 6.8% e 4.5% respectivamente.Estariam refletidos no preço o crescimento da produção na Índia, Paquistão, das excelentes condições climáticas na Rússia e consequente aumento de produção e as revisões para baixo das safras no Brasil, México e Estados Unidos? Outra questão que se faz é: quais elementos seriam necessários para que o mercado subisse além dos níveis atuais? O cenário macroeconômico aponta para uma desaceleração da economia mundial apesar de o consumo mundial de açúcar ter aumentado em média 1,5% ao ano. Aumento de disponibilidade e preços baixos costumam andar de mãos dadas. Mas uma esperada desaceleração no crescimento econômico global pode minar as perspectivas de expansão da indústria de alimentos sensível à variação de renda. Ou seja, o horizonte é carregado de nuvens negras. Se por um lado entendemos que abaixo de 19,50 o mercado teria vida curta, por outro, acima de 23-24 centavos de dólar por libra-peso, seria igualmente de curta duração.Em evento concorrido na semana, a Glencore apresentou sua tradicional e sempre aguardada perspectiva sobre o mercado internacional do açúcar. Sem fazer previsões em termos de níveis de preço, foi interessante saber alguns dos custos de produção dos principais produtores mundiais: Tailândia 16,08 centavos de dólar por libra-peso, Austrália 15,27, África do Sul em 14,14 e Brasil 14,86 centavos de dólar por libra-peso. Segundo a empresa, os custos acima são posto usina, sem depreciação nem custo financeiro. Alguns muxoxos foram ouvidos na sala de conferência. O tom baixista dos números de estoque e produção apresentados, embora sem o acompanhamento de previsão do nível de preços internacionais, inferiu – se compararmos com os custos de produção apresentados – que haveria espaço para um afrouxamento nos preços em NY. Numa clara evidência de que existe vida inteligente no governo, um diretor da ANP (Agência Nacional do Petróleo), disse esta semana no Rio+20, em evento do Centro de Gestão e Estudos Estratégicos, instituição ligada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, que “em algum momento, com calma, vamos precisar ter a coragem de assumir que, talvez, o preço da gasolina tenha um peso demasiadamente alto no cálculo dos índices inflacionários. Isso afeta diretamente a indústria do etanol”. Não sei por que, mas penso que a trilha sonora ideal para acompanhar essa corajosa declaração do digníssimo diretor seria Aleluia, de Hendel.O Modelo desenvolvido pela Archer Consulting estima que pelo menos 19,49 milhões de toneladas já estejam fixadas para a safra 2012/2013 ao preço médio de 23,02 centavos de dólar por libra-peso. Isso mostra que houve uma aceleração nas fixações desde a última vez que publicamos esse estudo, no início de maio, acima de 2 milhões de toneladas. Se o Brasil exportar 23 milhões de toneladas, estamos dizendo que 85% já estaria fixado.Tenham uma excelente semana
Arnaldo Luiz Corrêa
– Comentário Semanal – de 18 a 22 de junho de 2012
NEGOCIANDO COMO NUNCA, CAINDO COMO SEMPRE
O mercado fechou a semana em queda de 60 pontos (13 dólares por tonelada) no vencimento julho, encerrando o pregão de sexta cotado a 20,24 centavos de dólar por libra-peso. O outubro teve queda de apenas 26 pontos na semana (menos de 6 dólares por tonelada), enquanto os demais meses ao longo da extensa curva de preços, que vai até maio/2015, fecharam igualmente em quedas que variaram entre 3 e 10 dólares por tonelada. O mercado completou o 16º dia em seguida negociando mais de 100.000 contratos (média diária de 175.000 lotes, equivalentes a 8.8 milhões de toneladas de açúcar). Isso não ocorria há um ano.O pregão de sexta, no linguajar de um jovem trader do mercado, “foi punk”, seja lá o que isso significa. “Cara, o mercado caiu 100 pontos em 4 minutos, enquanto eu tava (sic) no banheiro”, reclamou ele. A vida é assim. Ninguém entendeu o porquê desse derretimento tão rápido e não faltaram as elucubrações de sempre: caiu porque a chuva parou. As tais soft commodities (açúcar, cacau, café e algodão) estão dando canseira nos gestores. As quatro caíram nesta sexta-feira.As chuvas que caem no Centro Sul que tem atrasado o corte de cana, ajudaram o açúcar a recuperar parte da recente queda de preços no mercado internacional. Embora ninguém esteja entusiasmadamente altista, muitos operadores do mercado acreditam que as mínimas (18,86 no início deste mês) já foram vistas.O hidratado negociado a R$ 1,28 o litro, equivale hoje a um açúcar a 17,14 centavos de dólar por libra-peso FOB Santos (dólar médio considerado de 2,0530). A margem negativa no hidratado, sem custo financeiro, é estimada em 3,59% sobre o custo de produção. Ou seja, a usina está pagando para produzir.Um analista de mercado disse às agências noticiosas, nesta semana, que “o açúcar não vai chegar a 30 centavos de dólar por libra-peso”. Vender uma call (opção de compra) de preço de exercício 30 centavos de dólar por libra-peso, com vencimento para outubro/2012, pode ser uma boa ideia. O prêmio dessa opção já chegou a valer 166 pontos. Na sexta-feira fechou a 4 pontos (quase 1 dólar por tonelada).Alguns pontos podem reforçar a ideia de que o mercado encontrou um nível de suporte nos preços atuais. São eles: o sentimento de aumento iminente no preço da gasolina na bomba que tem o efeito de elevar (em tese) o preço base do hidratado (digamos que o chão do mercado passaria a ser equivalente a açúcar a 18,50 centavos de dólar por libra-peso FOB Santos); mudanças no imposto sobre operações financeiras que facilitariam a entrada de dólares e consequentemente trariam um fôlego para o real; eventual mudança da mistura de combustível alterando o percentual de anidro para 25% dos atuais 20%. Do outro lado do argumento estaria o recrudescimento do cenário macroeconômico que valorizaria o dólar e jogaria as commodities para baixo (em especial o petróleo que chegou a quebrar os 80 dólares por barril). O petróleo foi a commodity que mais caiu este mês: 14.8% de queda. Suco de laranja, soja e açúcar são as únicas que subiram em junho até agora, com 13%, 6.8% e 4.5% respectivamente.Estariam refletidos no preço o crescimento da produção na Índia, Paquistão, das excelentes condições climáticas na Rússia e consequente aumento de produção e as revisões para baixo das safras no Brasil, México e Estados Unidos? Outra questão que se faz é: quais elementos seriam necessários para que o mercado subisse além dos níveis atuais? O cenário macroeconômico aponta para uma desaceleração da economia mundial apesar de o consumo mundial de açúcar ter aumentado em média 1,5% ao ano. Aumento de disponibilidade e preços baixos costumam andar de mãos dadas. Mas uma esperada desaceleração no crescimento econômico global pode minar as perspectivas de expansão da indústria de alimentos sensível à variação de renda. Ou seja, o horizonte é carregado de nuvens negras. Se por um lado entendemos que abaixo de 19,50 o mercado teria vida curta, por outro, acima de 23-24 centavos de dólar por libra-peso, seria igualmente de curta duração.Em evento concorrido na semana, a Glencore apresentou sua tradicional e sempre aguardada perspectiva sobre o mercado internacional do açúcar. Sem fazer previsões em termos de níveis de preço, foi interessante saber alguns dos custos de produção dos principais produtores mundiais: Tailândia 16,08 centavos de dólar por libra-peso, Austrália 15,27, África do Sul em 14,14 e Brasil 14,86 centavos de dólar por libra-peso. Segundo a empresa, os custos acima são posto usina, sem depreciação nem custo financeiro. Alguns muxoxos foram ouvidos na sala de conferência. O tom baixista dos números de estoque e produção apresentados, embora sem o acompanhamento de previsão do nível de preços internacionais, inferiu – se compararmos com os custos de produção apresentados – que haveria espaço para um afrouxamento nos preços em NY. Numa clara evidência de que existe vida inteligente no governo, um diretor da ANP (Agência Nacional do Petróleo), disse esta semana no Rio+20, em evento do Centro de Gestão e Estudos Estratégicos, instituição ligada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, que “em algum momento, com calma, vamos precisar ter a coragem de assumir que, talvez, o preço da gasolina tenha um peso demasiadamente alto no cálculo dos índices inflacionários. Isso afeta diretamente a indústria do etanol”. Não sei por que, mas penso que a trilha sonora ideal para acompanhar essa corajosa declaração do digníssimo diretor seria Aleluia, de Hendel.O Modelo desenvolvido pela Archer Consulting estima que pelo menos 19,49 milhões de toneladas já estejam fixadas para a safra 2012/2013 ao preço médio de 23,02 centavos de dólar por libra-peso. Isso mostra que houve uma aceleração nas fixações desde a última vez que publicamos esse estudo, no início de maio, acima de 2 milhões de toneladas. Se o Brasil exportar 23 milhões de toneladas, estamos dizendo que 85% já estaria fixado.Tenham uma excelente semana
Arnaldo Luiz Corrêa
Café volta a oscilar na ICE e fecha sexta com retrações
Café volta a oscilar na ICE e fecha sexta com retrações
Os contratos futuros de café arábica negociados na ICE Futures US voltaram a oscilar consideravelmente nesta sexta-feira, em uma sessão com um volume baixo comercializado. Com a expectativa de que os fortes ganhos da sessão anterior pudessem ter continuidade, a abertura do dia se deu até com alguma consistência. No entanto, ao tentar testar o nível de 160,00 centavos, mais uma vez o setembro falhou. Ao não conseguir romper essa resistência básica, a tendência se inverteu e consideráveis liquidações passaram a ser empreendidas, com a segunda posição tendo chegado a flutuar dentro do intervalo de 153,00 centavos. O mercado foi efetivamente técnico e o café, assim como no dia anterior, se mostrou dissociado de outros mercados. Ao longo desta sexta-feira, as bolsas de valores subiram nos Estados Unidos e alguns segmentos das commodities também tiveram valorização. Entretanto, a maior parte das commodities recuou em um movimento, na visão de alguns operadores, de desaceleração em relação ao dia anterior. Para vários operadores, a situação externa, com a preocupação constante com a questão das dívidas na Europa, continua a ser um elemento de pressão sobre as cotações de commodities mais voláteis, como é o caso do café. No encerramento do dia, o setembro em Nova Iorque teve queda de 290 pontos, com 155,90 centavos, sendo a máxima em 159,75 e a mínima em 153,05 centavos por libra, com o setembro tendo desvalorização de 290 pontos, com a libra a 159,10 centavos, sendo a máxima em 162,85 e a mínima em 156,40 centavos por libra. Na Euronext/Liffe, em Londres, julho teve queda de 43 dólares, com 2.016 dólares por tonelada, com o setembro tendo desvalorização de 47 dólares, com 2.032 dólares por tonelada. De acordo com analistas internacionais, o mercado teve mais um dia de volatilidade e tendeu para as baixas, principalmente ao demonstrar nova fraqueza em tentar romper um nível básico, como os 160,00 centavos. No entanto, na parte final do dia, algumas recompras foram reportadas, o que permitiu que as baixas, no encerramento, não fossem tão pronunciadas. Para os analistas, o comportamento io-iô do café ao longo desta semana pode ser uma demonstração que o setembro encontrou uma base mais consistente e que as baixas tão pronunciadas verificadas ao longo das últimas semanas possam ser contidas. "É possível que um nível entre 145,00 e 150,00 centavos seja uma base natural para o café até o final do terceiro trimestre do ano, após os produtores brasileiros ampliarem as vendas dos grãos de sua nova safra, colhida ao longo do inverno. No quarto trimestre, já com projeções para safra brasileira de menor porte, é possível que o mercado sinta um novo 'aperto' e os preços tendam a voltar a subir", indicou o Macquarie Bank, em nota. "O quadro nas bolsas se complica com a ausência de muitas indústrias. Com as contraditórias informações sobre o tamanho da nova safra brasileira de café, em processo de colheita, e as incertezas sobre o futuro do euro e seus reflexos na economia mundial, elas optam por usar o que resta de seus estoques, adiando novas compras o máximo que podem. Ganham tempo para aguardar uma melhor definição do quadro. O problema acaba sobrando para o cafeicultor brasileiro que em plena colheita, período de fortes despesas, assiste impotente o derretimento das cotações, que está transferindo para os compradores os resultados de um ano de trabalho e de muitos anos de investimento", indicou o Escritório Carvalhaes, em seu relatório semanal. Há 178 notificações contra o julho, desde o início da notificação, no dia 21. As exportações de café do Brasil em junho, até o dia 21, somaram 830.629 sacas de café, contra às 994.341 sacas registradas no mesmo período de maio, informou o Cecafé (Conselho dos Exportadores de Café do Brasil). Os estoques certificados de café na bolsa de Nova Iorque tiveram alta de 15.376 sacas, indo para 1.607.647 sacas. O volume negociado no dia na ICE Futures US foi estimado em 14.845 lotes, com as opções tendo 1.324 calls e 405 puts. Tecnicamente, o setembro na ICE Futures US tem uma resistência em 159,75, 159,90-160,00, 160,50, 161,00, 161,25, 161,50, 162,00, 162,50, 163,00, 163,50, 164,00, 164,50, 164,90-165,00 e 165,50 centavos de dólar por libra peso, com o suporte em 153,05-153,00, 152,50, 152,00, 151,50-151,40, 151,00, 150,50, 150,00, 149,50, 149,00, 148,50, 149,00, 149,25, 149,00, 148,50, 148,00, 147,50, 147,00, 146,50 e 146,00 centavos por libra.
Londres volta a ser pressionado e tem continuidade de baixas
Os contratos futuros de café robusta negociados na Euronext/Liffe aprofundaram as perdas nesta sexta-feira, com o setembro tendo iniciado a sessão com altas, mas, logo na seqüência, as liquidações se tornaram preponderantes e o encerramento do dia ficou próximo da mínima, que foi de 2.028 dólares. De acordo com analistas internacionais, o dia foi caracterizado pela manutenção de vendas especulativas e de fundos, que permitiram que uma retração mais considerável pudesse ser aferida. Algumas rolagens de posição ainda são assistidas, ainda que o julho esteja cada vez mais esvaziado na casa de comercialização britânica. "As baixas seguem uma tendência que já era esperada. A boa demanda por grãos robustas fez com que os preços subissem consideravelmente. Isso devido ao fato de as indústria de torrefação terem passado a utilizar mais robusta em seus blends. Com as novas quedas dos arábicas, o interesse pelos robustas volta a ser menos incisivo e, assim, passamos a ter uma maior vulnerabilidade para as quedas", disse um trader. O julho na bolsa londrina tem 12,2 mil contratos em aberto, contra 55,5 mil do setembro. O dia na bolsa de Londres teve o contrato de café de julho com uma movimentação de 2,48 mil lotes, com o setembro tendo 9,16 mil lotes negociados. O spread entre as posições julho e setembro ficou em 16 dólares. No encerramento da sessão na Euronext/Liffe, a posição julho teve queda de 43 dólares, com 2.016 dólares por tonelada, com o setembro tendo desvalorização de 47 dólares, com 2.032 dólares por tonelada.
Boletim semanal - ano 79 - n° 25
Santos, sexta-feira, 22 de junho de 2012
Atordoante e irracional. Foi o mais brando que ouvimos sobre o comportamento das cotações no mercado futuro de café, em mais uma semana de desorientação e guerra de boatos. Na ICE Futures US, em Nova Iorque, os contratos de café com vencimento em setembro próximo fecharam na segunda-feira com baixa de 50 pontos; na terça-feira com alta de 730 pontos; na quarta com baixa de 640 pontos; ontem, quinta-feira, com alta de 640 pontos e hoje com baixa de 290 pontos. Todo este forte sobe e desce não teve origem em notícias sobre o mercado de café, mas sim na insegurança dos operadores com as desencontradas informações sobre o andamento das negociações destinadas a dar um rumo às economias da zona do euro. Esta insegurança levou operadores de fundos de investimentos e também especuladores a derrubarem as cotações das commodities agrícolas por todo o semestre, sendo que as do café já recuaram 31% desde o início do ano. O quadro nas bolsas se complica com a ausência de muitas indústrias. Com as contraditórias informações sobre o tamanho da nova safra brasileira de café, em processo de colheita, e as incertezas sobre o futuro do euro e seus reflexos na economia mundial, elas optam por usar o que resta de seus estoques, adiando novas compras o máximo que podem. Ganham tempo para aguardar uma melhor definição do quadro. O problema acaba sobrando para o cafeicultor brasileiro que em plena colheita, período de fortes despesas, assiste impotente o derretimento das cotações, que está transferindo para os compradores os resultados de um ano de trabalho e de muitos anos de investimento. Repetimos o que dissemos em nosso último boletim. Em nossa opinião, em uma crise impar como a atual, é necessária uma rápida ação das lideranças e do governo brasileiro para defender a cafeicultura brasileira. É preciso estancar as perdas e dar sustentação aos preços na entrada no mercado da nova safra de café. As fortes e prolongadas chuvas sobre muitas das principais regiões produtoras de café prejudicam os trabalhos de colheita e já causam perda de qualidade irreversível em parte significativa da nova safra. Até o dia 21, os embarques de junho estavam em 668.472 sacas de café arábica e 98.881 sacas de café conillon, somando 767.353 sacas de café verde, mais 63.276 sacas de café solúvel, contra 994.341 sacas no mesmo dia de maio. Até o dia 21, os pedidos de emissão de certificados de origem para embarque em junho totalizavam 1.354.961 sacas, contra 1.576.191 sacas no mesmo dia do mês anterior. A bolsa de Nova Iorque – ICE, do fechamento do dia 15, sexta-feira, até o fechamento de hoje, sexta-feira, dia 22, subiu nos contratos para entrega em setembro próximo, 390 pontos ou US$ 5,16 (R$ 10,66) por saca. Em reais por saca, as cotações para entrega em setembro próximo na ICE fecharam no dia 15 a R$ 410,17/saca e hoje, dia 22, a R$ 424,62/saca. Hoje, sexta-feira, nos contratos para entrega em setembro, a bolsa de Nova Iorque fechou com baixa de 290 pontos. Escritório Carvalhaes
Os contratos futuros de café arábica negociados na ICE Futures US voltaram a oscilar consideravelmente nesta sexta-feira, em uma sessão com um volume baixo comercializado. Com a expectativa de que os fortes ganhos da sessão anterior pudessem ter continuidade, a abertura do dia se deu até com alguma consistência. No entanto, ao tentar testar o nível de 160,00 centavos, mais uma vez o setembro falhou. Ao não conseguir romper essa resistência básica, a tendência se inverteu e consideráveis liquidações passaram a ser empreendidas, com a segunda posição tendo chegado a flutuar dentro do intervalo de 153,00 centavos. O mercado foi efetivamente técnico e o café, assim como no dia anterior, se mostrou dissociado de outros mercados. Ao longo desta sexta-feira, as bolsas de valores subiram nos Estados Unidos e alguns segmentos das commodities também tiveram valorização. Entretanto, a maior parte das commodities recuou em um movimento, na visão de alguns operadores, de desaceleração em relação ao dia anterior. Para vários operadores, a situação externa, com a preocupação constante com a questão das dívidas na Europa, continua a ser um elemento de pressão sobre as cotações de commodities mais voláteis, como é o caso do café. No encerramento do dia, o setembro em Nova Iorque teve queda de 290 pontos, com 155,90 centavos, sendo a máxima em 159,75 e a mínima em 153,05 centavos por libra, com o setembro tendo desvalorização de 290 pontos, com a libra a 159,10 centavos, sendo a máxima em 162,85 e a mínima em 156,40 centavos por libra. Na Euronext/Liffe, em Londres, julho teve queda de 43 dólares, com 2.016 dólares por tonelada, com o setembro tendo desvalorização de 47 dólares, com 2.032 dólares por tonelada. De acordo com analistas internacionais, o mercado teve mais um dia de volatilidade e tendeu para as baixas, principalmente ao demonstrar nova fraqueza em tentar romper um nível básico, como os 160,00 centavos. No entanto, na parte final do dia, algumas recompras foram reportadas, o que permitiu que as baixas, no encerramento, não fossem tão pronunciadas. Para os analistas, o comportamento io-iô do café ao longo desta semana pode ser uma demonstração que o setembro encontrou uma base mais consistente e que as baixas tão pronunciadas verificadas ao longo das últimas semanas possam ser contidas. "É possível que um nível entre 145,00 e 150,00 centavos seja uma base natural para o café até o final do terceiro trimestre do ano, após os produtores brasileiros ampliarem as vendas dos grãos de sua nova safra, colhida ao longo do inverno. No quarto trimestre, já com projeções para safra brasileira de menor porte, é possível que o mercado sinta um novo 'aperto' e os preços tendam a voltar a subir", indicou o Macquarie Bank, em nota. "O quadro nas bolsas se complica com a ausência de muitas indústrias. Com as contraditórias informações sobre o tamanho da nova safra brasileira de café, em processo de colheita, e as incertezas sobre o futuro do euro e seus reflexos na economia mundial, elas optam por usar o que resta de seus estoques, adiando novas compras o máximo que podem. Ganham tempo para aguardar uma melhor definição do quadro. O problema acaba sobrando para o cafeicultor brasileiro que em plena colheita, período de fortes despesas, assiste impotente o derretimento das cotações, que está transferindo para os compradores os resultados de um ano de trabalho e de muitos anos de investimento", indicou o Escritório Carvalhaes, em seu relatório semanal. Há 178 notificações contra o julho, desde o início da notificação, no dia 21. As exportações de café do Brasil em junho, até o dia 21, somaram 830.629 sacas de café, contra às 994.341 sacas registradas no mesmo período de maio, informou o Cecafé (Conselho dos Exportadores de Café do Brasil). Os estoques certificados de café na bolsa de Nova Iorque tiveram alta de 15.376 sacas, indo para 1.607.647 sacas. O volume negociado no dia na ICE Futures US foi estimado em 14.845 lotes, com as opções tendo 1.324 calls e 405 puts. Tecnicamente, o setembro na ICE Futures US tem uma resistência em 159,75, 159,90-160,00, 160,50, 161,00, 161,25, 161,50, 162,00, 162,50, 163,00, 163,50, 164,00, 164,50, 164,90-165,00 e 165,50 centavos de dólar por libra peso, com o suporte em 153,05-153,00, 152,50, 152,00, 151,50-151,40, 151,00, 150,50, 150,00, 149,50, 149,00, 148,50, 149,00, 149,25, 149,00, 148,50, 148,00, 147,50, 147,00, 146,50 e 146,00 centavos por libra.
Londres volta a ser pressionado e tem continuidade de baixas
Os contratos futuros de café robusta negociados na Euronext/Liffe aprofundaram as perdas nesta sexta-feira, com o setembro tendo iniciado a sessão com altas, mas, logo na seqüência, as liquidações se tornaram preponderantes e o encerramento do dia ficou próximo da mínima, que foi de 2.028 dólares. De acordo com analistas internacionais, o dia foi caracterizado pela manutenção de vendas especulativas e de fundos, que permitiram que uma retração mais considerável pudesse ser aferida. Algumas rolagens de posição ainda são assistidas, ainda que o julho esteja cada vez mais esvaziado na casa de comercialização britânica. "As baixas seguem uma tendência que já era esperada. A boa demanda por grãos robustas fez com que os preços subissem consideravelmente. Isso devido ao fato de as indústria de torrefação terem passado a utilizar mais robusta em seus blends. Com as novas quedas dos arábicas, o interesse pelos robustas volta a ser menos incisivo e, assim, passamos a ter uma maior vulnerabilidade para as quedas", disse um trader. O julho na bolsa londrina tem 12,2 mil contratos em aberto, contra 55,5 mil do setembro. O dia na bolsa de Londres teve o contrato de café de julho com uma movimentação de 2,48 mil lotes, com o setembro tendo 9,16 mil lotes negociados. O spread entre as posições julho e setembro ficou em 16 dólares. No encerramento da sessão na Euronext/Liffe, a posição julho teve queda de 43 dólares, com 2.016 dólares por tonelada, com o setembro tendo desvalorização de 47 dólares, com 2.032 dólares por tonelada.
Boletim semanal - ano 79 - n° 25
Santos, sexta-feira, 22 de junho de 2012
Atordoante e irracional. Foi o mais brando que ouvimos sobre o comportamento das cotações no mercado futuro de café, em mais uma semana de desorientação e guerra de boatos. Na ICE Futures US, em Nova Iorque, os contratos de café com vencimento em setembro próximo fecharam na segunda-feira com baixa de 50 pontos; na terça-feira com alta de 730 pontos; na quarta com baixa de 640 pontos; ontem, quinta-feira, com alta de 640 pontos e hoje com baixa de 290 pontos. Todo este forte sobe e desce não teve origem em notícias sobre o mercado de café, mas sim na insegurança dos operadores com as desencontradas informações sobre o andamento das negociações destinadas a dar um rumo às economias da zona do euro. Esta insegurança levou operadores de fundos de investimentos e também especuladores a derrubarem as cotações das commodities agrícolas por todo o semestre, sendo que as do café já recuaram 31% desde o início do ano. O quadro nas bolsas se complica com a ausência de muitas indústrias. Com as contraditórias informações sobre o tamanho da nova safra brasileira de café, em processo de colheita, e as incertezas sobre o futuro do euro e seus reflexos na economia mundial, elas optam por usar o que resta de seus estoques, adiando novas compras o máximo que podem. Ganham tempo para aguardar uma melhor definição do quadro. O problema acaba sobrando para o cafeicultor brasileiro que em plena colheita, período de fortes despesas, assiste impotente o derretimento das cotações, que está transferindo para os compradores os resultados de um ano de trabalho e de muitos anos de investimento. Repetimos o que dissemos em nosso último boletim. Em nossa opinião, em uma crise impar como a atual, é necessária uma rápida ação das lideranças e do governo brasileiro para defender a cafeicultura brasileira. É preciso estancar as perdas e dar sustentação aos preços na entrada no mercado da nova safra de café. As fortes e prolongadas chuvas sobre muitas das principais regiões produtoras de café prejudicam os trabalhos de colheita e já causam perda de qualidade irreversível em parte significativa da nova safra. Até o dia 21, os embarques de junho estavam em 668.472 sacas de café arábica e 98.881 sacas de café conillon, somando 767.353 sacas de café verde, mais 63.276 sacas de café solúvel, contra 994.341 sacas no mesmo dia de maio. Até o dia 21, os pedidos de emissão de certificados de origem para embarque em junho totalizavam 1.354.961 sacas, contra 1.576.191 sacas no mesmo dia do mês anterior. A bolsa de Nova Iorque – ICE, do fechamento do dia 15, sexta-feira, até o fechamento de hoje, sexta-feira, dia 22, subiu nos contratos para entrega em setembro próximo, 390 pontos ou US$ 5,16 (R$ 10,66) por saca. Em reais por saca, as cotações para entrega em setembro próximo na ICE fecharam no dia 15 a R$ 410,17/saca e hoje, dia 22, a R$ 424,62/saca. Hoje, sexta-feira, nos contratos para entrega em setembro, a bolsa de Nova Iorque fechou com baixa de 290 pontos. Escritório Carvalhaes
sexta-feira, 22 de junho de 2012
Café volta a ganhar fôlego na ICE e fecha dia com bons ganhos
Café volta a ganhar fôlego na ICE e fecha dia com bons ganhos
Os contratos futuros de café arábica negociados na ICE Futures US encerraram esta quinta-feira com ganhos expressivos, invertendo, retomando, assim, os ganhos da última terça-feira. Aquisições especulativas e, em menor grau, de fundos deram o norte para os negócios, em um dia em que o café operou totalmente dissociado de outros mercados, que sofreram com várias quedas em muitos segmentos. A quinta-feira foi o primeiro dia de notificação do julho na bolsa norte-americana e algumas das coberturas de posições short teriam sido estimulados por movimentos técnicos de especuladores que não desejam efetuar as entregas físicas. Por sua vez, muitos players citaram um aspecto fundamental como preocupação para o mercado de café: as chuvas em zonas produtoras no Brasil. As precipitações atingem regiões como o sul de Minas Gerais, interior de São Paulo e norte do Paraná e são atípicas, já que, tradicionalmente, junho é um mês relativamente seco. Com as chuvas consideráveis, o processo de colheita sofre com atrasos consideráveis e há relatos de quedas de café, o que coloca produtores em alerta quanto à qualidade do grão. A quinta-feira foi marcada por uma nova onda negativa nos mercados externos. A ausência de novidades no programa de apoio econômico apresentado pelo Federal Reserve (banco central norte-americano) e a manutenção do temor em relação à crise de dívidas na zona do euro voltam a pressionar os mercados internacionais. O dólar subiu mais de 1% em relação a uma cesta de moedas internacionais, as bolsas nos Estados Unidos recuaram consideravelmente e o índice CRB fechou com retração de 1,60%. No encerramento do dia, o setembro em Nova Iorque teve alta de 640 pontos, com 158,80 centavos, sendo a máxima em 159,35 e a mínima em 151,40 centavos por libra, com o setembro tendo valorização de 615 pontos, com a libra a 162,00 centavos, sendo a máxima em 162,50 e a mínima em 154,70 centavos por libra. Na Euronext/Liffe, em Londres, julho teve queda de 3 dólares, com 2.059 dólares por tonelada, com o setembro tendo desvalorização de 7 dólares, com 2.079 dólares por tonelada. De acordo com analistas internacionais, os altistas voltaram a dominar as ações no dia, com o setembro ficando ligeiramente abaixo do patamar de 160,00 centavos. No entanto, no longo termo, com base na linha gráfica primária, se observa que a tendência dominante continua bear (baixista). Entretanto, os bulls (altistas) ganham algum corpo na formação semanal gráfica. Os traders deverão monitorar as ações de sexta-feira, quando o ciclo semanal se fecha e o mercado poderia ter uma formação mais crítica. Ao longo dos últimos meses, os preços do café seguiram uma tendência de retração, no entanto, nesta semana viu uma movimentação gráfica de alta. O mercado bateu sua nova mínima em 150,10 centavos no dia 18 de junho, passando a se recuperar desde então. A alta da semana foi de 161,50 centavos, registrado em 20 de junho, em um dia de coberturas, mas que não teve um fechamento no topo. No gráfico semanal, indicou um operador, as altas e baixas superam os níveis da semana anterior e um posicionamento acima do range poderá ser um indicador altista. "Vemos uma pequena estabilidade para o café no momento", indicou Paul Hare, vice-presidente executivo da Linn Group. "Nós temos uma grande tendência baixista, mas também um quadro sobrevendido. No entanto, encontramos uma resistência forte em 160,00 centavos e isso pode limitar a recuperação do café", complementou. Para Hare, a tentativa de recuperação atual se dá sobre um cenário semanal, ao passo que no longo prazo ainda se observa um viés negativo e, destarte, o especialista que na possibilidade de se testar um patamar próximo de 145,00 centavos. Para ele, o quadro pode divergir apenas se as reações altistas perdurarem. "Se tivermos esse comportamento por semanas poderíamos ver uma mudança de padrão, mas por enquanto esse movimento não é um referencial", complementou. Ao ser questionado sobre o bottom line, Hare continua a orientar os traders: "eu ainda seria vendedor nos rallies", complementou. As exportações de café do Brasil em junho, até o dia 20, somaram 810.670 sacas de café, contra às 994.341 sacas registradas no mesmo período de maio, informou o Cecafé (Conselho dos Exportadores de Café do Brasil). Os estoques certificados de café na bolsa de Nova Iorque tiveram alta de 3.214 sacas, indo para 1.592.271 sacas. O volume negociado no dia na ICE Futures US foi estimado em 25.031 lotes, com as opções tendo 2.594 calls e 755 puts. Tecnicamente, o setembro na ICE Futures US tem uma resistência em 159,35, 159,50, 159,90-160,00, 160,50, 161,00, 161,25, 161,50, 162,00, 162,50, 163,00, 163,50, 164,00, 164,50, 164,90-165,00 e 165,50 centavos de dólar por libra peso, com o suporte em 151,40, 151,00, 150,50, 150,00, 149,50, 149,00, 148,50, 149,00, 149,25, 149,00, 148,50, 148,00, 147,50, 147,00, 146,50, 146,00, 145,50 e 145,10-145,00 centavos por libra.
Londres segue mercados externos e fecha com quedas modestas
Os contratos futuros de café robusta negociados na Euronext/Liffe encerraram a sessão desta quinta-feira com ligeiras perdas, em um dia caracterizado por um volume apenas razoável de lotes negociados. A posição setembro buscou, ao longo do dia, voltar a testar o nível de 2.100 dólares, mas falhou nesse objetivo, alcançando a máxima de 2.098 dólares. Após não suplantar tal marca, o que se verificou foram algumas vendas especulativas, que permitiram uma mudança de direcionamento e a consolidação das perdas. De acordo com analistas internacionais, a mínima foi registrada em 2.064 dólares, sendo que nesse patamar algumas compras de comerciais foram observadas, o que impediu que recuos mais significativos fossem registrados. Os robustas se dissociaram dos arábicas em Nova Iorque, que tiveram uma quinta-feira de bons ganhos, mas seguiram o comportamento negativo de vários outros mercados internacionais. "Tivemos um dia técnico e seguimos a fraqueza de várias outras commodities internacionais. Mas os robustas mantêm um comportamento de consistência, já que, mesmo em um dia de retração como esta quinta, conseguimos manter parâmetros interessantes", sustentou um trader. O julho na bolsa londrina tem 13,0 mil contratos em aberto, contra 55,8 mil do setembro. O dia na bolsa de Londres teve o contrato de café de julho com uma movimentação de 1,69 mil lotes, com o setembro tendo 5,33 mil lotes negociados. O spread entre as posições julho e setembro ficou em 20 dólares. No encerramento da sessão na Euronext/Liffe, a posição julho teve queda de 3 dólares, com 2.059 dólares por tonelada, com o setembro tendo desvalorização de 7 dólares, com 2.079 dólares por tonelada.
Os contratos futuros de café arábica negociados na ICE Futures US encerraram esta quinta-feira com ganhos expressivos, invertendo, retomando, assim, os ganhos da última terça-feira. Aquisições especulativas e, em menor grau, de fundos deram o norte para os negócios, em um dia em que o café operou totalmente dissociado de outros mercados, que sofreram com várias quedas em muitos segmentos. A quinta-feira foi o primeiro dia de notificação do julho na bolsa norte-americana e algumas das coberturas de posições short teriam sido estimulados por movimentos técnicos de especuladores que não desejam efetuar as entregas físicas. Por sua vez, muitos players citaram um aspecto fundamental como preocupação para o mercado de café: as chuvas em zonas produtoras no Brasil. As precipitações atingem regiões como o sul de Minas Gerais, interior de São Paulo e norte do Paraná e são atípicas, já que, tradicionalmente, junho é um mês relativamente seco. Com as chuvas consideráveis, o processo de colheita sofre com atrasos consideráveis e há relatos de quedas de café, o que coloca produtores em alerta quanto à qualidade do grão. A quinta-feira foi marcada por uma nova onda negativa nos mercados externos. A ausência de novidades no programa de apoio econômico apresentado pelo Federal Reserve (banco central norte-americano) e a manutenção do temor em relação à crise de dívidas na zona do euro voltam a pressionar os mercados internacionais. O dólar subiu mais de 1% em relação a uma cesta de moedas internacionais, as bolsas nos Estados Unidos recuaram consideravelmente e o índice CRB fechou com retração de 1,60%. No encerramento do dia, o setembro em Nova Iorque teve alta de 640 pontos, com 158,80 centavos, sendo a máxima em 159,35 e a mínima em 151,40 centavos por libra, com o setembro tendo valorização de 615 pontos, com a libra a 162,00 centavos, sendo a máxima em 162,50 e a mínima em 154,70 centavos por libra. Na Euronext/Liffe, em Londres, julho teve queda de 3 dólares, com 2.059 dólares por tonelada, com o setembro tendo desvalorização de 7 dólares, com 2.079 dólares por tonelada. De acordo com analistas internacionais, os altistas voltaram a dominar as ações no dia, com o setembro ficando ligeiramente abaixo do patamar de 160,00 centavos. No entanto, no longo termo, com base na linha gráfica primária, se observa que a tendência dominante continua bear (baixista). Entretanto, os bulls (altistas) ganham algum corpo na formação semanal gráfica. Os traders deverão monitorar as ações de sexta-feira, quando o ciclo semanal se fecha e o mercado poderia ter uma formação mais crítica. Ao longo dos últimos meses, os preços do café seguiram uma tendência de retração, no entanto, nesta semana viu uma movimentação gráfica de alta. O mercado bateu sua nova mínima em 150,10 centavos no dia 18 de junho, passando a se recuperar desde então. A alta da semana foi de 161,50 centavos, registrado em 20 de junho, em um dia de coberturas, mas que não teve um fechamento no topo. No gráfico semanal, indicou um operador, as altas e baixas superam os níveis da semana anterior e um posicionamento acima do range poderá ser um indicador altista. "Vemos uma pequena estabilidade para o café no momento", indicou Paul Hare, vice-presidente executivo da Linn Group. "Nós temos uma grande tendência baixista, mas também um quadro sobrevendido. No entanto, encontramos uma resistência forte em 160,00 centavos e isso pode limitar a recuperação do café", complementou. Para Hare, a tentativa de recuperação atual se dá sobre um cenário semanal, ao passo que no longo prazo ainda se observa um viés negativo e, destarte, o especialista que na possibilidade de se testar um patamar próximo de 145,00 centavos. Para ele, o quadro pode divergir apenas se as reações altistas perdurarem. "Se tivermos esse comportamento por semanas poderíamos ver uma mudança de padrão, mas por enquanto esse movimento não é um referencial", complementou. Ao ser questionado sobre o bottom line, Hare continua a orientar os traders: "eu ainda seria vendedor nos rallies", complementou. As exportações de café do Brasil em junho, até o dia 20, somaram 810.670 sacas de café, contra às 994.341 sacas registradas no mesmo período de maio, informou o Cecafé (Conselho dos Exportadores de Café do Brasil). Os estoques certificados de café na bolsa de Nova Iorque tiveram alta de 3.214 sacas, indo para 1.592.271 sacas. O volume negociado no dia na ICE Futures US foi estimado em 25.031 lotes, com as opções tendo 2.594 calls e 755 puts. Tecnicamente, o setembro na ICE Futures US tem uma resistência em 159,35, 159,50, 159,90-160,00, 160,50, 161,00, 161,25, 161,50, 162,00, 162,50, 163,00, 163,50, 164,00, 164,50, 164,90-165,00 e 165,50 centavos de dólar por libra peso, com o suporte em 151,40, 151,00, 150,50, 150,00, 149,50, 149,00, 148,50, 149,00, 149,25, 149,00, 148,50, 148,00, 147,50, 147,00, 146,50, 146,00, 145,50 e 145,10-145,00 centavos por libra.
Londres segue mercados externos e fecha com quedas modestas
Os contratos futuros de café robusta negociados na Euronext/Liffe encerraram a sessão desta quinta-feira com ligeiras perdas, em um dia caracterizado por um volume apenas razoável de lotes negociados. A posição setembro buscou, ao longo do dia, voltar a testar o nível de 2.100 dólares, mas falhou nesse objetivo, alcançando a máxima de 2.098 dólares. Após não suplantar tal marca, o que se verificou foram algumas vendas especulativas, que permitiram uma mudança de direcionamento e a consolidação das perdas. De acordo com analistas internacionais, a mínima foi registrada em 2.064 dólares, sendo que nesse patamar algumas compras de comerciais foram observadas, o que impediu que recuos mais significativos fossem registrados. Os robustas se dissociaram dos arábicas em Nova Iorque, que tiveram uma quinta-feira de bons ganhos, mas seguiram o comportamento negativo de vários outros mercados internacionais. "Tivemos um dia técnico e seguimos a fraqueza de várias outras commodities internacionais. Mas os robustas mantêm um comportamento de consistência, já que, mesmo em um dia de retração como esta quinta, conseguimos manter parâmetros interessantes", sustentou um trader. O julho na bolsa londrina tem 13,0 mil contratos em aberto, contra 55,8 mil do setembro. O dia na bolsa de Londres teve o contrato de café de julho com uma movimentação de 1,69 mil lotes, com o setembro tendo 5,33 mil lotes negociados. O spread entre as posições julho e setembro ficou em 20 dólares. No encerramento da sessão na Euronext/Liffe, a posição julho teve queda de 3 dólares, com 2.059 dólares por tonelada, com o setembro tendo desvalorização de 7 dólares, com 2.079 dólares por tonelada.
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