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segunda-feira, 7 de maio de 2012

Não houve modificação nos fundamentos por escritorio Cavalhaes

Não houve modificação nos fundamentos
Com o feriado do dia do trabalho na terça-feira, dia primeiro, muitos operadores não trabalharam na segunda e tivemos apenas três dias úteis na semana. Ontem, quinta-feira, mais um pregão com forte e inexplicável baixa nos contratos de café na ICE Futures US, em Nova Iorque, liquidou qualquer possibilidade de um melhor desenvolvimento dos negócios no mercado físico brasileiro. O mercado de café, que vem se arrastando nas últimas semanas, praticamente não trabalhou. Desorientados, compradores e vendedores não se esforçaram para fechar negócios. O fortalecimento do dólar frente ao real compensou com folga a queda das cotações em Nova Iorque, mas não se refletiu nas ofertas em reais no físico brasileiro. Muitos produtores recuam quando recebem ofertas por seus lotes, considerando baixas as bases oferecidas para negócio. Os exportadores compram aos poucos, à medida que encontram vendedores dispostos a aceitar o patamar de preços decorrente do enfraquecimento das cotações nas bolsas de futuro. Não houve modificação nos fundamentos, mas os compradores no exterior mostram-se cautelosos para fazer novos negócios e acompanham com cuidado tanto o desenrolar da crise econômica no hemisfério norte como o início dos trabalhos de colheita no Brasil. Entramos em maio e o mercado começa a olhar com atenção redobrada os boletins meteorológicos com as condições do tempo nas regiões produtoras de café do Brasil. O Brasil, maior produtor e exportador de café do mundo, deu início aos trabalhos para colher sua safra 2012/2013 contando com o menor estoque de passagem de que se tem notícia, tendo ainda de prover café para o consumo interno e exportação dos meses de maio e junho. Assim, no início de julho, quando começa oficialmente no Brasil o ano-safra 2012/2013, o estoque remanescente da safra que se encerra será praticamente zero. O pouco que então restar, estará em mãos de cafeicultores capitalizados decididos a não vender nas bases praticadas pelo mercado no primeiro semestre de 2012. Nesse quadro, uma geada mais séria, ou uma seca prolongada sobre os cafezais brasileiros no segundo semestre deste ano, destruirá o frágil equilíbrio entre produção e consumo mundial de café. Até o dia 30, os embarques de abril estavam em 1.558.990 sacas de café arábica, 30.802 sacas de café conillon, somando 1.589.792 sacas de café verde, mais 235.444 sacas de solúvel, contra 1.776.287 sacas no mesmo dia de março. Até o dia 30, os pedidos de emissão de certificados de origem para embarque em abril totalizavam 2.022.597 sacas, contra 2.289.979 sacas no mesmo dia do mês anterior. Em maio, até o dia 03, os embarques estavam em 14.661 sacas de café arábica e 580 sacas de café conillon, somando 15.241 sacas de café verde, mais 264 sacas de café solúvel, contra 4.293 sacas no mesmo dia de abril. Até o dia 03, os pedidos de emissão de certificados de origem para embarque em maio totalizavam 241.427 sacas, contra 77.240 sacas no mesmo dia do mês anterior. A bolsa de Nova Iorque – ICE, do fechamento do dia 27, sexta-feira, até o fechamento de hoje, sexta-feira, dia 04, caiu nos contratos para entrega em julho próximo, 190 pontos ou US$ 2,51 (R$ 4,83) por saca. Em reais por saca, as cotações para entrega em julho próximo na ICE fecharam no dia 27 a R$ 440,10/saca e hoje, dia 04, a R$ 444,14/saca. Hoje, sexta-feira, nos contratos para entrega em julho, a bolsa de Nova Iorque fechou com baixa de 120 pontos. Escritório Carvalhaes

FRIO CHEGA APENAS PARA ALERTAR OS VENDIDOS

FRIO CHEGA APENAS PARA ALERTAR OS VENDIDOS 
O mês de maio começou fraco, a princípio dando razão à máxima que se repete todos os anos nos Estados Unidos: “sell May and go away” (venda em maio e saia de férias – que diga-se de passagem em 2011 e 2010 deu certo).A contração da atividade industrial na Europa, e criação de postos de trabalho americanos abaixo do esperado, fez com que os investidores ficassem mais cautelosos, pressionando os ativos de risco.As bolsas caíram entre 2% e 4% nos dois lados do Atlântico, e os principais índices de commodities cederam mais de 2%.Ajudado por previsões de temperaturas mais baixas no Paraná e em São Paulo, o café em Nova Iorque fez com que uma pequena parte daqueles que estão vendidos tivessem precaução e liquidassem uma parcela de suas posições vendidas (leia-se os fundos). Ajudado pelo feriado do dia do trabalho no Brasil e em alguns outros países, os compradores encontraram poucas vendas e no dia 1º de maio o mercado subiu US$ 4.60 centavos por libra.Não que houvesse riscos reais de geada no “cinturão de café” brasileiro, mas os prognósticos dos institutos de meteorologia serviram para acordar, ou alertar, os participantes de que o inverno está chegando no hemisfério sul.A alegria dos altistas durou pouco, e a valorização do dólar frente a diversas outras moedas, principalmente o Real, teve uma influência maior, pressionando a cotação do “C” – que encerrou a semana com perda de US$ 2.51 por saca.O momento da alta, por mais curto que tenha sido, ajudou alguns torradores a comprarem diferenciais baratos do principal produtor mundial com volumes reportados que incluem embarques imediatos.A necessidade de cobertura de diferenciais dos compradores naturais deu algum alento ao mercado, muito embora o efeito possa ter curta duração. Isto porque não só a bolsa cedeu, mas também o basis, indicadores que não animam os que estão apostando em uma alta no curto-prazo (são estes a maioria?).Estatísticas da produção do Brasil de alguns analistas e de trade-houses divulgadas na semana apontaram para uma safra12/13 entre 52.4 mln a 57 mln de sacas, com o conillon contribuindo com um número entre 15 e 19 milhões de sacas (um intervalo bastante largo para o último).No mercado físico a procura pelo robusta, e a relutância dos produtores desta variedade em diminuir preços, mais uma vez corrobora com a tese da mudança de blends para um adequamento ao perfil do consumidor (em um momento de crise mundial e desconforto em manter os mesmos gastos).Com isto a arbitragem entre LIFFE e ICE volta a sinalizar um potencial rompimento do patamar de 80 centavos por libra.O fortalecimento da arbitragem junto com a consolidação do terminal acima dos US$ 170 centavos (não esquecendo é claro da posição vendida dos fundos que não tem aumentado), me faz crer em uma manutenção dos níveis atuais – salvo uma continuação da desvalorização da moeda brasileira.Desta forma tudo indica que o intervalo de negociação ficará entre US$ 170 a 220 centavos, sendo que a recuperação de preços ou uma alta mais convincente só deve ocorrer no último trimestre do ano (ou caso haja ameaças reais de geada).Em resumo, nada de novo a ser comentado.Uma excelente semana a todos e muito bons negócios. Rodrigo Corrêa da Costa escreve este relatório sobre café semanalmente como colaborador da Archer Consulting

sexta-feira, 4 de maio de 2012

Café cai forte na ICE, mas não rompe nível recente de suporte  
  Os contratos futuros de café negociados na ICE Futures US despencaram nesta quinta-feira, impedindo, mais uma vez, a tentativa dos altistas de buscar romper resistências básicas e corrigir os preços após as baixas recentes. Operadores indicaram que um dos fatores básicos para as perdas do dia foi o Brasil, que vê sua moeda cair mais de 3% em relação ao dólar na semana e atingir o menor patamar desde julho de 2009.  Para Márcio Bernardo, analista da Newedge, em Nova Iorque, o mercado de café tende, essencialmente, a andar de lado, mas que a fraqueza do real estimulou algumas vendas diretas por parte do Brasil. Com o real depreciado, os produtores nacionais conseguem preços mais fortes para a venda de seus cafés no mercado internacional. Além disso, as cotações acima de 180,00 centavos na base julho, até a quarta-feira, estimularam algumas origens a vender e travar preços.  No encerramento do dia, o julho em Nova Iorque teve queda de 695 pontos, com 175,80 centavos, sendo a máxima em 184,40 e a mínima em 175,40 centavos por libra, com o setembro tendo desvalorização de 685 pontos, com a libra a 178,30 centavos, sendo a máxima em 186,50 e a mínima em 177,85 centavos por libra. Na Euronext/Liffe, em Londres, a posição julho teve queda de 7 dólares com 1.975 dólares por tonelada, com o setembro tendo desvalorização de 9 dólares, com 1.985 dólares por tonelada.  De acordo com analistas internacionais, os contratos futuros nos últimos dias sofreram uma relativa mudança de comportamento, com os bears (baixistas) não forçando tanto as baixas, ainda que eles tenham, ao longo dos últimos 11 meses, dominado a maior parte das ações do mercado. Esses analistas indicaram que, diante das perdas mais consistentes desta quinta-feira, os participantes devem avaliar as zonas de suporte e de resistência para avaliar a formação de potencial bottom. Desde que bateu na mínima mais recente, em 173,90 centavos, no dia 16 de abril, o mercado veio buscando conquistar ligeiras melhoras diárias.  Por enquanto, para alguns analistas, o mercado tem uma tendência neutra. Uma "divergência altista" havia sido detectada em abril em relação ao Índice de Força Relativa de nove dias, quando o mercado chegou a testar os 173,90 centavos. Atualmente, o Índice de nove dias está abaixo da área de 45%, o que, na leitura dos players, pode ser classificado como neutro. Um operador avaliou que os bears poderiam simplesmente poderiam pausar seu "fôlego" vendedor, que vem se mostrando constante desde maio de 2011, quando os preços chegaram a tocar em 306,25 centavos. Recentemente, uma potencial correção foi verificada, mas a base julho não suplantou os 193,00 centavos, no dia 4 de abril, o que significou o ponto mais alto da atual consolidação. Para esse operador, se os altistas conseguissem reunir força para romper os 193,00 centavos poderia confirmar um bottom menor no gráfico diário, abrindo espaço para ganhos mais significativos. Por outro lado, um teste abaixo de 173,90 centavos poderia ser a confirmação da tendência baixista que poderia se ampliar.  Peter DeSario, analista técnico da Elliott Wave International, vê um potencial altista pela frente. "Nós estamos no final de uma onda 'c' de baixa, desde a alta de janeiro. Nós temos três ondas completadas no baixa de 22 de março e a quatro e cinco necessárias para um bottom. Talvez, tenhamos chegado a um padrão de consolidação final para esse bottom", disse. Quanto ao bottom line, DeSario acredita que o café já tocou uma base, sem, contudo, se descartar algumas variações para baixo ou para a consolidação. No curto prazo, o especialista ressaltou que o nível de 185,40 centavos é uma resistência interessante e, se não rompida, abre espaço para mais baixas, o que, "seria uma oportunidade relevante de compra." Na parte das altas, se o julho avançar os 193,00 centavos, um novo bottom é verificado e a tendência é de ganho.  Tecnicamente, o julho na ICE Futures US tem uma resistência em 184,40-184,50, 184,90-185,00, 185,50, 185,70, 186,00, 186,50, 187,00, 187,30, 187,50, 188,00, 188,50, 189,00, 189,50 e 189,90-190,00 centavos de dólar por libra peso, com o suporte em 175,40, 175,10-175,00, 174,50, 174,00-173,90, 173,50, 173,00, 172,50, 172,00, 171,50, 171,00, 170,50 e 170,10-170,00 centavos por libra. 
   PREÇOS DESPENCAM EM NY DIANTE DA DESVALORIZAÇÃO DO REAL NO BRASILA Bolsa de Mercadorias de Nova York (Ice Futures US) para o café arábica encerrou as operações desta quinta-feira com preços acentuadamente mais baixos. As cotações despencaram principalmente diante da valorização do dólar em relação ao real no Brasil, o que torno o país maiscompetitivo em suas exportações, fazendo com que em reais o café suba e estimule também uma maior venda do produtor no mercado físico brasileiro.    A chegada da safra brasileira, com a colheita do arábica começando nas regiões produtoras, é fator permanente agora de pressão sobre as cotações internacionais. A firmeza do dólar contra outras moedas e perdas para outras commodities contribuíram para a baixa do arábica em NY. As informações partem de agências de notícias. 
  Os contratos do café arábica para entrega em julho fecharam negociados a 175,80 centavos de dólar por libra-peso, com desvalorização de 6,95 centavos,ou de 3,8%. A posição setembro fechou a 178,30 cents, baixa de 6,85 cents, oude 3,7%.   
Londres tem sessão fraca e fecha na mínima de mais de seis semanas
 Os contratos futuros de café robusta negociados na Euronext/Liffe tiveram uma quinta-feira de negócios fracos e novas retrações que, no entanto, foram modestas. A posição julho, mais uma vez, flutuou, ao longo de toda a sessão, abaixo do nível psicológico de 2.000 dólares, e teve seu pior preço de fechamento desde 13 de março, o que, para alguns brokers, pode ser a sinalização de que a temporada de maior força para as cotações pode estar chegando ao final. De acordo com analistas internacionais, a sessão foi marcada pelo comportamento que já vem sendo caracterizado ao longo dos últimos dias, com os compradores consideravelmente reticentes e com algumas vendas especulativas e de origens, o que vem permitindo que retrações sejam observadas, mas de maneira anda bastante cadenciada, com o julho conseguindo flutuar próximo do nível psicológico de 2.000 dólares — a máxima do dia foi de 1.985 dólares. "As ofertas do Vietnã foram relativamente menores nos últimos tempos, mas é possível que esse comportamento não tenha uma continuidade. O país deve colher uma safra forte e isso vai fazer com que alguns produtores sintam-se estimulados a diminuir seus estoques", indicou um trader. Segundo dados do Ministério da Agricultura do Vietnã, as receitas com o embarque de café neste ano deverão alcançar 2,6 bilhões de dólares, 3% a menos que em 2011. Ainda de acordo com o Ministério, a produção do ano safra a ser iniciado em 1 de outubro de 2012 deverá atingir a marca de 21 milhões de sacas, sendo que apenas Dak Lak, principal zona cafeeira do país, teria um incremento de safra de 10%. O dia na bolsa de Londres teve o contrato de café de julho com uma movimentação de 3,98 mil lotes, com o setembro tendo 1,31 mil lotes negociados. O spread entre as posições julho e setembro ficou em 10 dólares. No encerramento da sessão na Euronext/Liffe, a posição julho teve queda de 7 dólares com 1.975 dólares por tonelada, com o setembro tendo desvalorização de 9 dólares, com 1.985 dólares por tonelada.  
   CNC APOSTA EM AMPLIAÇÃO DE 50% NA PRODUTIVDADE EM 10 ANOS
O presidente do Conselho Nacional do Café (CNC), Silas Brasileiro, garantiu que é possível ampliar a produtividade dos cafezais em 50% nos próximos dez anos, sem ampliação de área, tema principal da reuniãode hoje do Conselho Deliberativo da Política Cafeeira (CDPC), no auditório doMinistério da Agricultura.     Se o crescimento de 50% for mesmo alcançado - e o Mapa parece mesmo disposto a apoiar o salto produtivo-tecnológico - o rendimento médio dos cafezais passaria de 21 sacas para 30 sacas, na área atual de 2,2 milhões de hectares. O secretário de Produção e Agroenergia, Gerardo Fontelles, não projeta tamanho crescimento. A ampliação da produtividade é o ponto principaldo Plano Plurianual da Cafeicultura para 2012 a 2015. Na mesma reunião foi apresentado o novo gerente do Consórcio Embrapa Café, Gabriel Bartholo.     Segundo o presidente do CNC e o secretário, o salto na produtividade vai se dar com a utilização de novas variedades resistentes aos problemas climáticos, pragas e doenças, manejo adequado, maior adensamento das lavouras,além da mecanização dos cafezais, inclusive nas regiões mais acidentadas.     O foco do ministério será a pesquisa do Consórcio Embrapa Café, que deverá receber R$ 12 milhões este ano, para o desenvolvimento de tecnologias mais produtivas. Gerardo Fontelles garantiu que recursos não irão faltar. O secretário também procurou tranquilizar os cafeicultores dizendo que a comercialização da safra atual também terá apoio do Mapa. "Os recursos irão chegar na hora certa para a sustentação da colheita", completou Fontelles.    Foi confirmado na reunião o orçamento do Funcafé para este ano que seráde R$ 2,45 bilhões com um reforço de mais R$ 2 bilhoes das exigibilidades sobre os depósitos à vista do Banco do Brasil.     A meta do governo com o ganho de produtividade é reduzir a bianualidade daprodução garantindo safras mais uniformes, mais previsibilidade para o mercado, gerando equilíbrio nos preços. Para o cafeicultor também  garantirárenda mais equilibrada, sem tantos altos e baixos.

sexta-feira, 27 de abril de 2012

Café na ICE mantém pressão e amplia as perdas da sessão anterior

Café na ICE mantém pressão e amplia as perdas da sessão anterior
Os contratos futuros de café arábica negociados na ICE Futures US voltaram a demonstrar fragilidade e encerraram a sessão desta quinta-feira com novas baixas, ampliando, ainda mais, o quadro negativo construído na quarta. Algumas vendas especulativas deram direcionamento às baixas, ao passo que os bulls (altistas) não conseguiram se mostrar ativos para reverter o quadro. A expectativa de uma correção técnica, que parecia algo relativamente viável no final da semana passada, se mostra cada vez mais distante. Alguns operadores trabalham com a expectativa de ampliação das baixas, algo que poderia ser efetivo caso o nível de suporte de 171,90 centavos por libra fosse rompido. Alguns players voltaram a destacar a chegada da nova safra brasileira, que poderia ser recorde, como um fator de pressão sobre as cotações. Assim como observado na sessão anterior, o café se dissociou dos demais mercados. A quinta foi um dia de bons ganhos para as bolsas de valores internacionais e a maior parte do complexo de commodities também experimentou altas, ainda que tímidas. No encerramento do dia, o julho em Nova Iorque teve baixa de 90 pontos, com 175,85 centavos, sendo a máxima em 178,25 e a mínima em 175,55 centavos por libra, com o setembro tendo desvalorização de 95 pontos, com a libra a 178,30 centavos, sendo a máxima em 180,40 e a mínima em 178,00 centavos por libra. Na Euronext/Liffe, em Londres, a posição julho teve queda de 14 dólares com 2.011 dólares por tonelada, com o setembro tendo desvalorização de 14 dólares, com 2.014 dólares por tonelada. De acordo com analistas internacionais, a quinta-feira foi caracterizada por um viés consolidativo, na seqüência das perdas mais expressivas da sessão anterior. Um desses analistas sustentou que, por quase um ano, a tendência técnica dominante no mercado de café tem sido de baixa. Desde maio de 2011, o contrato de julho caiu de 306,30 centavos para 173,90 centavos. O mercado ainda continua abaixo da média móvel de 200 dias, atualmente em 229,66 centavos de dólar. Esse referencial é bastante empregado para avaliações de longo prazo e, no atual aspecto, tem um viés baixista. Dave Toth, diretor técnico de pesquisa da R. J. O'Brien, apontou que o gráfico para o café está em uma grande tendência de baixa. No entanto, ele ressaltou que o "potencial de perdas das últimas três ou quatro semanas diminuiu, o que abre espaço para uma divergência altista." Para quem quer se arriscar no mercado, Toth ressaltou que o atual cenário leva em conta análises de curto e longo prazo, mas que os riscos são altos. Para os traders que trabalham no longo prazo, Toth ressaltou que a chave gráfica é o nível de 185,70 centavos, obtido em 25 de abril. "Para uma perspectiva mais longa, não há dúvida: ela é baixista e deveremos continuar a recuar. Uma força acima de 185,70 centavos é necessária para neutralizar ou conter essa 'exposição baixista'", observou o especialista, que indicou que, se no curto prazo, esse nível de preço for rompido será possível confirmar plenamente a "divergência altista". Avaliando os comportamentos indicativos do mercado, Toth notou que as perdas de magnitude intensas dos últimos 11 meses criaram uma "condição historicamente pessimista" para o sentimento altista. O "Consenso Bullish" estaria hoje em 28%, o menor nível desde agosto de 2004. Os trader geralmente usam essas leituras como um contra-indicativo. Ou seja, uma leitura do Consenso muito baixo seria um sinal potencialmente para uma retomada de alta. Toth explicou que o nível atual poderia ser um sentimento típico para dar sustentação a uma reversão. No entanto, somente esse "sentimento de mercado" não seria bastante para mudar a situação dos negócios, já que a maior parte dos traders trabalham com números concretos e, o primeiro deles, seria a resistência de 185,70 centavos. No curto prazo, Toth vê um intervalo atual entre 173,90 e 185,70 centavos, sendo que se verificam compradores no quarto abaixo desse range e vendedores no quarto acima. As exportações brasileiras de café em abril, até o dia 25, totalizaram 1.360.224 sacas de café, queda de 4,59% em relação às 1.425.755 sacas embarcadas no mesmo período do mês anterior, informou o Cecafé (Conselho dos Exportadores de Café do Brasil). Os estoques certificados de café na bolsa de Nova Iorque tiveram queda de 2.330 sacas, indo para 1.521.747 sacas. O volume negociado no dia na ICE Futures US foi estimado em 15.076 lotes, com as opções tendo 676 calls e 167 puts. Tecnicamente, o julho na ICE Futures US tem uma resistência em 178,25, 178,50, 179,00, 179,50, 179,90-180,00, 180,50, 181,00, 181,50, 182,00, 182,50, 183,00, 183,50 e 184,00 centavos de dólar por libra peso, com o suporte em 175,55-175,50, 175,10-175,00, 174,50, 174,00, 173,55-173,00, 172,50, 172,05-172,00, 171,90, 171,50, 171,00 e 170,50 centavos por libra.
NOVA YORK ENCERRA EM BAIXA COM INVESTIDORES À MARGEM DO MERCADO
 Nova York, 26 - Os futuros do café arábica encerraram em queda na Bolsa de Nova York (ICE Futures US) nesta quinta-feira. As vendas diminuíram e o volume de negócios foi quase um terço menor do que a média do ano passado, um sinal de que os investidores estão à margem do mercado depois da queda registrada ontem. O contrato com vencimento em julho fechou a 175,85 cents por libra-peso, baixa de 90 pontos (0,51%). De acordo com o banco Barclays, embora o consumo de café esteja crescendo muito na China a base de comparação anterior é baixa, por isso a demanda do país pelo produto "dificilmente exercerá muita influência nos preços pelos próximos cinco anos". Segundo a instituição, a demanda por café tem aumentado cerca de um terço desde 2006, mas o consumo da bebida da China representa apenas 2,5% do consumo de chá. Confira na tabela abaixo como ficaram os fechamentos nas Bolsa de Nova York e Londres. As informações são da Dow Jones. NY VOLTA A FECHAR NO VERMELHO EM DIA DE MENOR MOVIMENTOA Bolsa de Mercadorias de Nova York (Ice Futures US) para o café arábica encerrou as operações desta quinta-feira com preços mais baixos. As cotações atingiram no dia os patamares mais baixos em uma semana, em uma sessão de poucos negócios, de menor volume movimentado. O mercado chegou a esboçar uma reação técnica, mas não manteve. Com a menor movimentação, as cotações oscilaram menos entre a mínima e a máxima no pregão desta quinta. A chegada da safra brasileira, de ciclo alto produtivo,é um fator permanente de pressão sobre as cotações internacionais. As informações partem de agências de notícias. Os contratos do café arábica para entrega em maio fecharam negociados a 174,70 centavos de dólar por libra-peso, com desvalorização de 1,25 centavo, ou de 0,7%. A posição julho fechou a 175,85 cents, queda de 0,90 cent, ou de 0,5%. Londres repete comportamento de sessão anterior e cai Os contratos futuros de café robusta, negociados na Euronext/Liffe, encerraram esta quinta-feira com novas quedas, o que fez com que a posição julho se aproximasse do nível psicológico de 2.000 dólares por tonelada, no menor patamar desde o último dia 18 de abril. Vendas especulativas voltaram a ser efetivas. Na primeira parte da sessão, algumas ações compradoras foram observadas, mas ao não romper o nível de 2.038 dólares, algumas novas ordens de venda passaram a ser emitidas. De acordo com analistas internacionais, o comportamento do mercado no dia foi bastante parecido com o verificado na sessão anterior. Apesar do mercado externo se mostrar positivo, players atuaram nas arbitragens e seguiram o comportamento negativo dos arábicas em Nova Iorque. Nas baixas do dia foram verificadas pouquíssimas aquisições de comerciais e, assim, o encerramento da sessão se deu com o julho próximo da base. "Ainda não podemos falar de uma mudança de tendência, já que intervalos importantes estão conseguindo ser preservados, mas verificamos, nas duas últimas sessões, que os altistas não conseguiram manter os preços nos níveis de alta, sofrendo com uma atividade mais significativa dos vendedores. É de se esperar para verificar o comportamento de origens, como o Vietnã, diante desse quadro", sustentou um player. O dia na bolsa de Londres teve o contrato de café de maio com uma movimentação de 4,95 mil lotes, com o julho tendo 5,27 mil lotes negociados. O spread entre as posições maio e julho ficou em 27 dólares. No encerramento da sessão na Euronext/Liffe, a posição julho teve queda de 14 dólares com 2.011 dólares por tonelada, com o setembro tendo desvalorização de 14 dólares, com 2.014 dólares por tonelada.


 PREÇOS ENCONTRAM SUPORTE ACIMA DE 150 CENTS, DIZ PACIFIC COFFEE
Cingapura, 26 - Os preços futuros do café arábica provavelmente encontrarão suporte acima dos 150 cents/lb nos próximos meses, com uma forte demanda por grãos de qualidade, mesmo que a colheita do Brasil ganhe ritmo e eleve a oferta global, afirmou hoje o executivo-chefe da companhia Pacific Coffee, Raymond Tong, de Hong Kong. As cotações globais vão subir levemente nos próximos meses, pois a demanda permanece forte em países emergentes como Brasil, Índia e China, segundo Tong, nos bastidores de uma conferência. Alguns produtores do Brasil devem ser influenciados pelo Vietnã, que está segurando o robusta desde dezembro, limitando a oferta e puxando os preços para cima, disse Tong. As cotações do arábica já caíram mais de 20% neste ano, atingindo mínimas em 18 meses na semana passada, em parte por causa das expectativas de que o Brasil vai ter colheita com volume recorde. A Pacific Coffee, que usa apenas café arábica, está praticamente coberta em suas necessidades de compra deste ano, segundo o CEO. A maior parte de sua matéria-prima é comprada na Colômbia, na Costa Rica, no Vietnã e na Indonésia. A companhia vem se expandido agressivamente, especialmente na China. "Temos 54 lojas na China, mas queremos chegar a 100 neste ano", disse. No total, são cerca de 180 lojas em Hong Kong, China, Cingapura, Malásia e Macau. As informações são da Dow Jones.
CITI NÃO ACREDITA EM ROMPIMENTOS DE 190 CTS NESTE ANO
Nova York, 26 - O café parece vulnerável a uma queda no futuro apesar das preocupações com o impacto de doenças sobre a produção da Colômbia, afirmou o Citigroup, já que a redução foi compensada por aumentos na América Latina e Ásia. Segundo o banco, é improvável que os preços no mercado à vista rompam significativamente a resistência de 190 cents/lb neste ano.
 CMN APROVA R$ 200 MI PARA CAPITAL DE GIRO DE TORREFAÇÕES
Brasília, 26 -
O Conselho Monetário Nacional (CMN) aprovou hoje um voto que altera as condições das linhas de financiamento do Fundo de Defesa da Economia Cafeeira. Uma das principais alterações é a criação de uma linha de crédito de R$ 200 milhões para financiar o capital de giro das indústrias de torrefação. Outros R$ 25 milhões serão destinados ao financiamento do giro das indústrias de café solúvel. O secretário adjunto de Política Econômica do Ministério da Fazenda, João Rabelo, explicou que a criação da linha de crédito para financiar o capital de giro das torrefações irá atender 420 pequenas e médias empresas que enfrentam dificuldade devido ao aumento do custo da matéria-prima. O limite de crédito será de R$ 1,5 milhão e o prazo de contratação vai até R$ 30 de novembro deste ano. Rabelo afirmou que houve um remanejamentos nos recursos do Funcafé, que somam R$ 2 bilhões. Os recursos destinados a financiar o custeio e a colheita do café encolheram de R$ 900 milhões no ano passado para R$ 500 milhões neste ano. Já o total que será disponibilizado para estocagem passou de R$ 500 milhões para R$ 900 milhões. O secretário-adjunto afirmou que o aumento dos recursos para estocagem tem por objetivo proporcionar aos cafeicultores condições de reter a safra e evitar uma pressão sobre os preços logo após a colheita. O CMN também aprovou uma linha extraordinária de R$ 100 milhões para recomposição das dívidas da cafeicultura. O prazo de contratação vai até 30 de outubro deste ano. Nas demais linhas do Funcafé houve mudança apenas na de financiamento para aquisição de café por parte das torrefações, que passou de R$ 500 milhões no ano passado para R$ 250 milhões neste ano. As demais mantiveram os mesmos valores, sendo R$ 40 milhões para recuperação de cafezais e R$ 50 milhões para financiamento das operações com contratos de opções e futuros em bolsa. CMN confirma recursos para o FuncaféO Conselho Monetário Nacional (CMN) aprovou ontem o direcionamento dos recursos da União para o Fundo de Defesa da Economia Cafeeira (Funcafé), para linhas de financiamento da safra 2012. Entre as definições estão o valor de R$ 500 milhões para custeio, R$ 900 milhões para estocagem, R$ 250 milhões para o Financiamento para a Aquisição de Café (FAC), R$ 50 milhões para contratos de opções e de operações em mercados futuros e R$ 225 milhões divididos entre o financiamento de capital de giro para indústrias de café solúvel e torrefadoras.Constam nesse pacote, também, o valor de R$ 40 milhões destinado para a recuperação de cafezais e R$ 100 milhões para uma linha especial de crédito destinada às dívidas provenientes de financiamentos rurais.O CMN aprovou, ainda, a inclusão de micros, pequenas e médias indústrias de torrefação como beneficiárias da linha de financiamento de capital de giro para indústrias de café solúvel. O limite de crédito é de R$ 1,5 milhão por tomador, com prazo de contratação até o fim do ano.Outra medida trata da prorrogação e da renegociação de operações de crédito contratadas com recursos administrados pelo BNDES, relativo ao Programa de Sustentação de Investimento (PSI), por produtores rurais que tiveram prejuízos em decorrência de adversidades climáticas nas regiões Sul, Nordeste e Norte. Houve, também, alteração do preço mínimo do trigo em até 5%. Na região Sul, a tonelada custará R$ 501, no Centro-Oeste, Sudeste e Bahia, valerá R$ 522.















quinta-feira, 26 de abril de 2012

Correção não avança e café tem dia de fortes perdas na ICE Futures

Correção não avança e café tem dia de fortes perdas na ICE Futures
 Os contratos futuros de café arábica negociados na ICE Futures US encerraram esta quarta-feira com fortes perdas, em uma sessão caracterizada por liquidações de especuladores e fundos, com as cotações voltando a se mostrar consideravelmente pressionadas. A expectativa pelas correções, que cresceu após a sessão de terça-feira, se desfez rapidamente. A abertura dos negócios se deu em alta, com o nível de 185,00 centavos conseguindo ser rompido. No entanto, um fundo teria emitido ordens de vendas mais significativas e, rapidamente, novas liquidações foram verificadas e outros stops de venda, o que fez com que perdas consideráveis pudessem ser observadas. As quedas vieram em um dia de cenário externo positivo, com altas expressivas para as bolsas de valores nos Estados Unidos e com ganhos para a maior parte das commodities, com o dólar recuando em relação a uma cesta de moedas internacionais. No encerramento do dia, o julho em Nova Iorque teve baixa de 675 pontos, com 176,75 centavos, sendo a máxima em 185,70 e a mínima em 175,25 centavos por libra, com o julho tendo desvalorização de 655 pontos, com a libra a 179,25 centavos, sendo a máxima em 187,80 e a mínima em 177,90 centavos por libra. Na Euronext/Liffe, em Londres, a posição julho teve queda de 24 dólares com 2.025 dólares por tonelada, com o julho tendo desvalorização de 21 dólares, com 2.028 dólares por tonelada. De acordo com analistas internacionais, a quarta-feira foi negra para o café na bolsa nova-iorquina. Vários players que esperavam um comportamento corretivo viram suas expectativas plenamente frustradas. Os participantes indicaram que, por bom tempo o mercado se manteve acima do nível psicológico de 200,00 centavos por libra, devido, principalmente, ao fato de a disponibilidade global se manter estreita. Agora, avaliaram os analistas, com a aproximação da chegada da nova safra brasileira às mesas de comercialização, muitos operadores trabalham com a expectativa de que a disponibilidade esteja normalizada. As estimativas iniciais, principalmente de órgãos particulares, avaliam que a safra brasileira poderá ser recorde e isso é refletido diretamente nas cotações, que nos últimos dias atingiu a mínima de 18 meses, em 171,90 centavos por libra. Diante desse quadro, muitos players que estavam long no mercado estão fechando suas posições. O mais recente relatório dos traders da CFTC indicou um nível próximo de posições líquidas short no segmento arábica, conforme avaliou o Goldman Sachs. Nesta quarta-feira, uma liquidação mais intensa foi empreendida, com stops sendo acionados a partir de 180,00 centavos, o que levou os preços a caírem de forma mais intensa. Nas baixas do dia, em 175,25 centavos, alguns participantes viram uma boa oportunidade de compra, disse Hector Galvan, analista sênior da R. J. O'Brien Futures, em Chicago, que avaliou que o mercado tende a flutuar próximo da mínima de 18 meses, em 171,90 centavos, sendo que, com a entrada da nova safra brasileira, esse nível deverá ser rompido e baixas mais significativas podem ser buscadas. "Acho que um rally neste momento seria insustentável", sustentou Galvan, ao indicar que o mercado espera ansioso pelos números definitivos da safra brasileira e pelo alto número de posições short na bolsa nova-iorquina, o que inviabilizaria uma busca por níveis mais altos. "A safra brasileira não começa a chegar antes do mês que vem e muitos players estão incertos quanto ao seu volume", complementou. A safra de café da Costa Rica deverá cair 5% em 2012/2013, frente ao estimado para a atual temporada, devido ao ciclo bianual da cultura, indicou o Icafé (Instituto de Café da Costa Rica). Segundo a entidade, a safra do referido ano atingiria a marca de 1,70 milhão de sacas, contra 1,79 milhão de sacas projetadas para a corrente temporada de 2011/2012, cuja conclusão se dará em setembro. "Não vamos notar muito essa mudança, já que para nós essa safra que vai ser encerrada será muito boa", indicou Jorge Ramírez, diretor técnico do Instituto. O país centro-americano espera que a produção de café na temporada atual é 12% superior à verificada no ano anterior. As exportações do país, entre outubro de 2011 e março passado, registraram um aumento de 4,6%, com 691.854 sacas. As exportações brasileiras de café em abril, até o dia 24, somaram 1.273.223 sacas, contra 1.132.397 sacas registradas no mesmo período do mês passado, informou o Cecafé (Conselho dos Exportadores de Café do Brasil). Os estoques certificados de café na bolsa de Nova Iorque tiveram queda de 2.806 sacas, indo para 1.524.077 sacas. O volume negociado no dia na ICE Futures US foi estimado em 29.955 lotes, com as opções tendo 3.735 calls e 1.356 puts. Tecnicamente, o julho na ICE Futures US tem uma resistência em 185,70, 186,00, 186,50, 187,00, 187,10, 187,50, 188,00, 188,50, 189,00, 189,50, 189,90-190,00 e 190,50 centavos de dólar por libra peso, com o suporte em 175,25, 175,10-175,00, 174,50, 174,00, 173,55-173,00, 172,50, 172,05-172,00, 171,90, 171,50, 171,00 e 170,50 centavos por libra.

 NOVA YORK FECHA EM BAIXA DE 3,7% COM LIQUIDAÇÃO DE POSIÇÕES
 Nova York, 25 - Os contratos futuros do café arábica encerraram a quarta-feira com perdas na bolsa ICE Futures US, em Nova York, com um aumento da liquidação de posições compradas. Os lotes para entrega em julho recuaram 655 pontos, ou 3,68%, e fecharam a 176,75 cents/lb. Os detentores de posições compradas, ou aqueles que apostaram na alta dos preços, estão liquidando suas posições nas últimas semanas. A máxima de preços no ano, de 238,50 cents/lb em 12 de janeiro, e a especulação de que a safra brasileira alcançaria números recordes de produção retirou os incentivos para os traders mantivessem posições compradas. O último relatório de Comprometimento dos Traders revelou que os especuladores mantinham saldo vendido quase recorde no mercado futuro de café arábica, disse o Goldman Sachs em nota. Veja abaixo como ficaram os principais vencimentos em Nova York e Londres. As informações são da Dow Jones.
 NY DESPENCA COM VENDA DE ORIGENS E LIQUIDAÇÃO DE POSIÇÕES
A Bolsa de Mercadorias de Nova York (Ice Futures US) para o café arábica encerrou as operações desta quarta-feira com preços acentuadamente mais baixos. O mercado despencou diante de vendas por parte de origens e com liquidação de posições, com NY tecnicamente rompendo suportes e sucumbindo no dia. A sessão foi de muita volatilidade, com o mercado chegando a ter ganhos nodia e depois sofrendo com fortes perdas. Vendas de origens pressionaram o mercado, que reverteu ao território negativo e foi caindo e atingindo stops de venda, o que acelerou o movimento de baixa, em meio a liquidação de posições. As informações partem de agências internacionais. Os contratos do café arábica para entrega em maio fecharam negociados a 175,95 centavos de dólar por libra-peso, com desvalorização de 6,55 centavos,ou de 3,6%. A posição julho fechou a 176,75 cents, queda de 6,75 cents, ou de3,7%. Londres tem dia de maior volatilidade e registra quedas Os contratos futuros de café robusta negociados na Euronext/Liffe encerraram esta quarta-feira com quedas, relativamente mais pronunciadas que as observadas ao longo das últimas sessões, mas com o julho conseguindo manter, por exemplo, o intervalo de 1.800 dólares. As influências externas, notadamente as perdas incisivas dos arábicas em Nova Iorque, tiveram relação direta com as perdas do dia na bolsa britânica. De acordo com analistas internacionais, o dia na bolsa londrina foi consideravelmente volátil, diferentemente daquilo que vinha sendo observado ao longo dos últimos dias. A posição julho chegou a registrar ganhos interessantes, ao bater na máxima de 2.062 dólares. No entanto, com o aumento da pressão no segmento de arábicas, algumas vendas passaram a ser registradas também em Londres e uma inversão do quadro foi registrada, com a mínima chegando a 2.014 dólares. Nesse nível, algumas aquisições de comerciais foram identificadas. "Não tivemos a influência direta dos mercados internacionais, que, por sinal, tiveram um dia de valorização, com ganhos expressivos em várias bolsas de valores internacionais e com algum recuo do dólar. Mas a pressão das baixas intensas dos arábicas em Nova Iorque abriu espaço para que alguns vendedores buscassem se alinhar nas operações de arbitragem e, assim, recuamos", disse um trader. O maio na bolsa londrina tem 9,8 mil contratos em aberto, contra 54,9 mil do julho. O dia na bolsa de Londres teve o contrato de café de maio com uma movimentação de 4,34 mil lotes, com o julho tendo 7,50 mil lotes negociados. O spread entre as posições maio e julho ficou em 25 dólares. No encerramento da sessão na Euronext/Liffe, a posição julho teve queda de 24 dólares com 2.025 dólares por tonelada, com o julho tendo desvalorização de 21 dólares, com 2.028 dólares por tonelada.












quarta-feira, 25 de abril de 2012

Estoques reduzidos deverão manter preços do café em alta

Estoques reduzidos deverão manter preços do café em alta






Sabe-se que os preços das commodities são muito sensíveis ao movimento de

aversão ao risco dos mercados financeiros. Em períodos de desaceleração da

economia, como se observa na Europa e nos Estados Unidos, a demanda dos

investidores por ativos de risco tende a reduzir bastante.

De acordo com projeções do Fundo Monetário Internacional, as cotações das

commodities devem apresentar uma trajetória declinante nos próximos anos. O

café, como uma das principais commodities agrícolas comercializadas

mundialmente, seguiria a mesma tendência.

O grau de incerteza com relação à capacidade de recuperação das economias dos

países desenvolvidos daria o tom baixista das cotações internacionais.

Além disso, a história mostra que os mercados futuros, como o próprio nome

indica, agem prospectivamente. Só que olham para o futuro próximo: no caso, as

estimativas da safra 2012/13.

Esse mercado atenta que as condições atuais de fragilidade da oferta e demanda se

contrapõem às previsões de que a safra do Brasil, o maior produtor mundial, pode

chegar a 52 milhões de sacas no próximo período, ante 43 milhões produzidos no

anterior.

Mesmo que essa estimativa não se realize, já que ainda é muito cedo para saber se

não haverá problemas climáticos no caminho, ela é um prato cheio para quem vive

de especulação!

A lente de médio prazo dos agentes desse mercado só permite enxergar a grande

safra para 2011/12 e a crise mundial que deve restringir a demanda pelas

commodities de uma forma geral. No entanto, esse argumento não considera as

evidências atuais que fundamentam a relação entre oferta e demanda de café no

longo prazo.

Ao longo das últimas décadas, o crescimento da demanda tem levado a um ajuste

"forçado" da oferta com redução dos estoques mundiais. O nível de estoques nos

países exportadores alcançou 17,4 milhões de sacas de café, o menor já registrado.

Isso tem refletido, como aponta a Organização Internacional do Café, no

crescimento dos preços do produto no varejo nos principais mercados consumidores

nos últimos quatro anos.

Diante disso, não parece difícil imaginar que os preços devem se manter em

patamares elevados, apesar das especulações baixistas, uma vez que para a

commodity café há uma relação bastante tênue entre a oferta e a demanda do

produto no longo prazo.

Além disso, a expectativa de aumentos significativos da produção, conforme se

verificou na última década, é limitada em decorrência das elevações dos custos de

mão de obra e dos insumos.

Portanto, vemos que, embora o agravamento do cenário econômico internacional

seja relevante para o comportamento das cotações, os motivos para a sustentação

ou para a queda de preços são mais complexos quando procuramos observar as

tendências de longo prazo. (SYLVIA SAES é professora do Departamento de

Administração da FEA-USP e coordenadora do Cors. Folha S.Paulo)

Sem pressão, café tem boa alta e busca correções na ICE

Sem pressão, café tem boa alta e busca correções na ICE
 Os contratos futuros de café arábica negociados na ICE Futures US encerraram esta terça-feira com altas expressivas, em uma sessão caracterizada pela retomada da expectativa de que um processo de correção possa ser experimentado, diante do quadro sobrevendido, formado há semanas, quando a primeira posição chegou a atingir os menores níveis de preço em 18 meses.  Com as altas do dia, o mercado tem uma ligeira recuperação, mas ainda se mostra pressionado pelo clima baixista, que vigora há várias semanas. A expectativa de uma correção passou a ser mais aventada a partir do final da semana, após uma nova ação vendedora ter sido empreendida, o que permitiu que os gráficos, principalmente de linhas diárias, indicassem uma divergência bullish (altista) no Índice de Força Relativa de nove dias. Tal indicador, na leitura dos especialistas, abre espaço para uma reversão de quadro, com a possibilidade de correções, que foram ainda tímidas na semana anterior, inexistentes na segunda-feira, por influência do quadro externo. Nesta terça, sem a pressão de baixas em mercados macroeconômicos, as altas mais consistentes foram observadas.  O número de mortos em conseqüência das chuvas que afetam a Colômbia desde o último dia 15 de março subiu para 36, segundo a Unidade Nacional de Gestão de Risco. As últimas mortes foram registradas em Florencia, capital do departamento (Estado) de Caquetá, sendo que quatro pessoas da mesma família faleceram com desabamento de terra sobre a casa em que habitavam. A Unidade apontou que 288 municípios foram afetados pelas chuvas em 28 dos 32 departamentos do país. O temor do setor cafeeiro colombiano é que as chuvas permitam um novo ataque de ferrugem e fungos nas lavouras, tal qual no ano passado.  No encerramento do dia, o julho em Nova Iorque teve alta de 455 pontos, com 183,50 centavos, sendo a máxima em 184,50 e a mínima em 179,00 centavos por libra, com o julho tendo valorização de 440 pontos, com a libra a 185,80 centavos, sendo a máxima em 186,75 e a mínima em 181,45 centavos por libra. Na Euronext/Liffe, em Londres, a posição julho teve alta de 5 dólares com 2.049 dólares por tonelada, com o julho tendo valorização de 6 dólares, com 2.049 dólares por tonelada.  De acordo com analistas internacionais, os contratos de arábica conseguiram uma recuperação, após ter batido no suporte de 18 meses na última semana. O bom comportamento do dia foi também influenciado pelo cenário externo, que mostrou o dólar em queda em relação a uma cesta de moedas internacionais e valorização para bolsas e para a maior parte do complexo de commodities. Com isso, algumas coberturas de posição short e compras especulativas foram experimentadas, com os ganhos se consolidando.  "As expectativas, ao menos no curto prazo, mudam de figura e poderemos ter uma continuidade das compras. Vimos os bears (baixistas) bastante reticentes, o que pode abrir espaço para essa aguardada recuperação. Deveremos buscar, agora, algumas resistências básicas, como 187,10, 187,60 e 193,00 centavos", disse um trader.  As vendas de café da Alemanha tiveram queda de 1,1% em 2011, com a demanda pelo tradicional café torrado e moído ainda se mostrando pressionada. Por sua vez, o entusiasmo por novas bebidas à base do grão ajudaram ao setor a equilibrar os volumes comercializados, indicou a Associação da Indústria Cafeeira da Alemanha.  O preço das ações da Green Mountain Coffee Rosters se moveu entre a alta de 52 semanas em 115,98 dólares na Nasdaq e a baixa de 52 semanas em 31,21 dólares, sendo que agora atinge os 41% acima da baixa, em 43,93 dólares por ação. Nos últimos cinco dias de mercado, a média móvel de 200 dias foi 1% além da média de 50%, que declinou 2,3%, informaram fontes de mercado. A Green Montain oferece no mercado uma grande seleção de cafés arábicas, como single-origin, certificado orgânico, fair trade e tem presença em supermercados, lojas de conveniência nos Estados Unidos.  As exportações brasileiras de café em abril, até o dia 23, somaram 1.098.106 sacas, contra 1.425.558 sacas registradas no mesmo período do mês passado, informou o Cecafé (Conselho dos Exportadores de Café do Brasil).  Os estoques certificados de café na bolsa de Nova Iorque tiveram queda de 1.675 sacas, indo para 1.526.883 sacas. O volume negociado no dia na ICE Futures US foi estimado em 19.170 lotes, com as opções tendo 3.338 calls e 1.283 puts. Tecnicamente, o julho na ICE Futures US tem uma resistência em 184,50, 184,90-185,00, 185,30, 185,50, 186,00, 186,50, 187,00, 187,10, 187,50, 188,00, 188,50 e 189,00 centavos de dólar por libra peso, com o suporte em 179,00, 178,50, 178,00, 177,50, 177,00, 176,60-176,50, 176,00, 175,50, 175,10-175,00, 174,50, 174,00, 173,55-173,00, 172,50, 172,05-172,00, 171,90 e 171,50 centavos por libra.   

  CAFÉ: NY FECHA EM ALTA FORTE, MAS PODE CEDER COM SAFRA DO BRASIL
Nova York, 24 -
 Os preços futuros do café arábica subiram na bolsa ICE Futures US, em Nova York, em dia de poucos negócios. Os contratos com vencimento em julho fecharam em alta de 455 pontos ou 2,54%, cotados a 183,50 cents/lb. Mas, segundo analistas, os ganhos podem ser limitados pela entrada da safra do Brasil. "Parece que temos um pouco mais vendas por vir", disse o analista Hernando de la Roche, da corretora INTL Hencorp. Depois da pressão das vendas do México, da América Central e da Colômbia, as colheitas podem pesar mais no mercado e conter eventuais ralis. Veja abaixo como ficaram os principais vencimentos em Nova York e Londres. As informações são da Dow Jones.  
  NY FECHA COM FORTE VALORIZAÇÃO
A Bolsa de Mercadorias de Nova York (Ice Futures US) para o café arábica encerrou as operações desta terça-feira com preços acentuadamente mais altos. Em um dia de moderado volume negociado, o mercado reagiu com força diante de cobertura de posições vendidas, em meio a fatores técnicos.    O recuo do dólar contra outras moedas e o dia mais positivo nas bolsas de valores e de mercadorias em geral contribuiu para o avanço do café em NY. Entretanto, espera-se por declínios futuros, ante a entrada da nova safra brasileira de arábica. As informações partem de agências internacionais.    Os contratos do café arábica para entrega em maio fecharam negociados a 182,50 centavos de dólar por libra-peso, com valorização de 4,80 centavos, oude 2,7%. A posição julho fechou a 183,50 cents, elevação de 4,55 cents, ou de 2,5%. 
   Londres mantém firmeza e fecha dia com altas modestas
Os contratos futuros de cafés da variedade robusta encerraram as negociações desta terça-feira em Londres, na Euronext/Liffe, com ganhos ligeiros. Mais uma vez, a casa de negociação britânica não experimentou nenhuma novidade considerável: os preços continuaram presos em um range que já vem sendo observado há várias sessões, com a posição julho consolidada acima do nível psicológico de 2.000 dólares. Analistas internacionais sustentaram que o dia foi caracterizado por ações de rolagens de posição, ainda que de maneiro moderada, uma vez que o maio já está consideravelmente "esvaziado" na bolsa londrina. Por sua vez, algumas ações de compra especulativas também foram desenvolvidas, o que permitiu que o julho experimentasse a máxima de 2.054 dólares por tonelada. Nas máximas, pequenas realizações foram registradas, que fizeram com que os ganhos não avançassem de forma mais considerável. Os ganhos foram estimulados, também, pelos mercados externos e pelos arábicas negociados na bolsa de Nova Iorque. "Tivemos um cenário externo positivo e, isso somado à oferta limitada das origens, permitiu que, com tranqüilidade, o intervalo atual fosse mantido e que até que alguns avanços pudessem ser experimentados", disse um broker. O maio na bolsa londrina tem 10,2 mil contratos em aberto, contra 54,8 mil do julho. O dia na bolsa de Londres teve o contrato de café de maio com uma movimentação de 1,80 mil lotes, com o julho tendo 5,36 mil lotes negociados. O spread entre as posições maio e julho ficou em 24 dólares. No encerramento da sessão na Euronext/Liffe, a posição julho teve alta de 5 dólares com 2.049 dólares por tonelada, com o julho tendo valorização de 6 dólares, com 2.049 dólares por tonelada. 

terça-feira, 24 de abril de 2012

Mesmo com mercado externo negativo, café fica estável na ICE

Mesmo com mercado externo negativo, café fica estável na ICE
Os contratos futuros de café arábica negociados na ICE Futures US encerraram esta segunda-feira com estabilidade, em um dia caracterizado pela interrupção da recuperação esboçada ao final da semana passada e pela influência dos segmentos externos. Ao longo de toda a segunda, as bolsas internacionais e os mercados de risco registraram quedas consistentes, devido aos problemas políticos na Holanda, que deve ter o atual gabinete parlamentar destituído, aos resultados das eleições na França e também aos números relativamente fracos da atividade econômica na China. Diante disso, o dólar voltou a ganhar consistência, o que fez com que segmentos de maior risco, como o café, tivessem um dia de pressão. Os negócios foram abertos com a expectativa de que as correções voltassem a ocorrer. A posição julho chegou a flutuar acima do nível de 180,00 centavos de dólar por lira peso. Entretanto, com os índices negativos de vários outros mercados, as baixas voltaram a ser registradas, mas, antes do final dos negócios, algumas recompras foram observadas, o que possibilitou a estabilização das cotações. Fundamentalmente, o mercado continua atenta à questão climática. O Brasil começa a sentir a chegada das primeiras massas de ar frio e o temor, que normalmente ocorre neste período, com as geadas, continua ativo entre muitos players. Além disso, as chuvas na Colômbia se mantêm constantes e, apesar de os volumes de precipitação serem menores que no ano passado, muitas enchentes já foram registradas. No encerramento do dia, o julho em Nova Iorque teve estabilidade, com 178,95 centavos, sendo a máxima em 180,60 e a mínima em 176,60 centavos por libra, com o julho tendo desvalorização de 5 pontos, com a libra a 181,40 centavos, sendo a máxima em 183,00 e a mínima em 179,20 centavos por libra. Na Euronext/Liffe, em Londres, a posição maio registrou queda de 8 dólares, com 2.025 dólares por tonelada, com o julho tendo desvalorização de 12 dólares, com 2.044 dólares por tonelada. De acordo com analistas internacionais, o dia foi caracterizado pela pressão externa, contudo, os bears (baixistas) não se mostraram tão incisivo como em oportunidades recentes, o que deu oportunidade para a desaceleração das perdas e o encerramento estável dos negócios. "Algumas commodities conseguiram, na parte da tarde, diminuir os impactos das baixas iniciais, como foi o caso do café, que seguiu também o petróleo, que encerrou também com estabilidade. A pergunta é: será que vamos ter um bom comportamento com os mercados externos mais positivos e, assim, ampliar as correções?", sustentou um trader. A figura técnica ainda encoraja os baixistas, mas a indústria deve continuar aproveitando para estender suas coberturas. Aos produtores que precisam de caixa parece que infelizmente não há muitas alternativas", apontou Rodrigo Corrêa da Costa, colaborador da Archer Consulting. As exportações brasileiras de café em abril, até o dia 23, somaram 1.098.106 sacas, contra 1.425.558 sacas registradas no mesmo período do mês passado, informou o Cecafé (Conselho dos Exportadores de Café do Brasil). Os estoques certificados de café na bolsa de Nova Iorque tiveram alta de 545 sacas, indo para 1.528.013 sacas. O volume negociado no dia na ICE Futures US foi estimado em 13.293 lotes, com as opções tendo 2.092 calls e 1.436 puts. Tecnicamente, o julho na ICE Futures US tem uma resistência em 180,60, 181,00, 181,30, 181,50, 182,00, 182,50, 183,00, 183,50, 184,00, 184,50, 184,90-185,00 e 185,30 centavos de dólar por libra peso, com o suporte em 176,60-176,50, 176,00, 175,50, 175,10-175,00, 174,50, 174,00, 173,55-173,00, 172,50, 172,05-172,00, 171,90, 171,50, 171,00, 170,50, 170,10-170,00, 169,50 e 169,00 centavos por libra.

NY FECHA SEM ALTERAÇÕES NESTA SEGUNDA-FEIRA
A Bolsa de Mercadorias de Nova York (Ice Futures US) para o café arábica encerrou as operações desta segunda-feira com preços praticamente inalterados. O mercado teve uma sessão errática, operando ora no território negativo, ora no positivo, com dificuldades para um melhor direcionamento. Na sexta-feira, o mercado teve uma boa recuperação, mas não houve o sentimento geral de que há forças para ocorrer uma sequência nessa reação. O mercado parece buscar uma consolidação técnica. A firmeza do dólar contra outras moedas e perdas em bolsas de valores e para outras commodities pressionaram para baixo as cotações do arábica em NY. As informações partemde agências internacionais. Os contratos do café arábica para entrega em maio fecharam negociados a 177,70 centavos de dólar por libra-peso, estável. A posição julho fechou a 178,95 cents, inalterado.
 Em dia de pouca variação, Londres fecha com ligeiras perdas
 Os contratos futuros de café robusta negociados na Euronext/Liffe encerraram esta segunda-feira com quedas, em um dia caracterizado pela pequena oscilação dos preços, que se mantêm dentro de um range construído recentemente na bolsa londrina. O cenário se mantém inalterado. As ofertas de origens se mostram bastante dosadas e permitem, assim, fazer com que os preços continuem consistentes, ao passo que os comerciais se mostram compradores apenas em níveis mais baixos. De acordo com analistas internacionais, o dia foi técnico e as baixas, ainda que modestas, refletiram, principalmente, o comportamento negativo dos mercados externos. As bolsas na Europa e nos Estados Unidos caíram consideravelmente, ao refletir dados do setor manufatureiro da China abaixo da expectativa de economistas, assim como ao especular sobre a crise política na Holanda, que deve fazer com que o gabinete atual caia, assim como os resultados das urnas na França, que deram vantagem à oposição socialista. "Foi um dia negativo para bolsas e segmentos de risco, mas o reflexo no mercado de café robusta foi apenas pontual. Caímos muito pouco e ficamos dentro de um intervalo curto, entre 2.042 e 2.055 dólares para o julho, num indicativo de que os contratos continuam a ter uma força considerável. O cenário para os robustas, no curto prazo, ainda é positivo", disse um trader. O maio na bolsa londrina tem 11,5 mil contratos em aberto, contra 53,8 mil do julho. O dia na bolsa de Londres teve o contrato de café de maio com uma movimentação de 2,50 mil lotes, com o julho tendo 5,68 mil lotes negociados. O spread entre as posições maio e julho ficou em 19 dólares. No encerramento da sessão na Euronext/Liffe, a posição maio registrou queda de 8 dólares, com 2.025 dólares por tonelada, com o julho tendo desvalorização de 12 dólares, com 2.044 dólares por tonelada.

segunda-feira, 23 de abril de 2012

Market Views Diverge On Direction Of World Coffee Prices

Market Views Diverge On Direction Of World Coffee Prices
DOW JONES
 - Neena Rai LONDON - The recent erratic behavior of global coffee prices,namely the extreme divergences between arabica and robusta coffee blends, isleading observers of the market to differ on expectations of price developmentsfor further out this year. While arabica--the most widely consumed blend variety--has been one of theworst performing soft commodities this year, robusta has been one of thestrongest. Robusta is an easier to grow variety that is less expensive becauseits taste is considered to be more bitter than that of arabica. Arabica prices have declined 21% since the start of the year to recently hit18-month lows, as Brazil--the source of around one-third of the world's coffeebeans--was expecting to reap one of its largest crops on record. But the potential size of the country's harvest is now in doubt after arecent spell of dry weather, say market participants. Mark Horn, Brasilia-based independent agribusiness consultant, warned thatthe Brazilian government's forecast of a record 2012-13 coffee harvest mayprove overly optimistic due to the weather, especially as Minas Gerais statecoffee plantations experienced drought in 2011 and again this year. The world's top coffee grower, Brazil is on target to produce a record 50.6million 60 kilogram bags of coffee in the 2012-13 harvest which is due to startshortly, according to the International Coffee Organization. Roberio Oliveira Silva, the head of the London-based ICO, agreed that bullishfactors will come into play for the coffee market in the latter six months ofthe year. "Obviously, the second half of 2012 will be characterized by the onsets ofthe global coffee harvests and it's in fact at this point everyone will realizethat there is less coffee available than anticipated," said the ICO head. "I personally am optimistic for the coffee market during the second-half ofthis year. There is strong demand, but actually, we're not seeing much coffeeon the market. And I don't think the Brazil crop will bring loads of coffee.So, the future is definitely brighter," added Silva. But not all market participants share such optimism for the sector's outlook. Keith Flury, senior soft commodities analyst at Rabobank, expects that bettersupply during the upcoming 2012-13 crop year will temper any pricing rally andthat the second-half of 2012 could even see coffee prices revisit current lowlevels. Demand has shifted from washed arabica to robusta, which means there is lessneed for the washed crops to meet all increases in consumption this year, saidFlury. "And on the robusta side, prices are also expected to correct lower dueto the coming Brazilian and Indonesian harvests--the supplies of which areforecast to reach the market in coming months." Barclay's Capital--which issues quarterly forecasts for the coffeemarket--estimates that ICE arabica prices during the fourth-quarter 2012 couldfall to average $1.70 a pound and also predicts global coffee consumption thisseason will also fall by 1.3%. Emerging market economies are seen responsible for the slowdown, SudakshinaUnnikrishnan, agricultural analyst at Barclays' Capital, said. While demand for coffee does remain strong, Unnikrishnan said emerging marketeconomies are particularly sensitive to increases in prices as they are stillvery young consumers. "Should the price of arabica coffee rise in theseeconomies, we see consumers switching even to instant coffee."