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quarta-feira, 21 de março de 2012

Café e outros softs vão ter “circuit-breaker” na bolsa de Nova Iorque

Café e outros softs vão ter “circuit-breaker” na bolsa de Nova Iorque




A ICE Futures US informou nesta sexta-feira que vai implantar um sistema de "circuit-breaker" nos negócios com commodities softs e energia, a partir do próximo mês de abril, em um esforço para reduzir a volatilidade das cotações. O sistema, denominado de "intervalo de limites de preço", irá definir níveis máximos e mínimos de prelos, com base em uma "cotação âncora", que vai poder ser modificada ao longo do dia. Se os preços variarem além desse limite os negócios serão interrompidos por alguns segundos. Na sucursal européia da ICE o instrumento vai ser implantado no segmento de energia a partir de 1 de abril. O petróleo Brent terá um limite de 1,25 dólar acima ou abaixo do preço âncora, recalculado a cada três segundos para os negócios que ultrapassem os limites. Os futuros de petróleo terão um limite de 10 dólares com o mesmo padrão de recálculo. Para o açúcar, algodão, café arábica, suco de laranja e cacau negociados na ICE Futures US, em Nova Iorque, o preço âncora será reajustado a cada 15 segundos, a partir de 9 de abril. Os limites irão de 60 centavos a 100 dólares, dependendo da commodity. Se os preços se moverem além desses limites, os negócios terão uma paralisação de 30 segundos. O sistema, segundo a bolsa, funciona como um "disjuntor" temporário na plataforma eletrônica para diminuir a probabilidade de existirem picos de curto prazo que sejam fora de um padrão normal. "Espera-se que essa proteção seja ativa em casos de movimentos extremos de preço de curto prazo", indicou a bolsa em comunicado. No segmento de commodities softs, assim como em outros mercados, oscilações extremas têm sido comuns nos últimos anos. Os movimentos bruscos, freqüentemente, são acionados pelo comércio baseado em sistemas tecnológicos, que, em determinados casos, geram um "efeito dominó" de compra e venda. Um exemplo ocorreu em 1 de março de 2011, quando o cacau caiu mais de 10% em questão de segundos. Um mês antes, o açúcar havia experimentado uma retração de 6% também em segundos ao longo de uma sessão normal. Na semana passada, o sistema de "disjuntor" foi aplicado no índice de câmbio dos Estados Unidos, que reflete o comportamento da divisa em relação a uma cesta de moedas. Esses picos de preço "obviamente têm sido prejudiciais ao mercado', indicou John Stott, diretor de negócios de commodities da Infinium Capital Menagement. "A maior parte dos operadores que são afetados por esse tipo de movimento sofre prejuízo. Acho que é uma medida bem-intencionada da bolsa em procurar adotar esse sistema", complementou.

terça-feira, 20 de março de 2012

WSJ Americas - Suprimento volátil de café preocupa torrefadoras WSJ Americas

WSJ Americas - Suprimento volátil de café preocupa torrefadoras WSJ Americas
 Terça-feira, 20, Março, 2012
 Por LESLIE JOSEPHS
As torrefadoras de café estão lutando tanto por fatia de mercado quanto por matéria-prima, à medida que enfraquece a oferta do cobiçado pequeno grão colhido à mão. A indústria vai falar muito sobre este e outros assuntos voltados para o mercado em mutação na conferência anual da Associação Nacional do Café dos Estados Unidos, nesta semana.A partir de quinta-feira, executivos de empresas que vivem do café, como a Starbucks Corp, a Kraft Foods Inc., e a JM Smucker Co. vão se juntar a grupos de produtores, casas de comércio de commodities e bancos na reunião em Charleston, no Estado americano da Carolina do Sul.Outro tema de discussão será o crescimento explosivo das máquinas que servem uma única xícara de café. A Starbucks está no centro do frenesi do assunto. Atualmente, a empresa vende seu café nos sachês K-Cup, que trabalham com a máquina Keurig. As máquinas, feitas pela Green Mountain Coffee Roasters, estão na faixa de preço de US$ 80 a US$ 250. Mas, este mês, a Starbucks afirmou que vai começar a vender sua própria máquina, a Verismo, no segundo semestre, o que derrubou as ações da Green Mountain Coffee Roasters."O segmento premium da máquina de uma única xícara é o negócio que mais cresce dentro da indústria global de café", disse Howard Schultz, presidente da Starbucks, em um comunicado à imprensa anunciando o produto.Em um estudo sobre as tendências de beber café, feito pela Associação Nacional do Café dos Estados Unidos, no ano passado, foi constatado que as máquinas de servir uma única xícara de café estão penetrando no mercado a uma taxa de crescimento de 1% ao ano, e 35% das pessoas com a máquina fez a compra nos últimos seis meses.O grande desafio para torrefadores, porém, é o fornecimento de café. As chuvas torrenciais na Colômbia - que produz o grão arábica leve, o tipo frequentemente usado em café gourmet – danificaram as plantações, e juntamente com uma colheita de entressafra menor no Brasil, levou os preços ao maior patamar em 14 anos, no ano passado.Quando os preços subiram, especialistas do setor dizem que os torrefadores mudaram suas misturas. Com a escassez dos grãos colombianos, e com os preços altos do café do solo nutrido por vulcões da América Central, os torrefadores se viraram para o arábica brasileiro, que é mais barato e geralmente é colhido mecanicamente e processado de maneira diferente.Quando esses grãos ficaram muito caros, as torrefadoras foram atrás do robusta.Para alguns conhecedores de café, robusta é uma palavra suja. Mais fácil de cultivar e primo menos caro do arábica, está em grande oferta neste ano, graças a uma forte colheita do principal produtor de robusta, o Vietnã.Mas agora os preços do arábica estão caindo com a expectativa do que ocorra uma safra recorde nesta temporada no Brasil, a fonte de um terço de café do mundo. Os preços estão em baixa há 16 meses, e a diferença de preço entre o arábica e o robusta caiu para o menor nível desde agosto de 2010.Portanto, a questão na reunião Associação Nacional do Café é se as torrefadoras vão melhorar a qualidade das suas misturas, reduzindo o uso do robusta e aumentando o do arábica.As concessionárias de cafés especiais, em uma reunião recente da indústria em Nova York, parecem pensar que sim."Eu acho que vai ajudar um monte de torrefadoras", disse John Coyne, um comerciante em Edison, no Estado de Nova Jersey, que trabalha para a importadora de café Real New York Inc. "Eles devem ter um pouco mais de dinheiro para gastar" em grãos de melhor qualidade.

domingo, 18 de março de 2012

Fundos aumentaram a posição vendida.

Fundos aumentaram a posição vendida.


Em mais uma semana de baixa para o café vemos no final de semana que a posição dos fundos aumentaram em 3.163 contratos vendidos mantendo a posição vendedora que já vinham carregando segundo relatório da CFTC que saiu na ultima sexta feira, onde trouxe os fundos vendidos em 19.015 contratos ante a posição da semana anterior que era de 15.852 contratos.

A semana demonstrou que o suporte de 180,00 cents de dólar por libra peso realmente é forte e como suporte puro, que significa encontro de vários fractais. Para a superação de um suporte puro o mercado normalmente faz um grande esforço e quando não consegue a superação é ponto para fazer trade de contra tendência, como estamos em tendência de baixa podemos ver se não houver a superação de 1,80 alguma recuperação, que seria ótimo para os comprados.

A semana teve 186,70 na máxima e 181,05 na mínima uma semana onde a volatilidade e a velocidade da baixa diminuíram no respeito do suporte técnico, a superação da máxima pode dar trade na compra de contra tendência e da mínima a continuação da tendência, os indicadores ainda não demonstra nenhuma reação para o mercado e se voltar a subir o que me parece deve ser somente para fazer pivot para novas baixas, continuando na precificação da safra brasileira.

Durante a tendência de alta de 2010 e 2011 os fundos foram os grandes compradores e sustentadores da alta, com um grande volume de dinheiro despejado no mercado pelo governo norte americano para que a crise não fosse mais aguda do que já vinha sendo os fundos foram os grandes compradores, e sabendo que para estes fundos o interessante é que os movimentos dos mercados sejam mais duradouros, pois trabalham com grandes volumes de dinheiro e posições fazendo preços médios, após o mercado ter falhado na onda 5 pra cima que tinha alvo em 3,45 cents de dólar por libra peso e o final do Q.E2 estes fundos fizeram suas liquidações e depois passaram para a ponta vendedora como vemos nos relatórios semanais da CFTC. Como estamos vendo semana a semana o aumento na ponta vendedora destes fundos e eles não entram em movimentos pequenos acredito que o fundo do posso esteja longe ainda de ser atingido, portanto aos participantes do mercado fiquem atentos a estes dados, as casas comercias e indústria também segundo o mesmo relatório demonstra uma diminuição da ponta vendedora, mas ao se aproximar da safra e os produtores vierem ao mercado com mais força, pois durante a colheita é o período onde o produtor tem a maior despesa, as casas comercias deverão voltar a aumentar suas posições vendidas o que pode trazer resultados não favoráveis ao produtor.

A safra de conilon já esta iniciada em algumas regiões do Brasil como em Rondônia, portanto a safra já começou outro fator baixista no mercado que o produtor deve estar atento.

No mercado físico interno no Brasil se nota um aumento de oferta por parte de produtores, que ao chegarem ao mercado recebem ofertas bem abaixo do esperado e ainda resistem à venda aos patamares praticados, mas valores que pareciam baixos já estão sendo aceitos pelos fornecedores da indústria nacional, como R$250,00 para o conilon tipo 7/8 safra atual, pois o novo já esta sendo negociado bem abaixo deste patamar, que o vendedor estava resistente no final de semana alguns negócios já foram reportados pelo mercado neste valor. No arábica preços para cafés naturais de boa qualidade abaixo de R400, 00 também foram oferecidos e negociados bem longe já dos R$500,00, mas volto a dizer ainda remuneram o produtor .

A safra se aproxima, não é pequena, e os fundos na ponta vendedora nos resta agora assistir o mercado para onde vai nos levar e torcer por uma recuperação, pois tecnicamente e na minha humilde opinião, que não deve ser levada para se fazer posições, pois é somente opinião, não temos chances de ver os preços que o mercado trabalhou no ano passado.

Uma boa semana a todos e que Deus os abençoe

Wagner Pimentel

www.cafezinhocomamigos.blogspot.com

É difícil prever safras, diz Carvalhaes

Quanto é A discussão se a safra brasileira de café será 2 milhões ou 3 milhões de sacas maior ou menor é sem sentido, segundo Eduardo Carvalhaes, do Escritório Carvalhaes, de Santos (SP). O quadro é de aperto entre produção, consumo e exportação.

Difícil Até para Conab e secretarias de agriculturas, que têm pesquisadores, é difícil prever safras. Acreditar na precisão dos números divulgados por operadores de mercado, sem equipes técnicas, fica difícil, diz ele.
Vendas A comercialização da safra brasileira 2011/12 de café -que engloba o período de julho a junho- atingiu 85% até fevereiro. A estimativa é da consultoria Safras & Mercado.
Mais robusta Na avaliação da consultoria, a comercialização do café do tipo conillon já atingiu 91%, enquanto a do tipo arábica está em 83%

ESTOQUES E PRODUÇÃO DE ARÁBICAS APERTADOS

ESTOQUES E PRODUÇÃO DE ARÁBICAS APERTADOS


A semana foi a mais positiva para o mercado acionário europeu em mais de dois meses, empurrada por indicadores animadores vindos da Alemanha, e por uma diminuição da enxurrada de notícias ruins e preocupantes do sul da Europa.
Nos Estados Unidos o discurso do FOMC (equivalente ao COPOM brasileiro) também animou os investidores que resolveram vender títulos de renda-fixa e aumentar suas exposições em ações, ajudando o Dow Jones a atingir o mais alto patamar desde 31 de dezembro de 2007.
O mercado de café na ICE fez uma nova mínima na segunda-feira, 181.05 centavos de dólar por libra-peso, negociando dentro de um intervalo estreito durante as outras sessões. A queda em cindo dias foi de US$ 5.09 por saca, com desempenho similar na BM&F. Londres fechou com perda de US$ 1.00 por saca.
O comportamento do físico para os cafés naturais tem sido mais franco, ou em outras palavras os diferenciais se tornaram mais atrativos para compradores que aproveitam para fazer alguns negócios. O motivo de não fazer mais negócios parece estar relacionado com o psicológico afetado pela queda do terminal e do basis juntos, e também do aparente grande volume de fixação do flat-price (bolsa) a patamares bem mais altos – o que limita e assusta os traders.
Já os produtores tentam manter os nervos controlados, digerindo apenas parcialmente a forte queda no ano.
Informações sobre estoques nos países consumidores, divulgadas durante a semana, mostraram que nos Estados Unidos havia 4,500,017 sacas no final de fevereiro, uma queda de apenas 6,793 sacas comparado com janeiro, enquanto na Europa a queda em janeiro foi de 343,424 sacas, estando no final do mês em 9,689 milhões de sacas. A dúvida dos participantes é quanto há estocado no Brasil, dado o volume exportado e as ofertas que apareceram recentemente no mercado.
A movimentação da moeda brasileira apontada por um grande banco de investimento em estar sobrevalorizada em torno de 20%, fez com que alguns altistas também ficassem mais cautelosos.
O fato é que a grande safra brasileira 2012/2013, que segundo a mídia televisiva e escrita está por trás da queda de 20% no ano do “C”, não é um monstro como estão falando, haja vista que a produção da variedade arábica será menor do que o último ciclo de alta de produção.
É importante separar o joio do trigo, ou o arábica do conillon, que segundo diversas estimativas indicam que o volume do último passará de 16 milhões de sacas. Logo se na safra 10/11 o país produziu 42 milhões de arábica e 14 milhões de conillon, e agora produzirá 39 milhões de um e 16 milhões de outro – justamente depois dos estoques do arábica terem sido os mais utilizados – a conclusão é que o pequeno superávit será insuficiente para absorver o déficit que teremos na safra 13/14.
Não é nada não é nada, é alguma coisa sim!
Cuidado com as opiniões e noticiários que normalmente se tornam altistas próximos das “máximas” e baixistas próximos das “mínimas”.
Tenham uma excelente semana e muito bons negócios,
Rodrigo Corrêa da Costa

illycaffè divulga resultado do 21º Prêmio Ernesto Illy de Qualidade do Café para Espresso

O grande vencedor do 21º Prêmio Ernesto Illy de Qualidade do Café para Espresso foi José Lourenço Filho. O cafeicultor da região das Matas de Minas (MG) foi premiado com R$ 50 mil durante a entrega do tradicional concurso, em cerimônia realizada pela illycaffè no dia 16 de março, em São Paulo (SP). No total, a empresa distribuiu mais de R$ 180 mil em prêmios aos 50 finalistas e a cinco classificadores eleitos. O prêmio, realizado há 21 anos no país, já soma mais de US$ 4 milhões oferecidos aos produtores de café.

Entre os primeiros colocados na lista dos melhores cafés brasileiros da safra 2011/2012, a segunda posição ficou para Marisa Coli Noronha, que ganhou R$ 35 mil; o terceiro lugar ficou para José Flávio Ferraz Reis, que levou o prêmio de R$ 18 mil; o quarto colocado, Dimas Mendes Bastos, recebeu R$ 9 mil; o quinto lugar foi de Édio Anacleto Miranda, que ganhou R$ 5 mil. Os produtores classificados do sexto ao décimo lugar foram reconhecidos com R$ 2 mil cada um. O sexto premiado foi Antônio de Azevedo e Silva Júnior; no sétimo lugar, ficou Pedro Aescio de Souza; no oitavo lugar, Marina Scognamiglio Ribeiro do Valle; em nono lugar, Carlos Roberto de Miranda; e o décimo colocado foi Edivandro Martins Amâncio. Os demais 40 finalistas receberam R$ 1,2 mil cada um.
Nesta edição do Prêmio Ernesto Illy de Qualidade do Café para Espresso, somente o Estado de Minas Gerais disputou as primeiras colocações, com 10 produtores entre os 10 vencedores. Entre as regiões, o destaque ficou para as Matas de Minas, com seis finalistas, incluindo o campeão. Três vencedores são da região do Sul de Minas e um do Cerrado Mineiro.
De julho a setembro de 2011, a illycaffè recebeu quase 500 amostras vindas de diferentes Estados do Brasil, tais como: Minas Gerais, São Paulo, Paraná, Bahia, Goiás e Espírito Santo. No total, entre os 50 finalistas divulgados em novembro, Minas Gerais conquistou 48 posições e São Paulo as outras duas colocações.
A análise e classificação dos cafés foram realizadas pela Assicafé, laboratório científico que presta serviço exclusivo à marca no Brasil. As 50 amostras finalistas foram avaliadas por especialistas brasileiros e estrangeiros, utilizando as mais avançadas técnicas de seleção, sob a coordenação do Dr. Aldir Alves Teixeira, consultor técnico da illycaffè.
Entre os classificadores, selecionados a partir do número de amostras inscritas, em primeiro lugar ficou Edivaldo Batista Generoso (3 Irmãos Corretora de Café), com um prêmio de R$ 3,5 mil. O segundo melhor colocado foi Wellington Carlos Pereira (Cocarive), com reconhecimento de R$ 2,5 mil; o terceiro colocado foi Luiz Evandro Ribeiro (Cooxupé), que levou o prêmio de R$ 1,5 mil; o quarto lugar foi de João Bernardo de Medeiros Neto (Peneira Alta Armazéns Gerais), com reconhecimento de R$ 1 mil; e o quinto colocado entre os classificadores foi Márcio Prado (Exportadora Guaxupé), com prêmio de R$ 1 mil.
Escolhido pelo júri do Clube illy do Café, o “Fornecedor do Ano” safra 2011/2012 foi Virgolino Adriano Muniz, de Minas Gerais. O produtor e um acompanhante farão uma viagem cultural à Itália, onde conhecerão a sede da illycaffè, em Trieste, além da famosa cidade de Veneza.
O júri, que elegeu o produtor da região do Sul de Minas, considerou critérios como: fidelidade no fornecimento; eficiência; pontualidade na entrega; condições do produto; correspondência do lote com a amostra original; ordem da documentação; cumprimento da qualidade e quantidades vendidas; participação no Programa de Reconhecimento às Melhores Práticas & Sustentabilidade; e participação no 21º Prêmio Ernesto Illy de Qualidade do Café para Espresso.
O “Diploma de Reconhecimento às Melhores Práticas e Sustentabilidade”, instituído desde 2008, foi concedido à Cambuhy Agrícola, de Matão (SP). Parte do Programa de Reconhecimento às Melhores Práticas & Sustentabilidade, os Questionários de Sustentabilidade foram respondidos por 270 produtores inscritos no Clube illy do Café. E, após visitas técnicas a 249 fazendas participantes, a comissão de avaliação considerou que as propriedades estão empregando melhores práticas agrícolas e buscando soluções para se tornarem sustentáveis sob o ponto de vista social, ambiental e econômico. Sinal de que o engajamento dos cafeicultores é a cada ano maior.
O vencedor e os finalistas do 21º Prêmio Ernesto Illy de Qualidade do Café para Espresso são:

José Lourenço Filho
Matas de Minas


Marisa Coli Noronha
Sul de Minas


José Flávio Ferraz Reis
Sul de Minas

Dimas Mendes Bastos
Matas de Minas

Edio Anacleto Miranda
Matas de Minas

Antônio de Azevedo e Silva Júnior
Cerrado


Pedro Aescio de Souza
Matas de Minas


Marina Scognamiglio Ribeiro do Valle
Sul de Minas


Carlos Roberto de Miranda
Matas de Minas

10º
Edivandro Martins Amâncio
Matas de Minas
Entre os classificadores que mais tiveram amostras inscritas, os premiados foram:


Edivaldo Batista Generoso
Viçosa (MG)


Wellington Carlos Pereira
Carmo de Minas (MG)


Luiz Evandro Ribeiro
Guaxupé (MG)


João Bernardo de Medeiros Neto
São Sebastião do Paraíso (MG)


Márcio Prado
Guaxupé (MG)

O Fornecedor do Ano
Virgolino Adriano Muniz, Sul de Minas (MG)

Diploma de Reconhecimento às Melhores Práticas e Sustentabilidade
Cambuhy Agrícola, de Matão (SP)

sábado, 17 de março de 2012

CNC ACREDITA EM RECUPERAÇÃO NO MERCADO NESTA PRÓXIMA SEMANA

CNC ACREDITA EM RECUPERAÇÃO NO MERCADO NESTA PRÓXIMA SEMANA
O balanço semanal do Conselho Nacional do Café (CNC) sobre o mercado do café apontou uma perspectiva positiva para a próxima semana, que,segundo o CNC, poderá ser de recuperação nos preços. O CNC indicou que o contrato de café com vencimento maio na bolsa de Nova York perdeu quase 2% na semana, ao passo que as cotações permaneceram estáveis no mercado físico, com o café arábica de boa qualidade tendo sido negociado na faixa de R$ 385,00a saca pelos produtores.    Já o câmbio, aponta o balanço, após alcançar a cotação de R$ 1,83 nomeio da semana, a moeda americana terminou a sexta-feira a cerca de R$ 1,80 pelo terceiro dia consecutivo, com o mercado aparentemente demonstrando que encontrou uma estabilidade neste nível.    Para a próxima semana, há diversos fatores que sugerem uma recuperação nos preços do café, indica o CNC. Do lado dos fundamentos do mercado, os estoques nos países importadores seguem caindo, em parte, devido à grande queda nas exportações brasileiras nos dois últimos meses. Outro fator de suporte é o reduzido estoque nas mãos dos produtores, que, com pouco café remanescente da última safra, aguardam uma melhor oportunidade de venda, não pressionando o mercado, comenta o Conselho.    Pelo lado dos fatores técnicos, coloca o CNC, os fundos e os especuladoresreduziram as suas posições compradas, favorecendo, desta forma, uma possívelrecuperação. O mercado de Nova York parece ter encontrado um bom suporte nos níveis próximos a 182,00 centavos de dólar por libra peso, que é o menor nível nos últimos 17 meses, e resistência a 186,00 centavos, conclui o boletim do CNC.

CAFÉ: COMERCIALIZAÇÃO DA SAFRA 2011/12 DO BRASIL ATINGE 85%

SAFRAS (16) – A comercialização da safra de café do Brasil 2011/12 (julho/junho) fechou o mês de fevereiro em 85% do total. O dado faz parte de levantamento de SAFRAS & Mercado, com base em informações colhidas até 29 de fevereiro. Com isso, já foram comercializados pelos produtores brasileiros 40,47 milhões de sacas de 60 quilos de café, tomando-se por base a projeção de SAFRAS & Mercado, de uma safra 2011/12 de café brasileira de 47,7 milhões de sacas.

A comercialização está abaixo de igual período do ano passado, quando 87% da então safra 2010/11 estava negociada. Em fevereiro, a comercialização evoluiu 6 pontos percentuais contra janeiro, que fechara com vendas de 79% da safra.
Segundo o analista de SAFRAS & Mercado, Gil Barabach, os negócios ganharam mais ritmo em fevereiro, diante da melhora no interesse de venda das últimas semanas. “A confirmação da queda nos preços e o fantasma da safra nova que se aproxima explicam o interesse de venda. Isso não significa pressão vendedora, apenas uma maior predisposição à venda”, comenta Barabach.
Quanto à safra nova 2012/13, o analista de SAFRAS pondera que as vendas antecipadas da produção estão bem abaixo do normal para o período. Nas regiões de negociação mais dinâmicas, onde o normal negociaria algo entre 30% a até 35% da safra antecipadamente, o comprometimento gira em torno de 15% a 20%. Barabach afirma que o produtor ainda está “arredio” à venda antecipada, ainda se recompondo da frustração com a queda do mercado internacional.

Estoques nos EUA
Os estoques norte-americanos de café verde (em grão) registraram uma queda de 6.793 sacas de 60 quilos no mês de fevereiro de 2012 na comparação com janeiro. O total de café verde depositado nos armazéns credenciados pela GCA em 29 de fevereiro de 2012 chegava a 4.500.017 sacas, ante as 4.506.810 sacas em 31 de janeiro de 2012. As informações foram divulgadas pela Green Coffee Association (GCA)

Café na ICE tem dia mais agitado, mas mantém intervalo da semana

Café na ICE tem dia mais agitado, mas mantém intervalo da semana  
  Os contratos futuros de café arábica negociados na ICE Futures US tiveram uma nova sessão de perdas, em um dia em que os volumes comercializados foram relativamente superiores aos da média observada ao longo da semana. A exemplo das sessões passadas, as retrações não foram suficientes para romper o primeiro suporte atual e, assim, as cotações fecham a semana dentro de um intervalo consolidativo, construído após a sequência de baixas recentes que atingiram o mercado.  Ao longo do dia, uma tentativa de alta foi buscada na primeira metade do dia, mas, novamente, o patamar de 186,00 centavos se mostrou uma barreira para o maio e, progressivamente, novas ordens de venda passaram a ser registradas, com as perdas se dando ao final do processo.  As baixas não estiveram relacionadas ao segmento externo, que viveu uma sexta-feira positiva para boa parte das commodities. O dólar experimentou uma perda de quase meio por cento em relação a uma cesta de moedas internacionais, o que animou especuladores a apostar em segmentos de maior risco, algo comprovado pelo desempenho do índice CRB, que voltou a ter valorização. Para operadores, o café vive um momento de pressão contínua.  Apesar de ter sofrido perdas consideráveis ao longo das ultimas sessões, ainda existe um perfil baixista nos negócios. Nem mesmos as formações gráficas indicativas de que há um cenário sobrevendido dão alento para que uma correção seja produzida. Alguns players já trabalham com a perspectiva de o maio buscar um intervalo entre 180,00 e 175,00 centavos  No encerramento do dia, o maio em Nova Iorque teve queda de 295 pontos com 182,35 centavos, sendo a máxima em 186,50 e a mínima em 181,70 centavos por libra, com o julho tendo desvalorização de 280 pontos, com a libra a 185,20 centavos, sendo a máxima em 189,15 e a mínima em 184,45 centavos por libra. Na Euronext/Liffe, em Londres, a posição maio registrou alta de 6 dólares, com 2.040 dólares por tonelada, com o julho tendo desvalorização de 2 dólares, com 2.002 dólares por tonelada.  De acordo com analistas internacionais, o dia foi "previsível", sendo que, mesmo com as quedas, o suporte inicial, em 181,05 conseguiu ser preservado. Esses analistas avaliam que o mercado assumiu um perfil de consolidação, algo normal após a trepidante oscilação para baixo verificada há pouco. Eles se dividem, porém, sobre a tendência que deverá ser seguida, com muitos acreditando em uma correção e com a possibilidade de o maio tentar voltar, ao menos momentaneamente, para próximo dos 200,00 centavos, ao passo que outros creem que a tendência é se desconsiderar o quadro sobrevendido e continuar a busca por novas baixas.  "Efetivamente, a tendência é baixista e mesmo se tivermos uma correção nada garante que ela não será o 'trampolim' para voltarmos a recuar com mais força. Por enquanto, ainda trabalhamos com uma perspectiva de baixa, com a possibilidade de o maio flutuar por volta dos 175,00 centavos", disse um trader.  "Sem novos fatos no cenário dos fundamentos, os números sobre a próxima safra brasileira e a valorização do dólar frente ao real continuaram pressionando as cotações em Nova Iorque, apesar do cenário mais calmo nos mercados financeiros da zona do euro", indicou o Escritório Carvalhaes em seu comentário semanal.  As exportações de café do Brasil em março, até o dia 15, totalizaram 676.846 sacas de café, queda de 12,28% em relação às 771.147 sacas registradas no mesmo período de fevereiro, informou o Cecafé (Conselho dos Exportadores de Café do Brasil).  Os estoques certificados de café na bolsa de Nova Iorque tiveram queda de 1.135 sacas, indo para 1.551.170 sacas. O volume negociado no dia na ICE Futures US foi estimado em 24.242 lotes, com as opções tendo 1.315 calls e 2.049 puts. Tecnicamente, o maio na ICE Futures US tem uma resistência em 186,50, 187,00, 187,50, 188,00, 188,50, 189,00, 189,40, 189,50, 189,90-190,00, 190,50, 191,00, 191,50, 192,00, 192,50, 193,00, 193,50, 194,00 e 194,50 centavos de dólar por libra peso, com o suporte em 181,70, 181,50, 181,05-181,00, 180,50, 180,10-180,00, 179,50, 179,00, 178,50, 178,00, 177,50 e 177,00 centavos por libra.
    
Nova York   
 A Bolsa de Mercadorias de Nova York (Ice Futures US) para o café arábica encerrou as operações desta sexta-feira com preços mais baixos, em mais uma sessão de volatilidade. O mercado esboçou uma alta, dando sequência ao movimento da quinta-feira, mas não conseguiu manter os ganhos.    A proximidade da entrada da safra brasileira não sustentou a valorizaçãoe o mercado foi perdendo forças. Quando rompeu de volta a linha de US$ 1,85 a libra-peso (contrato maio) houve maior intensidade na ponta vendedora e tecnicamente as cotações retornaram ao lado negativo. As informações partem de agências internacionais de notícias.    Os contratos do café arábica para entrega em maio fecharam negociados a 182,35 centavos de dólar por libra-peso, com desvalorização de 2,95 centavos,ou de 1,6%. A posição julho fechou a 185,20 cents, com queda de 2,80 cents, ou de 1,5%.    No balanço da semana, o contrato maio teve queda de 2,1%. Em março, as perdas chegam a 10,3%, e no ano de 2012 a baixa acumulada é de 20,6%.   Em sessão esvaziada, Londres flutua próximo da estabilidade

 Os contratos futuros de café robusta negociados na Euronext/Liffe tiveram uma sexta-feira esvaziada, com poucos negócios reportados e com as cotações variando entre ligeira alta para as posições mais imediatas e retrações mínimas para os contratos mais a futuro, com o maio ficando, ao longo de todo dia, dentro do intervalo de 2.000 dólares. Na máxima, em 2.054 dólares, algumas vendas especulativas e de origens foram registradas. De acordo com analistas internacionais, o dia foi de extrema calma, sem nenhuma grande mudança de direcionamento ou alteração daquilo que já vem sendo praticado na bolsa londrina. O volume exígio de negócios apenas contribuiu para que até as cotações tivessem poucas oscilações. "O março está abrindo um pouco em relação ao julho e demais contratos, mas esse diferencial ainda é limitado. Alguns operadores se questionam se seria possível verificar o mesmo movimento detectado com a posição março, que abriu um substancial diferencial sobre os demais contratos", disse um trader. O dia na bolsa de Londres teve o contrato de café de maio com uma movimentação de 2,32 mil lotes, com o julho tendo 1,20 mil lotes negociados. O spread entre as posições março e maio ficou em 38 dólares. No encerramento da sessão na Euronext/Liffe, a posição maio registrou alta de 6 dólares, com 2.040 dólares por tonelada, com o julho tendo desvalorização de 2 dólares, com 2.002 dólares por tonelada.  
   DÓLAR CAI, MAS FAZENDA E BC SUSTENTAM NÍVEL DE R$ 1,80 São Paulo, 16 -
Mais uma medida cambial voltada ao exportador hoje cedo ajudou a limitar a queda intraday do dólar, que resgatou o patamar de R$ 1,80 no começo da tarde em meio à expectativa de que o Banco Central pudesse atuar na sessão vespertina, o que se confirmou perto do fechamento do mercado à vista. Embora essas intervenções tenham sustentado a moeda acima deste piso informal pela quinta sessão consecutiva, não impediram o recuo de preço à vista pela segunda sessão seguida. Além da desvalorização externa do dólar, pesou na formação de preço da moeda hoje a percepção de que o fluxo cambial seguirá favorável ao País, uma vez que mesmo que a Selic caia a um piso de 9% ao ano, sugerido pela ata da última reunião do Copom ontem, este nível de taxa ainda garante ao investidor estrangeiro e local um diferencial de juros bastante rentável ante as taxas internacionais. Num dia marcado pela fraca volatilidade e o baixo volume de negócios, o dólar à vista fechou em queda de 0,11%, a R$ 1,8020 no balcão, após oscilar 0,45% entre R$ 1,7970 (-0,39%) e R$ 1,8050 (+0,06%). Na semana, a moeda acumulou ganho de 1,01%, que elevou a valorização no mês para 5,01%. No ano, porém, o dólar no balcão ainda embute perda de 3,58%. Na BM&F, a moeda spot encerrou com recuo de 0,28%, a R$ 1,8004. O giro financeiro registrado na clearing de câmbio até 16h29 somava US$ 1,510 bilhão (25% inferior ao volume ontem), dos quais apenas US$ 1,245 bilhão em D+2. No mercado futuro, somente três vencimentos de dólar foram negociados até 16h32 e mostravam sinais mistos. Enquanto o vencimento abril de 2012 subia levemente 0,06%, a R$ 1,8085, o dólar para maio 2012 estava na mínima, a R$ 1,8190, com queda de 0,16%. O Ministério da Fazenda isentou hoje os exportadores brasileiros de pagar Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) sobre as posições vendidas em dólar futuro, desde que as vendas sejam feitas em 12 meses. A isenção é para operações até o limite de 1,2 vez do valor exportado. Desde 16 de setembro de 2011, as operações de derivativos estão taxadas em 1%. Por isso, pela medida atual, o IOF apurado nas operações realizadas por exportadores até ontem terá que ser compensado no pagamento de outros tributos à Receita Federal. Na última segunda-feira, o governo já havia elevado para até 1.800 dias (cinco anos) o prazo mínimo para a isenção da cobrança do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) nas liquidações de operações de câmbio contratadas a partir daquele dia. Toda operação com menos de 1.800 dias passou a ser tributada em 6%. O objetivo dessa medida também é o de conter a valorização do real. Esta foi a quarta vez que o governo ampliou esse Prazo, sendo que a última foi em 1º de março, quando o prazo mínimo aumentou de 720 dias para três anos. A semana também foi marcada pelo anúncio do governo de que o País passou a ter um câmbio administrado e que uma margem de oscilação aceitável para o dólar seria dentro de uma banda entre R$ 1,70 e R$ 1,90. Ainda assim, os leilões de compra de dólar realizados ontem e hoje confirmaram que o piso informal desejado seria o patamar de R$ 1,80, tendo em vista que o Banco Central fixou taxas de corte sempre acima desse nível de preço, mesmo com o preço à vista abaixo desse valor. Hoje, a taxa de corte no leilão foi de R$ 1,8025.
   Câmbio 
  O dólar comercial encerrou as negociações hoje com queda de 0,05%, a R$ 1,8010 para compra e R$ 1,8030 para venda. Na quinta-feira, a divisa havia encerrado com queda de 0,16%, cotada a R$ 1,8040.    Sem uma tendência muito definida, o dólar encerrou a sessão praticamenteestável. Enquanto perdeu força em relação a outras divisas, a moeda estadunidense, a medida do governo para proteger exportadores brasileiros de zerar o IOF deixou o mercado sem rumo definido.