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segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Mudas de café vendem ‘como pãozinho quente’ com alta de preço

Mudas de café vendem ‘como pãozinho quente’ com alta de preço
Lucia Kassai
As mudas de café no País, maior produtor mundial do grão, estão vendendo “como pãozinho quente”, enquanto produtores buscam melhorar o rendimento das plantações após o aumento de 23 por cento nos preços nos últimos 12 meses.     “Vendi quase todas as mudas que tinha”, disse hoje Ronaldo Nogueira de Medeiros, produtor de mudas, em entrevista por telefone de Três Pontas, maior município produtor de café do Brasil. “Trabalho no setor há dez anos e nunca vi isso acontecer.”     Os primeiros pedidos chegaram antes que as mudas fossem plantadas, disse Nogueira. Os fazendeiros querem substituir as árvores velhas e com baixo rendimento por novas.     O plantio de novas mudas começa em novembro e dura até março em Minas Gerais, estado responsável por 50 por cento da produção de 43,1 milhões de sacas de café de 60 quilos deste ano, disse a Companhia Nacional de Abastecimento em 13 de setembro. As árvores começam a produzir dois anos e meio após o plantio.  Lucia Kassai - Bloomberg   

domingo, 16 de outubro de 2011

Rodrigo Corrêa da Costa - VOLTANDO PARA DENTRO DO INTERVALO DE 240/270 - Mercado de Café – Comentário Semanal - de 10 a 14 de outubro 2011

As bolsas de ações tiveram um desempenho robusto na semana, com ganhos entre 2% e 8% nos principais pregões do mundo.

O motivo para a recuperação veio mais uma vez da Europa, com os seus líderes desenhando estratégias para demonstrar ao mercado que os bancos da região serão de alguma forma ajudados.
O inevitável calote da Grécia está prestes a acontecer de fato, não com este nome horroroso, é claro, mas através de um desconto dos títulos do país que pode chegar a até 60%. A idéia por trás do plano é evitar que os seguros (CDS) sejam acionados, o que sangraria ainda mais o sistema financeiro.
Com a diminuição do medo do investidor o dólar perdeu força e o índice CRB das commodities subiu 4.50% nos últimos cinco dias.
O café depois de apanhar feio na semana retrasada conseguiu sair das mínimas recentes, dando a impressão que o nível de US$ 220.00 centavos por libra em Nova Iorque será um suporte forte e improvável de ser rompido – a não ser que o câmbio desvalorize para R$ 2.00.
A subida de US$ 20.11 por saca em Nova Iorque foi parcialmente seguida por São Paulo, que teve uma alta de US$ 14.80, enquanto Londres firmou apenas US$ 3.18 por saca. Acredito que a arbitragem vai continuar enfraquecendo com a subida do “C” na mesma proporção que vimos, algo em torno de um terço – ou seja para cada US$ 15 centavos de ganho na ICE a BM&F vai subir US$ 10 centavos , diminuindo assim o diferencial positivo para o café do Brasil. Por outro lado acho improvável a arbitragem voltar à território negativo até o fim do ano, isto porquê também não creio que NY tenha força para ir muito acima de US$ 280 centavos.
O encarecimento do café do Brasil praticamente tira o país do mercado, que se volta para a safra nova de Colômbia, Vietnã e de outros países da América Central. No mercado “spot” falta café fino brasileiro, e mesmo que a contragosto os torradores acabam tendo de comprar alguns suaves que não trazem boas lembranças a eles.
A organização internacional do café, OIC, divulgou na semana sua estimativa da produção de 2010/2011, 133.6 milhões de sacas. Com um consumo estimado em 135 milhões de sacas para o ano de 2010, e uma safra brasileira menor, o déficit deve estar por volta de 5 milhões de sacas no atual ano-safra 2011/2012. Lembrando que a estatística da entidade é alimentada por números fornecidos por seus associados.
Os volumes negociados na bolsa melhoraram com a subida dos preços, e os fundos que estavam vendidos em 10,895 contratos na terça-feira dia 11 de outubro, devem ter liquidado apenas uns 1,500 lotes até a sexta-feira, o que é pouco e dá munição para a continuação do rally.
Sendo assim podemos esperar mais altas, e caso os investidores não voltem a ter medo do fim do mundo, creio que ficaremos dentro do intervalo de negociação entre 240 e 270 centavos por algum tempo – níveis que sugeri nas minhas apresentações em alguns seminários desde março último.
Uma ótima semana e muito bons negócios para todos,
Rodrigo Corrêa da Costa

PROMETEU E A ÁGUIA - Mercado de Açúcar – Comentário Semanal – de 10 a 14 de outubro de 2011

O mercado de açúcar fechou a semana com alta em todos os meses, reforçando nossa tese aqui expressa por diversas vezes de que quedas acentuadas nos preços do açúcar constituem-se na maior parte das vezes em excelentes oportunidades de compra. O vencimento março de 2012, se valorizou em 260 pontos na semana, ou 57 dólares por tonelada, encerrando o pregão de sexta-feira em 27,86 centavos de dólar por libra-peso, a maior alta em quatro semanas. Os demais vencimentos até outubro de 2013 valorizaram entre 190 e 240 pontos, de 43 a 53 dólares por tonelada.




Como pano de fundo dessa melhora no cenário fundamentalista temos o retorno do bom senso que mostra que a velha situação da oferta e demanda de açúcar por parte do Brasil continua sendo um problema que paira sobre a cabeça do mercado. Uma espada pendurada por um tênue fio. Na semana, as commodities deram um show de recuperação, e o açúcar foi a segunda que mais subiu (10.8%) atrás apenas do suco de laranja.



Corroborando com isso, o mercado físico na exportação tem ofertas de março mais 130/150 pontos para embarque em outubro FOB Santos. Para embarque novembro as ofertas estão entre 140/150 acima do março. As cotações são de corretores europeus.



O cenário macro mundial ajudou com Merkel e Sarkozy fazendo declarações de apoio ao sistema bancário europeu, deixando os investidores mais aliviados. Nos fundamentos do mercado açucareiro, noticias sobre enchentes na Tailândia, compras da Malásia e os números sem surpresa da UNICA alimentaram o apetite voraz dos altistas. Por outro lado, interessante o bastante, observa-se que a volatilidade das opções caiu na semana, o que mostra que muita gente vendeu opção para agregar valor às fixações e não acredita em recuperação da volatilidade em função da ausência de novos especuladores com tantas restrições que estão a caminho por conta de regulamentações a serem impostas pelos órgãos oficiais americanos. Veja mais abaixo.



Prometeu, na mitologia grega, era um titã, irmão de Atlas (aquele que foi condenado por Zeus a carregar o mundo às costas) e um defensor da humanidade. Dono de capciosa inteligência ele roubou o fogo de Zeus e o levou para os mortais que não conheciam o fogo. Zeus ficou fulo da vida e o puniu pela ousadia, deixando-o amarrado a uma rocha por toda a eternidade enquanto uma grande águia vinha lhe comer o fígado todo dia - que crescia novamente no dia seguinte. Quem está no dia-a-dia do mercado de açúcar, sente-se um pouco como Prometeu, tendo o fígado devorado todo o dia com noticias, oscilações e incompetências oficiais que nos deixam amargo até o dia seguinte, quando então retomamos novamente nossas energias para tentar descobrir para onde esse mercado vai. Prometeu somos nós, o mercado é a águia.



Na semana que vem o CFTC, órgão oficial americano que regula as bolsas de commodities, deve finalizar e votar os regulamentos finais que irão programar os limites de posições especulativas de uma série de commodities dentro do âmbito da lei Dodd-Frank. O CFTC, de acordo com a nova lei, cuja audiência no senado americano deve ocorrer em novembro, vai estabelecer limites nos contratos futuros e também de swaps, estes últimos deverão ser obrigatoriamente compensados pelas bolsas. A proposta é que o limite de posição especulativa seja de no máximo 25% da posição em aberto. Não sei até que ponto essas restrições não podem acabar com a liquidez dos mercados ou trazer a volatilidade para níveis que desencorajam a especulação e consequentemente afastam os investidores.



O mercado interno de açúcar experimentou queda de preços, mas segundo um experiente trader, algumas empresas com problemas de fluxo de caixa derrubaram os preços no mercado interno para honrar compromissos de curto prazo. Para ele, os números da cana são os mesmos e os preços deverão se recuperar muito brevemente.



No Brasil nada menos do que cinco ministérios são necessários para se tomar alguma medida no mercado de combustível. Uma verdadeira farra com o dinheiro do contribuinte. Está sendo discutido o financiamento do governo federal para estocagem de etanol que deverá ser colocada em prática entre janeiro e abril de 2013. Ou seja, o que deveriam ter feito em 2009, quando o setor estava com a corda no pescoço após a crise econômica mundial, entrará em vigor em 2013, depois de passar pelo crivo desse pessoal todo. Nosso exemplo de competência para o mundo.



Reserve na sua agenda para não perder a vez: o XVII Curso Intensivo de Futuros, Opções e Derivativos da Archer Consulting está agendado para os dias 27, 28 e 29 de março de 2012, em São Paulo. Mais de 500 profissionais do mercado do Brasil e do Exterior já fizeram o Curso.



O Fundo administrado pela Archer Consulting, que esperamos disponibilizar para mais investidores num futuro bem próximo, atingiu uma rentabilidade para o investidor de 101,0514 % líquidos ao ano, com apenas 196 dias de existência.



Bons negócios e um excelente final de semana para todos.



Arnaldo Luiz Corrêa

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Café, focado em chuvas na América Central, tem nova alta na ICE.

Os contratos futuros de café arábica encerraram esta quinta-feira com boas altas, numa continuidade dos movimentos de correção e das compras especulativas e de fundos. O dia foi iniciado próximo das máximas da sessão passada e um novo movimento de compras foi observado, o que permitiu que o patamar de 240,00 centavos chegasse a ser rompido, apesar de, ao final do dia, alguma desaceleração ter sido registrada por conta de realizações.

O café operou dissociado de outros mercados, já que o segmento acionário teve ligeiras baixas na Dow Jones e alguns avanços para as ações de tecnologia da Nasdaq. Por sua vez, o dólar se manteve estável em relação a uma cesta de moedas internacionais e o índice CRB também não apresentou maiores oscilações.
As compras no mercado de café também estiveram relacionadas a um fator fundamental: várias regiões da América Central e do Norte continuam a enfrentar fortes chuvas, sendo que há o risco de áreas cafeeiras serem atingidas. Ao menos 18 mortos e cerca de 40 mil pessoas foram afetadas por um sistema de pressão tropical que atinge a América Central desde o final de semana, com fortes chuvas. O país mais afetado com o fenômeno climático é a Guatemala, cujo presidente Álvaro Colon confirmou a morte de 13 pessoas. Estradas, como a Interamericana, ao oeste, e a rota para El Salvador, estão intransitáveis. Na Nicarágua, o presidente Daniel Ortega declarou que quatro pessoas morreram devido às chuvas. Em El Salvador, a Direção Geral de Proteção Civil informou a morte de uma mulher de 19 anos e que quase 2 mil pessoas estão abrigdas em escolas e igrejas.
No encerramento do dia, o dezembro em Nova Iorque teve alta de 820 pontos com 237,65 centavos, sendo a máxima em 240,35 e a mínima em 228,10 centavos por libra, com o março tendo ganho de 810 pontos, com a libra a 240,85 centavos, sendo a máxima em 243,50 e a mínima em 231,70 centavos por libra. Na Euronext/Liffe, em Londres, a posição novembro registrou alta de 57 dólares, com 1.983 dólares por tonelada, com o janeiro tendo valorização de 54 dólares, com 2.004 dólares por tonelada.
De acordo com analistas internacionais, o dia foi caracterizado por compras especulativas e pela correção dos preços, após as intensas baixas recentes. Alguns desses analistas apontaram para uma situação de sobrevenda, que agora parece ser gradativamente revertida. "O fator fundamental tem pesado bastante para as altas. Temos de lembrar que sofremos com uma limitação de oferta de grãos suaves e, em pleno início de safra, os centro-americanos podem ser afetados pelas chuvas intensas. Isso faz com que muitos players assumam uma postura protetiva e comprem na bolsa", disse um trader.
As exportações da Guatemala durante o ano de 2010/2011 totalizaram 3,65 milhões de sacas, 6% a mais que no ano anterior, indicou a Anacafé (Associação Nacional de Café da Guatemala). Em setembro, o país embarcou 314.372 sacas, contra 199.355 sacas do mesmo mês do ano anterior.
As exportações de café do Brasil em outubro, até o dia 10, somaram 549.204 sacas, contra 542.799 sacas registradas no mesmo período de setembro, informou o Cecafé (Conselho dos Exportadores de Café do Brasil).
Os estoques certificados de café na bolsa de Nova Iorque tiveram queda de 6.763 sacas, indo para 1.406.377 sacas. O volume negociado no dia na ICE Futures US foi estimado em 19.960 lotes, com as opções tendo 5.813 calls e 4.021 puts. Tecnicamente, o setembro na ICE Futures US tem uma resistência em 240,35, 240,50, 241,00, 241,50, 242,00, 242,50, 243,00, 243,50, 244,00 e 244,50 centavos de dólar por libra peso, com o suporte em 228,10-228,00, 227,50, 227,00, 226,50, 226,00, 225,50, 225,10-225,00 e 224,50 centavos por libra.

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Rodrigo Corrêa da Costa - FLORADA COM PERCEPÇÃO DISTINTA ENTRE PARTICIPAN​TES - Mercado de Café – Comentário Semanal - de 3 a 7 de outubro 2011

Os bancos centrais das principais economias declararam durante a semana que tomarão medidas para estimular o crescimento (EUA) e também para garantir recursos necessários para recapitalizar os bancos que estão frágeis (zona do Euro).
As notícias foram recebidas com alívio pelo mercado financeiro e as bolsas fecharam com alta entre 2% e 4%, com exceção de alguns emergentes e do Japão.
O corte na nota da dívida de Itália e Espanha por duas agências de risco não conseguiu atrapalhar a recuperação provocada pela “rede” de proteção que se desenha mais uma vez à custa dos principais governos. A solução, embora criticada por muitos pela falta de cuidado que alguns bancos tiveram em financiar papéis que deveriam ter custado mais barato, parece ser menos dolorosa do que deixar quebrar alguma grande instituição financeira – ainda que esta opinião não seja compartilhada por todos.
Os índices das commodities conseguiram subir também nos últimos cinco dias liderados pelos ganhos de metais, e energia (menos o gás natural), e entre os poucos produtos que caíram o café foi um deles.
O movimento negativo do nosso mercado aconteceu basicamente na sexta-feira, um dia depois de Nova Iorque subir respondendo também à valorização da moeda brasileira. A queda no último dia da semana foi preocupante para os altistas não apenas pela sua magnitude, mas pelo baixo volume negociado, e pela divulgação do relatório de posicionamento dos “traders”(COT) que mostrou o quão pouco a indústria tem comprado o arábica.
As agências de notícias culpam a chuva e a florada no Brasil pela baixa, e talvez possamos complementar dizendo que há um pouco mais de oferta de negócios de cafés suaves aparecendo. Ratificações de incremento de área plantada em alguns países da África, assim como um crescimento de produção de Honduras e uma potencial safra grande brasileira, pode também ter contribuído para que fundos continuem não querendo comprar o terminal. Em função da redução da posição comprada dos “non-commercials”, o volume bruto-comprado deles está há menos de mil lotes do menor nível que se tem em registro para o relatório do CFTC. Entretanto o que de fato vai dar uma alavanca de recuperação para este mercado é o aumento da posição vendida destes participantes, misturado com uma estabilização da figura técnica (gráfico), para que então possamos ver os diferenciais ficarem mais próximos do “normal”.
Como assim normal? De uma semana para outra enquanto o “C” caiu US$ 6.02 por saca, a BM&F subiu US$ 8.25 por saca, fazendo com que a arbitragem entre os dois mercados encerrasse o período com US$ 14.31 centavos por libra positivo, ou em outras palavras o natural brasileiro entregue na bolsa de São Paulo vale mais do que qualquer outro café-lavado entregue na bolsa de Nova Iorque (incluindo é claro o colombiano). Ou seja, enquanto o mundo acha negativa a notícia da florada no Brasil, os produtores brasileiros não acham, pois neste momento não precisam vender o café que tem, e tão pouco têm a certeza de que a próxima safra já está garantida.
Para o café do tipo robusta rumores de atraso da safra de Vietnã ajudaram a manter o nível do terminal praticamente inalterado, ainda que os estoques certificados representem 44% do número de contratos em aberto, o maior nível desde novembro de 2009.
O gráfico semanal nos dá a impressão de podermos ver uma nova queda do contrato da ICE, algo que deixa poucas novas explicações para serem usadas caso isto de fato aconteça. Uma continuação da firmeza do Real pode eventualmente reverter o quadro.
Uma ótima semana e muito bons negócios para todos,
Rodrigo Corrêa da Costa

domingo, 9 de outubro de 2011

O G2 que manda na zona euro reúne amanhã.

O G2 que manda na zona euro reúne amanhã. Os banqueiros centrais e o secretário do Tesouro americano dizem que fizeram a sua parte. Obama, o FMI e os chineses avisaram que não toleram o contágio por incapacidade política dos líderes europeus




Os mercados financeiros vão reagir na segunda-feira a mais uma cimeira entre a chanceler Ângela Merkel e a o presidente Nicolas Sarkozy. A Alemanha e a França formam, hoje, uma espécie de G2 que comanda a zona euro e condiciona inclusive os movimentos do Reino Unido, apesar dos discursos grandiloquentes antieuro do seu primeiro-ministro em Londres.



Em cima da mesa, em Berlim, no domingo, vão estar os dossiês europeus quentes que terão de ter soluções claras a apresentar na cimeira dos ministros das Finanças do G20 (grupo das 20 economias mais poderosas do mundo, incluindo desenvolvidas e emergentes) que decorrerá em Cannes, em França, na quinta e sexta-feira da próxima semana (13 e 14 de outubro). Agenda que prossegue com a cimeira europeia de 17 e 18 de outubro.



Os dossiês são já espessos - risco de default na ponta final do ano da Grécia com um corte de cabelo nos valores dos credores que poderá chegar a 60% (segundo a Moody's); necessidade de recapitalização dos bancos europeus face a esse risco grego e ao contágio para os outros títulos soberanos que têm nos seus portefólios - com um número "tentativo" num intervalo entre 100 a 200 mil milhões de euros avançado por António Borges, chefe do Fundo Monetário Internacional (FMI) para a Europa; concretização das funções e alcance do Fundo Europeu de Estabilização Financeira e eventuais medidas adicionais por parte da Autoridade Bancária Europeia e do próprio FMI (Borges adiantou uma "ideia", ainda não discutida, de um veículo financeiro para fins especiais e fala-se que o G20 poderá ter um "Plano B" na manga através do FMI com envolvimento forte por parte das potências emergentes); e implementação do pacote de medidas legislativas de aplicação imediata e de uma nova lei-quadro (conhecida por six pack), aprovadas na última reunião do Ecofin (reunião dos Ministros das Finanças dos 27 membros da União Europeia).



Banqueiros centrais fizeram a sua parte



Os banqueiros centrais, cada um com o seu estilo e estratégia, dizem aos dois líderes europeus, que a sua parte está feita.



Ben Bernanke, o presidente da Reserva Federal (Fed), continua a deixar em suspenso a possibilidade de um futuro terceiro programa de "alívio quantitativo" (quantitative easing, na designação em inglês), e entretanto entretém os investidores com uma operação "twist" no portefólio da Fed.



O secretário do Tesouro norte-americano, Tim Geithner, fez uma "adenda" importante. Disse ontem perante congressistas norte-americanos que um Lehman Brothers não se repetirá: "Não há absolutamente nenhuma hipótese" de voltar a ocorrer uma decisão de deixar cair um banco como aconteceu em final de 2008 com o famoso Lehman Brothers. Estas palavras aliviaram de imediato a pressão no mercado da dívida sobre os bancos americanos. Na terça-feira, o preço dos credit default swaps (cds, seguros contra o risco de incumprimento) da Goldman Sachs dispararam 12,3%, do Wells Fargo mais de 6% e do JPMorgan mais de 5%. Foi um dia negro para 13 dos mais importantes bancos mundiais (excetuando os chineses) em termos de subida do preço dos cds, envolvendo na onda bancos franceses, ingleses, italianos, alemães, japoneses e australianos.



Por seu lado, o Banco de Inglaterra não esteve com pruridos em imprimir mais moeda fiduciária, e face ao agravamento da estagnação económica no Reino Unido, avançou ontem com um segundo programa de "alívio quantitativo", injetando nos próximos quatro meses mais 75 mil milhões de libras (cerca de €86,4 mil milhões) na economia e finança britânicas.



Depois de Trichet ter glosado o tema da crise com cores negras, e a revista britânica The Economist ter colocado na capa um título assustador - "Tenham medo" - engolido por um buraco negro, o governador do Banco de Inglaterra, Mervyn King, disse ontem mais uma frase marcante, de choque: "Esta é a crise financeira mais séria que vimos, pelo menos desde os anos 1930, se não mesmo desde sempre. Temos de lidar com circunstâncias pouco habituais, mas com calma e fazendo o que é certo".



O próprio tema da fragilidade da situação da banca não poupa a Ilha de Sua Majestade. Na terça-feira negra desta semana, o custo dos cds do Barclays, Bank of Scotland, Royal Bank of Scotland (RBS) e Lloyds subiu mais de 5%. Hoje, a agência de notação de risco Moody's procedeu ao corte de rating da dívida de 12 instituições financeiras britânicas, com particular destaque para o RBS e o Lloyds. Não mexeu, no entanto, nas notações do Barclays e do HBSC.



O Banco Central Europeu (BCE) conseguiu ontem o "consenso" em Berlim no seu conselho de governadores para ampliar o arsenal de medidas "não convencionais", aumentando os instrumentos para disponibilizar liquidez ilimitada ao sistema financeiro europeu que poderá enfrentar um choque de um default na Grécia e uma bola de neve de contágio para os títulos soberanos de Portugal, Irlanda, Itália, Espanha, Bélgica e mesmo França. O BCE retomou duas medidas que tomara em 2009. Relançou um programa de operações de refinanciamento adicionais a 12 e 13 meses (que tem o acrónimo de LTRO - Long-Term Refinancing Operations) e vai avançar a partir de novembro com um novo programa de compra de obrigações hipotecárias (que tem o acrónimo de CBPP2 - Covered Bond Purchase Programe). Este CBPP2 disporá de um teto de €40 mil milhões até final de Outubro de 2012, um valor inferior aos €60 mil milhões do primeiro programa prosseguido em 2009 e 2010. Para alguns analistas, este CBPP2 funciona como um quantitative easing disfarçado.



Urso das bolsas acalmou uns dias



As bolsas mundiais gostaram destes movimentos dos banqueiros centrais. Depois de dois dias com quebras acumuladas de mais de 3%, o índice mundial bolsista, o MSCI World Index, recuperou cerca de 5% na quarta, quinta e sexta-feiras. O primeiro sinal de mudança de comportamento dos investidores em bolsa foi dado nos últimos 50 minutos de negociação em Wall Street na terça-feira, apesar do ruído dos "ocupas" de Wall Street. Os índices bolsistas Dow Jones e S&P 500 fecharam no positivo nesse dia, invertendo a tendência negativa na Europa e na Ásia.



O "urso" das bolsas foi, temporariamente, acalmado, mas continua à espreita, basta que seja espevitado com uma má notícia de dados económicos ou ratings (como acabou por acontecer na sexta-feira à tarde com o anúncio pela agência Fitch do corte de notação de Itália e Espanha), um rumor, uma surpresa ou um deslize dos políticos.





Segundo os estudos do analista norte-americano Mark Lundeen, desde o início de agosto que as bolsas estão a viver dias de volatilidade extrema e a 3 de outubro, na segunda feira, o índice Dow Jones deu um sinal - pela primeira vez, desde 9 de março de 2009 (quando terminou o crash iniciado em 2008), fechou em valores abaixo do mínimo das últimas 52 semanas. O que costuma ser, historicamente, uma confirmação, diz Lundeen, de uma tendência de fundo, neste caso pessimista.





G2 mundial avisa europeus



O outro G2, o à escala mundial, formado pelos Estados Unidos e a China, as duas principais potências da atualidade, deixaram, também, o seu recado aos europeus.



Os chineses falaram pela letra do Diário do Povo, o jornal oficial do Partido Comunista da China, que no dia 1 de outubro, referia: "Se a Europa continuar a tergiversar, a situação apenas piorará. Os estrangeiros que desejam apoiar não o farão e a zona euro poderá desintegrar-se. O que será um desastre para a Europa e o mundo".



Qualquer tsunami financeiro na Europa chegaria com as ondas de choque à China no pior momento. Uma bomba ameaça explodir: a do sector financeiro "sombra" onde o crédito paralelo lida com juros entre os 14% e os 70%. Este sector deve representar 8% do crédito financeiro, segundo o Crédit Suisse.



O presidente Obama, por seu lado, foi muito claro na sua conferência de imprensa de ontem na Casa Branca em Washington, DC: os europeus têm de agir rapidamente. "Espero que daqui até à cimeira do G20 [em Cannes] em [3 e 4] novembro, eles [os líderes europeus] tenham um plano de ação muito claro e concreto que esteja à altura da situação", disse, tendo sublinhado ainda que o efeito de contágio seria "bem real".



A exposição da banca norte-americana à dívida europeia dos GIIPS (grupo formado por Grécia, Irlanda, Itália, Portugal e Espanha) tem sido um tema de polémica nos EUA. Os números que são adiantados são os mais díspares. Ainda, recentemente, John McDermott, na coluna "Alphaville" do Financial Times, referia que essa exposição "era um mistério". Alguns cálculos apontam para um valor colossal de mais de 725 mil milhões de dólares de exposição direta bruta (mais de 175 mil milhões de dólares) e "de outras potenciais exposições" (mais de 550 mil milhões de dólares). As maiores exposições são à dívida italiana e espanhola. No caso português rondaria um pouco mais de 5 mil milhões de exposição direta e mais de 48 mil milhões de "outras exposições potenciais".

sábado, 8 de outubro de 2011

O mercado de açúcar DANÇANDO CONFORME A MÚSICA

DANÇANDO CONFORME A MÚSICA
Arnaldo Luiz Corrêa


 O mercado de açúcar em NY fechou basicamente inalterado na semana. As variações foram pequenas: de uma alta de quase 2 dólares por tonelada no vencimento de 2014 e queda de 6 dólares por tonelada no vencimento outubro/2012. O mercado finge acreditar que a situação de aperto de oferta, que vai se aprofundar no começo do ano que vem e não vai encontrar solução adequada para os próximos 18 meses, de alguma maneira vai se arranjar ao longo do tempo. Bobagem. Os especialistas do setor (sem rabo preso com quem quer que seja) acreditam que o mercado só vai voltar ao custo e carrego em 2015. Ou seja, preços mais baixos nos vencimentos mais curtos e mais altos nos vencimentos mais longos – que só ocorrem com mercados em equilíbrio de oferta e demanda – não devem ocorrer no açúcar até 2014/2015. Façam suas apostas, senhoras e senhores.A entrega da semana passada trouxe algumas discussões interessantes: como disse um executivo do setor: “os baixistas falam que [o sumiço do Brasil] é porque não tem demanda! Os altistas apontam uma fila de navios no porto em quase 50% do ano passado e um prêmio no VHP de 120-135 uma falta desesperadora de produto, pois quem - com um prêmio de branco de 100 dólares por tonelada faz dinheiro no refino se realmente Índia, Tailândia e Rússia estariam exportando?”.  O real se recupera em relação ao dólar e isso deve elevar as cotações das commodities. As commodities metálicas tiveram uma boa semana. Das agrícolas, suco de laranja, algodão e milho, apenas, subiram.Quando falta notícia no mercado físico, o cenário macro faz a festa e o açúcar dança conforme a música. A discussão gira em torno do volume que o Brasil terá de cana para o próximo ano. A receita é simples: tenta-se criar um consenso em torno de um número e depois que ele tiver bem sedimentado, variações sobre o volume de cana a ser colhida trarão gemidos e ranger de dentes e lá vamos nós de novo.O ponto é que o mundo é tão dependente do número brasileiro que qualquer resfriado por aqui acaba provocando pneumonia no mercado. As oscilações vão ficar mais vibrantes. E a volatilidade vai ficar mais volátil.A posição de contratos em aberto em NY é extremamente inquietante. O volume atingido no final do mês passado foi de apenas 465.556 contratos, o mais baixo desde outubro de 2006. O volume de negócios também apresenta queda. Dificilmente vamos fechar o ano de 2011 acima de 2010 em contratos negociados. O ano passado a bolsa negociou 29,1 milhões de contratos de futuros no açúcar. Este ano, a projeção da Archer Consulting é de 26,4 milhões de contratos (uma queda de mais de 9% no ano). Menor volume nos futuros, significa menor volume também nas opções, menor volatilidade e menos participantes, que acabam causando menor volume, e por aí vai.Pela queda de volume, pode-se jogar a culpa de desempenho tão pífio à saída dos HFT (high-frequency traders), à diminuição do crédito para operações de futuros ou mesmo a atitude por parte dos participantes do mercado de trabalharem mais concentrados no curto prazo. E isso apesar de muito volume ter sido direcionado para NY de mercados que normalmente não tinham a bolsa como parâmetro de fixação de preços como, por exemplo, o mercado interno no Brasil, cuja grande parte do volume é fixada contra a bolsa de NY e algumas operações de etanol usando a curva do açúcar. Mas, pode-se apontar o dedo também para a crescente intervenção dos governos contra a participação dos fundos no mercado. Sem o especulador (que toma o risco que o produtor e o consumidor final não estão dispostos a tomar) os mercados minguam. A França, por exemplo, quer limitar a participação do especulador nos mercados de commodities agrícolas, levando proposta em reunião do G-20 para “combater a especulação”. Santa ignorância e ser paga pelo produtor, que é quem sempre paga a conta.No Brasil, a taxação de operações de derivativos imposta pelo governo brasileiro fez a participação dos investidores estrangeiros derreter para 4% do volume total comparativamente aos 25% que eles detinham. Essa é mais uma inestimável intervenção dos burocratas de Brasília para o desenvolvimento do incipiente mercado de derivativos agrícolas nacional. No dia que instituírem um prêmio Nobel para medidas idiotas, o Brasil será um fortíssimo candidato.Alguns traders comentam que a fixação para a próxima safra – 2012/2013 – estaria em torno de 35-40%. Vamos rodar o modelo da Archer Consulting – que tem estado bem próximo da realidade do mercado – dentro de mais duas semanas para ver se esse número faz sentido.  Uma provocação: se o quadro de oferta e demanda não parece ter condições de mudar, será que o spread outubro/2012-março/2013 não está barato demais? Gostaria de saber sua opinião.Tenham um bom final de semana
Arnaldo Luiz Corrêa

Os contratos futuros de café arábica negociados na ICE Futures US despencaram nesta sexta-feira

Os contratos futuros de café arábica negociados na ICE Futures US despencaram nesta sexta-feira, o que fez com que a tentativa de reação esboaçada nas últimas três sessões se perdesse rapidamente. Especuladores e fundos ampliaram consideravelmente suas liquidações, o que permitiu que o mercado voltasse para o range de 220,00 centavos, sem, contudo, testar as mínimas da última segunda-feira.

Os mercados externos, que vinham se mostrando bastante favoráveis nos últimos dias, tiveram uma sexta-feira sem um grande direcionamento, com algumas perdas nas bolsas de valores dos Estados Unidos e com várias commodities tendo estabilidade. O dólar também não teve maiores oscilações em relação a uma cesta de moedas internacionais. Entretanto, a notícia sobre o rebaixamento do rating de da Itália e Espanha, anunciada após o fechamento de vários mercados, foi lida como muito negativa e contribuiu para a ampliação do pessimismo de muitos players.
O café teve uma pressão adicional por conta de aspectos fundamentais. Serviços de meteorologia indicam que as regiões produtoras de café poderão ter chuvas nos próximos dias, o que permitiria uma ampliação das floradas da safra de 2012 e também afastaria o risco de quebras mais severas na produção do ano que vem, por conta dos efeitos da disponibilidade hídrica mínima no solo. Segundo a empresa Climatempo, na próxima semana a tendência para o sul de Minas Gerais é ocorrência de chuvas em praticamente todos os dias da semana, o que, se concretizado, seria de extrema importância para as lavouras que sofrem com uma temporada longa de seca e de temperatura relativamente altas.
No encerramento do dia, o dezembro em Nova Iorque teve queda de 1.005 pontos com 224,35 centavos, sendo a máxima em 236,00 e a mínima em 223,65 centavos por libra, com o março tendo retração de 990 pontos, com a libra a 227,70 centavos, sendo a máxima em 239,15 e a mínima em 227,25 centavos por libra. Na Euronext/Liffe, em Londres, a posição novembro registrou queda de 70 dólares, com 1.955 dólares por tonelada, com o janeiro tendo desvalorização de 68 dólares, com 1.983 dólares por tonelada.
De acordo com analistas internacionais, o dia foi caracterizado por uma forte pressão vendedora, principalmente na segunda metade da sessão, de fundos e especuladores. O nível de 219,80 centavos — mínima da semana e menor nível em quase dez meses — não foi testado. Para esses analistas, o mercado apenas reassumiu seu viés baixista, aproveitando as notícias climáticas positivas para o café no Brasil. "As chuvas que chegaram a algumas regiões produtoras de café do sudeste brasileiro foram irregulares e insuficientes para tranqüilizar os cafeicultores", indicou o Escritório Carvalhaes, em Santos.
Compradores de café do Vietnã estão exigindo um desconto para o café local depois que as chuvas iniciadas na semana passada atrasaram o início da colheita, indicaram fontes em Ho Chi Min. Grãos da safra 2011/2012 estão sendo comercializados com desconto de 50 a 60 dólares por tonelada em relação às cotações na bolsa de Londres. Na semana passada, tal desconto variou entre 60 e 70 dólares. A primeira empresa a se manifestar sobre o atraso provocado pelas chuvas no Vietnã foi a Volcafé, que emitiu um relatório indicando que a maior parte dos cafés que chegaram às mesas de comercialização ainda tem um volume alto de verde. "Esse atraso na colheita pode dar alguns suportes para os preços dos robustas nas próximas semanas", disse Lysu Paez, analista da Natixis, em Paris. O Vietnã deve produzir cerca de 22 milhões de sacas na temporada 2011/2012, de acordo com estimativa da Volcafé. Tal montante seria recorde. Já a Vicofa (Associação de Café e Cacau do Vietnã) indicou que as chuvas fortes que atingiram a região do planalto central vietnamita podem provocar uma quebra de até 10% na produção do país.
As exportações de café do Brasil em outubro, até o dia 6, somaram 288.979 sacas, contra 307.141 sacas registradas no mesmo período de setembro, informou o Cecafé (Conselho dos Exportadores de Café do Brasil).
Os estoques certificados de café na bolsa de Nova Iorque tiveram queda de 1.250 sacas, indo para 1.428.627 sacas. O volume negociado no dia na ICE Futures US foi estimado em 16.554 lotes, com as opções tendo 6.302 calls e 2.562 puts. Tecnicamente, o setembro na ICE Futures US tem uma resistência em 236,00, 236,50, 237,00, 237,50, 238,00, 238,50, 239,00, 239,50 e 239,90-240,00 centavos de dólar por libra peso, com o suporte em 223,65, 223,50, 223,00, 222,50, 222,00, 221,50, 221,00, 220,50, 220,10-220,00, 219,80, 219,50, 219,00 e 218,50 centavos por libra.

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

EXPORTAÇÕES DA UGANDA MAIS DO QUE DOBRAM EM SETEMBRO

EXPORTAÇÕES DA UGANDA MAIS DO QUE DOBRAM EM SETEMBRO
As exportações de café da Uganda mais do que dobraram emsetembro, o último mês da safra 2010/11, que corre de outubro a setembro do ano seguinte. O crescimento foi impulsionado pelo maior rendimento da segunda colheita nas regiões produtoras do Oeste e Sul do país e a liberação de maisestoques enquanto exportadores se preparam para a nova safra, de acordo com a Autoridade de Desenvolvimento de Café de Uganda (UCDA, sigla em inglês).      Os embarques de café em setembro atingiram 340.378 sacas de 60 quilos, comparado as 169.728 sacas exportadas no mesmo mês da safra passada, apontaram os dados da UCDA. "Os rendimentos da segunda colheita foram melhores e exportadores também liberaram estoques extra no mercado", afirmou um oficial da autoridade.    As exportações de setembro ultrapassaram a estimativa anterior de embarques de 250.000 sacas, uma vez que produtores inundaram o mercado com estoques da safra 2010/11, para abrir espaço para o café da safra 2011/12. Cafeicultores das regiões central e oeste do país deverão iniciar os trabalhos da colheita principal no final deste mês.    As exportações cumulativas da Uganda para toda a safra 2010/11 totalizaram 3,14 milhões de sacas, montante que representa um acréscimo de 18%ante as 2,567milhões de sacas embarcadas em período correspondente da safra anterior.     A organização atribuiu essa performance impressionante aos preços mais elevados a nível de produtor, que têm crescido em média 40% ao ano, induzindoprodutores a adotarem melhores práticas agrícolas.    A colheita de café nas regiões produtoras de robusta do sul e oeste do país terminou no mês passado, mas segundo a UCDA, ainda há um volume considerável de estoques de passagem em mãos de produtores e exportadores. As duas regiões tiveram um rendimento maior do que o esperado, ajudando as exportações do país a se recuperarem das perdas sofridas no início desta safra, após a estiagem nas regiões produtores do leste e centro ugandenses.     A Uganda é o maior país produtor de robusta da África e o segundo maior exportador de café do continente, atrás da Etiópia, de acordo com a Organização Internacional do Café (OIC). As informações partem de agênciasinternacionais.