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quinta-feira, 22 de setembro de 2011

ALTA DO DÓLAR JÁ COMPENSA A QUEDA DAS COMMODITIES

ALTA DO DÓLAR JÁ COMPENSA A QUEDA DAS COMMODITIES
A escalada do dólar em setembro, que chegou a 17,07%, já está trazendo mais dinheiro para o bolso dos agricultores que exportam, mesmo com a queda dos preços das commodities no mês. Ontem, a moeda americana teve a maior alta desde 22 de outubro de 2008, em plena crise financeira - subiu 4,25% e fechou a R$ 1,865. A desvalorização diária, consecutiva e rápida do real forçou as empresas com dívidas no exterior a procurar hedge para seus compromissos em condições menos favoráveis. Ele está mais caro e as incertezas sobre as cotações tendem a encarecê-lo ainda mais. Para o Banco Central, a corrida do dólar é apenas um fenômeno transitório. A valorização do dólar em relação ao real, que ganhou força em setembro, até agora impediu a queda dos preços domésticos das principais commodities agrícolas exportadas pelo Brasil, que perderam sustentação nas bolsas internacionais nas últimas semanas em decorrência das turbulências financeiras em países desenvolvidos.Mais do que isso: os preços de exportação de produtos como soja, milho, café e açúcar estão até mais elevados do que no fim de agosto, quando as incertezas em relação à economia global tornaram-se ainda maiores, amplificaram as dúvidas sobre o futuro da demanda e abriram espaço para o fortalecimento da moeda americana no mercado externo.Para os produtores brasileiros que exportam e temiam que a crise no Hemisfério Norte provocasse uma baixa das cotações que reduzisse suas atuais margens de lucro elevadas, trata-se de uma boa notícia, que inclusive já acelerou as vendas antecipadas da colheita da safra que começou agora a ser plantada (2011/12). Do ponto de vista do combate à inflação, porém, ainda não há refresco à vista nesse fronte. Com a disparada de ontem, o dólar passou a acumular alta superior a 15% em relação ao real neste mês.Produto com maior peso nas exportações agrícolas do Brasil, a soja fechou a quarta-feira em queda de 1,3% na bolsa de Chicago, cotada a US$ 13,32 por bushel (medida equivalente a 27,2 quilos). Com mais esse recuo, os futuros de segunda posição de entrega do grão (normalmente os de maior liquidez) passaram a acumular baixa de 8,6% em setembro. Apesar disso, o preço da oleaginosa convertido em reais ficou 5,2% mais alto no período. "Os preços praticados no Brasil estão acima dos picos de agosto", diz Antonio Sartori, da corretora gaúcha Brasoja.Atraídos pelos preços favoráveis, os agricultores aceleram a comercialização da próxima safra. De acordo com Sartori, os gaúchos já comprometeram aproximadamente 20% da produção que será entregue em maio de 2012, um resultado excepcional em um Estado onde as negociações antecipadas de soja são uma prática pouco comum. "Mais da metade desse volume foi comercializado nas últimas semanas. A alta do câmbio compensou até mesmo a queda dos prêmios pagos nos portos", observa. Segundo ele, há um ano nem 10% da safra do Estado havia sido negociada.Fenômeno semelhante é observado em Mato Grosso, onde a cultura das vendas antecipadas é arraigada. Glauber Silveira, presidente da Aprosoja, associação que representa os produtores do Estado, calcula que metade da safra 2011/12 do Estado já foi comercializada, ante pouco mais de 30% em igual período do ano passado. Mais de um terço desse volume foi negociado neste mês.O milho é outra commodity cujos preços resistem a cair, mesmo com a colheita da safrinha no Paraná. Em setembro, os futuros do grão recuaram 8,9% em Chicago, mas acumulam alta de 4,8% no mês na conversão para a moeda brasileira. Ontem, a commodity caiu 0,56% na bolsa americana, para US$ 6,99 por bushel (27,2 quilos), menor preço de fechamento desde 10 de agosto. Em compensação, o indicador Cepea/Esalq para o milho no mercado físico está no maior nível desde fevereiro, a R$ 31,65 por saca, alta de 3,94% no mês.Historicamente, os preços domésticos do milho são pouco influenciados pelo comportamento do câmbio e do mercado externo, já que o Brasil sempre teve uma participação tímida no mercado internacional do grão. Mas o rápido aumento dos embarques nos últimos anos fez com que o cenário interno fosse cada vez mais influenciado pelo sobe-e-desde do preço oferecido aos exportadores. Sintoma dessa mudança, as vendas antecipadas de milho no Mato Grosso, que praticamente inexistiam até o ano passado, somavam 33% até o fim de agosto. Estima-se que, três semanas depois, estejam próximas de 50%. "É muito possível que, a essa altura, tenhamos vendido mais milho do que soja em Mato Grosso", afirma um trader.O efeito cambial também é sentido nos mercados de café e açúcar, que desde o início do mês acumulam queda de 11,5% e 10,3%, respectivamente, em Nova York. Em moeda local, o café acumula alta de 1,9% e o açúcar, 3,3%, no mesmo período. Gil Barabach, analista da consultoria Safras & Mercados, pondera que a alta do real é um dos fatores que ajudam a pressionar os preços das commodities agrícolas lá fora, devido à posição do Brasil no tabuleiro. "A alta do dólar estimula as exportações, e os preços internacionais se ajustam a esse aumento de oferta".No entanto, o ritmo da queda nos preços internacionais é insuficiente para fazer frente à erosão do câmbio, diz Fábio Silveira, da RC Consultores. Para ele, o resultado "inevitável" dessa equação será um aumento da inflação no Brasil. "O recuo dos preços internacionais ainda é muito tímido perto desse salto do dólar."

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

SINCAL – Cafeicultura – Brasil perdendo 30 bilhões de U$$

SINCAL – Cafeicultura – Brasil perdendo 30 bilhões de U$$

A cafeicultura brasileira vem sofrendo um processo de total desgoverno desde a extinção do I.B.C (Instituto Brasileiro do Café). O Brasil como o principal produtor e o segundo maior consumidor mundial, abandonou as políticas cafeeiras deixando a mercê de uma verdadeira evasão de divisas, numa total incompetência de gestão e, os preços corroídos e totalmente inadequados aos cafeicultores que vem perdendo nesses últimos 15 anos e, favorecendo tão somente o mercado internacional escoando pelo ralo da ingerência bilhões e bilhões de dólares (U$$). Analisando de 1994 até 2010, os preços subiram tão somente 35%, enquanto os custos de produção foram majorados em 550% (fonte: Cepea/Esalq, MTE, Cooperativas) tornando a atividade produtiva sacrificada e massacrada. Quando dialogamos com o setor governamental a argumentação é a seguinte: “Ganhamos mercado, pois nossas exportações crescem em níveis excelentes, saímos, no caso do café arábica, de 12,8 milhões de sacas exportados em 1996 e alcançamos 27 milhões de sacas em 2010”. Isso é em fato, mas quem pagou caro nesse crescimento foram somente os cafeicultores. Sabemos que ao redor de 70% de nossas lavouras cafeeiras encontra-se em regiões montanhosas (Sul de Minas Gerais, Zona da Mata Mineira, Espírito Santo e grande parte da Mogiana no Estado de São Paulo), regiões essas que só existe uma opção, planta-se café ou planta-se café, não há outra alternativa. Para esses agricultores dado a declividade das terras impedindo outras lavouras economicamente viáveis. Com isso os cafeicultores, dessas regiões, tornaram-se verdadeiros escravos em prol dos demais elos da cadeia do Agronegócio Café. O resultado disso tudo foi um empobrecimento dos municípios produtores. Quando comparamos o I.D.H. (Índice de Desenvolvimento Humano) observamos que os municípios produtores de café estão abaixo de outros municípios da região. Os municípios perderam em arrecadação, os cafeicultores perderam receitas e os trabalhadores rurais sacrificados pela baixa remuneração da mão-de-obra. Resultando pobreza e miséria. O Brasil perdeu bilhões de dólares em divisas pela pratica de preços ridículos em relação aos países concorrentes. Alem disso, podemos ser acionados internacionalmente, pelas leis da OMC (Organização Mundial do Comercio) por um verdadeiro “dumping” no mercado cafeeiro. A nossa política de preço foi extremamente predatória, vendendo sempre com preços abaixo dos concorrentes, Inacreditável, pois possuímos praticamente 50% de markt Share (participação do mercado) no arábica, e conseguimos vender, abaixo, em media U$$ 40/saca em relação ao mercado internacional. A retórica que nosso Café Natural é inferior que o café lavado é pura “balela” comercial. O café lavado dura no máximo 1 ano, e depois perde suas características organolépticas. Além de poluir o meio ambiente pelos efluentes do processo de lavagem e fermentação arrastando grande parte dos componentes que são inerentes a mucilagem do café cereja lavado e fermentado anaerobicamente. Somado a poluição ambiental e perda das qualidades organolépticas, a produção do café lavado, depende de uma quantidade enorme de água, que é uma preocupação em voga no mundo atual. A nossa produção do Café Natural Brasileiro (90% do total) são produzidos convencionalmente, seco no terreiro ou na própria planta utilizando a luz e o sol com uma conotação mais Natural que os lavados, que não polui e economiza água. Outro aspecto importante é que a mucilagem impregnada entre o pergaminho e a casca é transportada diretamente ao fruto propriamente dito, qualificando nosso café com excelentes propriedades organolépticas e durabilidade de anos a fio. O Café Natural Brasileiro possui: corpo, aroma, doçura e outras tantas propriedades que o mundo cafeeiro não vive sem o nosso café.
Dentro do apresentado não podemos mais aceitar o “Statu quo” no setor produtivo que em vem bancando todo o agronegócio. O cafeicultor fica com o Agro e os demais elos ficam com o Negócio. A retórica do setor governamental, principalmente o MAPA (Ministério da Agricultura), que ganhamos Markt Share, aumentando o volume exportado, vendendo US$ 40/saca mais barato que os concorrentes. É a pior estratégia de marketing e está fundamentalmente provado que ganhar mercado a base de preço é levar a atividade a bancarrota com tendência a eliminar a cafeicultura que tanto colaborou e, colabora para o desenvolvimento do País empregando milhões de trabalhadores. Vamos ganhar Markt Share com rentabilidade e enriquecimento das regiões produtoras, extirpando a verdadeira escravidão econômica que reina no setor produtivo. Nos últimos 15 (quinze) anos, exportamos, por volta, 300 milhões de sacas de café arábica, (conforme gráfico abaixo), perdendo US$ 40/saca de café (em média) ou seja jogamos fora ao redor de 12 bilhões de dólares. É muito dinheiro. Valor esse que deveria estar empregado nos municípios produtores extirpando a pobreza e melhorando o I.D.H. Enquanto isso os países importadores, normalmente países de primeiro mundo, ganham verdadeiras fortunas. Na gestão amadora da cafeicultura brasileira reinante, percebemos uma verdadeira acomodação dos elos do agronegócio amparados por lucros em detrimento ao setor produtivo. Precisamos, urgentemente, mudar essa política cafeeira ou continuaremos perdendo U$$ 40,00 ou mais por saca como demonstrado anteriormente. Traçado uma perspectiva em cima da retrospectiva, dos últimos 15 anos, e crescendo 2% ao ano, pela própria demanda do mercado, nos próximos 15 anos, exportaremos mais de 450 milhões de sacas (conforme gráfico abaixo) e com isso acumularemos mais 18 bilhões de U$$ que serão evadidos do Brasil e das regiões produtoras. Na somatória da retrospectiva e da perspectiva estamos calculando um prejuízo a nossa nação de 30 Bilhões de dólares, INACREDITÁVEL! Precisamos de mudanças radicais imediatamente, no “Statu Quo”, ou o setor produtivo estará fadado ao desaparecimento provocando um desemprego massivo. Dentro do contexto, a SINCAL sugere medidas para aumentarmos o nosso faturamento, sem perder Markt Share tais como:
1- REGULAGEM DE FLUXO: A lei da oferta e da procura é responsável pela formação do preço. A regulagem do fluxo é muito mais determinante que a oferta e a demanda. Como o Café Natural Brasileiro, não impede estocagem como os lavados, poderemos regular nosso fluxo com uma engenharia financeira utilizando recursos da União ou mesmo do FUNCAFÈ (Por volta de 4,5 Bilhões de Reais). O FUNCAFÈ vem sendo utilizado ou até inutilizado por ineficiência gestora e nunca chega ao cafeicultor mais necessitado.
2- PIS / CONFINS – Abolir os 9,25% de PIS/CONFINS que é pago somente pelo cafeicultor e, capitalizando os importadores e torrefadores. Tributos esses, que mascaram o mercado, centralizando o comércio nas mãos de um verdadeiro oligopólio, eliminando elos importantes do Agronegócio como: maquinistas, comerciantes, corretores entre outros. Além das firmas “laranjas”, existentes no mercado, que originaram a operação “broca do café” com a Polícia Federal intervindo, e até levando a prisão alguns apatriotas. Tudo isso foi largamente ventilado na imprensa em 2010. A SINCAL aguarda com ansiedade a assinatura da medida provisória, da eliminação do PIS/CONFINS. Sabemos que algumas empresas, principalmente Multinacionais, estão fazendo “Lobby” em Brasília para aproveitarem, ainda mais, por um determinado tempo, a isenção do PIS/CONFINS. Com isso, estamos transferindo um subsidio camuflado para países importadores em detrimento à Pátria e aos 320.000 cafeicultores, dos quais são considerados 84% de pequenos e mini produtores (propriedades familiares) indefesos e reféns desse sistema lesivo.
3- BOLSA DE VALORES: Nosso Café Natural Brasileiro não tem identidade pois, na bolsa de Nova York (NYBOT), o referencial é o contrato “C” (de Colômbia) e com isso o mercado comprador utiliza a propalada retórica inverdadeira da superioridade do lavado em relação ao natural, como já expomos. Precisamos criar o contrato do Café Natural Brasileiro. A Bolsa de Nova York é baseada em “Cafés Lavados” de 19 países, encabeçados pela Colômbia, até os países com produção residual e, impedem a entrada do Café Natural Brasileiro como balizador preço no mercado, mesmo sendo o Brasil, responsável por praticamente 50% do Mercado Mundial de Arábica. Devemos criar autonomia com o nosso café em outra bolsa como a C.M.E (Chicago Mercantile Exchange) que atualmente é sócia da BVM&F de São Paulo. A C.M.E possui um sistema de roteamento moderníssimo e eficiente. Com isso, haverá a necessidade da eliminação de tributos (I.O.F e Imposto de Renda) em cima das operações BVM&F, que a impede de concorrer livremente no mercado Mundial, pois outras bolsas de valores são praticamente isentas de tais tributações. Dentro desse contexto, o Brasil passará a comandar o mercado cafeeiro mundial.
4- MELHORIA DA QUALIDADE -
No mercado interno, estamos consumindo um café de péssima qualidade, pois utilizamos um percentual de praticamente 50% de robusta, somados ao P.V.A (Preto, Verde, Ardido), sobrando uma porcentagem pequena para cafés arábicas qualificados. Não somos contra o Robusta, pois são cafeicultores iguais aos de Arábica, mas esse percentual de 50% é excessivo deixando os produtores de Robusta a mercê da industria nacional. Deveríamos abrir o mercado internacional para o nosso Robusta, com isso aumentaremos a possibilidade de oferta. Somente com a melhoria da qualidade poderemos verdadeiramente “levar a boca” dos brasileiros um café responsável e saboroso e com isso expandiremos o consumo, e passamos a ser o primeiro consumidor Mundial de café. Abrirá a possibilidade de novas marcas, pois hoje, os preços praticados nos supermercados, mal pagam o custo de um café de qualidade. Portanto, a margem do torrefador nacional é oriunda da industrialização de cafés inferiores e resíduos como o P.V.A (preto, verde e ardido). A rotulagem dos cafés torrados com as especificações do conteúdo será uma das soluções para esta situação.
5- REGISTRO DE EXPORTAÇÃO - O controle sobre o Registro de Exportação de café do jeito que está sendo efetuado não nos dá a mínima segurança e transparência, pois, quando o café é vendido a fixar base a cotação de um produto que não é o nosso, e é do Café Colombiano registrado na Bolsa de N.York. Isso nos causa a nítida impressão de que: 1- Se for interessante subfaturar se subfatura e se for interessante superfaturar se superfatura, até por que hoje existe I.O.F para se internar moeda (e seria uma forma de se internar sem I.O.F) 2- O prazo para este registro também não é adequado, até por que muitas vezes estes embarques são prorrogados, o que não deveria ocorrer, ele deveria ser cancelado e ser feita nova venda. Portanto, um controle de fato, em cima das Exportações, nos daria transparência e com certeza um faturamento maior sem transferir dinheiro para o Importador. Cabe a pergunta!!!! Porque rolar os embarques não cumpridos? Para beneficio de quem? Logicamente não é para o cafeicultor e para a Pátria. O exportador fica vendido esperando o cafeicultor ser estrangulados economicamente, com isso compram barato beneficiando também o torrefador, pois tudo é feito de comum acordo. Com relação do preço de registro, poderá ser a cotação da Bolsa como Chicago, menos o frete e o diferencial de qualidade e colocando um prazo para a execução dos contratos de 60 a 90 dias antes do embarque já dará uma moralizada na comercialização.
Essas são algumas sugestões da SINCAL e esperamos que tais sugestões sejam implementadas e colocadas na pratica, pois perdendo 30 bilhões de dólares é insuportável para o Cafeicultor, para o trabalhador rural e para a Pátria. O patriotismo é um gesto nobre e necessário para o desenvolvimento de uma nação como o Brasil, enquadrado no terceiro mundo, em decorrência ao apatriotismo, corrupções, oligopólios entre outros que corroem a renda da população em dretimento a “encher o bolso” de determinados privilegiados (corruptos) ou de determinados seguimentos levando-nos a pobreza. CHEGA, O CAFEICULTOR ESTÁ CANSADO. Armando MatielliPresidente Executivo da SINCAL Fernando C. Souza Barros Jr.Diretor da SINCAL em Assuntos Econômicos

Café tem dia de queda, mas fica acima de 260,00 cents na ICE - 20/09/2011

Os contratos futuros de café arábica negociados na ICE Futures US encerraram esta terça-feira com quedas, depois de flutuar durante boa parte no lado positivo da escala. Ao longo da manhã, os compradores voltaram a atuar e os ganhos foram detectados. No entanto, as resistências não foram efetivamente rompidas e uma área de vendas foi formada acima do nível de 265,00 centavos, o que limitou, consideravelmente, os ganhos e abriu espaço para que os baixistas voltassem a atuar, o que culminou em um fechamento no lado negativo da escala, ainda que as perdas não tenham sido das mais intensas e o nível psicológico de 260,00 centavos tenha sido preservado.
Tecnicamente, o mercado continua demonstrando um viés baixista, com os fechamentos se posicionando em patamares abaixo de linhas de médias móveis importantes, como de 20 e de 40 dias, o que, na visão de operadores, é um estímulo vendedor. Mas esses operadores reconhecessem que o mercado modificou ligeiramente seu comportamento recente, não tendo demonstrado consistência para romper alguns suportes mais imediatos, como o nível de 259,50 centavos nesta terça-feira e de 255,10 centavos na semana passada.
Fundamentalmente, os players analisam com atenção o início da nova safra da Colômbia e de países centro-americana, sendo que o volume a ser colocado no mercado de grãos lavados suaves não deverá ser dos mais consistentes, ainda mais se levando em conta que as reservas internacionais se mostram bastante reticentes.
No encerramento do dia, o dezembro em Nova Iorque teve queda de 185 pontos com 260,20 centavos, sendo a máxima em 266,00 e a mínima em 259,50 centavos por libra, com o março tendo retração de 190 pontos, com a libra a 263,15 centavos, sendo a máxima em 268,65 e a mínima em 262,60 centavos por libra. Na Euronext/Liffe, em Londres, a posição novembro registrou alta de 9 dólares, com 2.140 dólares por tonelada, com o janeiro tendo valorização de 9 dólares, com 2.165 dólares por tonelada.
De acordo com analistas internacionais, o dia foi caracterizado pela tentativa dos altistas em ampliar os ganhos modestos verificados recentemente, no entanto, em um patamar entre 265,00-266,00 centavos, mais uma vez, foram observadas ações de realizações e também de vendas especulativas, que foram suficientes para a inversão da tendência inicial.
"Na parte da manhã os mercados externos se mostraram bastante consistentes e isso deu 'ânimo' para algumas altas também no café. Na segunda metade do dia, as bolsas de valores estabilizaram e as commodities, que vinham tendo bons avanços, também desaceleraram", indicou um trader.
As exportações do grupo de países produtores de cafés suaves latinos em agosto totalizaram 24,65 milhões de sacas, 12% a mais que no mesmo período do ano anterior, sendo que, como a temporada chega ao fim, as exportações se mostram mais lentas com várias regiões já tendo comercializado suas produções, indicou a Anacafé (Associação Nacional de Café da Guatemala), entidade responsável pelas estatísticas do bloco. Esse grupo é formado por Colômbia, México, Peru, República Dominicana, Guatemala, Honduras, Costa Rica, El Salvador e Nicarágua. Todos os países do bloco tiveram aumento nas remessas no mês, com exceção da Nicarágua. O maior produtor mundial de lavados, a Colômbia, teve aumento de 13% nas remessas, sendo que el Salvador e Honduras aferiram aumentos consideráveis nos embarques, de 63% e 22%, respectivamente.
As exportações de café do Brasil em setembro, até o dia 19, somaram 1.223.979 sacas, contra 1.210.351 sacas registradas no mesmo período de agosto, informou o Cecafé (Conselho dos Exportadores de Café do Brasil).
Os estoques certificados de café na bolsa de Nova Iorque tiveram queda de 8.172 sacas, indo para 1.438.236 sacas. O volume negociado no dia na ICE Futures US foi estimado em 11.117 lotes, com as opções tendo 3.834 calls e 2.793 puts. Tecnicamente, o setembro na ICE Futures US tem uma resistência em 266,00, 266,50, 267,00, 267,50, 268,00, 268,50, 269,00, 269,50, 269,90-270,00, 270,50 e 271,00 centavos de dólar por libra peso, com o suporte em 259,50, 259,00, 258,50, 258,00, 257,50, 257,00, 256,50, 256,00, 255,50, 255,10-255,00, 254,50 e 254,00 centavos por libra.

terça-feira, 20 de setembro de 2011

O real perdeu 9,8% frente ao dólar em setembro

O real perdeu 9,8% frente ao dólar em setembro – foi a segunda maior desvalorização entre as principais moedas do mundo, segundo um levantamento feito pelo Citi com base em informações da Bloomberg. Só o franco suíço caiu mais, 10,5% (veja o ranking abaixo). A baixa do real se deve, em grande parte, à saída de investidores estrangeiros, que buscam aplicações de menor risco em meio à piora da crise na Europa. É isso que explica também a queda da bolsa ontem e hoje. Executivos de mercado têm comentado que mais investidores estrangeiros estão desmontando suas posições compradas em real (aposta na valorização da moeda) e passaram a esperar novas baixas do real. As moedas que mais desvalorização em setembro: Franco suíço: -10,5% ,Real: -9,8%, Rand sul-africano: -9,2%, Won coreano: -7,6% e Peso mexicano: -6,7%

Recuperação do dólar pode ser má notícia para Wall Street

Recuperação do dólar pode ser má notícia para Wall Street
A recuperação do dólar americano pode ser a última coisa que os investidores em ações queriam ver depois do um tórrido verão em Wall Street.Durante boa parte dos últimos 12 meses, a fragilidade do dólar foi vista pelos investidores como um fator impulsionador para as ações americanas, que muitas vezes ajudou a aumentar os lucros trimestrais de uma série de empresas americanas de atuação mundial, como a McDonald's, a Johnson & Johnson, a Coca-Cola e a PepsiCo.Mas, na ausência de qualquer sinal de um fim para a crise da dívida da zona do euro, o dólar se valorizou significativamente, chegando à alta recorde do último período de quase sete meses, em termos ponderados pelo comércio exterior. Num momento em que alguns analistas cambiais preveem novas quedas para o euro, até mesmo rumo ao US$ 1,20, em relação ao seu nível atual de US$ 1,364, as expectativas de lucros para o S&P 500 poderão deteriorar ainda mais, o que pressionará o índice referencial americano."A recuperação do dólar é uma faca de dois gumes", diz Bruce Bittles, estrategista-chefe de transações em bolsa da administradora de grandes fortunas Baird. "A força relativa do dólar está atraindo ativos do exterior, mas pode trazer problemas para os nossos mercados de exportação e alterar a equação das empresas de atuação mundial na hora de reconverter os lucros em dólares."Nos últimos anos, a desvalorização do dólar ajudou muitas exportadoras americanas, ao aumentar o acesso de seus produtos no exterior. A John Deere, por exemplo, maior fabricante mundial de tratores, é uma das empresas para as quais o valor do dólar tem muita influência sobre os resultados, no repatriamento dos lucros gerados no exterior.Antes da temporada de divulgação de resultados do terceiro trimestre, mês que vem, os analistas reduziram suas previsões de crescimento dos lucros por ação para o S&P 500 dos 16,4% do início de julho para 13,5%, segundo a FactSet.Mas a alta do dólar não será prejudicial para todos os setores. De modo geral, os períodos de fragilidade do dólar foram compensadores para os industriais e os setores americanos de matérias-primas e insumos, além de assistirem ao bom desempenho de alguns nomes nas áreas de produtos energéticos e de tecnologia, segundo o Citi. Um dólar fraco também tende a impulsionar a área de hardware e equipamentos tecnológicos. Mas, segundo o Citi, um dólar mais valorizado favorece o setor de softwares e serviços tecnológicos, além de elevar as ações das empresas da área de saúde."O dólar tem algum impacto, mas este não é, absolutamente, o fim do mundo", diz Tobias Levkovich, estrategista-chefe de ações americanas do Citi, que estima que 30% das vendas das empresas constantes do S&P 500 são realizadas fora dos Estados Unidos, 20% das quais na Europa.Ele acrescenta que há vantagens decorrentes da alta do dólar, que poderá resultar "na queda dos preços das commodities, fator que ajudará a economia e o mercado de capitais como um todo".Outras pessoas também se mostram relativamente despreocupadas com os efeitos da alta do dólar."O dólar foi, com certeza, uma vantagem para muitas das nossas empresas, mas, neste momento, não estamos preocupados demais com ele", diz Eric Schenstein, diretor da Jensen Investment Management, com uma carteira US$ 5 bilhões em ativos administrados.Embora a carteira da Jensen, composta principalmente de empresas de alto valor de mercado, tenha mais de 50% dos lucros de suas participantes gerados fora dos EUA, Schenstein diz: "As grandes empresas sabem administrar sua exposição e estão nos mercados emergentes há anos."Ele também observa que a diversificação das exposições das empresas fará com que as discrepâncias entre as moedas asiáticas e as latino-americanas em relação ao dólar possam neutralizar-se mutuamente.Outras grandes empresas americanas da indústria de transformação moldaram suas empresas deliberadamente de forma a restringir o impacto das variações cambiais. Defrontadas com o rápido crescimento nos mercados emergentes, as grandes indústrias multinacionais americanas abriram subsidiárias no mundo inteiro, nos últimos anos, para reduzir o risco representado pelas flutuações cambiais e conquistar apoio político e do mercado consumidor local para os seus produtos.Algumas empresas evitam o risco cambial realizando todos os seus negócios em dólares americanos. A fabricante de aeronaves Boeing, a maior exportadora americana, realiza vendas em âmbito internacional num mercado totalmente denominado em dólar.Mesmo assim, muitos encaram a valorização do dólar como um inquestionável fator negativo para o mercado de ações americano, que até esta altura do ano se manteve melhor do que muitas outras bolsas do mundo.Michael Kastner, diretor da Halyard Asset Management, diz: "O dólar é coisa a ser observada, e [sua alta] deverá ter um impacto, sem dúvida."Com a intensificação dos temores de um desaquecimento do crescimento mundial, os investidores em ações americanas estarão torcendo para que qualquer revés decorrente da valorização do dólar seja mínimo.

Brasil agora é foco da Starbucks,

Brasil agora é foco da Starbucks, afirma CEO Após se focar no mercado asiático, a Starbucks quer expandir sua rede de cafeterias na América Latina, especialmente no Brasil, de acordo com o CEO da empresa Howard Schultz. A Starbucks tem aproximadamente US$ 2 bilhões em caixa para investir de "maneira agressiva e oportunista", disse ontem Schultz, em Madrid."Nos últimos anos, temos nos impulsionado mais em direção à Ásia do que à América Latina" disse o CEO. "Agora estamos voltando atrás e examinando onde estão as oportunidades, especificamente no Brasil. Estamos olhando para isso de muito perto." No Brasil, a rede americana tem 28 lojas, sendo que a última foi aberta este mês em um campus da Universidade Anhembi-Morumbi, em São Paulo.Mais de 20% da receita da Starbucks vêm de fora dos Estados Unidos. A rede acelerou a abertura de lojas na China para suprir a demanda da crescente classe média do país. A cafeteria planeja mais do que triplicar seu número de lojas na China continental para 1,5 mil até 2015. O executivo disse que está mais otimista do que nunca em relação à companhia e que o crescimento mais forte vem da China.Schultz afirma estar "cautelosamente otimista" em relação aos negócios na Europa Ocidental e na Espanha, onde as taxas de desemprego permanecem as mais altas na Europa, em 21%. Ele disse que a Starbucks vai abrir "agressivamente" mais lojas na Europa, incluindo a Espanha, "ao longo do tempo".A rede de cafeterias deve crescer através de aquisições, segundo Schultz. "Pela primeira vez na nossa história pode haver potencialmente aquisições como parte do crescimento da empresa."

Em dia de ajuste, dólar comercial sobe e dólar futuro cai - 20/09/2011

SÃO PAULO - O pregão de terça-feira foi de ajuste no preço do dólar no mercado

à vista. A cotação subiu acertando valor com o mercado futuro, que no fim datarde de segunda-feira tinha passado por firme movimento de alta. Por contadisso, o hiato de preços tinha de ser fechado.No fim do dia, o dólar comercial apontava alta de 0,50%, a R$ 1,789 na venda,maior cotação desde 1 de julho de 2010. No intradia, a moeda fez mínima a R$1,768 (-0,67%) e subiu a R$ 1,803 (+1,29%).Da mínima do ano, registrada em 26 de julho, a R$ 1,537, o preço da moedaamericana já subiu 16,40%.Na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), o dólar pronto subiu 0,70%, para R$1,7965. O volume negociado no dia somou US$ 86,75 milhões, contra US$ 175milhões no pregão anterior.Alinhado ao movimento de câmbio externo do dia, o dólar para outubro tinhabaixa de 0,85%, a R$ 1,7915, antes do ajuste final. Ontem, o contrato subiu3,85%, a R$ 1,807, fechando na máxima do dia.No câmbio externo, o dólar também perdeu valor ante seus principais rivaisconforme a preocupação com a Grécia diminuiu e os agentes adotaram uma posturaum pouco mais otimista enquanto aguardam o resultado da reunião do FederalReserve (Fed), banco central americano. Amanhã será conhecida a decisão docolegiado sobre a adoção ou não de novas medidas de estímulo.O Dollar Index, que mede o desempenho da divisa americana ante uma cesta demoedas, apontava queda de 0,32%, a 77,10 pontos. Já o euro rondava aestabilidade a US$ 1,367, depois de subir a US$ 1,374.De volta ao câmbio local, os especialistas do HSBC acreditam que essa recenteescalada de alta no preço do dólar estaria próxima do fim.A instituição acredita em uma normalização da taxa de câmbio na linha entre R$1,60 e R$ 1,70, desde que as condições globais permitam. Entre os fatores quedariam suporte a esse movimento estão pontos técnicos, como o próprio preço,bem como a redução do risco de novas intervenções e a continuidade de firmefluxo de investimento externo.Outro ponto destacado pelo HSBC é que o "choque" proveniente da mudança de rumoda política monetária já teria sido absorvido, com o mercado de juros futuroscolocando na conta uma redução de 150 pontos-base no juro básico.Mais um fator que suporta a visão do banco são as commodities, que seguem bemdemandadas, o que representa um ponto se suporte relevante para o preço do real."Nós amenizamos, mas ainda não abandonamos nossa visão otimista com relação aoreal. Acreditamos em taxa de câmbio em R$ 1,65 no fim do ano, contra US$ 1,52na previsão anterior", diz o banco em relatório.Mercado futuroOs dados apresentados hoje pela BM&F reforçam uma percepção surgida ontem nasmesas de operação de que havia um novo comprador atuando no dólar futuro.Não se sabe quem seria o tomador ou quantos seriam, mas de acordo com umespecialista, boa parte da nova demanda teria sido originada por um fundoestrangeiro que está utilizando o mercado de câmbio local para se proteger dapiora de quadro externo.Tal fundo teria vendido papéis europeus e comprado dólar no mercado local, poistrabalha com novas desvalorizações do real no caso de piora de humor externo.Os dados apresentados mostram um aumento de 36.176 novos contratos comprados dedólar na segunda-feira, o que equivale a US$ 1,808 bilhão. Também foi efetuadauma redução de posição vendida de 5.736 contratos, ou US$ 286 milhões.Dessa forma, a posição comprara do estrangeiro em dólar futuro subiu em US$2,095 bilhões no pregão de ontem, para US$ 4,399 bilhões.Se o estrangeiro compra dólar futuro alguém necessariamente tem de vender.Nesse caso, os bancos são a maior contraparte. As instituições financeirasampliaram a posição vendida em dólar futuro em US$ 1,66 bilhão, para US$ 6,031bilhões.Colocando na conta as posições em cupom cambial (DDI - juro em dólar) temos oestrangeiro com posição global ainda vendida em US$ 9,07 bilhões. E os bancosainda comprados, mas em apenas US$ 956 milhões.Isso decorre do fato de os estrangeiros conservarem um estoque vendido em cupomcambial de US$ 13,473 bilhões. Enquanto os bancos possuem US$ 6,987 bilhões emcompras de cupom cambial.

EXPORTAÇÕES DE LATINO-AMERICANOS CAEM 12,5% EM AGOSTO

EXPORTAÇÕES DE LATINO-AMERICANOS CAEM 12,5% EM AGOSTO
As exportações de café arábica lavado (suaves) do grupo de países chamado latino-americanos, envolvendo Colômbia, México, Peru, República Dominicana e nações da América Central, totalizaram 1,5 milhão desacas em agosto, tendo queda de 12,5% no comparativo com o mesmo mês do ano passado. As informações partem da Associação de Café da Guatemala (Anacafe), segundo noticiaram agências internacionais. As exportações totais do grupo no acumulado da temporada 2010/11, de outubro de 2010 a agosto de 2011, onze primeiros meses da temporada 2010/11, chegam a 24,65 milhões de sacas, com incremento de 12% sobre o mesmo período da temporada anterior. Os cinco países que contam na América Central são Guatemala, Costa Rica,Honduras, El Salvador e Nicarágua. Todos os países do grupo tiveram incrementos nos embarques nos onze meses acumulados da temporada, à exceção da Nicarágua, que no período teve embarques de 1,47 milhão de sacas (queda de 8% sobre o mesmo período da temporada anterior). As exportações da Nicarágua foram afetadas em função da safra prejudicada pelo clima desfavorável. O maior produtor de cafés arábica lavados/suaves, a Colômbia, tem exportações acumuladas de 7,56 milhões de sacas em 2010/11, com aumento de 13% sobre a temporada anterior. Em agosto os embarques foram de 374.000 sacas, com queda de 60% contra o mesmo mês do ano passado. El Salvador e Honduras tiveram aumentos nos embarques no acumulado de outubro de 2010 a agosto de 2011 de 63% e 22%, respectivamente, atingindo 1,61 milhão e 3,84 milhões de sacas. A República Dominicana teve o maior incremento nos embarques na temporada até agosto, de 122%.

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Os contratos futuros de café arábica negociados na ICE

Os contratos futuros de café arábica negociados na ICE
Futures US encerraram esta segunda-feira com ganhos. Após uma primeira parte do dia caracterizada por perdas consideráveis, a expectativa era de que o café seguisse a tendência dos mercados externos e acumulasse novas retrações. No entanto, com algumas resistências mais importantes sendo preservadas, o que se viu foi um movimento de recompras, o que permitiu que os ganhos voltassem a aparecer e o encerramento do dia se desse acima do intervalo psicológico de 260,00 centavos para o dezembro.
Operadores destacaram que o fato de não ter conseguido testar o nível de mínima da sessão passada — em 255,10 centavos por libra — abriu espaço para que alguns players invertessem a tendência inicial e passassem para o lado comprador. Esses operadores ainda destacaram que os bearishs (baixistas) já não demonstram um potencial de liquidação tão intenso quanto nos dias anteriores, sendo que próximos de alguns suportes básicos já são verificadas zonas de compra. Tecnicamente, contudo, o café ainda registra um viés baixista.
Fundamentalmente, o mercado continua com poucas novidades e ainda sente a pressão externa, principalmente com a instabilidade de economias da zona do euro e a preocupação dos Estados Unidos com um cenário recessivo.
No encerramento do dia, o dezembro em Nova Iorque teve alta de 165 pontos com 262,05 centavos, sendo a máxima em 264,35 e a mínima em 255,45 centavos por libra, com o março tendo ganho de 180 pontos, com a libra a 265,05 centavos, sendo a máxima em 266,85 e a mínima em 258,45 centavos por libra. Na Euronext/Liffe, em Londres, a posição novembro registrou alta de 22 dólares, com 2.131 dólares por tonelada, com o janeiro tendo valorização de 21 dólares, com 2.156 dólares por tonelada.
De acordo com analistas internacionais, o dia foi caracterizado por duas metades distintas. Na parte inicial do dia, os vendedores atuaram fortemente e rapidamente buscaram atingir a mínima da sexta-feira, nível que, no entanto, foi preservado. Na segunda metade do dia, os compradores ganharam corpo e o nível de 264,35 centavos chegou a ser batido. Nas máximas, contudo, algumas realizações foram detectadas, o que diminuiu o potencial das altas.
O mercado externo teve um dia negativo, com as bolsas de valores nos Estados Unidos, por exemplo, caindo cerca de 1% ao final do dia, depois de terem experimentado perdas de quase 3% no decorrer dos negócios. O índice CRB caiu fortemente, 1,64%, refletindo o comportamento ruim de mercados como de petróleo e ouro. O dólar se manteve estável em relação a uma cesta de moedas internacionais.
"Os altistas estão surpresos com o movimento que vimos do flat-price, e me parece que podem se decepcionar mais se estiverem olhando apenas para o que acontece no Brasil, pois continuo achando que os diferenciais é que ficarão firmes com os terminais se mantendo dentro de um intervalo de preço mais baixo – caso não haja seca, é claro. A recuperação rápida que vimos na sexta-feira da ICE dá a impressão que podemos ter uma correção positiva. Para tanto o contrato de dezembro tem de se manter acima de 255,00 centavos, caso contrário os fundos podem voltar a vender", indicou Rodrigo Corrêa da Costa, consultor da Archer Consulting.
As exportações de café da Nicarágua em agosto tiveram queda de 35%, indo a 65.826 sacas, indicou o Centro de Trâmites da Nicarágua. A receita com as remessas recuou 15% no mês, com 18,6 milhões de dólares, com a média de 2,17 dólares por libra. Até agora, na safra 2010/2011, o país remeteu 1,47 milhão de sacas ao exterior, 7,5% a mais que no mesmo período do ano anterior.
As exportações de café do Brasil em setembro, até o dia 16, somaram 1.059.486 sacas, contra1.130.103 sacas registradas no mesmo período de agosto, informou o Cecafé (Conselho dos Exportadores de Café do Brasil).
Os estoques certificados de café na bolsa de Nova Iorque tiveram alta de 135 sacas, indo para 1.446.408 sacas. O volume negociado no dia na ICE Futures US foi estimado em 17.348 lotes, com as opções tendo 4.869 calls e 9.150 puts. Tecnicamente, o setembro na ICE Futures US tem uma resistência em 264,35, 264,50, 264,90-265,00, 265,50, 266,00, 266,50, 267,00, 267,50, 268,00 e 268,50 centavos de dólar por libra peso, com o suporte em 255,45, 255,10-255,00, 254,50, 254,00, 253,50, 253,00, 252,50, 252,00, 251,50, 251,00, 250,50, 250,10-250,00 e 249,50 centavos por libra