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terça-feira, 20 de setembro de 2011

Em dia de ajuste, dólar comercial sobe e dólar futuro cai - 20/09/2011

SÃO PAULO - O pregão de terça-feira foi de ajuste no preço do dólar no mercado

à vista. A cotação subiu acertando valor com o mercado futuro, que no fim datarde de segunda-feira tinha passado por firme movimento de alta. Por contadisso, o hiato de preços tinha de ser fechado.No fim do dia, o dólar comercial apontava alta de 0,50%, a R$ 1,789 na venda,maior cotação desde 1 de julho de 2010. No intradia, a moeda fez mínima a R$1,768 (-0,67%) e subiu a R$ 1,803 (+1,29%).Da mínima do ano, registrada em 26 de julho, a R$ 1,537, o preço da moedaamericana já subiu 16,40%.Na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), o dólar pronto subiu 0,70%, para R$1,7965. O volume negociado no dia somou US$ 86,75 milhões, contra US$ 175milhões no pregão anterior.Alinhado ao movimento de câmbio externo do dia, o dólar para outubro tinhabaixa de 0,85%, a R$ 1,7915, antes do ajuste final. Ontem, o contrato subiu3,85%, a R$ 1,807, fechando na máxima do dia.No câmbio externo, o dólar também perdeu valor ante seus principais rivaisconforme a preocupação com a Grécia diminuiu e os agentes adotaram uma posturaum pouco mais otimista enquanto aguardam o resultado da reunião do FederalReserve (Fed), banco central americano. Amanhã será conhecida a decisão docolegiado sobre a adoção ou não de novas medidas de estímulo.O Dollar Index, que mede o desempenho da divisa americana ante uma cesta demoedas, apontava queda de 0,32%, a 77,10 pontos. Já o euro rondava aestabilidade a US$ 1,367, depois de subir a US$ 1,374.De volta ao câmbio local, os especialistas do HSBC acreditam que essa recenteescalada de alta no preço do dólar estaria próxima do fim.A instituição acredita em uma normalização da taxa de câmbio na linha entre R$1,60 e R$ 1,70, desde que as condições globais permitam. Entre os fatores quedariam suporte a esse movimento estão pontos técnicos, como o próprio preço,bem como a redução do risco de novas intervenções e a continuidade de firmefluxo de investimento externo.Outro ponto destacado pelo HSBC é que o "choque" proveniente da mudança de rumoda política monetária já teria sido absorvido, com o mercado de juros futuroscolocando na conta uma redução de 150 pontos-base no juro básico.Mais um fator que suporta a visão do banco são as commodities, que seguem bemdemandadas, o que representa um ponto se suporte relevante para o preço do real."Nós amenizamos, mas ainda não abandonamos nossa visão otimista com relação aoreal. Acreditamos em taxa de câmbio em R$ 1,65 no fim do ano, contra US$ 1,52na previsão anterior", diz o banco em relatório.Mercado futuroOs dados apresentados hoje pela BM&F reforçam uma percepção surgida ontem nasmesas de operação de que havia um novo comprador atuando no dólar futuro.Não se sabe quem seria o tomador ou quantos seriam, mas de acordo com umespecialista, boa parte da nova demanda teria sido originada por um fundoestrangeiro que está utilizando o mercado de câmbio local para se proteger dapiora de quadro externo.Tal fundo teria vendido papéis europeus e comprado dólar no mercado local, poistrabalha com novas desvalorizações do real no caso de piora de humor externo.Os dados apresentados mostram um aumento de 36.176 novos contratos comprados dedólar na segunda-feira, o que equivale a US$ 1,808 bilhão. Também foi efetuadauma redução de posição vendida de 5.736 contratos, ou US$ 286 milhões.Dessa forma, a posição comprara do estrangeiro em dólar futuro subiu em US$2,095 bilhões no pregão de ontem, para US$ 4,399 bilhões.Se o estrangeiro compra dólar futuro alguém necessariamente tem de vender.Nesse caso, os bancos são a maior contraparte. As instituições financeirasampliaram a posição vendida em dólar futuro em US$ 1,66 bilhão, para US$ 6,031bilhões.Colocando na conta as posições em cupom cambial (DDI - juro em dólar) temos oestrangeiro com posição global ainda vendida em US$ 9,07 bilhões. E os bancosainda comprados, mas em apenas US$ 956 milhões.Isso decorre do fato de os estrangeiros conservarem um estoque vendido em cupomcambial de US$ 13,473 bilhões. Enquanto os bancos possuem US$ 6,987 bilhões emcompras de cupom cambial.

EXPORTAÇÕES DE LATINO-AMERICANOS CAEM 12,5% EM AGOSTO

EXPORTAÇÕES DE LATINO-AMERICANOS CAEM 12,5% EM AGOSTO
As exportações de café arábica lavado (suaves) do grupo de países chamado latino-americanos, envolvendo Colômbia, México, Peru, República Dominicana e nações da América Central, totalizaram 1,5 milhão desacas em agosto, tendo queda de 12,5% no comparativo com o mesmo mês do ano passado. As informações partem da Associação de Café da Guatemala (Anacafe), segundo noticiaram agências internacionais. As exportações totais do grupo no acumulado da temporada 2010/11, de outubro de 2010 a agosto de 2011, onze primeiros meses da temporada 2010/11, chegam a 24,65 milhões de sacas, com incremento de 12% sobre o mesmo período da temporada anterior. Os cinco países que contam na América Central são Guatemala, Costa Rica,Honduras, El Salvador e Nicarágua. Todos os países do grupo tiveram incrementos nos embarques nos onze meses acumulados da temporada, à exceção da Nicarágua, que no período teve embarques de 1,47 milhão de sacas (queda de 8% sobre o mesmo período da temporada anterior). As exportações da Nicarágua foram afetadas em função da safra prejudicada pelo clima desfavorável. O maior produtor de cafés arábica lavados/suaves, a Colômbia, tem exportações acumuladas de 7,56 milhões de sacas em 2010/11, com aumento de 13% sobre a temporada anterior. Em agosto os embarques foram de 374.000 sacas, com queda de 60% contra o mesmo mês do ano passado. El Salvador e Honduras tiveram aumentos nos embarques no acumulado de outubro de 2010 a agosto de 2011 de 63% e 22%, respectivamente, atingindo 1,61 milhão e 3,84 milhões de sacas. A República Dominicana teve o maior incremento nos embarques na temporada até agosto, de 122%.

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Os contratos futuros de café arábica negociados na ICE

Os contratos futuros de café arábica negociados na ICE
Futures US encerraram esta segunda-feira com ganhos. Após uma primeira parte do dia caracterizada por perdas consideráveis, a expectativa era de que o café seguisse a tendência dos mercados externos e acumulasse novas retrações. No entanto, com algumas resistências mais importantes sendo preservadas, o que se viu foi um movimento de recompras, o que permitiu que os ganhos voltassem a aparecer e o encerramento do dia se desse acima do intervalo psicológico de 260,00 centavos para o dezembro.
Operadores destacaram que o fato de não ter conseguido testar o nível de mínima da sessão passada — em 255,10 centavos por libra — abriu espaço para que alguns players invertessem a tendência inicial e passassem para o lado comprador. Esses operadores ainda destacaram que os bearishs (baixistas) já não demonstram um potencial de liquidação tão intenso quanto nos dias anteriores, sendo que próximos de alguns suportes básicos já são verificadas zonas de compra. Tecnicamente, contudo, o café ainda registra um viés baixista.
Fundamentalmente, o mercado continua com poucas novidades e ainda sente a pressão externa, principalmente com a instabilidade de economias da zona do euro e a preocupação dos Estados Unidos com um cenário recessivo.
No encerramento do dia, o dezembro em Nova Iorque teve alta de 165 pontos com 262,05 centavos, sendo a máxima em 264,35 e a mínima em 255,45 centavos por libra, com o março tendo ganho de 180 pontos, com a libra a 265,05 centavos, sendo a máxima em 266,85 e a mínima em 258,45 centavos por libra. Na Euronext/Liffe, em Londres, a posição novembro registrou alta de 22 dólares, com 2.131 dólares por tonelada, com o janeiro tendo valorização de 21 dólares, com 2.156 dólares por tonelada.
De acordo com analistas internacionais, o dia foi caracterizado por duas metades distintas. Na parte inicial do dia, os vendedores atuaram fortemente e rapidamente buscaram atingir a mínima da sexta-feira, nível que, no entanto, foi preservado. Na segunda metade do dia, os compradores ganharam corpo e o nível de 264,35 centavos chegou a ser batido. Nas máximas, contudo, algumas realizações foram detectadas, o que diminuiu o potencial das altas.
O mercado externo teve um dia negativo, com as bolsas de valores nos Estados Unidos, por exemplo, caindo cerca de 1% ao final do dia, depois de terem experimentado perdas de quase 3% no decorrer dos negócios. O índice CRB caiu fortemente, 1,64%, refletindo o comportamento ruim de mercados como de petróleo e ouro. O dólar se manteve estável em relação a uma cesta de moedas internacionais.
"Os altistas estão surpresos com o movimento que vimos do flat-price, e me parece que podem se decepcionar mais se estiverem olhando apenas para o que acontece no Brasil, pois continuo achando que os diferenciais é que ficarão firmes com os terminais se mantendo dentro de um intervalo de preço mais baixo – caso não haja seca, é claro. A recuperação rápida que vimos na sexta-feira da ICE dá a impressão que podemos ter uma correção positiva. Para tanto o contrato de dezembro tem de se manter acima de 255,00 centavos, caso contrário os fundos podem voltar a vender", indicou Rodrigo Corrêa da Costa, consultor da Archer Consulting.
As exportações de café da Nicarágua em agosto tiveram queda de 35%, indo a 65.826 sacas, indicou o Centro de Trâmites da Nicarágua. A receita com as remessas recuou 15% no mês, com 18,6 milhões de dólares, com a média de 2,17 dólares por libra. Até agora, na safra 2010/2011, o país remeteu 1,47 milhão de sacas ao exterior, 7,5% a mais que no mesmo período do ano anterior.
As exportações de café do Brasil em setembro, até o dia 16, somaram 1.059.486 sacas, contra1.130.103 sacas registradas no mesmo período de agosto, informou o Cecafé (Conselho dos Exportadores de Café do Brasil).
Os estoques certificados de café na bolsa de Nova Iorque tiveram alta de 135 sacas, indo para 1.446.408 sacas. O volume negociado no dia na ICE Futures US foi estimado em 17.348 lotes, com as opções tendo 4.869 calls e 9.150 puts. Tecnicamente, o setembro na ICE Futures US tem uma resistência em 264,35, 264,50, 264,90-265,00, 265,50, 266,00, 266,50, 267,00, 267,50, 268,00 e 268,50 centavos de dólar por libra peso, com o suporte em 255,45, 255,10-255,00, 254,50, 254,00, 253,50, 253,00, 252,50, 252,00, 251,50, 251,00, 250,50, 250,10-250,00 e 249,50 centavos por libra

DESVALORIZAÇÃO DO REAL COMPENSANDO PARCIALMENTE -Rodrigo Corrêa da Costa

DESVALORIZAÇÃO DO REAL COMPENSANDO PARCIALMENTE
A semana começou tensa com os preços das ações desmoronando após agências de riscos terem diminuído a nota da dívida de vários bancos franceses, e o preço dos seguros de dívidas soberanas européias ter atingido altas históricas. As incertezas provocaram uma pane nos empréstimos interbancários na Europa com as entidades relutantes em negociar entre si.Os nervos então se acalmaram com notícias de que China e Itália estavam em conversa para que a primeira venha prover liquidez aos títulos da segunda, e tudo ficou “bem” novamente quando os bancos centrais da Inglaterra, Japão, Suíça, Estados Unidos e da zona do euro coordenaram empréstimos para irrigar o setor financeiro até o fim do ano. Ufa!Ao final do curto período de cinco dias as medidas acima ajudaram as bolsas a subir novamente com destaque para a alta do mercado americano (+5.35%) e alemão (+7.39%). O índice do dólar, que estava se fortalecendo como alternativa de proteção, parou de subir e fechou com leve queda de 0.74%. As commodities derreteram, com exceção de algumas ligadas a energia, talvez por não ter encontrado tempo para digerir o otimismo dos outros mercados.O café em Nova Iorque perdeu US$ 12.70 por saca, com queda de US$ 11.40 por saca na BM&F e US$ 3.72 por saca na LIFFE. Os fundos que tinham uma posição de 9 mil lotes comprados provavelmente venderam próximo da metade desta posição, ajudando algumas poucas compras de torradores que esperavam por uma oportunidade.A desvalorização do real brasileiro ajudou, inicialmente, os fazendeiros a não sentir uma retração tão forte do nível de compras no mercado interno local. Mas após a queda da bolsa o ajuste de preço dos exportadores se distanciou bastante das bases de interesse de venda dos produtores, que não cederam à fraqueza do terminal. Com isso mais uma vez os diferenciais de reposição negociaram em campo positivo e a arbitragem estreitou para pouco menos de US$ 2 centavos negativos – ou seja, nada de diferente do previsto e ocorrido nos últimos meses.Nas outras origens o movimento foi fraco, dado a falta de produto, com apenas alguns negócios de safra-nova reportados na Honduras e Costa Rica segundo um grande “dealer”.Enquanto isto os estoques mundiais que poderiam ter sofrido uma forte queda com os embarques menores de Brasil nos últimos meses têm se mantido estáveis. Na Europa ao final de julho aumentaram 138,797 sacas para um total de 13.6 milhões, e nos Estados Unidos em agosto caíram 74,476 sacas para 4,737,341 sacas, o último incluindo os certificados da ICE. Como o pico da entressafra dos suaves está encerrando as chances são pequenas de vermos uma utilização rápida destes cafés. Por sinal, é impressionante ver a aversão de torradores no hemisfério norte para algumas qualidades de lavado mesmo que sejam oferecidos a preços mais atrativos do que cafés naturais finíssimos.Números oficiais divulgados pela CONAB no dia 13 apontaram para uma produção do ano-safra 11/12 de 43.15 milhões de sacas, com uma produtividade média de 21.04 sacas por hectare (20.6 para o arábica e 22.39 para o conillon). Ao mesmo tempo do outro lado do mundo uma consultora famosa dava palestra dizendo que o número é de 49.2 milhões de sacas para o corrente ciclo, e já previu uma produção para 12/13 de 60 milhões de sacas – façam suas apostas!Os altistas estão surpresos com o movimento que vimos do flat-price, e me parece que podem se decepcionar mais se estiverem olhando apenas para o que acontece no Brasil, pois continuo achando que os diferenciais é que ficarão firmes com os terminais se mantendo dentro de um intervalo de preço mais baixo – caso não haja seca, é claro.A recuperação rápida que vimos na sexta-feira da ICE dá a impressão que podemos ter uma correção positiva. Para tanto o contrato de dezembro tem de se manter acima de US$ 255.00 centavos, caso contrário os fundos podem voltar a vender. Para os que têm pouca cobertura de compra aproveitem e coloquem alguma fixação no livro.Uma ótima semana e muito bons negócios para todos, Rodrigo Corrêa da Costa

Indústria citrícola acende sinal vermelho no País

Indústria citrícola acende sinal vermelho no País

19/09/11 - 05:42
São Paulo - A industria citrícola brasileira, que está em um período de estagnação, precisa se reestruturar para não encolher, afirmou ao DCI Christian Lohbauer, presidente da Associação Nacional de Exportadores de Sucos Cítricos (Citrus-BR). A causa para o alarme é a queda no consumo mundial de suco de laranja, a falta de investimentos no campo e os altos custos de produção.

"A conclusão é que a industria citrícola do Brasil precisa se reinventar, e se reestruturar para não perder aos poucos o seu tamanho e importância", disse ele.

Já o setor produtivo, que historicamente ocupava as regiões norte e central do Estado de São Paulo, está migrando para a região sul, conhecida por "Castelo", em busca de terras mais baratas, e menor incidência de pragas.

Com um volume de vendas externas estagnado na casa de 1,3 milhão de toneladas de suco de laranja por ano, um consumo em queda e os custos de produção em alta, Lohbauer garante que a industria precisa de uma transformação obrigatória para não agravar ainda mais a situação. "Não acredito que o setor está fadado a desaparecer, mas ele entrou em um período de estagnação que pode ser crônico".

Há dez anos o volume de exportação do setor era de 1,34 milhão de toneladas, neste ano a previsão é atingir a mesma marca. Para o executivo, a melhor saída para o setor é ampliar o consumo do produto, com ações efetivas nos países compradores, melhorando o marketing e os preços. "Precisamos de ajuda, pois fazer o americano e o europeu voltarem a tomar suco é algo complicado. Para essa redução de preços precisamos melhorar os custos e reestruturar a cadeia produtiva. Precisamos reduzir os custos de produção da laranja, do suco e de exportação, e isso é um trabalho que temos que fazer aqui", disse.

Apesar da crescente produção de laranjas no País, que segundo levantamento da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), deve atingir na safra 2011/2012, 377 milhões de caixas de 40 quilos, 18% superior a colheita anterior que foi de 322 milhões de caixas, a área plantada no maior estado produtor da fruta, São Paulo, segue em queda.

Neste segundo levantamento, á área ocupada com laranja no Estado de São Paulo é de 580 mil hectares, queda de 6,38% se comparado aos 620 mil hectares da safra anterior. Segundo Christian Lohbauer, as principais razões para essa redução é a erradicação de pomares improdutivos, a falta de competitividade da laranja frente a outras culturas, e o baixo rendimento do negócio.

Para ele, a cana-de-açúcar, que no ano passado tomou 25 mil hectares da laranja, não é a razão principal para essa perda, e sim a falta de viabilidade da cultura. "Hoje o produtor está repensando a viabilidade de se plantar laranja. Principalmente aqueles pomares mais antigos, que possuíam árvores mais espaçadas, mais velhas e a produtividade mais baixa. Esses pomares não são rentáveis, e isso é uma realidade", garantiu Lohbauer.

Entretanto, o setor produtivo já encontrou uma saída para minimizar essa perda de competitividade da cultura, que sofre também com a alta incidência de pragas e problemas climáticos. Trata-se de uma migração para a região sul do estado.

A região central do estado que detém a maior parte da produção paulista com 134 milhões de caixas, registrou uma queda de 0,4% no número de árvores produtivas desde 2005 até o ano passado. Na região noroeste a queda foi de 8% e a Norte 16%. Já a região de "Castelo", o incremento nesses cinco anos no número de árvores foi de 89%, passando de 21 milhões em 2005 para pouco mais de 40 milhões no ano passado. "Nessas regiões os preços das terras eram mais baratas, e a incidência de pragas é muito menor, principalmente o greening, que ataca com maior eficácia em regiões menos úmidas", descreveu o diretor da Sociedade Rural Brasileira (SRB), Gastão Crocco.

Apesar dos benefícios, Flávio Viegas, presidente da Associação Brasileira dos Citricultores (Associtrus), destacou que o alto índice de umidade também atraí outras doenças, como o cancro cítrico. "Existe realmente esse movimento em busca de novas áreas, terras mais baratas, clima um pouco mais favorável, e a fuga de algumas doenças que existem no norte. Entretanto, o sul possui suas próprias pragas", ressaltou.

Outro problema que essa migração pode gerar é o custo da logística, já que a nova região não possui nenhuma industria para o processamento de laranja. Segundo o presidente da CitrusBR, se a produção está se deslocando, as indústrias também precisam seguir esse trajeto. "Essa mudança é necessária para as fabricas, pois senão os custos que ficariam mais baratos na produção, encarecem no transporte. Entretanto, não existe nenhum plano para a criação de fábricas novas, pelo contrário temos plantas fechando como a Citrosuco que fechou uma unidade em 2009", disse.

Crocco, que também possuí uma fazenda de laranja na região central do estado, atestou: "Minha produtividade na unidade da região sul é muito maior que esta".


DCI - Diário do Comércio & Indústria

domingo, 18 de setembro de 2011

Prejuízo de US$ 2,3 bilhões no UBS

O banco suíço UBS elevou neste domingo (18) para US$ 2,3 bilhões o prejuízo com operações não autorizadas com ações e alegou que um operador ocultou seus acordos de risco ao criar posições de hedge fictícias em sistemas internos.
O UBS preocupou os mercados na quinta-feira após anunciar que havia perdido com operações não autorizadas cerca de US$ 2 bilhões.
"O prejuízo é decorrente de operações especulativas não autorizadas em vários índices futuros do S&P 500, DAX e EuroStoxx nos últimos três meses" , afirmou o UBS em curto comunicado. "O prejuízo total é de US$ 2,3 bilhões. Conforme anteriormente divulgado, nenhuma posição de clientes foi afetada".
O presidente-executivo do banco, Oswald Gruebel, que voltou da licença em 2009, disse neste domingo não estar considerando deixar o cargo por conta da crise, mas afirmou que essa é uma decisão do conselho, segundo reportou um jornal.
Num memorando aos funcionários divulgado neste domingo, ele disse: 'Em último caso, é minha responsabilidade. Eu e os demais gestores sêniores somos responsáveis por reparar erros.'
Corretor suspeito
Na sexta-feira, o corretor Kweku Adoboli, suspeito de ter provocado a fraude que resultou em prejuízo bilionário para o banco suíço UBS, foi ouvido pela Justiça britânica.
A porta-voz da Polícia da City (centro financeiro da capital inglesa) de Londres afirmou que Adoboli, de 31 anos, foi acusado de "abuso de posição e fraude contábil". Ele deve permanecer detido até a próxima semana, quando será ouvido novamente. Adoboli não chegou a apresentar sua versão dos fatos, e falou apenas para confirmar seu nome, data de nascimento e endereço, de acordo com os jornais locais.
O corretor trabalhava com produtos financeiros complexos, no departamento de ETF ("Exchange Traded Funds", fundos cotados na bolsa que se comportam como ações), no setor de ações europeias.

sábado, 17 de setembro de 2011

FMI ainda vê superaquecimento em emergentes O Fundo Monetário Internacional (FMI) ainda vê superaquecimento em economias emergentes, segundo a diretora-gerente do organismo, Christine Lagarde, no seu primeiro grande pronunciamento em Washington desde que assumiu o cargo, em julho."Muitas economias emergentes estão enfrentando aquecimento em demasia - pressões inflacionárias, forte crescimento do crédito, crescentes déficits em conta corrente", disse Lagarde no Wilson Center, um influente centro de estudos em Washington, segundo discurso distribuído pelo FMI.Lagarde não deixa claro quais são esses países emergentes que ainda enfrentam superaquecimento da economia. O Brasil subiu juros até julho passado para conter pressões inflacionárias, mas começou a cortar a taxa em agosto, surpreendendo analistas econômicos do mercado. Para o BC, os sinais de desaquecimento da economia mundial devem contribuir para recolocar a inflação na trajetória das metas.Em entrevista a um grupo restrito de jornalistas nesta semana, incluindo o Valor, Lagarde disse que as economias emergentes continuam a apresentar crescimento econômico robusto, com alguma desaceleração, em virtude da má performance dos países avançados. Ela disse que alguns países emergentes cortam os juros porque são obrigados a fazer escolhas entre combater a inflação e conter fluxos de capitais.No seu discurso ontem, Lagarde alertou que nenhum país está imune a uma eventual desaceleração das economias avançadas. "No nosso mundo interconectado, qualquer pensamento sobre descolamento é uma miragem", disse Lagarde. "Se as economias avançadas sucumbirem, os mercados emergentes não vão escapar." "Exatamente três anos depois do colapso do Lehman Brothers, o horizonte econômico se torna problemático e turbulento, com a desaleceração da atividade global e riscos de retrocesso", afirma a Lagarde, referindo-se ao aniversário da queda do banco Lehman Brothers, o marco do início da atual crise mundial. "O crescimento global continua, mas está se desacelerando", sustenta. "Sem ações coletivas, arrojadas, existe o risco real de as principais economias recuarem em vez de se moverem adiante."Lagarde afirmou que existem três grupos de problemas que merecem a atenção. Primeiro, o chamado ajuste de balanços. Com altas dívidas, pessoas, empresas e até governos estão deixando de investir e consumir, jogando a demanda agregada para baixo. O segundo problema apontado por Lagarde é o risco de instabilidades financeiras nas economias avançadas, como países da Europa, que podem se espalhar para o mundo. Terceiro problema: tensões sociais causadas por alto desemprego, ajustes fiscais que cortam a proteção social das famílias e percepção de que, nesta crise, o setor financeiro está sendo beneficiado com prejuízo ao setor real das economiasLagarde diz que países avançados precisam de planos críveis de ajuste fiscal de médio prazo. Mas pondera: "Consolidação muito rápida poderá prejudicar a recuperação econômica e prejudicar as perpectivas de empregos."

FMI ainda vê superaquecimento em emergentes O Fundo Monetário Internacional (FMI) ainda vê superaquecimento em economias emergentes, segundo a diretora-gerente do organismo, Christine Lagarde, no seu primeiro grande pronunciamento em Washington desde que assumiu o cargo, em julho."Muitas economias emergentes estão enfrentando aquecimento em demasia - pressões inflacionárias, forte crescimento do crédito, crescentes déficits em conta corrente", disse Lagarde no Wilson Center, um influente centro de estudos em Washington, segundo discurso distribuído pelo FMI.Lagarde não deixa claro quais são esses países emergentes que ainda enfrentam superaquecimento da economia. O Brasil subiu juros até julho passado para conter pressões inflacionárias, mas começou a cortar a taxa em agosto, surpreendendo analistas econômicos do mercado. Para o BC, os sinais de desaquecimento da economia mundial devem contribuir para recolocar a inflação na trajetória das metas.Em entrevista a um grupo restrito de jornalistas nesta semana, incluindo o Valor, Lagarde disse que as economias emergentes continuam a apresentar crescimento econômico robusto, com alguma desaceleração, em virtude da má performance dos países avançados. Ela disse que alguns países emergentes cortam os juros porque são obrigados a fazer escolhas entre combater a inflação e conter fluxos de capitais.No seu discurso ontem, Lagarde alertou que nenhum país está imune a uma eventual desaceleração das economias avançadas. "No nosso mundo interconectado, qualquer pensamento sobre descolamento é uma miragem", disse Lagarde. "Se as economias avançadas sucumbirem, os mercados emergentes não vão escapar." "Exatamente três anos depois do colapso do Lehman Brothers, o horizonte econômico se torna problemático e turbulento, com a desaleceração da atividade global e riscos de retrocesso", afirma a Lagarde, referindo-se ao aniversário da queda do banco Lehman Brothers, o marco do início da atual crise mundial. "O crescimento global continua, mas está se desacelerando", sustenta. "Sem ações coletivas, arrojadas, existe o risco real de as principais economias recuarem em vez de se moverem adiante."Lagarde afirmou que existem três grupos de problemas que merecem a atenção. Primeiro, o chamado ajuste de balanços. Com altas dívidas, pessoas, empresas e até governos estão deixando de investir e consumir, jogando a demanda agregada para baixo. O segundo problema apontado por Lagarde é o risco de instabilidades financeiras nas economias avançadas, como países da Europa, que podem se espalhar para o mundo. Terceiro problema: tensões sociais causadas por alto desemprego, ajustes fiscais que cortam a proteção social das famílias e percepção de que, nesta crise, o setor financeiro está sendo beneficiado com prejuízo ao setor real das economiasLagarde diz que países avançados precisam de planos críveis de ajuste fiscal de médio prazo. Mas pondera: "Consolidação muito rápida poderá prejudicar a recuperação econômica e prejudicar as perpectivas de empregos."O Fundo Monetário Internacional (FMI) ainda vê superaquecimento em economias emergentes, segundo a diretora-gerente do organismo, Christine Lagarde, no seu primeiro grande pronunciamento em Washington desde que assumiu o cargo, em julho."Muitas economias emergentes estão enfrentando aquecimento em demasia - pressões inflacionárias, forte crescimento do crédito, crescentes déficits em conta corrente", disse Lagarde no Wilson Center, um influente centro de estudos em Washington, segundo discurso distribuído pelo FMI.Lagarde não deixa claro quais são esses países emergentes que ainda enfrentam superaquecimento da economia. O Brasil subiu juros até julho passado para conter pressões inflacionárias, mas começou a cortar a taxa em agosto, surpreendendo analistas econômicos do mercado. Para o BC, os sinais de desaquecimento da economia mundial devem contribuir para recolocar a inflação na trajetória das metas.Em entrevista a um grupo restrito de jornalistas nesta semana, incluindo o Valor, Lagarde disse que as economias emergentes continuam a apresentar crescimento econômico robusto, com alguma desaceleração, em virtude da má performance dos países avançados. Ela disse que alguns países emergentes cortam os juros porque são obrigados a fazer escolhas entre combater a inflação e conter fluxos de capitais.No seu discurso ontem, Lagarde alertou que nenhum país está imune a uma eventual desaceleração das economias avançadas. "No nosso mundo interconectado, qualquer pensamento sobre descolamento é uma miragem", disse Lagarde. "Se as economias avançadas sucumbirem, os mercados emergentes não vão escapar." "Exatamente três anos depois do colapso do Lehman Brothers, o horizonte econômico se torna problemático e turbulento, com a desaleceração da atividade global e riscos de retrocesso", afirma a Lagarde, referindo-se ao aniversário da queda do banco Lehman Brothers, o marco do início da atual crise mundial. "O crescimento global continua, mas está se desacelerando", sustenta. "Sem ações coletivas, arrojadas, existe o risco real de as principais economias recuarem em vez de se moverem adiante."Lagarde afirmou que existem três grupos de problemas que merecem a atenção. Primeiro, o chamado ajuste de balanços. Com altas dívidas, pessoas, empresas e até governos estão deixando de investir e consumir, jogando a demanda agregada para baixo. O segundo problema apontado por Lagarde é o risco de instabilidades financeiras nas economias avançadas, como países da Europa, que podem se espalhar para o mundo. Terceiro problema: tensões sociais causadas por alto desemprego, ajustes fiscais que cortam a proteção social das famílias e percepção de que, nesta crise, o setor financeiro está sendo beneficiado com prejuízo ao setor real das economiasLagarde diz que países avançados precisam de planos críveis de ajuste fiscal de médio prazo. Mas pondera: "Consolidação muito rápida poderá prejudicar a recuperação econômica e prejudicar as perpectivas de empregos."

Uniformizar a florada, melhorar os lucros

Uniformizar a florada e a maturação dos cafeeiros no Cerrado a fim de aumentar a qualidade e a produtividade do produto na região. Com esse objetivo, após ficar 72 dias submetida ao processo de estresse hídrico, ou seja, sem irrigação no auge do período de seca no Cerrado, a plantação de café irrigado localizada no campo experimental da Embrapa Cerrados, Unidade da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), esteve nesta sexta-feira (16) no auge da sua floração.

“Suspendemos a irrigação em 24 de junho e retomamos no dia 4 de setembro. De dez a 14 dias depois, a floração ocorre de maneira uniforme. Dessa forma, os grãos cereja (que possuem maior valor no mercado) aparecem ao mesmo tempo, o que aumenta a qualidade do café”, explica o pesquisador da Embrapa Cerrados, Antônio Guerra. Segundo ele, com essa tecnologia é registrado um aumento de produtividade em torno de 15%, devido ao melhor enchimento de grãos e redução dos defeituosos. “E quando se trata de qualidade, o ganho é ainda maior. O aumento de frutos cereja passa de 35%, sem a utilização da tecnologia, para 85%. Isso proporciona uma melhor qualidade do produto, tanto no aspecto físico, quanto na qualidade da bebida”.

De acordo com o pesquisador, esse trabalho de pesquisa foi iniciado com o objetivo de estudar as melhores formas de utilização do período seco da região em benefício da cafeicultura. A orientação anterior era de que o café deveria ser irrigado durante todo o ano, isso fazia com que a produção de frutos fosse desuniforme. “Com a paralisação da irrigação, o desenvolvimento das gemas é sincronizado. Assim, quando a irrigação é reiniciada, a floração ocorre ao mesmo tempo”.

Além dos ganhos em qualidade e produtividade, o pesquisador enfatiza que se trata de uma tecnologia de custo negativo. “A economia de água e energia na irrigação chega a 35%. E o produtor deixa de usar a água justamente no momento em que ela está sendo mais exigida por outras culturas, por conta do período da seca”. Além disso, ele explica que o custo de produção também é reduzido, já que a colheita do café é feita uma única vez. “A redução do número de horas/máquina é de cerca de 40%”.

Essa tecnologia obtida a partir das pesquisas sobre o uso na cafeicultura irrigada de estresse hídrico para uniformização da florada e da maturação dos grãos já está sendo validada em unidades montadas em fazendas localizadas na Bahia, Goiás, Minas Gerais, Espírito Santo, além do Distrito Federal. “Já são onze anos de pesquisas. Mais de 100 unidades de validação foram conduzidas. Esse pacote tecnológico já está no forno”, conta.


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Redação:
Juliana Caldas (4861/14/90/DF)
Jornalista da Embrapa Cerrados
juliana.caldas@cpac.embrapa.br
(61) 3388 9945

A DESCULPA QUE FALTAVA

A DESCULPA QUE FALTAVA
O mercado de açúcar em NY fechou a semana com baixa de 34 dólares por tonelada, com o outubro mergulhando para 27,52 centavos de dólar por libra-peso uma queda que se alastrou para os demais meses de vencimento. Os preços médios da safra 2012/2013 caíram 13 dólares por tonelada e os da safra seguinte 2,50 dólares por tonelada. Só um detalhe: há duas semanas o mercado fechara a 29,18 centavos de dólar por libra-peso e o dólar a 1,6360 e na última sexta, 27,52 e 1,7320, respectivamente, rigorosamente iguais em reais. Preocupações no cenário econômico mundial derramam um caminhão de melancias na área comercial com incertezas de toda matiz: culpe a decepcionante entrega de açúcar branco em Londres, ou rumores não confirmados de uma possível liquidação de posição comprada em açúcar de um banco europeu, e o desencadeador principal: o número de safra do Centro Sul divulgado pela Canaplan (que não mexeu no total de cana produzida, mas alterou o mix de produção reduzindo o etanol e aumentando a disponibilidade de açúcar em 1,5 milhão de toneladas). Note que engraçado: o número de cana moída não mudou, os vasos são comunicantes. A cana não se reproduz por biogênese! Ou seja, o mercado precisava de uma boa desculpa para realizar. Pronto, encontrou! Os níveis atuais se constituem em oportunidade de compra. Alguém duvida? O vencimento das opções de outubro na última quinta foi um evento pálido. Nada ocorreu de interessante. Quem vendeu volatilidade ao longo do tempo (venda de opções pura neutralizando o risco direcional com futuros) ganhou dinheiro. O pessoal da inteligência de mercado da maioria das empresas começa a reduzir o tal superávit mundial de açúcar de que se falava tanto há algumas semanas. Algumas reduções foram de tirar o fôlego. De qualquer maneira, a queda na semana fez os consumidores industriais aproveitarem para fixar preço de matéria prima. De volta ao básico, a questão é a seguinte: é evidente que o mercado internacional de açúcar cedo ou tarde iria corrigir preços, mas uma análise mais criteriosa remete à situação de oferta limitada que teremos por parte do Brasil nos próximos anos em função da falta de investimentos e do aumento do potencial de consumo de combustível via aumento de frota.O hidratado, por exemplo, pelo modelo da Archer Consulting tem consumo projetado para crescer 65% em cinco anos sobre o nível de consumo atual. Cadê a cana pra isso? Esse aumento acima, contempla que a frota brasileira crescerá em média 4% nos próximos 5 anos. Se reduzirmos o crescimento para 2% apenas, nosso consumo de hidratado chegaria a 30 bilhões de litros em 2015. Tem muito chão até 2015 e muita coisa pode acontecer. Com a temerosa ressurreição do intervencionismo estatal brasileiro, corremos o risco de ver o setor no longo prazo voltando ao açúcar e usando etanol (anidro) apenas como mistura. Um trader que transita pela região da Paulista observa que hoje está “mais competitivo expandir beterraba na Rússia a cana no Brasil” e que “a inflação de custos no Brasil viabiliza outros produtores”. Aliás, o economista Jose Roberto Mendonça de Barros, da MB Associados, tem batido insistentemente nessa tecla em recentes artigos. Por outro lado, o racional é que novos investimentos aqui ou lá fora, ocorrerão desde que o mercado internacional de açúcar esteja remunerando acima dos 20 centavos de dólar por libra-peso. É nessa vizinhança de preços que mora o conforto. Alguém aí tem coragem de ficar vendido 2012/2013 ou mesmo 2013/2014 abaixo desse nível? Nem por brincadeira. Vender puts (opções de venda) próximas do preço de custo ao longo dessa curva pode ser uma boa estratégia para os consumidores industriais de açúcar. Apenas para checar os números: o modelo da Archer Consulting estima que as fixações de açúcar para a safra 2011/2012 ficaram na média em 24,26 centavos de dólar por libra-peso. O volume fixado da safra é estimado em 94%. Nos últimos 12 meses o acumulado de exportação de açúcar do Brasil (setembro/2010 até agosto/2011) é de 27,15 milhões de toneladas que renderam US$ 14,48 bilhões (preço médio de 23,26 centavos de dólar por libra-peso). No mesmo período, exportamos 1,847 bilhão de litros de etanol arrecadando US$ 1,169 bilhão (US$ 0,639 por litro). Segundo um trader de etanol, o Brasil está apenas fazendo um swap, importando anidro, especificação Brasil e exportando hidratado e industrial 1,4 bilhão de litros. Correção: no comentário da semana passada, dissemos que o retorno do hidratado era de “apenas 1,82% sobre o custo de produção, sem considerar o custo financeiro”. Erramos. O correto seria “considerando o custo financeiro”. A margem sem custo financeiro está acima de 15%. A Top Hint Soluções, parceira da Archer Consulting para softwares avançados de gestão de risco, está disponibilizando gratuitamente para os leitores deste relatório um aplicativo para o cálculo de prêmio de opções e das gregas, muito fácil de usar. Para acessá-lo basta clicar no seguinte link: http://www.tophint.com.br/tophintarcher/ths_bs_calc.html O Fundo administrado pela Archer Consulting, que esperamos disponibilizar para mais investidores num futuro próximo, com a expiração das opções de outubro, atingiu uma rentabilidade líquida para o investidor de 119,0772% ao ano em pouco menos de seis meses de existência. Bons negócios e um excelente final de semana para todos. Arnaldo Luiz Corrêa