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sábado, 17 de setembro de 2011

Em sessão volátil, café encerra estável na ICE Futures US 16/09/2011

Os contratos futuros de café arábica negociados na ICE Futures US encerraram esta sexta-feira próximos da estabilidade, depois de uma considerável volatilidade ao longo de boa parte do dia, com a posição dezembro chegando a flutuar próxima de 255,00 centavos, em mais uma tentativa dos baixistas em ampliar as perdas que vêm se sucedendo há alguns dias. O mercado operou baseado em aspectos nitidamente técnicos, com vários players ainda demonstrando cautela diante das operações de maior risco, como é o caso das commodities agrícolas. Apesar de o segmento acionário ter conseguido fechar a semana sem maiores sobressaltos, o segmento de matérias-primas continuou a sofrer com a saída de vários participantes, que buscam alternativas mais seguras. Assim como o café, o petróleo e parte dos grãos tiveram uma semana de pressão, o que refletiu também no índice CRB, que finalizou a sexta-feira contabilizando baixa de 0,83%. Graficamente, o café continua a demonstrar uma tendência baixista, com os fechamentos recentes se dando em níveis inferiores às médias móveis mais significativas, como de 20 ou 40 dias. Operadores trabalham com a continuidade de um cenário vendedor técnico, apesar de a configuração sobrecomprada que vinha acompanhando os contratos já não mais existir e, pelo contrário, já se começar os cálculos para avaliar um contexto só revendido. Para alguns operadores, a possibilidade de os ganhos voltarem a se mostrar está atrelada apenas a questão climática, como a manutenção da forte seca no Brasil por um período mais prolongado, a retomada das fortes chuvas na Colômbia ou mesmo a passagem de alguma tormenta pela América Central. No encerramento do dia, o dezembro em Nova Iorque teve queda de 15 pontos com 260,40 centavos, sendo a máxima em 264,75 e a mínima em 255,10 centavos por libra, com o março registrando estabilidade, com a libra a 263,25 centavos, sendo a máxima em 267,35 e a mínima em 258,00 centavos por libra. Na Euronext/Liffe, em Londres, a posição novembro registrou alta de 61 dólares, com 2.109 dólares por tonelada, com o janeiro tendo valorização de 61 dólares, com 2.135 dólares por tonelada. De acordo com analistas internacionais, o dia foi caracterizado pela volatilidade. A abertura se deu no nível de 260,00 centavos e alguns players tentaram puxar alguns ganhos mais expressivos, no entanto, ao falhar, mais uma vez, em romper os 265,00 centavos, os bullishs (altistas) abriram espaço para novas liquidações. O dezembro chegou próximo da resistência de 255,00 centavos, mas nesse nível especuladores e torrefadores estiveram ativos no lado comprador. "Após as perdas consideráveis dos últimos dias, a expectativa era de que tivéssemos uma nova ampliação das perdas. Nas baixias, porém, encontramos alguns compradores, o que deu algum suporte para ao menos estabilizarmos as ações. A tendência para o curto prazo é baixista e deveremos buscar os 250,00, 249,80 e 245,80 cents", disse um trader. "Por mais factóides que lancem no mercado, tentando convencer os operadores que a situação caminha para a normalidade e o pior já passou, a verdade é que o quadro é de muito aperto. A agricultura brasileira evoluiu tecnologicamente e se diversificou nos últimos 30 anos, abrindo alternativas lucrativas e menos arriscadas que a cafeicultura. Os produtores de café não parecem dispostos a ampliar sua produção e em sua maioria apostam na diversificação, ainda mais quando ouvem que o patamar de preços atual do café é irreal e deve ceder daqui para frente", indicou o Escritório Carvalhaes, em seu comentário semanal. As exportações de café do Brasil em setembro, até o dia 15, somaram 939.755 sacas, contra 1.051.975 sacas registradas no mesmo período de agosto, informou o Cecafé (Conselho dos Exportadores de Café do Brasil). Os estoques certificados de café na bolsa de Nova Iorque tiveram queda de 40 sacas, indo para 1.446.273 sacas. O volume negociado no dia na ICE Futures US foi estimado em 20.276 lotes, com as opções tendo 6.109 calls e 2.848 puts. Tecnicamente, o setembro na ICE Futures US tem uma resistência em 264,75, 264,90-265,00, 265,50, 266,00, 266,50, 267,00, 267,50, 268,00, 268,50, 269,00, 269,50 e 269,90-270,00 centavos de dólar por libra peso, com o suporte em 255,10-255,00, 254,50, 254,00, 253,50, 253,00, 252,50, 252,00, 251,50, 251,00, 250,50, 250,10-250,00 e 249,50 centavos por libra.

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

BCs socorrem bancos. Há de se comemorar?

BCs socorrem bancos. Há de se comemorar?
Eduardo Campos
E não é que o aniversário de três anos da crise teve até bolo! Uma pilha de dólares liberada pelo Banco Central Europeu (BCE), Federal Reserve (Fed), banco central americano, Banco da Inglaterra (BoE) e Banco Nacional da Suíça.A reação dos mercados foi positiva. Afinal, há semanas a liquidez na zona do euro vinha rareando, elevando taxas no interbancário e aumento a preocupação com o risco sistêmico. Mas o fato é que a crise continua lá. A questão, novamente, não é falta de dinheiro, mas sim falta de crescimento. O problema é de solvência.Profecia de Milton Friedman parece tomar forma Interessante notar que ao contrário de 2008, os BCs não esperaram algum banco ir para o buraco para abrirem as torneiras. De fato, os leilões de liquidez foram a primeira ação tomada após a implosão do Lehman Brothers.Outro ponto interessante, segundo o sócio da Teórica Investimentos, Rogério Freitas, é que os personagens por trás da ação são os mesmos. Ben Bernanke, Trichet, Tim Geithner. E eles parecem estar rezando a mesma cartilha, só que com um passo de antecedência."Fazer as mesmas coisas enxergando o quadro atual como em 2008 não vai resolver o problema. O receituário não funcionou em 2008 e não vai adiantar agora", diz Freitas.Tal postura das autoridades monetárias denota duas coisas: falta de criatividade e/ou esgotamento de ferramentas para responder às inseguranças do mercado. Há de se lembrar, também, a questão do risco moral. A cada ação dessas parece piscar a frase: "bancos façam o que bem entendam. Todo mundo aqui é "too big to fail", nos vamos salvar vocês".Os desafios são bem semelhantes, mas a grande diferença entre 2008 e 2011 é que o epicentro da crise não está nos Estados Unidos, mas sim a zona do euro. Isso implica no fato de que não existe um Tesouro único, um Estado único, uma legislação única, um centro unilateral de tomada de decisão.A zona do euro é um condomínio com estatuto incompleto.A tomada de decisão é morosa e para piorar o quadro, as questões políticas permeiam toda e qualquer discussão, conforme cresce a insatisfação popular com esse "casamento" europeu. Nesta semana teve até protesto contra o euro em frente ao BCE em Frankfurt, Alemanha. Fato inédito.Segundo Freitas, talvez essa seja a oportunidade para a zona do euro completar a sua integração. Quem sabe surja um Tesouro único, capaz de amarrar a questão fiscal, com o gerenciamento de dívidas.A questão para essa "unificação completa" é o custo. A conta ainda está sobre a mesa e alguém tem de pagar. "O ponto é como será dividida essa conta. Tem gente devendo muito e que não consegue pagar. Por ora, o alemão vem pagando todas as contas, mas isso já está gerando uma série de questionamentos", explica.Ainda na visão de Freitas, o cenário mais provável continua sendo a saída de alguns membros da zona do euro com a recomposição de moedas nacionais (importante variável de ajuste) e socorre a bancos.A grande pergunta é como toda essa situação vai bater na economia real, se esse problema pode levar a zona do euro e os EUA a uma recessão. Algo que invariavelmente chegaria aos mercados emergentes. "Isso ainda não está no preço. Essa é a grande questão na tomada de decisões de investimento", conclui Freitas.No fim dos anos 90, duas avaliações sobre o euro feitas por ganhadores de prêmio Nobel se notabilizaram pela divergência. De um lado Robert Mundell apontava que estavam atendidas, na Europa, as condições técnicas para a formação de uma "optimum currency area". De forma simplificada, estavam reunidos os quesitos para a moeda única, teoria advogada pelo próprio Mundell.No outro lado do balcão estava ninguém menos que Milton Friedman, que falou que o euro seria realmente testado pela primeira grande recessão mundial. Pouco depois, em 2002, Friedman foi taxativo ao dizer que o euro entraria em colapso dentro de cinco a 15 anos. Para Friedman, ao se estabelecer a moeda comum entre diferentes países é jogado fora um importante mecanismo de ajuste a choques econômicos. Por ora, há de se admitir que a profecia de Friedman está se mostrando correta.Passando para o mercado local, o dólar encerrou a sequência de alta ante o real que durava dez pregões.A moeda fechou o dia com baixa de 0,87%, a R$ 1,709 na venda. Mas ainda tem um longo caminho para devolver o ganho de 8,5% visto em dez dias.
Eduardo Campos

A hora da virada cambial

A hora da virada cambial
Roberto Giannetti da Fonseca
Dias atrás em reunião do Conselho Superior de Economia da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) realizamos uma discussão extremamente esclarecedora acerca do mercado de derivativos cambiais. Muitos leitores talvez não compreendam a importância ímpar deste tema para o país e para suas próprias vidas, uma vez que a indústria brasileira há tempos sofre os efeitos deletérios de um câmbio sobrevalorizado, tendo os derivativos cambiais um papel predominante na formação da taxa de câmbio do real. Por conta dessa situação, mercados para produtos brasileiros foram perdidos, muitas fábricas foram fechadas e milhões de empregos desapareceram. A atual conjuntura econômica é propícia para discutir o papel dos derivativos cambiais na economia, de forma a entender a formação da taxa de câmbio brasileira, mas também para evitar que novas rodadas de apreciação da moeda brasileira prejudiquem ainda mais os setores industriais e a geração de empregos.Primeiramente, o tema dos derivativos de câmbio não deve ser tratado de forma estigmatizada. Esses instrumentos financeiros não são de natureza inerentemente especulativa, muito pelo contrário, eles são fundamentais para a atividade econômica na medida em que reduzem incertezas associadas ao processo produtivo. Tampouco se deve minorar a importância da BM&F como principal centro de negociação de derivativos e de oferta de hedge para os agentes econômicos no Brasil. Essa instituição é símbolo da sofisticação do sistema financeiro brasileiro e faz do mercado de derivativos no Brasil um dos mais transparentes do mundo.É preciso criar instrumentos para identificar os agentes e segregar os que fazem hedge dos que especulamContudo, deve-se reconhecer o caráter dual e muitas vezes ambíguo do mercado de derivativos; ao mesmo tempo em que ele reduz incertezas microeconômicas dos agentes que buscam hedge, ele potencialmente aumenta as instabilidades macroeconômicas. Nos derivativos de câmbio, esse problema ocorre quando um excesso de posições especulativas formam tendências na taxa de câmbio e uma excessiva volatilidade da moeda. Quando a especulação é dominante e, sobretudo, quando as apostas são feitas todas na mesma direção, abre-se espaço para distorções da taxa de câmbio e para uma arbitragem de agentes que ganham sempre, sem correr riscos. Dessa forma, pode haver mercados de derivativos, onde a participação dos agentes de hedge seja muito pequena e as transações sejam dominadas por agentes que tem como propósito apenas a especulação e a arbitragem.No Brasil, o processo de apreciação cambial recente foi em parte conduzido por uma especulação sistemática, conhecida como "carry trade", que no mercado de derivativos se expressa na venda de contratos futuros de dólar para auferir o diferencial de juros e apostar na apreciação do câmbio. A pressão vendedora dos especuladores abre espaço para oportunidades de arbitragem contínuas de agentes que compram dólar futuro para arbitrar entre as taxa de juros externas e o cupom cambial. Com isso, os arbitradores são responsáveis por transmitir as tendências do mercado futuro para o mercado à vista. Nesse contexto, diferentemente da máxima que estabelece que "especulação boa é aquela que se anula por ser bidirecional, e a arbitragem boa é aquela que termina no tempo como consequência do próprio processo de arbitragem", no Brasil há longos períodos de especulação unidirecional e arbitragem ininterrupta no tempo, por conta da rigidez de suas variáveis, no caso, a elevada taxa de juros reais. Essa forma de especulação e arbitragem permanente é anômala e insustentável a médio e longo prazoNesses termos, a nova regulamentação sobre o mercado de derivativos de câmbio tem a difícil tarefa de corrigir os excessos e desvios do mercado, atentando para seu caráter desestabilizador. Ao taxar os aumentos de posições vendidas dos agentes, o governo acertou em cheio a engrenagem especulativa que influi na dinâmica da apreciação cambial. No entanto, essas medidas devem ser aperfeiçoadas de forma a preservar ao máximo as características benignas do mercado de derivativos de câmbio, quais sejam: de oferta de hedge para o setor produtivo e para atividades financeiras.Para tal, é preciso criar instrumentos para identificar os diferentes agentes no mercado de derivativos, de forma a segregar os agentes que fazem hedge daqueles que especulam. Uma vez identificados, a intervenção do governo no mercado de derivativos de câmbio deve isentar do pagamento do tributo os agentes que utilizam o mercado para operações de hedge. Em especial, as empresas não financeiras que fazem cobertura de suas atividades comerciais e produtivas. Além disso, deve-se atentar para o papel dos bancos comerciais no mercado de derivativos que, por muitas vezes, operam para fazer hedge de suas operações de crédito, como por exemplo, ao fazer cobertura cambial das operações de ACC, ou de passivos em moeda estrangeira junto a seus clientes.No decorrer do processo de implementação das novas regras sobre os derivativos de câmbio, é natural que haja reações contrárias de alguns setores da sociedade, afinal, há agentes financeiros que são diretamente prejudicados. Da mesma forma, se o objetivo for de reduzir a especulação com o câmbio, é inevitável que haja uma redução do volume financeiro da BM&F. Porém, o benefício de uma taxa de câmbio isenta de distorções financeiras supera os pontuais efeitos negativos das medidas. Ademais, o debate acerca do tema deve superar velhos dogmas, como a visão de um mercado financeiro harmônico onde a especulação é estabilizadora, cenário este que há tempos já foi abandonado por economistas de diversas escolas de pensamento e que hoje reconhecem o potencial desestabilizador de mercados excessivamente desregulados e especulativos.Recentemente afirmei num outro artigo que o especulador é um covarde, e que ao pressentir um aumento de risco, desfaz sua aposta e sai do mercado. Neste caso dos derivativos cambiais, bastou o anúncio das medidas de intervenção e de regulação no mercado em fins de julho passado, para que as operações de "carry trade" fossem drasticamente reduzidas e a tendência de desvalorização do real se acentuasse a partir da segunda quinzena de agosto. Podemos concluir que a covardia superou a ganância, e que a indústria brasileira respira aliviada pela mudança de ventos na tendência da taxa de câmbio e de juros praticados na economia brasileira. Roberto Giannetti da Fonseca é economista e empresário, presidente da Kaduna Consultoria, e diretor titular de Relações Internacionais e Comércio Exterior da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo.

Café sob pressão na ICE tem mais um dia de perdas consideráveis 15-09

Café sob pressão na ICE tem mais um dia de perdas consideráveis
Os contratos futuros de café arábica negociados na ICE Futures US encerraram esta quinta-feira com perdas consideráveis, ampliando ainda mais o cenário de fraqueza do grão. Após flutuar durante a primeira metade do dia entre ligeiras perdas e altas modestas, o café passou a ser pressionado com a ampliação de liquidações de fundos e especuladores que, notadamente, buscaram testar o intervalo de 260,00 centavos por libra. Próximo a esse nível foram reportadas algumas ações compradoras, o que permitiu, ao menos momentaneamente, a manutenção desse intervalo. No entanto, técnica e graficamente o café demonstra um viés baixista e alguns operadores já trabalham com a perspectiva de se testar patamares ainda mais baixos. Esses operadores acreditam que o dezembro deva buscar o nível de 254,10, obtido em 17 de agosto, o que abriria a possibilidade para que liquidações mais consideráveis pudessem ser desenvolvidas, num movimento de aproveitamento do cenário negativo. As indústrias de torrefação atuaram num patamar próximo de 260,00 centavos, mas elas se mostram bastante reticentes, adquirindo apenas o necessário, numa sinalização de que também trabalham com a perspectiva de preços substancialmente mais baixos no curto prazo. Fundamentalmente, o mercado não conta com novidades, sendo que alguns players ressaltaram a manutenção do cenário de seca na maior parte das zonas produtoras de café do Brasil. Apesar de alguns alertas emitidos por profissionais do país, vários participantes ainda não acreditam que esse quadro deverá prejudicar a safra de 2012, já que floradas ainda deverão ser registradas no país e com precipitações nas próximas semanas o pegamento dificilmente estaria comprometido. No encerramento do dia, o dezembro em Nova Iorque teve queda de 515 pontos com 260,55 centavos, sendo a máxima em 269,65 e a mínima em 260,20 centavos por libra, com o março registrando oscilação negativa de 510 pontos, com a libra a 263,25 centavos, sendo a máxima em 272,05 e a mínima em 262,90 centavos por libra. Na Euronext/Liffe, em Londres, a posição novembro registrou queda de 38 dólares, com 2.048 dólares por tonelada, com o janeiro tendo desvalorização de 36 dólares, com 2.074 dólares por tonelada. De acordo com analistas internacionais, o café vai perdendo, de forma acelerada, todas as gorduras acumuladas no movimento recente de alta. As perdas constantes ocorrem sem maiores empecilhos, com os bullishs (altistas) simplesmente ficando de lado. Nesta quinta-feira, o nível de 270,00 centavos, que é uma resistência básica, não conseguiu ser testado, o que abriu espaço para que os bearishs (baixistas) se sentissem estimulados a continuar seu movimento de liquidação e posicionar o dezembro próximo do suporte de 260,00 centavos. O café operou seguindo alguns grupos de commodities que tiveram uma quinta negativa. O índice CRB recuou 0,43%, mesmo com o dólar tendo registrado perdas consideráveis em relação a uma cesta de moedas internacionais e as bolsas de valores terem subido consideravelmente. Grãos e metais deram suporte para o dia negativo das matérias-primas. "Temos de tentar dimensionar qual será o limite para as quedas do café, mas alguns players já trabalham com perspectivas de preço abaixo do nível de 250,00 centavos para o dezembro no curtíssimo prazo e esse quadro negativo pode ser ampliado se os mercados externos voltarem a apresentar mau humor", sustentou um trader. Os estoques de café nos Estados Unidos tiveram uma queda de 74.476 sacas no final de agosto, totalizando 4.737.341 sacas, informou a GCA (Green Coffee Association). No final de julho os estoques do país eram de 4.811.817 sacas. A maior queda de estoques foi verificada no armazém de Jacksonville, com retração de 58.000.sacas, com o retração nos armazém de Nova Orleans sendo de 16.905 sacas. A maior alta foi observada no armazém de São Francisco, com avanço de 13.775 sacas. As exportações de café do Brasil em setembro, até o dia 14, somaram 867.330 sacas, contra 906.727 sacas registradas no mesmo período de agosto, informou o Cecafé (Conselho dos Exportadores de Café do Brasil). Os estoques certificados de café na bolsa de Nova Iorque tiveram alta de 615 sacas, indo para 1.446.313 sacas. O volume negociado no dia na ICE Futures US foi estimado em 15.095 lotes, com as opções tendo 2.830 calls e 3.926 puts. Tecnicamente, o setembro na ICE Futures US tem uma resistência em 269,65, 269,90-270,00, 270,50, 271,00-271,10, 271,50, 272,00, 272,50, 273,00, 273,50, 274,00, 274,50, 274,75, 274,90-275,00 e 275,50 centavos de dólar por libra peso, com o suporte em 260,20, 260-260,00, 259,50, 259,00, 258,50, 258,00, 257,50, 257,00, 256,50, 256,00, 255,50, 255,10-255,00, 254,50 e 254,10 centavos por libra.

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

ESTOQUES DOS EUA DIMINUEM 74.476 SACAS EM AGOSTO

ESTOQUES DOS EUA DIMINUEM 74.476 SACAS EM AGOSTO
- GCAOs estoques norte-americanos de café verde (em grão) registraram uma queda de 74.476 sacas de 60 quilos no mês de agosto de 2011 na comparação com julho. O total de café verde depositado nos armazéns credenciados pela GCA em 31de agosto de 2011 chegava a 4.737.341 sacas, ante as 4.811.817 sacas em 31 de julho de 2011. As informações foram divulgadas pela Green Coffee Association (GCA). Confira, abaixo, quadro de estoques por praças depositárias nos EUA (por saca de 60 kg). Veja também a diferença em sacas de um mês para outro.---------------------------------------------------------------------- TOTAL TOTAL DIFERENÇA Porto 31 de agosto 31 de julho (em sacas)----------------------------------------------------------------------New York 1.686.537 1,698,827 -12.290 New Orleans 1.050.692 1,067,597 -16.905 Jacksonville 205,000 263,000 -58.000 Miami 191.590 187,607 3.983 Houston 586.136 581,636 4.500 Laredo 53.000 51,000 2.000 San Francisco 443.874 430,099 13.775 Norfolk 157.177 169,527 -12.350 Philadelphia 4.330 4,958 -628 Seattle/Tacoma 144.209 138,928 5.281 Los Angeles/Long Beach 92.245 104,380 -12.135 Baltimore 34.376 35,892 -1.516 South Carolina 88.175 78.366 9.809 ----------------------------------------------------------------------Total EUA 4.737.341 4.811.817 -74.476 ----------------------------------------------------------------------

Baixistas voltam a comandar mercado e café tem novo recuo na ICE

Baixistas voltam a comandar mercado e café tem novo recuo na ICE
Os contratos futuros de café negociados na ICE Futures US tiveram uma quarta-feira negativa, na qual as perdas recentes foram ainda mais ampliadas, numa ação vendedora coordenada de especuladores e grandes fundos. O nível de 270,00 centavos foi facilmente rompido, sendo que, tecnicamente, após dois dias com viés de consolidação, os baixistas voltaram a demonstrar consistência e pressionaram os preços. Os mercados externos tiveram um dia negativo para as commodities, puxadas pelos produtos agrícolas e pelo petróleo. O dólar se manteve estável em relação a uma cesta de moedas internacionais. Por outro lado, as bolsas de valores nos Estados Unidos tiveram um dia de recuperação, subindo, em média, mais de 1%. Fundamentalmente, o mercado não registra novidades. A maior cooperativa de café do Brasil, a Cooxupé, divulgou que vê com otimismo a safra 2012/2013, com o clima tendo favorecido o desenvolvimento das plantas. Nesse contexto, o banco holandês Rabobank emitiu nota indicando que as expectativas de uma safra alta do Vietnã e uma possível venda mais incisiva de produtores brasileiros, por conta de produções abundantes, deverão pressionar quedas de preço para o café nos mercados futuros. No encerramento do dia, o dezembro em Nova Iorque teve queda de 460 pontos com 265,70 centavos, sendo a máxima em 264,10 e a mínima em 271,10 centavos por libra, com o março registrando oscilação negativa de 470 pontos, com a libra a 268,35 centavos, sendo a máxima em 273,50 e a mínima em 267,25 centavos por libra. Na Euronext/Liffe, em Londres, a posição novembro registrou queda de 58 dólares, com 2.086 dólares por tonelada, com o janeiro tendo desvalorização de 59 dólares, com 2.110 dólares por tonelada. O mercado registrou, nas primeiras sessões da semana, algum movimento de consolidação, mas com uma formação bearish (baixista). Esse tipo de ação, freqüentemente, prenuncia novas desacelerações para as cotações. Depois de ter atingido um nível considerável em 3 de maio, o mercado passou a ser pressionado pelos baixistas. No entanto, um rally considerável foi observado em agosto, o que permitiu que a tendência negativa fosse momentaneamente controlada. O mercado, porém, voltou a flutuar próximo dos níveis do final de julho, ao redor de 275,00 centavos, o que colocou os bearishs novamente no comando das ações. O Índice de Força Relativa de 14 dias desacelerou, após uma verificação sobrecomprada desde 1 de setembro. Nesse dia, o Índice caiu de 80% para 47% nesta quarta-feira e ainda tende para baixas. Esse é um tradicional indicador de venda, que, evidentemente, se torna menos intenso abaixo do patamar de 70%. Acima desse marco o mercado passa a ser classificado de "sobrecomprado". No curtíssimo prazo, o suporte principal do mercado está em 265,10 centavos, mínima de 9 de setembro. Caso essa linha consiga ser rompida, indicaram analistas internacionais, a tendência seria de confirmação do potencial baixista numa formação gráfica. Pete DeSario, analista técnico da Elliott Wave International, indicou que "ainda estou baixista". Ele chamou a baixa de 3 de maio para 23 de junho de "primeira onda de liquidação". Numa análise de ondas Elliott, o mercado fica baseado em cinco tendências, sendo que nas ímpares, primeira, terceira e quinta, o mercado segue uma direção principal, com as pares sendo de correção ou contra-tendência. A partir das mínimas de junho, DeSario analisou uma segunda onda, de "grande expansão". Para o especialista, o mercado estaria no meio de uma terceira onda, ou seja, de baixa, que poderia, inclusive, levar o café para o nível de 181,00 centavos. As exportações de café de Uganda em setembro deverão ter um aumento pelo menos 47%, segundo avaliação da Autoridade para o Desenvolvimento do Café de Uganda. A entidade projeta uma ampliação para 250 mil sacas nas remessas no comparativo com as 169.728 sacas exportadas no mesmo mês do ano anterior. "Os produtores esperam a formação de mais estoques para, assim, embarcar mais", indicou a entidade. Setembro é o último mês da safra 2010/2011 do país africano. As exportações de café do Brasil em setembro, até o dia 12, somaram 542.799 sacas, contra 719.242 sacas registradas no mesmo período de agosto, informou o Cecafé (Conselho dos Exportadores de Café do Brasil). Os estoques certificados de café na bolsa de Nova Iorque tiveram alta de 2.853 sacas, indo para 1.445.698 sacas. O volume negociado no dia na ICE Futures US foi estimado em 15.095 lotes, com as opções tendo 2.830 calls e 3.926 puts. Tecnicamente, o setembro na ICE Futures US tem uma resistência em 271,10, 271,50, 272,00, 272,50, 273,00, 273,50, 274,00, 274,50, 274,75, 274,90-275,00, 275,50, 276,00, 276,50 e 277,00 centavos de dólar por libra peso, com o suporte em 264,10-264,00, 263,50, 263,00, 262,50, 262,00, 261,50, 261,00, 260,50, 260,10-260,00, 259,50, 259,00 e 258,50 centavos por libra.

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Para la Organización Internacional del Café, precio del grano nacional lo afecta en mercado mundial.

Para la Organización Internacional del Café, precio del grano nacional lo afecta en mercado mundial.
“El consumo de café colombiano está cayendo en Europa, en parte por sus altos precios”, dijo ayer el director (e) de la Organización Internacional del Café (OIC), el brasilero José Sette.
El dirigente destacó que el consumo total de café en Europa ha estado subiendo, debido a que la caída en las importaciones colombianas era compensada por un alza en las importaciones de naturales y robustas de Brasil.
La OIC destaca la caída en las importaciones europeas de café colombiano, de 20,6 por ciento en los años 90 a 10,1 por ciento en el decenio pasado.
En la última década (2001 a 2010), las exportaciones de café colombiano a 16 países europeos cayeron 54 por ciento, de 4,6 millones de sacos de 60 kilos a 2,1 millones, según la Federación Nacional de Cafeteros.
Las mayores caídas fueron en Alemania, Suecia, Holanda, Francia, Dinamarca y Polonia. Sobre estos mercados, la OIC dice en su informe mensual entregado a EL TIEMPO, que en la última década hay elevados consumos por habitante: Dinamarca, 8,7 kilos; Suecia, 8,1; Alemania, 6,7; Holanda, 6,3; Holanda, 6,3, y Francia, 5,3.
El consumo mundial de café pasó de 109,8 a 134, 7 millones de sacos en la última década. “Si el consumo mundial sigue creciendo 2,5 por ciento anual, podría alcanzar 168 millones de sacos en 2019″, dijo la OIC.
La producción colombiana, en el período de referencia, ha caído 22 por ciento (de 10,9 a 8,9 millones de sacos). Se destaca un ‘pico’ de 12,6 millones en el 2007.
Las exportaciones también han caído 2’153.000 sacos, de 9,9 a 7,8 millones de sacos en la década pasada.

Sem direcionam​ento mais claro, café tem leve recuo na ICE - 13/09

Os contratos futuros de café arábica negociados na ICE Futures US encerraram esta terça-feira com quedas modestas, em um dia morno e caracterizado por oscilações pouco agressivas, em um cenário de consolidação, após as fortes baixas observadas ao longo da semana anterior. Alguns participantes tentaram forçar algumas baixas mais incisivas, mas o dezembro não conseguiu romper os primeiros suportes, o que deu espaço para que as quedas desacelerassem e o encerramento do dia ficasse próximo da estabilidade. Tecnicamente, o mercado volta a demonstrar um viés baixista, após as fortes perdas da semana anterior, o que posiciona as cotações abaixo de importantes médias móveis de curto e médio prazos. O Índice de Força Relativa que vinha demonstrando níveis considerados percentualmente muito altos também sofreu uma redução considerável. Tecnicamente, players trabalham com projeções negativas, sendo que alguns acreditam em níveis ao redor de 260,00 centavos por libra. Já outros participantes ressaltam a manutenção do quadro de escassez do grão, o que ainda abre espaço para uma perspectiva de força. No campo fundamental, o dia foi de números, como o da terceira estimativa de safra do Brasil, que avalia que a produção do ano deverá chegar a 43,15 milhões de sacas. Outra estatística refere-se à safra mundial, publicada pela consultoria privada Coffee Network, que avalia o volume a ser obtido em 2012/2013 em 142 milhões de sacas e em 135 milhões de sacas o obtido em 2011/2012. Para esta temporada, a Organização Internacional do Café, avalia a produção em 130 milhões de sacas. No encerramento do dia, o dezembro em Nova Iorque teve queda de 65 pontos com 270,30 centavos, sendo a máxima em 274,00 e a mínima em 268,00 centavos por libra, com o março registrando oscilação negativa de 85 pontos, com a libra a 273,05 centavos, sendo a máxima em 276,70 e a mínima em 270,95 centavos por libra. Na Euronext/Liffe, em Londres, a posição novembro registrou queda de 46 dólares, com 2.144 dólares por tonelada, com o janeiro tendo desvalorização de 45 dólares, com 2.169 dólares por tonelada. De acordo com analistas internacionais, o café operou com uma característica consolidativa, não seguindo, por exemplo, o comportamento dos mercados externos, que, ao longo desta terça-feira, aferiram altas para as bolsas de valores nos Estados Unidos, queda do dólar em relação a uma cesta de moedas internacionais e um ligeiro avanço do índice CRB, impulsionado, principalmente, pelo petróleo, que teve quase 2% de ganhos. "Após as oscilações recentes, com ganhos fortes e constantes e depois com uma sessão de liquidações intensas, o mercado agora dá sinais de acomodação. Caso consigamos romper algumas resistências ou suportes mais fortes poderemos redirecionar os negócios, no entanto, nessas duas primeiras sessões da semana ainda não tivemos esse tipo de indicação", disse um trader. O Equador exportou 790.190 sacas entre janeiro e julho, total 29,5% maior que as 609.864 sacas remetidas ao exterior no mesmo período ao ano passado, indicou o Conselho Nacional do Café do país. Essas remessas geraram uma receita de 126,5 milhões de dólares, 55% a mais que em 2010. Os embarques de julho subiram 46,5%, com 163.686 sacas, sendo os principais destinos a Colômbia, Rússia, Alemanha e Polônia. As exportações de café do Brasil em setembro, até o dia 12, somaram 542.799 sacas, contra 719.242 sacas registradas no mesmo período de agosto, informou o Cecafé (Conselho dos Exportadores de Café do Brasil). Os estoques certificados de café na bolsa de Nova Iorque tiveram queda de 2.460 sacas, indo para 1.442.845 sacas. O volume negociado no dia na ICE Futures US foi estimado em 13.983 lotes, com as opções tendo 4.671 calls e 7.902 puts. Tecnicamente, o setembro na ICE Futures US tem uma resistência em 274,00, 274,50, 274,75, 274,90-275,00, 275,50, 276,00, 276,50, 277,00, 277,50, 278,00, 278,50 e 279,00 centavos de dólar por libra peso, com o suporte em 268,00, 267,50, 267,00, 266,50, 266,00, 265,50, 265,10-265,00, 264,50, 264,00, 263,50 e 263,00 centavos por libra.

Conab reduz a estimativa para safra de café em 2011-cafe panorama geral

Conab reduz a estimativa para safra de café em 2011
Como esperado, o governo revisou para baixo sua estimativa para a produção de café neste ano. De acordo com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a safra 2011/12 deve somar 43,15 milhões de sacas de 60 quilos, uma queda de 0,9% em relação à estimativa anterior e de 11,4% sobre o volume colhido no ano passado.O corte na previsão é reflexo de uma pequena estiagem em algumas regiões produtoras no começo do ano. O problema afetou o desenvolvimento dos grãos, o que só foi diagnosticado após o início da colheita. Mesmo assim, a safra é a maior da história para um ano de baixa de produtividade no ciclo bienal do café.A nova estimativa da Conab teve um impacto apenas limitado sobre os preços internacionais da commodity. Em Nova York, os contratos com vencimento em dezembro chegaram a subir mais de 1% após a divulgação dos números, mas cederam em meio ao recrudescimento das preocupações com a crise econômica. No fim do dia, era cotados a US$ 2,7030 por libra-peso, uma desvalorização de 65 pontos ou 0,23%.Com mais de 95% da safra já colhida, observa o analista da consultoria Safras & Mercado, Gil Barabach, as atenções do mercado agora se voltam para o desenvolvimento da próxima safra, que será colhida em 2012. "A expectativa é de uma produção recorde. É um ano de alta no ciclo bienal, e o produtor fez investimentos na lavoura. A questão é saber como o clima vai se comportar."A meteorologia prevê chuvas para o último terço do mês, o que deve favorecer a floração das lavouras - o primeiro indicador sobre o potencial produtivo da nova safra. "Se tudo correr bem", diz Barabach, "os preços tendem a se estabilizar e podem até ceder um pouco. Caso contrário, podemos ver uma nova escalada acima dos US$ 3 por libra-peso".A margem para perdas de produção é praticamente nula. Em 2010, o consumo de café do Brasil passou de 54 milhões de sacas - 19,5 milhões no mercado interno e quase 35 milhões exportadas -, para uma produção de 48 milhões de sacas.O déficit, que foi a regra também nos anos anteriores, praticamente zerou os estoques domésticos de café verde. "Nos últimos anos sempre contamos com os estoques para compensar a produção insuficiente. Nesta safra, não temos mais esse artifício", afirma Eduardo Carvalhaes, do Escritório Carvalhaes.Por isso, observa ele, os números finais da demanda para safra atual são uma incógnita. "Teoricamente, as exportações vão ter de cair, mas numa proporção inimaginável". Para Carvalhes, os preços, que praticamente dobraram nos últimos 12 meses, deverão se manter elevados "ainda que o Brasil colha uma safra maravilhosa no ano que vem".
Produção da colheita atual de café deve diminuir 10%
Maior redução se dá na lavoura do tipo arábica, de maior valorização
Pelo ciclo bienal da cultura, mercado especula sobre volume maior no próximo ano; produtor evita previsão O Brasil deve produzir 43,15 milhões de sacas de café na safra 2011/2012, volume 10,3% menor do que o verificado no ciclo passado, quando foram colhidos 48 milhões de sacas.A maior redução foi verificada na produção de café do tipo arábica, com queda de 13,4%. Já para a produção do café tipo conilon, a previsão é de uma queda de 0,1%.De acordo com levantamento feito pela Conab (Companhia Nacional de Abastecimento), o resultado inferior em relação ao ano passado se deve a problemas climáticos, principalmente a estiagem que ocorreu em janeiro e fevereiro deste ano. O clima foi mais prejudicial nas lavouras de Minas Gerais (regiões sul e cerrado mineiro), da Bahia e de Rondônia."O resultado final foi um pouco inferior ao que tínhamos estimado. As previsões iniciais não foram alcançadas, em razão do clima", afirmou o secretário de Produção e Agroenergia do Ministério da Agricultura, Manoel Bertone, ex-presidente do Conselho Nacional do Café. "Tivemos uma forte incidência de frio [no início do ano], que atingiu as lavouras."A previsão do Ministério da Agricultura é que a safra 2012/2013 não será tão boa quanto se espera, principalmente por fatores climáticos. O secretário preferiu não dar uma estimativa de colheita, mas disse que os cafeicultores estão apreensivos em relação ao atraso na ocorrência de chuvas. RECUPERAÇÃOOutro fator que pode influenciar é a demora na recuperação das lavouras que foram atingidas por geadas no início do ano."A safra do ano que vem não será tão esplendorosa quanto o mercado avalia. A gente percebe que eles (os produtores) estão sentindo a seca. Por enquanto não há enormes prejuízos, há apreensão", disse Bertone.O presidente da Comissão Nacional de Café da CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil), Breno Mesquita, avalia que a safra 2011/2012, mesmo com a redução de 10% em relação à anterior, será boa. O ciclo do próximo ano, no entanto, não deverá ser "extraordinário", como prevê o mercado."Uma supersafra, como alguns estão prevendo, é bobagem. Vamos torcer para uma safra boa no ano que vem e para que as condições se normalizem", afirmou Mesquita.
MAIS CHUVAS
Nos próximos três meses, as condições climáticas nas regiões produtoras de café devem melhorar. De acordo com a Conab, a previsão é de chuvas acima da média no norte de São Paulo, em Minas Gerais, no Espírito Santo e na Bahia. Já no Paraná, em Rondônia e nas demais regiões de São Paulo, a possibilidade é que as chuvas fiquem dentro da média histórica.
São Paulo terá quebra de 4,58% neste ano
A produção de café arábica em São Paulo deverá ter quebra de 4,58% além da prevista para este ano, de baixa produção para a cultura.A estimativa de safra divulgada ontem pela Conab (Companhia Nacional de Abastecimento) indica que SP vai produzir 3.315.827 sacas, quando o esperado era 3.475.073 sacas de 60 kg.Na região da Alta Mogiana em Franca (a 400 km de SP), o café rendeu menos. Foram 17,35 sacas de café por hectare, enquanto a média estadual ficou em 20,18.Segundo Celso Vegro, engenheiro agrônomo e pesquisador científico do IEA (Instituto de Economia Agrícola), o clima interferiu no desenvolvimento das plantações e a poda das árvores tirou parte dos cafezais da produção.João Toledo, diretor-presidente da Cocapec (Cooperativa de Cafeicultores e Agropecuaristas) da Alta Mogiana, disse que expectativa de colher de 850 a 900 mil sacas não será atingida. A previsão da Cocapec é que a safra da Alta Mogiana feche com 600 mil sacas.Outras regiões do Estado, no entanto, tiveram produtividade acima da média.
Chuvas podem afetar produção na Colômbia
A principal safra de café da Colômbia neste ano pode ser afetada por chuvas mais fortes do que o normal, por conta do reaparecimento do fenômeno climático La Niña.No primeiro semestre, a produção já foi prejudicada, devido às chuvas na época da florada, em 2010.Agora, o instituto meteorológico do governo (Ideam) estima que fortes chuvas vão atingir o norte e o centro do país, o que pode fazer a produção ficar abaixo da meta para 2011, de 9 a 9,5 milhões de sacas.Maior produtor mundial de café arábica de alta qualidade, a Colômbia viu a sua produção cair drasticamente em 2009 e em 2010, devido a um programa de renovação dos cafezais e ao mau tempo.Para cumprir sua meta neste ano, o país precisa produzir 4,35 milhões de sacas entre agosto e dezembro, ante a média de 4,8 milhões de sacas dos últimos dez anos.