terça-feira, 6 de setembro de 2011
Clube dos endinheirados
Portfólio é exclusivo para quem tem mais de R$ 50 milhões em conta No mundo fechado dos endinheirados, existem os mais milionários que os outros. São os chamados ultra high net worth individuals, clientes com de mais de R$ 50 milhões para investir. Para essa faixa, os bancos reservam produtos especiais, normalmente de menor liquidez e com prazos mais longos. Entre os mais procurados estão os fundos de private equity - que compram participações em empresas ainda não listadas na Bolsa. Trata-se de uma opção para quem não tem pressa, mas com boas perspectivas de retorno. O prazo de maturação gira entre quatro e oito anos e o retorno previsto é algo em torno de 150% dos Certificados de Depósito Bancário (CDI).Para João Albino Winkelmann, diretor de private banking do Bradesco, o Brasil está em um bom momento para private equity. Ele aponta o radar para empresas envolvidas em obras de pequenas centrais elétricas, rodovias, usinas, reforma de estádios e aeroportos.No início do ano, o BTG Pactual lançou um fundo de private equity que captou US$ 1,6 bilhão, dos quais R$ 400 milhões vieram de clientes da própria instituição. O tíquete foi de R$ 15 milhões. Caberá ao gestor procurar as ofertas de compra de empresas. "Há oportunidades em vários setores como consumo, farmácia e investimentos para atender as necessidades as classes C e D", afirma Renato Cohn, head do BTG Pactual.Nem todas as instituições de private trabalham com produtos específicos. O Itaú-Unibanco atua em private equity e fundos imobiliários com a gestora Kinea, mas indica fundos de terceiros caso o cliente peça algo mais especializado. "A área de fundos de private é totalmente diferente do varejo, no qual muitas vezes o que muda é a taxa de administração entre um banco e outro. Temos uma ampla prateleira, mas às vezes o cliente está interessado em outro tipo de investimento e aí indicamos um gestor especializado", diz Charles Ferraz, responsável de global wealth solutions do Itaú Private Bank. Ferraz recomenda que produtos com essa configuração respondam por até 5% da carteira. "Não se deve concentrar e sim diversificar."Para o perfil ultra high, o HSBC desenvolve operações estruturadas e fundos de fundos (espécie de multimercado com ativos de diferentes gestores), que rendeu 115% do CDI entre 2008 e 2009, diz Marcelo Muradian, diretor de investimentos do HSBC Private. Recentemente, o banco criou três fundos próprios de capital protegido. O de moedas captou R$ 50 milhões e foi montado com a coroa norueguesa, dólar australiano e dólar neozeolandês, que estavam com performance acima da moeda americana. "Rendeu 120% do CDI", diz Muradian. As demais operações foram uma cesta de 20 commodities, para a qual foram captados R$ 65 milhões, e um fundo de ouro, que deu 1,5% de retorno sobre o produto vendido em Londres.O Banco do Brasil desenvolve fundos exclusivos, produtos customizados, para os quais não tem valor mínimo para a aplicação. "Vai mais de um diagnóstico da situação financeira do cliente e de suas necessidades do que de um valor para aplicação", diz Carlos Takahashi, presidente da BB DTVM."Em fundos exclusivos, temos mandato desde 105% do CDI até clientes que fazem fundos de fundos para bater o Ibovespa", afirma Christiano Ehlers, superintendente do private do Santander.Há ainda a recomendação dos especialistas para a compra de títulos de renda fixa de longo prazo, como os Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs), emitidos por uma companhia securitizadora com lastro em um empreendimento imobiliário. A vantagem para as pessoas físicas: são isentos de tributação. A aplicação mínima é de R$ 300 mil. Outro título privado de renda fixa recomendado na área de private para o público de faixa mais alta são as Letras de Crédito do Agronegócio (LCAs), isentas de Imposto de Renda. A LCA está lastreada em dívidas agrícolas e permite ganhos expressivos, mas são caras. O investimento mínimo é de R$ 500 mil.
China sai vencedora, mas futuro é incerto
China sai vencedora, mas futuro é incerto
11/9/2001 O DIA QUE MARCOU UMA DÉCADA
Em dez anos, país triplicou peso no PIB global, sugando a dívida emitida pelos EUA para financiar duas guerras Coesão, desigualdade e resistência de vizinhos são obstáculos à força do país, que tem 9,3% da economia mundial Entre 2001 e este ano, enquanto os EUA travavam a "guerra ao terror", a China passou de sexta a segunda maior economia do mundo. Seu peso na produção global quase triplicou, de 3,7% para 9,3%; o dos EUA caiu de 31% para 23%. Enquanto os americanos ocupavam Iraque e Afeganistão, a China sugava a dívida emitida por Washington. Produtos chineses ajudaram a manter baixa a inflação nos EUA, que cresciam até 2008 sustentados em uma bolha de crédito.Depois que a China entrou na Organização Mundial do Comércio, em 2001, seu superavit comercial com os EUA aumentou 230%, embora parte dele deva-se a vendas de empresas americanas em território chinês.Salvo uma catástrofe, em algum momento até 2030 o PIB da China ultrapassará o dos EUA, mas sua renda per capita ainda equivalerá a um quarto da americana.Os dados acima reforçam a conclusão de que a China emergiu como vencedora da década pós-11 de Setembro. Ao mesmo tempo, embasam prognósticos divergentes sobre o significado disso no resto deste século."O abraço econômico de EUA e China impede medidas radicais. A China se beneficiou da ordem criada pelos ocidentais e preza o status quo. Em curto e médio prazo, não tentará derrubar o sistema", diz Oliver Stuenkel, professor da FGV-SP. Nas projeções de longo prazo, a maioria dos analistas é mais cautelosa do que Arvind Subramanian, do Instituto Peterson de Economia Internacional: na "Foreign Affairs", previu que em duas décadas o mundo não será multipolar, mas "quase unipolar, dominado pela China".Na mesma revista, o sinólogo Andrew Nathan (Universidade Columbia), lista obstáculos à ascensão chinesa. A potência asiática devota "enormes recursos" a evitar a independência de Taiwan e a manter a coesão interna, incluindo nas províncias de Xinjiang e do Tibete, que formam quase metade do território e são habitadas por minorias étnico-religiosas. No entorno, estão países instáveis como Mianmar e Coreia do Norte. Outros -Índia, Japão, Vietnã- são beneficiados pelo crescimento econômico chinês mas não estão dispostos a conceder a Pequim a primazia militar ou política regional. "A China enfrenta obstáculos que os EUA nunca enfrentaram na própria região", afirma Stuenkel. MILITARESA China vem aumentando os gastos militares, mas eles são ainda 7,3% de um total mundial em que os EUA entram com 43%. Ficou mais dura sobre as disputas marítimas e acaba de lançar seu primeiro porta-aviões.Os EUA, porém, têm 11 navios do tipo e constroem dois. Mantêm o domínio militar na Ásia, com 100 mil soldados só no Japão e Coreia do Sul."Quanto mais a China ascender, mais seus vizinhos tenderão a contrabalançar aproximando-se dos EUA", escreve Nathan. A prudência dá o tom de um relatório recente do Banco de Desenvolvimento Asiático sobre a possibilidade de que a região represente, em 2050, mais da metade da economia mundial.Nos "múltiplos riscos" a serem gerenciados por China e outros emergentes asiáticos, o banco inclui as crescentes desigualdades internas e a transição de um modelo de crescimento movido a capital e mão de obra abundantes para outro baseado no aumento da produtividade, via avanços tecnológicos.Para a corrente majoritária nos EUA, o país deterá o avanço chinês se impedir o próprio declínio.
11/9/2001 O DIA QUE MARCOU UMA DÉCADA
Em dez anos, país triplicou peso no PIB global, sugando a dívida emitida pelos EUA para financiar duas guerras Coesão, desigualdade e resistência de vizinhos são obstáculos à força do país, que tem 9,3% da economia mundial Entre 2001 e este ano, enquanto os EUA travavam a "guerra ao terror", a China passou de sexta a segunda maior economia do mundo. Seu peso na produção global quase triplicou, de 3,7% para 9,3%; o dos EUA caiu de 31% para 23%. Enquanto os americanos ocupavam Iraque e Afeganistão, a China sugava a dívida emitida por Washington. Produtos chineses ajudaram a manter baixa a inflação nos EUA, que cresciam até 2008 sustentados em uma bolha de crédito.Depois que a China entrou na Organização Mundial do Comércio, em 2001, seu superavit comercial com os EUA aumentou 230%, embora parte dele deva-se a vendas de empresas americanas em território chinês.Salvo uma catástrofe, em algum momento até 2030 o PIB da China ultrapassará o dos EUA, mas sua renda per capita ainda equivalerá a um quarto da americana.Os dados acima reforçam a conclusão de que a China emergiu como vencedora da década pós-11 de Setembro. Ao mesmo tempo, embasam prognósticos divergentes sobre o significado disso no resto deste século."O abraço econômico de EUA e China impede medidas radicais. A China se beneficiou da ordem criada pelos ocidentais e preza o status quo. Em curto e médio prazo, não tentará derrubar o sistema", diz Oliver Stuenkel, professor da FGV-SP. Nas projeções de longo prazo, a maioria dos analistas é mais cautelosa do que Arvind Subramanian, do Instituto Peterson de Economia Internacional: na "Foreign Affairs", previu que em duas décadas o mundo não será multipolar, mas "quase unipolar, dominado pela China".Na mesma revista, o sinólogo Andrew Nathan (Universidade Columbia), lista obstáculos à ascensão chinesa. A potência asiática devota "enormes recursos" a evitar a independência de Taiwan e a manter a coesão interna, incluindo nas províncias de Xinjiang e do Tibete, que formam quase metade do território e são habitadas por minorias étnico-religiosas. No entorno, estão países instáveis como Mianmar e Coreia do Norte. Outros -Índia, Japão, Vietnã- são beneficiados pelo crescimento econômico chinês mas não estão dispostos a conceder a Pequim a primazia militar ou política regional. "A China enfrenta obstáculos que os EUA nunca enfrentaram na própria região", afirma Stuenkel. MILITARESA China vem aumentando os gastos militares, mas eles são ainda 7,3% de um total mundial em que os EUA entram com 43%. Ficou mais dura sobre as disputas marítimas e acaba de lançar seu primeiro porta-aviões.Os EUA, porém, têm 11 navios do tipo e constroem dois. Mantêm o domínio militar na Ásia, com 100 mil soldados só no Japão e Coreia do Sul."Quanto mais a China ascender, mais seus vizinhos tenderão a contrabalançar aproximando-se dos EUA", escreve Nathan. A prudência dá o tom de um relatório recente do Banco de Desenvolvimento Asiático sobre a possibilidade de que a região represente, em 2050, mais da metade da economia mundial.Nos "múltiplos riscos" a serem gerenciados por China e outros emergentes asiáticos, o banco inclui as crescentes desigualdades internas e a transição de um modelo de crescimento movido a capital e mão de obra abundantes para outro baseado no aumento da produtividade, via avanços tecnológicos.Para a corrente majoritária nos EUA, o país deterá o avanço chinês se impedir o próprio declínio.
Brazilian Exporters See Coffee Prices
Brazilian Exporters See Coffee Prices
Remaining Firm The director of Brazil's main coffee exporters'organization said Tuesday he sees low global stocks and steadily rising demandensuring high prices for arabica beans in coming years but urged local coffeegrowers to use the resulting windfall to add value to their product. "From my point of view, I think the market will tend to remain firm," saidGuilherme Braga, director of the Brazilian Green Coffee Exporters' Council, ina presentation. But that's not a reason for coffee producers to grow complacent, he said,noting that leading multinational coffee buyers are increasingly seekingcertifications to show environmental sustainability. Some, such as Nestle, aimto have 100% of their suppliers certified for sustainability as early as 2020,Braga said. "Although Brazil is currently the highest-volume exporter of sustainablecoffee...we're well below the goals that have been proposed by big importers,"Braga said. "We have to admit that this hasn't been addressed adequately in ourinternal plans. It's often presented as a somewhat absurd demand." Brazil, by far the world's top coffee producer, would also do well totransform its image as a supplier of quantity, not quality, Braga said. But theSouth American country improved more in that area and now currently exportsbetween 5 million and 5.5 million 60-kilogram (132-pound) bags a year of"added-value" coffees.
Remaining Firm The director of Brazil's main coffee exporters'organization said Tuesday he sees low global stocks and steadily rising demandensuring high prices for arabica beans in coming years but urged local coffeegrowers to use the resulting windfall to add value to their product. "From my point of view, I think the market will tend to remain firm," saidGuilherme Braga, director of the Brazilian Green Coffee Exporters' Council, ina presentation. But that's not a reason for coffee producers to grow complacent, he said,noting that leading multinational coffee buyers are increasingly seekingcertifications to show environmental sustainability. Some, such as Nestle, aimto have 100% of their suppliers certified for sustainability as early as 2020,Braga said. "Although Brazil is currently the highest-volume exporter of sustainablecoffee...we're well below the goals that have been proposed by big importers,"Braga said. "We have to admit that this hasn't been addressed adequately in ourinternal plans. It's often presented as a somewhat absurd demand." Brazil, by far the world's top coffee producer, would also do well totransform its image as a supplier of quantity, not quality, Braga said. But theSouth American country improved more in that area and now currently exportsbetween 5 million and 5.5 million 60-kilogram (132-pound) bags a year of"added-value" coffees.
segunda-feira, 5 de setembro de 2011
ONGs acusa a Nestlé de ser conivente com más condições de trabalho
ONGs acusa a Nestlé de ser conivente com más condições de trabalho
A rede européia de ONGs comprometida com a justiça social, acusa a Nestlé de ser conivente com as más condiçoes de trabalho nas plantaçoes de café. Em sua nova campanha, pede que a empresa faça uma escolha - mude a sua política ou pare de usar a imagem de George Clooney, que é embaixador da paz pela ONU, nos comerciais da Nespresso. Para passar o recado, a organizaçao criou esse vídeo com um sósia do ator - aqui ele escapa do piano, mas se dá mal de outra forma.
http://www.solidar.ch/
A rede européia de ONGs comprometida com a justiça social, acusa a Nestlé de ser conivente com as más condiçoes de trabalho nas plantaçoes de café. Em sua nova campanha, pede que a empresa faça uma escolha - mude a sua política ou pare de usar a imagem de George Clooney, que é embaixador da paz pela ONU, nos comerciais da Nespresso. Para passar o recado, a organizaçao criou esse vídeo com um sósia do ator - aqui ele escapa do piano, mas se dá mal de outra forma.
http://www.solidar.ch/
Os contratos futuros de café robusta estão em forte queda
Os contratos futuros de café robusta estão em forte queda nesta segunda-feira em Londres , sob pressão de iminente grandes safra no Vietnã.
Mercados dos EUA commodity estão fechadas na segunda-feira devido ao Dia do Trabalho. Futuro de café robusta estão em queda em dia de pequenos volumes de atividade como grande safra robusta do Vietnã pressionndo os preços. "Há uma produção de robusta maciça no futuro próximo e que vai baixar os preços", Gary Mead, analista da VM Group. "Não vai ser um excedente de robustas - Vietnam parece muito bom, a produção da Indonésia vai rebote, cultura da Índia é bom olhar", disse um broker com sede em Londres. ABN AMRO / VM Group estima vietnamita 2011/12 a produção de café robusta subirá para 21.500 mil sacas de 60 kg, em comparação com a figura da Organização Internacional do Café da safra 2010/11 de 18,5 milhões de sacas de 60 kg. "Não há nenhum sinal real de qualquer escassez de oferta", disse Mead.
Mercados dos EUA commodity estão fechadas na segunda-feira devido ao Dia do Trabalho. Futuro de café robusta estão em queda em dia de pequenos volumes de atividade como grande safra robusta do Vietnã pressionndo os preços. "Há uma produção de robusta maciça no futuro próximo e que vai baixar os preços", Gary Mead, analista da VM Group. "Não vai ser um excedente de robustas - Vietnam parece muito bom, a produção da Indonésia vai rebote, cultura da Índia é bom olhar", disse um broker com sede em Londres. ABN AMRO / VM Group estima vietnamita 2011/12 a produção de café robusta subirá para 21.500 mil sacas de 60 kg, em comparação com a figura da Organização Internacional do Café da safra 2010/11 de 18,5 milhões de sacas de 60 kg. "Não há nenhum sinal real de qualquer escassez de oferta", disse Mead.
ÁGUAS CALMAS SÃO MAIS PERIGOSAS -mercado de açúcar por Arnaldo Luiz Corrêa
ÁGUAS CALMAS SÃO MAIS PERIGOSAS
O mercado de açúcar em NY caiu em torno de 20 dólares por tonelada nos primeiros quatro vencimentos, encerrando a 29,18 centavos de dólar por libra-peso no outubro/2011. O enfraquecimento do real em relação ao dólar torna a queda menos substancial.Os mercados estão tão acostumados com doses excessivas de adrenalina, que todo dia parece que precisamos ter notícias bombásticas para alimentar o apetite voraz dos viciados em catástrofes. Como disse um famoso corretor de mercado enquanto tomava sua limonada em NY, há poucas semanas atrás o mundo parecia ter acabado com a baixa na classificação de crédito soberano dos EUA, agora – assim como no Brasil – o mercado acionário está acima do nível que estava antes da queda de classificação. Ou seja, vá tentar entender a lógica do mercado. No açúcar as coisas não são diferentes. No momento em que o físico é desanimador e os números baixos de safra de cana no Centro-Sul já foram devidamente absorvidos e não assustam mais, é hora dos baixistas aproveitarem a calmaria e soltarem suas más notícias no sistema. Teve de tudo e para todos os gostos. Super safra na Europa, na Índia, na Tailândia, na Rússia e em Marte. O mercado vai cair xis por cento, os preços vão desabar para 20 centavos de dólar por libra-peso entre outras previsões alarmantes.Para os fundamentalistas é sempre mais difícil olhar o mercado pontualmente, no curto prazo. A análise mais criteriosa, olhando a perspectiva do setor para os próximos anos, da falta de investimento, da falta de transparência, da impossibilidade de o mercado crescer no mesmo ritmo do crescimento do potencial de consumo, desagua num quadro de oferta que não condiz em absoluto com preços mais baixos. Estes podem até ocorrer pontualmente, já que os mercados gostam de volatilidade e estressam o elástico até que se arrebente. Os preços exageram na alta e na baixa, tem sido assim em passado recente. Se o custo de produção hoje gira em torno de 21 centavos de dólar por libra-peso, num quadro que não aponta solução de longo prazo para o descompasso que existe entre oferta e demanda potencial, fica difícil acreditar em mercado abaixo de 20 centavos de dólar por libra-peso. Olhar para um horizonte de 10 anos, como comentou um leitor na semana passada, parece inatingível e de difícil tangibilidade num mundo em que as mudanças tecnológicas ocorrem de maneira brusca. Vamos nos ater então apenas aos próximos 3 anos, ou seja, tentar fazer uma análise da situação do setor até o final de 2014.Assumindo que o crescimento de vendas de veículos leves no Brasil seja de apenas 4% ao ano (a média dos últimos 3 anos foi de robustos 12%), teríamos no final de 2014 uma frota de 37 milhões de unidades, das quais 59% são flex. Com esse cenário, o consumo estimado de combustíveis para 2014 seria de 60,4 bilhões de litros, dos quais 31,2 bilhões de etanol e 29,2 de gasolina A (sem mistura).Vamos assumir também que o Brasil mantenha sua participação no mercado internacional de açúcar (sem crescimento na fatia de mercado) e que o consumo mundial cresça 1,2% ao ano. E no mercado interno, o consumo de açúcar cresça vegetativamente. Somando esse potencial de consumo conservador para etanol e açúcar, o Brasil precisaria moer em 2014/2015, ou seja, daqui a três safras, 715 milhões de toneladas de cana, um crescimento médio anual de 8%, 150 milhões de toneladas de cana a mais (investimentos de US$ 24 bilhões). Muitos acham essa meta inexequível sob a política intervencionista do governo.Vamos assumir então um crescimento médio de apenas 3%. Para que a oferta e demanda voltassem ao equilíbrio, o percentual de proprietários de carros flex que optassem por etanol teria que cair para apenas 25%. Com esse cenário, o consumo estimado de combustíveis para 2014 seria de 57,2 bilhões de litros, dos quais 23,6 de etanol (uma redução de 7,6 bilhões de litros) e 33,6 de gasolina A (um acréscimo de 4,4 bilhões de litros).Como a gasolina que o governo teria que importar é mais cara que o etanol, ele teria que reduzir o imposto sobre a gasolina para viabilizar a operação. Ou seja, diminui-se a mistura, mas coloca-se no lugar um produto mais caro. Brilhante esses pensadores. O Brasil não tem política agrícola nem política energética, só tem político atrapalhado. Exemplo disso foi nesta semana, num site de notícias, vindo de uma dessas mentes privilegiadas que dirigem esse país foi a pérola que: “ao reduzirmos a mistura de anidro, a gasolina poderá ficar mais barata”. Prêmio de Nobel de Matemática. Ao reduzirmos numa mistura a proporção de um produto que custa menos, a nova mistura passa a ficar mais barata. Na verdade, estamos pagando a fatura de ter uma economia que usa o preço do combustível como política fiscal, distorcendo a realidade do mercado de outro produto (etanol), cuja matéria prima (a cana) concorre entre o açúcar cujo preço é livre no mercado internacional e o etanol cujo preço limita-se à 70% da gasolina, que apesar de ter seu preço livre no mercado internacional, no Brasil tem o preço controlado pelo governo ao bel prazer.Um trader brasileiro que trabalha na Europa escreve à coluna e sugere que o nome do novo órgão oficial brasileiro deveria ser IINAA (Instituto da Incompetência Nacional do Açúcar e do Álcool). Outro leitor, produtor de cana, que nos acompanha por meio de sites que reproduzem nosso comentário acredita que ”a época de ouro do etanol hidratado acabou, seremos produtores de açúcar e anidro. Continuaremos a contribuir com o meio ambiente, mas de forma menor. O lobby do pré-sal e dos interesses ligados ao petróleo é mais forte e mais organizado que o nosso pulverizado setor”. É com grande satisfação que anunciamos a criação da Archer Global CCL, empresa coirmã da Archer Consulting, sediada em Miami, objetivando atender aos EUA e todo o mercado latino-americano.
Visite o site www.archerglobalccl.com
Tenham um bom final de semana
Arnaldo Luiz Corrêa
O mercado de açúcar em NY caiu em torno de 20 dólares por tonelada nos primeiros quatro vencimentos, encerrando a 29,18 centavos de dólar por libra-peso no outubro/2011. O enfraquecimento do real em relação ao dólar torna a queda menos substancial.Os mercados estão tão acostumados com doses excessivas de adrenalina, que todo dia parece que precisamos ter notícias bombásticas para alimentar o apetite voraz dos viciados em catástrofes. Como disse um famoso corretor de mercado enquanto tomava sua limonada em NY, há poucas semanas atrás o mundo parecia ter acabado com a baixa na classificação de crédito soberano dos EUA, agora – assim como no Brasil – o mercado acionário está acima do nível que estava antes da queda de classificação. Ou seja, vá tentar entender a lógica do mercado. No açúcar as coisas não são diferentes. No momento em que o físico é desanimador e os números baixos de safra de cana no Centro-Sul já foram devidamente absorvidos e não assustam mais, é hora dos baixistas aproveitarem a calmaria e soltarem suas más notícias no sistema. Teve de tudo e para todos os gostos. Super safra na Europa, na Índia, na Tailândia, na Rússia e em Marte. O mercado vai cair xis por cento, os preços vão desabar para 20 centavos de dólar por libra-peso entre outras previsões alarmantes.Para os fundamentalistas é sempre mais difícil olhar o mercado pontualmente, no curto prazo. A análise mais criteriosa, olhando a perspectiva do setor para os próximos anos, da falta de investimento, da falta de transparência, da impossibilidade de o mercado crescer no mesmo ritmo do crescimento do potencial de consumo, desagua num quadro de oferta que não condiz em absoluto com preços mais baixos. Estes podem até ocorrer pontualmente, já que os mercados gostam de volatilidade e estressam o elástico até que se arrebente. Os preços exageram na alta e na baixa, tem sido assim em passado recente. Se o custo de produção hoje gira em torno de 21 centavos de dólar por libra-peso, num quadro que não aponta solução de longo prazo para o descompasso que existe entre oferta e demanda potencial, fica difícil acreditar em mercado abaixo de 20 centavos de dólar por libra-peso. Olhar para um horizonte de 10 anos, como comentou um leitor na semana passada, parece inatingível e de difícil tangibilidade num mundo em que as mudanças tecnológicas ocorrem de maneira brusca. Vamos nos ater então apenas aos próximos 3 anos, ou seja, tentar fazer uma análise da situação do setor até o final de 2014.Assumindo que o crescimento de vendas de veículos leves no Brasil seja de apenas 4% ao ano (a média dos últimos 3 anos foi de robustos 12%), teríamos no final de 2014 uma frota de 37 milhões de unidades, das quais 59% são flex. Com esse cenário, o consumo estimado de combustíveis para 2014 seria de 60,4 bilhões de litros, dos quais 31,2 bilhões de etanol e 29,2 de gasolina A (sem mistura).Vamos assumir também que o Brasil mantenha sua participação no mercado internacional de açúcar (sem crescimento na fatia de mercado) e que o consumo mundial cresça 1,2% ao ano. E no mercado interno, o consumo de açúcar cresça vegetativamente. Somando esse potencial de consumo conservador para etanol e açúcar, o Brasil precisaria moer em 2014/2015, ou seja, daqui a três safras, 715 milhões de toneladas de cana, um crescimento médio anual de 8%, 150 milhões de toneladas de cana a mais (investimentos de US$ 24 bilhões). Muitos acham essa meta inexequível sob a política intervencionista do governo.Vamos assumir então um crescimento médio de apenas 3%. Para que a oferta e demanda voltassem ao equilíbrio, o percentual de proprietários de carros flex que optassem por etanol teria que cair para apenas 25%. Com esse cenário, o consumo estimado de combustíveis para 2014 seria de 57,2 bilhões de litros, dos quais 23,6 de etanol (uma redução de 7,6 bilhões de litros) e 33,6 de gasolina A (um acréscimo de 4,4 bilhões de litros).Como a gasolina que o governo teria que importar é mais cara que o etanol, ele teria que reduzir o imposto sobre a gasolina para viabilizar a operação. Ou seja, diminui-se a mistura, mas coloca-se no lugar um produto mais caro. Brilhante esses pensadores. O Brasil não tem política agrícola nem política energética, só tem político atrapalhado. Exemplo disso foi nesta semana, num site de notícias, vindo de uma dessas mentes privilegiadas que dirigem esse país foi a pérola que: “ao reduzirmos a mistura de anidro, a gasolina poderá ficar mais barata”. Prêmio de Nobel de Matemática. Ao reduzirmos numa mistura a proporção de um produto que custa menos, a nova mistura passa a ficar mais barata. Na verdade, estamos pagando a fatura de ter uma economia que usa o preço do combustível como política fiscal, distorcendo a realidade do mercado de outro produto (etanol), cuja matéria prima (a cana) concorre entre o açúcar cujo preço é livre no mercado internacional e o etanol cujo preço limita-se à 70% da gasolina, que apesar de ter seu preço livre no mercado internacional, no Brasil tem o preço controlado pelo governo ao bel prazer.Um trader brasileiro que trabalha na Europa escreve à coluna e sugere que o nome do novo órgão oficial brasileiro deveria ser IINAA (Instituto da Incompetência Nacional do Açúcar e do Álcool). Outro leitor, produtor de cana, que nos acompanha por meio de sites que reproduzem nosso comentário acredita que ”a época de ouro do etanol hidratado acabou, seremos produtores de açúcar e anidro. Continuaremos a contribuir com o meio ambiente, mas de forma menor. O lobby do pré-sal e dos interesses ligados ao petróleo é mais forte e mais organizado que o nosso pulverizado setor”. É com grande satisfação que anunciamos a criação da Archer Global CCL, empresa coirmã da Archer Consulting, sediada em Miami, objetivando atender aos EUA e todo o mercado latino-americano.
Visite o site www.archerglobalccl.com
Tenham um bom final de semana
Arnaldo Luiz Corrêa
CHUVA - O PRÓXIMO EVENTO A SER SEGUIDO -Rodrigo Corrêa da Costa
CHUVA - O PRÓXIMO EVENTO A SER SEGUIDO
O índice de desemprego nos Estados Unidos se manteve inalterado, 9.1%, entretanto o número de postos de trabalho criados no mês de agosto foi nulo e reforça a preocupação de investidores – que apostam (ou torcem) por um novo pacote de estímulo do FED.O ambiente entre os consumidores americanos está pesado e a crise política instalada no congresso e na Casa Branca contribui para o sentimento ruim. O reflexo foi notado no fraco índice de confiança divulgado na semana.As bolsas tiveram uma semana de alta na Europa, e de estabilização nos Estados Unidos. No Brasil a subida foi forte, ajudada pela diminuição dos juros na reunião do COPOM, atitude que preocupa economistas que veem uma influência política na decisão.Os principais índices de commoditties subiram nos últimos cinco dias liderados pelos ganhos da prata, ouro e do café. O trigo e o açúcar foram os destaques na queda, mas não conseguiram atrapalhar os modestos ganhos das cestas do CRB, SPGSCI, e DJUBS.Dos futuros de café negociados em bolsa Londres caiu US$ 5.22 por saca, creio eu por causa da proximidade da safra de mais de 22 milhões de sacas de Vietnã. Os altos estoques da LIFFE também ajudam o recuo da compra, e o resultado é sentido no enfraquecimento dos diferenciais. Do lado do arábica o desempenho surpreendeu, e Nova Iorque estabeleceu um novo recorde: 18 sessões seguidas de novas máximas (entre sessões) – isto até a última quinta-feira. Os ganhos na ICE foram de US$ 11.71 por saca na semana, e na BM&F de US$ 12.45 por saca, ou seja, a arbitragem (dezembro contra dezembro) voltou a estreitar apesar do rallye – (no setembro/dezembro houve um leve enfraquecimento).O fim da colheita no Brasil e o acerto contínuo dos produtores (em adiar suas vendas para receber mais pelos seus cafés) contribuem para a firmeza do mercado interno brasileiro. O diferencial para reposição de café-fino se mantém “caro” para os torradores que imaginavam um barateamento com a alta do terminal. Já o preço de cafés “good-cups” está menos indigesto para quem precisa correr atrás de cobertura – ainda que não seja nada fenomenal. No FOB a procura declarada é mais para o ano que vem, mas ainda há demanda (velada) para embarques até o fim de 2011, porém as idéias de preço são incompatíveis com a realidade. Na América Central e Colômbia pode-se perceber uma melhora nos níveis de oferta ainda que de forma tímida. Parece não haver dúvida que os fazendeiros da região aproveitarão a oportunidade para vender o quanto puder dos cafés que forem colhendo, não apenas porque a bolsa está em níveis atrativos, mas também por terem receio de uma queda dos preços tão logo as chuvas comecem no Brasil.A estrutura de Nova Iorque firmou durante a semana com a curva invertendo um pouco a partir do 2º mês de negociação. Altistas apostam em uma inversão geral dos spreads, incluindo o “nearby”, porém não me parece que isto venha a acontecer enquanto os estoques certificados forem maiores de 700/800 mil sacas. Por sinal a hora de uma maior utilização dos certificados é agora, antes de chegar a safra-nova dos suaves e a florada no Brasil. Um outro momento pode ser no primeiro trimestre de 2012, caso os diferenciais de Brasil mantenham-se firmes, pois então os cafés descontados da bolsa voltarão a ficar atrativos. A ICE inclusive divulgou nesta semana que a idade média do inventário será de 954 dias e o desconto médio de US$ 17.15 centavos por libra no próximo dia 1º de dezembro.Para finalizar, o relatório de posição dos participantes mostraram os fundos comprados em 5,340 lotes. Depois da movimentação de quarta, quinta e sexta eles devem ter aumentado os “longs” para 8.5 mil contratos. Tenho dúvidas de que incrementem muito mais suas compras com o baixo número de contratos em aberto e o fraco volume.Desta forma em minha opinião as vendas ficarão mais pesadas de agora em diante, e tão logo se confirme chuvas no Brasil as casas comerciais terão mais coragem para aumentar seus “shorts”.No curto-prazo acho que o intervalo de negociação será entre US$ 260 a US$ 290 centavos por libra.
Uma ótima semana e muito bons negócios para todos,Rodrigo Corrêa da Costa
O índice de desemprego nos Estados Unidos se manteve inalterado, 9.1%, entretanto o número de postos de trabalho criados no mês de agosto foi nulo e reforça a preocupação de investidores – que apostam (ou torcem) por um novo pacote de estímulo do FED.O ambiente entre os consumidores americanos está pesado e a crise política instalada no congresso e na Casa Branca contribui para o sentimento ruim. O reflexo foi notado no fraco índice de confiança divulgado na semana.As bolsas tiveram uma semana de alta na Europa, e de estabilização nos Estados Unidos. No Brasil a subida foi forte, ajudada pela diminuição dos juros na reunião do COPOM, atitude que preocupa economistas que veem uma influência política na decisão.Os principais índices de commoditties subiram nos últimos cinco dias liderados pelos ganhos da prata, ouro e do café. O trigo e o açúcar foram os destaques na queda, mas não conseguiram atrapalhar os modestos ganhos das cestas do CRB, SPGSCI, e DJUBS.Dos futuros de café negociados em bolsa Londres caiu US$ 5.22 por saca, creio eu por causa da proximidade da safra de mais de 22 milhões de sacas de Vietnã. Os altos estoques da LIFFE também ajudam o recuo da compra, e o resultado é sentido no enfraquecimento dos diferenciais. Do lado do arábica o desempenho surpreendeu, e Nova Iorque estabeleceu um novo recorde: 18 sessões seguidas de novas máximas (entre sessões) – isto até a última quinta-feira. Os ganhos na ICE foram de US$ 11.71 por saca na semana, e na BM&F de US$ 12.45 por saca, ou seja, a arbitragem (dezembro contra dezembro) voltou a estreitar apesar do rallye – (no setembro/dezembro houve um leve enfraquecimento).O fim da colheita no Brasil e o acerto contínuo dos produtores (em adiar suas vendas para receber mais pelos seus cafés) contribuem para a firmeza do mercado interno brasileiro. O diferencial para reposição de café-fino se mantém “caro” para os torradores que imaginavam um barateamento com a alta do terminal. Já o preço de cafés “good-cups” está menos indigesto para quem precisa correr atrás de cobertura – ainda que não seja nada fenomenal. No FOB a procura declarada é mais para o ano que vem, mas ainda há demanda (velada) para embarques até o fim de 2011, porém as idéias de preço são incompatíveis com a realidade. Na América Central e Colômbia pode-se perceber uma melhora nos níveis de oferta ainda que de forma tímida. Parece não haver dúvida que os fazendeiros da região aproveitarão a oportunidade para vender o quanto puder dos cafés que forem colhendo, não apenas porque a bolsa está em níveis atrativos, mas também por terem receio de uma queda dos preços tão logo as chuvas comecem no Brasil.A estrutura de Nova Iorque firmou durante a semana com a curva invertendo um pouco a partir do 2º mês de negociação. Altistas apostam em uma inversão geral dos spreads, incluindo o “nearby”, porém não me parece que isto venha a acontecer enquanto os estoques certificados forem maiores de 700/800 mil sacas. Por sinal a hora de uma maior utilização dos certificados é agora, antes de chegar a safra-nova dos suaves e a florada no Brasil. Um outro momento pode ser no primeiro trimestre de 2012, caso os diferenciais de Brasil mantenham-se firmes, pois então os cafés descontados da bolsa voltarão a ficar atrativos. A ICE inclusive divulgou nesta semana que a idade média do inventário será de 954 dias e o desconto médio de US$ 17.15 centavos por libra no próximo dia 1º de dezembro.Para finalizar, o relatório de posição dos participantes mostraram os fundos comprados em 5,340 lotes. Depois da movimentação de quarta, quinta e sexta eles devem ter aumentado os “longs” para 8.5 mil contratos. Tenho dúvidas de que incrementem muito mais suas compras com o baixo número de contratos em aberto e o fraco volume.Desta forma em minha opinião as vendas ficarão mais pesadas de agora em diante, e tão logo se confirme chuvas no Brasil as casas comerciais terão mais coragem para aumentar seus “shorts”.No curto-prazo acho que o intervalo de negociação será entre US$ 260 a US$ 290 centavos por libra.
Uma ótima semana e muito bons negócios para todos,Rodrigo Corrêa da Costa
Commodities valorizadas e os recordes comerciais
Commodities valorizadas e os recordes comerciais
A balança comercial de agosto registrou recordes na exportação e na importação, inclusive pelo critério de médias diárias, com superávit de US$ 3,8 bilhões, o maior do ano. A corrente de comércio (soma de exportações e importações) também foi recorde e atingiu US$ 456,5 bilhões, nos últimos 12 meses, 31,7% mais do que nos 12 meses anteriores. E nos primeiros oito meses do ano foi 27,6% maior do que no mesmo período de 2008, quando a economia global era bem mais forte.Mas o Brasil continua aumentando a dependência das exportações de commodities, cuja valorização, em alguns casos, é extraordinariamente alta. Entre agosto de 2010 e agosto de 2011, o preço do milho subiu 65,9%; o do café em grão, 61,9%; o do petróleo, 56%; e o do suco de laranja, 48,9%. Além disso, houve altas entre 30% e 50% do algodão, soja em grão, açúcar em bruto, óleo de soja em bruto, etanol e açúcar refinado.Comparando os primeiros oito meses de 2010 e de 2011, a receita das vendas de milho cresceram 85,3%; as de café, 69,9%; as de minério de ferro, 66%; e as de petróleo em bruto, 43,5%. É um ritmo extraordinário, sem o qual o superávit comercial de US$ 19,9 bilhões teria sido menor e o déficit nas contas correntes do balanço de pagamentos, bem maior que o de US$ 47,8 bilhões, em 12 meses, até julho.As exportações brasileiras, com crescimento superior a 30% e à média mundial, de 18%, permitem que o País aumente sua participação no comércio global, notou a secretária de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Tatiana Prazeres. Seria um indicador ótimo - e só -, não fosse a perda de importância dos manufaturados, cujas vendas cresceram apenas 19,3%, na comparação entre 2010 e 2011, reduzindo a participação nas vendas externas de 39,7% para 36,1%, enquanto a dos produtos básicos crescia de 44,3% para 47,8%.Com uma indústria diversificada, capaz de produzir bens sofisticados, de consumo e de capital, o País carece de desoneração fiscal e de uma diplomacia comercial competente para, por exemplo, melhorar a qualidade do comércio com a China, cuja participação é de 17,4% nas exportações totais. Para a China são vendidos, principalmente, minério de ferro, soja em grão, petróleo em bruto e açúcar, além de importados eletroeletrônicos, máquinas e equipamentos, químicos orgânicos, brinquedos, plásticos e, agora, automóveis e autopeças.Em agosto, porcentualmente, destacaram-se nas exportações de manufaturados os aviões (+73%), seguindo-se o etanol (+72%) - produto que o País passou a importar.
A balança comercial de agosto registrou recordes na exportação e na importação, inclusive pelo critério de médias diárias, com superávit de US$ 3,8 bilhões, o maior do ano. A corrente de comércio (soma de exportações e importações) também foi recorde e atingiu US$ 456,5 bilhões, nos últimos 12 meses, 31,7% mais do que nos 12 meses anteriores. E nos primeiros oito meses do ano foi 27,6% maior do que no mesmo período de 2008, quando a economia global era bem mais forte.Mas o Brasil continua aumentando a dependência das exportações de commodities, cuja valorização, em alguns casos, é extraordinariamente alta. Entre agosto de 2010 e agosto de 2011, o preço do milho subiu 65,9%; o do café em grão, 61,9%; o do petróleo, 56%; e o do suco de laranja, 48,9%. Além disso, houve altas entre 30% e 50% do algodão, soja em grão, açúcar em bruto, óleo de soja em bruto, etanol e açúcar refinado.Comparando os primeiros oito meses de 2010 e de 2011, a receita das vendas de milho cresceram 85,3%; as de café, 69,9%; as de minério de ferro, 66%; e as de petróleo em bruto, 43,5%. É um ritmo extraordinário, sem o qual o superávit comercial de US$ 19,9 bilhões teria sido menor e o déficit nas contas correntes do balanço de pagamentos, bem maior que o de US$ 47,8 bilhões, em 12 meses, até julho.As exportações brasileiras, com crescimento superior a 30% e à média mundial, de 18%, permitem que o País aumente sua participação no comércio global, notou a secretária de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Tatiana Prazeres. Seria um indicador ótimo - e só -, não fosse a perda de importância dos manufaturados, cujas vendas cresceram apenas 19,3%, na comparação entre 2010 e 2011, reduzindo a participação nas vendas externas de 39,7% para 36,1%, enquanto a dos produtos básicos crescia de 44,3% para 47,8%.Com uma indústria diversificada, capaz de produzir bens sofisticados, de consumo e de capital, o País carece de desoneração fiscal e de uma diplomacia comercial competente para, por exemplo, melhorar a qualidade do comércio com a China, cuja participação é de 17,4% nas exportações totais. Para a China são vendidos, principalmente, minério de ferro, soja em grão, petróleo em bruto e açúcar, além de importados eletroeletrônicos, máquinas e equipamentos, químicos orgânicos, brinquedos, plásticos e, agora, automóveis e autopeças.Em agosto, porcentualmente, destacaram-se nas exportações de manufaturados os aviões (+73%), seguindo-se o etanol (+72%) - produto que o País passou a importar.
domingo, 4 de setembro de 2011
Café na ICE tem ligeira correção e cai seguindo mercado externo
Café na ICE tem ligeira correção e cai seguindo mercado externo
Em um dia caracterizado por uma retomada dos sentimentos negativos nos mercados internacionais, os contratos de café arábica negociados na ICE Futures US tiveram baixas nesta sexta-feira, depois de nove sessões de ganhos constantes. Após várias tentativas frustradas, os baixistas finalmente conseguiram ampliar suas ordens de vendas, sendo que, ao longo da manhã, perdas consideráveis foram observadas. No entanto, as cotações chegaram a se equilibrar até fecharem com retração, ainda que modestas. As perdas se ampliaram relativamente no after-hours. Operadores destacaram que a influência dos mercados externos foi importante para a manutenção das baixas. As bolsas de valores nos Estados Unidos recuaram mais de 2%, o que influenciou várias commodities, como o petróleo, que caiu quase 3%, sendo que o índice CRB teve perda de 0,73% ao final das operações. O dólar teve ligeira alta. Traders ressaltaram que, antes do final de semana prolongado — na segunda-feira a bolsa não opera por conta do feriado do Dia do Trabalho — alguns players também buscaram realizar lucros, o que, efetivamente, contribui para as baixas nesta sexta. Além disso, alguns participantes buscaram forçar algumas correções, diante do quadro sobrecomprado estabelecido ao longo dos últimos dias. No encerramento do dia, o dezembro em Nova Iorque teve queda de 170 pontos com 288,05 centavos, sendo a máxima em 290,45 e a mínima em 284,70 centavos por libra, com o março registrando oscilação negativa de 145 pontos, com a libra a 290,60 centavos, sendo a máxima em 292,50 e a mínima em 287,20 centavos por libra. Na Euronext/Liffe, em Londres, a posição novembro registrou queda de 50 dólares, com 2.275 dólares por tonelada, com o janeiro caindo 49 dólares, com 2.296 dólares por tonelada. De acordo com analistas internacionais, a sessão foi caracterizada por movimentações técnicas, sendo que algumas correções já eram esperadas e vários players bearishs (baixistas) vinham buscando concretizar esse fato. O índice de força relativa para o dezembro se mostra acima dos 80%, sendo que, num nível superior a 70%, o mercado já é considerado sobrecomprado. "Alguns participantes buscaram posicionar o dezembro abaixo dos 285,00 centavos, mas nessa área voltamos a encontrar bons compradores. Apesar das baixas, alguns sinais de força foram identificados, mesmo diante de um quadro externo bastante negativo", disse um trader. "O valor de 300,00 centavos de dólar por libra peso na bolsa de Nova Iorque só continua sendo uma barreira psicológica porque nas análises de mercado estão sendo usadas cotações históricas do café, ignorando a desvalorização do dólar nas últimas décadas", indicou o Escritório Carvalhaes, em sua análise semanal. O México espera que a safra 2011/2012 de café atinja, pelo menos, o nível de 4,5 milhões de sacas, 9% a mais que na sessão anterior, informou a Associação Mexicana de Produção de Café. A estimativa preliminar positiva se dá como resposta a um programa de renovação de lavouras em algumas regiões do país, assim como às boas condições climáticas. Rodolfo Trampe, presidente da Associação e candidato a diretor executivo da Organização Internacional do Café, indicou que não está descartada a possibilidade de esse número ser revisado para cima, até um nível de 4,7 milhões de sacas. As exportações de café da Guatemala em agosto totalizaram 239.600 sacas, 1,5% a mais que no mesmo mês do ano anterior — 236.066 sacas —, informou a Anacafé (Associação Nacional de Café da Guatemala). Durante a safra 2010/2011, o país já embarcou 3,34 milhões de sacas, 3% a mais que no mesmo período da temporada anterior. Os estoques certificados de café na bolsa de Nova Iorque tiveram queda de 2.000 sacas, indo para 1.467.801 sacas. O volume negociado no dia na ICE Futures US foi estimado em 14.237 lotes, com as opções tendo 2.697 calls e 925 puts. Tecnicamente, o setembro na ICE Futures US tem uma resistência em 290,45-290,50, 290,60, 291,00, 291,50, 292,00, 292,50, 293,00, 293,50, 294,00, 294,50, 294,90-295,00, 295,50, 296,00 e 296,50 centavos de dólar por libra peso, com o suporte em 284,70, 284,50, 284,00, 283,50, 283,00, 282,60-282,50, 282,00, 281,50, 281,00, 280,50, 280,10-280,00, 279,50 e 279,00 centavos por libra.
Em um dia caracterizado por uma retomada dos sentimentos negativos nos mercados internacionais, os contratos de café arábica negociados na ICE Futures US tiveram baixas nesta sexta-feira, depois de nove sessões de ganhos constantes. Após várias tentativas frustradas, os baixistas finalmente conseguiram ampliar suas ordens de vendas, sendo que, ao longo da manhã, perdas consideráveis foram observadas. No entanto, as cotações chegaram a se equilibrar até fecharem com retração, ainda que modestas. As perdas se ampliaram relativamente no after-hours. Operadores destacaram que a influência dos mercados externos foi importante para a manutenção das baixas. As bolsas de valores nos Estados Unidos recuaram mais de 2%, o que influenciou várias commodities, como o petróleo, que caiu quase 3%, sendo que o índice CRB teve perda de 0,73% ao final das operações. O dólar teve ligeira alta. Traders ressaltaram que, antes do final de semana prolongado — na segunda-feira a bolsa não opera por conta do feriado do Dia do Trabalho — alguns players também buscaram realizar lucros, o que, efetivamente, contribui para as baixas nesta sexta. Além disso, alguns participantes buscaram forçar algumas correções, diante do quadro sobrecomprado estabelecido ao longo dos últimos dias. No encerramento do dia, o dezembro em Nova Iorque teve queda de 170 pontos com 288,05 centavos, sendo a máxima em 290,45 e a mínima em 284,70 centavos por libra, com o março registrando oscilação negativa de 145 pontos, com a libra a 290,60 centavos, sendo a máxima em 292,50 e a mínima em 287,20 centavos por libra. Na Euronext/Liffe, em Londres, a posição novembro registrou queda de 50 dólares, com 2.275 dólares por tonelada, com o janeiro caindo 49 dólares, com 2.296 dólares por tonelada. De acordo com analistas internacionais, a sessão foi caracterizada por movimentações técnicas, sendo que algumas correções já eram esperadas e vários players bearishs (baixistas) vinham buscando concretizar esse fato. O índice de força relativa para o dezembro se mostra acima dos 80%, sendo que, num nível superior a 70%, o mercado já é considerado sobrecomprado. "Alguns participantes buscaram posicionar o dezembro abaixo dos 285,00 centavos, mas nessa área voltamos a encontrar bons compradores. Apesar das baixas, alguns sinais de força foram identificados, mesmo diante de um quadro externo bastante negativo", disse um trader. "O valor de 300,00 centavos de dólar por libra peso na bolsa de Nova Iorque só continua sendo uma barreira psicológica porque nas análises de mercado estão sendo usadas cotações históricas do café, ignorando a desvalorização do dólar nas últimas décadas", indicou o Escritório Carvalhaes, em sua análise semanal. O México espera que a safra 2011/2012 de café atinja, pelo menos, o nível de 4,5 milhões de sacas, 9% a mais que na sessão anterior, informou a Associação Mexicana de Produção de Café. A estimativa preliminar positiva se dá como resposta a um programa de renovação de lavouras em algumas regiões do país, assim como às boas condições climáticas. Rodolfo Trampe, presidente da Associação e candidato a diretor executivo da Organização Internacional do Café, indicou que não está descartada a possibilidade de esse número ser revisado para cima, até um nível de 4,7 milhões de sacas. As exportações de café da Guatemala em agosto totalizaram 239.600 sacas, 1,5% a mais que no mesmo mês do ano anterior — 236.066 sacas —, informou a Anacafé (Associação Nacional de Café da Guatemala). Durante a safra 2010/2011, o país já embarcou 3,34 milhões de sacas, 3% a mais que no mesmo período da temporada anterior. Os estoques certificados de café na bolsa de Nova Iorque tiveram queda de 2.000 sacas, indo para 1.467.801 sacas. O volume negociado no dia na ICE Futures US foi estimado em 14.237 lotes, com as opções tendo 2.697 calls e 925 puts. Tecnicamente, o setembro na ICE Futures US tem uma resistência em 290,45-290,50, 290,60, 291,00, 291,50, 292,00, 292,50, 293,00, 293,50, 294,00, 294,50, 294,90-295,00, 295,50, 296,00 e 296,50 centavos de dólar por libra peso, com o suporte em 284,70, 284,50, 284,00, 283,50, 283,00, 282,60-282,50, 282,00, 281,50, 281,00, 280,50, 280,10-280,00, 279,50 e 279,00 centavos por libra.
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