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quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Commodities Agrícolas

Foco nos fundamentos A pressão advinda das turbulências financeiras irradiadas dos EUA e da Europa diminuiu e abriu espaço para a continuidade da recuperação das cotações do açúcar ontem na bolsa de Nova York. Os contratos para março encerraram a sessão a 28,69 centavos de dólar por libra-peso, em alta de 149 pontos. Analistas consultados pela agência Dow Jones Newswires realçaram que, diante da menor influência financeira, os fundamentos voltaram a prevalecer. Nesse sentido, pesaram para a valorização previsões de redução da oferta do produto no Brasil que estão sendo divulgadas desde a semana passada. No mercado doméstico, o indicador Cepea/Esalq para a saca de 50 quilos do açúcar cristal negociada em São Paulo caiu 0,75%, para R$ 67,67. Cobertura de posições Em mais uma sessão marcada por coberturas de posições após as fortes quedas da semana passada, que derrubaram os preços ao menor patamar em seis meses, o café voltou a subir consideravelmente ontem na bolsa de Nova York. Com os ajustes promovidos pelos investidores, os contratos com vencimento em dezembro fecharam a US$ 2,6680 por libra-peso, ganho de 1.180 pontos em relação à véspera. Para analistas ouvidos pela Dow Jones Newswires, se os exportadores tiverem paciência para evitar uma "onda vendedora", há espaço para as cotações subirem ainda mais. No mercado doméstico, a saca de 60,5 quilos de café de boa qualidade ficou entre R$ 470 e R$ 490, de acordo com informações do Escritório Carvalhaes, de Santos. Chuvas no Paquistão Chuvas pesadas devastaram plantações de algodão do Paquistão, o quarto maior produtor do mundo, e fizeram as cotações subirem forte ontem na bolsa de Nova York, informou a Bloomberg. Os contratos para dezembro tiveram valorização de 397 pontos e fecharam a US$ 1,0782 por libra-peso. Tempestades nas regiões de Sindh e do Punjab na semana passada podem ter danificado até 1,7 milhão de toneladas de algodão que estavam nos campos ainda para serem colhidas, conforme a Associação dos Desencaroçadores de Algodão do Paquistão. Em junho, o Ministério da Agricultura do país definiu a meta de produzir 16,5 milhões de toneladas. No mercado doméstico, o indicador Cepea /Esalq para a libra-peso do algodão subiu 0,02%, para R$ 1,7097. No mês, ainda há queda de 5,58%. Clima nos EUA As preocupações em torno das condições climáticas sobre as lavouras dos Estados Unidos voltaram a dar o tom e sustentaram as cotações da soja ontem na bolsa de Chicago. Os contratos com vencimento em novembro encerraram a sessão a US$ 13,6675 por bushel, valorização de 17,25 centavos de dólar em relação à véspera. Os mesmos temores chegaram a oferecer suporte também ao milho - que, no entanto, encerrou a sessão com perdas modestas. O trigo também subiu em Chicago, por conta do menor plantio que o esperado de produto rico em proteínas nos EUA, conforme a Dow Jones Newswires. Em Rondonópolis (MT), as oferta de compra da saca de 60 quilos da soja ficaram em R$ 40,80, segundo o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea). Baixa oferta garante cotação de commoditiesOs preços das commodities resistem à crise nos países desenvolvidos. Após caírem no auge das turbulências, as cotações voltaram a subir. Ontem, a alta foi generalizada nas principais Bolsas.Esse comportamento pode ser explicado por um movimento financeiro: a baixa taxa de juros nos EUA contribui para a fraqueza do dólar, favorável à valorização das commodities.Outra explicação, que complementa a anterior, é a baixa oferta da maioria das matérias-primas. No caso do cobre, o mercado mundial opera, neste ano, com deficit próximo a 300 mil toneladas.Os estoques de petróleo também estão baixos. Com a eliminação da oferta da Líbia, os países exportadores se aproximaram do limite de utilização de sua capacidade.No caso das agrícolas, problemas climáticos estão reduzindo as estimativas de safra para o açúcar, no Brasil, e para a soja e o milho, nos EUA.Apesar da restrição na oferta ser evidente, economistas do banco Itaú dizem que a sustentação do nível atual de preços dependerá da evolução da demanda nas próximas semanas. Em relatório, a equipe de análise do banco afirma que os dados de atividade dos EUA e da China, motores desse mercado, devem ser observados com atenção nas próximas semanas, pois determinarão o impacto da crise na demanda.Para o banco, a tendência de estabilidade dos preços só será confirmada com a manutenção da demanda chinesa e dos demais emergentes. Se depender de Europa e EUA, haverá redução de consumo, o que pode provocar queda moderada dos preços. Suspensão A produção da unidade de Barretos (SP) da JBS, de onde partiu o contêiner de carne industrializada rejeitado pelos EUA, está suspensa, segundo Francisco Jardim, secretário de Defesa Agropecuária. Em nota, a empresa informou que as atividades seguem normalmente. Motivo Os EUA devolveram a carne após testes laboratoriais terem constatado nível do vermífugo ivermectina acima do limite tolerado. Ao trabalho 1 Segundo o secretário, técnicos do ministério vão rastrear a linha de produção da unidade de Barretos da JBS para verificar a origem do problema. Ao trabalho 2 Francisco Jardim se reúne hoje com representantes de frigoríficos e, amanhã, com membros da indústria farmacêutica para discutir o problema. Queixa Os frigoríficos dizem que, apesar de seguir as instruções das bulas dos remédios, é comum encontrar restos de vermífugo na carne. Novela russa A autoridade sanitária russa anunciou o embargo a mais três frigoríficos brasileiros e ameaçou outras três unidades, ontem. A autoridade sanitária do país alegou presença de parasitas e de bactérias nas carnes. Ceagesp em alta O volume de vendas da Ceagesp subiu 2,7% no primeiro semestre em relação ao mesmo período do ano passado. Foram comercializados 2,2 milhões de toneladas de produtos frescos. Força do interior O crescimento das vendas foi maior no interior, de 12,5%. Mas o entreposto de São Paulo, com 1,8 milhão de toneladas (alta de 0,4%), respondeu por 79% do volume e por 81% da receita.

Café dispara na ICE com predomínio de compras especulativas e de fundos

Café dispara na ICE com predomínio de compras especulativas e de fundos
Os contratos futuros de café arábica negociados na ICE Futures US encerraram esta quarta-feira com fortes ganhos, com a predominância de compras especulativas e de grandes fundos, na esteira de fatores técnicos, ao conseguir romper importantes resistências, e também ao refletir algumas informações sobre a safra brasileira de café, estimada para baixo, em um cenário que se avizinha de oferta bastante limitada. No início da noite, o ministro da Agricultura do Brasil, Wagner Rossi, sob várias acusações envolvendo sua pasta, pediu demissão. Operadores indicaram que a quarta-feira foi caracterizada por bastante movimentação no mercado cafeeiro, com muitos players, após um início de operações bastante limitado e com quedas, passando a registrar compras expressivas, o que permitiu que ganhos consistentes fossem verificados, com os preços alcançando os melhores patamares desde 14 de julho. As altas passaram a ser consolidadas após o rompimento de importantes resistências. Tão logo o nível de 255,00 centavos foi rompido, especuladores e fundos passaram a executar compras, o que permitiu que outra resistência, no patamar de 260,00 centavos, fosse também superado, o que garantiu que uma valorização de mais de mil pontos pudesse ser registrada. No encerramento do dia, o setembro em Nova Iorque teve alta de 1.165 pontos com 263,20 centavos, sendo a máxima em 263,60 e a mínima em 250,65 centavos por libra, com o dezembro registrando oscilação positiva de 1.180 pontos, com a libra a 266,80 centavos, sendo a máxima em 267,30 e a mínima em 254,10 centavos por libra. Na Euronext/Liffe, em Londres, a posição setembro registrou alta de 36 dólares, com 2.350 dólares por tonelada, com o novembro tendo valorização de 36 dólares, com 2.380 dólares por tonelada. De acordo com analistas internacionais, o dia foi marcado por boas compras que se mostraram independentes do comportamento dos mercados internacionais. O dólar teve uma perda relativa ao longo do dia, no entanto, fechou a quarta com ligeiros ganhos, mas, mesmo assim, as compras no café se mantiveram. O índice CRB teve alta, impulsionado, por softs e por grãos, principalmente, ao passo que o petróleo teve um pequeno recuo. "Tivemos um dia consideravelmente agitado, com um volume bom de negócios e com muitas alternativas de compras. Conseguimos registrar o rompimento de várias resistências e isso deu uma boa base para que os altistas predominassem no mercado e pudessem vislumbrar a busca por novos níveis de preço", disse um trader. Um analista sustentou que a tendência é o mercado buscar a máxima de 7 de julho, em 274,75 centavos, o que seria um interessante "swing de alta", o que faz, inclusive, com que os players não consigam ter uma visão clara de uma tendência de curto prazo. Para esses analistas, para interromper a tendência de baixa recente seria importante o rompimento do nível de 7 de julho, sendo que os ganhos até o momento verificados foram basicamente corretivos. Graficamente, o mercado dá sinais de mudança para uma tendência de alta. O índice de força relativa, que é uma ferramenta amplamente utilizada, se mostra em alta, sendo que o mercado também tem conseguido se posicionar acima de médias móveis de 50 e 40 dias. Paul Hare, vice-presidente executivo do Linn Group, a ação de mercado se mostrou muito efetiva, acima da média móvel de 40 dias, que pode representar uma mudança de tendência, após dois meses de pressão baixista. Para o especialista, no lado de baixa os preços poderiam buscar o nível de 240,00 centavos, ao passo que no nível de alta o foco é de 275,00 centavos. O Mercon Coffee Group apresentou uma revisão para sua estimativa da safra de 2011/2012 de café do Brasil. A primeira, divulgada em março, apontava uma produção de 52,4 milhões de sacas. O número foi revisto agora para 48,6 milhões de sacas. De acordo com a trading, há cinco meses, o tamanho dos frutos em regiões produtoras de café do Brasil era "expressivo", o que indicava um potencial para uma grande safra. No entanto, a produtividade dos cafezais mostrou-se menor do que o esperado, especialmente no sul e cerrado de Minas Gerais, e ainda na região da Mogiana. As exportações de café do Brasil em agosto, até o dia 16, somaram 1.130.103 sacas, contra 977.954 sacas registradas no mesmo período de julho, informou o Cecafé (Conselho dos Exportadores de Café do Brasil). Os estoques certificados de café na bolsa de Nova Iorque tiveram queda de 7.635 sacas, indo para 1.484.162 sacas. O volume negociado no dia na ICE Futures US foi estimado em 24.576 lotes, com as opções tendo 4.215 calls e 9.172 puts. Tecnicamente, o setembro na ICE Futures US tem uma resistência em 263,60, 264,00, 264,50, 264,90-265,00, 265,50, 265,65, 266,00, 266,50, 267,00, 267,50 e 268,00 centavos de dólar por libra peso, com o suporte em 250,65, 250,50, 250,10-250,00, 249,50, 249,00, 248,50, 248,00, 247,50, 247,00, 246,50 e 246,00 centavos por libra.

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

MERCON GROUP ESTIMA SAFRA DO BRASIL 2011/12 EM 48,6 MILHÕES DE SACAS

MERCON GROUP ESTIMA SAFRA DO BRASIL 2011/12 EM 48,6 MILHÕES DE SACAS
A trading Mercon Coffee Group divulgou ontem uma revisão para sua estimativa da safra 2011/12 de café do Brasil. A primeira, divulgada em março, apontava que a colheita renderia uma produção de 52,4 milhões de sacas de 60 quilos. O número foi revisto agora para 48,6 milhões de sacas. Segundo a trading, há cinco meses, o tamanho dos frutos em regiões produtoras de café do Brasil era "expressivo", o que indicava um potencial para uma grande safra. No entanto, a produtividade dos cafezais mostrou-se menordo que o esperado, especialmente no sul e cerrado de Minas Gerais, e ainda na região da Mogiana. A Mercon estima ainda que a colheita da safra de café no Brasil alcança, atualmente, 75% da produção projetada, no caso do arábica, e95% para o conilon.

Nova Iorque volta a demonstrar consistência e tem bons ganhos

Nova Iorque volta a demonstrar consistência e tem bons ganhos
Os contratos futuros de café arábica negociados na ICE Futures US encerraram esta terça-feira com bons ganhos, na esteira de compras especulativas e de grandes fundos. Após uma abertura pressionada, seguindo a tendência negativa dos mercados externos, o café, passo a passo, começou a inverter a tendência, com os compradores voltando a demonstrar consistência. Mesmo com as bolsas de valores nos Estados Unidos e na Europa registrando perdas e várias commodities tendo retração, o café conseguiu se posicionar positivamente rompendo novamente os 250,00 centavos para o dezembro e, na sequência, atingindo o patamar de 255,00 centavos, nível considerado "tecnicamente bastante interessante", com a média móvel de 200 dias voltando a ser rompida, o que pode dar espaço para novas ações compradoras. Operadores ressaltaram que a expectativa do mercado era de um aumento nas ofertas de cafés brasileiros, já que a colheita vai chegando a seus momentos finais. No entanto, a maior parte dos produtores do país se mostra, ao menos razoavelmente capitalizados, o que permite que essas vendas sejam bastante dosadas. Esses players indicaram que os brasileiros buscam prêmios mais interessantes para seu café, caso contrário as vendas não se efetivam. Um desses operadores sustentou que o mercado opera de lado, no que se refere aos aspectos técnicos mais macros, estando focado, efetivamente, nas ações especulativas e que as origens, notadamente as brasileiras, deverão nortear os preços, ao menos no curto prazo. Fundamentalmente, o mercado continua sem novidades, com as estimativas de safra mundiais já bastante assimiladas — e precificadas —, ao passo que a questão clima no Brasil não provoca maiores temores nos participantes, já que o centro-sul do país registra temperaturas acima da média para esta época do ano. No encerramento do dia, o setembro em Nova Iorque teve alta de 585 pontos com 251,55 centavos, sendo a máxima em 252,00 e a mínima em 242,00 centavos por libra, com o dezembro registrando oscilação positiva de 560 pontos, com a libra a 255,00 centavos, sendo a máxima em 255,50 e a mínima em 245,75 centavos por libra. Na Euronext/Liffe, em Londres, a posição setembro registrou alta de 18 dólares, com 2.314 dólares por tonelada, com o novembro tendo valorização de 15 dólares, com 2.344 dólares por tonelada. Segundo analistas internacionais, o café voltou a subir após falhar na tentativa de romper importantes suportes. Para o analista Keith Flury, é possível que o mercado mantenha a tendência de alta, sendo que o nível de 280,00-300,00 centavos de dólar não pode ser descartado “O mercado mostra uma consolidação diferenciada do aspecto externo, isso é um sinal de força e não deve ser descartado”, disse um trader. Os estoques certificados de café na bolsa de Nova Iorque tiveram queda de 1.846 sacas, indo para 1.491.797 sacas. O volume negociado no dia na ICE Futures US foi estimado em 24.576 lotes, com as opções tendo 4.215 calls e 9.172 puts. As exportações de café do Brasil em agosto, até o dia 15, somaram 1.051.975 sacas, contra 789.168 sacas registradas no mesmo período de julho, informou o Cecafé (Conselho dos Exportadores de Café do Brasil). Tecnicamente, o setembro na ICE Futures US tem uma resistência em 251,85, 252,00, 252,50, 253,00, 253,50, 254,00, 254,50, 254,90-255,00, 255,50, 256,00, 256,50, 257,00 e 257,50 centavos de dólar por libra peso, com o suporte em 242,00, 241,50, 241,00, 240,50, 240,10-240,00, 239,50, 239,40, 239,00, 238,50, 238,00, 237,50, 237,00, 236,50, 236,00, 235,50, 235,10-235,00 e 234,50 centavos por libra.

Commodities Agrícolas

Commodities Agrícolas
China e Brasil Sinais de aquecimento da demanda chinesa por açúcar fortaleceram o mercado da commodity ontem na bolsa de Nova York. Os contratos para março encerraram a 27,20 centavos de dólar por libra-peso, alta de 56 pontos. Analistas ouvidos pela Bloomberg dizem que a China pode ter um déficit de 2 milhões de toneladas de açúcar neste ano. "Se for confirmado o aperto dos estoques chineses, a demanda será um pouco melhor", disse Jack Scoville, da Price Futures Group, de Chicago. A China é o segundo maior consumidor global de açúcar. Segundo a Dow Jones Newswires, também afeta o mercado a preocupação sobre o tamanho da safra de cana no Brasil. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para o açúcar cristal fechou ontem em R$ 68,18 por saca, queda de 0,89%. Estoque apertado Os futuros do café arábica na bolsa de Nova York subiram de forma expressiva no pregão de ontem puxados pelo risco de estoques mundiais apertados ao fim da temporada 2010/11. Os contratos com vencimento em dezembro encerraram o dia a US$ 2,55 a libra-peso, valorização de 560 pontos. De acordo com analistas ouvidos pela Dow Jones Newswires, a performance da commodity é a melhor entre as agrícolas até agora. "Eu acho que um movimento para US$ 2,80 a US$ 3 é possível dado o alto risco associado ao apertado estoque de passagem no fim do ciclo", disse Keith Flury, analista do banco holandês Rabobank. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para a saca de 50 quilos do grão de café 1,17% cotado a R$ 459,65. No mês, a alta acumulada é de 4,70%. Efeito do clima Especulações em relação aos efeitos da onda de calor de julho nas lavouras de milho dos EUA fizeram o grão subir ontem na bolsa de Chicago. Os contratos com vencimento em dezembro subiram 7,50 centavos de dólar a US$ 7,2750 por bushel. Conforme analistas ouvidos pela Bloomberg, há temores de que o calor tenha afetado a produtividade das lavouras de milho mais do que o governo disse na semana passada. Se confirmado, isso indicaria oferta mais apertada de milho. Cerca de 83% das lavouras foi polinizada em julho, quando as temperaturas no Meio-Oeste foram as maiores na média desde 1955, segundo a T-Storm Weather LLC in Chicago. O indicador de preços Esalq/BM&FBovespa para o milho ficou em R$ 30,11 por saca, alta de 0,20%. Estiagem americana A seca nas Grandes Planícies americanas continua a dar força às cotações do trigo nas bolsas americanas. Em Chicago, o contrato para dezembro encerrou o dia a US$ 7,52 o bushel, alta de 10,50 centavos. Em Kansas, o mesmo vencimento fechou o pregão com valorização de 6,75 centavos a US$ 6,75 o bushel. De acordo com a Bloomberg, muito das lavouras de trigo do Texas, do oeste de Oklahoma e do sudoeste de Kansas estão sofrendo com uma seca "excepcional", a mais severa classificação dada pela Universidade do Nebraska. "Não há nenhuma indicação de que essa seca vai cessar", disse um analista à Bloomberg. No mercado do Paraná, o trigo ficou ontem com preço médio de R$ 25,83 por saca, recuo de 0,27%, segundo o Deral/Seab. EUA voltam a barrar carne exportada pela JBS por excesso de vermífugoAs autoridades sanitárias norte-americanas voltaram a encontrar a presença do vermífugo ivermectina acima do permitido pelas regras dos EUA em uma carga de carne industrializada da JBS.Segundo a Folha apurou, a carne, industrializada na unidade da companhia em Barretos (SP), foi devolvida pelo FSIS (Serviço de Inspeção e Segurança Alimentar), após análises laboratoriais. A empresa foi informada na sexta-feira passada.O órgão manterá análises laboratoriais em mais 15 carregamentos da unidade de Barretos e, caso problemas semelhantes sejam registrados, essa fábrica pode ser excluída da lista de frigoríficos habilitados a exportar carne industrializada para os EUA.Essa não é a primeira vez que a JBS tem carregamento devolvido pelos americanos. No ano passado, os EUA encontraram a presença do vermífugo acima do permitido em uma carga de Lins (SP).O episódio acabou em prejuízo para todo o setor. Os embarques de carne foram suspensos logo após a devolução da carga da JBS, no final de maio de 2010, e retomados apenas em dezembro.A assessoria de imprensa da JBS informou que a devolução do contêiner de Barretos é um caso isolado, pois a empresa tem adotado todas as recomendações do acordo entre Brasil e EUA.Entre elas está o cuidado dos produtores em respeitar o prazo de carência da aplicação do ivermectina nos animais até o abate.Segundo Antonio Camardelli, presidente da Abiec (associação dos exportadores de carne), os frigoríficos não podem confiar nas recomendações de prazo das bulas."O que está escrito na bula não se evidencia no resultado final", afirma. Colheita atrasada A colheita da safrinha de milho em Mato Grosso do Sul é lenta. Chuvas na região impossibilitam a evolução normal dos trabalhos e podem prejudicar a qualidade dos grãos. Abaixo da média Das áreas cultivadas com milho em Mato Grosso do Sul, 35% já foram colhidas, ante 41% no mesmo período do ano passado. O índice também está abaixo da média do Centro-Oeste, de 77%, segundo a Céleres. Ritmo lento A consultoria também informou que a venda antecipada da safra de soja 2011/12 atingiu 11% da produção na semana passada -mais um ponto percentual em relação à anterior. Da safra 2010/11, 83% já foram vendidos. Expectativa A queda no ritmo de comercialização é consequência da redução nas estimativas para a produção de soja americana. Com a deterioração das lavouras nos EUA, os produtores brasileiros aguardam preços maiores no futuro. Com oferta maior, preço do boi recua em São PauloO aumento da oferta de animais para abate provocou queda nos preços do boi gordo, ontem, em São Paulo.A Informa Economics FNP apontou a arroba a R$ 100, em média. Segundo a Scot Consultoria, o valor de referência já chega a R$ 99,50.A liberação para o abate de animais ainda mantidos em confinamento e de bovinos de regiões que enfrentam seca, como Sudeste e Centro-Oeste, explica esse recuo.Mas a tendência ainda não é de queda. Após esse descarte de animais, espera-se um período de restrição na oferta, que deve se tornar abundante apenas no início de 2012, com a nova safra. Baixa oferta de cana altera projeções da Cosan para a RaízenA queda da oferta de cana-de-açúcar no país levou a Cosan a reduzir as projeções de processamento da Raízen, joint venture do grupo com a Shell.A informação foi dada ontem pelo diretor financeiro e de relações com os investidores, Marcelo Martins.O volume processado de cana deve alcançar de 53 milhões a 56 milhões de toneladas. A previsão anterior sugeria um intervalo entre 50 milhões a 60 milhões de toneladas.As projeções para as vendas de açúcar e de etanol também foram reduzidas.

terça-feira, 16 de agosto de 2011

Smucker Cutting Coffee Prices, Citing Decline In Green CoffeeFutures

Smucker Cutting Coffee Prices, Citing Decline In Green CoffeeFutures

--J.M. Smucker cutting prices by average of 6% on Folgers, Dunkin Donuts
coffees
--Cites decline in green coffee costs as reason for decline
--Price cuts could prompt response from Kraft, Starbucks

J. M. Smucker Co. (SJM) is cutting prices on Folgers
and Dunkin Donuts bagged coffee, electing to use the recent pullback in green
coffee prices to chase market share rather than pad margins.
Smucker on Tuesday said it is cutting coffee prices on its brands by an
average of 6%, a move coming after a year in which the company raised prices a
total of 23% due to rapidly rising costs.
Smucker appears to be the first major coffee roaster to cut prices, which
could put pressure on competitors like Kraft Foods Inc. (KFT), which owns
Maxwell House, and Starbucks Corp. (SBUX) to respond by either lowering prices
or increasing promotions. A Kraft Foods spokeswoman, Bridget MacConnell, said
the company has not announced any price cuts on coffee.
Starbucks Chief Executive Howard Schultz, speaking on CNBC Tuesday, said that
the coffee giant has locked in its coffee inventory for all of 2012, a long
buying period that ensures stability but doesn't benefit as much when costs
fall. Schultz said Starbucks will look at cutting prices on some items, and
will rely on its loyalty program to offer customers deals.
"We are looking for certain ways we can lower [prices on] certain items,"
Schultz said.
Smuckers tends to buy green coffee in 18 to 22 week intervals, Smucker
President Vincent Byrd said on the company's June earnings call, a shorter time
frame that allows it to adjust prices based on costs. The strategy can force
the company to raise prices faster when costs increase, but allow it to take
advantage of declines.
Smucker's price cuts come as consumers face a fresh batch of economic jitters
over debt concerns in the U.S. economy and the prospect of a prolonged economic
weakness. Food manufacturers, who have been raising prices in the face of
higher costs, have expressed caution about the ultimate pushback from
consumers.
Coffee makers have been among the more aggressive players in raising pricing,
as they've been under pressure over the past year as green coffee prices rose
rapidly. Starbucks, for instance, in May increased retail prices 17% on bagged
coffee sold in its cafes.
But recently, they've gotten a break. Benchmark arabica coffee futures on
IntercontinentalExchange have fallen 21% since hitting a 14-year peak above $3
a pound in early May, as concerns over supplies waned during Brazil's harvest.
Prices could fall even further, analysts say, when other major growers in Latin
America start their harvests in the last quarter of this year.
Smucker shares fell 1.2% in early trading to $75, but are up more than 14%
year to date.

Karl Marx, o visionário​. "O capitalism​o pode destruir-s​e", diz Roubini

No início do século, Nouriel Roubini recebeu a alcunha de Dr. Doom, devido às previsões catastróficas que fazia para a economia mundial. A crise no imobiliário confirmou-se, tal como Roubini tinha alertado e o economista turco de origem judaica e naturalizado norte-americano passou a ser considerado como uma das vozes a ser ouvida.

Agora, em entrevista ao "Wall Street Journal", Roubini afirma que "os mercados não estão a fazer nada, não estão a ajudar a crise. Os riscos deixaram-nos nervosos e as empresas acabam por não contratar pessoas, porque dizem que não há tanta procura, mas chegámos a um paradoxo. Se não se contratam trabalhadores, não há verbas dos salários, não há confiança dos consumidores e não há consumo, logo não há a tal procura". O economista explica ainda que "nos últimos dois ou três anos estivemos ainda pior, porque tivemos uma redistribuição de rendimentos do trabalho para o capital, dos salários para os lucros e os desequilíbrios entre rendimentos e riqueza aumentaram. Karl Marx estava certo, em algum ponto, o capitalismo pode destruir-se a si próprio, porque não se pode continuar a transferir rendimentos dos salários para os lucros sem ter menor capacidade de trabalho e uma menor procura".

Ainda assim, Roubini não considera que a economia dos Estados Unidos esteja perto desse ponto, apesar de todo o risco que enfrenta. Mas não deixa de referir que as possibilidades de EUA, Europa e Japão entrarem numa segunda recessão conjunta são de 50%, o que pode colocar parte do sistema financeiro em insolvência.

Ontem, o multimilionário norte-americano Warren Buffett escreveu um artigo de opinião no "New York Times", em que enviou um recado a Barack Obama. Buffett entende que a partilha de sacrifícios pedidos à população é injusta para as classes mais pobres e não se dá ao trabalho de medir palavras: "Parem de mimar os super-ricos", defende. Para revelar que a austeridade o tem mimado: " Verifiquei junto dos meus amigos milionários para saber que sacrifícios lhes foram pedidos, mas também eles ficaram intactos. No último ano, a minha conta fiscal foi de 6 938 744 dólares, apenas 17,4% dos meus rendimentos tributáveis, o que é uma percentagem menor do que a que foi paga pelas outras 20 pessoas do meu escritório. As suas taxas de impostos estavam entre 33% e 41%", explica.


Obélix poderia dizer que estes americanos são loucos. Roubini cita Marx; Buffet pede mais impostos

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Liffe Coffee May Rise Above $2,400/Ton

Liffe Coffee May Rise Above $2,400/Ton
On Winter Demand-MacquarieDJLondon robusta coffee futures will likely rebound toover $2,400 a metric ton in the fourth quarter as roasters are expected toaccelerate purchases to meet upcoming demand during the winter season, saidMacquarie Research. Robusta coffee futures on the London International Financial Futures Exchangeended at $2,280/ton Friday, the benchmark's highest close since July 18, asLiffe inventories fell for the second consecutive week. As coffee availability from key producing countries becomes increasinglytight, roasters are also likely to continue drawing certified stocks held inthe NYSE Liffe nominated warehouses, a move which will also support prices, thebank said in a note recently. Despite a large crop of over 18.5 million 60-kilogram bags this year in toprobusta supplier Vietnam, virtually all of this has been sold, and the countryhas very little stocks to see them through to the 2011-12 harvest due November,it said. Up to 670,000 bags of contracted exports faced delays last week because ofdwindling stocks and there are fears of washouts or shipment cancellations, thebank said, citing estimates by some trading executives. Robusta supplies are also tight in Indonesia, another major Asian producer,it said. Coffee output in Indonesia will likely slump 30% to about 490,000 metrictons this year as excessive rains damaged the crop, Indonesian Coffee ExportersAssociation Executive Secretary Rachim Kartabrata said in a recent interview. Still, Macquarie predicts that prices will ease once the Vietnam harvestgains momentum towards the end of the year. By the middle of 2012, weakness from the arabica market will likely addfurther downward pressure as top producer Brazil harvests its bumper crop, itsaid.