"Não estamos vendo os preços se comportando com os fundamentos”
Os contratos Futuros de café arábica na ICE continuam em queda em torno de 2,4% , incapazes de escapar de aversão ao risco o sentimento dos investidores que pesava sobre o complexo de commodities. "O fato é que nós não estamos realmente vendo os preços se comportando de acordo com os fundamentos neste momento no tempo, porque o sentimento geral é bastante baixa e todo o complexo está sendo atingida por isso", disse um dealer. Dezembro de café arábica na ICE caiu 5,9 cento ou 2,4 por cento para 2,3600 dólares por libra. A geada em Minas Gerais, que atingiu na sexta-feira, teria um impacto mínimo sobre a colheita do ano seguinte. "Eu não acho que a preocupação com a geada foi para a magnitude que nós poderíamos ver uma grande redução na produção brasileira", disse ele.
terça-feira, 9 de agosto de 2011
Quem está certo? Macquarie ou J. Ganes Consulting
NY: preço do café pode superar 260 cents/lp no 4º tri, diz Macquarie Agência Estado 08/08/2011
Os futuros do café arábica na Bolsa de Nova York (ICE Futures US) devem superar 260 cents por libra-peso no quarto trimestre devido aos bons fundamentos de oferta e demanda, apesar das preocupações sobre a perspectiva macroeconômica, informou nesta segunda-feira o Macquarie Research. Na ICE, as cotações despencaram cerca de 20% depois de alcançarem as máximas em anos no mês de maio, conforme fundos liquidaram posições e embolsaram lucros, assim que a colheita brasileira começou. Na sexta-feira, o contrato setembro fechou cotado a 238 cents por libra-peso. O mercado mundial de café arábica ainda se encontra em um déficit da ordem de 1,8 milhão de sacas de 60 quilos cada, informou o Macquarie. O Brasil provavelmente colherá quase 45 milhões de sacas neste ano, com o consumo local projetado em 20 milhões de sacas. Contudo, a demanda de exportação deve somar 32 milhões de sacas. Outras origens pouco aliviarão o aperto da oferta, com a safra colombiana caindo fortemente abaixo do previsto, enquanto cafeicultores do Vietnã e da Indonésia carecem de estoques. "Nós esperamos que a demanda cresça novamente no quarto trimestre, à medida que entramos no pico sazonal de consumo de inverno", disse o banco. As informações são da Dow Jones. Café: preços devem cair nas próximas duas temporadas, diz consultoraAgência Estado08/08/2011 A corrida positiva dos preços do café deve ter realmente acabado, já que um de seus principais impulsos, a oferta apertada, deve abrir espaço para um fator baixista no mercado pela primeira vez em seis anos, de acordo com a consultora Judith Ganes-Chase, presidente da J. Ganes Consulting. Ela espera que os preços recuem de seus níveis atuais durante as próximas duas temporadas, enquanto o mercado se movimenta para um equilíbrio entre oferta e demanda em 2011/12 e, depois, para um "superávit massivo" de oferta em 2012/13. "Tenho sido altista para café por quase seis anos e acredito que a maré está virando", disse. "Os preços altos não podem durar para sempre e quanto mais tempo eles ficarem em níveis elevados, mais baixista o mercado vai ser depois." Os futuros de café em Nova York iniciaram um rali no início deste ano, enquanto os temores relacionados à oferta apertada puxaram as cotações para as máximas em décadas, a mais de 300 cents/lb em maio, e criaram um prêmio recorde para o café arábica. Mas desde então os preços caíram 25%, pois as preocupações perderam força e alguns analistas acreditam que os mercados de café agora enfrentam uma mudança estrutural, enquanto produtores respondem aos altos preços expandindo suas plantações e substituindo cafeeiros mais antigos. Ganes-Chase disse que concorda com as previsões do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), que estima a produção global em 135 milhões de sacas de 60 kg na temporada 2011/12, com consumo de 133 milhões de sacas, embora "uma perda de estatística entre exportações e importações" deva manter o mercado equilibrado. Com a produção da Colômbia, maior fornecedor de arábica suave, estimada entre 8,2 e 8,5 milhões de sacas, ante 9,5 milhões de sacas previstos antes pelo USDA, a oferta apertada de grãos premium manterá o mercado volátil. Como as torrefadoras dos Estados Unidos e da Europa já definiram suas misturas, apesar de recorrer a variedades mais baratas, os grãos arábica devem manter um prêmio elevado sobre a variedade robusta na próxima temporada. Entretanto, para mais adiante, Ganes-Chase está "com os baixistas", pois avalia que o aumento do consumo em países como o Brasil - que ela espera superar os Estados Unidos em dois anos como maior consumidor de café - não deve conter um aumento da oferta global no longo prazo. "Não acho que vai impactar nos preços, se estão produzindo mais de 60 milhões de sacas e são capazes de acomodá-las, além do consumo global", afirmou. "O pêndulo deve balançar de volta para o outro lado." As informações são da Dow Jones.
Os futuros do café arábica na Bolsa de Nova York (ICE Futures US) devem superar 260 cents por libra-peso no quarto trimestre devido aos bons fundamentos de oferta e demanda, apesar das preocupações sobre a perspectiva macroeconômica, informou nesta segunda-feira o Macquarie Research. Na ICE, as cotações despencaram cerca de 20% depois de alcançarem as máximas em anos no mês de maio, conforme fundos liquidaram posições e embolsaram lucros, assim que a colheita brasileira começou. Na sexta-feira, o contrato setembro fechou cotado a 238 cents por libra-peso. O mercado mundial de café arábica ainda se encontra em um déficit da ordem de 1,8 milhão de sacas de 60 quilos cada, informou o Macquarie. O Brasil provavelmente colherá quase 45 milhões de sacas neste ano, com o consumo local projetado em 20 milhões de sacas. Contudo, a demanda de exportação deve somar 32 milhões de sacas. Outras origens pouco aliviarão o aperto da oferta, com a safra colombiana caindo fortemente abaixo do previsto, enquanto cafeicultores do Vietnã e da Indonésia carecem de estoques. "Nós esperamos que a demanda cresça novamente no quarto trimestre, à medida que entramos no pico sazonal de consumo de inverno", disse o banco. As informações são da Dow Jones. Café: preços devem cair nas próximas duas temporadas, diz consultoraAgência Estado08/08/2011 A corrida positiva dos preços do café deve ter realmente acabado, já que um de seus principais impulsos, a oferta apertada, deve abrir espaço para um fator baixista no mercado pela primeira vez em seis anos, de acordo com a consultora Judith Ganes-Chase, presidente da J. Ganes Consulting. Ela espera que os preços recuem de seus níveis atuais durante as próximas duas temporadas, enquanto o mercado se movimenta para um equilíbrio entre oferta e demanda em 2011/12 e, depois, para um "superávit massivo" de oferta em 2012/13. "Tenho sido altista para café por quase seis anos e acredito que a maré está virando", disse. "Os preços altos não podem durar para sempre e quanto mais tempo eles ficarem em níveis elevados, mais baixista o mercado vai ser depois." Os futuros de café em Nova York iniciaram um rali no início deste ano, enquanto os temores relacionados à oferta apertada puxaram as cotações para as máximas em décadas, a mais de 300 cents/lb em maio, e criaram um prêmio recorde para o café arábica. Mas desde então os preços caíram 25%, pois as preocupações perderam força e alguns analistas acreditam que os mercados de café agora enfrentam uma mudança estrutural, enquanto produtores respondem aos altos preços expandindo suas plantações e substituindo cafeeiros mais antigos. Ganes-Chase disse que concorda com as previsões do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), que estima a produção global em 135 milhões de sacas de 60 kg na temporada 2011/12, com consumo de 133 milhões de sacas, embora "uma perda de estatística entre exportações e importações" deva manter o mercado equilibrado. Com a produção da Colômbia, maior fornecedor de arábica suave, estimada entre 8,2 e 8,5 milhões de sacas, ante 9,5 milhões de sacas previstos antes pelo USDA, a oferta apertada de grãos premium manterá o mercado volátil. Como as torrefadoras dos Estados Unidos e da Europa já definiram suas misturas, apesar de recorrer a variedades mais baratas, os grãos arábica devem manter um prêmio elevado sobre a variedade robusta na próxima temporada. Entretanto, para mais adiante, Ganes-Chase está "com os baixistas", pois avalia que o aumento do consumo em países como o Brasil - que ela espera superar os Estados Unidos em dois anos como maior consumidor de café - não deve conter um aumento da oferta global no longo prazo. "Não acho que vai impactar nos preços, se estão produzindo mais de 60 milhões de sacas e são capazes de acomodá-las, além do consumo global", afirmou. "O pêndulo deve balançar de volta para o outro lado." As informações são da Dow Jones.
segunda-feira, 8 de agosto de 2011
Para analista do setor o preço do café deve recuar nos próximos anos
Para analista do setor o preço do café deve recuar nos próximos anos O presidente da J. Ganes Consulting LLC Judith Ganes-Chase , disse que espera que os preços do café recuão a partir de seus níveis atuais nos próximos dois temporadas como o mercado se move do equilíbrio em 2011-12 e, em seguida, em um "enorme superávit" em 2012 - 13. "Eu tenho sido otimista sobre o café há quase seis anos e acredito que a maré está virando", disse ela. "Os preços altos não pode durar para sempre e quanto mais eles se sentam em níveis elevados, mais baixa que será mais tarde." Futuros de Nova York fizeram uma manifestação bolhas no início deste ano, com os receios das reservas mundiais apertados pressionado os mercados de multi-década elevações de mais de US $ 3 por libra em maio e criou um prêmio recorde de grãos de arábica. Mas os preços têm caído desde então 25% no que se refere ter facilitado e alguns analistas acreditam que os mercados de café agora enfrentam uma mudança estrutural como os agricultores respondem a preços elevados, expandindo suas plantações e substituir árvores velhas. Ganes-Chase disse que concorda com os EUA Departamento de Agricultura previsões, que produção mundial de 135 milhões de sacas de 60 kg em 2011-12 contra o consumo de 133 milhões de sacas, embora "uma perda estatística entre exportações e importações" vai manter o mercado equilibrado. Com exportação do produtor chave de leve arábica da Colômbia mais provável que seja 8.2 a 8.5 milhões de sacas, em comparação com os 9,5 milhões previstos pelo USDA, a oferta limitada dos grãos prémio irá manter o mercado volátil. E como torrefadores dos EUA e Europa têm "bastante maxed para fora suas misturas já", apesar de recorrer a variedades mais baratas, os cafés da arábica devem manter um elevado prêmio sobre a variedade robusta mais amargo na temporada adiante. Mas daqui para frente, Ganes-Chase disse que sua visão é "com os ursos", como o consumo, mesmo subindo no maior produtor do mundo Brasil - o que ela espera a ultrapassar os EUA como o maior consumidor em dois anos - parece improvável que um temperamento muito tempo prazo aumento da oferta mundial. "Eu não acho que isso terá impacto sobre os preços se eles estão produzindo mais de 60 milhões de sacas e capaz de acomodá-lo, além de uso no mundo", disse ela. "O pêndulo deve oscilar de volta para o outro lado."
domingo, 7 de agosto de 2011
Greenspan adverte que mais turbulência está por vir
NALU FERNANDES - Agencia Estado
WASHINGTON - Alan Greenspan, ex-presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central americano), advertiu que o rebaixamento da classificação da dívida dos Estados Unidos pela Standard & Poor''s significa mais problemas para os mercados financeiros. "Considerando o fôlego com o qual o mercado caiu ao longo da última semana, é muito improvável, se a história pode servir de guia, que isso não irá levar um tempo até se estabilizar", disse o ex-chairman, em entrevista ao programa "Meet the Press", da rede NBC. "A reação inicial, na minha avaliação, vai ser negativa", afirmou.
Segundo a Dow Jones, Greenspan não está prevendo um duplo mergulho dos EUA na recessão, mas espera desaceleração.
Ele acrescentou que o mercado acionário de Israel, um dos poucos a estarem abertos, "afundou" hoje, mas disse que é difícil determinar se a causa havia sido o rebaixamento ou protestos amplos contra o alto preço ao consumidor em Israel.
Greenspan disse que há "zero probabilidade" de que os EUA deem o calote nas suas obrigações, mas acrescentou que a decisão da S&P "atingiu a autoestima dos Estados Unidos, a alma... Está tendo um efeito muito mais profundo do que eu imaginei que poderia ocorrer". As informações são da Dow Jones.
WASHINGTON - Alan Greenspan, ex-presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central americano), advertiu que o rebaixamento da classificação da dívida dos Estados Unidos pela Standard & Poor''s significa mais problemas para os mercados financeiros. "Considerando o fôlego com o qual o mercado caiu ao longo da última semana, é muito improvável, se a história pode servir de guia, que isso não irá levar um tempo até se estabilizar", disse o ex-chairman, em entrevista ao programa "Meet the Press", da rede NBC. "A reação inicial, na minha avaliação, vai ser negativa", afirmou.
Segundo a Dow Jones, Greenspan não está prevendo um duplo mergulho dos EUA na recessão, mas espera desaceleração.
Ele acrescentou que o mercado acionário de Israel, um dos poucos a estarem abertos, "afundou" hoje, mas disse que é difícil determinar se a causa havia sido o rebaixamento ou protestos amplos contra o alto preço ao consumidor em Israel.
Greenspan disse que há "zero probabilidade" de que os EUA deem o calote nas suas obrigações, mas acrescentou que a decisão da S&P "atingiu a autoestima dos Estados Unidos, a alma... Está tendo um efeito muito mais profundo do que eu imaginei que poderia ocorrer". As informações são da Dow Jones.
Café reflete cenário técnico e fundamental e sobe na ICE
Café reflete cenário técnico e fundamental e sobe na ICE
Os contratos futuros de café arábica negociados na ICE Futures US encerraram a sessão desta sexta-feira com altas, em uma sessão caracterizada por uma forte volatilidade e por muitos negócios, superando a média da bolsa nova-iorquina. Na primeira parte do dia, os preços conseguiram aferir fortes ganhos, com a percepção de que o mercado se recuperaria, até com facilidade, da retração observada na quinta-feira. No entanto, fundos e especuladores inverteram de mão e liquidaram, com as cotações chegando a bater em níveis de baixa. Mas, ao final do dia, com algumas recompras, o grão ficou com altas, ainda que relativamente modestas. Operadores indicaram que o mercado, mais uma vez, viveu ao sabor dos temores com a economia internacional, que mais uma vez pressionou bolsas de valores e o segmento de commodities. Mas, na parte da tarde, a pressão no mercado ficou menos intensa e isso permitiu a alguns setores, como o de café, até subir. Fundamentalmente, a questão climática no Brasil voltou a afetar os players. Um operador destacou que os ganhos fortes da manhã estiveram, em grande parte, atrelados ao frio no centro-sul do Brasil que gerou, inclusive, algumas geadas. No sul de Minas, maior área cafeeira do Brasil, a Cooxupé detectou geadas em vários pontos, principalmente em regiões de baixada em cidades como Botelhos e Campestre. Agrônomos dessa cooperativa apontam que a geada devera trazer perdas as lavouras de café, mas ainda é cedo para calcular a intensidade dessa quebra. Em Poços de Caldas, alguns pontos chegaram a registrar - 3,5º C. No encerramento do dia, o setembro em Nova Iorque teve alta de 215 pontos com 238,00 centavos, sendo a máxima em 247,70 e a mínima em 233,50 centavos por libra, com o dezembro registrando oscilação positiva de 215 pontos, com a libra a 241,90 centavos, sendo a máxima em 251,20 e a mínima em 237,35 centavos por libra. Na Euronext/Liffe, em Londres, a posição setembro registrou alta de 17 dólares, com 2.062 dólares por tonelada, com o novembro tendo valorização de 19 dólares, com 2.095 dólares por tonelada. De acordo com analistas internacionais, o dia foi marcado por boas altas na manhã e uma reversão, com perdas chegando a ser reportadas, até um final de sessão com ganhos modestos. O mercado, segundo os analistas, o mercado vinha se mostrando dentro de um padrão de consolidação, depois de várias semanas de pressão baixista, que passou a ser observada a partir da máxima de 3 de maio. No entanto, as ações desta sexta-feira foram marcadas pela volatilidade, com ganhos expressivos e o retorno dos baixistas. Nas mínimas, o mercado bateu nos menores patamares desde janeiro. Dave Toth, diretor técnico da R. J. O'Brien, em Chicago, indicou que o rompimento do nível de 237,20 centavos abriu umas preocupação entre os players, já que uma nova onda de liquidação poderia ser iniciada. No entanto, tal fato não se efetivou, já que recompras passaram a ser observadas nas mínimas, o que permitiu, inclusive, o fechamento em alta. Segundo o especialista, a baixa de 237,20 representa um ponto chave importante nos gráficos, sendo o nível tocado em 28 de julho. No lado positivo, Toth apontou que o "patamar de 248,00 centavos é fundamental para um mercado que quer se recuperar e que deve abrir espaço para testar níveis acima de 248,50 centavos, que, no longo prazo, se mostra uma linha importante de divisão para um tendência de baixa", disse. Para o especialista, o mercado pode ampliar sua pressão vendedora. "Analisando a magnitude do rally do ano passado a possibilidade de uma liquidação seria extrema", sustentou. Toth sustentou que diversos setores de commodities estão sendo afetados pelo temor generalizado do mercado e o segmento soft não é diferente. Questionado sobre o que indicaria aos traders, Toth é claro: "não esteja comprado". Para ele, a tendência do mercado é flutuar num range entre 235,00 e 245,00 centavos, sendo que efetuar algumas aquisições abaixo desse nível poderia ser um lance de risco, mas com possíveis resultados positivos. Os estoques certificados de café na bolsa de Nova Iorque mantiveram-se estáveis em 1.525.063 sacas. O volume negociado no dia na ICE Futures US foi estimado em 48.092 lotes, com as opções tendo 5.483 calls e 2.519 puts. Tecnicamente, o setembro na ICE Futures US tem uma resistência em 247,70, 248,00, 248,50, 249,00, 249,50, 249,90-250,00, 250,50, 251,00, 251,50, 252,00, 252,50 e 253,00 centavos de dólar por libra peso, com o suporte em 233,50, 233,00, 232,50, 232,00, 231,50, 231,00, 230,50, 230,10-230,00, 229,50, 229,00 e 228,50 centavos por libra.
Os contratos futuros de café arábica negociados na ICE Futures US encerraram a sessão desta sexta-feira com altas, em uma sessão caracterizada por uma forte volatilidade e por muitos negócios, superando a média da bolsa nova-iorquina. Na primeira parte do dia, os preços conseguiram aferir fortes ganhos, com a percepção de que o mercado se recuperaria, até com facilidade, da retração observada na quinta-feira. No entanto, fundos e especuladores inverteram de mão e liquidaram, com as cotações chegando a bater em níveis de baixa. Mas, ao final do dia, com algumas recompras, o grão ficou com altas, ainda que relativamente modestas. Operadores indicaram que o mercado, mais uma vez, viveu ao sabor dos temores com a economia internacional, que mais uma vez pressionou bolsas de valores e o segmento de commodities. Mas, na parte da tarde, a pressão no mercado ficou menos intensa e isso permitiu a alguns setores, como o de café, até subir. Fundamentalmente, a questão climática no Brasil voltou a afetar os players. Um operador destacou que os ganhos fortes da manhã estiveram, em grande parte, atrelados ao frio no centro-sul do Brasil que gerou, inclusive, algumas geadas. No sul de Minas, maior área cafeeira do Brasil, a Cooxupé detectou geadas em vários pontos, principalmente em regiões de baixada em cidades como Botelhos e Campestre. Agrônomos dessa cooperativa apontam que a geada devera trazer perdas as lavouras de café, mas ainda é cedo para calcular a intensidade dessa quebra. Em Poços de Caldas, alguns pontos chegaram a registrar - 3,5º C. No encerramento do dia, o setembro em Nova Iorque teve alta de 215 pontos com 238,00 centavos, sendo a máxima em 247,70 e a mínima em 233,50 centavos por libra, com o dezembro registrando oscilação positiva de 215 pontos, com a libra a 241,90 centavos, sendo a máxima em 251,20 e a mínima em 237,35 centavos por libra. Na Euronext/Liffe, em Londres, a posição setembro registrou alta de 17 dólares, com 2.062 dólares por tonelada, com o novembro tendo valorização de 19 dólares, com 2.095 dólares por tonelada. De acordo com analistas internacionais, o dia foi marcado por boas altas na manhã e uma reversão, com perdas chegando a ser reportadas, até um final de sessão com ganhos modestos. O mercado, segundo os analistas, o mercado vinha se mostrando dentro de um padrão de consolidação, depois de várias semanas de pressão baixista, que passou a ser observada a partir da máxima de 3 de maio. No entanto, as ações desta sexta-feira foram marcadas pela volatilidade, com ganhos expressivos e o retorno dos baixistas. Nas mínimas, o mercado bateu nos menores patamares desde janeiro. Dave Toth, diretor técnico da R. J. O'Brien, em Chicago, indicou que o rompimento do nível de 237,20 centavos abriu umas preocupação entre os players, já que uma nova onda de liquidação poderia ser iniciada. No entanto, tal fato não se efetivou, já que recompras passaram a ser observadas nas mínimas, o que permitiu, inclusive, o fechamento em alta. Segundo o especialista, a baixa de 237,20 representa um ponto chave importante nos gráficos, sendo o nível tocado em 28 de julho. No lado positivo, Toth apontou que o "patamar de 248,00 centavos é fundamental para um mercado que quer se recuperar e que deve abrir espaço para testar níveis acima de 248,50 centavos, que, no longo prazo, se mostra uma linha importante de divisão para um tendência de baixa", disse. Para o especialista, o mercado pode ampliar sua pressão vendedora. "Analisando a magnitude do rally do ano passado a possibilidade de uma liquidação seria extrema", sustentou. Toth sustentou que diversos setores de commodities estão sendo afetados pelo temor generalizado do mercado e o segmento soft não é diferente. Questionado sobre o que indicaria aos traders, Toth é claro: "não esteja comprado". Para ele, a tendência do mercado é flutuar num range entre 235,00 e 245,00 centavos, sendo que efetuar algumas aquisições abaixo desse nível poderia ser um lance de risco, mas com possíveis resultados positivos. Os estoques certificados de café na bolsa de Nova Iorque mantiveram-se estáveis em 1.525.063 sacas. O volume negociado no dia na ICE Futures US foi estimado em 48.092 lotes, com as opções tendo 5.483 calls e 2.519 puts. Tecnicamente, o setembro na ICE Futures US tem uma resistência em 247,70, 248,00, 248,50, 249,00, 249,50, 249,90-250,00, 250,50, 251,00, 251,50, 252,00, 252,50 e 253,00 centavos de dólar por libra peso, com o suporte em 233,50, 233,00, 232,50, 232,00, 231,50, 231,00, 230,50, 230,10-230,00, 229,50, 229,00 e 228,50 centavos por libra.
sexta-feira, 5 de agosto de 2011
QE3
WASHINGTON (Dow Jones)--
By Luca Di Leo
A slightly rosier U.S. jobs picture relieves pressure
on the Federal Reserve to take immediate bold steps to spur the economy, such
as embarking on a third round of bond purchases, dubbed QE3.
Still, Fed watchers believe the weakness seen in the economy recently could
lead the U.S. central bank to take a small step as early as next week to try to
ease credit further.
"The job gains take a bit of the pressure off the Fed to act quickly," said
Randall Kroszner, a Fed board member until January 2009 who now teaches at the
University of Chicago Booth School of Business. "I don't see the foundation for
QE3 yet," he added.
Payrolls rose by more than anticipated in July and the unemployment rate
ticked down to 9.1%, the jobs report showed Friday, providing hope the U.S. can
avoid a recession. In recent days, fears that a new downturn could hit the U.S.
only two years after the one that followed the financial crisis has hit stocks
and added to pressure on policymakers to act.
The Fed, however, is wary of pulling the trigger too quickly on a new round
of bond buys to boost the economy and jobs. To do so, it wants to see prices
come down first. The most recent $600 billion purchases of U.S. Treasurys,
which ended in June, has brought most measures of inflation above 2.0%, a bit
above the Fed's comfort zone.
Donald Kohn, the Fed's No. 2 official until September 2010, said in an
interview this week that the central bank should consider a third round of bond
purchases only if inflation is coming down. While the Fed waits to see if the
weak U.S. economy will need QE3, Kohn listed other less potent options that may
ease credit further, even with interest rates already close to zero.
Some moves may be tried as early as Aug. 9, when the Federal Open Market
Committee meets to discuss policy, especially if more signs of economic
weakness emerge. The Dow Jones Industrial Average tumbled 512 points on
Thursday, its biggest point drop since Dec. 1, 2008. After opening higher on
the back of the positive jobs report, the stock market index was recently down
15 points in a volatile session.
One option would be for the Fed to state more clearly that its balance sheet,
which has ballooned as the central bank bought bonds, will remain big for a
long time. Another would be to lengthen the maturity of its Treasury holdings
to help keep borrowing rates low.
A third option would be to signal that rates will remain at a record low for
even longer than what is currently believed. Since 2008, the Fed has been
saying that it is likely to keep rates near zero for an "extended period."
Officials and market participants generally view that as meaning at least
several months.
Economists at Goldman Sachs said in a note Friday they expect the Fed to
expand the scope of their "extended period" language to cover not just the
exceptionally low level of short-term interest rates, but also the
exceptionally large balance sheet.
"It may not provide a big direct stimulus, but it would be a modest easing of
policy," Michael Feroli, economist at J.P. Morgan, said of the Fed's possible
move to give more guidance on its portfolio.
(Luca Di Leo, a special writer with Dow Jones Newswires, has been reporting
on global economic trends since 2000. A former European economics reporter and
Rome bureau chief, he now focuses on the U.S. economy and Federal Reserve. He
can be reached at 202-862-6682 or via email at luca.dileo@dowjones.com)
By Luca Di Leo
A slightly rosier U.S. jobs picture relieves pressure
on the Federal Reserve to take immediate bold steps to spur the economy, such
as embarking on a third round of bond purchases, dubbed QE3.
Still, Fed watchers believe the weakness seen in the economy recently could
lead the U.S. central bank to take a small step as early as next week to try to
ease credit further.
"The job gains take a bit of the pressure off the Fed to act quickly," said
Randall Kroszner, a Fed board member until January 2009 who now teaches at the
University of Chicago Booth School of Business. "I don't see the foundation for
QE3 yet," he added.
Payrolls rose by more than anticipated in July and the unemployment rate
ticked down to 9.1%, the jobs report showed Friday, providing hope the U.S. can
avoid a recession. In recent days, fears that a new downturn could hit the U.S.
only two years after the one that followed the financial crisis has hit stocks
and added to pressure on policymakers to act.
The Fed, however, is wary of pulling the trigger too quickly on a new round
of bond buys to boost the economy and jobs. To do so, it wants to see prices
come down first. The most recent $600 billion purchases of U.S. Treasurys,
which ended in June, has brought most measures of inflation above 2.0%, a bit
above the Fed's comfort zone.
Donald Kohn, the Fed's No. 2 official until September 2010, said in an
interview this week that the central bank should consider a third round of bond
purchases only if inflation is coming down. While the Fed waits to see if the
weak U.S. economy will need QE3, Kohn listed other less potent options that may
ease credit further, even with interest rates already close to zero.
Some moves may be tried as early as Aug. 9, when the Federal Open Market
Committee meets to discuss policy, especially if more signs of economic
weakness emerge. The Dow Jones Industrial Average tumbled 512 points on
Thursday, its biggest point drop since Dec. 1, 2008. After opening higher on
the back of the positive jobs report, the stock market index was recently down
15 points in a volatile session.
One option would be for the Fed to state more clearly that its balance sheet,
which has ballooned as the central bank bought bonds, will remain big for a
long time. Another would be to lengthen the maturity of its Treasury holdings
to help keep borrowing rates low.
A third option would be to signal that rates will remain at a record low for
even longer than what is currently believed. Since 2008, the Fed has been
saying that it is likely to keep rates near zero for an "extended period."
Officials and market participants generally view that as meaning at least
several months.
Economists at Goldman Sachs said in a note Friday they expect the Fed to
expand the scope of their "extended period" language to cover not just the
exceptionally low level of short-term interest rates, but also the
exceptionally large balance sheet.
"It may not provide a big direct stimulus, but it would be a modest easing of
policy," Michael Feroli, economist at J.P. Morgan, said of the Fed's possible
move to give more guidance on its portfolio.
(Luca Di Leo, a special writer with Dow Jones Newswires, has been reporting
on global economic trends since 2000. A former European economics reporter and
Rome bureau chief, he now focuses on the U.S. economy and Federal Reserve. He
can be reached at 202-862-6682 or via email at luca.dileo@dowjones.com)
quinta-feira, 4 de agosto de 2011
Devido a forças ocultas
o cafezinho estara fora do AR.
Peço desculpas aos leitores e me ponhoa disposiçao pelo email.
Wagner Pimentel
Peço desculpas aos leitores e me ponhoa disposiçao pelo email.
Wagner Pimentel
terça-feira, 2 de agosto de 2011
Boletim Diario do cafe HENCORP
OfechamentodocaféarábicaBMFparaovencimentoSet/11foiaUS$317,05com1,15dealta,totalizandoumvolumede864contratos.SaiuspreaddeSet/Dezde-0,50a-0,30.ObservamosarbitragensdeSet/Setentre-1,50a-0,50;Set/Dezentre-6,00a-5,00.OmercadodecafénaBM&Ftrabalhouodiasemmuitasoscilações,comrecompraporpartedefundosnomeiodopregão,mascomoacabounãodandosequência,encontramosumpoucoderealizaçãodecomprados.ComoanúnciodoacordonosEUA,osmercadosdecommoditiestrabalharamodiacomumalevealta.
Omercadofísicotrabalhouodiatendoumamelhoranasofertas,mascompoucosnegócios.Oscaféssafra11/12terminaramodiavalendoR$440,00aR$445,00paracafécom15%decatação,eR$433,00aR$438,00paracaféscom20%decatação(Varginha/MG),comlevequedaemrelaçãoaodiaanterior.ParaocafécerejadescascadosaiunegóciodeR$460,00aR$480,00naregiãodaMatadeMinas.
OmercadodecaféparaovencimentoSetembro/11encerroucotadoa241,35,com180pontosdealta,erangeentre239,70e243,70.Semgrandeoscilação,acotaçãodocafénestasegunda-feiratrabalhoudandocontinuidadeaomovimentoassistidonaúltimasessão,quando,numrangede400pontos,atuoupredominantementeemtendênciadealta.Abrindocomlevegap,comprasemescalalevaramogrãoinicialmenteasuamáximadodiaa243,70,quandoentãoacompanhavacertotomotimistadosmercados,umavezqueosEUAderamumfimparcialasuacriseeconômica.Semdarcontinuidadeatalmovimento,aexpressivaviradadoeurofrenteaodólarpressionouacommodity,quandoentãovoltouatrabalharpertodeseuprincipalsuportede240,00,perfazendoamínimade239,70.Nesteponto,comcomprasemescala,ocafévoltouaseapreciar,fechandoodiacomtímidomovimentoa241,35.OvolumederolagemSep/Decrepresentoucertade30%dovolumetotal,oscilandoduranteodiaentre-3,40a-4,15.Asmédiasmóveisde40,100e200diasestãocompreendidasem255,60/269,80e249,00respectivamente.DeacordocomaCecafé,osembarquesdejulho(entreosdias01e29)somam1.791.598sacas,umavariaçãopositivade11,9%emrelaçãoaomesmoperíododomêsanterior.OcaféLondresSetembro/11encerroucotadoa2102,com10pontosdealta,numrangede2085e2114
Omercadofísicotrabalhouodiatendoumamelhoranasofertas,mascompoucosnegócios.Oscaféssafra11/12terminaramodiavalendoR$440,00aR$445,00paracafécom15%decatação,eR$433,00aR$438,00paracaféscom20%decatação(Varginha/MG),comlevequedaemrelaçãoaodiaanterior.ParaocafécerejadescascadosaiunegóciodeR$460,00aR$480,00naregiãodaMatadeMinas.
OmercadodecaféparaovencimentoSetembro/11encerroucotadoa241,35,com180pontosdealta,erangeentre239,70e243,70.Semgrandeoscilação,acotaçãodocafénestasegunda-feiratrabalhoudandocontinuidadeaomovimentoassistidonaúltimasessão,quando,numrangede400pontos,atuoupredominantementeemtendênciadealta.Abrindocomlevegap,comprasemescalalevaramogrãoinicialmenteasuamáximadodiaa243,70,quandoentãoacompanhavacertotomotimistadosmercados,umavezqueosEUAderamumfimparcialasuacriseeconômica.Semdarcontinuidadeatalmovimento,aexpressivaviradadoeurofrenteaodólarpressionouacommodity,quandoentãovoltouatrabalharpertodeseuprincipalsuportede240,00,perfazendoamínimade239,70.Nesteponto,comcomprasemescala,ocafévoltouaseapreciar,fechandoodiacomtímidomovimentoa241,35.OvolumederolagemSep/Decrepresentoucertade30%dovolumetotal,oscilandoduranteodiaentre-3,40a-4,15.Asmédiasmóveisde40,100e200diasestãocompreendidasem255,60/269,80e249,00respectivamente.DeacordocomaCecafé,osembarquesdejulho(entreosdias01e29)somam1.791.598sacas,umavariaçãopositivade11,9%emrelaçãoaomesmoperíododomêsanterior.OcaféLondresSetembro/11encerroucotadoa2102,com10pontosdealta,numrangede2085e2114
domingo, 31 de julho de 2011
Consolidação
Consolidação
O mercado do café esta semana teve uma variação entre uma mínima de 237,20 e uma máxima de 247,35 cents de dólar por libra peso.
Um mercado com muita volatilidade e difícil de trabalhar durante a semana.
No mercado físico o que tem se notado que as grandes casas não estão mostrando interesse de fazer grandes aquisições, comprando da Mao para boca e os produtores por sua vez também não querendo fazer grandes vendas acreditando que o mercado pode ser melhor começam um jogo de gato e rato onde o vendedor tem que vender e comprador têm que comprar, ou seja, sem grandes ganhadores.
Para o produtor o mercado ainda se mostra com bom retorno financeiro mesmo o mercado tendo feito uma correção grande desde maio de 2011, o que o produtor sempre tem que levar em consideração.
No campo da macro economia uma semana e um fim de semana agitado onde o olho do mundo inteiro se volta para Washington D.C, qual será o acordo firmado para que os EUA possam pagar o cartão de credito com o cheque especial e qual será a taxa de juro que pagara para o mercado. Com uma divida humanamente impagável a pergunta não seria se teremos default ou calote, mas sim quando ele virá, pois a divida realmente não tem solução, espero que já tenha partido desta para uma melhor quando isto acontecer não gostaria de viver este momento tenso.
Mesmo em caso de não termos acordo imediato entre os poderosos do mundo não acredito em calote, mas um simples rebaixamento pelas agencias de rating da nota dos EUA seria um desastre. Os grandes fundos que são o que dão sustentação a todas as bolsas do mundo inclusive a do café, e os maiores detentores dos títulos americanos, usam os títulos do governo como garantia e margem para manter suas posições nas bolsas, ou seja, suas garantias não teriam mais o mesmo valor e teriam que se desfazer de uma fez de suas posições, pois as garantias não mais valeriam, portanto seria um grande colapso nas bolsas, não teria dinheiro nem investidores necessários para comprar tudo que estaria à venda, realmente o fim do mundo.
Com todos estes problemas o café se resistiu bem na semana e mesmo fazendo novo fundo o mercado não se mostrou vendedor e na Sexta feira fechou com pequenos ganhos, ao contrário de outras commodities que fecharam com grandes baixas, pode querer dizer que um pull back até as medias não estaria descartado e vamos prestar atenção neste aspecto, pois poderemos ter um trade na ponta compradora, temos indicadores como MACD estocástico e IFR dando reforço a esta teoria, o trade na ponta vendedora foi desfeito na sexta ultima e nova posição será feita na compra se romper com volume 244,00 ou venda se romper 237,20 com volume, o momento é de assistir os poderosos tomar suas decisões, mas se mercado fizer esta correção para as medias teremos alvo para 255,00 na Ice, e o produtor que esta afastado das vendas deveria abrir suas baterias e realizar algum café com preços melhores. O final do contrato de setembro, o contrato mais liquido da bolsa, tem como data base dia 23 agosto de 2011, data onde os participantes do mercado recebem a intimação se vão entregar a mercadoria ou se desfazer das posições, e as opções para 12 de agosto. Estas posições já estão adiantadas e deveremos ter um rali depois de que as posições sejam trocadas, e os últimos ralis que tivemos para o fechamento do contrato de maio e julho foram para baixo e saímos de 311,00 para o fundo desta semana em 317,20, portanto se tivermos esta correção pode realmente ser uma boa fixar alguma coisa de café.
Os fundos segundo a CFTC diluíram suas posições segundo seu ultimo relatório que sai todas as sextas feiras, diminuíram em 2.016 lotes tendo agora 6.781 lotes comprados o que é muito baixo para um rali para cima, vamos ficar atentos.
Uma boa semana a todos e bons negócios.
Wagner Pimentel
WWW.cafezinhocomamigos.blogspot.com
O mercado do café esta semana teve uma variação entre uma mínima de 237,20 e uma máxima de 247,35 cents de dólar por libra peso.
Um mercado com muita volatilidade e difícil de trabalhar durante a semana.
No mercado físico o que tem se notado que as grandes casas não estão mostrando interesse de fazer grandes aquisições, comprando da Mao para boca e os produtores por sua vez também não querendo fazer grandes vendas acreditando que o mercado pode ser melhor começam um jogo de gato e rato onde o vendedor tem que vender e comprador têm que comprar, ou seja, sem grandes ganhadores.
Para o produtor o mercado ainda se mostra com bom retorno financeiro mesmo o mercado tendo feito uma correção grande desde maio de 2011, o que o produtor sempre tem que levar em consideração.
No campo da macro economia uma semana e um fim de semana agitado onde o olho do mundo inteiro se volta para Washington D.C, qual será o acordo firmado para que os EUA possam pagar o cartão de credito com o cheque especial e qual será a taxa de juro que pagara para o mercado. Com uma divida humanamente impagável a pergunta não seria se teremos default ou calote, mas sim quando ele virá, pois a divida realmente não tem solução, espero que já tenha partido desta para uma melhor quando isto acontecer não gostaria de viver este momento tenso.
Mesmo em caso de não termos acordo imediato entre os poderosos do mundo não acredito em calote, mas um simples rebaixamento pelas agencias de rating da nota dos EUA seria um desastre. Os grandes fundos que são o que dão sustentação a todas as bolsas do mundo inclusive a do café, e os maiores detentores dos títulos americanos, usam os títulos do governo como garantia e margem para manter suas posições nas bolsas, ou seja, suas garantias não teriam mais o mesmo valor e teriam que se desfazer de uma fez de suas posições, pois as garantias não mais valeriam, portanto seria um grande colapso nas bolsas, não teria dinheiro nem investidores necessários para comprar tudo que estaria à venda, realmente o fim do mundo.
Com todos estes problemas o café se resistiu bem na semana e mesmo fazendo novo fundo o mercado não se mostrou vendedor e na Sexta feira fechou com pequenos ganhos, ao contrário de outras commodities que fecharam com grandes baixas, pode querer dizer que um pull back até as medias não estaria descartado e vamos prestar atenção neste aspecto, pois poderemos ter um trade na ponta compradora, temos indicadores como MACD estocástico e IFR dando reforço a esta teoria, o trade na ponta vendedora foi desfeito na sexta ultima e nova posição será feita na compra se romper com volume 244,00 ou venda se romper 237,20 com volume, o momento é de assistir os poderosos tomar suas decisões, mas se mercado fizer esta correção para as medias teremos alvo para 255,00 na Ice, e o produtor que esta afastado das vendas deveria abrir suas baterias e realizar algum café com preços melhores. O final do contrato de setembro, o contrato mais liquido da bolsa, tem como data base dia 23 agosto de 2011, data onde os participantes do mercado recebem a intimação se vão entregar a mercadoria ou se desfazer das posições, e as opções para 12 de agosto. Estas posições já estão adiantadas e deveremos ter um rali depois de que as posições sejam trocadas, e os últimos ralis que tivemos para o fechamento do contrato de maio e julho foram para baixo e saímos de 311,00 para o fundo desta semana em 317,20, portanto se tivermos esta correção pode realmente ser uma boa fixar alguma coisa de café.
Os fundos segundo a CFTC diluíram suas posições segundo seu ultimo relatório que sai todas as sextas feiras, diminuíram em 2.016 lotes tendo agora 6.781 lotes comprados o que é muito baixo para um rali para cima, vamos ficar atentos.
Uma boa semana a todos e bons negócios.
Wagner Pimentel
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