Governo pede a bancos oficiais corte de crédito para usina só de açúcar
Abastecimento: Ação faz parte de um pacote de medidas para estimular a oferta de etanol e estabilizar seus preços
O governo vai endurecer as relações com os usineiros. A ideia é implantar medidas para estimular o mercado de etanol em detrimento da produção de açúcar, para garantir o abastecimento do combustível nas bombas.Uma das ações mais severas a ser adotada está ligada ao financiamento bancário oferecido a usinas produtoras de açúcar. A decisão é que bancos públicos federais, como BNDES, Banco do Brasil e Banco do Nordeste (BNB), ofereçam condições menos vantajosas para financiar a produção de açúcar, limitando os recursos a esses usineiros. "Estamos instruindo os bancos oficiais a reduzir o empréstimo de dinheiro para as usinas que produzam só açúcar", disse ao Valor o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão.
Parte da decisão já está em curso. O governo criou uma linha de crédito de R$ 1 milhão por beneficiário para produtores independentes de cana-de-açúcar por quatro safras. Em breve, também anunciará uma linha do BNDES para financiar destilarias de etanol.
Um grupo interministerial já foi formado para analisar e conduzir as ações. O time envolve os ministérios de Minas e Energia, Fazenda, Agricultura, Desenvolvimento, Indústria e Comércio e Ciência e Tecnologia. Esse grupo tem realizado reuniões frequentes com distribuidores para discutir o assunto.
Lobão afirmou que o governo considera taxar as exportações de açúcar para garantir o fornecimento de etanol. "Nós vamos, se for necessário, instituir o imposto sobre a exportação de açúcar", comentou. "Com o preço elevado no exterior, todos priorizam a produção do açúcar em vez do etanol. Precisamos ter a garantia da oferta e agiremos para isso."
As medidas de proteção à produção do etanol também envolvem a Petrobras Biocombustíveis. "Nós já instruímos a Petrobras a elevar a sua produção, que hoje é de 5%, para até 12% do mercado nacional. Não estamos brincando em serviço", afirmou.
Em abril, conforme adiantou o Valor, o governo passou a responsabilidade do controle e fiscalização da cadeia produtiva do etanol para a Agência Nacional do Petróleo (ANP). Com a decisão, o produto passou a ser tratado como combustível estratégico, e não mais como um mero derivado da produção agrícola. Até o fim de julho, a ANP deve publicar a regulação do setor de etanol.
O principal ponto a ser divulgado será a resolução sobre os contratos de etanol anidro (que é misturado à gasolina) entre distribuidoras e as usinas. A intenção é que as duas partes estabeleçam contratos de longo prazo que, para a agência, se referem a um ano de duração, para garantir o abastecimento do anidro na entressafra sucroalcooleira, que tem seu pico entre fevereiro e abril.
A demanda brasileira por etanol vai subir 161% entre 2011 e 2020, período em que a procura pelo combustível aumentará de 28 bilhões de litros para 73 bilhões de litros, prevê a Empresa de Pesquisa Energética (EPE). Os dados constam do Plano Decenal de Expansão da Energia 2020. A procura pelo combustível vai ser estimulada pelo aumento da frota de veículos, que saltará de 29,7 milhões em 2011 para 50,3 milhões em 2020.
Os automóveis flex, que funcionam com etanol e gasolina, já são 49% da frota de carros leves, mas saltará para 78% até 2020. Com isso, a demanda por etanol hidratado para abastecimento de veículos leves vai subir de 10,9 bilhões de litros este ano para 39,1 bilhões de litros em 2020, enquanto o consumo de etanol anidro - que é misturado à gasolina - vai cair de 8,2 bilhões de litros para 7,2 bilhões de litros no mesmo período.
Esta semana, ao comentar a oferta de etanol na próxima entressafra, que começa em dezembro e se estende até abril de 2012, o ministro Edison Lobão afirmou que o governo está prevendo "alguma dificuldade para o próximo ano". Segundo Lobão, a União não pretende reduzir a mistura de etanol na gasolina, atualmente em 25%, mas o ministro admitiu que, se for preciso, a medida poderá ser tomada.
sexta-feira, 10 de junho de 2011
Fazenda muda conceito de agricultura familiar
Fazenda muda conceito de agricultura familiar
O governo decidiu alterar o conceito de agricultura familiar para ampliar os benefícios oficiais ao segmento. O Ministério da Fazenda permitirá o enquadramento de famílias "com um ou dois membros" cujas atividades "não-agrícolas" sejam exercidas fora do estabelecimento rural. Hoje, a lei prevê que a mão de obra empregada na propriedade seja "predominantemente" da própria família.A medida para permitir a chamada "pluriatividade" foi anunciada ontem, em audiência no Senado, pelo secretário-adjunto de Política Econômica da Fazenda, Gilson Bittencourt. A alteração fará parte da reforma do Manual de Crédito Rural (MCR), antecipada pelo Valor em meados de maio. O MCR está em vigor há quase meio século. A última revisão das normas ocorreu em 1980.
O conceito de agricultura familiar inclui atualmente o limite de quatro módulos fiscais (20 a 400 hectares, segundo o município), maior parte da renda originada da propriedade, além de condução pessoal do negócio. "A simplificação das normas vai ajudar muito o pequeno produtor", disse Bittencourt aos senadores da Comissão de Agricultura.
O governo também resolveu alterar as regras do MCR para eliminar as "diversas limitações" que impedem hoje um agricultor familiar enquadrado em determinado grupo de acessar recursos destinados a outro conjunto de produtores. "O manual será uma única resolução e a partir daí será a principal, mas não a única, legislação para o crédito rural", afirmou o secretário-adjunto. "Hoje, é um depósito de todas normas, com resoluções, leis, circulares, um apanhado de 85% normas do crédito rural que são alteradas pelo CMN".
As alterações no MCR também limitarão o endividamento de produtores familiares em operações de custeio e investimento. Haverá limites específicos para risco assumido pelas instituições financeiras e o chamado "risco da União".
Hoje, a União tem operado mais com subsídios aos juros das operações e deixado de assumir riscos financeiros. Os bancos têm emprestados R$ 44 bilhões das chamadas exigibilidades, percentual dos depósitos à vista que são obrigados a emprestar ao setor rural. Hoje, as exigibilidades estão em 29%. Até o ano-safra 2014/15, voltará a 25%. "As operações hoje são a maioria de risco bancário, o que torna mais difícil novas renegociações de dívidas", disse Gilson Bittencourt. "Em qualquer intervenção do governo nesse processo, há necessidade de pagamento adicional".
O novo Plano de Safra 2011/12 prevê R$ 107 bilhões para a agricultura empresarial e outros R$ 16 bilhões aos produtores familiares. Nas novas regras, o governo incluirá tratamento especial a dois grupos de agricultores familiares: os assentados da reforma agrária e os agricultores de baixa renda. Haverá a unificação das linhas e dos prazos máximos de reembolso das diversas linhas de investimento.
O Pronaf Investimento será somado ao programa Mais Alimentos. O governo também estenderá aos familiares a renovação anual simplificada das operações de crédito para "agilizar e reduzir" os custos. "Na medida em que, a cada ano, o produtor vá pagando, o limite vá se abrindo e ele não precise trazer toda a documentação ao banco", afirmou Bittencourt.
O governo decidiu alterar o conceito de agricultura familiar para ampliar os benefícios oficiais ao segmento. O Ministério da Fazenda permitirá o enquadramento de famílias "com um ou dois membros" cujas atividades "não-agrícolas" sejam exercidas fora do estabelecimento rural. Hoje, a lei prevê que a mão de obra empregada na propriedade seja "predominantemente" da própria família.A medida para permitir a chamada "pluriatividade" foi anunciada ontem, em audiência no Senado, pelo secretário-adjunto de Política Econômica da Fazenda, Gilson Bittencourt. A alteração fará parte da reforma do Manual de Crédito Rural (MCR), antecipada pelo Valor em meados de maio. O MCR está em vigor há quase meio século. A última revisão das normas ocorreu em 1980.
O conceito de agricultura familiar inclui atualmente o limite de quatro módulos fiscais (20 a 400 hectares, segundo o município), maior parte da renda originada da propriedade, além de condução pessoal do negócio. "A simplificação das normas vai ajudar muito o pequeno produtor", disse Bittencourt aos senadores da Comissão de Agricultura.
O governo também resolveu alterar as regras do MCR para eliminar as "diversas limitações" que impedem hoje um agricultor familiar enquadrado em determinado grupo de acessar recursos destinados a outro conjunto de produtores. "O manual será uma única resolução e a partir daí será a principal, mas não a única, legislação para o crédito rural", afirmou o secretário-adjunto. "Hoje, é um depósito de todas normas, com resoluções, leis, circulares, um apanhado de 85% normas do crédito rural que são alteradas pelo CMN".
As alterações no MCR também limitarão o endividamento de produtores familiares em operações de custeio e investimento. Haverá limites específicos para risco assumido pelas instituições financeiras e o chamado "risco da União".
Hoje, a União tem operado mais com subsídios aos juros das operações e deixado de assumir riscos financeiros. Os bancos têm emprestados R$ 44 bilhões das chamadas exigibilidades, percentual dos depósitos à vista que são obrigados a emprestar ao setor rural. Hoje, as exigibilidades estão em 29%. Até o ano-safra 2014/15, voltará a 25%. "As operações hoje são a maioria de risco bancário, o que torna mais difícil novas renegociações de dívidas", disse Gilson Bittencourt. "Em qualquer intervenção do governo nesse processo, há necessidade de pagamento adicional".
O novo Plano de Safra 2011/12 prevê R$ 107 bilhões para a agricultura empresarial e outros R$ 16 bilhões aos produtores familiares. Nas novas regras, o governo incluirá tratamento especial a dois grupos de agricultores familiares: os assentados da reforma agrária e os agricultores de baixa renda. Haverá a unificação das linhas e dos prazos máximos de reembolso das diversas linhas de investimento.
O Pronaf Investimento será somado ao programa Mais Alimentos. O governo também estenderá aos familiares a renovação anual simplificada das operações de crédito para "agilizar e reduzir" os custos. "Na medida em que, a cada ano, o produtor vá pagando, o limite vá se abrindo e ele não precise trazer toda a documentação ao banco", afirmou Bittencourt.
Redução de 12% para 2% da alíquota interestadual do imposto trará perda de receita para oito estados
Redução de 12% para 2% da alíquota interestadual do imposto trará perda de receita para oito estados
As perdas de receita que os Estados tiverem com a redução das alíquotas do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) serão compensadas pela União por meio de um fundo de ressarcimento a ser criado. Fontes do Ministério da Fazenda informaram ao Valor que essa compensação deverá combinar a transferência direta de verbas da União para investimentos nos Estados com a concessão de estímulos regionais, por meio da redução ou eliminação de tributos federais incidentes sobre os projetos.
O modelo do fundo será apresentado pela Fazenda aos secretários de Finanças dos Estados na próxima reunião do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), no dia 8, em Curitiba. Cálculos da área econômica indicam que a redução de 12% para 2% da alíquota interestadual do ICMS trará perda de receita para São Paulo, Bahia, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Santa Catarina, Espírito Santo, Amazonas e Goiás. As simulações, ainda preliminares, foram feitas a partir da análise das notas fiscais eletrônicas das 27 unidades da Federação e consideraram os montantes que cada Estado pagou e recebeu do imposto em 12 meses.
O ICMS é o tributo de maior arrecadação no país, com R$ 270,7 bilhões em 2010. É também o principal instrumento usado pelos governos estaduais na atração de investimentos privados, no que se convencionou chamar de "guerra fiscal".
O Ministério da Fazenda encerrou nesta semana os encontros com governadores para apresentação da proposta de reforma do ICMS. A sugestão é reduzir de 12% para 2% a alíquota do ICMS interestadual entre 2012 e 2014. Em algumas situações, o percentual passará de 7% para 2%. Os governadores querem, no entanto, negociar um tempo maior para a transição e reduzir a alíquota de 12% para 4%. A proposta será avaliada pela equipe do ministro Guido Mantega, mas a Fazenda tentará manter a diretriz original de corte da alíquota para 2%.
Há outras reivindicações apresentadas pelos Estados como contrapartida à reforma do ICMS no Congresso. A principal é a mudança do indexador da dívida dos Estados, que hoje é o Índice Geral de Preços Disponibilidade Interna (IGP-DI) com adicional de juros de 6% a 7,5% ao ano. Os governadores reclamam que esses encargos são pesados e incompatíveis com a conjuntura econômica. A Fazenda aceita modificar os contratos das dívidas, desde que a alteração seja limitada ao indexador.
As perdas de receita que os Estados tiverem com a redução das alíquotas do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) serão compensadas pela União por meio de um fundo de ressarcimento a ser criado. Fontes do Ministério da Fazenda informaram ao Valor que essa compensação deverá combinar a transferência direta de verbas da União para investimentos nos Estados com a concessão de estímulos regionais, por meio da redução ou eliminação de tributos federais incidentes sobre os projetos.
O modelo do fundo será apresentado pela Fazenda aos secretários de Finanças dos Estados na próxima reunião do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), no dia 8, em Curitiba. Cálculos da área econômica indicam que a redução de 12% para 2% da alíquota interestadual do ICMS trará perda de receita para São Paulo, Bahia, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Santa Catarina, Espírito Santo, Amazonas e Goiás. As simulações, ainda preliminares, foram feitas a partir da análise das notas fiscais eletrônicas das 27 unidades da Federação e consideraram os montantes que cada Estado pagou e recebeu do imposto em 12 meses.
O ICMS é o tributo de maior arrecadação no país, com R$ 270,7 bilhões em 2010. É também o principal instrumento usado pelos governos estaduais na atração de investimentos privados, no que se convencionou chamar de "guerra fiscal".
O Ministério da Fazenda encerrou nesta semana os encontros com governadores para apresentação da proposta de reforma do ICMS. A sugestão é reduzir de 12% para 2% a alíquota do ICMS interestadual entre 2012 e 2014. Em algumas situações, o percentual passará de 7% para 2%. Os governadores querem, no entanto, negociar um tempo maior para a transição e reduzir a alíquota de 12% para 4%. A proposta será avaliada pela equipe do ministro Guido Mantega, mas a Fazenda tentará manter a diretriz original de corte da alíquota para 2%.
Há outras reivindicações apresentadas pelos Estados como contrapartida à reforma do ICMS no Congresso. A principal é a mudança do indexador da dívida dos Estados, que hoje é o Índice Geral de Preços Disponibilidade Interna (IGP-DI) com adicional de juros de 6% a 7,5% ao ano. Os governadores reclamam que esses encargos são pesados e incompatíveis com a conjuntura econômica. A Fazenda aceita modificar os contratos das dívidas, desde que a alteração seja limitada ao indexador.
Asian Coffee Prices Mostly Lower As Supply Concerns Ease
Asian Coffee Prices Mostly Lower As Supply Concerns Ease
Coffee prices in Asia were mostly lower in the week to
Friday as concerns about supply from major coffee-producing countries such as
Brazil and Colombia eased, but prices remain elevated due to strong global
demand.
Globally, arabica prices were higher, but in Asia they were more sticky.
Arabica coffee for July delivery on the IntercontinentalExchange settled at
$2.6680 a pound Thursday, up 2.1% from a week earlier but well off the
multi-year high of $3.0890/pound hit on May 2.
Some traders expect arabica futures to trade flat in the next few sessions
with resistance likely at $2.70/lb.
However, frost in Brazil could still hamper harvesting activities and might
push prices upward, cautioned a Singapore-based trader.
July robusta on the London International Financial Futures Exchange settled
lower, falling 0.4% over the week to close Thursday at $2,461 a metric ton amid
fears that roaster buying could slow in the coming months, as most roasters
have covered their needs for the period.
The volatility in coffee prices over the past few months has made purchasing
decisions very difficult, said a roaster in Singapore.
The roaster said he doesn't expect prices to come off quickly, however, as
global stocks are very tight and demand still remains strong in countries such
as Brazil, Vietnam and India, he said.
Prices are already quite high in major Asian coffee producing countries, with
premiums in top robusta supplier Vietnam quoted at around $30/ton to London's
September contract, and those in Indonesia, another key producer, quoted at
more than $100/ton to London's September contract, a second trader in Singapore
said.
Domestic prices in Vietnam have eased in the past week, with farm gate prices
hovering around VND50,200 a kilogram, down from VND51,000/kg a week earlier, as
some who have been holding stocks have parted with the beans, said a trading
executive at a leading coffee export house in Ho Chi Minh City.
However, prices could climb to VND60,000/kg in the coming months as there's
very little coffee left, he said.
Exports in June could fall by as much as 30% from a month earlier to around
80,000 metric tons, he said.
In India, Asia's third-largest producer, high quality arabica plantation bean
prices were steady around $6,300/ton, a trading executive in Bangalore said.
Traders aren't willing to sell at lower prices, he said.
However, robusta prices have eased slightly due to the fall in London
futures. Robusta cherry AB beans are quoted at $2,650/ton, down from $2,700/ton
a week earlier, the trader said.
Total Indian coffee shipments from Jan. 1-June 8 were estimated at 193,743
tons, up from 135,217 tons in the corresponding period last year, data from the
state-run Coffee Board showed Friday.
Exports may slow, however, as domestic consumption remains strong and the new
crop harvest won't likely start before December, he said.
Coffee prices in Asia were mostly lower in the week to
Friday as concerns about supply from major coffee-producing countries such as
Brazil and Colombia eased, but prices remain elevated due to strong global
demand.
Globally, arabica prices were higher, but in Asia they were more sticky.
Arabica coffee for July delivery on the IntercontinentalExchange settled at
$2.6680 a pound Thursday, up 2.1% from a week earlier but well off the
multi-year high of $3.0890/pound hit on May 2.
Some traders expect arabica futures to trade flat in the next few sessions
with resistance likely at $2.70/lb.
However, frost in Brazil could still hamper harvesting activities and might
push prices upward, cautioned a Singapore-based trader.
July robusta on the London International Financial Futures Exchange settled
lower, falling 0.4% over the week to close Thursday at $2,461 a metric ton amid
fears that roaster buying could slow in the coming months, as most roasters
have covered their needs for the period.
The volatility in coffee prices over the past few months has made purchasing
decisions very difficult, said a roaster in Singapore.
The roaster said he doesn't expect prices to come off quickly, however, as
global stocks are very tight and demand still remains strong in countries such
as Brazil, Vietnam and India, he said.
Prices are already quite high in major Asian coffee producing countries, with
premiums in top robusta supplier Vietnam quoted at around $30/ton to London's
September contract, and those in Indonesia, another key producer, quoted at
more than $100/ton to London's September contract, a second trader in Singapore
said.
Domestic prices in Vietnam have eased in the past week, with farm gate prices
hovering around VND50,200 a kilogram, down from VND51,000/kg a week earlier, as
some who have been holding stocks have parted with the beans, said a trading
executive at a leading coffee export house in Ho Chi Minh City.
However, prices could climb to VND60,000/kg in the coming months as there's
very little coffee left, he said.
Exports in June could fall by as much as 30% from a month earlier to around
80,000 metric tons, he said.
In India, Asia's third-largest producer, high quality arabica plantation bean
prices were steady around $6,300/ton, a trading executive in Bangalore said.
Traders aren't willing to sell at lower prices, he said.
However, robusta prices have eased slightly due to the fall in London
futures. Robusta cherry AB beans are quoted at $2,650/ton, down from $2,700/ton
a week earlier, the trader said.
Total Indian coffee shipments from Jan. 1-June 8 were estimated at 193,743
tons, up from 135,217 tons in the corresponding period last year, data from the
state-run Coffee Board showed Friday.
Exports may slow, however, as domestic consumption remains strong and the new
crop harvest won't likely start before December, he said.
Café na ICE tem novas correções e volta a fechar com ganhos
Café na ICE tem novas correções e volta a fechar com ganhos
Os contratos futuros de café arábica negociados na ICE Futures US encerraram esta quinta-feira com altas, em um dia caracterizado pela continuidade dos ganhos da sessão anterior, o que permitiu que a posição julho ficasse ainda mais distante do seu mais recente suporte, localizado na área de 253,30 centavos. Compras de especuladores e de fundos deram sustentação aos ganhos, que foram efetivamente técnicos. O mercado tem uma preocupação com a questão do clima no Brasil, mas tal fator ainda não produz ações mais efetivas de compra ou de venda. As zonas produtoras do centro-sul do Brasil registram, nos últimos dias, temperaturas baixas, sem, contudo, a ocorrência de geadas, ao passo que chuvas foram registradas nesta semana em áreas produtoras, fato que pode trazer problemas para a colheita e também para a secagem dos grãos.
No encerramento do dia, o julho em Nova Iorque teve alta de 295 pontos com 266,80 centavos, sendo a máxima em 268,70 e a mínima em 264,40 centavos por libra, com o setembro registrando oscilação positiva de 335 pontos, com a libra a 269,85 centavos, sendo a máxima em 271,60 e a mínima em 266,70 centavos por libra. Na Euronext/Liffe, em Londres, a posição julho registrou alta de 17 dólares, com 2.461 dólares por tonelada, com o setembro tendo valorização de 16 dólares, com 2.507 dólares por tonelada.
De acordo com analistas internacionais, as cotações fecharam esta quinta-feira em Nova Iorque com altas razoáveis, com o mercado continuando a construir um "bottom" menor de curto prazo, após a falha de se continuar as liquidações após o rompimento de um importante suporte referente a mínima de 5 de abril. No médio prazo, o mercado tem um viés consolidativo e corretivo, o que abre a possibilidade de uma oscilação não tão incisiva. Após atingir as máximas de quase 14 anos, em 308,90 centavos, no dia 3 de maio, o café passou a ser "controlado" pelas ações dos bears (baixistas), que pressionaram os preços até a mínima de 2 de junho, em 253,30 centavos. Na continuidade deste junho, o segmento "testou" mas não conseguiu fechar abaixo da linha de suporte diária de 256,75 centavo, que é o "swing" de baixa de 5 de abril. Essa falha em não se movimentar abaixo dos 256,75, fez com que um "bottom" de menor envergadura passasse a ser percebido nos gráficos.
Além disso, uma divergência bullish (altista) do Índice de Força Relativa de 14 dias passou a ser notada, sendo que ela se tornou mais consistente a partir de 2 de junho. Isso significou que o mercado buscou se mover para um novo patamar de baixa, mas não confirmou esse nível numa escala também de baixa do Índice. Na verdade, tal indicador já demonstra uma tendência diversa, o que, para alguns operadores, é um sinal altista.
No segmento de alta, as resistências de curto prazo, incluindo a análise de um Fibonacci, é de 38,5% da variação de 3 de maio a 2 de junho, ao redor de 275,00 centavos e de 50%, que ficaria próximo de 281,00 centavos.
Pete DeSario, analista técnico da Elliott Wave International, indicou que o mercado fez um giro considerável, quando se analisa a movimentação a partir do dia 3 de maio, quando o julho bateu na máxima de 308,90 centavos. Olhando a formação gráfica histórica de longo prazo, DeSario desenhou uma linha de tendência considerável, deixando de lado a máxima de abril de 1977, em 337,50 centavos e de maio de 1997, de 318,00 centavos. Ele indicou que, por esse cálculo, o mercado de café em maio teve uma alta de 2 centavos de dólar. "O pico de maio é expressivo nessa linha", disse o especialista, que lembrou que é possível ver naquela formação algo de longa duração, apesar de, naquele instante, isso ter sido lido como negativo. No curto prazo, DeSario disse que o recuo de 3 de maio para 2 de junho desdobrou a tendência em cinco ondas, segundo os cálculos da formação Elliott, que "lê" o mercado a partir de ondas. Segundo essa teoria, uma tendência seria formada por cinco ondas, sendo uma primária, que leva outras duas, e mais duas que seriam inversas. Para o especialista, no dia 3 de maio a primeira onda (baixista) foi observada. "Acreditamos que agora embarcamos em uma onda corretiva, que poderia levar o julho para o patamar de 281,00 centavos ou mesmo para a zona dos 288,00 centavos, sendo que, a partir daí, poderíamos ter novas baixa mais substanciais. No longo prazo, vemos um potencial para o café se posicionar abaixo dos 175,00 centavos", complementou DeSario.
Os estoques certificados de café na bolsa de Nova Iorque tiveram alta de 520 sacas indo para 1.671.929 sacas. O volume negociado no dia na ICE Futures US foi estimado em 22.989 lotes, com as opções tendo 3.760 calls e 4.272 puts. As exportações de café do Brasil em junho, até o dia 9, somaram 400.519 sacas, contra 513.800 sacas registradas no mesmo período de maio, informou o Cecafé (Conselho dos Exportadores de Café do Brasil). Tecnicamente, o julho na ICE Futures US tem uma resistência em 268,70, 269,00, 269,50, 269,90-270,00, 270,50, 270,75, 271,00, 271,50, 272,00, 272,50 e 273,00 centavos de dólar por libra peso, com o suporte em 264,40, 264,00, 263,50, 263,00, 262,50, 262,00, 261,50, 261,00, 260,50, 260,10-260,00 e 259,50 centavos por libra.
Os contratos futuros de café arábica negociados na ICE Futures US encerraram esta quinta-feira com altas, em um dia caracterizado pela continuidade dos ganhos da sessão anterior, o que permitiu que a posição julho ficasse ainda mais distante do seu mais recente suporte, localizado na área de 253,30 centavos. Compras de especuladores e de fundos deram sustentação aos ganhos, que foram efetivamente técnicos. O mercado tem uma preocupação com a questão do clima no Brasil, mas tal fator ainda não produz ações mais efetivas de compra ou de venda. As zonas produtoras do centro-sul do Brasil registram, nos últimos dias, temperaturas baixas, sem, contudo, a ocorrência de geadas, ao passo que chuvas foram registradas nesta semana em áreas produtoras, fato que pode trazer problemas para a colheita e também para a secagem dos grãos.
No encerramento do dia, o julho em Nova Iorque teve alta de 295 pontos com 266,80 centavos, sendo a máxima em 268,70 e a mínima em 264,40 centavos por libra, com o setembro registrando oscilação positiva de 335 pontos, com a libra a 269,85 centavos, sendo a máxima em 271,60 e a mínima em 266,70 centavos por libra. Na Euronext/Liffe, em Londres, a posição julho registrou alta de 17 dólares, com 2.461 dólares por tonelada, com o setembro tendo valorização de 16 dólares, com 2.507 dólares por tonelada.
De acordo com analistas internacionais, as cotações fecharam esta quinta-feira em Nova Iorque com altas razoáveis, com o mercado continuando a construir um "bottom" menor de curto prazo, após a falha de se continuar as liquidações após o rompimento de um importante suporte referente a mínima de 5 de abril. No médio prazo, o mercado tem um viés consolidativo e corretivo, o que abre a possibilidade de uma oscilação não tão incisiva. Após atingir as máximas de quase 14 anos, em 308,90 centavos, no dia 3 de maio, o café passou a ser "controlado" pelas ações dos bears (baixistas), que pressionaram os preços até a mínima de 2 de junho, em 253,30 centavos. Na continuidade deste junho, o segmento "testou" mas não conseguiu fechar abaixo da linha de suporte diária de 256,75 centavo, que é o "swing" de baixa de 5 de abril. Essa falha em não se movimentar abaixo dos 256,75, fez com que um "bottom" de menor envergadura passasse a ser percebido nos gráficos.
Além disso, uma divergência bullish (altista) do Índice de Força Relativa de 14 dias passou a ser notada, sendo que ela se tornou mais consistente a partir de 2 de junho. Isso significou que o mercado buscou se mover para um novo patamar de baixa, mas não confirmou esse nível numa escala também de baixa do Índice. Na verdade, tal indicador já demonstra uma tendência diversa, o que, para alguns operadores, é um sinal altista.
No segmento de alta, as resistências de curto prazo, incluindo a análise de um Fibonacci, é de 38,5% da variação de 3 de maio a 2 de junho, ao redor de 275,00 centavos e de 50%, que ficaria próximo de 281,00 centavos.
Pete DeSario, analista técnico da Elliott Wave International, indicou que o mercado fez um giro considerável, quando se analisa a movimentação a partir do dia 3 de maio, quando o julho bateu na máxima de 308,90 centavos. Olhando a formação gráfica histórica de longo prazo, DeSario desenhou uma linha de tendência considerável, deixando de lado a máxima de abril de 1977, em 337,50 centavos e de maio de 1997, de 318,00 centavos. Ele indicou que, por esse cálculo, o mercado de café em maio teve uma alta de 2 centavos de dólar. "O pico de maio é expressivo nessa linha", disse o especialista, que lembrou que é possível ver naquela formação algo de longa duração, apesar de, naquele instante, isso ter sido lido como negativo. No curto prazo, DeSario disse que o recuo de 3 de maio para 2 de junho desdobrou a tendência em cinco ondas, segundo os cálculos da formação Elliott, que "lê" o mercado a partir de ondas. Segundo essa teoria, uma tendência seria formada por cinco ondas, sendo uma primária, que leva outras duas, e mais duas que seriam inversas. Para o especialista, no dia 3 de maio a primeira onda (baixista) foi observada. "Acreditamos que agora embarcamos em uma onda corretiva, que poderia levar o julho para o patamar de 281,00 centavos ou mesmo para a zona dos 288,00 centavos, sendo que, a partir daí, poderíamos ter novas baixa mais substanciais. No longo prazo, vemos um potencial para o café se posicionar abaixo dos 175,00 centavos", complementou DeSario.
Os estoques certificados de café na bolsa de Nova Iorque tiveram alta de 520 sacas indo para 1.671.929 sacas. O volume negociado no dia na ICE Futures US foi estimado em 22.989 lotes, com as opções tendo 3.760 calls e 4.272 puts. As exportações de café do Brasil em junho, até o dia 9, somaram 400.519 sacas, contra 513.800 sacas registradas no mesmo período de maio, informou o Cecafé (Conselho dos Exportadores de Café do Brasil). Tecnicamente, o julho na ICE Futures US tem uma resistência em 268,70, 269,00, 269,50, 269,90-270,00, 270,50, 270,75, 271,00, 271,50, 272,00, 272,50 e 273,00 centavos de dólar por libra peso, com o suporte em 264,40, 264,00, 263,50, 263,00, 262,50, 262,00, 261,50, 261,00, 260,50, 260,10-260,00 e 259,50 centavos por libra.
quinta-feira, 9 de junho de 2011
Boletim diario do cafe Hencorp
Boletim diario do cafe Hencorp
O fechamento do café arábica BMF para o vencimento Set/11 foi a US$ 345,00 com 2,40 de alta, totalizando um volume de 1.885 contratos. Saiu spread Set/Dez de -2,00 a -0,50. Observamos arbitragem de Set/Set de -10,50 a –9,00; Set/Dez -13,50 a -11,00. O mercado de Café na BMF operou o dia em alta, mas trabalhando nos níveis de oscilação dos últimos dias. A melhora no cenário financeiro internacional acabou sustentandoos preços, mas não sendo suficientes para impulsionar o mercado a procurar outros níveis. Mesmo com a alta maior no mercado de NY, aqui na BMF acabou não acompanhando devido ao baixo nível no diferencial que estamos tendo entre NY e BMF, deixando os exportadores fora do mercado.
O Mercado físico de café trabalhou tendo uma melhora nas ofertas, e mantendo maior procura por cafés novos. Para cafés Safra 10/11 de R$ 520,00 a R$ 530,00, com 10% a 15% de catação, e para cafés com 15% a 20% de catação R$ 510,00 a 520,00. Cafés safra 11/12 tendo ofertas de R$ 475,00 a R$ 485,00 para café com 15% de catação, e ofertas de R$ 465,00 a R$ 475,00 para cafés com 20% de catação.
O mercado de café para o vencimento Julho/11 encerrou cotado a 266,80, com 295 pontos de alta, e range entre 264,40 e 268,70.Dando continuidade as duas últimas sessões, a cotação do café nesta quinta-feira trabalhou predominantemente em tendência de alta. Fazendo sua mínima do dia ao mesmo nível do fechamento anterior, a 264,40, compras em escala deram fôlego para o grão objetivar sem muita dificuldade sua primeira máxima do dia a 266,00. Após a abertura das opções, ativações de stops de compras aliado a compras de specs e fundos, alimentaram o mercado para quebrar tal máxima, onde então buscou seu strike de 267,50, e posteriormente, num novo movimento vazio, marcou a máxima do dia a 268,70. Comum incremento na escala de vendas, a commodity iniciou um moderado movimento de depreciação, voltando timidamente a trabalhar pertode seu então suporte de 267,50, mostrando forte consolidação. Sem movimentos mais bruscos, o café fechou o dia cotado a 266,80. O volume da rolagem Jul/Set nesta sessão representou 30% do volume total, oscilando num range de -3,15 a -2,50, fechando o dia cotado a -3,10. Vale lembrar que nesta próxima sexta-feira vencerá as opções de julho, podendo deixar como de costume o mercado um tanto mais volátil. As médias móveis de 40, 100 e 200 dias estão compreendidas em 278,50 / 270,00 e 236,20 respectivamente. De acordo com a Cecafé, os embarques de junho (entre os dias01e 08) somam 345.178 sacas, uma variação negativa de 30,1% em relação ao mesmo período do mês anterior. O café Londres Julho/11 encerrou cotado a 2461, com 17 pontos de alta, num range de 2423 e 2470.
O fechamento do café arábica BMF para o vencimento Set/11 foi a US$ 345,00 com 2,40 de alta, totalizando um volume de 1.885 contratos. Saiu spread Set/Dez de -2,00 a -0,50. Observamos arbitragem de Set/Set de -10,50 a –9,00; Set/Dez -13,50 a -11,00. O mercado de Café na BMF operou o dia em alta, mas trabalhando nos níveis de oscilação dos últimos dias. A melhora no cenário financeiro internacional acabou sustentandoos preços, mas não sendo suficientes para impulsionar o mercado a procurar outros níveis. Mesmo com a alta maior no mercado de NY, aqui na BMF acabou não acompanhando devido ao baixo nível no diferencial que estamos tendo entre NY e BMF, deixando os exportadores fora do mercado.
O Mercado físico de café trabalhou tendo uma melhora nas ofertas, e mantendo maior procura por cafés novos. Para cafés Safra 10/11 de R$ 520,00 a R$ 530,00, com 10% a 15% de catação, e para cafés com 15% a 20% de catação R$ 510,00 a 520,00. Cafés safra 11/12 tendo ofertas de R$ 475,00 a R$ 485,00 para café com 15% de catação, e ofertas de R$ 465,00 a R$ 475,00 para cafés com 20% de catação.
O mercado de café para o vencimento Julho/11 encerrou cotado a 266,80, com 295 pontos de alta, e range entre 264,40 e 268,70.Dando continuidade as duas últimas sessões, a cotação do café nesta quinta-feira trabalhou predominantemente em tendência de alta. Fazendo sua mínima do dia ao mesmo nível do fechamento anterior, a 264,40, compras em escala deram fôlego para o grão objetivar sem muita dificuldade sua primeira máxima do dia a 266,00. Após a abertura das opções, ativações de stops de compras aliado a compras de specs e fundos, alimentaram o mercado para quebrar tal máxima, onde então buscou seu strike de 267,50, e posteriormente, num novo movimento vazio, marcou a máxima do dia a 268,70. Comum incremento na escala de vendas, a commodity iniciou um moderado movimento de depreciação, voltando timidamente a trabalhar pertode seu então suporte de 267,50, mostrando forte consolidação. Sem movimentos mais bruscos, o café fechou o dia cotado a 266,80. O volume da rolagem Jul/Set nesta sessão representou 30% do volume total, oscilando num range de -3,15 a -2,50, fechando o dia cotado a -3,10. Vale lembrar que nesta próxima sexta-feira vencerá as opções de julho, podendo deixar como de costume o mercado um tanto mais volátil. As médias móveis de 40, 100 e 200 dias estão compreendidas em 278,50 / 270,00 e 236,20 respectivamente. De acordo com a Cecafé, os embarques de junho (entre os dias01e 08) somam 345.178 sacas, uma variação negativa de 30,1% em relação ao mesmo período do mês anterior. O café Londres Julho/11 encerrou cotado a 2461, com 17 pontos de alta, num range de 2423 e 2470.
MILHO: USDA INDICA SAFRA MUNDIAL 2011/12 DE 866,18 MILHÕES DE TONELADAS
MILHO: USDA INDICA SAFRA MUNDIAL 2011/12 DE 866,18 MILHÕES DE TONELADAS
O relatório de junho de oferta e demanda do Departamento de
Agricultura dos Estados Unidos (USDA) estimou uma produção mundial de milho de
866,18 milhões de toneladas na safra 2011/12, aquém das 867,73 milhões de
toneladas indicadas no mês passado. São estimados estoques de passagem de
111,89 milhões de toneladas, abaixo dos 129,14 milhões de toneladas previstos
em maio. As exportações foram elevadas de 92,50 milhões de toneladas para
93,20 milhões de toneladas.
O Departamento reduziu a produção dos Estados Unidos de 343,04 milhões
de toneladas para 335,30 milhões de toneladas. As exportações foram mantidas
em 45,72 milhões de toneladas e os estoques de passagem foram diminuídos de
22,85 milhões de toneladas para 17,65 milhões de toneladas.
A China deverá colher 178 milhões de toneladas, 6 milhões de toneladas a
mais que o volume indicado em maio, exportando 200 mil toneladas. Os estoques
de passagem devem ficar em 51,01 milhões de toneladas, aquém das 63,01
milhões de toneladas previstas no mês passado.
A safra da Argentina não teve mudanças, sendo estimada em 26,00 milhões
de toneladas, com exportações de 18 milhões de toneladas. Os estoques de
passagem foram previstos em 1,51 milhão de toneladas.
A estimativa de produção da África do Sul foi mantida em 12,5 milhões
de toneladas e a exportação em 2 milhões de toneladas. Os estoques de
passagem subiram um pouco, de 4,28 milhões de toneladas para 4,32 milhões de
toneladas.
O Brasil teve a safra estimada em 55 milhões de toneladas e a exportação
em 8 milhões de toneladas, com estoques de passagem de 6,19 milhões de
toneladas, mesmo volume projetado no mês passado.
A safra de milho da União Europeia também não teve mudanças ante maio,
indicada em 59,29 milhões de toneladas, com exportações de 1 milhão de
toneladas e estoques de passagem de 4 milhões de toneladas.
Safra 2010/11
Para a safra mundial 2010/11, o USDA elevou a estimativa de safra mundial
de 815,35 milhões de toneladas para 820,62 milhões de toneladas. Os estoques
de passagem foram reduzidos de 122,19 milhões de toneladas para 117,44 milhões
de toneladas. Já as exportações foram mantidas em 90,64 milhões de
toneladas.
O Departamento manteve a estimativa de produção dos Estados Unidos em
316,17 milhões de toneladas. As exportações foram estimadas em 48,26 milhões
de toneladas e os estoques de passagem em 18,53 milhões de toneladas, mesmos
volumes indicados em maio.
A China deverá colher 173 milhões de toneladas, cinco milhões de
toneladas a mais que o volume indicado no relatório passado. A exportação
teve sua estimativa mantida em 100 mil toneladas e os estoques de passagem foram
reduzidos de 58,71 milhões de toneladas para 53,71 milhões de toneladas.
A safra da Argentina foi estimada em 22 milhões de toneladas, mesmo volume
do relatório passado. As exportações foram estimadas novamente em 14,5
milhões de toneladas. Os estoques de passagem seguiram previstos em 1 milhão
de toneladas.
A estimativa de produção da África do Sul seguiu em 12 milhões de
toneladas em 2010/11 e a exportação em 2,00 milhões de toneladas. Os estoques
de passagem foram elevados de 4,56 milhões de toneladas para 4,59 milhões de
toneladas.
O Brasil teve a safra estimada em 55 milhões de toneladas. A exportação
foi prevista em 8,5 milhões de toneladas, mesmo volume indicado em maio. Os
estoques de passagem foram mantidos em 8,69 milhões de toneladas.
A safra de milho da União Europeia foi indicada em 55,47 milhões de
toneladas, sem alterações ante maio. As exportações foram mantidas em 1
milhão de toneladas e os estoques de passagem em 4,91 milhões de toneladas.
O relatório de junho de oferta e demanda do Departamento de
Agricultura dos Estados Unidos (USDA) estimou uma produção mundial de milho de
866,18 milhões de toneladas na safra 2011/12, aquém das 867,73 milhões de
toneladas indicadas no mês passado. São estimados estoques de passagem de
111,89 milhões de toneladas, abaixo dos 129,14 milhões de toneladas previstos
em maio. As exportações foram elevadas de 92,50 milhões de toneladas para
93,20 milhões de toneladas.
O Departamento reduziu a produção dos Estados Unidos de 343,04 milhões
de toneladas para 335,30 milhões de toneladas. As exportações foram mantidas
em 45,72 milhões de toneladas e os estoques de passagem foram diminuídos de
22,85 milhões de toneladas para 17,65 milhões de toneladas.
A China deverá colher 178 milhões de toneladas, 6 milhões de toneladas a
mais que o volume indicado em maio, exportando 200 mil toneladas. Os estoques
de passagem devem ficar em 51,01 milhões de toneladas, aquém das 63,01
milhões de toneladas previstas no mês passado.
A safra da Argentina não teve mudanças, sendo estimada em 26,00 milhões
de toneladas, com exportações de 18 milhões de toneladas. Os estoques de
passagem foram previstos em 1,51 milhão de toneladas.
A estimativa de produção da África do Sul foi mantida em 12,5 milhões
de toneladas e a exportação em 2 milhões de toneladas. Os estoques de
passagem subiram um pouco, de 4,28 milhões de toneladas para 4,32 milhões de
toneladas.
O Brasil teve a safra estimada em 55 milhões de toneladas e a exportação
em 8 milhões de toneladas, com estoques de passagem de 6,19 milhões de
toneladas, mesmo volume projetado no mês passado.
A safra de milho da União Europeia também não teve mudanças ante maio,
indicada em 59,29 milhões de toneladas, com exportações de 1 milhão de
toneladas e estoques de passagem de 4 milhões de toneladas.
Safra 2010/11
Para a safra mundial 2010/11, o USDA elevou a estimativa de safra mundial
de 815,35 milhões de toneladas para 820,62 milhões de toneladas. Os estoques
de passagem foram reduzidos de 122,19 milhões de toneladas para 117,44 milhões
de toneladas. Já as exportações foram mantidas em 90,64 milhões de
toneladas.
O Departamento manteve a estimativa de produção dos Estados Unidos em
316,17 milhões de toneladas. As exportações foram estimadas em 48,26 milhões
de toneladas e os estoques de passagem em 18,53 milhões de toneladas, mesmos
volumes indicados em maio.
A China deverá colher 173 milhões de toneladas, cinco milhões de
toneladas a mais que o volume indicado no relatório passado. A exportação
teve sua estimativa mantida em 100 mil toneladas e os estoques de passagem foram
reduzidos de 58,71 milhões de toneladas para 53,71 milhões de toneladas.
A safra da Argentina foi estimada em 22 milhões de toneladas, mesmo volume
do relatório passado. As exportações foram estimadas novamente em 14,5
milhões de toneladas. Os estoques de passagem seguiram previstos em 1 milhão
de toneladas.
A estimativa de produção da África do Sul seguiu em 12 milhões de
toneladas em 2010/11 e a exportação em 2,00 milhões de toneladas. Os estoques
de passagem foram elevados de 4,56 milhões de toneladas para 4,59 milhões de
toneladas.
O Brasil teve a safra estimada em 55 milhões de toneladas. A exportação
foi prevista em 8,5 milhões de toneladas, mesmo volume indicado em maio. Os
estoques de passagem foram mantidos em 8,69 milhões de toneladas.
A safra de milho da União Europeia foi indicada em 55,47 milhões de
toneladas, sem alterações ante maio. As exportações foram mantidas em 1
milhão de toneladas e os estoques de passagem em 4,91 milhões de toneladas.
Cooperativas do Paraná promovem retorno da cultura do café, com mecanização total
Cooperativas do Paraná promovem retorno da cultura do café, com mecanização total
O café foi o motor da colonização do norte do Paraná e motivou a criação da maior parte das cooperativas agrícolas da região. Mas a partir dos anos 60, a pecuária, a soja, o milho e a cana-de-açúcar tomaram o lugar de destaque dos cafezais, abandonados após sequência de geadas e queda na produtividade. A atividade pioneira estava nos nomes da Cooperativa de Cafeicultores de Maringá (Cocamar) e da Cooperativa de Cafeicultores de Mandaguari (Cocari). Mais de quatro décadas depois de criadas, o desafio desses grupos é promover o renascimento do café.
Rebatizadas de Cocamar Cooperativa Agroindustrial de Maringá e Cocari Cooperativa Agroindustrial e Industrial, ambas investem em projetos de fomento à cafeicultura. O preço favorece: entre 2010 e 2011, o preço da saca com 60 kg praticamente dobrou, passando de R$ 260 para R$ 500. Na Cocari, são 2 mil produtores dedicados à cultura. O grande desafio é fazer com que troquem o manejo manual pelo mecanizado, já que a escassez de mão de obra provou ser um obstáculo permanente para o avanço dos cafezais. A Cocari foi precursora da mecanização, trazendo uma máquina colheitadeira há 3 anos e estimulando seu uso entre os cooperados. Na cultura que é bienal, o próximo ano, de safra alta, deverá se de crescimento na mecanização. "Todos os especialistas estão aconselhando a adequação às máquinas e não precisa ser equipamento grande", diz o engenheiro agrônomo Roberval Simões Rodrigues, do departamento de café da cooperativa Cocari. Colheitadeiras manuais, chamadas de derriçadeiras, custam menos de R$ 1 mil. Já grandes colheitadeiras de café têm valor entre R$ 300 mil e R$ 400 mil.
A soja, o milho e o trigo representam uma fatia maior que a do café na estrutura de receita da Cocari, mas os recentes ganhos de produtividade obtidos pela mecanização podem virar esse jogo. De 5 a 10 anos, Rodrigues projeta que 50% dos cooperados que atuam na cafeicultura vai aderir à mecanização, abandonando o processo totalmente manual. Além das colheitadeiras e derriçadeiras, a mecanização envolve o plantio mecânico, pulverização, irrigação e secagem com o uso de equipamentos próprios. Para que isso seja possível, a cooperativa orienta os produtores a adaptar suas lavouras, aumentando o espaçamento entre as plantas, para que o equipamento possa entrar e trabalhar. "O problema é que na nossa região o café foi plantado em terras caídas. Com a cultura do adensamento, as plantas foram plantadas próximas uma das outras", explica Rodrigues.
A Cocamar possui atualmente 5 mil hectares com cafezais no noroeste. A cooperativa foi fundada por 46 produtores de café, em 1963, mas a cultura perdeu espaço nas décadas seguintes. De acordo com o jornalista e pesquisador Rogério Recco, os produtores estavam endividados devido as grandes safras que deprimiam os preços e também a ação dos intermediários que aviltavam ainda mais as cotações. "O surgimento da cooperativa, portanto, por meio do Banco do Brasil, foi uma maneira de organizar a produção e, ao mesmo tempo, abrir perspectiva de os produtores conseguirem beneficiar e padronizar o café, além de fazer a venda ao mercado sem passar pelos atravessadores", explica Recco. O avanço das culturas mecanizadas e outros fatores levaram ao declínio do café, que teve seu golpe de misericórdia com a geada de 1975.
Nos anos 80, o que restou da cafeicultura foi sumindo rapidamente da região de Maringá. A Cocamar começou a resgatar a cultura do café em 1992, quando introduziu na região o sistema adensado e superadensado, pouco praticada no Brasil na época. A técnica envolve a redução do espaçamento entre os pés de café, ampliando a quantidade de plantas por hectare, com o objetivo de aumentar a produtividade em até três vezes. A década de 90 não teve preços favoráveis e a produtividade foi baixa. Os preços altos em 2011 mudaram a tendência. Neste mês, a cooperativa trouxe uma máquina de colher café, fruto de um acordo com empresa prestadora de serviços de Araguari (MG). A máquina reduz o custo da mão de obra em 40% e em uma semana faz o trabalho que demoraria 3 meses.
O café foi o motor da colonização do norte do Paraná e motivou a criação da maior parte das cooperativas agrícolas da região. Mas a partir dos anos 60, a pecuária, a soja, o milho e a cana-de-açúcar tomaram o lugar de destaque dos cafezais, abandonados após sequência de geadas e queda na produtividade. A atividade pioneira estava nos nomes da Cooperativa de Cafeicultores de Maringá (Cocamar) e da Cooperativa de Cafeicultores de Mandaguari (Cocari). Mais de quatro décadas depois de criadas, o desafio desses grupos é promover o renascimento do café.
Rebatizadas de Cocamar Cooperativa Agroindustrial de Maringá e Cocari Cooperativa Agroindustrial e Industrial, ambas investem em projetos de fomento à cafeicultura. O preço favorece: entre 2010 e 2011, o preço da saca com 60 kg praticamente dobrou, passando de R$ 260 para R$ 500. Na Cocari, são 2 mil produtores dedicados à cultura. O grande desafio é fazer com que troquem o manejo manual pelo mecanizado, já que a escassez de mão de obra provou ser um obstáculo permanente para o avanço dos cafezais. A Cocari foi precursora da mecanização, trazendo uma máquina colheitadeira há 3 anos e estimulando seu uso entre os cooperados. Na cultura que é bienal, o próximo ano, de safra alta, deverá se de crescimento na mecanização. "Todos os especialistas estão aconselhando a adequação às máquinas e não precisa ser equipamento grande", diz o engenheiro agrônomo Roberval Simões Rodrigues, do departamento de café da cooperativa Cocari. Colheitadeiras manuais, chamadas de derriçadeiras, custam menos de R$ 1 mil. Já grandes colheitadeiras de café têm valor entre R$ 300 mil e R$ 400 mil.
A soja, o milho e o trigo representam uma fatia maior que a do café na estrutura de receita da Cocari, mas os recentes ganhos de produtividade obtidos pela mecanização podem virar esse jogo. De 5 a 10 anos, Rodrigues projeta que 50% dos cooperados que atuam na cafeicultura vai aderir à mecanização, abandonando o processo totalmente manual. Além das colheitadeiras e derriçadeiras, a mecanização envolve o plantio mecânico, pulverização, irrigação e secagem com o uso de equipamentos próprios. Para que isso seja possível, a cooperativa orienta os produtores a adaptar suas lavouras, aumentando o espaçamento entre as plantas, para que o equipamento possa entrar e trabalhar. "O problema é que na nossa região o café foi plantado em terras caídas. Com a cultura do adensamento, as plantas foram plantadas próximas uma das outras", explica Rodrigues.
A Cocamar possui atualmente 5 mil hectares com cafezais no noroeste. A cooperativa foi fundada por 46 produtores de café, em 1963, mas a cultura perdeu espaço nas décadas seguintes. De acordo com o jornalista e pesquisador Rogério Recco, os produtores estavam endividados devido as grandes safras que deprimiam os preços e também a ação dos intermediários que aviltavam ainda mais as cotações. "O surgimento da cooperativa, portanto, por meio do Banco do Brasil, foi uma maneira de organizar a produção e, ao mesmo tempo, abrir perspectiva de os produtores conseguirem beneficiar e padronizar o café, além de fazer a venda ao mercado sem passar pelos atravessadores", explica Recco. O avanço das culturas mecanizadas e outros fatores levaram ao declínio do café, que teve seu golpe de misericórdia com a geada de 1975.
Nos anos 80, o que restou da cafeicultura foi sumindo rapidamente da região de Maringá. A Cocamar começou a resgatar a cultura do café em 1992, quando introduziu na região o sistema adensado e superadensado, pouco praticada no Brasil na época. A técnica envolve a redução do espaçamento entre os pés de café, ampliando a quantidade de plantas por hectare, com o objetivo de aumentar a produtividade em até três vezes. A década de 90 não teve preços favoráveis e a produtividade foi baixa. Os preços altos em 2011 mudaram a tendência. Neste mês, a cooperativa trouxe uma máquina de colher café, fruto de um acordo com empresa prestadora de serviços de Araguari (MG). A máquina reduz o custo da mão de obra em 40% e em uma semana faz o trabalho que demoraria 3 meses.
JM Smucker Co preve fortes aumento vendas de café para este ano
JM Smucker Co preve fortes aumento vendas de café para este ano
JM Smucker Co, fabricante do café marca Folgers e da manteiga de amendoim Jif, preve fortes aumento vendas para este ano, como o amor americano pelo café está resistindo a vários aumentos de preços provocada pela rápida subida dos custos do café verde. Smucker, que licencia a marca Dunkin 'Donuts e também vende café Millstone, elevou os preços do seu café embalado por mais de um terço desde maio do ano passado. Nos últimos dois trimestres, a fabricante de alimentos diversificados, que decorre quase metade das suas vendas de café, também aumentou os preços da sua geléia, farinhas e produtos de óleos. Orrville, Smucker Ohio, espera que preços mais elevados e sua recente aquisição da empresa de café expresso Rowland Coffee Roasters resulta em um aumento de vendas de 20 por cento em 2012 fiscal, isto implica vendas em 2012 de cerca de US $ 5,8 bilhões, bem acima da estimativa dos analistas de US $ 5,16 bilhões. No entanto, Smucker, que tem um valor de mercado de mais de US $ 9 bilhões, a previsão de um aumento de 25 por cento em 2012, o custo dos produtos. Como resultado, apesar da previsão de fortes vendas, a empresa espera um lucro fiscal de 2012 em grande parte dentro das estimativas dos analistas.
JM Smucker Co, fabricante do café marca Folgers e da manteiga de amendoim Jif, preve fortes aumento vendas para este ano, como o amor americano pelo café está resistindo a vários aumentos de preços provocada pela rápida subida dos custos do café verde. Smucker, que licencia a marca Dunkin 'Donuts e também vende café Millstone, elevou os preços do seu café embalado por mais de um terço desde maio do ano passado. Nos últimos dois trimestres, a fabricante de alimentos diversificados, que decorre quase metade das suas vendas de café, também aumentou os preços da sua geléia, farinhas e produtos de óleos. Orrville, Smucker Ohio, espera que preços mais elevados e sua recente aquisição da empresa de café expresso Rowland Coffee Roasters resulta em um aumento de vendas de 20 por cento em 2012 fiscal, isto implica vendas em 2012 de cerca de US $ 5,8 bilhões, bem acima da estimativa dos analistas de US $ 5,16 bilhões. No entanto, Smucker, que tem um valor de mercado de mais de US $ 9 bilhões, a previsão de um aumento de 25 por cento em 2012, o custo dos produtos. Como resultado, apesar da previsão de fortes vendas, a empresa espera um lucro fiscal de 2012 em grande parte dentro das estimativas dos analistas.
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