Fundamentos das commodities vão além da oferta e demanda
Analistas de commodities tendem a considerar que somente são justificáveis mudanças de preços decorrentes de alterações nos chamados fundamentos do mercado, ou seja, nas forças de oferta (custos, tecnologia, clima etc.) e demanda (renda, população etc.) correntes e futuras, contemplando, portanto, também as oscilações de estoques.
Quando ocorrem variações de preços não explicáveis por essas forças microeconômicas, é comum atribuí-las à especulação ou à irracionalidade dos agentes econômicos, o que exigiria atuação corretiva e disciplinadora do poder público.
Entretanto, à medida que os mercados, as instituições e a economia em geral evoluem (e o conhecimento científico sobre eles se expande), é importante atualizar o conceito de fundamentos. Pelo menos desde os anos 1970, fatores macroeconômicos vêm sendo associados à evolução dos preços das mais diversas commodities.
Isso ficou claro tanto na alta que se seguiu à quebra do sistema de Bretton Woods como na queda decorrente da implementação das políticas do governo Reagan.
De 2000 até 2010, a liquidez mundial duplicou ou triplicou, dependendo do critério usado, com queda dos juros e aumento dos retornos esperados dos ativos. Disseminou-se o uso de instrumentos financeiros para os investidores aplicarem tais recursos.
Entre 2003 e 2008, houve aumento de 15 vezes das aplicações dos investidores institucionais (bancos, seguradoras, fundos de pensão e de hedge etc.) nos instrumentos vinculados a índices de commodities.
Os valores dos índices resultam da ponderação das cotações nos mercados de futuros de uma determinada cesta de commodities. Ou seja, um índice típico acompanha a evolução da performance de detentores de posições passivas compradas num conjunto de mercados.
Uma alta das cotações futuras devido à intensificação nas aplicações desses fundos poderia se transmitir aos mercados físicos, nos quais os agentes se colocariam em posição vendida acompanhada de retenção de estoques e tendência de alta de preços. Configura-se o que alguns chamariam de financeirização das commodities.
Sabe-se hoje, portanto, que as oscilações de preços das commodities não se fundamentam simplesmente em oferta e demanda específicas, mas também em variáveis macroeconômicas e financeiras mundiais.
Não tem mais cabimento conduzir políticas macroeconômicas, em nível nacional ou internacional, sem que sejam considerados seus impactos sobre os mercados de commodities, como têm feito os Estados Unidos.
Nem tampouco deve-se ignorar o efeito do que se passa nesses mercados sobre a eficácia das políticas macroeconômicas, como se tentou fazer no Brasil quanto ao controle da inflação em curso. É claro que uma bem fundamentada regulação dos mercados pode ajudar a estabilizá-los. Dispensam-se, todavia, os préstimos de xerifes oportunistas cujas bravatas só fazem aumentar as incertezas e as turbulências dos mercados.
GERALDO BARROS é professor titular da USP/Esalq e coordenador científico do Cepea/Esalq/USP.
quarta-feira, 25 de maio de 2011
Café na ICE registra retração, mas intervalos são mantidos
Café na ICE registra retração, mas intervalos são mantidos
Os contratos futuros de café arábica negociados na ICE Futures US encerraram esta terça-feira com quedas relativas, em um dia caracterizado por compras e vendas consideráveis, com as cotações não apresentando direcionamento concreto. Ao longo do dia, os ganhos foram predominantes na bolsa, no entanto, na parte final da sessão, algumas vendas foram observadas, o que permitiu algumas perdas, mas sem que o nível psicológico de 260,00 centavos fosse rompido.
Na parte inicial do dia, algumas compras expressivas foram registradas, mas, ao não suplantar o patamar de 265,50 centavos, algumas ordens de venda passaram a ser observadas. Operadores ressaltaram que tecnicamente, o mercado demonstra um quadro de estabilidade, após as fortes oscilações das últimas semanas. O suporte de 256,00 centavos por libra não foi testado, o que não deu margem para que baixas mais consideráveis não fossem verificadas. Ao mesmo tempo, as cotações não conseguem registrar avanços consistentes, com resistências mais básicas ainda não sendo testadas. Fundamentalmente, o mercado se mostra sem grandes alterações. O momento atual é caracterizado por um "status" climático, sem, contudo, contar com uma força mais considerável para mudar o direcionamento das cotações.
No encerramento do dia, o julho em Nova Iorque teve perda de 135 pontos com 261,20 centavos, sendo a máxima em 265,50 e a mínima em 260,70 centavos por libra, com o setembro registrando oscilação negativa de 130 pontos, com a libra a 264,20 centavos, sendo a máxima em 268,35 e a mínima em 264,00 centavos por libra. Na Euronext/Liffe, em Londres, a posição julho registrou alta de 19 dólares, com 2.558 dólares por tonelada, com o setembro tendo valorização de 19 dólares, com 2.595 dólares por tonelada.
De acordo com analistas internacionais, o dia foi considerado de calma para os contratos de café, sem grandes oscilações tendo sido registradas. As cotações não tiveram um grande referencial externo, uma vez que as commodities variaram consideravelmente ao longo de todo o dia, até a cesta expressada pelo índice CRB ter encerrado o dia com altas. No entanto, outras commodities, como foi o caso do petróleo, tiveram um dia de predominância da pressão, até encerrar com perdas. "O café não teve nesta semana um grande direcionamento. Conseguimos manter o patamar de 260,00 centavos por libra, o que foi algo positivo, mas também não conseguimos avançar um pouco além dos 265,00 centavos. Após as fortes oscilações recentes, temos uma semana de calma e com as variações de preço em níveis relativamente modestos", disse um trader.
A demanda pelo café no mercado global deve continuar evoluindo. Dados revelados pela Organização Internacional do Café destacam que o consumo mundial cresceu 2,4% em 2010, observando um patamar recorde de 134 milhões de sacas. A entidade ostenta que o crescimento da demanda vai continuar, apesar dos preços elevados observados ao longo dos últimos tempos. "Não há impacto dos preços em termos de redução da demanda, que continua bastante dinâmica", indicou o estrategista da área econômica da entidade, Denis Seudieu.
O crescimento da procura pelo café na China, principalmente devido às cafeterias, não deverá contar com interrupção. "Beber café se transforma em um hábito e as pessoas que se habituam a consumir a bebida todos os dias não vão mudar isso só porque ficou um pouco mais caro", ressaltou Fu Jingya, secretário-geral para o setor de café de uma associação de marketing chinesa.
Apesar do cenário externo positivo, ainda não conseguimos avançar consideravelmente. Pela manhã desta terça conseguimos alguns ganhos mais interessantes, mas no nível de 265,00 centavos foram detectadas ordens de vendas mais fortes. E, posteriormente, o mercado teve baixas", disse um trader.
As exportações de café do Brasil em maio, até o dia 23, somaram 1.386.082 sacas, contra 1.844.582 sacas registradas no mesmo período de abril, informou o Cecafé (Conselho dos Exportadores de Café do Brasil).
Os estoques certificados de café na bolsa de Nova Iorque tiveram queda de 1.525 sacas indo para 1.665.396 sacas. O volume negociado no dia na ICE Futures US foi estimado em 16.112 lotes, com as opções tendo 3.198 calls e 3.556 puts. Tecnicamente, o julho na ICE Futures US tem uma resistência em 265,50, 266,00, 267,50, 268,00, 268,50, 269,00, 269,20, 269,50 e 269,90-270,00 centavos de dólar por libra peso, com o suporte em 261,20, 261,00, 260,50, 260,10-260,00, 259,50, 259,00, 258,90, 258,50, 258,00, 257,50, 257,00, 256,50, 256,00, 255,50 e 255,10-255,00 centavos por libra.
Os contratos futuros de café arábica negociados na ICE Futures US encerraram esta terça-feira com quedas relativas, em um dia caracterizado por compras e vendas consideráveis, com as cotações não apresentando direcionamento concreto. Ao longo do dia, os ganhos foram predominantes na bolsa, no entanto, na parte final da sessão, algumas vendas foram observadas, o que permitiu algumas perdas, mas sem que o nível psicológico de 260,00 centavos fosse rompido.
Na parte inicial do dia, algumas compras expressivas foram registradas, mas, ao não suplantar o patamar de 265,50 centavos, algumas ordens de venda passaram a ser observadas. Operadores ressaltaram que tecnicamente, o mercado demonstra um quadro de estabilidade, após as fortes oscilações das últimas semanas. O suporte de 256,00 centavos por libra não foi testado, o que não deu margem para que baixas mais consideráveis não fossem verificadas. Ao mesmo tempo, as cotações não conseguem registrar avanços consistentes, com resistências mais básicas ainda não sendo testadas. Fundamentalmente, o mercado se mostra sem grandes alterações. O momento atual é caracterizado por um "status" climático, sem, contudo, contar com uma força mais considerável para mudar o direcionamento das cotações.
No encerramento do dia, o julho em Nova Iorque teve perda de 135 pontos com 261,20 centavos, sendo a máxima em 265,50 e a mínima em 260,70 centavos por libra, com o setembro registrando oscilação negativa de 130 pontos, com a libra a 264,20 centavos, sendo a máxima em 268,35 e a mínima em 264,00 centavos por libra. Na Euronext/Liffe, em Londres, a posição julho registrou alta de 19 dólares, com 2.558 dólares por tonelada, com o setembro tendo valorização de 19 dólares, com 2.595 dólares por tonelada.
De acordo com analistas internacionais, o dia foi considerado de calma para os contratos de café, sem grandes oscilações tendo sido registradas. As cotações não tiveram um grande referencial externo, uma vez que as commodities variaram consideravelmente ao longo de todo o dia, até a cesta expressada pelo índice CRB ter encerrado o dia com altas. No entanto, outras commodities, como foi o caso do petróleo, tiveram um dia de predominância da pressão, até encerrar com perdas. "O café não teve nesta semana um grande direcionamento. Conseguimos manter o patamar de 260,00 centavos por libra, o que foi algo positivo, mas também não conseguimos avançar um pouco além dos 265,00 centavos. Após as fortes oscilações recentes, temos uma semana de calma e com as variações de preço em níveis relativamente modestos", disse um trader.
A demanda pelo café no mercado global deve continuar evoluindo. Dados revelados pela Organização Internacional do Café destacam que o consumo mundial cresceu 2,4% em 2010, observando um patamar recorde de 134 milhões de sacas. A entidade ostenta que o crescimento da demanda vai continuar, apesar dos preços elevados observados ao longo dos últimos tempos. "Não há impacto dos preços em termos de redução da demanda, que continua bastante dinâmica", indicou o estrategista da área econômica da entidade, Denis Seudieu.
O crescimento da procura pelo café na China, principalmente devido às cafeterias, não deverá contar com interrupção. "Beber café se transforma em um hábito e as pessoas que se habituam a consumir a bebida todos os dias não vão mudar isso só porque ficou um pouco mais caro", ressaltou Fu Jingya, secretário-geral para o setor de café de uma associação de marketing chinesa.
Apesar do cenário externo positivo, ainda não conseguimos avançar consideravelmente. Pela manhã desta terça conseguimos alguns ganhos mais interessantes, mas no nível de 265,00 centavos foram detectadas ordens de vendas mais fortes. E, posteriormente, o mercado teve baixas", disse um trader.
As exportações de café do Brasil em maio, até o dia 23, somaram 1.386.082 sacas, contra 1.844.582 sacas registradas no mesmo período de abril, informou o Cecafé (Conselho dos Exportadores de Café do Brasil).
Os estoques certificados de café na bolsa de Nova Iorque tiveram queda de 1.525 sacas indo para 1.665.396 sacas. O volume negociado no dia na ICE Futures US foi estimado em 16.112 lotes, com as opções tendo 3.198 calls e 3.556 puts. Tecnicamente, o julho na ICE Futures US tem uma resistência em 265,50, 266,00, 267,50, 268,00, 268,50, 269,00, 269,20, 269,50 e 269,90-270,00 centavos de dólar por libra peso, com o suporte em 261,20, 261,00, 260,50, 260,10-260,00, 259,50, 259,00, 258,90, 258,50, 258,00, 257,50, 257,00, 256,50, 256,00, 255,50 e 255,10-255,00 centavos por libra.
Boi Gordo
Mercado físico do boi gordo volta a
apresentar queda de suas cotações na maior parte do país.
As escalas de abate dos frigoríficos seguem posicionadas
com grande conforto, e diversos frigoríficos optam por não
atuar de maneira agressiva nas compras para evitar a
formação de estoque no atacado, e obter um melhor preço
pela carne bovina. No entanto até o momento esse tipo de
estratégia não alcançou o resultado almejado. A expectativa
é por contínua queda das cotações até o final desta semana.
No estado de São Paulo o preço médio pela arroba do boi
cedeu para o patamar de R$ 97/98, livre a prazo. As escalas
de abate posicionadas em média para daqui a quatro dias
úteis, alcançado o patamar de seis dias úteis em algumas
praças.
Cotações voltam a apresentar forte queda no Mato Grosso, o
preço médio no estado recuou ao patamar de R$ 86, livre a
prazo, escalas no estado estão confortáveis, na casa dos
cinco dias úteis.
No estado de Goiás a cotação voltou a ceder e o preço médio
recuou ao valor de R$ 89/90, livre a prazo, com escalas de
abate posicionadas em média para daqui quatro dias úteis.
apresentar queda de suas cotações na maior parte do país.
As escalas de abate dos frigoríficos seguem posicionadas
com grande conforto, e diversos frigoríficos optam por não
atuar de maneira agressiva nas compras para evitar a
formação de estoque no atacado, e obter um melhor preço
pela carne bovina. No entanto até o momento esse tipo de
estratégia não alcançou o resultado almejado. A expectativa
é por contínua queda das cotações até o final desta semana.
No estado de São Paulo o preço médio pela arroba do boi
cedeu para o patamar de R$ 97/98, livre a prazo. As escalas
de abate posicionadas em média para daqui a quatro dias
úteis, alcançado o patamar de seis dias úteis em algumas
praças.
Cotações voltam a apresentar forte queda no Mato Grosso, o
preço médio no estado recuou ao patamar de R$ 86, livre a
prazo, escalas no estado estão confortáveis, na casa dos
cinco dias úteis.
No estado de Goiás a cotação voltou a ceder e o preço médio
recuou ao valor de R$ 89/90, livre a prazo, com escalas de
abate posicionadas em média para daqui quatro dias úteis.
terça-feira, 24 de maio de 2011
Os bons (bons?) números do Brasil
Os bons (bons?) números do Brasil
Há dias o Ministério do Trabalho divulgou que, em 2010 a criação de empregos
formais no Brasil foi de 2,86 milhões postos de trabalho, um crescimento de
6,94% na oferta de vagas com carteira assinada. É um recorde de toda a série
histórica da Relação Anual de Informações Sociais (Rais), que começou em 1975.
A esse recorde, o país tem somado outros, como os 19,5 milhões de brasileiros
que, entre 2003 e 2008, deixaram, estatisticamente, de ser pobres, e os 31,9
milhões que ascenderam às classes A, B e C.
Com toda a razão, os últimos anos foram marcados por um amplo debate sobre a
queda da desigualdade no Brasil. Basta uma ligeira retrospectiva para confirmar
que os institutos de pesquisas e algumas das mais conceituadas universidades
brasileiras empenharam-se em produzir dezenas de trabalhos que comprovam e
explicam as razões da redução da pobreza no país.
Como estímulo adicional para esses trabalhos, há o fato inédito de que os
brasileiros tinham, na presidência da República, um ex-metalúrgico,
autoproclamado da "esquerda moderada". O mesmo que, em 2002, ainda na disputa
pelo primeiro mandato, despertou os piores temores das alas mais conservadoras
da sociedade - entre eles, descontinuar as políticas econômicas de FHC,
aumentar os gastos sociais, suspender o pagamento da dívida pública e quebrar
contratos, de maneira geral.
Pois bem: o índice de pobreza no país caiu 50,64% durante os dois mandatos do
ex-presidente Lula, contra 31,9% entre 1995 e 2002, na gestão FHC. Em 2010, o
índice de Gini, que mede a desigualdade social, foi de 0,5304 no Brasil, o
menor desde 1960. Antes, o índice de 0,6 nos garantia o triste título de país
mais desigual da América Latina (piores, apenas alguns países africanos).
O deslocamento para classes de renda mais alta resulta do investimento da
população em educação
A grande notícia é que a redução da desigualdade, associada à retomada do
crescimento econômico, com queda do nível de desemprego, mostram um novo
Brasil, que nunca teve indicadores tão positivos de renda, trabalho e emprego
formal. De janeiro a abril deste ano, foram geradas 880 mil vagas, e as
projeções do Ministério do Trabalho indicam que, até o final do ano, as
contratações formais chegarão a 3 milhões.
Outros números recém-divulgados, como os do Censo 2010 e a pesquisa
Desigualdade de Renda da Década, da Fundação Getúlio Vargas (FGV), fazem
justiça aos progressos do país e mostram que está em andamento um processo
sustentável, que empurra os brasileiros de baixo para cima na base da pirâmide
social.
Entre 2001 e 2009, segundo a FGV, a renda dos mais pobres cresceu 311% na
comparação com a dos mais ricos. A educação foi o fator que mais contribuiu
para esse aumento de renda, seguida, em menor parte, pelos programas sociais,
como o Bolsa Família, que atinge hoje 25% da população, com investimento de
apenas 0,4% do PIB brasileiro. Em outras palavras, o deslocamento dos
brasileiros para classes de renda mais alta resulta, essencialmente, do
investimento da população em educação e da conquista de emprego com carteira
assinada.
É certo que a redução da desigualdade vem ocorrendo de maneira linear na
distribuição de renda, em um ritmo que os pesquisadores consideram alto para os
padrões históricos, pois é igual ou melhor que o dos países desenvolvidos. Nos
últimos anos, quanto maior a renda da população, menor o crescimento do poder
aquisitivo: os 10% mais ricos tiveram um crescimento em torno de 1% ao ano,
enquanto os 10% mais pobres entre 7 e 8% ao ano.
Impossível negar, também, que a ascensão da chamada nova classe C, cerca de 35
milhões de pessoas, com renda familiar entre três e 10 salários mínimos, é um
dos fenômenos sociais e econômicos mais importantes da história brasileira
recente. (Vale lembrar que um estudo do Instituto Data Popular, divulgado em
meados de maio, a partir de dados do IBGE, revela que conquistar essa nova
classe C será questão de sobrevivência para os políticos brasileiros: em 2014,
ela vai englobar 57% dos eleitores, contra 41%, em 2002.)
É preciso, entretanto, não perder de vista uma questão fundamental: os números
que retratam o Brasil, neste início de século, são, realmente, muito bons e
representam um enorme avanço para um país com um histórico chocante de
desigualdade social. Mas estão longe de admitir o tom triunfalista, que já
permeia alguns discursos políticos. Há lugar para muito otimismo, não para
ufanismo.
O que não se pode esconder é que o Brasil tem um atraso entre 50 e 100 anos em
relação ao tempo que outros países levaram para construir sociedades com alto
nível de igualdade. O que não se pode esconder é que o país, ainda, é
absurdamente desigual.
Queiramos ou não, ainda temos, de um lado, o Brasil que deu certo, da população
a quem o dinheiro permite acesso à educação, moradia, lazer, saúde,
alimentação. É também o Brasil dos executivos que viajam na segunda maior frota
de jatos particulares do mundo e o Brasil das grandes grifes planetárias do
mercado de luxo, concentradas na cidade de São Paulo, como Marc Jacobs, Chanel,
Louboutin, Hermès, Louis Vuitton e Emilio Pucci, entre muitas outras.
De outro lado, há o país dos miseráveis, dos que apenas sobrevivem, sem acesso
ao mercado de trabalho, à educação, saúde, habitação, terra - gente privada dos
direitos mais elementares da cidadania e da dignidade humana. São, pelo menos,
16,3 milhões de brasileiros, ou 8,5% da população, com renda mensal de até R$
70 por pessoa da família - os mesmos que a presidente Dilma Rousseff promete
beneficiar com o plano "Brasil sem Miséria", anunciado no início de maio.
Em sociedades democráticas, que vivem há décadas sob o estado de direito, as
mudanças, em geral, ocorrem lentamente: cálculos de nossos pesquisadores
mostram que, mantendo-se o ritmo atual de redução do índice de Gini, o Brasil
terá uma sociedade igualitária em cerca de 30 anos. Há, portanto, uma longa
caminhada pela frente, que obrigará nossos governantes a apostar no ciclo
virtuoso do bom capitalismo.
Trata-se, em resumo, de encarar o desafio de manter a queda da desigualdade por
duas ou três décadas, com o agravante de que algumas das atuais políticas de
distribuição de renda têm limites naturais. Para essa trajetória rumo à
igualdade, será fundamental investir em educação, mudar a política tributária,
melhorar o sistema de transferência de renda, realizar obras de saneamento
básico.
O Brasil precisa encontrar uma nova síntese entre economia e política, que
combine estabilidade econômica, inflação baixa e crescimento, com fortes
políticas sociais dirigidas para a população mais pobre. Daí, sim, será
possível comemorar, com ufanismo justificado, uma situação de equilíbrio social
e econômico pela primeira vez em mais de 500 anos de história.
Miguel Jorge, jornalista, é ex-ministro do Desenvolvimento, Indústria e
Comércio Exterior (2007/2010).
Há dias o Ministério do Trabalho divulgou que, em 2010 a criação de empregos
formais no Brasil foi de 2,86 milhões postos de trabalho, um crescimento de
6,94% na oferta de vagas com carteira assinada. É um recorde de toda a série
histórica da Relação Anual de Informações Sociais (Rais), que começou em 1975.
A esse recorde, o país tem somado outros, como os 19,5 milhões de brasileiros
que, entre 2003 e 2008, deixaram, estatisticamente, de ser pobres, e os 31,9
milhões que ascenderam às classes A, B e C.
Com toda a razão, os últimos anos foram marcados por um amplo debate sobre a
queda da desigualdade no Brasil. Basta uma ligeira retrospectiva para confirmar
que os institutos de pesquisas e algumas das mais conceituadas universidades
brasileiras empenharam-se em produzir dezenas de trabalhos que comprovam e
explicam as razões da redução da pobreza no país.
Como estímulo adicional para esses trabalhos, há o fato inédito de que os
brasileiros tinham, na presidência da República, um ex-metalúrgico,
autoproclamado da "esquerda moderada". O mesmo que, em 2002, ainda na disputa
pelo primeiro mandato, despertou os piores temores das alas mais conservadoras
da sociedade - entre eles, descontinuar as políticas econômicas de FHC,
aumentar os gastos sociais, suspender o pagamento da dívida pública e quebrar
contratos, de maneira geral.
Pois bem: o índice de pobreza no país caiu 50,64% durante os dois mandatos do
ex-presidente Lula, contra 31,9% entre 1995 e 2002, na gestão FHC. Em 2010, o
índice de Gini, que mede a desigualdade social, foi de 0,5304 no Brasil, o
menor desde 1960. Antes, o índice de 0,6 nos garantia o triste título de país
mais desigual da América Latina (piores, apenas alguns países africanos).
O deslocamento para classes de renda mais alta resulta do investimento da
população em educação
A grande notícia é que a redução da desigualdade, associada à retomada do
crescimento econômico, com queda do nível de desemprego, mostram um novo
Brasil, que nunca teve indicadores tão positivos de renda, trabalho e emprego
formal. De janeiro a abril deste ano, foram geradas 880 mil vagas, e as
projeções do Ministério do Trabalho indicam que, até o final do ano, as
contratações formais chegarão a 3 milhões.
Outros números recém-divulgados, como os do Censo 2010 e a pesquisa
Desigualdade de Renda da Década, da Fundação Getúlio Vargas (FGV), fazem
justiça aos progressos do país e mostram que está em andamento um processo
sustentável, que empurra os brasileiros de baixo para cima na base da pirâmide
social.
Entre 2001 e 2009, segundo a FGV, a renda dos mais pobres cresceu 311% na
comparação com a dos mais ricos. A educação foi o fator que mais contribuiu
para esse aumento de renda, seguida, em menor parte, pelos programas sociais,
como o Bolsa Família, que atinge hoje 25% da população, com investimento de
apenas 0,4% do PIB brasileiro. Em outras palavras, o deslocamento dos
brasileiros para classes de renda mais alta resulta, essencialmente, do
investimento da população em educação e da conquista de emprego com carteira
assinada.
É certo que a redução da desigualdade vem ocorrendo de maneira linear na
distribuição de renda, em um ritmo que os pesquisadores consideram alto para os
padrões históricos, pois é igual ou melhor que o dos países desenvolvidos. Nos
últimos anos, quanto maior a renda da população, menor o crescimento do poder
aquisitivo: os 10% mais ricos tiveram um crescimento em torno de 1% ao ano,
enquanto os 10% mais pobres entre 7 e 8% ao ano.
Impossível negar, também, que a ascensão da chamada nova classe C, cerca de 35
milhões de pessoas, com renda familiar entre três e 10 salários mínimos, é um
dos fenômenos sociais e econômicos mais importantes da história brasileira
recente. (Vale lembrar que um estudo do Instituto Data Popular, divulgado em
meados de maio, a partir de dados do IBGE, revela que conquistar essa nova
classe C será questão de sobrevivência para os políticos brasileiros: em 2014,
ela vai englobar 57% dos eleitores, contra 41%, em 2002.)
É preciso, entretanto, não perder de vista uma questão fundamental: os números
que retratam o Brasil, neste início de século, são, realmente, muito bons e
representam um enorme avanço para um país com um histórico chocante de
desigualdade social. Mas estão longe de admitir o tom triunfalista, que já
permeia alguns discursos políticos. Há lugar para muito otimismo, não para
ufanismo.
O que não se pode esconder é que o Brasil tem um atraso entre 50 e 100 anos em
relação ao tempo que outros países levaram para construir sociedades com alto
nível de igualdade. O que não se pode esconder é que o país, ainda, é
absurdamente desigual.
Queiramos ou não, ainda temos, de um lado, o Brasil que deu certo, da população
a quem o dinheiro permite acesso à educação, moradia, lazer, saúde,
alimentação. É também o Brasil dos executivos que viajam na segunda maior frota
de jatos particulares do mundo e o Brasil das grandes grifes planetárias do
mercado de luxo, concentradas na cidade de São Paulo, como Marc Jacobs, Chanel,
Louboutin, Hermès, Louis Vuitton e Emilio Pucci, entre muitas outras.
De outro lado, há o país dos miseráveis, dos que apenas sobrevivem, sem acesso
ao mercado de trabalho, à educação, saúde, habitação, terra - gente privada dos
direitos mais elementares da cidadania e da dignidade humana. São, pelo menos,
16,3 milhões de brasileiros, ou 8,5% da população, com renda mensal de até R$
70 por pessoa da família - os mesmos que a presidente Dilma Rousseff promete
beneficiar com o plano "Brasil sem Miséria", anunciado no início de maio.
Em sociedades democráticas, que vivem há décadas sob o estado de direito, as
mudanças, em geral, ocorrem lentamente: cálculos de nossos pesquisadores
mostram que, mantendo-se o ritmo atual de redução do índice de Gini, o Brasil
terá uma sociedade igualitária em cerca de 30 anos. Há, portanto, uma longa
caminhada pela frente, que obrigará nossos governantes a apostar no ciclo
virtuoso do bom capitalismo.
Trata-se, em resumo, de encarar o desafio de manter a queda da desigualdade por
duas ou três décadas, com o agravante de que algumas das atuais políticas de
distribuição de renda têm limites naturais. Para essa trajetória rumo à
igualdade, será fundamental investir em educação, mudar a política tributária,
melhorar o sistema de transferência de renda, realizar obras de saneamento
básico.
O Brasil precisa encontrar uma nova síntese entre economia e política, que
combine estabilidade econômica, inflação baixa e crescimento, com fortes
políticas sociais dirigidas para a população mais pobre. Daí, sim, será
possível comemorar, com ufanismo justificado, uma situação de equilíbrio social
e econômico pela primeira vez em mais de 500 anos de história.
Miguel Jorge, jornalista, é ex-ministro do Desenvolvimento, Indústria e
Comércio Exterior (2007/2010).
Governo cede para votar Código Florestal
Governo cede para votar Código Florestal
Sob intensa mobilização e orientação pessoal da presidente Dilma Rousseff, o
governo encontrou ontem uma saída para tentar um acordo político na votação do
Código Florestal, prevista para hoje na Câmara.
O Palácio do Planalto está disposto a autorizar a ocupação de até 20% das áreas
de preservação (APPs) em beiras de rio para todas as propriedades até quatro
módulos fiscais - de 20 a 400 hectares, segundo o município. Foi a maneira
encontrada pela presidente para garantir a recuperação de matas ciliares e o
"tratamento diferenciado" aos agricultores familiares, isolando médios e
grandes produtores rurais dos benefícios.
A presidente Dilma reafirmou ontem, em reunião com seis ministros e os
operadores políticos no Congresso, sua determinação de evitar "anistia" a
desmatamentos ilegais, garantir a integridade áreas de reserva legal (80% na
Amazônia, 35% no Cerrado e 20% nas demais regiões) e rejeitar a delegação de
mais poderes ambientais aos Estados. "Ela não aceita perdoar quem já tinha
consciência da ilegalidade do desmatamento", disse um ministro.
Em carta aberta a Dilma, o relator Aldo Rebelo (PCdoB-SP), rejeitou qualquer
"anistia" em seu texto. "De 'anistia' não se trata, uma vez que não há perdão,
mas apenas permuta entre a infração cometida e o compromisso da regularização
dos proprietários", disse. E pediu "sensibilidade, equilíbrio e espírito
humanitário" para combinar preservação ambiental com os interesses da
agricultura.
A ordem de Dilma é "circunscrever danos" ao governo no Congresso. A presidente
afirmou aos ministros e líderes políticos que não admitirá uma derrota do
governo no plenário da Câmara. Sabe dos problemas para "conquistar" os
parlamentares aliados às suas convicções. Quer "preservar" o líder do PMDB,
Henrique Alves (RN), do bombardeio de seus liderados, sobretudo da influente
bancada ruralista. Alves é candidato à presidência da Câmara em 2012.
O líder pemedebista deu sua palavra aos deputados aliados que não votaria
nenhuma iniciativa do governo antes de resolver a questão do Código Florestal.
Além disso, subscreveu uma emenda para consolidar todas as plantações e
criações de gado nas áreas de APP de rios. O acordo, aceito por todos os
partidos da base à exceção do PT, foi rejeitado pela presidente Dilma, como
informou ontem o Valor. Agora, uma "flexibilização" das regras, sem que isso
signifique abrir a porta para novos desmatamentos, seria uma "solução
negociada" para preservar as relações do governo em sua coalizão no Congresso.
Dilma Rousseff afirmou aos ministros e coordenadores políticos que quer "evitar
questionamentos" internacionais sobre a conduta ambiental do Brasil. A
presidente avalia, segundo um auxiliar, que tem compromissos a cumprir,
inclusive pessoalmente. Ainda ministra da Casa Civil, Dilma liderou a delegação
brasileira na Cúpula do Clima de Copenhague, onde o Brasil assumiu a meta
oficial de reduzir a emissão de gases do efeito estufa em até 39% até 2020. Ao
reunir a cúpula do governo para tratar do tema, a presidente avisou que a
imagem do governo brasileiro no exterior já estava abalada após o anúncio do
aumento no desmatamento na Amazônia em 27% nos nove meses encerrados em abril.
Dilma afirmou que o somatório de duas notícias negativas - volta do
desmatamento e "anistia" a desmatadores - "deterioraria" a boa imagem
construída pelo país nos últimos anos.
Desde o fim da semana passada, diante do impasse e das dificuldades em se obter
um acordo para votação, a presidente avocou a tarefa de definir exatamente
quais parâmetros serão aceitos pelo governo na reforma do Código Florestal. No
encontro de ontem, Dilma concordou em abrir a exceção às APPs de beiras de
rios, mas insistiu que essas áreas sejam de 15 metros em cada margem de rio nos
casos de recomposição da floresta.
Sob intensa mobilização e orientação pessoal da presidente Dilma Rousseff, o
governo encontrou ontem uma saída para tentar um acordo político na votação do
Código Florestal, prevista para hoje na Câmara.
O Palácio do Planalto está disposto a autorizar a ocupação de até 20% das áreas
de preservação (APPs) em beiras de rio para todas as propriedades até quatro
módulos fiscais - de 20 a 400 hectares, segundo o município. Foi a maneira
encontrada pela presidente para garantir a recuperação de matas ciliares e o
"tratamento diferenciado" aos agricultores familiares, isolando médios e
grandes produtores rurais dos benefícios.
A presidente Dilma reafirmou ontem, em reunião com seis ministros e os
operadores políticos no Congresso, sua determinação de evitar "anistia" a
desmatamentos ilegais, garantir a integridade áreas de reserva legal (80% na
Amazônia, 35% no Cerrado e 20% nas demais regiões) e rejeitar a delegação de
mais poderes ambientais aos Estados. "Ela não aceita perdoar quem já tinha
consciência da ilegalidade do desmatamento", disse um ministro.
Em carta aberta a Dilma, o relator Aldo Rebelo (PCdoB-SP), rejeitou qualquer
"anistia" em seu texto. "De 'anistia' não se trata, uma vez que não há perdão,
mas apenas permuta entre a infração cometida e o compromisso da regularização
dos proprietários", disse. E pediu "sensibilidade, equilíbrio e espírito
humanitário" para combinar preservação ambiental com os interesses da
agricultura.
A ordem de Dilma é "circunscrever danos" ao governo no Congresso. A presidente
afirmou aos ministros e líderes políticos que não admitirá uma derrota do
governo no plenário da Câmara. Sabe dos problemas para "conquistar" os
parlamentares aliados às suas convicções. Quer "preservar" o líder do PMDB,
Henrique Alves (RN), do bombardeio de seus liderados, sobretudo da influente
bancada ruralista. Alves é candidato à presidência da Câmara em 2012.
O líder pemedebista deu sua palavra aos deputados aliados que não votaria
nenhuma iniciativa do governo antes de resolver a questão do Código Florestal.
Além disso, subscreveu uma emenda para consolidar todas as plantações e
criações de gado nas áreas de APP de rios. O acordo, aceito por todos os
partidos da base à exceção do PT, foi rejeitado pela presidente Dilma, como
informou ontem o Valor. Agora, uma "flexibilização" das regras, sem que isso
signifique abrir a porta para novos desmatamentos, seria uma "solução
negociada" para preservar as relações do governo em sua coalizão no Congresso.
Dilma Rousseff afirmou aos ministros e coordenadores políticos que quer "evitar
questionamentos" internacionais sobre a conduta ambiental do Brasil. A
presidente avalia, segundo um auxiliar, que tem compromissos a cumprir,
inclusive pessoalmente. Ainda ministra da Casa Civil, Dilma liderou a delegação
brasileira na Cúpula do Clima de Copenhague, onde o Brasil assumiu a meta
oficial de reduzir a emissão de gases do efeito estufa em até 39% até 2020. Ao
reunir a cúpula do governo para tratar do tema, a presidente avisou que a
imagem do governo brasileiro no exterior já estava abalada após o anúncio do
aumento no desmatamento na Amazônia em 27% nos nove meses encerrados em abril.
Dilma afirmou que o somatório de duas notícias negativas - volta do
desmatamento e "anistia" a desmatadores - "deterioraria" a boa imagem
construída pelo país nos últimos anos.
Desde o fim da semana passada, diante do impasse e das dificuldades em se obter
um acordo para votação, a presidente avocou a tarefa de definir exatamente
quais parâmetros serão aceitos pelo governo na reforma do Código Florestal. No
encontro de ontem, Dilma concordou em abrir a exceção às APPs de beiras de
rios, mas insistiu que essas áreas sejam de 15 metros em cada margem de rio nos
casos de recomposição da floresta.
segunda-feira, 23 de maio de 2011
Boletim Diario do Mercado de Café - 23 Maio 2011.
O Mercado físico de café trabalhou o dia nos mesmos níveis de sexta feira. Para cafés Safra 10/11 de R$ 510,00 a R$ 520,00, com 10% a 15% de catação, e para cafés com 15% a 20% de catação R$ 500,00 a 510,00.
O fechamento do café arábica BMF para o vencimento Set/11 foi a US$ 332,35 com 5,55 de alta, totalizando um volume de 2.197 contratos. Saiu spread Set/Dez de -2,00 a -0,50. Observamos arbitragem Set/Set de -15,80 a -14,00; Set/Dez de -19,00 a -18,00; Dez/Dez de -19,30a -18,50. O mercado de café na BMF trabalhou o dia em alta, fazendo um fundo duplo e tendo uma correção técnica, acompanhando o mercado de NY quemesmo tendo o cenário externo negativo encontrou suporte por parte de fundos e especuladores.
O mercado de café para o vencimento Julho/11 encerrou cotado a 262,55, com 340 pontos de alta, e range entre 258,90 e 264,65.Quebrando a seqüência de queda das duas últimas sessões, a cotação do café nesta segunda-feira trabalhou predominantemente em tendência de alta, porém ainda respeitando seu range de atuação do movimento. Fazendo a mínima do dia logo pela abertura do mercado a 258,90, compras em escalaforam constantemente notadas, contrariando assim a forte tendência de queda dos mercados, principalmente a depreciação do euro frente ao dólar, o grão conseguiu tomar fôlego para assim quebrar a resistência de 260,00, buscando rapidamente seu próximo strike de 262,50. Mostrando certa consolidação nestes níveis, tímida compra deu novo fôlego para a commodity marcar sua máxima do dia a 264,65, encontrando vendas em escala. Perto do fechamento, com leve depreciação, o café encerrou o dia cotado a 262,55. As médias móveis de 40, 100 e 200 dias estão compreendidas em 280,20 / 266,80 e 230,90 respectivamente. De acordo com a Cecafé, os embarques de maio (entre os dias 01 e 20) somam 1.261.244 sacas, umavariação negativa de 22,6% em relação ao mesmo período do mês anterior. O café Londres Julho/11 encerrou cotado a 2539, com 4 pontos de queda, num range de 2508 e 2550.
O fechamento do café arábica BMF para o vencimento Set/11 foi a US$ 332,35 com 5,55 de alta, totalizando um volume de 2.197 contratos. Saiu spread Set/Dez de -2,00 a -0,50. Observamos arbitragem Set/Set de -15,80 a -14,00; Set/Dez de -19,00 a -18,00; Dez/Dez de -19,30a -18,50. O mercado de café na BMF trabalhou o dia em alta, fazendo um fundo duplo e tendo uma correção técnica, acompanhando o mercado de NY quemesmo tendo o cenário externo negativo encontrou suporte por parte de fundos e especuladores.
O mercado de café para o vencimento Julho/11 encerrou cotado a 262,55, com 340 pontos de alta, e range entre 258,90 e 264,65.Quebrando a seqüência de queda das duas últimas sessões, a cotação do café nesta segunda-feira trabalhou predominantemente em tendência de alta, porém ainda respeitando seu range de atuação do movimento. Fazendo a mínima do dia logo pela abertura do mercado a 258,90, compras em escalaforam constantemente notadas, contrariando assim a forte tendência de queda dos mercados, principalmente a depreciação do euro frente ao dólar, o grão conseguiu tomar fôlego para assim quebrar a resistência de 260,00, buscando rapidamente seu próximo strike de 262,50. Mostrando certa consolidação nestes níveis, tímida compra deu novo fôlego para a commodity marcar sua máxima do dia a 264,65, encontrando vendas em escala. Perto do fechamento, com leve depreciação, o café encerrou o dia cotado a 262,55. As médias móveis de 40, 100 e 200 dias estão compreendidas em 280,20 / 266,80 e 230,90 respectivamente. De acordo com a Cecafé, os embarques de maio (entre os dias 01 e 20) somam 1.261.244 sacas, umavariação negativa de 22,6% em relação ao mesmo período do mês anterior. O café Londres Julho/11 encerrou cotado a 2539, com 4 pontos de queda, num range de 2508 e 2550.
Fluxo para o Brasil contraria saída dos emergentes
Fluxo para o Brasil contraria saída dos emergentes
Os fundos de ações de mercados emergentes sofreram saída líquida de recursos em
oito semanas, na medida em que o dólar valorizou e os preços de commodities
caíram. Mas no caso do Brasil houve uma modesta entrada líquida de dinheiro na
semana terminada na última quarta-feira, dia 18.
Dados da consultoria americana EPFR Global mostram que os fundos que investem
em nações em desenvolvimento registraram saída de recursos de US$ 1,6 bilhão,
ante entrada líquida de US$ 265 milhões na semana anterior e de US$ 11,1
bilhões em abril.
Fundos dedicados à América Latina tiveram saída líquida de US$ 122 milhões. Mas
no caso de fundos que aplicam em ações no Brasil, houve entrada líquida de US$
31,8 milhões. Com isso, o Brasil foi um dos poucos a ter resultado positivo na
semana passada.
Globalmente, os fundos de ações tiveram retirada de US$ 7 bilhões, na esteira
da onda de aversão ao risco. Também os fundos de commodities continuaram
sofrendo, com o total de retirada de US$ 5 bilhões nas últimas três semanas. Já
os fundos de "bonds" tiveram sua melhor semana desde outubro.
Os fundos de ações de mercados emergentes sofreram saída líquida de recursos em
oito semanas, na medida em que o dólar valorizou e os preços de commodities
caíram. Mas no caso do Brasil houve uma modesta entrada líquida de dinheiro na
semana terminada na última quarta-feira, dia 18.
Dados da consultoria americana EPFR Global mostram que os fundos que investem
em nações em desenvolvimento registraram saída de recursos de US$ 1,6 bilhão,
ante entrada líquida de US$ 265 milhões na semana anterior e de US$ 11,1
bilhões em abril.
Fundos dedicados à América Latina tiveram saída líquida de US$ 122 milhões. Mas
no caso de fundos que aplicam em ações no Brasil, houve entrada líquida de US$
31,8 milhões. Com isso, o Brasil foi um dos poucos a ter resultado positivo na
semana passada.
Globalmente, os fundos de ações tiveram retirada de US$ 7 bilhões, na esteira
da onda de aversão ao risco. Também os fundos de commodities continuaram
sofrendo, com o total de retirada de US$ 5 bilhões nas últimas três semanas. Já
os fundos de "bonds" tiveram sua melhor semana desde outubro.
Café tem correção na ICE e sobe em dia de commodities pressionadas
Café tem correção na ICE e sobe em dia de commodities pressionadas
Os contratos futuros de café arábica negociados na ICE Futures US encerraram esta segunda-feira com altas, interrompendo a recente onda de perdas. Os longo da manhã, o contrato de julho chegou, novamente, a flutuar abaixo dos 260,00 centavos por libra, mas os vendedores não tiveram a consistência observada recentemente e ordens de compra passaram a ser observadas, o que permitiu que ganhos mais consistentes fossem registrados. Apesar de perder parte dos ganhos do dia, ao longo da tarde o café continuou a registrar ganho e o fechamento conseguiu se dar com dentro do nível de 260,00 centavos. As altas se deram em um ambiente inverso do verificado no segmento externo, que teve um dia de dólar com forças e commodities registrando novas perdas, principalmente com o petróleo registrando perdas consideráveis. Apesar desse cenário, especuladores e fundos se posicionaram no lado comprador, invertendo a tendência predominante nos últimos dias.
No encerramento do dia, o julho em Nova Iorque teve alta de 340 pontos com 262,55 centavos, sendo a máxima em 264,65 e a mínima em 258,90 centavos por libra, com o setembro registrando oscilação positiva de 340 pontos, com a libra a 265,50 centavos, sendo a máxima em 267,50 e a mínima em 261,95 centavos por libra. Na Euronext/Liffe, em Londres, a posição julho registrou baixa de 4 dólares, com 2.539 dólares por tonelada, com o setembro tendo desvalorização de 3 dólares, com 2.576 dólares por tonelada.
Segundo analistas internacionais, tecnicamente o mercado ainda demonstra uma tendência baixista. No entanto, os bearishs (baixistas) buscaram romper seu principal suporte atual, em 256,00 centavos, mas encontraram uma faixa compradora mais considerável logo abaixo dos 260,00 centavos, o que deu novo impulso para os preços, mesmo em um dia negativo para as commodities em geral. Esses analistas ressaltaram também que o mercado também tem um foco na questão do clima, o que permite ao café, em determinados momentos, mostrar algum "descolamento da tendência" observada no segmento macroeconômico. "Acreditamos que as altas desta segunda-feira foram, em parte, uma correção, após as várias baixas recentes. Caímos com uma intensidade muito forte e alguns operadores podem estar tentando um ajuste.
É claro que os baixistas vão continuar o trabalho para romper os 256,00 centavos e, se isso ocorrer, a tendência é abrimos espaço para perdas mais agressivas. Entretanto, o mercado pode ainda ter uma tentativa de recuperação, principalmente se o cenário externo voltar a operar com estabilidade ou ganhos, como era observado até há pouco", disse um trader.
Um operador ressaltou que o café em Nova Iorque também foi influenciado por novas regras de negócios com essa commodity na ICE. A direção empreendeu uma mudança para passar a ter o poder de cancelar operações e, assim, reduzir oscilações. A definição da ICE foi passar de 390 para 500 pontos o termo de anulação de operações abaixo ou acima de um preço médio registrado após oscilações mais fortes de preço. A casa de negócios define a oscilação como aquele que muda a direção de um negócio em cerca de 90 minutos, sem uma justificativa plausível no campo fundamental. O equilíbrio seria aquela no qual existe a estabilização, após a forte oscilação.
As exportações de café do México, Colômbia, República Dominicana, Peru, Honduras, Nicarágua, Guatemala, El Salvador e Costa Rica tiveram alta de 12,2% em abril, num reflexo dos preços internacionais em alta, que estimularam os países produtores a ampliar seus envios ao exterior. As remessas desses nove países atingiram 2.584.061 sacas, segundo dados da Anacafé (Associação Nacional de Café da Guatemala), entidade responsável pela estatística do bloco, contra 2.302.603 sacas do mesmo período de 2010. As exportações acumuladas pelo grupo na atual safra — outubro de 2010 ao final de abril passado — tiveram uma ampliação de quase 18%, atingindo 16.121.654 sacas.
As exportações de café do Brasil em maio, até o dia 20, somaram 1.261.224 sacas, contra 1.629.341 sacas registradas no mesmo período de abril, informou o Cecafé (Conselho dos Exportadores de Café do Brasil).
Os estoques certificados de café na bolsa de Nova Iorque tiveram alta de 2.250 sacas indo para 1.666.921 sacas. O volume negociado no dia na ICE Futures US foi estimado em 12.772 lotes, com as opções tendo 3.084 calls e 3.579 puts. Tecnicamente, o julho na ICE Futures US tem uma resistência em 264,65, 264,90-265,00, 265,50, 266,00, 267,50, 268,00, 268,50, 269,00, 269,20, 269,50 e 269,90-270,00 centavos de dólar por libra peso, com o suporte em 258,90, 258,50, 258,00, 257,50, 257,00, 256,50, 256,00, 255,50, 255,10-255,00, 254,50, 254,00 e 253,50 centavos por libra.
Os contratos futuros de café arábica negociados na ICE Futures US encerraram esta segunda-feira com altas, interrompendo a recente onda de perdas. Os longo da manhã, o contrato de julho chegou, novamente, a flutuar abaixo dos 260,00 centavos por libra, mas os vendedores não tiveram a consistência observada recentemente e ordens de compra passaram a ser observadas, o que permitiu que ganhos mais consistentes fossem registrados. Apesar de perder parte dos ganhos do dia, ao longo da tarde o café continuou a registrar ganho e o fechamento conseguiu se dar com dentro do nível de 260,00 centavos. As altas se deram em um ambiente inverso do verificado no segmento externo, que teve um dia de dólar com forças e commodities registrando novas perdas, principalmente com o petróleo registrando perdas consideráveis. Apesar desse cenário, especuladores e fundos se posicionaram no lado comprador, invertendo a tendência predominante nos últimos dias.
No encerramento do dia, o julho em Nova Iorque teve alta de 340 pontos com 262,55 centavos, sendo a máxima em 264,65 e a mínima em 258,90 centavos por libra, com o setembro registrando oscilação positiva de 340 pontos, com a libra a 265,50 centavos, sendo a máxima em 267,50 e a mínima em 261,95 centavos por libra. Na Euronext/Liffe, em Londres, a posição julho registrou baixa de 4 dólares, com 2.539 dólares por tonelada, com o setembro tendo desvalorização de 3 dólares, com 2.576 dólares por tonelada.
Segundo analistas internacionais, tecnicamente o mercado ainda demonstra uma tendência baixista. No entanto, os bearishs (baixistas) buscaram romper seu principal suporte atual, em 256,00 centavos, mas encontraram uma faixa compradora mais considerável logo abaixo dos 260,00 centavos, o que deu novo impulso para os preços, mesmo em um dia negativo para as commodities em geral. Esses analistas ressaltaram também que o mercado também tem um foco na questão do clima, o que permite ao café, em determinados momentos, mostrar algum "descolamento da tendência" observada no segmento macroeconômico. "Acreditamos que as altas desta segunda-feira foram, em parte, uma correção, após as várias baixas recentes. Caímos com uma intensidade muito forte e alguns operadores podem estar tentando um ajuste.
É claro que os baixistas vão continuar o trabalho para romper os 256,00 centavos e, se isso ocorrer, a tendência é abrimos espaço para perdas mais agressivas. Entretanto, o mercado pode ainda ter uma tentativa de recuperação, principalmente se o cenário externo voltar a operar com estabilidade ou ganhos, como era observado até há pouco", disse um trader.
Um operador ressaltou que o café em Nova Iorque também foi influenciado por novas regras de negócios com essa commodity na ICE. A direção empreendeu uma mudança para passar a ter o poder de cancelar operações e, assim, reduzir oscilações. A definição da ICE foi passar de 390 para 500 pontos o termo de anulação de operações abaixo ou acima de um preço médio registrado após oscilações mais fortes de preço. A casa de negócios define a oscilação como aquele que muda a direção de um negócio em cerca de 90 minutos, sem uma justificativa plausível no campo fundamental. O equilíbrio seria aquela no qual existe a estabilização, após a forte oscilação.
As exportações de café do México, Colômbia, República Dominicana, Peru, Honduras, Nicarágua, Guatemala, El Salvador e Costa Rica tiveram alta de 12,2% em abril, num reflexo dos preços internacionais em alta, que estimularam os países produtores a ampliar seus envios ao exterior. As remessas desses nove países atingiram 2.584.061 sacas, segundo dados da Anacafé (Associação Nacional de Café da Guatemala), entidade responsável pela estatística do bloco, contra 2.302.603 sacas do mesmo período de 2010. As exportações acumuladas pelo grupo na atual safra — outubro de 2010 ao final de abril passado — tiveram uma ampliação de quase 18%, atingindo 16.121.654 sacas.
As exportações de café do Brasil em maio, até o dia 20, somaram 1.261.224 sacas, contra 1.629.341 sacas registradas no mesmo período de abril, informou o Cecafé (Conselho dos Exportadores de Café do Brasil).
Os estoques certificados de café na bolsa de Nova Iorque tiveram alta de 2.250 sacas indo para 1.666.921 sacas. O volume negociado no dia na ICE Futures US foi estimado em 12.772 lotes, com as opções tendo 3.084 calls e 3.579 puts. Tecnicamente, o julho na ICE Futures US tem uma resistência em 264,65, 264,90-265,00, 265,50, 266,00, 267,50, 268,00, 268,50, 269,00, 269,20, 269,50 e 269,90-270,00 centavos de dólar por libra peso, com o suporte em 258,90, 258,50, 258,00, 257,50, 257,00, 256,50, 256,00, 255,50, 255,10-255,00, 254,50, 254,00 e 253,50 centavos por libra.
Market International coffee today
Market International coffee today
In the market for actuals here, Colombians, UGQ, were offered FOB, for June through Nov. equal shipment from 21¢ to 22¢ over the relevant months “C.”
Colombian supremos, screen 17/18, were offered FOB, for June through Nov. equal shipment from 26¢ to 28¢ over the relevant months “C.”
Semi washed Brazils, 2/3s, 15/16 were offered FOB for July through Dec. equal shipment from 2¢ under the relevant months “C.”
Santos 3/4s were offered FOB for June shipment from 15¢ to 14¢ under July “C,” and offered FOB for July through Dec. equal shipment from 25¢ to 24¢ under the relevant months “C.”
Brazil conillon robustas, 5/6s, screen 13, were offered FOB for June shipment from 3¢ to 5¢ over July London.
Prime Mexicans were offered FOB Laredo for June crossing from 7¢ to 8¢ over July “C.”
Prime Mexicans, were offered FOB Veracruz for June/July/Aug. equal shipment from 5¢ to 6¢ over the relevant months “C.”
High grown Mexicans, European preparation, were offered FOB Veracruz for June/July/Aug. equal shipment from 8¢ over the relevant months “C.”
Prime Guatemalas were offered FOB, per 46 kilos, June/July/Aug. equal shipment from $7 over the relevant months “C.”
Hard bean Guatemalas, European preparation, were offered FOB for June/July/Aug. equal shipment from $11 over, per 46 kilos, the relevant months “C,” and strictly hard beans, European preparation, were offered FOB, per 46 kilos, for June/July/Aug. equal shipment from $18 over the relevant months “C.”
Hard bean Costa Ricas, European preparation, were offered FOB for June/July/Aug. equal shipment from $28 over, per 46 kilos, the relevant months “C,” and strictly hard beans, European preparation, were offered FOB, per 46 kilos, for June/July/Aug. equal shipment from $34 the relevant months “C.”
Central standard Salvadors were offered FOB per 46 kilos, for June/July/Aug. equal shipment from $7 over the relevant months “C.”
High grown Salvadors, European preparation, were offered FOB for June/July/Aug. equal shipment from $15 over per 46 kilos, the relevant months “C.”
Strictly high grown Salvadors, European preparation, were offered FOB for June/July/Aug. equal shipment from $17 to $19 over, per 46 kilos, the relevant months “C.”
Strictly high grown Nicaraguas, European preparation, for June/July/Aug. equal shipment were offered FOB from $17 to $18 the relevant months “C.”
In the market for actuals here, Colombians, UGQ, were offered FOB, for June through Nov. equal shipment from 21¢ to 22¢ over the relevant months “C.”
Colombian supremos, screen 17/18, were offered FOB, for June through Nov. equal shipment from 26¢ to 28¢ over the relevant months “C.”
Semi washed Brazils, 2/3s, 15/16 were offered FOB for July through Dec. equal shipment from 2¢ under the relevant months “C.”
Santos 3/4s were offered FOB for June shipment from 15¢ to 14¢ under July “C,” and offered FOB for July through Dec. equal shipment from 25¢ to 24¢ under the relevant months “C.”
Brazil conillon robustas, 5/6s, screen 13, were offered FOB for June shipment from 3¢ to 5¢ over July London.
Prime Mexicans were offered FOB Laredo for June crossing from 7¢ to 8¢ over July “C.”
Prime Mexicans, were offered FOB Veracruz for June/July/Aug. equal shipment from 5¢ to 6¢ over the relevant months “C.”
High grown Mexicans, European preparation, were offered FOB Veracruz for June/July/Aug. equal shipment from 8¢ over the relevant months “C.”
Prime Guatemalas were offered FOB, per 46 kilos, June/July/Aug. equal shipment from $7 over the relevant months “C.”
Hard bean Guatemalas, European preparation, were offered FOB for June/July/Aug. equal shipment from $11 over, per 46 kilos, the relevant months “C,” and strictly hard beans, European preparation, were offered FOB, per 46 kilos, for June/July/Aug. equal shipment from $18 over the relevant months “C.”
Hard bean Costa Ricas, European preparation, were offered FOB for June/July/Aug. equal shipment from $28 over, per 46 kilos, the relevant months “C,” and strictly hard beans, European preparation, were offered FOB, per 46 kilos, for June/July/Aug. equal shipment from $34 the relevant months “C.”
Central standard Salvadors were offered FOB per 46 kilos, for June/July/Aug. equal shipment from $7 over the relevant months “C.”
High grown Salvadors, European preparation, were offered FOB for June/July/Aug. equal shipment from $15 over per 46 kilos, the relevant months “C.”
Strictly high grown Salvadors, European preparation, were offered FOB for June/July/Aug. equal shipment from $17 to $19 over, per 46 kilos, the relevant months “C.”
Strictly high grown Nicaraguas, European preparation, for June/July/Aug. equal shipment were offered FOB from $17 to $18 the relevant months “C.”
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