No oeste de São Paulo, onde condição é mais crítica, umidade do solo já está abaixo de 40% da capacidade total
Ana Maria H. de Ávila - O Estado de S.Paulo
Uma massa de ar seco foi a responsável pelo predomínio de sol e a redução da umidade do ar em praticamente todas as localidades do Estado, à exceção de Iguape, que registrou 6 milímetros de chuva, por causa da passagem de uma frente fria pelo Oceano Atlântico.
As temperaturas ficaram em torno de 2 graus mais elevadas em relação à semana anterior, mantendo o padrão de grande amplitude térmica diária. Com a ausência de chuva e as temperaturas mais elevadas, aumentou a taxa de evapotranspiração, que oscilou entre 2,2 e 2,7 milímetros por dia. Com isso, diminuiu o armazenamento hídrico do solo. A umidade média no Estado ficou em 55%.
No oeste do Estado, onde a condição é mais crítica, a umidade do solo já está abaixo de 40%, comprometendo o desenvolvimento das pastagens e lavouras. Além do mais, o frio também prejudica o desenvolvimento das pastagens, o que deve contribuir para elevar a oferta de boi gordo, dada a dificuldade de manter os animais no pasto.
O tempo seco favoreceu a maturação da cana, elevando a concentração de sacarose nos colmos e o rendimento industrial. A redução da umidade do solo favoreceu a colheita e o transporte da gramínea. Os produtores estão em plena safra e os preços já podem ser sentidos nas bombas, com a redução do preço do etanol.
A colheita do milho safrinha no Vale do Paranapanema e sul do Estado foi beneficiada. Os produtores reduziram a área plantada, segundo a Conab, mas o preço e a qualidade do produto estão animadores.
Nos cafezais de São José do Rio Pardo, Franca e Garça, o tempo seco favoreceu a maturação dos frutos e a colheita. Com o tempo seco, as atividades de colheita do feijão da seca também seguem em ritmo acelerado em Capão Bonito e Itaberá e já se aproximam do fim.
Frutíferas. Tempo favorável para a colheita da tangerina poncã e murcote, permitindo que os produtores aproveitem o bom momento para cultura nesta safra, com altos níveis de produtividade e bom preço.
Produtores de morango de Jarinu, Monte Alegre do Sul e Atibaia devem começar a colher até o fim do mês. A queda da temperatura noturna das últimas duas semanas retardou a maturação dos frutos, permitindo a formação de frutos maiores e de melhor qualidade.
Café
A 2ª estimativa de produção feita pela Conab indica que o Brasil deve colher 43,54 milhões de sacas (60 quilos). Isto representa redução de 9,5% em relação aos 48,09 milhões de sacas do ciclo anterior. O motivo da redução é a bienalidade do café, que este ano é de baixa.
ANA MARIA H. DE ÁVILA É PESQUISADORA DO CEPAGRI/UNICAMP. PARA MAIS INFORMAÇÕES SOBRE TEMPO E CLIMA, ACESSE WWW.AGRITEMPO.GOV.BR
quarta-feira, 18 de maio de 2011
Café na ICE tem volta das altas com compras especulativas
Café na ICE tem volta das altas com compras especulativas
Os contratos futuros de café arábica negociados na ICE Futures US encerraram esta terça-feira com altas, numa ligeira recuperação após as fortes perdas observadas ao longo dos últimos dias. Recompras especulativas foram as principais ações que permitiram dar um suporte às cotações, em um dia em que o mercado externo não foi dos mais favoráveis, com quedas, por exemplo, no índice médio das commodities e também nas principais bolsas internacionais de valores. O café chegou a registrar ligeiras perdas pela manhã, mas, ao contrário das sessões passadas, os bearishs (baixistas) não se mostraram grandes vendedores e as perdas não conseguiram se estender a ponto de testar nenhum tipo de suporte, nem sequer a baixa da sessão passada, em 263,05 centavos por libra. Com isso, foi aberto espaço para algumas recompras especulativas, o que permitiu que as altas se consolidassem, principalmente na segunda metade do dia.
Tecnicamente, os gráficos já não se mostram tão amigáveis ao café. As tendências que indicavam um viés de alta, num momento em que o café suplantou os 300,00 centavos por libra e buscava as máximas de maio de 1997, se inverteram, com os gráficos indicando fechamentos abaixo das médias móveis como de 20 ou 40 dias, indicativos de que uma fraqueza continua a ser observada. Um suporte mais consistente está situado em 256,00 centavos por libra que, se rompido, poderia dar um novo estímulo para perdas no mercado. Fundamentalmente, o café está em um período climático, com o centro-sul brasileiro, por exemplo, vivendo suas primeiras ondas de frio, o que, invariavelmente, leva à especulação sobre geadas. Outro fator climático que mobiliza o mercado são as chuvas da Colômbia, consideradas as maiores da história do país, com mais de 400 pessoas mortas. Apesar desse viés do clima, tal fator tem sido suplantado por uma leitura técnica do mercado, com influência clara de segmentos externos, seja nas altas seja nas baixas.
No encerramento do dia, o julho em Nova Iorque teve alta de 200 pontos com 266,10 centavos, sendo a máxima em 268,40 e a mínima em 263,60 centavos por libra, com o setembro registrando oscilação positiva de 195 pontos, com a libra a 269,00 centavos, sendo a máxima em 270,95 e a mínima em 266,65 centavos por libra. Na Euronext/Liffe, em Londres, a posição julho registrou alta de 19 dólares, com 2.492 dólares por tonelada, com o setembro tendo valorização de 24 dólares, com 2.528 dólares por tonelada.
De acordo com analistas internacionais, o dia foi caracterizado por um início tímido, sem um grande direcionamento e com a pressão externa, com as commodities mantendo um viés de baixa. No entanto, ao não romper o suporte mais básico, da mínima da sessão anterior, o mercado deu espaço para algumas ações de recompra, com os ganhos se consolidando na seqüência. "Ficamos longe até de romper os 270,00 centavos. A sessão foi mais uma correção do mercado, após as perdas intensas dos últimos dias. O perfil dos negócios ainda é baixista, mas alguns operadores trabalham com a perspectiva de que algumas compras poderiam ser realizadas, levando em conta o perfil climático e também a questão da oferta do grão, que continua limitada", disse um operador. No after-hours, o café ampliou ainda mais os ganhos do dia, com novas ações compradoras de especuladores, com o julho se posicionando proximamente das máximas do dia.
A temporada de chuvas na Colômbia atinge fortemente os cultivos de café. Segundo a assessoria técnica da Federacafe (Federação Nacional dos Cafeicultores da Colômbia), não há uma região não se verifique uma forte incidência de ferrugem, causada diretamente pelas chuvas. Em Antioquia, uma das maiores zonas produtoras do país, por exemplo, dos 113 mil hectares plantados com café, 65 mil hectares apresentam ferrugem.
As exportações de café do Brasil em maio, até o dia 16, somaram 791.343 sacas, contra 824.715 sacas registradas no mesmo período de abril, informou o Cecafé (Conselho dos Exportadores de Café do Brasil). Os estoques certificados de café na bolsa de Nova Iorque tiveram alta de 8.200 sacas indo para 1.653.860 sacas.
O volume negociado no dia na ICE Futures US foi estimado em 15.981 lotes, com as opções tendo 6.561 calls e 5.396 puts. Tecnicamente, o julho na ICE Futures US tem uma resistência em 268,40-268,50, 269,00, 269,50, 269,90-270,00, 270,50, 271,00, 271,50, 272,00, 272,15 e 272,50 centavos de dólar por libra peso, com o suporte em 263,60-263,50, 263,00, 262,50, 262,10-262,00, 261,50, 261,00, 260,50, 260,10-260,00 e 259,50 centavos por libra.
Os contratos futuros de café arábica negociados na ICE Futures US encerraram esta terça-feira com altas, numa ligeira recuperação após as fortes perdas observadas ao longo dos últimos dias. Recompras especulativas foram as principais ações que permitiram dar um suporte às cotações, em um dia em que o mercado externo não foi dos mais favoráveis, com quedas, por exemplo, no índice médio das commodities e também nas principais bolsas internacionais de valores. O café chegou a registrar ligeiras perdas pela manhã, mas, ao contrário das sessões passadas, os bearishs (baixistas) não se mostraram grandes vendedores e as perdas não conseguiram se estender a ponto de testar nenhum tipo de suporte, nem sequer a baixa da sessão passada, em 263,05 centavos por libra. Com isso, foi aberto espaço para algumas recompras especulativas, o que permitiu que as altas se consolidassem, principalmente na segunda metade do dia.
Tecnicamente, os gráficos já não se mostram tão amigáveis ao café. As tendências que indicavam um viés de alta, num momento em que o café suplantou os 300,00 centavos por libra e buscava as máximas de maio de 1997, se inverteram, com os gráficos indicando fechamentos abaixo das médias móveis como de 20 ou 40 dias, indicativos de que uma fraqueza continua a ser observada. Um suporte mais consistente está situado em 256,00 centavos por libra que, se rompido, poderia dar um novo estímulo para perdas no mercado. Fundamentalmente, o café está em um período climático, com o centro-sul brasileiro, por exemplo, vivendo suas primeiras ondas de frio, o que, invariavelmente, leva à especulação sobre geadas. Outro fator climático que mobiliza o mercado são as chuvas da Colômbia, consideradas as maiores da história do país, com mais de 400 pessoas mortas. Apesar desse viés do clima, tal fator tem sido suplantado por uma leitura técnica do mercado, com influência clara de segmentos externos, seja nas altas seja nas baixas.
No encerramento do dia, o julho em Nova Iorque teve alta de 200 pontos com 266,10 centavos, sendo a máxima em 268,40 e a mínima em 263,60 centavos por libra, com o setembro registrando oscilação positiva de 195 pontos, com a libra a 269,00 centavos, sendo a máxima em 270,95 e a mínima em 266,65 centavos por libra. Na Euronext/Liffe, em Londres, a posição julho registrou alta de 19 dólares, com 2.492 dólares por tonelada, com o setembro tendo valorização de 24 dólares, com 2.528 dólares por tonelada.
De acordo com analistas internacionais, o dia foi caracterizado por um início tímido, sem um grande direcionamento e com a pressão externa, com as commodities mantendo um viés de baixa. No entanto, ao não romper o suporte mais básico, da mínima da sessão anterior, o mercado deu espaço para algumas ações de recompra, com os ganhos se consolidando na seqüência. "Ficamos longe até de romper os 270,00 centavos. A sessão foi mais uma correção do mercado, após as perdas intensas dos últimos dias. O perfil dos negócios ainda é baixista, mas alguns operadores trabalham com a perspectiva de que algumas compras poderiam ser realizadas, levando em conta o perfil climático e também a questão da oferta do grão, que continua limitada", disse um operador. No after-hours, o café ampliou ainda mais os ganhos do dia, com novas ações compradoras de especuladores, com o julho se posicionando proximamente das máximas do dia.
A temporada de chuvas na Colômbia atinge fortemente os cultivos de café. Segundo a assessoria técnica da Federacafe (Federação Nacional dos Cafeicultores da Colômbia), não há uma região não se verifique uma forte incidência de ferrugem, causada diretamente pelas chuvas. Em Antioquia, uma das maiores zonas produtoras do país, por exemplo, dos 113 mil hectares plantados com café, 65 mil hectares apresentam ferrugem.
As exportações de café do Brasil em maio, até o dia 16, somaram 791.343 sacas, contra 824.715 sacas registradas no mesmo período de abril, informou o Cecafé (Conselho dos Exportadores de Café do Brasil). Os estoques certificados de café na bolsa de Nova Iorque tiveram alta de 8.200 sacas indo para 1.653.860 sacas.
O volume negociado no dia na ICE Futures US foi estimado em 15.981 lotes, com as opções tendo 6.561 calls e 5.396 puts. Tecnicamente, o julho na ICE Futures US tem uma resistência em 268,40-268,50, 269,00, 269,50, 269,90-270,00, 270,50, 271,00, 271,50, 272,00, 272,15 e 272,50 centavos de dólar por libra peso, com o suporte em 263,60-263,50, 263,00, 262,50, 262,10-262,00, 261,50, 261,00, 260,50, 260,10-260,00 e 259,50 centavos por libra.
Sara Lee negocia operação de café da Maratá - Valor - 18/05/2011
Sara Lee negocia operação de café da Maratá - Valor - 18/05/2011
A Sara Lee, que tem 22,3% do mercado de café do país, negocia a compra das operações de café da sergipana Maratá ou uma fusão com a empresa nordestina, disseram ao Valor fontes ligadas às duas companhias, que não quiseram se identificar. No caso de uma aquisição, o valor do negócio seria de R$ 1 bilhão e envolveria uma das sete fábricas da Maratá, em Itaporanga d'Ajuda (SE). A unidade produz café, refresco em pó e chás de infusão.
Conforme as fontes, a receita da unidade é de R$ 600 milhões ao ano - quase metade das vendas da companhia. Procuradas, Sara Lee e Maratá não comentaram o assunto. A compra - ou fusão - abriria portas ao mercado nordestino para a Sara Lee. Naquela região, a liderança é disputada entre a própria Maratá (dona das marcas de café Maratá e Café Puro) e a torrefadora 3Corações - joint venture formada em 2005 pelo grupo israelense Strauss-Elite e o brasileiro Santa Clara. Além disso, os produtos Maratá têm boa presença no varejo do Nordeste, ocupando lugar de destaque nas prateleiras dos supermercados da região. Por estar no interior de Sergipe, a unidade de Itaporanga d'Ajuda tem generosos descontos nos tributos estaduais, o que pode ter aumentado o interesse em sua aquisição.
A Sara Lee, que tem quase 30% do mercado de café do Centro-Sul do país, detém apenas 9% no Nordeste. O objetivo é elevar a fatia no Nordeste para o patamar nacional nos próximos anos. A aquisição ampliaria a distância entre a americana e a segunda no ranking nacional, a 3Corações. As negociações entre Sara Lee e Maratá, conforme pessoas ligadas à operação, estão em estágio avançado, embora haja mais três empresas interessadas. Uma delas seria a Bunge, que não comenta o assunto. "As conversas se iniciaram por meio de uma oferta de compra da Sara Lee. A Maratá sabe que para crescer precisa fazer um movimento desses. Mas a família deseja continuar no negócio, por isso surgiu também a proposta de uma fusão", conta uma pessoa que participou do processo. A negociação começou há quase seis meses, segundo fontes. Consultorias que acompanhavam o processo, afirmaram que o valor pedido pelos controladores da Maratá estaria muito acima da disponibilidade da Sara Lee. Daí a demora para a conclusão do negócio.
A relação entre as duas companhias, entretanto, é amigável e antiga. Em 2008, os dois grupos fecharam uma parceria pela qual a Maratá passou a industrializar (em Itaporanga), empacotar e distribuir produtos da Sara Lee no Nordeste. No caso de uma aquisição, a oferta de R$ 1 bilhão incluiria também ações da empresa compradora, disse a fonte. Segundo a mesma pessoa, a Maratá tem baixo nível de endividamento, fato que justifica o alto valor da negociação. A Maratá é totalmente familiar e pertence ao grupo familiar José Augusto Vieira, e tem sede na cidade de Lagarto, em Sergipe. Foi fundada por José Augusto Vieira, que iniciou suas atividades com a comercialização de fumo de corda, na década de 70. Segundo um analista, que prefere não se identificar, essas características estariam reduzindo a competitividade da empresa no varejo, exatamente contra marcas da Sara Lee e da 3Corações.
Hoje, a Maratá é a quarta maior empresa de café do país (atrás de Sara Lee, 3Corações e Melitta) e produz - além de fumo, café, refrescos em pó e chás - achocolatados, sucos prontos, gelatinas, temperos, adoçantes, copos descartáveis e filtros para café, com atuação no Nordeste, parte do Centro-Oeste e o Amazonas. A Sara Lee, com sede em Downers Grove, nos Estados Unidos, é dona no Brasil das marcas Pilão, Caboclo e Café do Ponto, entre outras. Em novembro, comprou a paranaense Café Damasco por R$ 100 milhões. Desde o ano passado a companhia está desmembrando suas operações de carnes e café em duas empresas separadas e vem vendendo ativos não ligados ao setor de alimentos, como a divisão de inseticidas. Um dos grupos que se mostrou interessado nas operações de carnes da companhia foi a brasileira JBS.
A Sara Lee, que tem 22,3% do mercado de café do país, negocia a compra das operações de café da sergipana Maratá ou uma fusão com a empresa nordestina, disseram ao Valor fontes ligadas às duas companhias, que não quiseram se identificar. No caso de uma aquisição, o valor do negócio seria de R$ 1 bilhão e envolveria uma das sete fábricas da Maratá, em Itaporanga d'Ajuda (SE). A unidade produz café, refresco em pó e chás de infusão.
Conforme as fontes, a receita da unidade é de R$ 600 milhões ao ano - quase metade das vendas da companhia. Procuradas, Sara Lee e Maratá não comentaram o assunto. A compra - ou fusão - abriria portas ao mercado nordestino para a Sara Lee. Naquela região, a liderança é disputada entre a própria Maratá (dona das marcas de café Maratá e Café Puro) e a torrefadora 3Corações - joint venture formada em 2005 pelo grupo israelense Strauss-Elite e o brasileiro Santa Clara. Além disso, os produtos Maratá têm boa presença no varejo do Nordeste, ocupando lugar de destaque nas prateleiras dos supermercados da região. Por estar no interior de Sergipe, a unidade de Itaporanga d'Ajuda tem generosos descontos nos tributos estaduais, o que pode ter aumentado o interesse em sua aquisição.
A Sara Lee, que tem quase 30% do mercado de café do Centro-Sul do país, detém apenas 9% no Nordeste. O objetivo é elevar a fatia no Nordeste para o patamar nacional nos próximos anos. A aquisição ampliaria a distância entre a americana e a segunda no ranking nacional, a 3Corações. As negociações entre Sara Lee e Maratá, conforme pessoas ligadas à operação, estão em estágio avançado, embora haja mais três empresas interessadas. Uma delas seria a Bunge, que não comenta o assunto. "As conversas se iniciaram por meio de uma oferta de compra da Sara Lee. A Maratá sabe que para crescer precisa fazer um movimento desses. Mas a família deseja continuar no negócio, por isso surgiu também a proposta de uma fusão", conta uma pessoa que participou do processo. A negociação começou há quase seis meses, segundo fontes. Consultorias que acompanhavam o processo, afirmaram que o valor pedido pelos controladores da Maratá estaria muito acima da disponibilidade da Sara Lee. Daí a demora para a conclusão do negócio.
A relação entre as duas companhias, entretanto, é amigável e antiga. Em 2008, os dois grupos fecharam uma parceria pela qual a Maratá passou a industrializar (em Itaporanga), empacotar e distribuir produtos da Sara Lee no Nordeste. No caso de uma aquisição, a oferta de R$ 1 bilhão incluiria também ações da empresa compradora, disse a fonte. Segundo a mesma pessoa, a Maratá tem baixo nível de endividamento, fato que justifica o alto valor da negociação. A Maratá é totalmente familiar e pertence ao grupo familiar José Augusto Vieira, e tem sede na cidade de Lagarto, em Sergipe. Foi fundada por José Augusto Vieira, que iniciou suas atividades com a comercialização de fumo de corda, na década de 70. Segundo um analista, que prefere não se identificar, essas características estariam reduzindo a competitividade da empresa no varejo, exatamente contra marcas da Sara Lee e da 3Corações.
Hoje, a Maratá é a quarta maior empresa de café do país (atrás de Sara Lee, 3Corações e Melitta) e produz - além de fumo, café, refrescos em pó e chás - achocolatados, sucos prontos, gelatinas, temperos, adoçantes, copos descartáveis e filtros para café, com atuação no Nordeste, parte do Centro-Oeste e o Amazonas. A Sara Lee, com sede em Downers Grove, nos Estados Unidos, é dona no Brasil das marcas Pilão, Caboclo e Café do Ponto, entre outras. Em novembro, comprou a paranaense Café Damasco por R$ 100 milhões. Desde o ano passado a companhia está desmembrando suas operações de carnes e café em duas empresas separadas e vem vendendo ativos não ligados ao setor de alimentos, como a divisão de inseticidas. Um dos grupos que se mostrou interessado nas operações de carnes da companhia foi a brasileira JBS.
Sara Lee quer negócio de café do Maratá - Valor 18/05/2011
Sara Lee quer negócio de café do Maratá - Valor 18/05/2011
A Sara Lee, que tem 22,3% do mercado de café do país, negocia a compra da
divisão de café do grupo sergipano Maratá. O valor é estimado em R$ 1 bilhão e
envolve uma das sete fábricas do Maratá, em Itaporanga d'Ajuda (SE). A unidade,
que além de café produz refrescos em pó e chás de infusão, fatura R$ 600
milhões por ano, quase metade das vendas do grupo. Se confirmada, a compra
abrirá as portas do Nordeste para a Sara Lee. Na região, a liderança do mercado
de café é disputada pelo Maratá e a torrefadora 3Corações. A Bunge, outra
multinacional americana de alimentos, também está interessada na empresa.
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A Sara Lee, que tem 22,3% do mercado de café do país, negocia a compra da
divisão de café do grupo sergipano Maratá. O valor é estimado em R$ 1 bilhão e
envolve uma das sete fábricas do Maratá, em Itaporanga d'Ajuda (SE). A unidade,
que além de café produz refrescos em pó e chás de infusão, fatura R$ 600
milhões por ano, quase metade das vendas do grupo. Se confirmada, a compra
abrirá as portas do Nordeste para a Sara Lee. Na região, a liderança do mercado
de café é disputada pelo Maratá e a torrefadora 3Corações. A Bunge, outra
multinacional americana de alimentos, também está interessada na empresa.
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terça-feira, 17 de maio de 2011
Governo prepara revolução nas regras para estimular produção de alimentos básicos
Governo prepara revolução nas regras para estimular produção de alimentos básicos
Mauro Zanatta | De Brasília | Valor Economico
O governo prepara uma profunda alteração nas regras do crédito rural. O esforço, cujo resultado será divulgado no fim de maio, busca estimular a produção de alimentos básicos, induzir a diversificação da agropecuária, garantir a sustentação de preços ao produtor e, ao mesmo tempo, manter sob controle a inflação dos alimentos.
Parte das mudanças no Manual de Crédito Rural, debatidas com bancos públicos e privados pelo governo, serão anunciadas no novo Plano de Safra 2011/12, apurou o Valor. Outra parte deve ser aprovada em reunião do Conselho Monetário Nacional (CMN) no fim de junho.
A proposta, costurada pelo Ministério da Fazenda ao longo dos últimos cinco meses, prevê uma "descommoditização" da política agrícola. Produtores de arroz, feijão, carnes, frutas e hortigranjeiros, que hoje pagam juros mais elevados por não figurar como prioridade do governo, passarão a ser equiparados aos empresários de soja, algodão e milho.
O novo manual de crédito, de 500 páginas, tentará desburocratizar as operações rurais e simplificar a concessão de recursos para custeio, investimento e comercialização das safras. Em época de bonança no setor rural e de altos volumes de recursos disponíveis no sistema financeiro, a tônica é facilitar a vida de clientes, bancos e do governo. Mas sempre com a ideia de evitar variações bruscas de preços no setor.
"A ação do governo precisa ser igual para todos os produtores, e não para uma cultura específica. Hoje, temos uma política mais 'commoditizada'. O foco é para igualar carnes, batata e tomate, que pagam taxas mais elevadas, às commodities", explica o secretário-adjunto de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Gilson Bittencourt. Coordenador da revisão do manual, o economista enumera os objetivos: "É um estímulo à produção e ao controle de inflação. E tem um lado ambiental porque ajuda na diversificação da produção. Além disso, é mais fácil fiscalizar por CPF do que por cultura".
O novo manual unificará os limites individuais de crédito, que passarão a ser liberados por CPF do beneficiário. Assim, os limites por cultura devem acabar. Isso simplificará procedimentos e cortará custos operacionais. A medida deve elevar o teto dos recursos, de R$ 650 mil para até R$ 975 mil, dependendo da criação de "sobretetos", ainda em discussão, apurou o Valor. Hoje, as faixas do teto vão de R$ 200 mil a R$ 650 mil. O governo transformará os R$ 650 mil em piso. Se usar sementes certificadas, o produtor pode ter um bônus de 15%. Se comprovar respeito às leis ambientais, terá outros 15%. "O foco é trazer quem está abaixo dos R$ 650 mil. Mas o Tesouro dará a palavra final", afirma Bittencourt.
Para sustentar preços aos produtores durante os picos de safra, quando a abundância de oferta tende a derrubar cotações, o governo também dará ênfase à comercialização da produção. Para isso, vai separar a proteção ao produtor do crédito à agroindústria.
Os Empréstimos do Governo Federal (EGFs) devem acabar. Em seu lugar, o governo criará dois novos instrumentos: o Financiamento para Estocagem de Produtos Integrantes da PGPM (FEPM) e FEE, para produtos fora da Política de Garantia de Preços Mínimos. Assim, haverá uma elevação nos limite de crédito até duas vezes o que o produtor emprestou em custeio. A meta é dar velocidade à comercialização, garantir mais recursos ao produtor para segurar produtos nos armazéns e conferir mais "poder de fogo" para reter produção, inclusive pecuária. "O foco, hoje, não garante preços, mas apenas crédito", diz Gilson Bittencourt.
As mudanças incluem, ainda, a criação de uma espécie de crédito rotativo ("cheque especial"), com limite de crédito mais amplo e prazo maior. "Será um renovação simplificada, não necessariamente crédito rotativo", afirma o secretário-executivo. O governo ainda decidirá se o limite será R$ 200 mil, R$ 300 mil ou R$ 500 mil. A ideia é "zerar", por dois meses, essa conta. Entre junho e julho, por exemplo, o produtor quitaria esse débito.
Os produtores integrados a agroindústrias terão limites unificados de R$ 70 mil por CPF. Os tetos para investimentos fixos e semifixos devem subir, passando de R$ 200 mil para 300 mil. As agroindústrias também terão limites maiores, passando de R$ 30 milhões para R$ 40 milhões, inclusive no Funcafé (FAC). Os sementeiros terão até R$ 7 milhões.
Além disso, o governo avalia permitir aos bancos de cooperativas cumprir, em nome dos bancos privados, parte das "exigibilidades" do crédito rural - a parcela de 25% dos depósitos à vista com aplicação obrigatória no rural. A meta é fortalecer e estimular as cooperativas. Para criar o Depósito Interfinanceiro para Cooperativas de Crédito (DIR Cooperativas), porém, ainda falta definir a distribuição de riscos bancários. Também haverá alterações nas NPRs e exigências de registro em cartório.
Os bancos receberam bem as mudanças. "Parabéns ao Gilson pelo trabalho árduo. É um estímulo importante que demandou muito tempo e equipe especializada", disse o diretor da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), Ademiro Vian. Antes, porém, os bancos terão que mudar sistemas de tecnologia, contratos-padrão e fazer adequações operacionais. "Mas é momento bom para fazer mudanças".
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Mauro Zanatta | De Brasília | Valor Economico
O governo prepara uma profunda alteração nas regras do crédito rural. O esforço, cujo resultado será divulgado no fim de maio, busca estimular a produção de alimentos básicos, induzir a diversificação da agropecuária, garantir a sustentação de preços ao produtor e, ao mesmo tempo, manter sob controle a inflação dos alimentos.
Parte das mudanças no Manual de Crédito Rural, debatidas com bancos públicos e privados pelo governo, serão anunciadas no novo Plano de Safra 2011/12, apurou o Valor. Outra parte deve ser aprovada em reunião do Conselho Monetário Nacional (CMN) no fim de junho.
A proposta, costurada pelo Ministério da Fazenda ao longo dos últimos cinco meses, prevê uma "descommoditização" da política agrícola. Produtores de arroz, feijão, carnes, frutas e hortigranjeiros, que hoje pagam juros mais elevados por não figurar como prioridade do governo, passarão a ser equiparados aos empresários de soja, algodão e milho.
O novo manual de crédito, de 500 páginas, tentará desburocratizar as operações rurais e simplificar a concessão de recursos para custeio, investimento e comercialização das safras. Em época de bonança no setor rural e de altos volumes de recursos disponíveis no sistema financeiro, a tônica é facilitar a vida de clientes, bancos e do governo. Mas sempre com a ideia de evitar variações bruscas de preços no setor.
"A ação do governo precisa ser igual para todos os produtores, e não para uma cultura específica. Hoje, temos uma política mais 'commoditizada'. O foco é para igualar carnes, batata e tomate, que pagam taxas mais elevadas, às commodities", explica o secretário-adjunto de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Gilson Bittencourt. Coordenador da revisão do manual, o economista enumera os objetivos: "É um estímulo à produção e ao controle de inflação. E tem um lado ambiental porque ajuda na diversificação da produção. Além disso, é mais fácil fiscalizar por CPF do que por cultura".
O novo manual unificará os limites individuais de crédito, que passarão a ser liberados por CPF do beneficiário. Assim, os limites por cultura devem acabar. Isso simplificará procedimentos e cortará custos operacionais. A medida deve elevar o teto dos recursos, de R$ 650 mil para até R$ 975 mil, dependendo da criação de "sobretetos", ainda em discussão, apurou o Valor. Hoje, as faixas do teto vão de R$ 200 mil a R$ 650 mil. O governo transformará os R$ 650 mil em piso. Se usar sementes certificadas, o produtor pode ter um bônus de 15%. Se comprovar respeito às leis ambientais, terá outros 15%. "O foco é trazer quem está abaixo dos R$ 650 mil. Mas o Tesouro dará a palavra final", afirma Bittencourt.
Para sustentar preços aos produtores durante os picos de safra, quando a abundância de oferta tende a derrubar cotações, o governo também dará ênfase à comercialização da produção. Para isso, vai separar a proteção ao produtor do crédito à agroindústria.
Os Empréstimos do Governo Federal (EGFs) devem acabar. Em seu lugar, o governo criará dois novos instrumentos: o Financiamento para Estocagem de Produtos Integrantes da PGPM (FEPM) e FEE, para produtos fora da Política de Garantia de Preços Mínimos. Assim, haverá uma elevação nos limite de crédito até duas vezes o que o produtor emprestou em custeio. A meta é dar velocidade à comercialização, garantir mais recursos ao produtor para segurar produtos nos armazéns e conferir mais "poder de fogo" para reter produção, inclusive pecuária. "O foco, hoje, não garante preços, mas apenas crédito", diz Gilson Bittencourt.
As mudanças incluem, ainda, a criação de uma espécie de crédito rotativo ("cheque especial"), com limite de crédito mais amplo e prazo maior. "Será um renovação simplificada, não necessariamente crédito rotativo", afirma o secretário-executivo. O governo ainda decidirá se o limite será R$ 200 mil, R$ 300 mil ou R$ 500 mil. A ideia é "zerar", por dois meses, essa conta. Entre junho e julho, por exemplo, o produtor quitaria esse débito.
Os produtores integrados a agroindústrias terão limites unificados de R$ 70 mil por CPF. Os tetos para investimentos fixos e semifixos devem subir, passando de R$ 200 mil para 300 mil. As agroindústrias também terão limites maiores, passando de R$ 30 milhões para R$ 40 milhões, inclusive no Funcafé (FAC). Os sementeiros terão até R$ 7 milhões.
Além disso, o governo avalia permitir aos bancos de cooperativas cumprir, em nome dos bancos privados, parte das "exigibilidades" do crédito rural - a parcela de 25% dos depósitos à vista com aplicação obrigatória no rural. A meta é fortalecer e estimular as cooperativas. Para criar o Depósito Interfinanceiro para Cooperativas de Crédito (DIR Cooperativas), porém, ainda falta definir a distribuição de riscos bancários. Também haverá alterações nas NPRs e exigências de registro em cartório.
Os bancos receberam bem as mudanças. "Parabéns ao Gilson pelo trabalho árduo. É um estímulo importante que demandou muito tempo e equipe especializada", disse o diretor da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), Ademiro Vian. Antes, porém, os bancos terão que mudar sistemas de tecnologia, contratos-padrão e fazer adequações operacionais. "Mas é momento bom para fazer mudanças".
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Café Palheta volta ao mercado carioca
Café Palheta volta ao mercado carioca
Marca adquirida pela Sara Lee está disponível novamente nas gôndolas.
O Café Palheta, que nos últimos quatro anos esteve fora das gôndolas, volta a ser comercializado nos pontos-de-venda da Região Metropolitana do Rio de Janeiro. A marca, fundada em 1943, foi comprada pela Sara Lee Cafés em novembro do ano passado, e chegará com uma embalagem repaginada e com novo blend. O café é feito a partir de uma combinação dos melhores grãos de torra média escura que proporciona uma bebida forte e saborosa. Está disponível nas embalagens de 250g e 500g nas versões almofada e a vácuo.
Para o diretor de marketing da Sara Lee, Ricardo Souza, o retorno do Café Palheta ao mercado carioca tem como objetivo tornar a marca a segunda da empresa na região, atrás de Pilão, que tem 40% de market share. “O Café Palheta, apesar de ter ficado fora do mercado, ainda tem forte identificação com o consumidor carioca”. [Preço sugerido: R$ 5,68 (embalagem a vácuo 500g) | SAC 0800 703 55 55 ].
Campanha publicitária - A agência Talent é a responsável pela criação da campanha para anunciar a volta do Café Palheta. A partir do conceito “As coisas boas do Rio estão voltando” e com trilha sonora interpretada pelo baterista, cantor e compositor Wilson da Neves, o filme relembra as belezas da cidade, ao mesmo tempo em que celebra as novas conquistas, como sede da próxima Copa do Mundo e dos próximos Jogos Olímpicos.
O insight criativo para a campanha partiu da imagem do antigo Café Palheta, ponto de encontro no Rio anos atrás e presente na memória afetiva dos cariocas até hoje, como símbolo de uma cidade acolhedora, otimista e alegre. Além do filme (de 30’ e 60’), que será veiculado a partir do dia 16 de maio na TV Globo, TV Record, Rede TV! e TV Band, a campanha contará também com mídia exterior e mobiliário.
Sara Lee Cafés- A Sara Lee, multinacional americana, ingressou no Brasil em 1998 e iniciou um processo de aquisições de marcas. Na atualidade, todas as suas operações no Brasil estão concentradas no mercado de cafés, com as marcas Pilão, Café do Ponto, Seleto, Caboclo, Moka, Jaraguá, Damasco (Damasco, Maracanã, Bom Taí, Pacheco e Palheta), além do sistema monodose de café Senseo®, uma parceria mundial da Sara Lee com a Philips. A Sara Lee lidera o mercado nacional de café torrado e moído, com 22,3% de participação.
Atualmente, possui duas unidades fabris. A planta industrial de Jundiaí, que foi inaugurada em 2006, conta com 35 mil metros quadrados de área construída, num total de 226.596 metros quadrados e é a maior e mais moderna fábrica de torra e moagem de café da América Latina. A planta no bairro de Pirajá em Salvador (BA), inaugurada em março de 2011, conta com área total de 16 mil metros quadrados e abriga a base do escritório regional de Vendas da região Nordeste.
No Brasil, a Sara Lee emprega 1.225 funcionários diretos e cerca de 200 indiretos. Merece destaque ainda a preocupação da empresa com a Sustentabilidade: apoio a agricultura sustentável, compra de cafés com selo Utz, aproveitamento da água da chuva e a manutenção de APP - Área de Preservação Permanente, com aproximadamente 52.000 metros quadrados, além de rígido processo de controle de emissão de poluentes.
No mercado desde 1939, a Sara Lee encanta milhões de consumidores e clientes ao redor do mundo. A empresa possui um dos mais amados e principais portfólios com suas marcas inovadoras e confiáveis de alimentos e bebidas, incluindo Ball Park, Douwe Egberts, Hillshire Farm, Jimmy Dean, Sara Lee e Senseo. Juntas, nossas marcas geram aproximadamente US$ 11 bilhões em vendas líquidas anuais. Sara Lee tem aproximadamente 33.000 funcionários trabalhando em suas operações em todo o mundo. [www.saralee.com].
Marca adquirida pela Sara Lee está disponível novamente nas gôndolas.
O Café Palheta, que nos últimos quatro anos esteve fora das gôndolas, volta a ser comercializado nos pontos-de-venda da Região Metropolitana do Rio de Janeiro. A marca, fundada em 1943, foi comprada pela Sara Lee Cafés em novembro do ano passado, e chegará com uma embalagem repaginada e com novo blend. O café é feito a partir de uma combinação dos melhores grãos de torra média escura que proporciona uma bebida forte e saborosa. Está disponível nas embalagens de 250g e 500g nas versões almofada e a vácuo.
Para o diretor de marketing da Sara Lee, Ricardo Souza, o retorno do Café Palheta ao mercado carioca tem como objetivo tornar a marca a segunda da empresa na região, atrás de Pilão, que tem 40% de market share. “O Café Palheta, apesar de ter ficado fora do mercado, ainda tem forte identificação com o consumidor carioca”. [Preço sugerido: R$ 5,68 (embalagem a vácuo 500g) | SAC 0800 703 55 55 ].
Campanha publicitária - A agência Talent é a responsável pela criação da campanha para anunciar a volta do Café Palheta. A partir do conceito “As coisas boas do Rio estão voltando” e com trilha sonora interpretada pelo baterista, cantor e compositor Wilson da Neves, o filme relembra as belezas da cidade, ao mesmo tempo em que celebra as novas conquistas, como sede da próxima Copa do Mundo e dos próximos Jogos Olímpicos.
O insight criativo para a campanha partiu da imagem do antigo Café Palheta, ponto de encontro no Rio anos atrás e presente na memória afetiva dos cariocas até hoje, como símbolo de uma cidade acolhedora, otimista e alegre. Além do filme (de 30’ e 60’), que será veiculado a partir do dia 16 de maio na TV Globo, TV Record, Rede TV! e TV Band, a campanha contará também com mídia exterior e mobiliário.
Sara Lee Cafés- A Sara Lee, multinacional americana, ingressou no Brasil em 1998 e iniciou um processo de aquisições de marcas. Na atualidade, todas as suas operações no Brasil estão concentradas no mercado de cafés, com as marcas Pilão, Café do Ponto, Seleto, Caboclo, Moka, Jaraguá, Damasco (Damasco, Maracanã, Bom Taí, Pacheco e Palheta), além do sistema monodose de café Senseo®, uma parceria mundial da Sara Lee com a Philips. A Sara Lee lidera o mercado nacional de café torrado e moído, com 22,3% de participação.
Atualmente, possui duas unidades fabris. A planta industrial de Jundiaí, que foi inaugurada em 2006, conta com 35 mil metros quadrados de área construída, num total de 226.596 metros quadrados e é a maior e mais moderna fábrica de torra e moagem de café da América Latina. A planta no bairro de Pirajá em Salvador (BA), inaugurada em março de 2011, conta com área total de 16 mil metros quadrados e abriga a base do escritório regional de Vendas da região Nordeste.
No Brasil, a Sara Lee emprega 1.225 funcionários diretos e cerca de 200 indiretos. Merece destaque ainda a preocupação da empresa com a Sustentabilidade: apoio a agricultura sustentável, compra de cafés com selo Utz, aproveitamento da água da chuva e a manutenção de APP - Área de Preservação Permanente, com aproximadamente 52.000 metros quadrados, além de rígido processo de controle de emissão de poluentes.
No mercado desde 1939, a Sara Lee encanta milhões de consumidores e clientes ao redor do mundo. A empresa possui um dos mais amados e principais portfólios com suas marcas inovadoras e confiáveis de alimentos e bebidas, incluindo Ball Park, Douwe Egberts, Hillshire Farm, Jimmy Dean, Sara Lee e Senseo. Juntas, nossas marcas geram aproximadamente US$ 11 bilhões em vendas líquidas anuais. Sara Lee tem aproximadamente 33.000 funcionários trabalhando em suas operações em todo o mundo. [www.saralee.com].
Boletim Diario do Mercado de Café - 17 Maio 2011.
H.Commcor DTVM
O Mercado físico de café trabalhou o dia nos mesmos níveis de ontem. Para cafés Safra 10/11 de R$ 515,00 a R$ 525,00, com 10%a 15% de catação, e para cafés com 15% a 20% de catação R$ 505,00 a 515,00.
O fechamento do café arábica BMF para o vencimento Set/11 foi a US$ 333,40 com 3,50 de alta, totalizando um volume de 1.628 contratos. Saiu spread Set/Dez de 0,50 a 1,00. Observamos arbitragem Set/Set de -18,80 a -17,25; Set/Dez de -21,20 a -20,00; Dez/Dez de -20,30 a -19,50. O mercado de café na BMF trabalhou o dia em um movimento de correção técnica recuperando as perdas dos dias anteriores, com a melhora no cenário externo e também a queda do dólar em relação a outras moedas dando suporte para o dia de hoje.
Hoje não desceu nenhum contrato para o vencimento Maio11, totalizando 411 contratos entregues.
O mercado de café para o vencimento Julho/11 encerrou cotado a 266,10, com 200 pontos de alta, e range entre 263,60 e 268,40.Quebrando a tendência de queda das últimas sessões, a cotação do café nesta terça-feira registrou acentuado ganho. Fazendo a mínima do dia a263,60, nível acima da marca registrada ontem, tímidas compras em escala foram sendo notadas, encontrando com baixo volume de negócios sua resistência de 265,00. Quebrando tal patamar, o grão logo objetivou sua média móvel de 100 dias a 265,70, onde assim foi observado maior volume de compras e ativações de specs, levando a commodity a suas máximas do dia a 266,70, fechando com leve depreciação a 266,10. Após o fechamento, dando continuidade a tal movimento de apreciação, novas compras deram maior fôlego para o mercado, registrando assim uma nova máxima do dia a 268,40, deixando a idéia do mercado para a sessão subseqüente, testar novamente tais patamares. Na sessão de hoje não desceram 49 canudos, totalizando2.626 canudos. As médias móveis de 40, 100 e 200 dias estão compreendidas em 281,50 / 265,70 e 229,00 respectivamente. De acordo com a Cecafé, os embarques de maio (entre os dias 01 e 16) somam 791.343 sacas, uma variação negativa de 4,0% em relação ao mesmo período do mês anterior. O café Londres Julho/11 encerrou cotado a 2492, com 19 pontos de alta, num range de 2462 e 2507.
O Mercado físico de café trabalhou o dia nos mesmos níveis de ontem. Para cafés Safra 10/11 de R$ 515,00 a R$ 525,00, com 10%a 15% de catação, e para cafés com 15% a 20% de catação R$ 505,00 a 515,00.
O fechamento do café arábica BMF para o vencimento Set/11 foi a US$ 333,40 com 3,50 de alta, totalizando um volume de 1.628 contratos. Saiu spread Set/Dez de 0,50 a 1,00. Observamos arbitragem Set/Set de -18,80 a -17,25; Set/Dez de -21,20 a -20,00; Dez/Dez de -20,30 a -19,50. O mercado de café na BMF trabalhou o dia em um movimento de correção técnica recuperando as perdas dos dias anteriores, com a melhora no cenário externo e também a queda do dólar em relação a outras moedas dando suporte para o dia de hoje.
Hoje não desceu nenhum contrato para o vencimento Maio11, totalizando 411 contratos entregues.
O mercado de café para o vencimento Julho/11 encerrou cotado a 266,10, com 200 pontos de alta, e range entre 263,60 e 268,40.Quebrando a tendência de queda das últimas sessões, a cotação do café nesta terça-feira registrou acentuado ganho. Fazendo a mínima do dia a263,60, nível acima da marca registrada ontem, tímidas compras em escala foram sendo notadas, encontrando com baixo volume de negócios sua resistência de 265,00. Quebrando tal patamar, o grão logo objetivou sua média móvel de 100 dias a 265,70, onde assim foi observado maior volume de compras e ativações de specs, levando a commodity a suas máximas do dia a 266,70, fechando com leve depreciação a 266,10. Após o fechamento, dando continuidade a tal movimento de apreciação, novas compras deram maior fôlego para o mercado, registrando assim uma nova máxima do dia a 268,40, deixando a idéia do mercado para a sessão subseqüente, testar novamente tais patamares. Na sessão de hoje não desceram 49 canudos, totalizando2.626 canudos. As médias móveis de 40, 100 e 200 dias estão compreendidas em 281,50 / 265,70 e 229,00 respectivamente. De acordo com a Cecafé, os embarques de maio (entre os dias 01 e 16) somam 791.343 sacas, uma variação negativa de 4,0% em relação ao mesmo período do mês anterior. O café Londres Julho/11 encerrou cotado a 2492, com 19 pontos de alta, num range de 2462 e 2507.
Estoques dos EUA crescem 119 mil sacas em abril, diz GCA
Estoques dos EUA crescem 119 mil sacas em abril, diz GCA
Os estoques de café nos Estados Unidos tiveram uma alta de 119.138 sacas no final de abril, totalizando 4.351.291 sacas, informou a GCA (Green Coffee Association). No final de março, os estoques do país eram de 4.232.153 sacas. A maior alta de estoques foi verificada no armazém de Nova Iorque, com aumento de 123.461 sacas, com o aumento nos armazém de Los Angeles/Long Beach sendo de 21.595 sacas. A maior retração foi observada no armazém de Houston, com baixa de 34.898 sacas. Anteriormente, uma informação havia sido transmitida informando incorretamente os números sobre os estoques do país. Os números apresentados agora são os oficiais da GCA.
Os estoques de café nos Estados Unidos tiveram uma alta de 119.138 sacas no final de abril, totalizando 4.351.291 sacas, informou a GCA (Green Coffee Association). No final de março, os estoques do país eram de 4.232.153 sacas. A maior alta de estoques foi verificada no armazém de Nova Iorque, com aumento de 123.461 sacas, com o aumento nos armazém de Los Angeles/Long Beach sendo de 21.595 sacas. A maior retração foi observada no armazém de Houston, com baixa de 34.898 sacas. Anteriormente, uma informação havia sido transmitida informando incorretamente os números sobre os estoques do país. Os números apresentados agora são os oficiais da GCA.
Café mantém fraqueza e tem dia de perdas consideráveis na ICE
Café mantém fraqueza e tem dia de perdas consideráveis na ICE
Os contratos futuros de café arábica negociados na ICE Futures US encerraram esta segunda-feira com novas quedas, em mais uma sessão caracterizada pelo clima negativo que tomou conta do setor nos últimos dias. Especuladores e fundos continuaram instalados no lado vendedor do mercado e várias liquidações foram detectadas, principalmente na segunda metade da sessão. O dia foi iniciado com as cotações próximas da estabilidade, sendo que os preços tiveram variações não muito intensas no lado positivo e negativo da escala. Na segunda parte do dia, no entanto, ao conseguir romper o nível de 268,65 centavos, o mercado ganhou impulso para novos stops de vendas e as perdas passaram a ser verificadas com maior intensidade, com o mercado encerrando o dia abaixo dos 265,00 centavos, algo considerado negativo por alguns operadores.
Com mais uma queda, o mercado que se mostrava sobrecomprado dá sinais de não mais ter forças para manter um padrão de ganho anterior e os bearishs (baixistas) voltaram a ter predominância nas ações. Alguns suportes mais básicos já foram facilmente rompidos e o mercado não dá demonstração de uma reação mais efetiva. Outro suporte, desta vez com maior potencial, está em 256,00 centavos, nível que, se rompido, poderia abrir espaço para liquidações mais consistentes, encerrando, efetivamente, um ciclo de ganhos consistentes no mercado em quase um ano de ações de grande volume de compra. Tecnicamente, o mercado que se mostrava bastante forte já vê sinais de fraqueza, seja no Índice de Força Relativa, seja nas médias móveis, como de 20 e 40 dias, que já não conseguem ser sobrepostas nos fechamentos, algo que é lido pelos operadores como bastante negativo.
No encerramento do dia, o julho em Nova Iorque teve queda de 530 pontos com 264,10 centavos, sendo a máxima em 272,15 e a mínima em 263,05 centavos por libra, com o setembro registrando oscilação negativa de 525 pontos, com a libra a 267,05 centavos, sendo a máxima em 275,00 e a mínima em 266,00 centavos por libra. Na Euronext/Liffe, em Londres, a posição julho registrou queda de 54 dólares, com 2.473 dólares por tonelada, com o setembro tendo desvalorização de 53 dólares, com 2.504 dólares por tonelada.
De acordo com analistas internacionais, o mercado continua demonstrando um padrão de liquidação, com vendas significativas sendo realizadas, o que faz com que o café perca muitas das "gorduras" acumuladas ao longo dos últimos meses. O cenário externo também não contribui para uma melhoria do quadro. Nesta segunda-feira, mais uma vez, as commodities apresentaram retrações, numa manutenção do quadro de mau humor, com muitos operadores se retirando dos mercados de maior risco para investir em segmentos mais seguros. "Alguns fundos estão diminuindo o apetite no mercado de commodities. Isso é um fato. E está refletido nas cotações em queda. O café reflete esse mau momento, com perdas consideráveis. Mas, fundamentalmente, ainda temos um quadro apertado para grão é não seria exagerado pensarmos que essa pressão vendedora pudesse ser estancada logo, já que, além do pouco café disponível, vivemos um momento climático delicado e todo o cuidado é pouco diante desse quadro", disse um trader.
A agência estatal reguladora de café do Burundi, denominada Arfic, divulgou que seu objetivo é dobrar, em cinco anos, a produção do grão no país. Para tanto, um processo de renovação será executado em grande parte das lavouras locais. A agência prevê replantar ao menos 7,5 milhões de árvores, privilegiando as variedades de alta produção e mais resistentes, segundo apontou o diretor desse órgão, Evariste Ngayempore. Ao final da renovação, o país quer passar das atuais 25 mil toneladas obtidas anualmente para 50 mil toneladas. Neste ano, o país sofreu com problemas de pragas, doenças e também com uma seca. Burundi produz, predominantemente, arábica e venda a grande maioria de seu café para os Estados Unidos e União Européia.
Os estoques de café nos Estados Unidos tiveram uma alta de 119.138 sacas no final de abril, totalizando 4.351.291 sacas, informou a GCA (Green Coffee Association). No final de março, os estoques do país eram de 4.232.153 sacas. A maior alta de estoques foi verificada no armazém de Nova Iorque, com aumento de 123.461 sacas, com o aumento nos armazém de Los Angeles/Long Beach sendo de 21.595 sacas. A maior retração foi observada no armazém de Houston, com baixa de 34.898 sacas. Anteriormente, uma informação havia sido transmitida informando incorretamente os números sobre os estoques do país. Os números apresentados agora são os oficiais da GCA.
A Colômbia teve mais um final de semana de chuvas intensas e enchentes foram reportadas em diversas regiões do país. Entidades especialistas em meteorologia indicam que esta é a pior temporada de chuvas da história da nação sul-americana. Quatorze Estados do país estão com alerta vermelho por conta das chuvas, entre eles zonas cafeeiras como Cundinamarca, Boyacá, Antioquia, Santander, Caldas Cauca e do Atlântico. O país registra 448 mortes por conta da atual temporada de chuvas.
As exportações de café do Brasil em maio, até o dia 13, somaram 708.845 sacas, contra 824.715 sacas registradas no mesmo período de abril, informou o Cecafé (Conselho dos Exportadores de Café do Brasil). Os estoques certificados de café na bolsa de Nova Iorque tiveram alta de 10.555 sacas indo para 1.645.660 sacas.
O volume negociado no dia na ICE Futures US foi estimado em 18.761 lotes, com as opções tendo 5.018 calls e 4.136 puts. Tecnicamente, o julho na ICE Futures US tem uma resistência em 272,15, 272,50, 273,00, 273,50, 274,00, 274,50, 274,90-275,00, 275,50, 276,00 e 276,50 centavos de dólar por libra peso, com o suporte em 263,05-263,00, 262,50, 262,10-262,00, 261,50, 261,00, 260,50, 260,10-260,00, 259,50 e 259,00 centavos por libra.
Os contratos futuros de café arábica negociados na ICE Futures US encerraram esta segunda-feira com novas quedas, em mais uma sessão caracterizada pelo clima negativo que tomou conta do setor nos últimos dias. Especuladores e fundos continuaram instalados no lado vendedor do mercado e várias liquidações foram detectadas, principalmente na segunda metade da sessão. O dia foi iniciado com as cotações próximas da estabilidade, sendo que os preços tiveram variações não muito intensas no lado positivo e negativo da escala. Na segunda parte do dia, no entanto, ao conseguir romper o nível de 268,65 centavos, o mercado ganhou impulso para novos stops de vendas e as perdas passaram a ser verificadas com maior intensidade, com o mercado encerrando o dia abaixo dos 265,00 centavos, algo considerado negativo por alguns operadores.
Com mais uma queda, o mercado que se mostrava sobrecomprado dá sinais de não mais ter forças para manter um padrão de ganho anterior e os bearishs (baixistas) voltaram a ter predominância nas ações. Alguns suportes mais básicos já foram facilmente rompidos e o mercado não dá demonstração de uma reação mais efetiva. Outro suporte, desta vez com maior potencial, está em 256,00 centavos, nível que, se rompido, poderia abrir espaço para liquidações mais consistentes, encerrando, efetivamente, um ciclo de ganhos consistentes no mercado em quase um ano de ações de grande volume de compra. Tecnicamente, o mercado que se mostrava bastante forte já vê sinais de fraqueza, seja no Índice de Força Relativa, seja nas médias móveis, como de 20 e 40 dias, que já não conseguem ser sobrepostas nos fechamentos, algo que é lido pelos operadores como bastante negativo.
No encerramento do dia, o julho em Nova Iorque teve queda de 530 pontos com 264,10 centavos, sendo a máxima em 272,15 e a mínima em 263,05 centavos por libra, com o setembro registrando oscilação negativa de 525 pontos, com a libra a 267,05 centavos, sendo a máxima em 275,00 e a mínima em 266,00 centavos por libra. Na Euronext/Liffe, em Londres, a posição julho registrou queda de 54 dólares, com 2.473 dólares por tonelada, com o setembro tendo desvalorização de 53 dólares, com 2.504 dólares por tonelada.
De acordo com analistas internacionais, o mercado continua demonstrando um padrão de liquidação, com vendas significativas sendo realizadas, o que faz com que o café perca muitas das "gorduras" acumuladas ao longo dos últimos meses. O cenário externo também não contribui para uma melhoria do quadro. Nesta segunda-feira, mais uma vez, as commodities apresentaram retrações, numa manutenção do quadro de mau humor, com muitos operadores se retirando dos mercados de maior risco para investir em segmentos mais seguros. "Alguns fundos estão diminuindo o apetite no mercado de commodities. Isso é um fato. E está refletido nas cotações em queda. O café reflete esse mau momento, com perdas consideráveis. Mas, fundamentalmente, ainda temos um quadro apertado para grão é não seria exagerado pensarmos que essa pressão vendedora pudesse ser estancada logo, já que, além do pouco café disponível, vivemos um momento climático delicado e todo o cuidado é pouco diante desse quadro", disse um trader.
A agência estatal reguladora de café do Burundi, denominada Arfic, divulgou que seu objetivo é dobrar, em cinco anos, a produção do grão no país. Para tanto, um processo de renovação será executado em grande parte das lavouras locais. A agência prevê replantar ao menos 7,5 milhões de árvores, privilegiando as variedades de alta produção e mais resistentes, segundo apontou o diretor desse órgão, Evariste Ngayempore. Ao final da renovação, o país quer passar das atuais 25 mil toneladas obtidas anualmente para 50 mil toneladas. Neste ano, o país sofreu com problemas de pragas, doenças e também com uma seca. Burundi produz, predominantemente, arábica e venda a grande maioria de seu café para os Estados Unidos e União Européia.
Os estoques de café nos Estados Unidos tiveram uma alta de 119.138 sacas no final de abril, totalizando 4.351.291 sacas, informou a GCA (Green Coffee Association). No final de março, os estoques do país eram de 4.232.153 sacas. A maior alta de estoques foi verificada no armazém de Nova Iorque, com aumento de 123.461 sacas, com o aumento nos armazém de Los Angeles/Long Beach sendo de 21.595 sacas. A maior retração foi observada no armazém de Houston, com baixa de 34.898 sacas. Anteriormente, uma informação havia sido transmitida informando incorretamente os números sobre os estoques do país. Os números apresentados agora são os oficiais da GCA.
A Colômbia teve mais um final de semana de chuvas intensas e enchentes foram reportadas em diversas regiões do país. Entidades especialistas em meteorologia indicam que esta é a pior temporada de chuvas da história da nação sul-americana. Quatorze Estados do país estão com alerta vermelho por conta das chuvas, entre eles zonas cafeeiras como Cundinamarca, Boyacá, Antioquia, Santander, Caldas Cauca e do Atlântico. O país registra 448 mortes por conta da atual temporada de chuvas.
As exportações de café do Brasil em maio, até o dia 13, somaram 708.845 sacas, contra 824.715 sacas registradas no mesmo período de abril, informou o Cecafé (Conselho dos Exportadores de Café do Brasil). Os estoques certificados de café na bolsa de Nova Iorque tiveram alta de 10.555 sacas indo para 1.645.660 sacas.
O volume negociado no dia na ICE Futures US foi estimado em 18.761 lotes, com as opções tendo 5.018 calls e 4.136 puts. Tecnicamente, o julho na ICE Futures US tem uma resistência em 272,15, 272,50, 273,00, 273,50, 274,00, 274,50, 274,90-275,00, 275,50, 276,00 e 276,50 centavos de dólar por libra peso, com o suporte em 263,05-263,00, 262,50, 262,10-262,00, 261,50, 261,00, 260,50, 260,10-260,00, 259,50 e 259,00 centavos por libra.
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