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segunda-feira, 9 de maio de 2011

Só 3% do café da região está armazenado

de São Paulo


Alta no preço da saca -de R$ 250 para R$ 540 em um ano - incentivou os produtores a investirem na lavoura. Diretor-presidente da Cocapec vê otimismo nos cafeicultores; há quatro anos, setor via depreciação do produto


ELIDA OLIVEIRA
DE RIBEIRÃO PRETO

A alta no preço da saca do café, com valorização de 116% entre 2010 e 2011, estimulou a venda do grão que estava estocado na região Alta Mogiana de Franca. De acordo com o diretor-presidente da Cocapec (Cooperativa de Cafeicultores e Agropecuaristas), João Toledo, a maior parte do café colhido foi vendida durante a safra -hoje só 3% do grão da região está nos armazéns. "O produtor está entusiasmado pela cultura, acreditando na colheita e investindo na produção em busca da alta dos preços", diz Toledo. No Brasil, a saca de 60 kg do grão variou de R$ 250 para R$ 540, o que estimulou os produtores a buscarem insumos para a lavoura visando maior produção. Leia os principais trechos da entrevista, concedida na última sexta-feira.

Folha - Por que os estoques do café estão baixos?

João Toledo - O café em estoque foi consumido para suprir a demanda. O consumo interno do Brasil é de 19 milhões de sacas e, para exportação, são destinados de 29 milhões a 30 milhões de sacas. O estoque foi usado para fechar a conta, enquanto a produção, de 42 milhões, não foi suficiente para repor a estocagem. Na Cocapec, só 3% do café produzido está nos armazéns.

A quebra da safra em 2011 na região de Franca foi de 50%, enquanto em todo o Brasil foi de 12%. Isso trouxe algum impacto na produção regional?

O aumento do preço da saca no mesmo período incentivou os produtores a investirem na lavoura, mesmo com a quebra da safra. A saca de 60 kg do grão de qualidade passou de R$ 250 para R$ 540 em um ano. Com a valorização do grão, o produto se tornou mais atrativo.

O que levou à alta no preço?

Foram quatro ou cinco anos de depreciação do preço do café, o que desestimulou os agricultores. Houve queda na produção enquanto o consumo crescia 1,5% ao ano em todo o mundo.

Com isso, a lei do mercado foi imperativa: houve ascensão lenta e gradativa dos preços, dada a falta do produto. A saca começou a subir em junho de 2010 e atingiu o ápice recentemente.

A quebra era esperada?

A safra do ano agrícola 2010/2011 em todo o Brasil está estimada em 42 milhões de sacas, redução de mais de 12% comparada a 2009/2010, quando a safra foi de 48 milhões, segundo a CONAB (COMPANHIA NACIONAL DE ABASTECIMENTO). Mas na região Alta Mogiana de Franca a quebra foi ao redor de 50%.

Recebemos na Cocapec 1,2 milhão de sacas [no período anterior] e em 2011, 600 mil. Na safra anterior, tivemos 900 mil sacas na alta, e 600 mil na baixa. A quebra está dentro do esperado, mas a alta produção anterior criou uma demanda que elevou os preços.

Como o agricultor está investindo na produção?

Dada a venda de insumos pela cooperativa, vemos que produtor está entusiasmado pela cultura, acreditando na colheita e investindo na plantação em busca da alta dos preços. Ainda não levantamos cifras dos investimentos porque eles estão em curso.

Há maior produtividade?

A área de café no Brasil diminuiu 4% nos últimos dez anos enquanto a produção aumentou de 20% a 30% em média. Houve um aperfeiçoamento no cultivo com a modernização das lavouras. Na Agrishow foram apresentadas quatro marcas de colheitadeiras de café, o que permite comparar preços e tecnologias e investir ainda mais.

Isso reflete na produção. Se antes havia mil plantas por hectare, agora há 3.000. Os produtos aplicados para controle de pragas são mais eficientes, a adubação está mais equilibrada, o que reflete em mais GRÃOS colhidos. O café do Brasil compete em alta qualidade com o de outros países. Somos os maiores exportadores do mundo.

EUA defendem ação global contra preços

DCI - Diário do Comércio & Indústria


Roma - O mundo tem de agir rapidamente para deter a alta dos preços dos alimentos e reafirmar seu compromisso com a agricultura sustentável, disse a secretária de Estado dos EUA, Hillary Clinton. "Devemos agir agora, de forma eficaz e cooperativa, para diminuir o efeito do aumento dos preços dos alimentos", disse ela em um discurso para órgão das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), em Roma.

A alta dos preços dos alimentos tornou-se uma questão delicada no mundo, depois de inspirar os protestos que derrubaram os governos da Tunísia e Egito no início deste ano, com a agitação se espalhando por todo o norte da África e do Oriente Médio.

A FAO anunciou na última quinta-feira que os preços mundiais de alimentos aumentaram ligeiramente em abril, impulsionados pela apreensão com a safra de grãos dos EUA, mas ainda estavam abaixo dos recordes alcançados em fevereiro.

O diretor-geral da FAO, Jacques Diouf, disse que uma tendência sutil de baixa dos preços dos alimentos já tinha começado a ser revertida com preocupações com as safras da China e dos EUA. Operadores dos mercados futuros afirmam que os fatores fundamentais do mercado do milho são sólidos, com a oferta limitada, além de atrasos no plantio de primavera no hemisfério norte. "Os fundamentos nos grãos e oleaginosas não mudaram, o mercado está vigoroso para o milho a curto prazo", disse Adam Davis, corretor de grãos sênior da Merrick Capital, em Melbourne, que investe em commodities agrícolas.

domingo, 8 de maio de 2011

Engolfo de Baixa, Tomem cuidado emoções fortes nos esperam.

Engolfo de Baixa, Tomem cuidado emoções fortes nos esperam.

O mercado de café nas bolsas teve uma semana agitada, onde no começo da semana o mercado testou a barreira dos $3,00 dólares por libra peso, rompeu fechou dois dias acima deste patamar fazendo máxima desde 1997 em 308,90 cents de dólar por libra peso e depois caiu em uma correção forte fechando a semana em 287,55 perto da mínima da semana.
Tecnicamente o gráfico semanal fechou em engolfo de baixa, o que sugere a continuação desta correção que começou esta semana.
Os fundamentos do café em nada se alteraram a não ser que com as exportações batendo recorde, nos Armazéns Gerais o que mais se vê são espaços vazios e as empresas a espera da nova safra que se inicia agora.
O que mudou no mercado é o humor dos investidores que estão sustentando esta alta desde o ano passado onde viram que as commodities estavam à beira de um colapso pelo aumento do consumo e com as variações climáticas, o que são cada vez, mas freqüentes e dão um grauzinho a mais de dificuldade para a classe produtora.
Para o café e o açúcar talvez os fundamentos de certo suporte aos preços, mas vejo outras commodities com olhos de urso para elas, e estaria pronto para vendê-las e trabalhar vendido na maioria delas na bolsa, o petróleo, ouro, devem seguir o que a prata fez e caírem também em uma bela correção deixando os vendidos animados.
Com o inverno chegando o mercado pode se sustentar até agosto, mas não devemos esquecer que estamos com os preços mais altos dos últimos anos e uma correção pode vir também no café.
As indústrias mudaram seus blends e se adaptaram a situação, e o consumidor ira consumir o que a indústria lhes oferecer, portanto o mercado físico pode descolar da bolsa e diferencias mais elástico podem aparecer.
Para o produtor o recado seria que uma tendência não indica quando termina, e as realizações quando vêm , vêm forte e machuca quem não acredita nela, portanto o mercado precisa de café de qualidade, o dever de casa seria faze- lo, e café a preço de R$550,00 deve pensar com muita consciência se não seria hora de vender, pois não me lembra de lucro quebrar ninguém, mas os prejuízos com certeza sim.
Os fundamentos das grandes economias há muito tempo não está nada bom, e o aumento da inflação gerada pelo excesso de dinheiro no mercado vai fazer os bancos centrais delas aumentar as taxas de juro o que pode dar força a realização nas commodities o que para o produtor desprevenido que não fez uma vendinha futura para se garantir seria um desastre.
Nesta próxima sexta feira dia 13 teremos o vencimento de opções do café em Nova Iorque o que trará muitas emoções e volatilidade para o mercado e ela será nossa pista para o que poderá acontecer em todos os vencimentos que tivemos nesta tendência de alta, seja vencimento de opções ou vencimento de contratos tivemos raly forte e uma alta veio fazendo novos topos, se o cenário se persistir igual, teremos um novo topo e o mercado fecharia esta semana que se inicia em engolfo de alta, sinalizando exatamente o contrario do fechamento desta semana, mas se os fundamentos da macro economia novamente intervir neste mercado com força, teremos uma reação durante a semana não conseguiremos novo topo, e deste modo podemos esperar uma correção mais forte.
Para mim esta próxima semana seria decisiva para analise das próximas semanas vamos aguardar.
Para investidor que não tiver o apoio de um profissional de bolsa sugiro que fique fora deste mercado volátil preservando o capital a espera de uma oportunidade mais clara de investimento.
O rompimento da máxima da semana joga o mercado par 3,18 cents de libra peso, o não rompimento joga para 2,63 cents de dólar, portanto o mercado esta com alvos abertos a espera de uma definição.
Os fundos em seu ultimo relatório veio um pouco menor em suas posições de comprado, mas não reflete o final da semana, pois os contratos em aberto diminuíram em torno 5.000 contratos o que sugere que os fundos realizaram mais no final de semana e o próximo relatório devera vir menor.
A quantidade de contratos abaixo dos 120.000 contratos mostra também que esta havendo realizações, e fundos estão garantindo parte do lucro obtido nos últimos 10 meses e os vendidos realizando o prejuízo.
Tomem cuidado emoções fortes nos esperam.
A semana devera ser muito volátil e emocionante e a CRP corretora não tomara nenhuma posição, a não ser posições de Day trade aonde vamos simplesmente acompanhar a onda momentânea do mercado.
Uma boa semana a todos e que Deus abençoe a todos e a todas as mães.
Wagner Pimentel
WWW.cafezinhocomamigos.blogspot.com

Homenagem as Mães

Mãe Gosto de Você



Mãe, sua bondade e ternura.

Mãe, você me faz sentir a vida, a beleza das cores, a harmonia, o encanto e a doçura!

Mãe, hoje quero dizer-lhe um segredo muito especial: eu te amo!

Eu sei também que, de seu coração, brota sempre um gesto novo de amor e carinho!

Você é capaz de esquecer o sofrimento e a dor para me ver feliz!

Hoje, quero fazer por você uma prece muito bonita e sincera:

Meu Deus, abençoa minha mãe tão encantadora que me deu a vida.

Abençoa esta mulher, amiga, minha mãe, hoje e sempre!

Mãe, você é o maior bem que eu tenho neste mundo!

Olhando o céu aberto, contemplo o grande tesouro de paz,

Sabedoria, paciência, bondade, ternura e acolhimento que permeia o seu ser.

Você me faz crer, minha mãe, que esta vida vale a pena ser vivida, quando entregue por amor!

Mãe é Presente de Deus para nossa vida!

sábado, 7 de maio de 2011

Mercado físico brasileiro praticamente parou, analise Carvalhaes

Boletim semanal - ano 78 - n° 18 Santos, sexta-feira, 6 de maio de 2011 A divulgação nas últimas semanas de vários indicadores que lançam dúvidas sobre o processo de recuperação da economia dos países desenvolvidos levou o mercado financeiro internacional a ensaiar uma correção de rumo esta semana. A decisão do Banco Central Europeu de manter os juros, sinalizando que a recuperação européia não está próxima, reforçou a percepção dos operadores, provocando fortes quedas nas bolsas de valores internacionais, nas cotações do petróleo (o barril ontem fechou abaixo dos cem dólares, a US$ 99,80, perdendo quase 9%, maior queda diária desde abril de 2009), dos metais e das commodities agrícolas. Entre outras, baixaram níquel, cobre, platina, trigo, soja, algodão, milho e café. O café acabou arrastado pelo movimento generalizado de queda, mas seus fundamentos continuam sólidos e positivos. O mercado físico brasileiro praticamente parou e os poucos negócios realizados foram em bases que não levaram em consideração a queda no mercado futuro. Em final de ano-safra e com pouco café para comercializar, os produtores não aceitaram ofertas mais baixas. Hoje houve tentativas de compra a R$ 540/550 para arábicas de boa qualidade, sem interesse vendedor. O sentimento de estoques acabando se reforça a cada divulgação de resultado mensal das exportações brasileiras de café. Ontem o CECAFÉ divulgou os números de abril. Embarcamos 2 702 858 sacas. É o menor volume mensal em 2011, mas 18% maior que no mesmo mês de 2010, totalizando 29 582 433 sacas nos dez primeiros meses do ano-safra 2010/2011. Estamos literalmente esvaziando os armazéns e provavelmente caminhando para um recorde. Esse resultado mostra a maturidade da cadeia do café, que aproveita o movimento de preços para vender, mas também deixa claro que o Brasil, no próximo ano-safra, que começa em primeiro de julho, só contará com os cafés que agora começam a ser colhidos para cumprir seus compromissos de exportação e consumo interno. Esses números confirmam a solidez dos fundamentos e dão sustentação aos preços. O CECAFÉ – Conselho dos Exportadores de Café do Brasil, informou que no último mês de abril foram embarcadas 2.702.858 de sacas de 60 kg de café, 18% (405.474 sacas) a mais que no mesmo mês de 2010 e 1% (23.845 sacas) a menos que no último mês de março. Foram 2.117.293 sacas de café arábica e 318.598 sacas de café conillon, totalizando 2.435.891 sacas de café verde, que somadas a 262.786 sacas de solúvel e 4.181 sacas de torrado, totalizaram 2.702.858 sacas de café embarcadas. A bolsa de Nova Iorque – ICE, do fechamento do dia 29, sexta-feira, até o fechamento de hoje, sexta-feira, dia 6, caiu nos contratos para entrega em julho próximo, 1230 pontos ou US$ 16.27 (R$ 26,30) por saca. Em reais por saca, as cotações para entrega em julho próximo na ICE fecharam no dia 29 a R$ 622,73/saca e hoje, dia 6, a R$ 614,68/saca. Hoje, sexta-feira, nos contratos para entrega em julho, a bolsa de Nova Iorque fechou com baixa de 70 pontos.

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Uma safra de laranja grande e remuneradora

Uma safra de laranja grande e remuneradora



Uma safra gorda e em geral remuneradora para produtores de laranja e indústrias

de suco. Assim deverá ser a temporada citrícola que se inicia em São Paulo, o

principal polo desse segmento no mundo, como sinalizam estimativas divulgadas

esta semana.

Na quinta-feira, Conab e Secretaria da Agricultura do Estado anunciaram, na

feira Agrishow de Ribeirão Preto, que a colheita paulista deverá alcançar 355

milhões de caixas de 40,8 quilos neste ciclo 2011/12. Do total, detalhou o

Instituto de Economia Agrícola (IEA), vinculado à secretaria, 303 milhões

deverão ser destinadas às indústrias de suco e 52 milhões vão abastecer o

mercado in natura.

Não há base de comparação para o levantamento conjunto, mas as estimativas de

mercado dimensionaram a safra passada em cerca de 300 milhões de caixas.

Haverá, portanto, um forte aumento, corroborado pelas projeções das próprias

indústrias.

Na segunda-feira, a CitrusBR, que representa as quatro grandes indústrias

exportadoras de suco do país (Cutrale, Citrosuco, Citrovita e Louis Dreyfus)

previu a colheita no cinturão citrícola de São Paulo e Minas Gerais, onde está

toda a matéria-prima utilizada pelas empresas, em 387 milhões de caixas. Também

não há base de comparação, mas a entidade reconheceu que será uma "grande

safra".

Ainda que a temporada 2010/11 tenha sido favorável às indústrias - já que a

oferta foi magra mas os preços do suco permaneceram elevados - e em geral

também positiva para os citricultores, o ministro da Agricultura, Wagner Rossi,

declarou em Ribeirão Preto que a volatilidade dos preços pagos pela fruta é

motivo de preocupação. O ministro lembrou que, no ciclo, a caixa vendida pelos

citricultores variou de R$ 5 a R$ 15.

"Estamos dispostos a fazer um esforço para procurar uma forma de construir um

sistema que possa proteger o produtor de situações adversas e de variações

muito acentuadas de preços, mas queremos ouvir os produtores para ver como

poderemos fazer isso", afirmou Rossi, conforme sua assessoria de imprensa.

Consultada pelo Valor, Margarete Boteon, pesquisadora do Cepea/Esalq, previu

uma safra 2011/12 positiva para a cadeia produtiva, mas lembrou que houve

muitos problemas em 2010/11.

Em primeiro lugar, afirmou, os baixos preços pagos pelas indústrias em 2009

limitou os investimentos nos pomares, o que sempre prejudica a produtividade.

Depois, e principalmente, houve problemas climáticos sérios, que derrubaram a

oferta e fizeram com que muitos produtores não pudessem aproveitar a

recuperação dos preços. E os custos também subiram por causa da mão de obra e

em razão de doenças como greening e cancro cítrico.

Segundo o IEA, a mesma seca que afetou a safra 2010/11 beneficia a 2011/12. "O

longo período de estiagem que prejudicou a safra passada foi fundamental para

estressar a planta e induzir a excelente florada", informa o IEA em comunicado.

Conforme Margarete, a colheita da nova temporada ainda está muito no início.

Apesar dos preços recordes alcançados no mercado paulista na entressafra de

fevereiro, março e abril, quando a caixa chegou a bater em R$ 25, ela não

acredita que as cotações superarão os R$ 15 de 2010/11, quase três vezes mais

que em 2009/10. No ciclo passado, esse valor predominou no mercado spot e

também nos contratos novos de fornecimento de citricultores e indústrias.

Segundo o IEA, a área plantada de laranja em São Paulo alcança 601,6 mil

hectares - 549,6 mil de pomares em produção, com produtividade prevista em

671,6 caixas por hectare, 8,6% superior à da safra passada.

Marcilla abre guerra à Nespresso

Marcilla abre guerra à Nespresso



Depois de França e Holanda, as cápsulas de café Marcilla , comercializadas pelo grupo Sara Lee, chegaram ontem a Espanha e prometem mexer com o negócio da Nespresso. É que as cápsulas Marcilla são compatíveis com as máquinas Nespresso e são comercializadas a um preço inferior. Em Espanha, uma embalagem com dez cápsulas Nespresso custa entre 3,30 euros e 3,90 euros, enquanto a versão da Sara Lee é vendida a 2,99 euros. Vincent Termote, diretor-geral da Nespresso para Portugal e Espanha, recusa-se a falar sobre o assunto. "Não vou especular sobre este tema, nem farei comentários sobre a nossa estratégia legal", refere Vincent Termote, citado pelo "El País". Em França, a Nespresso já tem a correr um processo contra a Marcilla. De acordo com o jornal espanhol, apesar de funcionarem na mesma máquina as cápsulas têm um aspeto bastante diferente. Enquanto a original é revestida a alumínio e tem cor, o sucedâneo é feito de plástico transparente. Até ao momento de publicação desta notícia, o Expresso não conseguiu obter um comentário do diretor-geral da Nespresso, nem obter uma resposta por parte do responsável da Marcilla em Portugal, sobre a possível comercialização destas cápsulas no mercado nacional.

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Commodities despencam e café segue a tendência na ICE

Commodities despencam e café segue a tendência na ICE

Os contratos futuros de café tiveram um novo dia de fortes perdas na ICE Futures US. Em um reflexo direto da fraqueza do mercado de commodities internacionais, o grão foi pressionado por vendas significativas de especuladores e grandes fundos e se posicionou abaixo do intervalo psicológico de 290,00 centavos de dólar por libra. As altas intensas dos últimos meses, que possibilitou ao contrato de entrega em junho se aproximar das máximas de maio de 1997, encontraram uma interrupção, com dois dias de liquidações mais fortes, em um mercado caracterizado por alguns temores quanto à situação econômica internacional.

Tecnicamente, o café observou algumas formações de fraqueza do Índice de Força Relativa, que, para alguns participantes, se mostraram como um fator baixista, apesar de, na tendência geral, os gráficos ainda sinalizarem um viés altista para preços. Apesar das quedas, apontou um operador, é importante lembrar que a oferta ainda se mantém consideravelmente limitada, os estoques — apesar de um ligeiro aumento dos certificados em bolsa nos Estados Unidos — ainda são curtos e, adicionalmente, se vive um período delicado no que se refere ao clima, com o início do frio nas zonas produtoras do Brasil e com a temporada de chuvas praticamente incessantes na Colômbia, que deverão fazer com que o país tenha, pelo terceiro ano seguido, uma safra tímida. Para esse operador, a retomada dos ganhos não pode ser descartada, ao menos no curto e médio prazos.

No encerramento do dia, o julho em Nova Iorque teve queda de 625 pontos com 288,25 centavos, sendo a máxima em 295,20 e a mínima em 284,10 centavos por libra, com o setembro registrando oscilação negativa de 625 pontos, com a libra a 291,05 centavos, sendo a máxima em 298,00 e a mínima em 287,30 centavos por libra. Na Euronext/Liffe, em Londres, a posição julho registrou alta de 5 dólares, com 2.582 dólares por tonelada, com o setembro tendo valorização de 6 dólares, com 2.602 dólares por tonelada.

De acordo com analistas internacionais, as commodities registram uma semana de retração, que foi ampliada ainda mais nesta quinta-feira. Uma preocupação generalizada passou a envolver os players, já que existe uma perspectiva de que o ritmo de recuperação econômica internacional seria menor, por conta de uma ação dos bancos centrais visando tentar conter os índices inflacionários, utilizando, para tal intento, instrumentos como o aumento dos juros. O índice de commodities da Standard's & Poor's GSCI, que avalia uma média de 24 matérias-primas, teve uma retração de 6,9%, com 681,28 pontos, a maior baixa desse "termômetro", desde 22 de junho de 2009. O petróleo despencou no dia e recuou quase 9% e foi um dos produtos que mais influenciou no comportamento negativo do dia.

O presidente do Banco Central da União Européia, Jean-Claude Trichet, indicou que essa entidade financeira vai acompanhar "de perto" os riscos de inflação nessa zona econômica e que poderá sugerir um aumento dos juros em nações com maiores riscos. Países como Estados Unidos e China também registram um aumento do custo de vida. "Essa pode ser uma das correções mais severas desde a metade do ano passado, se as coisas realmente ficarem ruins, consideramos que poderíamos perder ao menos metade do obtido nos rallies dos últimos seis a nove meses", disse Sean Corrigan, estrategista chefe de investimentos da Diapason Managemente, que conta com uma carteira de cerca de 9 bilhões de dólares em investimentos em commodities.

O Brasil exportou 2,70 milhões de sacas de café em abril, informou o Cecafé (Conselho dos Exportadores de Café do Brasil). O total inclui verde, torrado e solúvel e representa um aumento de 18% em relação a abril de 2010. O valor dos embarques cafeeiros do país tiveram um incremento de 89%, indo para 681,4 milhões de dólares. Nos quatro meses iniciais deste ano as remessas totalizam 10,937 milhões de sacas, aumento de 13% em relação ao ano anterior, quando foram exportadas 9,712 milhões de sacas. Nos primeiros quatro meses, a receita cambial foi de 2,55 bilhões de dólares, representando aumento de 68% em comparação com o mesmo período do ano passado (1,52 bilhão de dólares). A receita cambial nos últimos 12 meses, até abril, alcança 6,698 bilhões de dólares. No período, foram embarcadas 34,248 milhões de sacas (verde, solúvel e torrado e moído). No acumulado de janeiro a abril de 2011, os mercados importadores mais relevantes foram Europa, com 56% do total, seguida pela América do Norte, com 22%, Ásia, com 17%, e América do Sul, com 3%. Segundo o Cecafé, os Estados Unidos são líderes entre os países importadores, com 20% do total. Na seqüência está a Alemanha (18%), Itália (10%), Bélgica (9%) e Japão (6%).

Os estoques certificados de café na bolsa de Nova Iorque tiveram alta de 9.530 sacas indo para 1.619.361 sacas. O volume negociado no dia na ICE Futures US foi estimado em 26.736 lotes, com as opções tendo 6.984 calls e 9.620 puts. Tecnicamente, o julho na ICE Futures US tem uma resistência em 295,20 295,50, 296,00, 296,50, 297,00, 297,50, 297,90-298,00 e 298,50 centavos de dólar por libra peso, com o suporte em 284,10-284,00, 283,50, 283,00, 282,50, 282,00, 281,50, 281,00, 280,50, 280,10-280,00 e 279,50 centavos por libra.

Market International Coffee Today

Market International Coffee Today

Colombians, UGQ, were offered FOB, for May/June shipment from 14¢ to 18¢ over July “C.”
Colombian supremos, screen 17/18, were offered FOB, for May/June shipment from 20¢ to 21¢ over July “C.”
Semi washed Brazils, 2/3s, 15/16 were offered FOB for May/June shipment from 10¢ over July “C.”
Santos 2s, screen 17/18, fine cup, were offered FOB for July through Dec. equal shipment from 14¢ under the relevant months “C.”
Santos 2/3s, medium to good bean, fine cup, were offered FOB for July through Dec. equal shipment from 19¢ under the relevant months “C.”
Santos 3/4s were offered FOB for May/June shipment from 20¢ to 17¢ under July “C,” and offered FOB for July through Dec. equal shipment from 30¢ under the relevant months “C.”
Brazil conillon robustas, 5/6s, screen 13, were offered FOB for May/June shipment from 2¢ to 4¢ over July London. Prime Mexicans were offered FOB Laredo for May/June crossing from 4¢ over July “C.”
Prime Mexicans, were offered FOB Veracruz for May through Aug. equal shipment from 2¢ over the relevant months “C.”
High grown Mexicans, European preparation, were offered FOB Veracruz for May through Aug. equal shipment from 7¢ over the relevant months “C.”
Prime Guatemalas were offered FOB, per 46 kilos, May/June shipment from $7 over July “C.”
Hard bean Guatemalas, European preparation, were offered FOB for May through Aug. equal shipment from $12 to $13 over, per 46 kilos, the relevant months “C,”
and strictly hard beans, European preparation, were offered FOB, per 46 kilos, for May through Aug. equal shipment from $19 to $20 over the relevant months “C.”
Hard bean Costa Ricas, European preparation, were offered FOB for May/June shipment from $28 over, per 46 kilos, July “C,”
and strictly hard beans, European preparation, were offered FOB, per 46 kilos, for May/June/ July equal shipment from $30 to $31 the relevant months “C.”
Central standard Salvadors were offered FOB per 46 kilos, for May/June shipment from $7 over July “C.” High grown Salvadors, European preparation, were offered FOB for May/June/July equal shipment from $9 to $10 over per 46 kilos, the relevant months “C.”
Strictly high grown Salvadors, European preparation, were offered FOB for May/June/July equal shipment from $14 over, per 46 kilos, the relevant months “C.”
Strictly high grown Nicaraguas, European preparation, for May/June/July equal shipment were offered FOB from $15 to $17 the relevant months “C.”
High grown Hondurans, European preparation, were offered FOB, per 46 kilos, for May/June shipment from $2 over July “C.”
Strictly high grown Hondurans, European preparation, were offered FOB, per 46 kilos, for May/June/July equal shipment from $6 over the relevant months “C.”
Hard bean Perus, MCMs, were offered FOB for May/June shipment, per 46 kilos, from equal to July “C.” Hard bean Perus, MCs, were offered FOB for May/June shipment, per 46 kilos, from $3 under July “C.” Uganda robustas, screen 15, were offered exdock for May shipment from 14¢ over July London.
Vietnam robustas, grade 1, were offered exdock for May shipment from 9¢ over July London.
Vietnam robustas, grade 2, were offered exdock for May shipment from 7¢ over July London. Indonesian robustas, grade 4, 80 defects, were offered exdock for May shipment from 8¢ over July London.