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quarta-feira, 27 de abril de 2011

COTAÇÃO DO CAFÉ - N.Y. encerrou as operações desta quarta-feira, praticamente inalterada

N.Y. encerrou as operações desta quarta-feira, praticamente inalterada, a posição julho operou entre a mínima de -2,80 e máxima de +2,45 pontos, fechando com +0,10 pts.

O dólar subiu 0,38% e fechou cotado a R$ 1,5700. O mercado de câmbio operou hoje com movimento de redução de "posições vendidas" em dólar por parte de alguns investidores e da expectativa com a primeira entrevista coletiva do presidente do Federal Reserve (Fed, banco central americano), Ben Bernanke. Operadores atribuíram esse movimento ao baixo patamar do dólar, o que serve de justificativa para o desmonte de posições. O fluxo negativo da moeda, pode também ter influenciado pela baixa no índice Bovespa.

No final da tarde, o euro ganhou fôlego e foi cotado a US$ 1,4788, o fortalecimento da moeda europeia seguiu-se à divulgação do comunicado da reunião do Federal Reserve, que manteve a taxa básica de juro entre zero e 0,25% ao ano nos EUA e sinalizou o fim do controverso programa de compra de bônus de US$ 600 bilhões em junho, como planejado. A entrevista de Bernanke, após a decisão do Fed, não alterou os rumos do mercado, mas as bolsas em Nova York ampliaram a alta e o euro ganhou mais força em relação ao dólar. A agência de classificação de risco Standard & Poor`s (S&P) cortou sua perspectiva para o rating de longo prazo da dívida soberana do Japão de estável para negativa, citando o risco de um rebaixamento se o forte terremoto que atingiu o país no mê ;s passado levar a uma substancial deterioração de sua situação fiscal.

Previsões da Somar Meteorologia indicam que a frente fria continua seu avanço pelo oceano, onde as chuvas devem ser mais fortes. Ainda nessa quarta-feira, a frente fria chega ao litoral do Espírito Santo, onde causa chuvas fortes. Nas áreas produtoras de café do interior, as chuvas ocorrem de forma isolada hoje e na quinta-feira. Depois disso, enfraquecem e o sol volta a predominar. No próximo fim de semana o tempo volta a ficar seco no cinturão produtor de café, salvo por chuvas isoladas no leste da Bahia. No início da próxima semana, uma nova frente fria chega ao Sudeste.

A Colômbia destinou mais de 2,5 milhões de dólares para atenção humanitária junto aos 3 milhões de desabrigados pelas chuvas, indicou o presidente do país, Juan Manuel Santos, que anunciou que as obras de reconstrução das cidades só começará quando as chuvas cessarem. O país de 44 milhões de habitantes enfrenta uma temporada de chuvas agravada pelo fenômeno climático La Niña, que no último ano deixou mais de 400 mortos e 3 milhões de desabrigados. "O fenômeno climático que nos afeta é o La Niña mais forte da história e se manifestou através de chuvas muito acima do normal, que duram praticamente um ano", disse santos. "Para a atenção global da emergência, através da Colômbia Humanitária, destinamos mais de 4,5 bilh&oti lde;es de pesos e comprometemos um percentual alto do orçamento", sustentou. O presidente explicou que os recursos utilizados são para a garantia da oferta de alimentos e albergue aos desabrigados pelas inundações e deslizamentos de terra verificados em 28 dos 32 departamentos (Estados) do país. Santos reconheceu que as grandes obras de reconstrução de estradas, pontes e edificações só poderiam ser executadas quando as chuvas terminarem, já que, caso contrário, seria um desperdício de recursos. A maior parte das zonas cafeeiras do país sofre com os problemas causados pela chuva. No entanto, além dos problemas já conhecidos, ainda não foram reportados novos danos às lavouras locais. As informações são do Portal do CNC.

As exportações de café do Vietnã provavelmente subirão 11% em relação ao mesmo período do ano anterior em termos de volume e 93% em valor, informou hoje o Escritório Geral de Estatísticas do governo. Os embarques do grão devem alcançar 130 mil toneladas, ou 2,17 milhões de sacas de 60 quilos cada, avaliadas em US$ 307 milhões, acrescentou o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). O escritório também revisou a estimativa das exportações de café em março para 161 mil toneladas, ante 150 mil tonelada previstas inicialmente. No ano-safra iniciado em 1º de outubro de 2010, o Vietnã embarcou 870 mil toneladas, ou 14,5 milhões de sacas, alta de 18% ante igual intervalo de 2009/10. O volume exportado no período somou US$ 1,767 bilhão, valor 71% maior na comparaçã o anual. As informações são da Dow Jones.

Nova realidade do mercado de café é foco de Simpósio em Houston

Laila Muniz

Houston (EUA) - As mudanças no mercado mundial de café foi um dos temas debatidos, nesta quarta-feira, 27 de abril, primeiro dia do Simpósio promovido pela Associação Americana de Cafés Especiais (SCAA, na siga em inglês), em Houston, Estados Unidos. O evento abre a programação da maior feira de cafés especiais do mundo, da qual o Brasil é o país tema. Mais de 400 pesquisadores, especialistas e produtores e café participam dos debates.

O novo patamar de preços do grão e como os países vão reagir a essa realidade foram o foco da exposição de Carlos Brando, consultor brasileiro e sócio da empresa P&A International Marketing. De acordo com Brando, a valorização dos preços ocorrida nos últimos 12 meses é uma oportunidade única para que os países produtores invistam em tecnologia para atenderem a crescente demanda por café.

Ele mencionou o exemplo do Brasil onde, nos últimos 10 anos, a produção cresceu 33% sem aumento de área plantada e a produtividade subiu de 14 sacas por hectare para 20 sacas por hectare. Segundo o especialista, essa mudança ocorreu por causa do uso intensivo de tecnologia, de melhores variedades de café, de uma fertilização mais eficiente e, mais recentemente, do uso de irrigação. Para Carlos Brando, quantidade e qualidade podem andar juntas e o Brasil tem demonstrado isso. "A produção brasileira tem crescido, assim como o volume de cafés especiais produzido no país. O Brasil foi dos países com maior aumento de preço e onde normalmente ocorre a maior reação a esse tipo de realidade", avalia.

Brando lembrou que Brasil e Vietnã juntos têm 20% da área plantada do mundo, porém, representam 50% da produção mundial. O consultor brasileiro acredita que esse patamar de preços irá incentivar ainda mais a adoção de tecnologia na lavoura e permitirá uma super safra no país em 2014. Ele observa que nos últimos anos há uma menor oscilação entre as safras de ciclo alto de baixo no Brasil, mais uma comprovação do melhor gerenciamento e eficiência da lavoura nacional. No país, a produção é marcada por uma bienalidade que alterna maior e menor produção. Em 2010, essa produção atingiu 48 milhões de sacas de 60 kg e para 2011 a safra estimada é de cerca de 41 a 43 milhões de sacas, segundo a Companhia Nacional de Abastecimento.

Mudanças climáticas

Na abertura do Simpósio, no início da manhã desta quarta-feira, 27 de abril, especialistas falaram sobre os efeitos das mudanças climáticas na produção do grão, principalmente, no segmento de cafés especiais. Estudiosos e cientistas da Universidade de Hannover (Alemanha), do Instituto de Agricultura da Universidade A&M do Texas e outros abordaram a necessidade da ampliação das pesquisas sobre o assunto, do desenvolvimento de novas variedades mais adaptadas e que mantenham a sustentabilidade da produção.

A melhoria da qualidade do produto e o futuro da produção também estão na pauta do Simpósio que segue até amanhã, 28 de abril, no hotel Hilton Americas, situado na capital do estado norte-americano do Texas. A feira de Associação Americana de Cafés Especiais será realizada de 29 de abril a 1º de maio. O evento reúne países produtores e consumidores, baristas, pesquisadores e torrefadores de café de todo o mundo.

Grupo chinês Chong Qing Grain Group Corporation Limited Liability Company desembarca no Brasil em Barreiras, BA

Rural


Companhia anuncia instalação de polo industrial para o complexo da soja na Bahia

O grupo chinês Chong Qing Grain Group Corporation Limited Liability Company vai investir R$ 4 bilhões na implantação de um polo industrial em Barreiras, BA. A estrutura contará com plantas de esmagamento e refino de óleo de soja, além de um porto para o escoamento da produção. O presidente do grupo, Hu Junlie, explicou que o projeto contempla o processamento (beneficiamento) de alimentos, armazenagem de grãos e logística. “Vamos construir um polo com capacidade inicial de esmagar 1,5 milhão de toneladas de soja, refinar 300 mil toneladas de óleo e armazenar 400 mil toneladas de grãos”, disse. O novo centro deve começar a funcionar em 2012. Segundo o secretário de Agricultura da Bahia, Eduardo Salles, em 2010 o estado estreitou relações com a Ásia, instalando um escritório de negócios da agropecuária baiana na China, em Pequim, no endereço da Apex. “Nos últimos anos, realizamos várias visitas à China com a intenção de estimular o comércio bilateral e atrair investimentos.” De acordo com o secretário, “o grupo Chong anuncia uma decisão importante para a Bahia e importante para a China”.

Safra de café brasileira não é suficiente para evitar novas valorizações em Nova York, diz OIC

informações do GLOBO RURAL


As cotações de arábica no Brasil, que ultrapassaram os R$ 550 por saca no início de março, seguem em alta. O impulso continua vindo do forte aumento das cotações da Bolsa de Nova York e da escassez de cafés finos. A Organização Internacional do Café (OIC) afirma que nem mesmo o aumento da oferta brasileira na safra 2010/2011 tem sido suficiente para evitar novas valorizações diante da baixa disponibilidade de café arábica no mercado internacional e do aumento do consumo, em especial no Brasil.

O mercado de café robusta segue calmo. Segundo o Cepea, a colheita generalizada deve iniciar na segunda quinzena de abril, quando será possível ter grãos de melhor qualidade e maior movimentação de negócios.

Quanto às exportações, a receita de café encerrou fevereiro em US$ 606,150 milhões, representando crescimento de 70,5 % em relação ao mesmo período de 2010. No acumulado do primeiro bimestre, a receita apresentou alta de 62% em comparação ao mesmo período do ano passado, segundo levantamento do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cacafé). O diretor-geral do órgão, Guilherme Braga, acredita que os resultados confirmam a tendência de incremento da receita com exportações neste ano, uma vez que internacionalmente o produto continua com preços firmes.

Colheita do café começa no sul de Minas Gerais

Apesar da região ser montanhosa, onde a topografia ajuda a colheitadeira já está trabalhando. “Cerca de 80% do café está pronto para ser colhido. Quanto mais rápido a gente colher, mais qualidade vai ter o produto”, diz o produtor Braulino Miranda.

A produção este ano deve ser 12% menor que em 2010. Isso por causa da bienualidade da planta, que produz mais em um ano, menos em outro. Com isso, os cafeicultores estão otimistas e esperam que os preços se mantenham.

Na fazenda administrada por Lucas de Oliveira, o terreiro já está recebendo o café despolpado para secagem. Na lavoura, os apanhadores também estão com boas expectativas.

Minas Gerais é o maior estado produtor e deve colher de 20 a 22 milhões de sacas, segundo a Companhia Nacional de Abastecimento. O sul de Minas é responsável por quase metade desta produção.

Archimedes Coli Neto, presidente do Centro de Comércio do Café, conta que os estoques nas cooperativas da região estão baixos, o menor dos últimos anos. "O café que começou a ser colhido agora ainda não está sendo vendido, o mercado está lento. A safra começou agora e os primeiros lotes não foram bons, porque os grãos foram colhidos verdes. O produtor tem que tomar cuidado com a qualidade, o mundo demanda excelente qualidade e quem assim fizer vai ser bem remunerado".

Café sobe com chuva forte na Colômbia

Estado de S.Paulo



27 de abril de 2011

Participantes do mercado internacional de café estão atentos às fortes chuvas na Colômbia, que podem comprometer a expectativa de aumento de produção após três colheitas consecutivas de queda. A Colômbia é o maior produtor de café arábica suave e lavado, de alta qualidade. Se o clima desfavorável persistir, a oferta global do produto continuará apertada, puxando os preços para cima.

Ontem, o contrato do café para entrega em julho subiu 1,89% na Bolsa de Nova York e fechou a 296,30 centavos de dólar por libra-peso. A demanda pela bebida vem crescendo no mundo, principalmente nos países emergentes. Com o avanço do consumo de modo geral, a tendência é de que o gosto do consumidor fique cada vez mais refinado e, portanto, de que cresça a procura por cafés especiais como o da Colômbia - produzidos igualmente em outros países da América Latina.

A demanda global por algodão também aumentou nos últimos anos, provocando expressiva alta da commodity (cerca de 103% em um ano). Mas, segundo alguns analistas, a valorização foi excessiva e deve começar a afastar os compradores.

Na China, maior produtor e consumidor de algodão, os preços estão cedendo. E com isso também as cotações em Nova York: ontem, o contrato julho recuou 3,61%. Na mesma bolsa, o açúcar caiu 0,68%, conforme se aproxima a produção das novas safras do Brasil, da Índia e da Tailândia.

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Café abre semana com realizações e recua na ICE Futures US

Café abre semana com realizações e recua na ICE Futures US

Os contratos futuros de café arábica negociados na ICE Futures US encerraram esta segunda-feira com quedas, em uma sessão caracterizada por vendas especulativas, refletindo o cenário negativo nos mercados externos. Depois de uma abertura com altas, passo a passo o café foi registrando uma pressão maior de vendas, seguindo, por exemplo, outras commodities softs e os mercados de grãos. O índice CRB, ao final do dia, teve retração. Depois de atingir patamares consideráveis, próximos das máximas de 14 anos, nesta segunda-feira o mercado foi pressionado na maior parte da sessão e não conseguiu se consolidar acima do nível psicológico de 300,00 centavos por libra para o julho. Apesar do perfil negativo do dia, alguns operadores ainda trabalham com a perspectiva de ganhos e, inclusive, de se testar o nível de 318,00 centavos, maior nível desde maio de 1997, por conta do cenário fundamental positivo, com oferta curta e estoques bastante tímidos, tanto nos países exportadores como nos importadores.

No encerramento do dia, o julho em Nova Iorque teve queda de 375 pontos com 290,80 centavos, sendo a máxima em 296,90 e a mínima em 289,10 centavos por libra, com o setembro tendo oscilação negativa de 360 pontos, com a libra a 293,65 centavos, sendo a máxima em 299,40 e a mínima em 292,50 centavos por libra. Na Euronext/Liffe, em Londres, não houve pregão nesta segunda-feira, devido ao feriado bancário.

De acordo com analistas internacionais, após as altas constantes dos últimos dias, o que permitiu ganhos mais que expressivos, o café recuou nesta segunda, mas uma formação de um quadro de novas altas não está descartada. Os analistas ressaltaram que algumas realizações foram detectadas ao longo do dia, depois do final de semana prolongado. Mesmo com as perdas resultantes dessas operações, o julho não ficou distante da máxima de 302,50 centavos por libra, alcançada na última quarta-feira, e também não se distancia da média móvel de 20, 50 e 100 dias do mercado, o que abre espaço para alguns players ainda possam passar por alguns rallies. "Creio que, do ponto de vista fundamental, causaria surpresa se o café tivesse mais força que o que já verificamos até agora. A tendência é de um mercado muito volátil por algum tempo, até que verifiquemos alguma novidade no campo fundamental", disse Rodrigo Costa, analista da Newedge, em Nova Iorque.

A expectativa de safra de menor porte do Brasil e também as perdas de produção da Colômbia, que é assolada por fortes chuvas, são fatores que dão suporte aos preços há várias semanas. Por outro lado, os compradores comerciais estão bastante arredios, não querendo efetuar compras nos níveis atuais. Um total de 125 notificações foi postado contra a posição maio na bolsa de Nova Iorque nesta segunda-feira, totalizando, desde o início da notificação, 2.257 lotes.

As exportações de café do bloco latino formado por Colômbia, México, Peru, República Dominicana, Nicarágua, Guatemala, El Salvador, Costa Rica e Honduras subiram 17,4% em março, atingindo a marca de 3,113 milhões de sacas, indicou a Anacafé (Associação Nacional de Café da Guatemala), entidade responsável pelo levantamento estatístico do bloco. No acumulado da atual safra, entre outubro e o final de março, esses países remeteram 13,507 milhões de sacas ao exterior, 18,6% a mais que no mesmo período de 2009/2010. Todos os países do bloco tiveram aumento no volume de sacas embarcadas, com exceção do México, cujos embarques tiveram retração de 20%. A Colômbia registra uma recuperação na safra e ampliou suas exportações em 32%. Honduras, Nicarágua, Costa Rica e Peru experimentaram um avanço de 42%, 13%, 9% e 10%, respectivamente, em seus embarques cafeeiros em 2010/2011.

As exportações de café do Brasil em abril, até o dia 20, somaram 1.455.822 sacas, contra 1.241.883 sacas registradas no mesmo período de março, informou o Cecafé (Conselho dos Exportadores de Café do Brasil). Os estoques certificados de café na bolsa de Nova Iorque tiveram queda de 1.550 sacas indo para 1.577.675 sacas.

O volume negociado no dia na ICE Futures US foi estimado em 11.826 lotes, com as opções tendo 3.042 calls e 6.486 puts. Tecnicamente, o julho na ICE Futures US tem uma resistência em 296,90-297,00, 297,50, 298,00, 298,50, 299,00, 299,50, 299,90-300,00, 300,50-300,55, 301,00, 301,50, 302,00, 302,50 e 303,00 centavos de dólar por libra peso, com o suporte em 289,10-289,00, 288,50, 288,00, 287,50, 287,00, 286,50, 286,00, 285,50 e 285,10-285,00 centavos por libra.

domingo, 24 de abril de 2011

Um mercado soberano.

Um mercado soberano.
No momento da páscoa que representa uma vida nova, o mercado tem a oportunidade de pensar em suas novas estratégias de mercado.
A safra que termina nos próximos dias, para muitos já terminou, pois não tem nada para comercializar o mercado tem que analisar os fatos para não cometer erros graves colocando o patrimônio em risco.
O preço do café que resta agora apenas bater dois preços históricos e em minha humilde opinião estes patamares não terá a menor dificuldade de ir buscá-los e batê-los, pois se analisarmos o passado veremos que a situação atual nunca existiu no mercado cafeeiro.
O aumento de consumo, a falta de investimentos em áreas novas, o constante aumento de dinheiro no mundo procurando por oportunidades de lucro, a inflação do tempo me da um analise com a consistência de que este mercado tem muito pra subir.
A reflexão que devemos ter agora é o que fez este mercado partir para um aumento tão rápido que até a classe produtora não acredita?
Os preços foram manipulados por anos em uma falsa impressão de falta de mercadoria enquanto estoques diminuíam e ágios eram pagos para cafés finos na nossa frente e não percebíamos, quando as commodities começaram a chamar a atenção principalmente pela ascensão da sociedade chinesa , as commodities passaram a ser as vedetes do mercado financeiro e empresas que usavam as bolsas não somente para hedge estavam especulando de uma forma perigosa comprometendo seus caixas de forma perigosa.
No Brasil vimos isto a pouquíssimo tempo atrás quando empresas como Sadia e Aracruz tiveram prejuízos tão grandes que o governo brasileiro teve que intervir para que elas não literalmente não viessem à falência.
O lucro estava tão fácil que princípios básicos de operação no mercado financeiro irresponsavelmente foram deixados de lado, esquecendo que o mercado é sempre soberano sobre todas as operações, e nós independentemente do tamanho, somos simplesmente participantes dele, ou seja, sempre pode ter alguém maior que você na outra ponta que pode puxar uma onda contraria onde um caixote é inevitável, e ficar com a cara suja de areia na praia.
Como eu um grafista que começa a interpretar o movimento do mercado pelo gráfico, e traduzir grafiquês para o português estou apenas começando aprender esta arte, vejo que no mercado do café, onde sou a quinta geração deste mercado, entendo que a safra brasileira de 2.010 por ter um grande volume de mercadoria alguns participantes do mercado acreditaram que poderiam vender na bolsa, jogar o mercado físico para baixo comprar barato o físico liquidar a bolsa também comprando barato, co lucro duplo, mas o tiro saiu pela culatra e quem acreditou nesta estratégia que funciona há anos simplesmente se vê dentro de uma ratoeira, a cada vencimento de contrato as posições são recompradas e roladas na esperança de uma nova onda da crise financeira. Os prejuízos são enormes as margens que estão sendo paga esta na estratosfera e incalculáveis e para diluir isto levará tempo e consciência, pois não se concerta um erro com outro, por exemplo, fazendo merdia.
Ao produtor deve refletir que os números não mentem jamais, o consumo aumentando em tamanho maior que a produção reflete em baixa de estoque e aumento de preços, o aumento de preços deve ser usado para pagamentos de dividas, capitalização, portanto café de R$500,00 que seria sonho a bem pouco tempo atrás e hoje uma realidade com boa margem de lucro serve para vendermos e trabalhar sem sufoco.
Também para o produtor o plantio desordenado acima da capacidade de absorção do mercado, que seria hoje em torno de 4 milhões de sacas de 60 kg por ano, ou algo em torno de 8% a 10% da produção brasileira, consolidaria os preços no patamar que esta, e teríamos um período mais duradouro de preços, o plantio sem estudo de qualquer maneira simplesmente do tamanho da ganância humana, veremos o topo de mercado e fundo maior que 2.002 com conseqüências trágicas.
Para um operador de bolsa, a única coisa que precise é que o mercado tenha tendência e segui-la, se for igual agora estaremos comprados e se o plantio inconseqüente vier estaremos vendidos ganhando também par ver o fundo.
O que temos de concreto que ninguém pode ser maior e mais forte do que o mercado o respeito traz longevidade e segurança nas operações.
Para o curto prazo poderemos ter uma correção nos preços, o que não significa queda , pode se ter uma correção lateral, para depois a busca de novo topo acima dos $3,00 patamar que o mercado já trabalhou esta semana.
Boa semana a todos bons negócios e que Deus abençoe a todos.
Wagner Pimentel.
WWW.cafezinhocomamigos.blogspot.com

sábado, 23 de abril de 2011

Rodrigo Corrêa da Costa - À PROCURA DE UM PORTO SEGURO - Mercado de Café - Comentário Semanal - de 18 a 22 de abril de 2011

PROCURA DE UM PORTO SEGURO



A agência Standard & Poor’s (S&P) rebaixou para “negativa” a perspectiva da dívida dos Estados Unidos pela primeira vez na história – apenas a Moody’s fez o mesmo em 1996. Na prática o viés negativo indica uma chance em três dos títulos perderem o status máximo de classificação (“AAA”), no período de 2 anos. A medida serve de alerta para o partidos políticos americanos chegarem à um acordo com relação aos cortes de gastos do orçamento, e por este motivo animou alguns investidores – após o choque inicial, claro.



O índice do dólar encerrou a semana no menor nível desde agosto de 2008, nem tanto pela notícia ruim para a moeda estadunidense, mas principalmente em função da mesma continuar sendo utilizada como a principal financiadora do chamado “carry-trade”. A lógica é que os investidores tomam emprestado dólares a taxas de juros baixas, e aplicam o dinheiro em outras moedas (países) que pagam juros mais altos. Uma parte também é aplicada em outros ativos, como por exemplo as commodities.



O ouro tem se beneficiado disto batendo altas nominais consecutivas, assim como moedas como o real e ativos de risco tem recebido um fluxo de investimento para proteção de reserva de valor em um mundo que procura um “porto seguro” para suas poupanças.



Nesta conjuntura o índice de commodities deu outro salto para próximo das máximas do ano (e também desde 2008). Segundo um banco de investimentos a alocação de recursos em commodities atingiram em março o patamar de 412 bilhões de dólares, sendo que 7.1 bilhões estão nas agrícolas.



Com isto o café em Nova Iorque fez uma nova alta em 14 anos para a primeira posição, e em 34 anos para a segunda posição, algo que estava dentro do esperado. O nível de US$ 3 dólares por libra-peso estampou as telas de todos os contratos até Julho de 2012, e o movimento foi relativamente mais ordenado do que se imaginava. Vendas de origens como Brasil e América Central foram magras, e os especuladores e operadores que são guiados a operar segundo o que indica o gráfico, foram os destaques do lado da compra.



Por outro lado Londres, que negocia o robusta, demonstrou fraqueza, fazendo com que a arbitragem contra o “C” alargasse para incríveis US$ 246.04 por saca de 60 quilos. Em outras palavras: para comprar uma saca do arábica na ICE é preciso de 2.63 sacas do robusta da LIFFE!! Rumores circularam de que um grande operador desta arbitragem teve que liquidar uma posição perdedora, o que pode ter causado este maior alargamento.



Por falar do arábica da ICE, infelizmente em função da qualidade do café que hoje compõe os estoques certificados, a firmeza dos preços isoladamente não é refletida apropriadamente na estrutura. Com isso na entrada do período de notificação do contrato de maio o spread do Maio contra o Julho negociou a US$ 5.45 centavos de desconto, provocando interrogações para aqueles que não seguem o dia a dia da commodity. Digo isto porquê um mercado que é altista, e que tem escassez de produto no físico, normalmente sofre uma inversão da curva, ou seja os preços dos contratos de vencimentos mais curtos ficam acima dos vencimentos mais longos, e muito investidores (também) cruzam estas informações como parte das análises que ajudam a decidir a alocação de seus recursos. Para o “C” isto não está acontecendo pois os cafés finos que estão em falta, não serão entregues através da bolsa enquanto não forem usados os cafés velhos que fazem partes dos estoques certificados. Por este motivo os diferenciais (basis) se movimentam muito pouco apesar das variações dos mercados futuros (market).



Na prática significa que o terminal está quase que com vida própria, e os agentes naturais (produtores, exportadores, importadores, e indústria) vendo o físico pouco movimentado acabam usando com muita parcimônia a bolsa, fazendo apenas o estritamente necessário (incluindo nisto a arbitragem entre BM&F e NY).



O fechamento da semana nos dá a impressão (tecnicamente falando) que podemos ver uma tomada de lucro no curto prazo. Porém vale lembrar que o enfraquecimento da moeda americana, assim como a falta de café disponível no mercado físico, e finalmente a busca de investidores por alternativas, poderão trazer um fluxo de dinheiro para o mercado, tornando factível a busca dos 318 centavos (de 1997).



Aos produtores vale a pena aproveitar para vender um pouco do café que normalmente carregam como reserva de valor, para então (se assim quiserem) segurarem o produto da safra-nova quando ela chegar.



Uma ótima semana e muito bons negócios para todos,