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quarta-feira, 27 de abril de 2011

Café sobe com chuva forte na Colômbia

Estado de S.Paulo



27 de abril de 2011

Participantes do mercado internacional de café estão atentos às fortes chuvas na Colômbia, que podem comprometer a expectativa de aumento de produção após três colheitas consecutivas de queda. A Colômbia é o maior produtor de café arábica suave e lavado, de alta qualidade. Se o clima desfavorável persistir, a oferta global do produto continuará apertada, puxando os preços para cima.

Ontem, o contrato do café para entrega em julho subiu 1,89% na Bolsa de Nova York e fechou a 296,30 centavos de dólar por libra-peso. A demanda pela bebida vem crescendo no mundo, principalmente nos países emergentes. Com o avanço do consumo de modo geral, a tendência é de que o gosto do consumidor fique cada vez mais refinado e, portanto, de que cresça a procura por cafés especiais como o da Colômbia - produzidos igualmente em outros países da América Latina.

A demanda global por algodão também aumentou nos últimos anos, provocando expressiva alta da commodity (cerca de 103% em um ano). Mas, segundo alguns analistas, a valorização foi excessiva e deve começar a afastar os compradores.

Na China, maior produtor e consumidor de algodão, os preços estão cedendo. E com isso também as cotações em Nova York: ontem, o contrato julho recuou 3,61%. Na mesma bolsa, o açúcar caiu 0,68%, conforme se aproxima a produção das novas safras do Brasil, da Índia e da Tailândia.

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Café abre semana com realizações e recua na ICE Futures US

Café abre semana com realizações e recua na ICE Futures US

Os contratos futuros de café arábica negociados na ICE Futures US encerraram esta segunda-feira com quedas, em uma sessão caracterizada por vendas especulativas, refletindo o cenário negativo nos mercados externos. Depois de uma abertura com altas, passo a passo o café foi registrando uma pressão maior de vendas, seguindo, por exemplo, outras commodities softs e os mercados de grãos. O índice CRB, ao final do dia, teve retração. Depois de atingir patamares consideráveis, próximos das máximas de 14 anos, nesta segunda-feira o mercado foi pressionado na maior parte da sessão e não conseguiu se consolidar acima do nível psicológico de 300,00 centavos por libra para o julho. Apesar do perfil negativo do dia, alguns operadores ainda trabalham com a perspectiva de ganhos e, inclusive, de se testar o nível de 318,00 centavos, maior nível desde maio de 1997, por conta do cenário fundamental positivo, com oferta curta e estoques bastante tímidos, tanto nos países exportadores como nos importadores.

No encerramento do dia, o julho em Nova Iorque teve queda de 375 pontos com 290,80 centavos, sendo a máxima em 296,90 e a mínima em 289,10 centavos por libra, com o setembro tendo oscilação negativa de 360 pontos, com a libra a 293,65 centavos, sendo a máxima em 299,40 e a mínima em 292,50 centavos por libra. Na Euronext/Liffe, em Londres, não houve pregão nesta segunda-feira, devido ao feriado bancário.

De acordo com analistas internacionais, após as altas constantes dos últimos dias, o que permitiu ganhos mais que expressivos, o café recuou nesta segunda, mas uma formação de um quadro de novas altas não está descartada. Os analistas ressaltaram que algumas realizações foram detectadas ao longo do dia, depois do final de semana prolongado. Mesmo com as perdas resultantes dessas operações, o julho não ficou distante da máxima de 302,50 centavos por libra, alcançada na última quarta-feira, e também não se distancia da média móvel de 20, 50 e 100 dias do mercado, o que abre espaço para alguns players ainda possam passar por alguns rallies. "Creio que, do ponto de vista fundamental, causaria surpresa se o café tivesse mais força que o que já verificamos até agora. A tendência é de um mercado muito volátil por algum tempo, até que verifiquemos alguma novidade no campo fundamental", disse Rodrigo Costa, analista da Newedge, em Nova Iorque.

A expectativa de safra de menor porte do Brasil e também as perdas de produção da Colômbia, que é assolada por fortes chuvas, são fatores que dão suporte aos preços há várias semanas. Por outro lado, os compradores comerciais estão bastante arredios, não querendo efetuar compras nos níveis atuais. Um total de 125 notificações foi postado contra a posição maio na bolsa de Nova Iorque nesta segunda-feira, totalizando, desde o início da notificação, 2.257 lotes.

As exportações de café do bloco latino formado por Colômbia, México, Peru, República Dominicana, Nicarágua, Guatemala, El Salvador, Costa Rica e Honduras subiram 17,4% em março, atingindo a marca de 3,113 milhões de sacas, indicou a Anacafé (Associação Nacional de Café da Guatemala), entidade responsável pelo levantamento estatístico do bloco. No acumulado da atual safra, entre outubro e o final de março, esses países remeteram 13,507 milhões de sacas ao exterior, 18,6% a mais que no mesmo período de 2009/2010. Todos os países do bloco tiveram aumento no volume de sacas embarcadas, com exceção do México, cujos embarques tiveram retração de 20%. A Colômbia registra uma recuperação na safra e ampliou suas exportações em 32%. Honduras, Nicarágua, Costa Rica e Peru experimentaram um avanço de 42%, 13%, 9% e 10%, respectivamente, em seus embarques cafeeiros em 2010/2011.

As exportações de café do Brasil em abril, até o dia 20, somaram 1.455.822 sacas, contra 1.241.883 sacas registradas no mesmo período de março, informou o Cecafé (Conselho dos Exportadores de Café do Brasil). Os estoques certificados de café na bolsa de Nova Iorque tiveram queda de 1.550 sacas indo para 1.577.675 sacas.

O volume negociado no dia na ICE Futures US foi estimado em 11.826 lotes, com as opções tendo 3.042 calls e 6.486 puts. Tecnicamente, o julho na ICE Futures US tem uma resistência em 296,90-297,00, 297,50, 298,00, 298,50, 299,00, 299,50, 299,90-300,00, 300,50-300,55, 301,00, 301,50, 302,00, 302,50 e 303,00 centavos de dólar por libra peso, com o suporte em 289,10-289,00, 288,50, 288,00, 287,50, 287,00, 286,50, 286,00, 285,50 e 285,10-285,00 centavos por libra.

domingo, 24 de abril de 2011

Um mercado soberano.

Um mercado soberano.
No momento da páscoa que representa uma vida nova, o mercado tem a oportunidade de pensar em suas novas estratégias de mercado.
A safra que termina nos próximos dias, para muitos já terminou, pois não tem nada para comercializar o mercado tem que analisar os fatos para não cometer erros graves colocando o patrimônio em risco.
O preço do café que resta agora apenas bater dois preços históricos e em minha humilde opinião estes patamares não terá a menor dificuldade de ir buscá-los e batê-los, pois se analisarmos o passado veremos que a situação atual nunca existiu no mercado cafeeiro.
O aumento de consumo, a falta de investimentos em áreas novas, o constante aumento de dinheiro no mundo procurando por oportunidades de lucro, a inflação do tempo me da um analise com a consistência de que este mercado tem muito pra subir.
A reflexão que devemos ter agora é o que fez este mercado partir para um aumento tão rápido que até a classe produtora não acredita?
Os preços foram manipulados por anos em uma falsa impressão de falta de mercadoria enquanto estoques diminuíam e ágios eram pagos para cafés finos na nossa frente e não percebíamos, quando as commodities começaram a chamar a atenção principalmente pela ascensão da sociedade chinesa , as commodities passaram a ser as vedetes do mercado financeiro e empresas que usavam as bolsas não somente para hedge estavam especulando de uma forma perigosa comprometendo seus caixas de forma perigosa.
No Brasil vimos isto a pouquíssimo tempo atrás quando empresas como Sadia e Aracruz tiveram prejuízos tão grandes que o governo brasileiro teve que intervir para que elas não literalmente não viessem à falência.
O lucro estava tão fácil que princípios básicos de operação no mercado financeiro irresponsavelmente foram deixados de lado, esquecendo que o mercado é sempre soberano sobre todas as operações, e nós independentemente do tamanho, somos simplesmente participantes dele, ou seja, sempre pode ter alguém maior que você na outra ponta que pode puxar uma onda contraria onde um caixote é inevitável, e ficar com a cara suja de areia na praia.
Como eu um grafista que começa a interpretar o movimento do mercado pelo gráfico, e traduzir grafiquês para o português estou apenas começando aprender esta arte, vejo que no mercado do café, onde sou a quinta geração deste mercado, entendo que a safra brasileira de 2.010 por ter um grande volume de mercadoria alguns participantes do mercado acreditaram que poderiam vender na bolsa, jogar o mercado físico para baixo comprar barato o físico liquidar a bolsa também comprando barato, co lucro duplo, mas o tiro saiu pela culatra e quem acreditou nesta estratégia que funciona há anos simplesmente se vê dentro de uma ratoeira, a cada vencimento de contrato as posições são recompradas e roladas na esperança de uma nova onda da crise financeira. Os prejuízos são enormes as margens que estão sendo paga esta na estratosfera e incalculáveis e para diluir isto levará tempo e consciência, pois não se concerta um erro com outro, por exemplo, fazendo merdia.
Ao produtor deve refletir que os números não mentem jamais, o consumo aumentando em tamanho maior que a produção reflete em baixa de estoque e aumento de preços, o aumento de preços deve ser usado para pagamentos de dividas, capitalização, portanto café de R$500,00 que seria sonho a bem pouco tempo atrás e hoje uma realidade com boa margem de lucro serve para vendermos e trabalhar sem sufoco.
Também para o produtor o plantio desordenado acima da capacidade de absorção do mercado, que seria hoje em torno de 4 milhões de sacas de 60 kg por ano, ou algo em torno de 8% a 10% da produção brasileira, consolidaria os preços no patamar que esta, e teríamos um período mais duradouro de preços, o plantio sem estudo de qualquer maneira simplesmente do tamanho da ganância humana, veremos o topo de mercado e fundo maior que 2.002 com conseqüências trágicas.
Para um operador de bolsa, a única coisa que precise é que o mercado tenha tendência e segui-la, se for igual agora estaremos comprados e se o plantio inconseqüente vier estaremos vendidos ganhando também par ver o fundo.
O que temos de concreto que ninguém pode ser maior e mais forte do que o mercado o respeito traz longevidade e segurança nas operações.
Para o curto prazo poderemos ter uma correção nos preços, o que não significa queda , pode se ter uma correção lateral, para depois a busca de novo topo acima dos $3,00 patamar que o mercado já trabalhou esta semana.
Boa semana a todos bons negócios e que Deus abençoe a todos.
Wagner Pimentel.
WWW.cafezinhocomamigos.blogspot.com

sábado, 23 de abril de 2011

Rodrigo Corrêa da Costa - À PROCURA DE UM PORTO SEGURO - Mercado de Café - Comentário Semanal - de 18 a 22 de abril de 2011

PROCURA DE UM PORTO SEGURO



A agência Standard & Poor’s (S&P) rebaixou para “negativa” a perspectiva da dívida dos Estados Unidos pela primeira vez na história – apenas a Moody’s fez o mesmo em 1996. Na prática o viés negativo indica uma chance em três dos títulos perderem o status máximo de classificação (“AAA”), no período de 2 anos. A medida serve de alerta para o partidos políticos americanos chegarem à um acordo com relação aos cortes de gastos do orçamento, e por este motivo animou alguns investidores – após o choque inicial, claro.



O índice do dólar encerrou a semana no menor nível desde agosto de 2008, nem tanto pela notícia ruim para a moeda estadunidense, mas principalmente em função da mesma continuar sendo utilizada como a principal financiadora do chamado “carry-trade”. A lógica é que os investidores tomam emprestado dólares a taxas de juros baixas, e aplicam o dinheiro em outras moedas (países) que pagam juros mais altos. Uma parte também é aplicada em outros ativos, como por exemplo as commodities.



O ouro tem se beneficiado disto batendo altas nominais consecutivas, assim como moedas como o real e ativos de risco tem recebido um fluxo de investimento para proteção de reserva de valor em um mundo que procura um “porto seguro” para suas poupanças.



Nesta conjuntura o índice de commodities deu outro salto para próximo das máximas do ano (e também desde 2008). Segundo um banco de investimentos a alocação de recursos em commodities atingiram em março o patamar de 412 bilhões de dólares, sendo que 7.1 bilhões estão nas agrícolas.



Com isto o café em Nova Iorque fez uma nova alta em 14 anos para a primeira posição, e em 34 anos para a segunda posição, algo que estava dentro do esperado. O nível de US$ 3 dólares por libra-peso estampou as telas de todos os contratos até Julho de 2012, e o movimento foi relativamente mais ordenado do que se imaginava. Vendas de origens como Brasil e América Central foram magras, e os especuladores e operadores que são guiados a operar segundo o que indica o gráfico, foram os destaques do lado da compra.



Por outro lado Londres, que negocia o robusta, demonstrou fraqueza, fazendo com que a arbitragem contra o “C” alargasse para incríveis US$ 246.04 por saca de 60 quilos. Em outras palavras: para comprar uma saca do arábica na ICE é preciso de 2.63 sacas do robusta da LIFFE!! Rumores circularam de que um grande operador desta arbitragem teve que liquidar uma posição perdedora, o que pode ter causado este maior alargamento.



Por falar do arábica da ICE, infelizmente em função da qualidade do café que hoje compõe os estoques certificados, a firmeza dos preços isoladamente não é refletida apropriadamente na estrutura. Com isso na entrada do período de notificação do contrato de maio o spread do Maio contra o Julho negociou a US$ 5.45 centavos de desconto, provocando interrogações para aqueles que não seguem o dia a dia da commodity. Digo isto porquê um mercado que é altista, e que tem escassez de produto no físico, normalmente sofre uma inversão da curva, ou seja os preços dos contratos de vencimentos mais curtos ficam acima dos vencimentos mais longos, e muito investidores (também) cruzam estas informações como parte das análises que ajudam a decidir a alocação de seus recursos. Para o “C” isto não está acontecendo pois os cafés finos que estão em falta, não serão entregues através da bolsa enquanto não forem usados os cafés velhos que fazem partes dos estoques certificados. Por este motivo os diferenciais (basis) se movimentam muito pouco apesar das variações dos mercados futuros (market).



Na prática significa que o terminal está quase que com vida própria, e os agentes naturais (produtores, exportadores, importadores, e indústria) vendo o físico pouco movimentado acabam usando com muita parcimônia a bolsa, fazendo apenas o estritamente necessário (incluindo nisto a arbitragem entre BM&F e NY).



O fechamento da semana nos dá a impressão (tecnicamente falando) que podemos ver uma tomada de lucro no curto prazo. Porém vale lembrar que o enfraquecimento da moeda americana, assim como a falta de café disponível no mercado físico, e finalmente a busca de investidores por alternativas, poderão trazer um fluxo de dinheiro para o mercado, tornando factível a busca dos 318 centavos (de 1997).



Aos produtores vale a pena aproveitar para vender um pouco do café que normalmente carregam como reserva de valor, para então (se assim quiserem) segurarem o produto da safra-nova quando ela chegar.



Uma ótima semana e muito bons negócios para todos,

TORREFAÇÃO - Lavazza aposta no consumo nos lares

Uma das mais tradicionais indústrias de café do mundo vai colocar na rua um plano para levar sua marca até as residências de seus consumidores. A partir do segundo semestre deste ano, a italiana Lavazza passará a comercializar café torrado e moído com a sua marca para o consumidor final. A estratégia do grupo é elevar de forma expressiva as vendas da empresa no Brasil, que no ano passado somaram R$ 27 milhões.

Não será, no entanto, na gôndola dos supermercados que o produto será posicionado. A empresa pretende fugir da selvagem concorrência do varejo e disponibilizar seu café moído nas cafeterias que já comercializam a bebida nas xícaras de expresso.

Até agora, a empresa vendia o café com a marca Lavazza apenas em grão nos canais de consumo "fora do lar". A ideia agora é ofertar o produto de uma forma que o consumidor possa levar o café para casa, mas apenas nos pontos de venda onde se comercializa o expresso. "Nosso papel é oferecer um café diferenciado e não disputar espaço no varejo. Não queremos ser mais uma marca na prateleira", afirma Mássimo Locatelli, diretor geral da Lavazza no Brasil.

A presença da Lavazza no segmento de café torrado e moído ao consumidor não é bem um estreia. Em 2008, o grupo italiano adquiriu o carioca Café Grão Nobre e o paulista Terra Brasil, que criaram a base para a empresa a passar a atuar a partir de agora com sua própria marca.

Segundo Locatelli, a empresa tem estudado o mercado brasileiro de café e identificado uma dinâmica bastante diferente da existente na Europa. "A demanda por produtos diferenciados está nascendo no Brasil apenas agora e nesse segmento temos algo a oferecer", afirma o executivo.

A estratégia acompanha o plano da empresa de construir uma fábrica no Brasil, na cidade carioca de Três Rios. A expectativa é que a unidade brasileira esteja produzindo café com a marca entre o fim de 2012 e o início de 2013. "O Brasil é muito grande e tem diferentes tipos de café, o que nos permite fazer diferentes blends e bem aceitos na Europa", afirma Locatelli. (AI)

sexta-feira, 22 de abril de 2011

Café cai na ICE em dia de realizações e de poucos negócios

Café cai na ICE em dia de realizações e de poucos negócios

Os contratos futuros de café, depois de terem atingido, na sessão anterior, os melhores níveis de preço em quase 14 anos na ICE Futures US, encerraram esta quinta-feira com quedas, em um dia caracterizado por realizações de lucro e correções, assim como que por vendas "de proteção" antes do feriado prolongado. O volume negociado foi consideravelmente baixo, em uma sessão esvaziada. A bolsa nova-iorquina não opera nesta sexta-feira e passa a operar apenas às 7h30 na segunda-feira.

A posição julho não conseguiu testar as máximas da sessão passada, apesar de, logo no início do dia, ter registrado ganhos ligeiros. Ao falhar nesse propósito, os vendedores passaram a registrar ordens de venda, que culminaram com as baixas do dia. Tecnicamente, porém, o mercado ainda se mostra bullish (altista) nos gráficos e alguns operadores trabalham com a perspectiva de as máximas de maio de 1997, em 318 centavos de dólar por libra peso, possam ser testadas. Nesta quinta-feira, os indicadores externos não influenciaram o comportamento do café. O índice CRB registrou um ligeiro avanço, ao passo que o dólar ampliou, ainda mais, as perdas em relação a uma cesta de moedas internacionais.

No encerramento do dia, o maio em Nova Iorque teve queda de 310 pontos com 291,30 centavos, sendo a máxima em 295,70 e a mínima em 291,20 centavos por libra, com o julho tendo oscilação negativa de 490 pontos, com a libra a 294,55 centavos, sendo a máxima em 300,55 e a mínima em 293,75 centavos por libra. Na Euronext/Liffe, em Londres, a posição maio registrou queda de 46 dólares, com 2.408 dólares por tonelada, com o julho tendo desvalorização de 47 dólares, com 2.435 dólares por tonelada.

Os rallies no petróleo e outros metais preciosos e mercados futuros na quinta-feira fizeram o CCI (Continuous Commodity Indezx) bater um novo recorde de 691,09 pontos, em sua presente configuração. O CCI é uma cesta das 17 maiores matérias-primas negociadas a futuro nas bolsas norte-americanas que compõem um índice, que é popularmente conhecido de Índice CRB, e que existe desde 1957. O fato é que o CCI bateu ontem nas suas maiores altas, refletindo os ganhos consideráveis observados pelas commodities ao longo das últimas semanas. O ouro nesta semana bateu no seu maior nível histórico, com os futuros da prata atingindo as máximas de 31 anos. O milho, na semana passada, também atingiu seu recorde histórico, com o café atingindo seus melhores níveis em quase 14 anos. Recentemente, outros produtos atingiram preços recordes, como trigo, algodão, cacau e cobre. A atual onda técnica altista é observada em gráficos, que indicam que é possível se buscar novas resistências, novos ganhos, ao menos no curto prazo. Segundo operadores, caso exista uma pressão sobre o CCI, é possível que uma correção para baixo possa ser observada, sendo que ele deveria, então, testar o nível de 635,7 pontos. O petróleo é o destaque na formação do índice, sendo que, caso essa commodity volte a apresentar fraqueza ou prejuízos mais sérios no curto prazo, isso poderia sugerir que outras commodities poderiam passar a trilhar um perigoso caminho de retomada das perdas.

A produção de café robusta da Índia na atual safra deverá ficar em torno de 200 mil toneladas métricas, índice inferior ao esperado anteriormente pelo Escritório de Café da Índia. A colheita da temporada foi encerrada na maior parte das áreas produtoras em Karnatala, sendo que nessa localidade a produção deve atingir cerca de 130 mil toneladas, segundo apontou Sahadev Balakrisna, diretor da entidade. Outra grande região produtora, Kerala, também registra uma aceleração da produção. Em dezembro, o Escritório havia estimado a produção da temporada em 204 mil toneladas métricas. No ano passado, a Índia remeteu ao exterior um total de 136.290 toneladas métricas. As exportações de café do Brasil em abril, até o dia 20, somaram 1.455.822 sacas, contra 1.241.883 sacas registradas no mesmo período de março, informou o Cecafé (Conselho dos Exportadores de Café do Brasil).

Os estoques certificados de café na bolsa de Nova Iorque tiveram aumento de 4.499 sacas indo para 1.579.225 sacas. O volume negociado no dia na ICE Futures US foi estimado em 11.826 lotes, com as opções tendo 3.042 calls e 6.486 puts. Tecnicamente, o julho na ICE Futures US tem uma resistência em 300,55, 301,00, 301,50, 302,00, 302,50, 303,00, 303,50, 304,00, 304,50 e 304,90-305,00 centavos de dólar por libra peso, com o suporte em 294,10-294,00, 293,50, 293,00, 292,50, 292,00, 29150, 291,40, 291,00, 290,50 e 290,10-290,00 centavos por libra.

quinta-feira, 21 de abril de 2011

Alta das commodities pode durar mais que o previsto

Econômico


EDITORIAL
20/04/2011

Aparentemente, o Banco Central (BC) e a Fazenda acordaram para o fato de que a alta dos preços das commodities, especialmente dos alimentos, veio para ficar; e que isso exige a reavaliação da estratégia de combate à inflação.

A nova postura ficou evidente na preocupação do presidente do Banco Central (BC), Alexandre Tombini, em examinar a tendência dos preços dos alimentos. O Valor apurou que Tombini procurou o ministro da Agricultura, Wagner Rossi, e sua equipe para discutir o assunto; e também já contatou técnicos da Fazenda e do Desenvolvimento Agrário. O BC está monitorando mais de perto commodities como soja, milho, café e algodão, além dos produtos básicos de consumo como arroz, feijão e hortigranjeiros.

Os produtos agropecuários são responsáveis por 22% do IPCA e subiram 7,95% nos doze meses terminados em março, enquanto o índice geral avançou 5,47%. As primeiras constatações são que milho, café, soja e algodão estão com os preços acima da média histórica apesar de o país estar prestes a colher uma nova safra recorde. Isso certamente pesará a favor da elevação da taxa básica de juros nas discussões de hoje do Comitê de Política Monetária (Copom).

A elevação das commodities é fenômeno global. A demanda aumentou e a oferta não acompanhou. Na China, os preços ao consumidor acumularam alta de 5,4% em doze meses, em março, enquanto os alimentos avançaram 11,7%.

Estudo recentemente divulgado por dois economistas do Fundo Monetário Internacional (FMI), Thomas Helbling e Shaun Roache, diz que os preços dos alimentos estão em alta desde o início do século. A crise internacional conteve temporariamente a tendência que agora volta a recuperar seu ímpeto, uma vez que a economia já mostra recuperação em várias partes do mundo. Os economistas constataram que o índice de preços do FMI que rastreia o comportamento dos 22 produtos agrícolas mais comercializados está perto do patamar recorde de junho de 2008.

O principal motivo da alta dos preços internacionais também é o aumento da demanda, que cresceu com a melhoria de situação das economias emergentes, onde os alimentos têm maior peso nos gastos das pessoas. A China é responsável por 70% a 80% do aumento da demanda por alimentos entre 2008 e 2010, segundo relatório recém-divulgado pelo Grupo dos 20 (o G-20, grupo de 19 países, mais a União Europeia).

Tem também um papel relevante na elevação dos preços a transformação de alguns produtos agrícolas em alternativa de investimento de especuladores e hedge funds, cujo movimento foi engrossado pelas políticas de expansão monetária das economias avançadas. Houve ainda influência de problemas climáticos e do uso de alguns produtos agrícolas como combustível, casos do milho e da cana.

Outro sinal de que o governo brasileiro passou a ver com outros olhos a alta dos preços dos alimentos foi a postura mais conciliadora do país na reunião do G-20 para discutir a disparada das commodities, realizada na reunião da semana passada, paralelamente ao encontro semestral do FMI e Banco Mundial. Até então, o Brasil vinha se opondo à proposta apresentada pela França, de regulação do mercado de alimentos, receando que os países importadores de commodities impusessem controles aos produtores, como o Brasil.

Mas isso foi um mal-entendido, segundo Christine Lagarde, a ministra das Finanças da França, que ocupa neste ano a presidência rotativa do G-20. De fato, o Brasil aceitou a proposta francesa de criar mecanismos para regular e supervisionar a excessiva volatilidade dos preços dos produtos agrícolas, evitando "abusos de mercado e manipulação", sem fixar ou tabelar cotações.

Um dos principais alvos do G-20 são os investimentos financeiros em commodities, à vista e em derivativos. O G-20 espera receber propostas concretas a respeito do assunto até setembro. O comunicado divulgado pelo grupo registra a expectativa de que a regulamentação garanta "mais transparência no mercado de derivativos para lidar com os abusos e manipulação de mercado".

A alta dos preços das commodities foi considerada na reunião do FMI como possível entrave à recuperação da economia global na medida em que eleva a inflação e amplia as importações dos países não produtores.

Com pouca venda, Nova York sobe fácil e deve buscar 300 cents

AGENCIA ESTADO


20/04/11 - A tensão observada no pregão de segunda-feira do mercado futuro de café arábica na Bolsa de Nova York (ICE Futures US) se dissipou ontem. O ambiente macroeconômico menos pessimista favoreceu as commodities, em geral. A aproximação do fim de semana prolongado nos Estados Unidos (Good Friday) e no Brasil (Tiradentes e Sexta-Feira da Paixão) sinaliza inclinação de nova alta para o café, diante da possibilidade de ausência de venda de origem.

De acordo com corretor da Newedge Group, os futuros de café se mostraram bastante resistentes à inclinação negativa. "O comportamento de ontem sugeriu dificuldade de correção para baixo, com uma boa recuperação", informa. Como o fim de semana será prolongado no Brasil e nos Estados Unidos, o mercado pode encontrar facilidades para subir, diante da ausência de venda de origem.

As análises sobre a reafirmação do rating AAA dos EUA pela Standard & Poors (S&P), cuja perspectiva de classificação foi reduzida de estável para negativa na segunda-feira, ganharam novos contornos ontem. De acordo com analistas, a nova perspectiva foi considerada apenas um aviso aos EUA, já que o triplo A dificilmente será rebaixado.

Ontem o mercado de café avançou com alguma participação de fundos de investimento. O torrador teria comprado mais cedo. O contrato para julho encerrou em alta de 2,38% (685 pontos), a 294,25 cents. A máxima chegou a marcar 294,65 cents (mais 725 pontos). A mínima foi de 286 cents (menos 140 pontos).

Graficamente, os contratos podem testar a máxima de 9 de março a 296,65 cents, mirando o nível psicológico de 300 cents. Apesar dos sinais positivos, "está difícil vislumbrar uma direção para os contratos", diz o corretor. "Os indicadores macroeconômicos continuam influenciando muito o comportamento das commodities", diz a fonte. Nesta quarta-feira começa o período de aviso de entrega do contrato maio em Nova York. Há pouco, julho já rompia a resistência a 296,65 cents, subindo 1,01% (300 pontos), a 297,25 cents.

Os contratos futuros de arábica na BM&FBovespa fecharam em alta ontem. O vencimento setembro/11, o mais líquido com 11.394 lotes em aberto, subiu US$ 8,40, a US$ 366,70 a saca. A estrutura dos contratos continua invertida, com o vencimento maio e julho mais valorizados em relação aos meses mais distantes. O mercado brasileiro não vai operar amanhã e na sexta-feira, por causa de feriado de Dia de Tiradentes e Sexta-feira Santa.

Os contratos futuros de café robusta na Bolsa de Londres (Liffe) fecharam em alta ontem. O vencimento maio teve valorização de US$ 24 ou 0,99%, para US$ 2.452/t. Há pouco, maio subia 0,74% (18 dólares), a 2.446 dólares/t.

Clima

A Somar Meteorologia informa que o padrão climático não se altera na Região Sudeste nos próximos 5 dias. Assim, as áreas produtoras de café terão tempo aberto, ensolarado e com temperaturas oscilando de 13 a 16 graus. "Somente no início da próxima semana a chegada de um frente fria deixará o tempo nublado sobre São Paulo, sul e zona da mata mineira e no Espírito Santo, com grande possibilidade de ocorrência de chuvas", informa o agrônomo da Somar, Marco Antonio dos Santos.

Na região norte do Espírito Santo, principal produtora de café conillon, a colheita segue em ritmo lento, pois ainda são observadas chuvas em todas as localidades produtoras, o que vêm atrapalhando as atividades de colheita e de secagem dos grãos. Até o momento, porém, não foram observados prejuízos que possam reduzir a safra robusta, avalia a agrônomo. No sul do Estado, as lavouras de café arábica seguem apresentando bom desenvolvimento.

No Paraná e em São Paulo os cafezais também estão em perfeito estado vegetativo, com os grãos em fase inicial de amadurecimento, sinalizando que a colheita deve começar no fim de maio.

Conforme a Somar, uma forte chuva de granizo atingiu a região de Nova Rezende, no sul de Minas, na semana passada. Calcula-se que 2.400 hectares foram destruídos e que, desse total, em pelo menos 60% a perda foi total. Além disso, algumas lavouras só irão produzir novamente daqui a dois anos, pois as plantas danificadas pelo granizo não conseguirão dar florada este ano.

As lavouras da região sul de Minas Gerais que não foram atingidas pelo granizo encontram-se em bom estado vegetativo, apresentando um ou outro problema pontual, como coração negro (apodrecimento dos grãos). Isso não irá prejudicar a produção do Estado nesta safra. No restante do Estado de Minas Gerais, as condições também são boas. Mesmo com a diminuição das chuvas na semana passada, o nível de água no solo ainda está elevado, dando suporte à demanda hídrica das plantas, apesar do forte calor observado durante o período.

Mercado físico

As vendas de café no mercado físico foram bem fracas ontem. A forte recuperação dos contratos futuros na Bolsa de Nova York afastou compradores. "O vendedor pedia alto e o comprador não quis pagar", diz um corretor de Santos (SP).

O comentário na praça de Santos é que café tipo 6, com 15% de catação, do sul de Minas, tinha pedido de comprador entre R$ 555/R$ 560 a saca. As ofertas pelo produto a R$ 540/R$ 550 seriam mais assimiláveis pelo comprador, mas não foram reportados negócios.

Os pesquisadores do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) informam que os preços do café arábica subiram com força ontem na Bolsa de Nova York (ICE Futures) por causa da maior demanda mundial e também pela continuidade das chuvas na Colômbia - a umidade pode influenciar o surgimento de doenças fúngicas nos cafezais.

O indicador Cepea/Esalq do arábica tipo 6 bebida dura para melhor fechou a R$ 538,22/sc de 60 kg, posto São Paulo, aumento de 1,38% sobre a média da segunda-feira, ou de quase R$ 8,00/sc a mais em relação ao dia anterior. Mesmo com a alta nos preços, as vendas de café arábica seguiram em ritmo calmo. Segundo apurou o Cepea, a queda do dólar limitou os avanços na liquidez. A moeda norte-americana encerrou o dia a R$ 1,576, queda de 0,88% sobre o dia anterior. De modo geral, houve maior procura pelo grão, mas poucos foram os vendedores dispostos a comercializar. A preferência para as negociações era para os cafés finos, mas estes tipos estão escassos no mercado, informa o Cepea. O mercado de robusta esteve ainda mais calmo em relação ao de arábica. Muitos agentes aguardam a safra nova para comercializar. A colheita da nova temporada, no entanto, está atrasada, por causa das constantes chuvas no Espírito Santo, que impedem uma maturação mais rápida. Ontem praticamente não houve mudanças nos preços do robusta. O indicador Cepea/Esalq do robusta tipo 6, peneira 13 acima, fechou a R$ 221,28/sc de 60 kg, a retirar no Espírito Santo. Para o tipo 7/8 bica corrida, o indicador Cepea/Esalq encerrou na média de R$ 212,71/sc de 60 kg, também a retirar na origem. Levantamento preliminar do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé) mostra que os embarques de grãos verdes em abril, até ontem, alcançavam 1.279.797 sacas, representando aumento de 3,1%, em relação ao observado no mesmo período do mês anterior. Em março passado foram embarcadas 2.693.722 sacas. Este mês, até ontem, foram emitidos certificados de origem de 1.783.349 sacas, resultado 3,1% maior em comparação com o mesmo período do mês passado. EVOLUÇÃO DOS PREÇOS NO MERCADO FÍSICO E NA BM&F MERCADO INTERNO (em R$ por saca de 60 kg) ARABICA TIPO 6 DURO 12-abr 13-abr 14-abr 15-abr 18-abr 19-abr Noroeste PR 488,10 497,50 498,36 505,82 500,29 507,50 Mogiana 513,40 521,46 522,90 530,00 525,25 536,11 Sul MG 509,44 518,50 520,20 526,67 525,28 533,25 Zona/Mata 501,63 508,33 509,67 514,63 511,00 513,14 Cerrado 516,36 524,00 526,00 534,57 529,13 535,46 CONILLON TIPO 6 Espírito Santo 219,17 219,33 220,58 220,83 220,23 222,44 INDICADOR ESALQ/BM&F (em sacas de 60 kg) 12-abr 13-abr 14-abr 15-abr 18-abr 19-abr À Vista R$ 513,05 521,46 523,35 530,17 527,19 534,49 À Vista US$ 322,07 327,76 331,23 335,97 331,57 339,14 A Prazo R$ 516,63 525,10 526,96 533,83 530,87 538,22 FUTUROS NA BM&F (em US$ por saca de 60 kg) 12-abr 13-abr 14-abr 15-abr 18-abr 19-abr Mai/11 357,50 367,05 370,00 375,90 374,90 383,20 Jul/11 350,65 359,90 362,45 368,60 366,55 374,95 Set/11 343,10 351,50 354,25 361,40 358,30 366,70 Dez/11 342,25 352,00 355,00 361,00 358,00 365,55 Set/12 332,55 341,00 343,85 347,90 344,00 349,25 Fontes: Cepea-Esalq/BM&F e Agência Estado Att. Senhores Assinantes: Em virtude dos feriados de Tiradentes amanhã (21) e da Sexta-Feira da Paixão (22), não haverá Cenário de Café na segunda-feira (25). As informações sobre a commodity nesta quarta-feira seguirão no próprio noticiário ao longo dia.

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Café rompe máxima na ICE e projeta alcançar nível de 318 cents (1997)

Café rompe máxima na ICE e projeta alcançar nível de 318 cents (1997)

Os contratos futuros de café arábica negociados na ICE Futures US tiveram uma quarta-feira de altas, na qual as posições atingiram os melhores patamares de preços em quase 14 anos. Compras generalizadas de especuladores e de fundos foram reportadas, principalmente na parte da manhã. Essas compras estiveram amparadas, principalmente, em aspectos técnicos, já que o café demonstra nos gráficos um comportamento ascendente. Além disso, o cenário externo colaborou. O índice CRB, por exemplo, subiu mais de 1,5% nesta quarta, com o petróleo chegando a registrar valorização de 3%, ao passo que o dólar teve uma considerável queda, o que estimulou muitos players a ofertar em mercados de maior risco, como é o caso das commodities agrícolas.

Notícias como a retomada das chuvas na Colômbia, com possibilidade de as novas águas afetarem ainda mais a produção desse país, deram ainda mais impulso para os compradores. Na segunda parte do dia, alguns operadores aproveitaram para realizar lucros e algumas vendas foram processadas, com o fechamento se dando em níveis mais modestos que os alcançados ao longo da manhã.

No encerramento do dia, o maio em Nova Iorque teve alta de 320 pontos com 294,40 centavos, sendo a máxima em 298,50 e a mínima em 291,40 centavos por libra, com o julho tendo oscilação positiva de 520 pontos, com a libra a 299,45 centavos, sendo a máxima em 302,50 e a mínima em 294,25 centavos por libra. Na Euronext/Liffe, em Londres, a posição maio registrou alta de 26 dólares, com 2.454 dólares por tonelada, com o julho tendo valorização de 30 dólares, com 2.482 dólares por tonelada.

Os contratos de maio e julho de café conseguiram novos níveis de altas nesta quarta-feira, com uma força altista se sobressaindo e com o mercado já considerando absolutamente crível a possibilidade de se testar as máximas de maio de 1997, em 318 centavos de dólar por libra. As formações técnicas continuam todas positivas e o indicador diário continua direcionando as cotações para cima. Olhando a formação gráfica consistente do café, o mercado teve uma projeção bastante altista por vários meses. Desde o começo de junho de 2010 o bulls (altistas) para o café começaram a direcionar os preços, levando o julho, naquele momento em 133,15 centavos de dólar por libra, para 302.50 centavos, máxima alcançada nesta quarta. Os níveis de preço de negócios com o café estão acima da maior parte das médias móveis, incluindo de 20 dias, 50 dias, 100 e 200 dias. Isso é um indicativo tradicional, com os traders, em geral, seguindo tal direcionamento do mercado.

Ao se fazer uma análise do gráfico diário se observa uma alta bastante ordenada nos últimos meses, com uma formação mais clássica de alta, não formando, portanto, uma parábola. Deixando para trás as pressões recentes de baixa, nesta quarta-feira os altistas voltaram a comandar os negócios, com a resistência de 9 de março conseguindo ser superada, nível que era a máxima anterior para a posição julho. As liquidações entre os dias 10 de março e 5 de abril provocaram uma forte correção para baixo no mercado, no entanto, recentemente as forças altistas retomaram o fôlego e as compras se intensificaram.

Paul Hare, vice-presidente executivo do Linn Group, disse que o café "está tendo uma grande evolução, tivemos algumas correções anteriores, mas agora estamos apontando para buscar o novo desafio, que é a máxima de 1997, em 318,00 centavos por libra", disse. Ele apontou que o maio nesta quarta-feira atingiu seus novos patamares de alta, o que significou, também, em um novo ponto de alta no gráfico semanal do mercado. Hare ressaltou que esta quinta-feira, véspera de final de semana prolongado, poderá indicar a força do café neste instante. "Se conseguirmos encerrar a semana acima dos 295,00 centavos por libra, isso teria uma conotação de força, e essa consistência poderia ser o impulso para buscarmos os 318,00 centavos", disse. Analisando o contexto, o vice-presidente do Linn Group ressaltou que a figura do mercado parece positiva, talvez com uma exceção sobre um quadro de sobrecompra. "No entanto, se chegarmos perto de uma nova alta, então o mercado vai tomar mais um fôlego para continuar subindo", complementou.

Os estoques certificados de café na bolsa de Nova Iorque tiveram aumento de 3.878 sacas indo para 1.574.726 sacas. O volume negociado no dia na ICE Futures US foi estimado em 23.122 lotes, com as opções tendo 9.173 calls e 7.972 puts. As exportações de café do Brasil em abril, até o dia 19, somaram 1.279.797 sacas, contra 1.241.883 sacas registradas no mesmo período de março, informou o Cecafé (Conselho dos Exportadores de Café do Brasil). Tecnicamente, o maio na ICE Futures US tem uma resistência em 298,50, 299,00, 299,50, 299,90-300,00, 300,50, 301,00, 301,50 e 302,00 centavos de dólar por libra peso, com o suporte em 291,40, 291,00, 290,50, 290,10-290,00, 289,50, 289,00, 288,50, 288,00 e 287,50 centavos por libra.