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quinta-feira, 21 de abril de 2011

Café rompe máxima na ICE e projeta alcançar nível de 318 cents (1997)

Café rompe máxima na ICE e projeta alcançar nível de 318 cents (1997)

Os contratos futuros de café arábica negociados na ICE Futures US tiveram uma quarta-feira de altas, na qual as posições atingiram os melhores patamares de preços em quase 14 anos. Compras generalizadas de especuladores e de fundos foram reportadas, principalmente na parte da manhã. Essas compras estiveram amparadas, principalmente, em aspectos técnicos, já que o café demonstra nos gráficos um comportamento ascendente. Além disso, o cenário externo colaborou. O índice CRB, por exemplo, subiu mais de 1,5% nesta quarta, com o petróleo chegando a registrar valorização de 3%, ao passo que o dólar teve uma considerável queda, o que estimulou muitos players a ofertar em mercados de maior risco, como é o caso das commodities agrícolas.

Notícias como a retomada das chuvas na Colômbia, com possibilidade de as novas águas afetarem ainda mais a produção desse país, deram ainda mais impulso para os compradores. Na segunda parte do dia, alguns operadores aproveitaram para realizar lucros e algumas vendas foram processadas, com o fechamento se dando em níveis mais modestos que os alcançados ao longo da manhã.

No encerramento do dia, o maio em Nova Iorque teve alta de 320 pontos com 294,40 centavos, sendo a máxima em 298,50 e a mínima em 291,40 centavos por libra, com o julho tendo oscilação positiva de 520 pontos, com a libra a 299,45 centavos, sendo a máxima em 302,50 e a mínima em 294,25 centavos por libra. Na Euronext/Liffe, em Londres, a posição maio registrou alta de 26 dólares, com 2.454 dólares por tonelada, com o julho tendo valorização de 30 dólares, com 2.482 dólares por tonelada.

Os contratos de maio e julho de café conseguiram novos níveis de altas nesta quarta-feira, com uma força altista se sobressaindo e com o mercado já considerando absolutamente crível a possibilidade de se testar as máximas de maio de 1997, em 318 centavos de dólar por libra. As formações técnicas continuam todas positivas e o indicador diário continua direcionando as cotações para cima. Olhando a formação gráfica consistente do café, o mercado teve uma projeção bastante altista por vários meses. Desde o começo de junho de 2010 o bulls (altistas) para o café começaram a direcionar os preços, levando o julho, naquele momento em 133,15 centavos de dólar por libra, para 302.50 centavos, máxima alcançada nesta quarta. Os níveis de preço de negócios com o café estão acima da maior parte das médias móveis, incluindo de 20 dias, 50 dias, 100 e 200 dias. Isso é um indicativo tradicional, com os traders, em geral, seguindo tal direcionamento do mercado.

Ao se fazer uma análise do gráfico diário se observa uma alta bastante ordenada nos últimos meses, com uma formação mais clássica de alta, não formando, portanto, uma parábola. Deixando para trás as pressões recentes de baixa, nesta quarta-feira os altistas voltaram a comandar os negócios, com a resistência de 9 de março conseguindo ser superada, nível que era a máxima anterior para a posição julho. As liquidações entre os dias 10 de março e 5 de abril provocaram uma forte correção para baixo no mercado, no entanto, recentemente as forças altistas retomaram o fôlego e as compras se intensificaram.

Paul Hare, vice-presidente executivo do Linn Group, disse que o café "está tendo uma grande evolução, tivemos algumas correções anteriores, mas agora estamos apontando para buscar o novo desafio, que é a máxima de 1997, em 318,00 centavos por libra", disse. Ele apontou que o maio nesta quarta-feira atingiu seus novos patamares de alta, o que significou, também, em um novo ponto de alta no gráfico semanal do mercado. Hare ressaltou que esta quinta-feira, véspera de final de semana prolongado, poderá indicar a força do café neste instante. "Se conseguirmos encerrar a semana acima dos 295,00 centavos por libra, isso teria uma conotação de força, e essa consistência poderia ser o impulso para buscarmos os 318,00 centavos", disse. Analisando o contexto, o vice-presidente do Linn Group ressaltou que a figura do mercado parece positiva, talvez com uma exceção sobre um quadro de sobrecompra. "No entanto, se chegarmos perto de uma nova alta, então o mercado vai tomar mais um fôlego para continuar subindo", complementou.

Os estoques certificados de café na bolsa de Nova Iorque tiveram aumento de 3.878 sacas indo para 1.574.726 sacas. O volume negociado no dia na ICE Futures US foi estimado em 23.122 lotes, com as opções tendo 9.173 calls e 7.972 puts. As exportações de café do Brasil em abril, até o dia 19, somaram 1.279.797 sacas, contra 1.241.883 sacas registradas no mesmo período de março, informou o Cecafé (Conselho dos Exportadores de Café do Brasil). Tecnicamente, o maio na ICE Futures US tem uma resistência em 298,50, 299,00, 299,50, 299,90-300,00, 300,50, 301,00, 301,50 e 302,00 centavos de dólar por libra peso, com o suporte em 291,40, 291,00, 290,50, 290,10-290,00, 289,50, 289,00, 288,50, 288,00 e 287,50 centavos por libra.

terça-feira, 19 de abril de 2011

Consistente, café sobe na ICE e pode buscar resistência

Consistente, café sobe na ICE e pode buscar resistência

Os contratos futuros de café arábica negociados na ICE Futures US encerraram esta terça-feira com boas altas, com a posição maio já se posicionando acima do nível de 290,00 centavos por libra, se aproximando, desse modo, do patamar de 9 de março, que foi a máxima de quase 14 anos. O mercado se mostra muito consistente e nesta terça-feira, sem a pressão de fatores externos, encontrou caminho livre para buscar novos ganhos. Diferentemente da segunda-feira, quando os mercados, quase que de forma generalizada, se mostraram carrancudos, por conta, principalmente, de algumas avaliações ligeiramente preocupantes sobre a economia dos Estados Unidos, nesta terça o cenário foi muito mais calmo.

As commodities subiram, com o índice CRB, por exemplo, tendo um avanço de mais de 0,5%, ao passo que o dólar perdeu a maior parte da gordura acumulada no primeiro dia da semana e recuou mais de 0,5%, o que estimulou, inclusive, os operadores a apostar em mercados de maior risco, como é o caso das commodities. Com isso, após uma abertura fraca e de os preços terem, inclusive, flutuado no lado negativo, rapidamente ordens de compras passaram a ser verificadas e, passo a passo, o mercado foi tomando mais corpo, até o maio conseguir consolidar acima do intervalo psicológico de 290,00 centavos de dólar por libra peso.

No encerramento do dia, o maio em Nova Iorque teve alta de 675 pontos com 291,20 centavos, sendo a máxima em 291,65 e a mínima em 283,35 centavos por libra, com o julho tendo oscilação positiva de 685 pontos, com a libra a 294,25 centavos, sendo a máxima em 294,65 e a mínima em 286,00 centavos por libra. Na Euronext/Liffe, em Londres, a posição maio registrou alta de 14 dólares, com 2.428 dólares por tonelada, com o julho tendo valorização de 27 dólares, com 2.452 dólares por tonelada.

De acordo com analistas internacionais, o mercado continua a se mostrar tecnicamente fortalecido. As médias móveis, inclusive de curto prazo, estão conseguindo ser ultrapassadas, o que abre um sinal positivo, indicador de que novas altas podem ser alcançadas. Um dos analistas ressaltou que o objetivo mais direto neste instante é o marco de 298,15 centavos para a posição julho. "Acreditamos que é possível conseguirmos romper esse patamar, o que abriria espaço para testarmos os níveis de maio de 1997. O mercado tem um bom suporte na questão fundamental. Os estoques estão baixos, a oferta é curta e a demanda é crescente. Deveremos ser pressionados apenas se a situação externa se tornar negativa, caso contrário a tendência é de mantermos, no curto e médio prazo, essa cadência para cima, com eventuais correções, evidentemente, mas com um perfil de alta", disse um trader. "Tivemos a influência de uma notícia forte, sobre a avaliação econômica dos Estados Unidos, e isso refletiu fortemente no mercado ontem. Mas hoje é um novo dia e, como tal, as commodities voltam a demonstrar que estão em um momento de alta e o café, diante de uma oferta reduzida e estoques mínimos, também demonstra muita consistência para subir ainda mais", disse um trader.

As exportações de café do Brasil em abril, até o dia 18, somaram 1.154.609 sacas, contra 1.079.340 sacas registradas no mesmo período de março, informou o Cecafé (Conselho dos Exportadores de Café do Brasil).

Os estoques certificados de café na bolsa de Nova Iorque tiveram aumento de 3.511 sacas indo para 1.570.848 sacas. O volume negociado no dia na ICE Futures US foi estimado em 30.341 lotes, com as opções tendo 3.456 calls e 5.348 puts. Tecnicamente, o maio na ICE Futures US tem uma resistência em 291,65, 292,00, 292,50, 293,00, 293,50, 294,00, 294,50, 294,90-295,00 e 295,50 centavos de dólar por libra peso, com o suporte em 283,35, 283,00, 282,85, 282,50-282,40, 282,00, 281,50, 281,00, 280,50, 280,20, 280,00, 279,50, 279,00, 278,50, 278,00, 277,50 e 277,00 centavos por libra.

Focado no cenário macroeconômico, café tem queda na ICE

Focado no cenário macroeconômico, café tem queda na ICE

Os contratos futuros de café arábica negociados na ICE Futures US encerraram esta segunda-feira com quedas, em uma dia caracterizado pelas vendas especulativas e de fundos, com influência direta do cenário externo. As commodities, em geral, tiveram perdas, com o índice CRB tendo recuo de quase 1% ao final do dia. As bolsas de valores também tiveram recuo nos Estados Unidos e Europa, já o dólar apresentou valorização considerável em relação a uma cesta de moedas internacionais. Esses ganhos do dólar foram observados ao longo de praticamente todo o dia e abriram espaço para que muitos players aproveitassem para vender em mercados de maior risco, como é o caso das commodities agrícolas, com foco em lucros mais expressivos em outras moedas.

Tecnicamente, o mercado não sofreu nenhuma alteração de rota. As quedas do dia foram observadas por operadores como normais e influenciadas, basicamente, por um cenário externo mais forte. Entretanto, dentro de um quadro fundamental, a tendência de alta de mantém. Após a reversão da ação baixista iniciada em março, o café, pouco a pouco, vem ganhando corpo e muitos players já trabalham com a perspectiva de que as máximas de 9 de março possam ser testadas, num patamar bastante próximo do nível psicológico de 300,00 centavos de dólar por libra peso, o que poderia, inclusive, dar oportunidade para se testar um patamar ainda mais consistente, observado em maio de 1997, no nível de 318,00 centavos por libra.

No encerramento do dia, o maio em Nova Iorque teve queda de 365 pontos com 284,45 centavos, sendo a máxima em 290,20 e a mínima em 282,80 centavos por libra, com o julho tendo oscilação negativa de 370 pontos, com a libra a 287,40 centavos, sendo a máxima em 293,10 e a mínima em 285,70 centavos por libra. Na Euronext/Liffe, em Londres, a posição maio registrou queda de 48 dólares, com 2.414 dólares por tonelada, com o julho tendo desvalorização de 43 dólares, com 2.425 dólares por tonelada.

De acordo com analistas internacionais, a notícia de que a Standard & Poor's confirmou o rating dos Estados Unidos, mas efetuou uma revisão sobre a perspectiva sobre a nota de crédito, passando de estável para negativa, devido à falta de acordo entre as forças políticas para o ajuste orçamentário, foi um dos grandes fatores de pressão do mercado. "Esse tipo de notícia, com certeza, amplia o nervosismo dos mercados e, imediatamente, temos uma reação de saída de mercados de grande risco, como o de commodities, em geral", disse Márcio Bernardo, analista de commodities da Newedge Group. ele sustentou que os aspectos fundamentais no mercado de café não apresentaram mudanças e que "o comportamento do dia esteve atrelado a fatores externos e nada especificamente relacionado ao produto", complementou. O café flutuou em um range largo pela manhã e chegou a atingir o nível de 290,00 centavos para a posição maio, no entanto, com as influências externas, os vendedores passaram a ganhar mais força e, no período final de negócios, foi observada apenas a manutenção dos níveis anteriormente construídos.

As exportações de café do Brasil em abril, até o dia 15, somaram 1.075.635 sacas, contra 745.651 sacas registradas no mesmo período de março, informou o Cecafé (Conselho dos Exportadores de Café do Brasil). Os estoques certificados de café na bolsa de Nova Iorque tiveram aumento de 2.034 sacas indo para 1.567.337 sacas.

O volume negociado no dia na ICE Futures US foi estimado em 33.755 lotes, com as opções tendo 2.841 calls e 2.619 puts. Tecnicamente, o maio na ICE Futures US tem uma resistência em 290,20, 290,50, 291,00, 291,50, 292,00 e 293,50, 294,00, 294,50, 294,90-295,00 e 295,50 centavos de dólar por libra peso, com o suporte em 282,80, 282,50-282,40, 282,00, 281,50, 281,00, 280,50, 280,20, 280,00, 279,50, 279,00, 278,50, 278,00, 277,50 e 277,00 centavos por libra.

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Substituição do Brasil como fornecedor global de café: uma reflexão

Substituição do Brasil como fornecedor global de café: uma reflexão
Mara Luiza Gonçalves Freitas

Este artigo realiza uma reflexão sobre a possibilidade de substituição do café brasileiro no mercado internacional, face a seleção estratégica de atuação internacional da cadeia agroindustrial do café brasileira. - No mundo, atualmente, são 72 os países produtores de café, incluindo-se aí o Brasil, até o momento, maior produtor mundial do grão. Mas a estatística aponta que tal perspectiva pode mudar. Os interessantes dados apresentados pela Revista Veja, através da matéria "Brasil começa a provar ao mundo o valor do seu café", conduziram-me a confirmação de uma tese que venho defendendo a algum tempo e que explicitei no artigo "O Agronegócio Café em 2020: uma reflexão", publicado em 20 de janeiro de 2010, no site Revista Cafeicultura. Após a leitura e análise dos dados da matéria, surgiu a pergunta: dependendo da posição que o Brasil assumir em relação ao perfil da sua plataforma agroindustrial do café, é possível substituí-lo como principal fornecedor de matéria-prima global nos próximos dez anos?

Inicio o meu raciocínio com um caso que estudei durante o meu mestrado. Não citarei o nome dela aqui, mas trata-se de uma das maiores cooperativas de café do país. Ao discorrer sobre a indústria torrefadora dela que foi criada justamente com o objetivo de agregar valor pela industrialização aos grãos especialíssimos de seus cooperados e a exportação desses produtos com alto valor agregado, ela lidou com um problema sério: a pressão de seus compradores, que a fez recuar num projeto arrojado de industrialização e exportação de café industrializado, em detrimento da manutenção do seu já rentável negócio de comercialização internacional de café verde. Ou era uma coisa ou outra. Após a análise dos dados da Veja, que confirmam minha linha de pesquisa, é visível que a substituição do Brasil não é um problema para os grandes mercados consumidores, em particular em razão do crescimento do investimento direto estrangeiro na região do Leste Africano, através de aquisição de terras para a produção de alimentos. Isso pode acontecer face ao investimento denso na consolidação de uma plataforma exportadora de café industrializado.

Se estivermos almejando uma fatia no mercado internacional de torrado na ordem de 30%, é preciso criar as condições no Brasil, para que os impactos na produção cafeeira brasileira não sejam sentidos e a indústria nacional de fato, possa absorver o ônus das modificações que os grandes compradores de café in natura do Brasil, irão nos submeter. Está na hora do Brasil realizar opções estratégicas para o seu negócio do café. Sem trepidar, é possível afirmar que se o Brasil optar pela agregação de valor via o café torrado, terá de investir muito pesado, para arcar com a substituição do café brasileiro, pelo produzido no Leste Africano. As lavouras lá são incipientes, mas quem trabalha com café sabe que num espaço de três anos, este horizonte é facilmente modificável: basta investimento privado, tecnologia e gente para isso acontecer rapidamente. Aquela região do planeta possui condições edafoclimáticas muito similares às brasileiras, com o diferencial de realmente oferecer ao mundo o apelo Fair Trade.

É importante acender a luz amarela, pois em razão dessas condições, a produção de cafés com características muito similares àquelas alcançadas na região do Cerrado Mineiro e o Oeste Baiano, não é algo impossível de acontecer. Se o mundo adquire o nosso café em razão do corpo, lá eles podem, com adoção das mesmas tecnologias e práticas agrícolas que aqui adotamos, produzirem exatamente o que o mercado internacional quer, a um custo de produção bem inferior ao nosso. Uma situação como essa pode acontecer em menos de cinco anos, se o mercado internacional entender que o nosso produto deixou de ser interessante e a nossa concorrência no mercado de industrializados passou a incomodar. Creio que é o momento do Brasil parar e decidir sobre qual caminho adotar para o seu negócio. Não podemos abraçar a máxima do "quem não sabe para onde vai, qualquer caminho serve". Ou o Brasil investe pesado em verde ou investe pesado em torrado. Definitivamente, pelo tanto que já estudei sobre competitividade internacional de plataformas nacionais, não será possível fazer as duas coisas concomitantemente. Reitero: se não houver um investimento sério em planejamento para o negócio do café do Brasil, a cafeicultura brasileira terá que se curvar à história, ao abraçar, com grande pesar, o reencontro do café com suas origens. Mas este é um assunto para o Ministro da Agricultura e o Diretor do Departamento Nacional do Café, à luz da influência dos ácidos clorogênicos.

CFTC: fundos aumentaram nas posições compradas na ICE

Dados da CFTC (Commodity Futures Trading Commission) divulgados nesta sexta-feira apontaram que os fundos aumentaram em 3.498 lotes suas posições compradas no mercado futuro de café da bolsa de Nova Iorque. Já os contratos em aberto registraram queda de 2.534 lotes em relação à semana anterior. Segundo os números apresentados, levando-se em consideração apenas as posições futuras, sem as opções, os grandes fundos possuíam 29.513 posições líquidas long (36,667posições long — compradas — e 7.154 posições short —vendidas) no último dia 12 de abril. No relatório anterior, referente a 05 de abril, eles tinham em mãos 26.015 posições líquidas long (36.455 posições long— compradas — e 10.440 posições short — vendidas). As empresas comerciais registravam, no dia 12, um saldo de 31.968 posições líquidas short (67.970 posições compradas e 99.938 vendidas). No relatório anterior, elas sustentavam 28.520 posições líquidas short (65.051 posições compradas e 93,571 vendidas). Os pequenos operadores tinham, na terça-feira passada na ICE Futures US, um total de 2.455 posições líquidas compradas, sendo8.065 compradas e 5.610 vendidas. No relatório referente a 05 de abril, por sua vez, eles apresentavam 2.505 posições líquidas compradas, sendo 7.081 compradas e 4.576 vendidas. As posições em aberto na bolsa norte-americana eram de121.875 lotes no dia 12 de abril, ao passo que na semana anterior elas somaram124.409 lotes.

Brazil’s Robusta Harvest May Be Delayed on Rains, Broker Says

The robusta coffee harvest in Brazil, the world’s second-largest producer of the variety, may only begin next month after rainfall in March, according to Rio de Janeiro-based broker
Flavour Coffee.

“The heavy rains during March and yet cloudy days may delay the start of the harvesting for May,” the broker said in a weekly report e-mailed yesterday.

Harvesting of the 2011-12 crop in the state of Espirito Santo, Brazil’s main robusta-producing region, was expected to commence in the second half of April, CEPEA, a University of Sao
Paulo research group, said last month.

The “general shape” of robusta trees is “nice,” with “plenty of cherries,” Flavour Coffee said. Trees still need “some weeks until maturation starts,” it said.

domingo, 17 de abril de 2011

Vamos surfar esta onda.

Vamos surfar esta onda.

O mercado do café vem em uma grande tendência de alta desde junho de 2010, de onde o preço saiu de 130,00 cents de dólar por libra peso ate os níveis que estão agora na casa de 288,00 para o mês de maio e 291,00 para o mês de julho.
Considerando que podemos tentar analisar o mercado através de ondas a saída do preço e baixo até o seu primeiro recuo a média de phi ao cubo teríamos a onda 1 e a onda 2 o recuo observado em outubro, o movimento a seguir abriu uma bela onda 3 do gráfico semanal onde o rompimento de 2,00 dólares por libra peso configurou esta onda que terminou em 296,65 para o gráfico de maio e 298,15 para o gráfico de julho.
O rompimento de 2,00 por libra peso considerado por muitos algo que seria impossível de acontecer, aconteceu e estamos muito próximos dos 3,00 por libra peso, o que seria a algum tempo atrás inimaginável.
A correção técnica que tivemos depois do topo de 296,65 jogando o preço a beijar a media de phi ao cubo seria uma onda 4 deste movimento também considerada normal, após este movimento o mercado veio com muita força em busca do topo anterior e seu rompimento configura a onda 5 onde é esta onda que teremos que aprender a surfá-la.
Este movimento após o rompimento tem como alvo principal 3,83 cents de dólar por liba peso e podemos esperar este alvo em um movimento de 21 semanas para que o preço faça um movimento de simetria perfeita.
Esta nova onda vem de encontro com a safra nova que começa no Brasil nas regiões mais quentes logo após o feriado da semana santa e se intensifica no meio do mês de maio, portanto um novo ciclo se inicia.
O gráfico do mês de maio para a Ice de Nova Iorque, bolsa que regula as cotações do preço físico para o mercado cafeeiro no mundo, tem seu primeiro dia de chamada de entrega para o dia 20 de abril próxima quarta feira onde esta alta que estamos visualizando nas telas se refere à rolagem de posições para o próximo mês que seria julho de 2.011, que traz o final da safra 2.010 e recomeça também um novo ciclo que seria a safra 2.011.
Fazendo um balanço rápido deste ciclo que se termina ele nos traz informações necessárias para poder julgar que o próximo que não devera ser diferente do que este que esta terminando, a tendência de alta permanece com alvo principal em 3,83 cents de dólar.
O lado fundamental do mercado devera se agravar este ano onde a disputa pelo café brasileiro devera se intensificar, pois somos os únicos que teremos a disposição do mercado matéria prima para fornecer, relembrando que entraremos em um ciclo onde teremos 2 anos de safra baixa de produção e um de safra alta que seria a próxima safra de 2.012.
A crise financeira mundial estourada em 2.008 e que nela estamos convivendo, parece que não ira atrapalhar a escalada no crescimento do consumo e como já vimos o consumidor de café depois de conquistado passa a ser um fiel degustador de xícaras de café diárias.
O lado da macro economia não tem atrapalhado nem o crescimento de consumo nem a escalada nesta tendência de alta, as noticias que deveriam atrapalhar o mercado simplesmente vem de encontro com uma necessidade de correção gráfica quando o preço se distancia das medias de phi ao cubo.
Esta nova safra vem para o mercado com um pesadelo a mais para os que precisam de mercadoria, a mudança de jogo por parte do governo na lei da PIS/COFINS, onde grandes casas comercias e indústria colocavam em seus livros contábeis o incentivo fiscal deste tributo onde o governo repassa em sua integralidade este tributo, daria para imaginar o tamanho deste montante, pois a PIS/COFINS representaria quase 10% do valor total da transação, imaginando que se exportou o ano passado 6 bilhões de reais em café seria realmente uma bela dor de cabeça imaginar que tem que se tirar 600 milhes de reais dos livros contábeis que era considerado por muitas casas comercias e indústrias como parte do lucro ou ate o lucro todo da transação. Segundo fontes o governo estaria a favor do final da cobrança deste tributo , pois ele o governo seria o principal prejudicado , e colocaria o pequeno comerciante em pé de igualdade com os grandes comerciantes e cooperativas que ou não precisavam recolher e ou tinham o incentivo.
Tecnicamente o gráfico de café fechou perto da máxima da semana sugerindo a continuação da tendência em curto prazo o teste do topo anterior com a possibilidade muito clara de seu rompimento jogando para alvos inicias entre 3,06 e 3,11 onde existe a possibilidade de iniciar uma correção.
Vamos aguardar os acontecimentos temos uma bela onda de alta que se inicia onde os produtores deverão fazer seu papel de casa trazendo o produto novo para o mercado com a maior qualidade possível, pois é isto que o mercado precisa, pois a sobra de estoque que existe no mercado se fosse feito uma auditoria decente se encontraria muito café impróprio para o consumo humano.
Os estoques terão um alivio imediato com a safra nova, mas deveremos terminar a safra com números memores do se esta iniciando.
Vamos surfar esta onda.
Uma boa semana a todos bons negócios e bom feriado, que Deus os abençoe.
Wagner Pimentel
WWW.cafezinhocomamigos.blogspot.com

sábado, 16 de abril de 2011

CFTC: fundos aumentaram nas posições compradas na ICE

CFTC: fundos aumentaram nas posições compradas na ICE


Dados da CFTC (Commodity Futures Trading Commission) divulgados nesta sexta-feira apontaram que os fundos aumentaram em 3.498 lotes suas posições compradas no mercado futuro de café da bolsa de Nova Iorque. Já os contratos em aberto registraram queda de 2.534 lotes em relação à semana anterior. Segundo os números apresentados, levando-se em consideração apenas as posições futuras, sem as opções, os grandes fundos possuíam 29.513 posições líquidas long (36,667posições long — compradas — e 7.154 posições short —vendidas) no último dia 12 de abril. No relatório anterior, referente a 05 de abril, eles tinham em mãos 26.015 posições líquidas long (36.455 posições long— compradas — e 10.440 posições short — vendidas). As empresas comerciais registravam, no dia 12, um saldo de 31.968 posições líquidas short (67.970 posições compradas e 99.938 vendidas). No relatório anterior, elas sustentavam 28.520 posições líquidas short (65.051 posições compradas e 93,571 vendidas). Os pequenos operadores tinham, na terça-feira passada na ICE Futures US, um total de 2.455 posições líquidas compradas, sendo8.065 compradas e 5.610 vendidas. No relatório referente a 05 de abril, por sua vez, eles apresentavam 2.505 posições líquidas compradas, sendo 7.081 compradas e 4.576 vendidas. As posições em aberto na bolsa norte-americana eram de121.875 lotes no dia 12 de abril, ao passo que na semana anterior elas somaram124.409 lotes.

Café na ICE Futures tem nova alta e já mira níveis de 1997

Café na ICE Futures tem nova alta e já mira níveis de 1997

Os contratos futuros de café arábica negociados na ICE Futures US encerraram esta sexta-feira com altas expressivas, em mais uma sessão caracterizada por compras expressivas de especuladores e de fundos, o que permitiu que o maio rompesse, com considerável facilidade, o nível de 285,00 centavos e ampliasse ainda mais os ganhos, com o encerramento do dia se dando próximo das máximas.

As médias móveis do mercado, inclusive para posições mais imediatas, se mostram fortalecidas, com os fechamentos se dando acima de tais indicadores o que é uma sinalização de que o mercado continua operando em um viés altista. Graficamente, o mercado se mostra também consistente e algumas análises indicam uma propensão para que o nível de máxima de quase 14 anos, alcançado em 9 de março, seja testado, o que poderia abrir espaço para uma tentativa consistente de o maio ir para um range entre 311,00 e 318,00 centavos, próximo do nível observado em maio de 1997. No final de 2010, o mercado pouco acreditava que esse patamar de 1997 pudesse ser testado, apesar dos ganhos consistentes que já eram experimentados. Agora, tais patamares são críveis, o que demonstra que a situação fundamental é consideravelmente apertada. Muitos players projetam uma disponibilidade ainda muito curta ao longo de 2011, que sofrerá de forma adicional, já que o Brasil irá ofertar menos no mercado, por conta da bianualidade da cultura.

Os estoques, por sua vez, como já demonstrado pelos números da Organização Internacional do Café, atingem seus menores números em décadas, seja nos armazéns de consumidores como de produtores, em um cenário propício para que o sentimento bullish (altista) que domina o mercado continue a ser verificado.

No encerramento do dia, o maio em Nova Iorque teve alta de 570 pontos com 288,10 centavos, sendo a máxima em 288,65 e a mínima em 282,40 centavos por libra, com o julho tendo oscilação positiva de 595 pontos, com a libra a 291,10 centavos, sendo a máxima em 291,65 e a mínima em 285,20 centavos por libra. Na Euronext/Liffe, em Londres, a posição maio registrou queda de 4 dólares, com 2.462 dólares por tonelada, com o julho tendo desvalorização de 1 dólar, com 2.468 dólares por tonelada.

De acordo com analistas internacionais, o dia se caracterizou por ratificar o quadro de força altista. O julho iniciou a sessão acima dos 285,00 centavos e preservou esse nível, mesmo testando os 285,20 centavos, sendo que, após isso, gradativamente, as compras passaram a ser processadas e os ganhos se concretizaram, com o nível de 290,00 centavos sendo rompido. "Tecnicamente, o mercado se mostrou muito positivo hoje e isso foi observado nesse rompimento de resistência mínimas com facilidade. A tendência se mantém de alta e é possível que as máximas de 14 anos sejam buscas no curto prazo, se não tivermos uma pressão externa, evidentemente", disse um trader, que lembrou que tal pressão não foi observada, por exemplo, nesta sexta, dia em que as commodities voltaram a subir — o índice CRB fechou com valorização de 0,59% —, assim como as bolsas norte-americanas. "Os baixos estoques de café em todo o mundo e a produção mundial crescendo menos que o consumo, não são reflexo apenas das mudanças climáticas. São conseqüência principalmente dos preços praticados por muitos anos no comércio internacional, mascarados até o ano passado pelos estoques internacionais. Com os estoques perigosamente baixos, o quadro ficou claro e os preços começaram a reagir. O agravamento dos problemas climáticos complica ainda mais o cenário", indicou o Escritório Carvalhaes, em seu comunicado semanal de mercado.

Os estoques de café nos Estados Unidos tiveram uma alta de 104.360 sacas no final de março, totalizando 4.232.153 sacas, informou a GCA (Green Coffee Association). No final de fevereiro, os estoques do país eram de 4.127.793 sacas. A maior alta de estoques foi verificada no armazém de Nova Iorque, com aumento de 34.674 sacas, com o aumento nos armazém de Jacksonville sendo de 25.000 sacas. A maior retração foi observada no armazém de Norfolk, com baixa de 12.521 sacas.

As exportações de café do Brasil em abril, até o dia 14, somaram 944.415 sacas, contra 745.651 sacas registradas no mesmo período de março, informou o Cecafé (Conselho dos Exportadores de Café do Brasil). Os estoques certificados de café na bolsa de Nova Iorque tiveram queda de 1.673 sacas indo para 1.565.303 sacas.
O volume negociado no dia na ICE Futures US foi estimado em 21.518 lotes, com as opções tendo 5.675 calls e 4.976 puts. Tecnicamente, o maio na ICE Futures US tem uma resistência em 288,65, 289,00, 289,50, 289,90-290,00, 290,50, 291,00, 291,50, 292,00, 293,50 e 294,00 centavos de dólar por libra peso, com o suporte em 282,40, 282,00, 281,50, 281,00, 280,50, 280,20, 280,00, 279,50, 279,00, 278,50, 278,00, 277,50 e 277,00 centavos por libra.