Santos, sexta-feira, 25 de março de 2011
Escritório Carvalhaes
O crescente número de notícias negativas para a economia mundial levou muitos investidores a adotarem uma postura mais cautelosa e diversos mercados tiveram uma semana de resultados negativos, entre eles o do café.
A crise financeira na zona do euro retornou às manchetes ao ficar claro que mais um país, Portugal, será obrigado a pedir ajuda para arrumar suas contas e voltar a se adequar aos padrões da união monetária. A escalada da intervenção militar internacional para implantar uma zona de exclusão aérea na Líbia aumenta a tensão no oriente médio, região vital para o abastecimento mundial de petróleo. A situação no Japão com o terremoto, tsunami e crise nuclear devido aos danos sofridos na usina de Fukushima, levaram mais incertezas aos analistas econômicos. Esses acontecimentos acabaram derrubando muitas bolsas ao redor do mundo.
As de café operaram em baixa acentuada no decorrer da semana, mas começaram a se recuperar ontem à tarde e hoje, sexta-feira, a ICE em Nova Iorque já fechou em alta de 280 pontos. O mercado físico brasileiro não acompanhou a baixa das bolsas. Alguns compradores diminuíram o valor de suas ofertas e os vendedores se retiraram do mercado. Os fundamentos do mercado de café se revelam mais consistentes a cada dia, levando os cafeicultores a não aceitarem pressão sobre os preços. Com a reversão das bolsas a partir do final do pregão de ontem, as ofertas voltaram ao patamar da semana passada e vários lotes foram vendidos.
A CONAB – Companhia Nacional de Abastecimento divulgou seu relatório final do “Levantamento de Estoques Privados de Café do Brasil”, adotando como data de referência o próximo dia 31 de março. O volume apurado foi de 8 943 988 sacas, confirmando que na prática o estoque de passagem em 30 de junho próximo será zero. Se adotarmos para os últimos três meses do ano-safra, abril, maio e junho, um consumo interno médio mensal de 1,5 milhão de sacas e exportação média mensal de 2,5 milhões de sacas, precisaremos, até o final de junho, de 12 milhões de sacas!
Esses números indicam que os primeiros lotes da nova safra 2011/2012 serão usados para fechar o “balanço” do ano-safra que está terminando. Como a nova safra, de ciclo baixo, não será suficiente nem para as necessidades brasileiras de consumo e exportação do novo ano-safra, que começará em primeiro de julho, fica clara a razão do nervosismo dos operadores e dos factóides que são lançados quase que diariamente no mercado, tentando levantar uma cortina de fumaça sobre os fundamentos.
Até o dia 24, os embarques de março estavam em 1.354.557 sacas de café arábica, 81.026 sacas de café conillon, somando 1.435.583 sacas de café verde, e 157.177 sacas de solúvel, contra 1.461.504 sacas no mesmo dia de janeiro. Até o dia 24, os pedidos de emissão de certificados de origem para embarque em março totalizavam 2.081.640 sacas, contra 2.264.645 sacas no mesmo dia do mês anterior.
A bolsa de Nova Iorque – ICE, do fechamento do dia 18, sexta-feira, até o fechamento de hoje, sexta-feira, dia 25, caiu nos contratos para entrega em maio próximo, 760 pontos ou US$ 10,06 (R$ 12,61) por saca. Em reais por saca, as cotações para entrega em maio próximo na ICE fecharam no dia 18 a R$ 610,15/saca e hoje, dia 25, a R$ 589,09/saca. Hoje, sexta-feira, nos contratos para entrega em maio, a bolsa de Nova Iorque fechou com alta de 280 pontos.
segunda-feira, 28 de março de 2011
domingo, 27 de março de 2011
Fundo duplo.
Fundo duplo.
O mercado de café esta semana sinaliza começar uma recuperação nas cotações, faz o que chamamos de fundo duplo. Este fundo cravado na quinta feira ultima no valor de 260,55 mostrando que o suporte na casa de 260,00 realmente é importante e neste ponto o mercado volta a ter comprador.
O relatório da CFTC (Commodity Futures Trading Commission) como esperado manteve as posições dos fundos sem grandes alterações, onde os fundos permanecem comprados em mais de 27.000 contratos e os vendidos também mantém suas posições de vendidos em mais de 30.000 contratos, os contratos em aberto se mantêm também acima da casa de 121.000 contratos, também sem novidades.
O mais importante e que me chama a atenção, são os diferencias pagos pelos cafés suaves no mercado físico ainda com muito ágio e mostrando a grande dificuldade do mercado em repor seus estoques, alias já não existem mais estoques a indústria esta da Mao pra boca há muito tempo, estes ágios pagos para os cafés suaves chegam à cifra de $43,00 dólares por saca um valor extremamente alto, este ágio é calculado em cima das cotações da bolsa de mercadorias Ice, portanto o mercado cotado na bolsa que fechou na sexta feira em 268,60 cents de dólar por libra peso, o mercado chega a pagar $32,00 acima FOB o que representa o valor declarado acima, ou seja, a bolsa recuou, mas os preços do físico ficaram cotados no topo, pois 268,00 somado ao ágio de 32 cents por libra peso nos da o resultado de 296,00 o que representa o maior preço dos últimos tempos.
A crise que se iniciou nos EUA em 2.008 e desencadeou em desespero total nos mercados financeiros foi e ainda esta sendo contornada com a emissão de papel moeda, assim foi os EUA e também na EUROPA, mas para o nosso mercado de café o que se notou nessa crise que o consumidor de café não deixou de tomar café e pelo contrário o consumo de café continuou a subir na mesma razão que vinha aumentando antes à crise, aumentando há razão de 4% ao ano, um aumento de consumo global em especial no Brasil que será em breve além de maior produtor de café também o maior consumidor.
É este aumento de consumo que esta provocando o aumento de preço, pois a crise onde o produtor ainda esta passando, pois os preços hoje praticados pelo mercado 90% dos produtores ainda não recebeu, terá que ser duradoura para que haja um plantio de café suficiente para que se consiga um ponto de equilíbrio entre produção e consumo, ou seja, teremos preços ainda por algum tempo. Acreditasse que se não houver plantio em 2.015 o consumo será maior que a produção, bom da pra imaginar como ficará os preços se isto realmente acontecer.
O aumento de consumo na razão de 4% ao ano significa em números práticos um aumento de produção na casa de quatro milhões de sacas de 60 kg ano, para se conseguir acompanhar o consumo, ou seja, em 10 anos quase teremos que dobrar o parque cafeeiro brasileiro, pois sabemos que o aumento de consumo se da no café arábica de qualidade o café mais difícil de produzir, e o único país em condições de aumentar a produção é o Brasil, bom se querem qualidade terão que pagar por ela.
Segundo algumas fontes o cerrado mineiro onde se produz café sabidamente de muita qualidade poderia dobrar sua capacidade de produção o que representaria algo em torno de cinco milhões de sacas e o cerrado baiano poderia triplicar também sua produção o que representaria um aumento em torno de quatro milhões de sacas o que daria um total de nove milhões de sacas de café de 60 kg o aumento de produção o que seria suficiente apenas para um aumento de consumo de dois anos.
Falo do cerrado porque é uma região que trabalha com uma cafeicultura mecanizada onde a Mao de obra não seria um fator preponderante para o aumento de produção diferentemente das regiões montanhosas onde aí sim este fator tem que se levar em conta na hora de se aumentar o parque cafeeiro.
Esta semana a OIC se reúne em Londres e vamos aguardar este desfecho desta reunião para comentá-la, como a reunião que houve em Nova Orleans esta semana das grandes indústrias, onde o choro pelo preço do café era unânime, um verdadeiro choro de crocodilo, pois um saco de café torrado pela Nestlé e vendido em cápsulas como Nespresso chega para o consumidor no valor de R$22.000,00, o da Starbucks também não tem valor inferior a este e também os cafés da indústria Illy, ou seja, mesmo que o produtor receba o valor de R$500,00 reais a sacas, valor que ele ainda não recebeu me parece que ainda deve sobrar um lucro bruto na casa 20 vezes maior que o preço da matéria prima, me parece que deve ser suficiente para os famintos, mas como estavam ganhando algo nacas de 30 vezes o valor da matéria prima às indústrias resolveram se juntar e chorar juntos, que hipocrisia!!!
Tecnicamente o mercado esta com altíssima volatilidade e consolidado na casa de S270, 00, pois já são seis semanas fechando neste patamar com mínima de 254,15 e máxima de 296,65 cents de dólar por libra peso, apoiada em fundo duplo em 260,00.
O fechamento do contrato de maio na ICE o kck11 no dia vinte de abril, deveremos ter novamente um rali para se fechar as posições que estão abertas, pois sabendo que os vendidos possuem trinta mil contratos em aberto ou aproximadamente nove milhões de sacas para entregar até o final de maio, que é a posição vendida na bolsa, ou seja, vão ter que comprar toda a safra da Colômbia para entregar em um único mês e sabendo que não existe este café a disposição, me atrevo a julgar que terão como solução a recompra de suas posições de vendidos e rolar para ver se resolve isto no futuro, pois agora me parece insolúvel, e mesmo que tenha a mercadoria física disponível para se comprar, o que não tem, e quem em sã consciência iria comprar café no mercado físico para entregar na bolsa com prejuízo de $45,00 dólares por saca de café de 60 kg?Portando o preço do café na Ice o patamar de 270,00 cents de dólar por libra peso esta realmente uma pechincha.
Acredito que o mercado volte a subir e venha testar o ultimo topo de 296,65, rompe-lo e fazer novo topo projetado para $329,50 cents de dólar por libra peso em Nova Iorque e na Bmfbovesoa $434,00 dólares por saca.
Vamos aguardar os acontecimentos e nos posicionar para que o mercado nos leve junto.
Uma boa semana a todos boa negócios e que Deus os abençoe.
Wagner Pimentel
WWW.cafezinhocomamigos.blogspot.com
O mercado de café esta semana sinaliza começar uma recuperação nas cotações, faz o que chamamos de fundo duplo. Este fundo cravado na quinta feira ultima no valor de 260,55 mostrando que o suporte na casa de 260,00 realmente é importante e neste ponto o mercado volta a ter comprador.
O relatório da CFTC (Commodity Futures Trading Commission) como esperado manteve as posições dos fundos sem grandes alterações, onde os fundos permanecem comprados em mais de 27.000 contratos e os vendidos também mantém suas posições de vendidos em mais de 30.000 contratos, os contratos em aberto se mantêm também acima da casa de 121.000 contratos, também sem novidades.
O mais importante e que me chama a atenção, são os diferencias pagos pelos cafés suaves no mercado físico ainda com muito ágio e mostrando a grande dificuldade do mercado em repor seus estoques, alias já não existem mais estoques a indústria esta da Mao pra boca há muito tempo, estes ágios pagos para os cafés suaves chegam à cifra de $43,00 dólares por saca um valor extremamente alto, este ágio é calculado em cima das cotações da bolsa de mercadorias Ice, portanto o mercado cotado na bolsa que fechou na sexta feira em 268,60 cents de dólar por libra peso, o mercado chega a pagar $32,00 acima FOB o que representa o valor declarado acima, ou seja, a bolsa recuou, mas os preços do físico ficaram cotados no topo, pois 268,00 somado ao ágio de 32 cents por libra peso nos da o resultado de 296,00 o que representa o maior preço dos últimos tempos.
A crise que se iniciou nos EUA em 2.008 e desencadeou em desespero total nos mercados financeiros foi e ainda esta sendo contornada com a emissão de papel moeda, assim foi os EUA e também na EUROPA, mas para o nosso mercado de café o que se notou nessa crise que o consumidor de café não deixou de tomar café e pelo contrário o consumo de café continuou a subir na mesma razão que vinha aumentando antes à crise, aumentando há razão de 4% ao ano, um aumento de consumo global em especial no Brasil que será em breve além de maior produtor de café também o maior consumidor.
É este aumento de consumo que esta provocando o aumento de preço, pois a crise onde o produtor ainda esta passando, pois os preços hoje praticados pelo mercado 90% dos produtores ainda não recebeu, terá que ser duradoura para que haja um plantio de café suficiente para que se consiga um ponto de equilíbrio entre produção e consumo, ou seja, teremos preços ainda por algum tempo. Acreditasse que se não houver plantio em 2.015 o consumo será maior que a produção, bom da pra imaginar como ficará os preços se isto realmente acontecer.
O aumento de consumo na razão de 4% ao ano significa em números práticos um aumento de produção na casa de quatro milhões de sacas de 60 kg ano, para se conseguir acompanhar o consumo, ou seja, em 10 anos quase teremos que dobrar o parque cafeeiro brasileiro, pois sabemos que o aumento de consumo se da no café arábica de qualidade o café mais difícil de produzir, e o único país em condições de aumentar a produção é o Brasil, bom se querem qualidade terão que pagar por ela.
Segundo algumas fontes o cerrado mineiro onde se produz café sabidamente de muita qualidade poderia dobrar sua capacidade de produção o que representaria algo em torno de cinco milhões de sacas e o cerrado baiano poderia triplicar também sua produção o que representaria um aumento em torno de quatro milhões de sacas o que daria um total de nove milhões de sacas de café de 60 kg o aumento de produção o que seria suficiente apenas para um aumento de consumo de dois anos.
Falo do cerrado porque é uma região que trabalha com uma cafeicultura mecanizada onde a Mao de obra não seria um fator preponderante para o aumento de produção diferentemente das regiões montanhosas onde aí sim este fator tem que se levar em conta na hora de se aumentar o parque cafeeiro.
Esta semana a OIC se reúne em Londres e vamos aguardar este desfecho desta reunião para comentá-la, como a reunião que houve em Nova Orleans esta semana das grandes indústrias, onde o choro pelo preço do café era unânime, um verdadeiro choro de crocodilo, pois um saco de café torrado pela Nestlé e vendido em cápsulas como Nespresso chega para o consumidor no valor de R$22.000,00, o da Starbucks também não tem valor inferior a este e também os cafés da indústria Illy, ou seja, mesmo que o produtor receba o valor de R$500,00 reais a sacas, valor que ele ainda não recebeu me parece que ainda deve sobrar um lucro bruto na casa 20 vezes maior que o preço da matéria prima, me parece que deve ser suficiente para os famintos, mas como estavam ganhando algo nacas de 30 vezes o valor da matéria prima às indústrias resolveram se juntar e chorar juntos, que hipocrisia!!!
Tecnicamente o mercado esta com altíssima volatilidade e consolidado na casa de S270, 00, pois já são seis semanas fechando neste patamar com mínima de 254,15 e máxima de 296,65 cents de dólar por libra peso, apoiada em fundo duplo em 260,00.
O fechamento do contrato de maio na ICE o kck11 no dia vinte de abril, deveremos ter novamente um rali para se fechar as posições que estão abertas, pois sabendo que os vendidos possuem trinta mil contratos em aberto ou aproximadamente nove milhões de sacas para entregar até o final de maio, que é a posição vendida na bolsa, ou seja, vão ter que comprar toda a safra da Colômbia para entregar em um único mês e sabendo que não existe este café a disposição, me atrevo a julgar que terão como solução a recompra de suas posições de vendidos e rolar para ver se resolve isto no futuro, pois agora me parece insolúvel, e mesmo que tenha a mercadoria física disponível para se comprar, o que não tem, e quem em sã consciência iria comprar café no mercado físico para entregar na bolsa com prejuízo de $45,00 dólares por saca de café de 60 kg?Portando o preço do café na Ice o patamar de 270,00 cents de dólar por libra peso esta realmente uma pechincha.
Acredito que o mercado volte a subir e venha testar o ultimo topo de 296,65, rompe-lo e fazer novo topo projetado para $329,50 cents de dólar por libra peso em Nova Iorque e na Bmfbovesoa $434,00 dólares por saca.
Vamos aguardar os acontecimentos e nos posicionar para que o mercado nos leve junto.
Uma boa semana a todos boa negócios e que Deus os abençoe.
Wagner Pimentel
WWW.cafezinhocomamigos.blogspot.com
O mercado de café esta semana sinaliza começar uma recuperação nas cotações, faz o que chamamos de fundo duplo. Este fundo cravado na quinta feira ultima no valor de 260,55 mostrando que o suporte na casa de 260,00 realmente é importante e neste ponto o mercado volta a ter comprador.
O relatório da CFTC (Commodity Futures Trading Commission) como esperado manteve as posições dos fundos sem grandes alterações, onde os fundos permanecem comprados em mais de 27.000 contratos e os vendidos também mantém suas posições de vendidos em mais de 30.000 contratos, os contratos em aberto se mantêm também acima da casa de 121.000 contratos, também sem novidades.
O mais importante e que me chama a atenção, são os diferencias pagos pelos cafés suaves no mercado físico ainda com muito ágio e mostrando a grande dificuldade do mercado em repor seus estoques, alias já não existem mais estoques a indústria esta da Mao pra boca há muito tempo, estes ágios pagos para os cafés suaves chegam à cifra de $43,00 dólares por saca um valor extremamente alto, este ágio é calculado em cima das cotações da bolsa de mercadorias Ice, portanto o mercado cotado na bolsa que fechou na sexta feira em 268,60 cents de dólar por libra peso, o mercado chega a pagar $32,00 acima FOB o que representa o valor declarado acima, ou seja, a bolsa recuou, mas os preços do físico ficaram cotados no topo, pois 268,00 somado ao ágio de 32 cents por libra peso nos da o resultado de 296,00 o que representa o maior preço dos últimos tempos.
A crise que se iniciou nos EUA em 2.008 e desencadeou em desespero total nos mercados financeiros foi e ainda esta sendo contornada com a emissão de papel moeda, assim foi os EUA e também na EUROPA, mas para o nosso mercado de café o que se notou nessa crise que o consumidor de café não deixou de tomar café e pelo contrário o consumo de café continuou a subir na mesma razão que vinha aumentando antes à crise, aumentando há razão de 4% ao ano, um aumento de consumo global em especial no Brasil que será em breve além de maior produtor de café também o maior consumidor.
É este aumento de consumo que esta provocando o aumento de preço, pois a crise onde o produtor ainda esta passando, pois os preços hoje praticados pelo mercado 90% dos produtores ainda não recebeu, terá que ser duradoura para que haja um plantio de café suficiente para que se consiga um ponto de equilíbrio entre produção e consumo, ou seja, teremos preços ainda por algum tempo. Acreditasse que se não houver plantio em 2.015 o consumo será maior que a produção, bom da pra imaginar como ficará os preços se isto realmente acontecer.
O aumento de consumo na razão de 4% ao ano significa em números práticos um aumento de produção na casa de quatro milhões de sacas de 60 kg ano, para se conseguir acompanhar o consumo, ou seja, em 10 anos quase teremos que dobrar o parque cafeeiro brasileiro, pois sabemos que o aumento de consumo se da no café arábica de qualidade o café mais difícil de produzir, e o único país em condições de aumentar a produção é o Brasil, bom se querem qualidade terão que pagar por ela.
Segundo algumas fontes o cerrado mineiro onde se produz café sabidamente de muita qualidade poderia dobrar sua capacidade de produção o que representaria algo em torno de cinco milhões de sacas e o cerrado baiano poderia triplicar também sua produção o que representaria um aumento em torno de quatro milhões de sacas o que daria um total de nove milhões de sacas de café de 60 kg o aumento de produção o que seria suficiente apenas para um aumento de consumo de dois anos.
Falo do cerrado porque é uma região que trabalha com uma cafeicultura mecanizada onde a Mao de obra não seria um fator preponderante para o aumento de produção diferentemente das regiões montanhosas onde aí sim este fator tem que se levar em conta na hora de se aumentar o parque cafeeiro.
Esta semana a OIC se reúne em Londres e vamos aguardar este desfecho desta reunião para comentá-la, como a reunião que houve em Nova Orleans esta semana das grandes indústrias, onde o choro pelo preço do café era unânime, um verdadeiro choro de crocodilo, pois um saco de café torrado pela Nestlé e vendido em cápsulas como Nespresso chega para o consumidor no valor de R$22.000,00, o da Starbucks também não tem valor inferior a este e também os cafés da indústria Illy, ou seja, mesmo que o produtor receba o valor de R$500,00 reais a sacas, valor que ele ainda não recebeu me parece que ainda deve sobrar um lucro bruto na casa 20 vezes maior que o preço da matéria prima, me parece que deve ser suficiente para os famintos, mas como estavam ganhando algo nacas de 30 vezes o valor da matéria prima às indústrias resolveram se juntar e chorar juntos, que hipocrisia!!!
Tecnicamente o mercado esta com altíssima volatilidade e consolidado na casa de S270, 00, pois já são seis semanas fechando neste patamar com mínima de 254,15 e máxima de 296,65 cents de dólar por libra peso, apoiada em fundo duplo em 260,00.
O fechamento do contrato de maio na ICE o kck11 no dia vinte de abril, deveremos ter novamente um rali para se fechar as posições que estão abertas, pois sabendo que os vendidos possuem trinta mil contratos em aberto ou aproximadamente nove milhões de sacas para entregar até o final de maio, que é a posição vendida na bolsa, ou seja, vão ter que comprar toda a safra da Colômbia para entregar em um único mês e sabendo que não existe este café a disposição, me atrevo a julgar que terão como solução a recompra de suas posições de vendidos e rolar para ver se resolve isto no futuro, pois agora me parece insolúvel, e mesmo que tenha a mercadoria física disponível para se comprar, o que não tem, e quem em sã consciência iria comprar café no mercado físico para entregar na bolsa com prejuízo de $45,00 dólares por saca de café de 60 kg?Portando o preço do café na Ice o patamar de 270,00 cents de dólar por libra peso esta realmente uma pechincha.
Acredito que o mercado volte a subir e venha testar o ultimo topo de 296,65, rompe-lo e fazer novo topo projetado para $329,50 cents de dólar por libra peso em Nova Iorque e na Bmfbovesoa $434,00 dólares por saca.
Vamos aguardar os acontecimentos e nos posicionar para que o mercado nos leve junto.
Uma boa semana a todos boa negócios e que Deus os abençoe.
Wagner Pimentel
WWW.cafezinhocomamigos.blogspot.com
O mercado de café esta semana sinaliza começar uma recuperação nas cotações, faz o que chamamos de fundo duplo. Este fundo cravado na quinta feira ultima no valor de 260,55 mostrando que o suporte na casa de 260,00 realmente é importante e neste ponto o mercado volta a ter comprador.
O relatório da CFTC (Commodity Futures Trading Commission) como esperado manteve as posições dos fundos sem grandes alterações, onde os fundos permanecem comprados em mais de 27.000 contratos e os vendidos também mantém suas posições de vendidos em mais de 30.000 contratos, os contratos em aberto se mantêm também acima da casa de 121.000 contratos, também sem novidades.
O mais importante e que me chama a atenção, são os diferencias pagos pelos cafés suaves no mercado físico ainda com muito ágio e mostrando a grande dificuldade do mercado em repor seus estoques, alias já não existem mais estoques a indústria esta da Mao pra boca há muito tempo, estes ágios pagos para os cafés suaves chegam à cifra de $43,00 dólares por saca um valor extremamente alto, este ágio é calculado em cima das cotações da bolsa de mercadorias Ice, portanto o mercado cotado na bolsa que fechou na sexta feira em 268,60 cents de dólar por libra peso, o mercado chega a pagar $32,00 acima FOB o que representa o valor declarado acima, ou seja, a bolsa recuou, mas os preços do físico ficaram cotados no topo, pois 268,00 somado ao ágio de 32 cents por libra peso nos da o resultado de 296,00 o que representa o maior preço dos últimos tempos.
A crise que se iniciou nos EUA em 2.008 e desencadeou em desespero total nos mercados financeiros foi e ainda esta sendo contornada com a emissão de papel moeda, assim foi os EUA e também na EUROPA, mas para o nosso mercado de café o que se notou nessa crise que o consumidor de café não deixou de tomar café e pelo contrário o consumo de café continuou a subir na mesma razão que vinha aumentando antes à crise, aumentando há razão de 4% ao ano, um aumento de consumo global em especial no Brasil que será em breve além de maior produtor de café também o maior consumidor.
É este aumento de consumo que esta provocando o aumento de preço, pois a crise onde o produtor ainda esta passando, pois os preços hoje praticados pelo mercado 90% dos produtores ainda não recebeu, terá que ser duradoura para que haja um plantio de café suficiente para que se consiga um ponto de equilíbrio entre produção e consumo, ou seja, teremos preços ainda por algum tempo. Acreditasse que se não houver plantio em 2.015 o consumo será maior que a produção, bom da pra imaginar como ficará os preços se isto realmente acontecer.
O aumento de consumo na razão de 4% ao ano significa em números práticos um aumento de produção na casa de quatro milhões de sacas de 60 kg ano, para se conseguir acompanhar o consumo, ou seja, em 10 anos quase teremos que dobrar o parque cafeeiro brasileiro, pois sabemos que o aumento de consumo se da no café arábica de qualidade o café mais difícil de produzir, e o único país em condições de aumentar a produção é o Brasil, bom se querem qualidade terão que pagar por ela.
Segundo algumas fontes o cerrado mineiro onde se produz café sabidamente de muita qualidade poderia dobrar sua capacidade de produção o que representaria algo em torno de cinco milhões de sacas e o cerrado baiano poderia triplicar também sua produção o que representaria um aumento em torno de quatro milhões de sacas o que daria um total de nove milhões de sacas de café de 60 kg o aumento de produção o que seria suficiente apenas para um aumento de consumo de dois anos.
Falo do cerrado porque é uma região que trabalha com uma cafeicultura mecanizada onde a Mao de obra não seria um fator preponderante para o aumento de produção diferentemente das regiões montanhosas onde aí sim este fator tem que se levar em conta na hora de se aumentar o parque cafeeiro.
Esta semana a OIC se reúne em Londres e vamos aguardar este desfecho desta reunião para comentá-la, como a reunião que houve em Nova Orleans esta semana das grandes indústrias, onde o choro pelo preço do café era unânime, um verdadeiro choro de crocodilo, pois um saco de café torrado pela Nestlé e vendido em cápsulas como Nespresso chega para o consumidor no valor de R$22.000,00, o da Starbucks também não tem valor inferior a este e também os cafés da indústria Illy, ou seja, mesmo que o produtor receba o valor de R$500,00 reais a sacas, valor que ele ainda não recebeu me parece que ainda deve sobrar um lucro bruto na casa 20 vezes maior que o preço da matéria prima, me parece que deve ser suficiente para os famintos, mas como estavam ganhando algo nacas de 30 vezes o valor da matéria prima às indústrias resolveram se juntar e chorar juntos, que hipocrisia!!!
Tecnicamente o mercado esta com altíssima volatilidade e consolidado na casa de S270, 00, pois já são seis semanas fechando neste patamar com mínima de 254,15 e máxima de 296,65 cents de dólar por libra peso, apoiada em fundo duplo em 260,00.
O fechamento do contrato de maio na ICE o kck11 no dia vinte de abril, deveremos ter novamente um rali para se fechar as posições que estão abertas, pois sabendo que os vendidos possuem trinta mil contratos em aberto ou aproximadamente nove milhões de sacas para entregar até o final de maio, que é a posição vendida na bolsa, ou seja, vão ter que comprar toda a safra da Colômbia para entregar em um único mês e sabendo que não existe este café a disposição, me atrevo a julgar que terão como solução a recompra de suas posições de vendidos e rolar para ver se resolve isto no futuro, pois agora me parece insolúvel, e mesmo que tenha a mercadoria física disponível para se comprar, o que não tem, e quem em sã consciência iria comprar café no mercado físico para entregar na bolsa com prejuízo de $45,00 dólares por saca de café de 60 kg?Portando o preço do café na Ice o patamar de 270,00 cents de dólar por libra peso esta realmente uma pechincha.
Acredito que o mercado volte a subir e venha testar o ultimo topo de 296,65, rompe-lo e fazer novo topo projetado para $329,50 cents de dólar por libra peso em Nova Iorque e na Bmfbovesoa $434,00 dólares por saca.
Vamos aguardar os acontecimentos e nos posicionar para que o mercado nos leve junto.
Uma boa semana a todos boa negócios e que Deus os abençoe.
Wagner Pimentel
WWW.cafezinhocomamigos.blogspot.com
sábado, 26 de março de 2011
TORREFAÇÃO - NESTLÉ: Cia investirá US$ 70,5 mi no aumento da produção de cápsulas de café
São Paulo, 25 de março de 2011 - A Nestlé informou que investirá 64 milhões de francos suíços (US$ 70,5 milhões) na expansão da produção das cápsulas de café da Nescafé Dolce Gusto. Uma nova linha será instalada na fábrica de Girona, Espanha, que dobrará a produção da empresa. A expectativa é criar 150 novos empregos.
Segundo ela, a nova linha elevará o número de cápsulas de café produzidas para 2,5 bilhões por ano até 2012. O produto final será exportado para 20 países europeus, além de Estados Unidos, Canadá, México, Brasil, Argentina e Chile.
Ivan Ryngelblum / Agência Lei
Segundo ela, a nova linha elevará o número de cápsulas de café produzidas para 2,5 bilhões por ano até 2012. O produto final será exportado para 20 países europeus, além de Estados Unidos, Canadá, México, Brasil, Argentina e Chile.
Ivan Ryngelblum / Agência Lei
COTAÇÃO DO CAFÉ - N.Y. finalizaram a sexta-feira em campo positivo, na máxima do dia a posição maio atingiu +4,20 pontos
As operações em N.Y. finalizaram a sexta-feira em campo positivo, na máxima do dia a posição maio atingiu +4,20 pontos finalizando com +2,80, no acumulado da semana foram registrados - 7,60 pts.
O dólar comercia fechou cotado a R$ 1,6590 alta de 0,12% , interrompendo uma sequência de cinco baixas, período em que se desvalorizou 1,37%. Na semana, a moeda recuou 0,66%; no mês cai 0,36%; e, no ano, acumula perda de 0,30%. As cotações do dólar hoje exibiram sinal misto desde a abertura. Segundo um operador, a formação de preço do dólar ante o real hoje levou em conta a alta externa do dólar e o fluxo cambial positivo para o Brasil. A expectativa de anúncio de medidas cambiais pelo governo segue ainda no radar dos agentes financeiros e é um outro fator a limitar a oscilação do dólar e os volumes de negócios, segundo um outro operador de câmbio. Após sete sessões em que fez somente um leilão por dia, o Banco Central retomou hoje duas operações de compra à vista, nas quais fixou taxas de corte de R$ 1,6570 e R$ 1,6594. No e xterior, o dólar ganhou suporte da revisão final para cima do Produto Interno Bruto (PIB) dos EUA do quarto trimestre do ano passado, que apontou crescimento de 3,1%, um número melhor do que a leitura anterior, de 2,8%, e do que as expectativas dos economistas, de 3,0%. O indicador ofuscou o índice de sentimento do consumidor Reuters/Universidade de Michigan, que caiu para 67,5 em março e ficou abaixo do número previsto pelos analistas, de 68,0. De outro lado, o euro também foi pressionado para baixo, após Portugal ter seu rating rebaixado pela Fitch e pela S&P ontem e após a queda no índice IFO de confiança das empresas da Alemanha. Outro foco do mercado de câmbio é o iene, que tem desvalorização diante do dólar. Mas, em meio às incertezas sobre uma nova intervenção, a alta do dólar sobre o iene é pequena.
A 106ª sessão do Conselho Internacional do Café ocorrerá na semana que vem, de segunda (28) a quinta-feira (31), em Londres. Entre outros assuntos, especialistas do setor e representantes de governo vão analisar a situação do mercado cafeeiro, as ações para o desenvolvimento do produto e as projeções de oferta e demanda para 2015, informa a assessoria do Ministério da Agricultura em comunicado. O diretor do Departamento do Café, Robério Silva, do Ministério da Agricultura, será um dos representantes do governo brasileiro na reunião. Ele é candidato ao cargo de diretor-executivo da Organização Internacional do Café (OIC). Também estará em Londres, o assessor especial do ministro Wagner Rossi, Gerardo Fontelles. De 26 a 30 de setembro deste ano, h averá uma nova reunião do Conselho Internacional do Café, em Londres, quando será definido o novo diretor-executivo da OIC. Na condição de candidato ao posto, Robério Silva já visitou a Colômbia e acaba de retornar do Vietnã. Os dois países já declararam voto de apoio à candidatura brasileira, informa o ministério.
As exportações de café do Vietnã em março devem aumentar 22% em termos de volume 96% em valor, disse nesta sexta-feira o Escritório Geral de Estatísticas do país. Os embarques do grão neste mês devem alcançar 150 mil toneladas, ou 2,5 milhões de sacas, avaliadas em US$ 330 milhões, de acordo com o órgão. No mesmo intervalo de 2010, o Vietnã exportou 123 mil toneladas de café, o equivalente a US$ 168 milhões. O escritório revisou as exportações de fevereiro para 144 milhões de toneladas, acima da estimativa anterior de 90 milhões de toneladas. Na temporada iniciada em 1º de outubro de 2010, o país já embarcou 729 milhões de toneladas, ou 12,75 milhões de sacas, alta de 17% frente igual período de 2009/10. O volume exportado at& eacute; agora em 2010/11 totalizou US$ 1,425 bilhão, 63% mais na comparação anual. As informações são da Dow Jones.
O dólar comercia fechou cotado a R$ 1,6590 alta de 0,12% , interrompendo uma sequência de cinco baixas, período em que se desvalorizou 1,37%. Na semana, a moeda recuou 0,66%; no mês cai 0,36%; e, no ano, acumula perda de 0,30%. As cotações do dólar hoje exibiram sinal misto desde a abertura. Segundo um operador, a formação de preço do dólar ante o real hoje levou em conta a alta externa do dólar e o fluxo cambial positivo para o Brasil. A expectativa de anúncio de medidas cambiais pelo governo segue ainda no radar dos agentes financeiros e é um outro fator a limitar a oscilação do dólar e os volumes de negócios, segundo um outro operador de câmbio. Após sete sessões em que fez somente um leilão por dia, o Banco Central retomou hoje duas operações de compra à vista, nas quais fixou taxas de corte de R$ 1,6570 e R$ 1,6594. No e xterior, o dólar ganhou suporte da revisão final para cima do Produto Interno Bruto (PIB) dos EUA do quarto trimestre do ano passado, que apontou crescimento de 3,1%, um número melhor do que a leitura anterior, de 2,8%, e do que as expectativas dos economistas, de 3,0%. O indicador ofuscou o índice de sentimento do consumidor Reuters/Universidade de Michigan, que caiu para 67,5 em março e ficou abaixo do número previsto pelos analistas, de 68,0. De outro lado, o euro também foi pressionado para baixo, após Portugal ter seu rating rebaixado pela Fitch e pela S&P ontem e após a queda no índice IFO de confiança das empresas da Alemanha. Outro foco do mercado de câmbio é o iene, que tem desvalorização diante do dólar. Mas, em meio às incertezas sobre uma nova intervenção, a alta do dólar sobre o iene é pequena.
A 106ª sessão do Conselho Internacional do Café ocorrerá na semana que vem, de segunda (28) a quinta-feira (31), em Londres. Entre outros assuntos, especialistas do setor e representantes de governo vão analisar a situação do mercado cafeeiro, as ações para o desenvolvimento do produto e as projeções de oferta e demanda para 2015, informa a assessoria do Ministério da Agricultura em comunicado. O diretor do Departamento do Café, Robério Silva, do Ministério da Agricultura, será um dos representantes do governo brasileiro na reunião. Ele é candidato ao cargo de diretor-executivo da Organização Internacional do Café (OIC). Também estará em Londres, o assessor especial do ministro Wagner Rossi, Gerardo Fontelles. De 26 a 30 de setembro deste ano, h averá uma nova reunião do Conselho Internacional do Café, em Londres, quando será definido o novo diretor-executivo da OIC. Na condição de candidato ao posto, Robério Silva já visitou a Colômbia e acaba de retornar do Vietnã. Os dois países já declararam voto de apoio à candidatura brasileira, informa o ministério.
As exportações de café do Vietnã em março devem aumentar 22% em termos de volume 96% em valor, disse nesta sexta-feira o Escritório Geral de Estatísticas do país. Os embarques do grão neste mês devem alcançar 150 mil toneladas, ou 2,5 milhões de sacas, avaliadas em US$ 330 milhões, de acordo com o órgão. No mesmo intervalo de 2010, o Vietnã exportou 123 mil toneladas de café, o equivalente a US$ 168 milhões. O escritório revisou as exportações de fevereiro para 144 milhões de toneladas, acima da estimativa anterior de 90 milhões de toneladas. Na temporada iniciada em 1º de outubro de 2010, o país já embarcou 729 milhões de toneladas, ou 12,75 milhões de sacas, alta de 17% frente igual período de 2009/10. O volume exportado at& eacute; agora em 2010/11 totalizou US$ 1,425 bilhão, 63% mais na comparação anual. As informações são da Dow Jones.
Produção de café do Brasil pode cair, diz Licht
A produção de café no Brasil, maior produtor do mundo, pode diminuir, porque o tempo seco em Fevereiro de desenvolvimento do grão eo fungo se espalhou em algumas regiões produtoras, de acordo com o pesquisador alemão PARA Licht.
"A seca fevereiro privou o grão de umidade suficiente para inchar completamente, mantendo-os de atingir o tamanho desejado, o que efetivamente significa uma redução na produção", disse a Licht em um relatório hoje.
Fungo afetou algumas culturas, "Embora não há dados disponíveis sobre os danos reais, neste ponto, agrônomos concordaram que a infestação não havia atingido níveis alarmantes", disse.
Seca pode reduzir a produção deste ano, além de uma queda de 30 por cento previstos em janeiro, Marco Antonio dos Santos, a previsão do tempo em São Paulo com base Somar Meteorologia, disse no mês passado. os produtores brasileiros podem safra 33,7 milhões de sacas de café em 2011, ante 48,1 milhões no ano anterior, disse Somar 04 de janeiro.
"A seca fevereiro privou o grão de umidade suficiente para inchar completamente, mantendo-os de atingir o tamanho desejado, o que efetivamente significa uma redução na produção", disse a Licht em um relatório hoje.
Fungo afetou algumas culturas, "Embora não há dados disponíveis sobre os danos reais, neste ponto, agrônomos concordaram que a infestação não havia atingido níveis alarmantes", disse.
Seca pode reduzir a produção deste ano, além de uma queda de 30 por cento previstos em janeiro, Marco Antonio dos Santos, a previsão do tempo em São Paulo com base Somar Meteorologia, disse no mês passado. os produtores brasileiros podem safra 33,7 milhões de sacas de café em 2011, ante 48,1 milhões no ano anterior, disse Somar 04 de janeiro.
Week Comentary - The Arabica coffee maturity May/11 ended with 760 points lower on the week
The Arabica coffee maturity May/11 ended with 760 points lower on the week working in the range of 2.060 points, making the minimum at 260,55 and maximum at 281.15, closing
quoted at 268.60 on Friday, with 280 points positive. After work primarily in an uptrend in the previous week, the coffee price this week performed on a relative correction movement
this week. Making the maximum at the first session, at 281.15, strong sales volume was noted, whereupon, the grain widely followed the negative trend in foreign markets. Breaking the
support close to the 268.50 levels, where hit a soft double bottom in early sessions, spec sales were clearly noted, taking quickly the commodity to the 40 days moving average at
265.60. Without missing a bearish breath, the breaks of this moving average (a factor not seen since October 2010), sharp stops sales volume led to a 25 days low at 260.55. With
industries defense industry and new purchase specs, a motion of appreciation led back to the 268,50 levels, which closed the week quoted at 268.60. According to Cecafé, March (from
01st to 24th) coffee shipments totalized 1.592.760 bags, an increase of 9,0% compared to the previous month.
A moderated arbitrage volume was seen this week as: U/U between 17.00 and 21.00 under and U/Z between 19.00 and 23.50 under.
The coffee futures in New York closed 760 points down. On Monday, the market opened strong with high and reached the first major resistance at 281.15 cents. This move was not followed and then we observe a realization throughout the week and a decline of 2060 points, to 260.55 cents. Next week we believe in further recovery in prices since the close of Friday stood at 268.60 cents, above the average of 40 days. Major support at 266.00 cents and then at 260.55 cents and main resistance at 274.00 cents and then at 280.00 base mar11.
quoted at 268.60 on Friday, with 280 points positive. After work primarily in an uptrend in the previous week, the coffee price this week performed on a relative correction movement
this week. Making the maximum at the first session, at 281.15, strong sales volume was noted, whereupon, the grain widely followed the negative trend in foreign markets. Breaking the
support close to the 268.50 levels, where hit a soft double bottom in early sessions, spec sales were clearly noted, taking quickly the commodity to the 40 days moving average at
265.60. Without missing a bearish breath, the breaks of this moving average (a factor not seen since October 2010), sharp stops sales volume led to a 25 days low at 260.55. With
industries defense industry and new purchase specs, a motion of appreciation led back to the 268,50 levels, which closed the week quoted at 268.60. According to Cecafé, March (from
01st to 24th) coffee shipments totalized 1.592.760 bags, an increase of 9,0% compared to the previous month.
A moderated arbitrage volume was seen this week as: U/U between 17.00 and 21.00 under and U/Z between 19.00 and 23.50 under.
The coffee futures in New York closed 760 points down. On Monday, the market opened strong with high and reached the first major resistance at 281.15 cents. This move was not followed and then we observe a realization throughout the week and a decline of 2060 points, to 260.55 cents. Next week we believe in further recovery in prices since the close of Friday stood at 268.60 cents, above the average of 40 days. Major support at 266.00 cents and then at 260.55 cents and main resistance at 274.00 cents and then at 280.00 base mar11.
Starbucks says raising bagged coffee prices
NEW ORLEANS (Reuters) - Starbucks Coffee Co (said on Friday it would raise the price of its packaged coffee by an average of 12 percent after its Chief Executive Howard Schultz once again blamed speculators for pushing coffee prices higher.
"I think it's artificial. I think financial speculation has really stepped into the market," Schultz said, adding that coffee drinkers would not "respond positively" to higher prices.
"I think it's a very hard dialogue with the consumer, face to face, as we have to as a retailer, when in fact there probably isn't a substantive answer," Schultz said.
Shares of Starbucks, the world's biggest coffee shop chain, closed down 13 cents, or 0.4 percent, at $34.96.
The price increase will affect Starbucks and Seattle's Best Coffee brands, It is the company's first price increase on grocery packaged coffee since March 2008.
Starbucks raised prices last year on some drinks in its cafes.
May arabica coffee futures increased 5.30 cents on Friday to finish at $2.762 per pound. The arabica market was up 0.65 percent on the week.
Analysts said tight supplies of high-quality washed arabica beans had bolstered the market. Short-covering boosted arabicas because investors were nervous ahead of the weekend with fighting in Libya and the crisis in Japan.
"Every supplier that I talk to, every producer, first thing I ask is, 'Is there any problem with supply and demand?'" Schultz said at the National Coffee Association meeting on Friday. He said they answer no.
Global stocks are at the lowest level since the International Coffee Organization began keeping records in 1965. The ICO has said stocks could fall lower.
Many roasters have passed along higher costs to consumers. Most recently, Kraft Foods (KFT.N: Quote, Profile, Research, Stock Buzz) raised its list prices for most of its Maxwell House and Yuban roast coffees by 22 percent, its fourth and biggest increase in the past year.
"I think it's artificial. I think financial speculation has really stepped into the market," Schultz said, adding that coffee drinkers would not "respond positively" to higher prices.
"I think it's a very hard dialogue with the consumer, face to face, as we have to as a retailer, when in fact there probably isn't a substantive answer," Schultz said.
Shares of Starbucks, the world's biggest coffee shop chain, closed down 13 cents, or 0.4 percent, at $34.96.
The price increase will affect Starbucks and Seattle's Best Coffee brands, It is the company's first price increase on grocery packaged coffee since March 2008.
Starbucks raised prices last year on some drinks in its cafes.
May arabica coffee futures increased 5.30 cents on Friday to finish at $2.762 per pound. The arabica market was up 0.65 percent on the week.
Analysts said tight supplies of high-quality washed arabica beans had bolstered the market. Short-covering boosted arabicas because investors were nervous ahead of the weekend with fighting in Libya and the crisis in Japan.
"Every supplier that I talk to, every producer, first thing I ask is, 'Is there any problem with supply and demand?'" Schultz said at the National Coffee Association meeting on Friday. He said they answer no.
Global stocks are at the lowest level since the International Coffee Organization began keeping records in 1965. The ICO has said stocks could fall lower.
Many roasters have passed along higher costs to consumers. Most recently, Kraft Foods (KFT.N: Quote, Profile, Research, Stock Buzz) raised its list prices for most of its Maxwell House and Yuban roast coffees by 22 percent, its fourth and biggest increase in the past year.
sexta-feira, 25 de março de 2011
Mercado internacional
Mercado internacional
Colombians, UGQ, were offered FOB, against the relevant months “C,” for Apr. shipment from 20¢ over and for May shipment from 25¢ to 27¢ over.
Colombian supremos, screen 17/18, were offered FOB, for Apr. shipment from 26¢ over May “C,” and for May shipment from 31¢ to 33¢ over July “C.”
Semi washed Brazils , 2/3s, 15/16 were offered FOB for Apr./May/June equal shipment from 10¢ over the relevant months “C.”
Santos 2s, screen 17/18, fine cup, were offered FOB for Apr./May/June equal shipment from 4¢ over the relevant months “C.”
Santos 2/3s, medium to good bean, fine cup, were offered FOB for Apr./May/June equal shipment from 1¢ under the relevant months “C.”
Santos 3/4s were offered FOB for Apr/May shipment from 22¢ to 21¢ under the relevant months “C.” Brazil conillon robustas, 5/6s, screen 13, were offered FOB for Apr. shipment from 4¢ to 2¢ under May London . Prime Mexicans were offered FOB Laredo for Apr. crossing from 15¢ over May “C.”
Prime Mexicans, were offered FOB Veracruz for Apr./May shipment from 12¢ to 14¢ over the relevant months “C.”
High grown Mexicans, European preparation, were offered FOB Veracruz for Apr. shipment from 22¢ over May “C.” Prime Guatemalas were offered FOB, per 46 kilos, Apr. shipment from $15 to $16 over May “C.” Hard bean Guatemalas , European preparation, were offered FOB for Apr./May shipment from $23 over, per 46 kilos, the relevant months “C,” and strictly hard beans, European preparation, were offered FOB, per 46 kilos, for Apr./May shipment from $30 to $31 over the relevant months “C.”
Hard bean Costa Ricas , European preparation, were offered FOB for Apr. shipment from $29 over per 46 kilos, May “C,” and strictly hard beans, European preparation, were offered FOB, per 46 kilos, for Apr./May shipment from $33 the relevant months “C.”
Central standard Salvadors were offered FOB per 46 kilos, for Apr. shipment from $14 over May “C.”
High grown Salvadors, European preparation, were offered FOB for Apr. shipment from $20 to $22 over per 46 kilos, May “C.”
Strictly high grown Salvadors, European preparation, were offered FOB for Apr./May shipment from $24 over, per 46 kilos, the relevant months “C.”
Strictly high grown Nicaraguas , European preparation, for Apr. shipment were offered FOB from $21 over May “C.”
High grown Hondurans, European preparation, were offered FOB, per 46 kilos, for Apr. shipment from $2 over May “C.”
Strictly high grown Hondurans, European preparation, were offered FOB, per 46 kilos, for Apr./May shipment from $4 over the relevant months “C.”
Hard bean Perus , MCMs, were offered FOB for Apr./May/June equal shipment, per 46 kilos, from $13 to $14 over the relevant months “C.”
Hard bean Perus , MCs, were offered FOB for Apr./May/June equal shipment, per 46 kilos, from $12 over the relevant months “C.”
Uganda robustas, screen 15, were offered exdock for Apr. shipment from 15¢ over May London .
Vietnam robustas, grade 1, were offered exdock for Apr. shipment from 9¢ over May London .
Vietnam robustas, grade 2, were offered exdock for Apr. shipment from 7¢ over May London .
Indonesian robustas, grade 4, 80 defects, were offered exdock for Apr. shipment from 7¢ over May London .
Colombians, UGQ, were offered FOB, against the relevant months “C,” for Apr. shipment from 20¢ over and for May shipment from 25¢ to 27¢ over.
Colombian supremos, screen 17/18, were offered FOB, for Apr. shipment from 26¢ over May “C,” and for May shipment from 31¢ to 33¢ over July “C.”
Semi washed Brazils , 2/3s, 15/16 were offered FOB for Apr./May/June equal shipment from 10¢ over the relevant months “C.”
Santos 2s, screen 17/18, fine cup, were offered FOB for Apr./May/June equal shipment from 4¢ over the relevant months “C.”
Santos 2/3s, medium to good bean, fine cup, were offered FOB for Apr./May/June equal shipment from 1¢ under the relevant months “C.”
Santos 3/4s were offered FOB for Apr/May shipment from 22¢ to 21¢ under the relevant months “C.” Brazil conillon robustas, 5/6s, screen 13, were offered FOB for Apr. shipment from 4¢ to 2¢ under May London . Prime Mexicans were offered FOB Laredo for Apr. crossing from 15¢ over May “C.”
Prime Mexicans, were offered FOB Veracruz for Apr./May shipment from 12¢ to 14¢ over the relevant months “C.”
High grown Mexicans, European preparation, were offered FOB Veracruz for Apr. shipment from 22¢ over May “C.” Prime Guatemalas were offered FOB, per 46 kilos, Apr. shipment from $15 to $16 over May “C.” Hard bean Guatemalas , European preparation, were offered FOB for Apr./May shipment from $23 over, per 46 kilos, the relevant months “C,” and strictly hard beans, European preparation, were offered FOB, per 46 kilos, for Apr./May shipment from $30 to $31 over the relevant months “C.”
Hard bean Costa Ricas , European preparation, were offered FOB for Apr. shipment from $29 over per 46 kilos, May “C,” and strictly hard beans, European preparation, were offered FOB, per 46 kilos, for Apr./May shipment from $33 the relevant months “C.”
Central standard Salvadors were offered FOB per 46 kilos, for Apr. shipment from $14 over May “C.”
High grown Salvadors, European preparation, were offered FOB for Apr. shipment from $20 to $22 over per 46 kilos, May “C.”
Strictly high grown Salvadors, European preparation, were offered FOB for Apr./May shipment from $24 over, per 46 kilos, the relevant months “C.”
Strictly high grown Nicaraguas , European preparation, for Apr. shipment were offered FOB from $21 over May “C.”
High grown Hondurans, European preparation, were offered FOB, per 46 kilos, for Apr. shipment from $2 over May “C.”
Strictly high grown Hondurans, European preparation, were offered FOB, per 46 kilos, for Apr./May shipment from $4 over the relevant months “C.”
Hard bean Perus , MCMs, were offered FOB for Apr./May/June equal shipment, per 46 kilos, from $13 to $14 over the relevant months “C.”
Hard bean Perus , MCs, were offered FOB for Apr./May/June equal shipment, per 46 kilos, from $12 over the relevant months “C.”
Uganda robustas, screen 15, were offered exdock for Apr. shipment from 15¢ over May London .
Vietnam robustas, grade 1, were offered exdock for Apr. shipment from 9¢ over May London .
Vietnam robustas, grade 2, were offered exdock for Apr. shipment from 7¢ over May London .
Indonesian robustas, grade 4, 80 defects, were offered exdock for Apr. shipment from 7¢ over May London .
Vendedores dominam as ações e café volta a ter queda na ICE
Vendedores dominam as ações e café volta a ter queda na ICE
Os contratos futuros de café arábica negociados na ICE/NYBOT encerraram esta quinta-feira com quedas, em um dia marcado pela continuidade das vendas iniciadas ainda na última terça, que permitiram o rompimento dos 270,00 centavos e fizeram, inclusive, que o suporte de 260,20 centavos fosse buscado, porém, sem sucesso. Sem a pressão externa observada nas sessões anteriores, já que as commodities em geral tiveram um dia de ganhos e o dólar, mais uma vez, registrou fraqueza em relação a outras divisas internacionais, o café flutuou no campo negativo por conta da pressão de operadores bearish (baixistas). Especuladores e fundos venderam de forma mais considerável na primeira parte do dia, no entanto, o primeiro suporte de maior força não conseguiu ser rompido, o que deu espaço para que algumas recompras fossem proporcionadas e as baixas finais não fossem tão intensas. Um operador ressaltou que o mercado dá indicação de uma tendência baixista no curto prazo, sendo que no médio e longo prazo a tendência altista ainda se mantém, por conta do quadro de oferta apertada ainda verificado globalmente e também por conta dos estoques baixos do grão, seja nos países consumidores como nos países produtores.
No encerramento do dia, o maio em Nova Iorque teve perda de 280 pontos com 265,80 centavos, sendo a máxima em 268,95 e a mínima em 260,55 centavos por libra, com o julho tendo oscilação negativa de 270 pontos, com a libra a 268,25 centavos, sendo a máxima em 271,20 e a mínima em 263,00 centavos por libra. Na Euronext/Liffe, em Londres, a posição maio registrou alta de 31 dólares, com 2.569 dólares por tonelada, com o julho tendo valorização de 25 dólares, com 2.426 dólares por tonelada.
Segundo analistas internacionais, o dia foi caracterizado por uma relativa volatilidade, com o maio flutuando em um range superior aos 800 pontos. O maio tem um suporte mais considerável em 260,20 centavos por libra, numa análise da atual formação gráfica do mercado, entretanto, apesar do esforço de alguns players esse nível foi bem preservado e, na sequência, algumas recompras foram observadas, mas, mesmo assim, o encerramento da sessão se deu no lado negativo da escala. "É importante analisarmos o mercado sob o viés recente, no qual tivemos uma escalada constante de ganhos, culminando com a tentativa recente de buscarmos os 300,00 centavos de dólar por libra, o que, efetivamente, não ocorreu no dia 9 de março. Após essa data, sofremos com o mercado externo, num cenário que contou com protestos no Oriente Médio e no norte da África e, posteriormente, a crise desencadeada no Japão depois do terremoto. Os baixistas aproveitaram esse momento e estão pressionando o mercado, mas acreditamos que, no médio prazo, a tendência é de voltarmos a ter alguns ganhos, voltando a ajustar o mercado com seu quadro fundamental de oferta curta e demanda em alta constante", disse um trader.
Os estoques de café verde nos armazéns do Japão, no final de janeiro, cresceram em torno de 6% se comparado com o registrado ao final de janeiro e tiveram uma evolução de 14% se confrontados com os observados no final do mesmo mês de 2010, indicou a Associação de Café do Japão. Esses armazéns sustentavam 111.715 toneladas métricas, sendo que desse total 27.260 toneladas eram referentes a grãos importados do Brasil, 22.857 da América Central, 19.122 da Colômbia e 12.879 da Indonésia.
As exportações de café do Brasil em março, até o dia 23 somaram 1.470.294 sacas, contra 1.461.504 sacas registradas no mesmo período de fevereiro, informou o Cecafé (Conselho dos Exportadores de Café do Brasil). Os estoques certificados de café na bolsa de Nova Iorque tiveram queda de 2.225 sacas indo para 1.580.339 sacas. O volume negociado no dia na ICE Futures US foi estimado em 24.611 lotes, com as opções tendo 4.007 calls e 6.310 puts. Tecnicamente, o maio na ICE Futures US tem uma resistência em 268,95-269,00, 269,50, 269,90-270,00, 270,50, 271,00, 271,50, 272,00, 272,50 e 273,00 centavos de dólar por libra peso, com o suporte em 260,55-260,00, 259,50, 259,00, 258,50, 258,00, 257,50, 257,00, 256,50, 256,00, 255,50 e 255,10-255,00 centavos por libra.
Os contratos futuros de café arábica negociados na ICE/NYBOT encerraram esta quinta-feira com quedas, em um dia marcado pela continuidade das vendas iniciadas ainda na última terça, que permitiram o rompimento dos 270,00 centavos e fizeram, inclusive, que o suporte de 260,20 centavos fosse buscado, porém, sem sucesso. Sem a pressão externa observada nas sessões anteriores, já que as commodities em geral tiveram um dia de ganhos e o dólar, mais uma vez, registrou fraqueza em relação a outras divisas internacionais, o café flutuou no campo negativo por conta da pressão de operadores bearish (baixistas). Especuladores e fundos venderam de forma mais considerável na primeira parte do dia, no entanto, o primeiro suporte de maior força não conseguiu ser rompido, o que deu espaço para que algumas recompras fossem proporcionadas e as baixas finais não fossem tão intensas. Um operador ressaltou que o mercado dá indicação de uma tendência baixista no curto prazo, sendo que no médio e longo prazo a tendência altista ainda se mantém, por conta do quadro de oferta apertada ainda verificado globalmente e também por conta dos estoques baixos do grão, seja nos países consumidores como nos países produtores.
No encerramento do dia, o maio em Nova Iorque teve perda de 280 pontos com 265,80 centavos, sendo a máxima em 268,95 e a mínima em 260,55 centavos por libra, com o julho tendo oscilação negativa de 270 pontos, com a libra a 268,25 centavos, sendo a máxima em 271,20 e a mínima em 263,00 centavos por libra. Na Euronext/Liffe, em Londres, a posição maio registrou alta de 31 dólares, com 2.569 dólares por tonelada, com o julho tendo valorização de 25 dólares, com 2.426 dólares por tonelada.
Segundo analistas internacionais, o dia foi caracterizado por uma relativa volatilidade, com o maio flutuando em um range superior aos 800 pontos. O maio tem um suporte mais considerável em 260,20 centavos por libra, numa análise da atual formação gráfica do mercado, entretanto, apesar do esforço de alguns players esse nível foi bem preservado e, na sequência, algumas recompras foram observadas, mas, mesmo assim, o encerramento da sessão se deu no lado negativo da escala. "É importante analisarmos o mercado sob o viés recente, no qual tivemos uma escalada constante de ganhos, culminando com a tentativa recente de buscarmos os 300,00 centavos de dólar por libra, o que, efetivamente, não ocorreu no dia 9 de março. Após essa data, sofremos com o mercado externo, num cenário que contou com protestos no Oriente Médio e no norte da África e, posteriormente, a crise desencadeada no Japão depois do terremoto. Os baixistas aproveitaram esse momento e estão pressionando o mercado, mas acreditamos que, no médio prazo, a tendência é de voltarmos a ter alguns ganhos, voltando a ajustar o mercado com seu quadro fundamental de oferta curta e demanda em alta constante", disse um trader.
Os estoques de café verde nos armazéns do Japão, no final de janeiro, cresceram em torno de 6% se comparado com o registrado ao final de janeiro e tiveram uma evolução de 14% se confrontados com os observados no final do mesmo mês de 2010, indicou a Associação de Café do Japão. Esses armazéns sustentavam 111.715 toneladas métricas, sendo que desse total 27.260 toneladas eram referentes a grãos importados do Brasil, 22.857 da América Central, 19.122 da Colômbia e 12.879 da Indonésia.
As exportações de café do Brasil em março, até o dia 23 somaram 1.470.294 sacas, contra 1.461.504 sacas registradas no mesmo período de fevereiro, informou o Cecafé (Conselho dos Exportadores de Café do Brasil). Os estoques certificados de café na bolsa de Nova Iorque tiveram queda de 2.225 sacas indo para 1.580.339 sacas. O volume negociado no dia na ICE Futures US foi estimado em 24.611 lotes, com as opções tendo 4.007 calls e 6.310 puts. Tecnicamente, o maio na ICE Futures US tem uma resistência em 268,95-269,00, 269,50, 269,90-270,00, 270,50, 271,00, 271,50, 272,00, 272,50 e 273,00 centavos de dólar por libra peso, com o suporte em 260,55-260,00, 259,50, 259,00, 258,50, 258,00, 257,50, 257,00, 256,50, 256,00, 255,50 e 255,10-255,00 centavos por libra.
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