Sem grande pressão externa, café volta a ter ganhos na ICE
Os contratos futuros de café arábica negociados na ICE Futures US encerraram esta segunda-feira com ligeiras altas, em uma sessão relativamente calma e sem maiores influências do mercado externo, o que deu possibilidade, mais uma vez, ao grão flutuar sem maiores pressões e conseguisse margens para novos ganhos. O dia foi iniciado com volatilidade, com as cotações variando entre boas altas até bater no lado negativo da escala de preços. Entretanto, as perdas rapidamente foram superadas e o mercado passou a flutuar num nível de alta não dos mais fortes, com o maio se mantendo abaixo do intervalo psicológico de 280,00 centavos. Ao contrário de parte da semana anterior, os mercados externos não foram predominantes para "regular" o humor das commodities, entre elas o café.
A notícia mais comentada entre os participantes foi a ação militar perpetrada por alguns países ocidentais na Líbia, que teve uma leitura positiva por parte de mercados como o de petróleo, que nesta segunda-feira acumulou uma valorização de 1%. Outras commodities tiveram algumas altas ou correções. A soja subiu, ao passo que o trigo, que teve ganhos intensos por conta da crise atômica do Japão, teve um dia de correções medianas, com as perdas não sendo das mais profundas. No mercado de café, segundo um operador, a tendência é a volta ao curso anterior aos problemas no Japão, com os preços voltando a ser guiados pelo equilíbrio entre oferta e demanda, que mostra uma oferta escassa, notadamente de grãos de qualidade e por estoques limitados, ao passo que a demanda mantém seu viés de alta.
No encerramento do dia, o maio em Nova Iorque teve alta de 80 pontos com 277,00 centavos, sendo a máxima em 281,15 e a mínima em 275,50 centavos por libra, com o julho tendo oscilação positiva de 75 pontos, com a libra a 279,15 centavos, sendo a máxima em 283,15 e a mínima em 278,00 centavos por libra. Na Euronext/Liffe, em Londres, a posição maio registrou alta de 17 dólares, com 2.613 dólares por tonelada, com o julho tendo valorização de 17 dólares, com 2.453 dólares por tonelada.
De acordo com analistas internacionais, o dia na bolsa nova-iorquina foi distinto, com maior volatilidade na parte da manhã e com uma maior calma à tarde, quando as cotações se estabilizaram, com uma alta apenas modesta. "O maio tem uma primeira resistência em 281,65 centavos, do começo do mês, mas ao longo do dia não conseguimos testá-la. Isso permitiu que alguns bearishs (baixistas) chegassem a lançar algumas ordens de venda, mas que também não tiveram prosseguimento. O fato de fecharmos em alta dá um novo sinal de consistência ao mercado, mesmo em uma sessão sem grandes atrativos e com algumas rolagens, como a de hoje", disse um trader.
No cenário externo, o café também encontra motivos para as altas. As commodities tiveram novo dia de alta no índice CRB e com o dólar voltando a recuar em relação a uma cesta de moedas internacionais. "O mercado de commodities está refletindo em parte a ofensiva militar na Líbia e uma perspectiva que isso abre de menor risco para a interrupção de oferta de petróleo", disse Ben Westmore, analista do Banco Nacional da Austrália.
As exportações conjuntas do grupo latino de países produtores de café tiveram alta de 19,27% nos cinco primeiros meses da atual safra, informou a Anacafé (Associação Nacional de Café da Guatemala), entidade responsável pelas estatísticas do grupo. El Salvador, Honduras, Nicarágua, Costa Rica, México, República Dominicana, Peru e Colômbia remeteram 10.420.181 sacas ao exterior entre outubro de 2010 e o final de fevereiro passado. No mesmo período do ano anterior as remessas somaram 8.6736.812 sacas. Apenas México e Guatemala registraram queda nas vendas ao exterior, sendo que os destaques no aumento dos embarques foram Honduras, com 50%, El Salvador, com 38%, Colômbia, com 28% e Costa Rica, com 20%. Durante a safra passada — outubro de 2009 a setembro de 2010 — os países remeteram 23.533.387 sacas ao exterior.
As exportações de café do Brasil em março, até o dia 18 somaram 1.079.340 sacas, contra 964.100 sacas registradas no mesmo período de fevereiro, informou o Cecafé (Conselho dos Exportadores de Café do Brasil). Os estoques certificados de café na bolsa de Nova Iorque tiveram alta de 1.080 sacas indo para 1.585.040 sacas. O volume negociado no dia na ICE Futures US foi estimado em 12.094 lotes, com as opções tendo 2.706 calls e 2.637 puts. Tecnicamente, o maio na ICE Futures US tem uma resistência em 281,15, 281,50, 282,00, 282,50, 282,90-283,00, 283,50, 284,00, 284,50, 284,90-285,00 centavos de dólar por libra peso, com o suporte em 275,50, 275,00, 274,50, 274,00, 273,50, 273,00, 272,50, 272,00, 271,50 e 271,00 centavos por libra.
segunda-feira, 21 de março de 2011
Carvalhaes Café abriu a semana com forte baixa, refletindo as preocupações globais com o terremoto e o tsunami no Japão
Boletim semanal - ano 78 - n° 11
Santos, sexta-feira, 18 de março de 2011
Escritório Carvalhaes
As bolsas de café, acompanhando os mercados ao redor do mundo, abriram a semana em forte baixa, refletindo as preocupações globais com o terremoto e o tsunami de sexta-feira passada no Japão (com o fuso horário, o fechamento da ICE Futures US em Nova Iorque, na sexta passada, dia 11, já repercutiu as primeiras notícias sobre a tragédia japonesa) e a grave crise nuclear decorrente dos danos sofridos nos reatores da usina atômica de Fukushima.
Apesar das incertezas continuarem e até se agravarem, o sólido cenário nos fundamentos do mercado de café, fez com que já na quarta-feira as bolsas de café fechassem em alta, permanecendo assim ontem e hoje, dia 18, encerrando a semana com balanço positivo.
O mercado físico brasileiro, em plena entressafra, permaneceu praticamente paralisado, com compradores e vendedores se limitando a observar os desdobramentos da crise nuclear japonesa no mercado de café. Hoje, voltaram a aparecer ofertas nos mesmos níveis da semana anterior ao carnaval e alguns negócios foram fechados.
Cafés arábica mais fracos só encontram interessados com grandes deságios em relação aos de boa qualidade. Seus produtores não mostram interesse em vendê-los nas bases oferecidas, preferindo aguardar ofertas mais justas. Boa parte dos lotes de café que ainda restam em mãos de cafeicultores são desses arábicas inferiores.
Hoje, na cidade de São Paulo, será realizado o evento de celebração dos 20 anos da Illycaffè no Brasil e entrega do Prêmio Ernesto Illy de Qualidade do Café para Espresso.
Até o dia 17, os embarques de março estavam em 823.300 sacas de café arábica, 44.469 sacas de café conillon, somando 867.769 sacas de café verde, e 90.339 sacas de solúvel, contra 698.934 sacas no mesmo dia de janeiro. Até o dia 17, os pedidos de emissão de certificados de origem para embarque em março totalizavam 1.363.228 sacas, contra 1.346.641 sacas no mesmo dia do mês anterior.
A bolsa de Nova Iorque – ICE, do fechamento do dia 11, sexta-feira, até o fechamento de hoje, sexta-feira, dia 18, subiu nos contratos para entrega em maio próximo, 180 pontos ou US$ 2,39 (R$ 4,00) por saca. Em reais por saca, as cotações para entrega em maio próximo na ICE fecharam no dia 11 a R$ 604,36/saca e hoje, dia 18, a R$ 610,15/saca. Hoje, sexta-feira, nos contratos para entrega em maio, a bolsa de Nova Iorque fechou com alta de 530 pontos.
Santos, sexta-feira, 18 de março de 2011
Escritório Carvalhaes
As bolsas de café, acompanhando os mercados ao redor do mundo, abriram a semana em forte baixa, refletindo as preocupações globais com o terremoto e o tsunami de sexta-feira passada no Japão (com o fuso horário, o fechamento da ICE Futures US em Nova Iorque, na sexta passada, dia 11, já repercutiu as primeiras notícias sobre a tragédia japonesa) e a grave crise nuclear decorrente dos danos sofridos nos reatores da usina atômica de Fukushima.
Apesar das incertezas continuarem e até se agravarem, o sólido cenário nos fundamentos do mercado de café, fez com que já na quarta-feira as bolsas de café fechassem em alta, permanecendo assim ontem e hoje, dia 18, encerrando a semana com balanço positivo.
O mercado físico brasileiro, em plena entressafra, permaneceu praticamente paralisado, com compradores e vendedores se limitando a observar os desdobramentos da crise nuclear japonesa no mercado de café. Hoje, voltaram a aparecer ofertas nos mesmos níveis da semana anterior ao carnaval e alguns negócios foram fechados.
Cafés arábica mais fracos só encontram interessados com grandes deságios em relação aos de boa qualidade. Seus produtores não mostram interesse em vendê-los nas bases oferecidas, preferindo aguardar ofertas mais justas. Boa parte dos lotes de café que ainda restam em mãos de cafeicultores são desses arábicas inferiores.
Hoje, na cidade de São Paulo, será realizado o evento de celebração dos 20 anos da Illycaffè no Brasil e entrega do Prêmio Ernesto Illy de Qualidade do Café para Espresso.
Até o dia 17, os embarques de março estavam em 823.300 sacas de café arábica, 44.469 sacas de café conillon, somando 867.769 sacas de café verde, e 90.339 sacas de solúvel, contra 698.934 sacas no mesmo dia de janeiro. Até o dia 17, os pedidos de emissão de certificados de origem para embarque em março totalizavam 1.363.228 sacas, contra 1.346.641 sacas no mesmo dia do mês anterior.
A bolsa de Nova Iorque – ICE, do fechamento do dia 11, sexta-feira, até o fechamento de hoje, sexta-feira, dia 18, subiu nos contratos para entrega em maio próximo, 180 pontos ou US$ 2,39 (R$ 4,00) por saca. Em reais por saca, as cotações para entrega em maio próximo na ICE fecharam no dia 11 a R$ 604,36/saca e hoje, dia 18, a R$ 610,15/saca. Hoje, sexta-feira, nos contratos para entrega em maio, a bolsa de Nova Iorque fechou com alta de 530 pontos.
Na cafeicultura, emissão chega a 182 quilos por saca - 21/03/2011
21/03 Na cafeicultura, emissão chega a 182 quilos por saca
Estudo realizado pelo Centro de Energia Nuclear na Agricultura da Universidade
de São Paulo (Cena/USP) indica que os cafezais do Brasil têm um baixo grau de
emissão de gases de efeito estufa (GEE). Segundo o levantamento, que considerou
apenas a variedade arábica - responsável por 75% da produção nacional -, as
emissões de gás carbônico equivalente podem variar entre 2,03 toneladas por
hectare e 4,95 toneladas por hectare, dependendo da região.
De acordo com Carlos Clemente Cerri, pesquisador do Cena responsável pelo
estudo, o levantamento foi feito nas três principais regiões produtoras de
Minas Gerais, Estado que responde por 70% da produção de café arábica do país.
"Esse é um primeiro levantamento do setor e leva em consideração apenas a
produção do café, dentro da porteira", afirmou. Não entram na conta, por
exemplo, as emissões dos caminhões que transportam o café até as indústrias,
nem dos veículos que trazem os fertilizantes para as fazendas.
O sul de Minas foi a região que apresentou a menor taxa de emissões, seguido
pela região conhecida como Matas de Minas e pelo cerrado mineiro. Cada hectare
cultivado com café emitiu 2,03 toneladas, 2,83 toneladas e 4,95 toneladas,
respectivamente. "Não é possível comparar esses volumes às emissões de países
como Colômbia ou Vietnã, pois eles não têm esse tipo de levantamento. O que
podemos dizer é que as emissões da cafeicultura são de duas a quatro vezes
menores que outros grãos que se tem informação", disse.
Considerando a emissão por saca de café, o sul de Minas produz 50 quilos de
GEE, enquanto a região das Matas emite 126 quilos para cada saca e o cerrado,
182.
O estudo apontou que os "vilões" das emissões da cafeicultura são os
fertilizantes nitrogenados. Nas Matas de Minas, eles são responsáveis por 78%
do total de emissões, tendo uma fatia de 75% no cerrado e de 50% no sul de
Minas. Segundo Cerri, o uso de fertilizantes orgânicos misturados aos de origem
mineral no sul do Estado é o que justifica um peso menor do insumo no total das
emissões de GEE na região.
Apesar de o professor do Cena considerar o nível de emissões da cafeicultura
baixo, ele disse ser possível reduzir os volumes para patamares ainda menores e
até mesmo neutralizar as emissões. Conforme Cerri, o desafio do setor é adequar
as doses de fertilizantes utilizadas, além de buscar outras fontes e também
novas maneiras de aplicação. A utilização de algumas tecnologias já
disponíveis, como fertilizantes com inibidores de emissão, também pode
contribuir para melhorar a eficiência do setor.
O inventário de carbono da cafeicultura foi financiado pela torrefadora
italiana illycaffè. O estudo servirá de base para que a empresa possa informar
nos rótulos de seus produtos a quantidade de gases de efeito estufa que emite.
"A empresa percebeu que o mercado exigirá esse tipo de informação em breve. O
que ela fez foi se antecipar a essa demanda", afirmou Cerri.
Estudo realizado pelo Centro de Energia Nuclear na Agricultura da Universidade
de São Paulo (Cena/USP) indica que os cafezais do Brasil têm um baixo grau de
emissão de gases de efeito estufa (GEE). Segundo o levantamento, que considerou
apenas a variedade arábica - responsável por 75% da produção nacional -, as
emissões de gás carbônico equivalente podem variar entre 2,03 toneladas por
hectare e 4,95 toneladas por hectare, dependendo da região.
De acordo com Carlos Clemente Cerri, pesquisador do Cena responsável pelo
estudo, o levantamento foi feito nas três principais regiões produtoras de
Minas Gerais, Estado que responde por 70% da produção de café arábica do país.
"Esse é um primeiro levantamento do setor e leva em consideração apenas a
produção do café, dentro da porteira", afirmou. Não entram na conta, por
exemplo, as emissões dos caminhões que transportam o café até as indústrias,
nem dos veículos que trazem os fertilizantes para as fazendas.
O sul de Minas foi a região que apresentou a menor taxa de emissões, seguido
pela região conhecida como Matas de Minas e pelo cerrado mineiro. Cada hectare
cultivado com café emitiu 2,03 toneladas, 2,83 toneladas e 4,95 toneladas,
respectivamente. "Não é possível comparar esses volumes às emissões de países
como Colômbia ou Vietnã, pois eles não têm esse tipo de levantamento. O que
podemos dizer é que as emissões da cafeicultura são de duas a quatro vezes
menores que outros grãos que se tem informação", disse.
Considerando a emissão por saca de café, o sul de Minas produz 50 quilos de
GEE, enquanto a região das Matas emite 126 quilos para cada saca e o cerrado,
182.
O estudo apontou que os "vilões" das emissões da cafeicultura são os
fertilizantes nitrogenados. Nas Matas de Minas, eles são responsáveis por 78%
do total de emissões, tendo uma fatia de 75% no cerrado e de 50% no sul de
Minas. Segundo Cerri, o uso de fertilizantes orgânicos misturados aos de origem
mineral no sul do Estado é o que justifica um peso menor do insumo no total das
emissões de GEE na região.
Apesar de o professor do Cena considerar o nível de emissões da cafeicultura
baixo, ele disse ser possível reduzir os volumes para patamares ainda menores e
até mesmo neutralizar as emissões. Conforme Cerri, o desafio do setor é adequar
as doses de fertilizantes utilizadas, além de buscar outras fontes e também
novas maneiras de aplicação. A utilização de algumas tecnologias já
disponíveis, como fertilizantes com inibidores de emissão, também pode
contribuir para melhorar a eficiência do setor.
O inventário de carbono da cafeicultura foi financiado pela torrefadora
italiana illycaffè. O estudo servirá de base para que a empresa possa informar
nos rótulos de seus produtos a quantidade de gases de efeito estufa que emite.
"A empresa percebeu que o mercado exigirá esse tipo de informação em breve. O
que ela fez foi se antecipar a essa demanda", afirmou Cerri.
domingo, 20 de março de 2011
Pesquisadores da UFU descobrem nova variedade de café
Sáb, 19 de Março de 2011 04:37
As novas linhagens são o resultado de quase meio século de pesquisa, em instituições como Universidade Federal de Viçosa (UFV) e Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais – EPAMIG, com a colaboração do Pesquisador Antônio Alves Pereira. As sementes dos materiais avançados chegaram à Universidade Federal de Uberlândia (UFU) há 13 anos, e a partir daí o trabalho de pesquisa foi intensificado por pesquisadores da Instituição que, só agora, começam, literalmente, a “colher os frutos”.
As Progênies, filhos dos cruzamentos, foram submetidas às condições de sequeiro (sem irrigação suplementar por seis meses, durante 12 anos), com “stress” hídrico e ficaram 12 anos sem irrigação. “Apenas com a chuva que Deus manda”, explica o professor Fernando Cezar Juliatti, do Instituto de Ciências Agrárias da UFU. A partir deste experimento, só sobreviveram as linhagens resistentes à ferrugem e com ótima qualidade de frutos, e tolerantes à seca. “Com esta variedade, o agricultor vai reduzir a aplicação de fungicida para controle da ferrugem e não vai precisar se preocupar tanto com a irrigação. A economia gerada é mais uma vantagem”, ressalta o professor. Estas variedades poderão ser utilizadas também no sistema de café adensado (5.000, 8.000 e até 10.000 plantas por hectare).
As linhagens reúnem qualidades de sobra: a qualidade da bebida e o sabor agradável do café Arábica e a resistência do Robusta e pode, segundo o professor Juliatti, revolucionar o mercado. “É um avanço na pesquisa da cafeicultura mundial”, comemora.
As sementes da nova variedade serão destinadas aos Centros de Pesquisas das Cooperativas de Cafeicultores, selecionados pelos pesquisadores. “Queremos que conheçam melhor o material”, ressalta Juliatti.
A variedade ainda não foi batizada, mas segundo o professor deverá ter um nome que contemple a UFU e a EPAMIG, as duas Instituições envolvidas atualmente nesta pesquisa. Como são da base genética do grupo Catuai, o provável nome dos novos genótipos serão Catufu - Epa 1, 2 e 3, respectivamente.
Os trabalhos de pesquisa foram desenvolvidos durante sete anos na Fazenda do Glória, nos quatro anos seguintes foram desenvolvidos na Fazenda Capim Branco, ambas da UFU e há três anos estão concentrados na Fazenda Experimental Agroteste, localizada na Região de Olhos d`água.
Assessoria de Comunicação UFU
As novas linhagens são o resultado de quase meio século de pesquisa, em instituições como Universidade Federal de Viçosa (UFV) e Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais – EPAMIG, com a colaboração do Pesquisador Antônio Alves Pereira. As sementes dos materiais avançados chegaram à Universidade Federal de Uberlândia (UFU) há 13 anos, e a partir daí o trabalho de pesquisa foi intensificado por pesquisadores da Instituição que, só agora, começam, literalmente, a “colher os frutos”.
As Progênies, filhos dos cruzamentos, foram submetidas às condições de sequeiro (sem irrigação suplementar por seis meses, durante 12 anos), com “stress” hídrico e ficaram 12 anos sem irrigação. “Apenas com a chuva que Deus manda”, explica o professor Fernando Cezar Juliatti, do Instituto de Ciências Agrárias da UFU. A partir deste experimento, só sobreviveram as linhagens resistentes à ferrugem e com ótima qualidade de frutos, e tolerantes à seca. “Com esta variedade, o agricultor vai reduzir a aplicação de fungicida para controle da ferrugem e não vai precisar se preocupar tanto com a irrigação. A economia gerada é mais uma vantagem”, ressalta o professor. Estas variedades poderão ser utilizadas também no sistema de café adensado (5.000, 8.000 e até 10.000 plantas por hectare).
As linhagens reúnem qualidades de sobra: a qualidade da bebida e o sabor agradável do café Arábica e a resistência do Robusta e pode, segundo o professor Juliatti, revolucionar o mercado. “É um avanço na pesquisa da cafeicultura mundial”, comemora.
As sementes da nova variedade serão destinadas aos Centros de Pesquisas das Cooperativas de Cafeicultores, selecionados pelos pesquisadores. “Queremos que conheçam melhor o material”, ressalta Juliatti.
A variedade ainda não foi batizada, mas segundo o professor deverá ter um nome que contemple a UFU e a EPAMIG, as duas Instituições envolvidas atualmente nesta pesquisa. Como são da base genética do grupo Catuai, o provável nome dos novos genótipos serão Catufu - Epa 1, 2 e 3, respectivamente.
Os trabalhos de pesquisa foram desenvolvidos durante sete anos na Fazenda do Glória, nos quatro anos seguintes foram desenvolvidos na Fazenda Capim Branco, ambas da UFU e há três anos estão concentrados na Fazenda Experimental Agroteste, localizada na Região de Olhos d`água.
Assessoria de Comunicação UFU
Cafeicultor paulista de Timburi vence o 20º Prêmio Ernesto Illy de Qualidade do Café para Espresso
Carlos André Dognani foi o grande vencedor do 20º Prêmio Ernesto Illy de Qualidade do Café para ‘Espresso’ e levou o prêmio de R$ 50 mil para Timburi (SP). A entrega do tradicional Prêmio, que comemora 20 anos no país, aconteceu em cerimônia realizada pela PDS/ illycaffè no dia 18 de março, em São Paulo (SP). No total, distribuiu mais de R$ 180 mil em prêmios aos 50 finalistas do concurso e aos cinco classificadores eleitos.
Entre os primeiros colocados, a segunda posição ficou para Mariana de Carvalho Junqueira, de Dom Viçoso (MG), que ganhou R$ 35 mil; o terceiro lugar ficou para a Fazenda Sertãozinho Ltda., que levou o prêmio de R$ 18 mil para Botelhos (MG); o quarto colocado, Maron Aziz Alexandre, de Cajuri (MG), recebeu R$ 9 mil; o quinto lugar foi de Clovis Carvalho Filho, que levou R$ 5 mil para Campos Altos (MG); o sexto colocado foi Luiz Flavio Pereira de Castro, de Carmo de Minas (MG), que levou R$ 2 mil; no sétimo lugar, Adolfo Henrique Vieira Ferreira levou o prêmio de R$ 2 mil para Monte Belo (MG); no oitavo lugar, pelo município de Araxá (MG), ficou Marcelo José Rios que recebeu o reconhecimento de R$ 2 mil; em nono lugar, Lucia Maria da Silva Dias, levou R$ 2 mil para São Sebastião da Grama (SP); a décima colocada, Bruna Sella Ferreira, de Tejupá (SP), também levou o prêmio de R$ 2 mil; os demais 40 finalistas receberam R$ 1,2 mil cada um.
Nesta edição, somente dois estados disputaram as primeiras colocações: São Paulo, que obteve três produtores entre os 10 finalistas, e Minas Gerais, com as demais sete posições. Do tradicional estado mineiro, quatro finalistas eram da região do Sul de Minas, outros dois eram do Cerrado e a região das Matas de Minas conquistou um representante entre os primeiros colocados.
No total, entre os 50 finalistas divulgados em novembro, Minas Gerais conquistou 47 posições e São Paulo as outras três colocações, na lista dos melhores cafés brasileiros da safra 2010/2011.
Em 2010, a Porto de Santos/ illycaffè – empresa responsável pelo recebimento das mostras para o concurso e pela compra e exportação dos grãos brasileiros à illycaffè – recebeu 366 amostras vindas de diferentes estados do Brasil, tais como: Minas Gerais, São Paulo, Paraná, Bahia, Goiás, Espírito Santo e Rio de Janeiro.
A análise e classificação dos melhores cafés são realizadas pela Assicafé, laboratório científico que presta serviço exclusivo à marca no Brasil. As 50 amostras finalistas – provenientes das 270 aprovadas nesta edição do concurso – foram avaliadas por especialistas brasileiros e estrangeiros, utilizando as mais avançadas técnicas de seleção.
Entre os classificadores, em primeiro lugar ficou Giovana M. Piagentini de Andrade (Safra Consultoria em Cafeicultores), com prêmio de R$ 3,5 mil; o segundo classificador colocado foi Wellington Carlos Pereira (Cocarive), com reconhecimento de R$ 2,5 mil; o terceiro colocado foi Luiz Evandro Ribeiro (Cooxupé), que levou o prêmio de R$ 1,5 mil; o quarto lugar foi de Carlos Alberto Cabral Campos (Incofex Armazéns Gerais Ltda.), com reconhecimento de R$ 1mil; e o quinto colocado entre os classificadores foi João Batista Jarduli (Corretora Café Responsável), com prêmio de R$ 1mil.
Escolhido pelo júri do Clube illy do Café, o ‘Fornecedor do Ano’ safra 2010/2011 foi Esmerino Joaquim Ribeiro do Vale, de Guaxupé (MG). O produtor e um acompanhante farão uma viagem cultural à Itália, onde conhecerão a sede da illycaffè, em Trieste, além da famosa cidade de Veneza.
O júri, que elegeu o produtor da região do Sul de Minas, foi composto por membros da illycaffè, da Assicafé, da Porto de Santos/illycaffè e da ADS, que consideraram critérios como: fidelidade no fornecimento; eficiência; pontualidade na entrega; condições do produto; correspondência do lote com a amostra original; ordem da documentação; cumprimento da qualidade e quantidades vendidas; participação no Programa de Reconhecimento às Melhores Práticas & Sustentabilidade; e participação no 20º Prêmio Ernesto Illy de Qualidade do Café para ‘Espresso’.
O ‘Diploma de Reconhecimento às Melhores Práticas e Sustentabilidade’, instituído desde 2008, foi concedido à Fazenda Córrego, de Santa Margarida (MG), região de Matas de Minas, de propriedade de Mauro Garcia Correia. Os outros quatro finalistas ao Diploma foram: Fazenda Jatobá, de Walter Cesar Dutra, localizada em São João do Manhuaçu (MG); Fazenda Santa Helena, de Ednilson Alves Dutra, em Caputira (MG); Fazenda Paraíso, de Jorge Barakat, em João Pinheiro (MG); e Fazenda Macaúbas de Cima, de Glaucio de Castro, em Patrocínio (MG).
Após a análise dos Questionários de Sustentabilidade – parte do Programa de Reconhecimento às Melhores Práticas & Sustentabilidade – respondidos pelos produtores do Clube illy do Café inscritos, e das visitas técnicas realizadas às cinco melhores classificadas, a comissão de avaliação considerou que as propriedades são sustentáveis sob o ponto de vista social, ambiental e econômico; possuem pelo menos uma certificação de sustentabilidade; e que empregam as boas práticas agrícolas.
O vencedor e os finalistas do 20º Prêmio Ernesto Illy de Qualidade do Café para ‘Espresso’ são:
1º Carlos André Dognani | Timburi (SP) São Paulo
2º Mariana de Carvalho Junqueira | Dom Viçoso (MG)Sul de Minas
3º Fazenda Sertãozinho Ltda | Botelhos (MG)Sul de Minas
4º Maron Aziz Alexandre | Cajuri (MG)Matas de Minas
5º Clovis Carvalho Filho | Campos Altos (MG)Cerrado
6º Luiz Flavio Pereira de Castro | Carmo de Minas (MG)Sul de Minas
7º Adolfo Henrique Vieira Ferreira | Monte Belo (MG)Sul de Minas
8º Marcelo José Rios | Araxá (MG)Cerrado
9º Lucia Maria da Silva Dias | São Sebastião da Grama (SP)São Paulo
10º Bruna Sella Ferreira | Tejupá (SP)São Paulo
Entre os primeiros colocados, a segunda posição ficou para Mariana de Carvalho Junqueira, de Dom Viçoso (MG), que ganhou R$ 35 mil; o terceiro lugar ficou para a Fazenda Sertãozinho Ltda., que levou o prêmio de R$ 18 mil para Botelhos (MG); o quarto colocado, Maron Aziz Alexandre, de Cajuri (MG), recebeu R$ 9 mil; o quinto lugar foi de Clovis Carvalho Filho, que levou R$ 5 mil para Campos Altos (MG); o sexto colocado foi Luiz Flavio Pereira de Castro, de Carmo de Minas (MG), que levou R$ 2 mil; no sétimo lugar, Adolfo Henrique Vieira Ferreira levou o prêmio de R$ 2 mil para Monte Belo (MG); no oitavo lugar, pelo município de Araxá (MG), ficou Marcelo José Rios que recebeu o reconhecimento de R$ 2 mil; em nono lugar, Lucia Maria da Silva Dias, levou R$ 2 mil para São Sebastião da Grama (SP); a décima colocada, Bruna Sella Ferreira, de Tejupá (SP), também levou o prêmio de R$ 2 mil; os demais 40 finalistas receberam R$ 1,2 mil cada um.
Nesta edição, somente dois estados disputaram as primeiras colocações: São Paulo, que obteve três produtores entre os 10 finalistas, e Minas Gerais, com as demais sete posições. Do tradicional estado mineiro, quatro finalistas eram da região do Sul de Minas, outros dois eram do Cerrado e a região das Matas de Minas conquistou um representante entre os primeiros colocados.
No total, entre os 50 finalistas divulgados em novembro, Minas Gerais conquistou 47 posições e São Paulo as outras três colocações, na lista dos melhores cafés brasileiros da safra 2010/2011.
Em 2010, a Porto de Santos/ illycaffè – empresa responsável pelo recebimento das mostras para o concurso e pela compra e exportação dos grãos brasileiros à illycaffè – recebeu 366 amostras vindas de diferentes estados do Brasil, tais como: Minas Gerais, São Paulo, Paraná, Bahia, Goiás, Espírito Santo e Rio de Janeiro.
A análise e classificação dos melhores cafés são realizadas pela Assicafé, laboratório científico que presta serviço exclusivo à marca no Brasil. As 50 amostras finalistas – provenientes das 270 aprovadas nesta edição do concurso – foram avaliadas por especialistas brasileiros e estrangeiros, utilizando as mais avançadas técnicas de seleção.
Entre os classificadores, em primeiro lugar ficou Giovana M. Piagentini de Andrade (Safra Consultoria em Cafeicultores), com prêmio de R$ 3,5 mil; o segundo classificador colocado foi Wellington Carlos Pereira (Cocarive), com reconhecimento de R$ 2,5 mil; o terceiro colocado foi Luiz Evandro Ribeiro (Cooxupé), que levou o prêmio de R$ 1,5 mil; o quarto lugar foi de Carlos Alberto Cabral Campos (Incofex Armazéns Gerais Ltda.), com reconhecimento de R$ 1mil; e o quinto colocado entre os classificadores foi João Batista Jarduli (Corretora Café Responsável), com prêmio de R$ 1mil.
Escolhido pelo júri do Clube illy do Café, o ‘Fornecedor do Ano’ safra 2010/2011 foi Esmerino Joaquim Ribeiro do Vale, de Guaxupé (MG). O produtor e um acompanhante farão uma viagem cultural à Itália, onde conhecerão a sede da illycaffè, em Trieste, além da famosa cidade de Veneza.
O júri, que elegeu o produtor da região do Sul de Minas, foi composto por membros da illycaffè, da Assicafé, da Porto de Santos/illycaffè e da ADS, que consideraram critérios como: fidelidade no fornecimento; eficiência; pontualidade na entrega; condições do produto; correspondência do lote com a amostra original; ordem da documentação; cumprimento da qualidade e quantidades vendidas; participação no Programa de Reconhecimento às Melhores Práticas & Sustentabilidade; e participação no 20º Prêmio Ernesto Illy de Qualidade do Café para ‘Espresso’.
O ‘Diploma de Reconhecimento às Melhores Práticas e Sustentabilidade’, instituído desde 2008, foi concedido à Fazenda Córrego, de Santa Margarida (MG), região de Matas de Minas, de propriedade de Mauro Garcia Correia. Os outros quatro finalistas ao Diploma foram: Fazenda Jatobá, de Walter Cesar Dutra, localizada em São João do Manhuaçu (MG); Fazenda Santa Helena, de Ednilson Alves Dutra, em Caputira (MG); Fazenda Paraíso, de Jorge Barakat, em João Pinheiro (MG); e Fazenda Macaúbas de Cima, de Glaucio de Castro, em Patrocínio (MG).
Após a análise dos Questionários de Sustentabilidade – parte do Programa de Reconhecimento às Melhores Práticas & Sustentabilidade – respondidos pelos produtores do Clube illy do Café inscritos, e das visitas técnicas realizadas às cinco melhores classificadas, a comissão de avaliação considerou que as propriedades são sustentáveis sob o ponto de vista social, ambiental e econômico; possuem pelo menos uma certificação de sustentabilidade; e que empregam as boas práticas agrícolas.
O vencedor e os finalistas do 20º Prêmio Ernesto Illy de Qualidade do Café para ‘Espresso’ são:
1º Carlos André Dognani | Timburi (SP) São Paulo
2º Mariana de Carvalho Junqueira | Dom Viçoso (MG)Sul de Minas
3º Fazenda Sertãozinho Ltda | Botelhos (MG)Sul de Minas
4º Maron Aziz Alexandre | Cajuri (MG)Matas de Minas
5º Clovis Carvalho Filho | Campos Altos (MG)Cerrado
6º Luiz Flavio Pereira de Castro | Carmo de Minas (MG)Sul de Minas
7º Adolfo Henrique Vieira Ferreira | Monte Belo (MG)Sul de Minas
8º Marcelo José Rios | Araxá (MG)Cerrado
9º Lucia Maria da Silva Dias | São Sebastião da Grama (SP)São Paulo
10º Bruna Sella Ferreira | Tejupá (SP)São Paulo
sexta-feira, 18 de março de 2011
Café: preços internacionais estão fora da realidade, diz Illy
Café: preços internacionais estão fora da realidade, diz Illy
O presidente da torrefadora italiana illycaffè, Andrea Illy, considera que os preços internacionais do café estão fora da realidade. "As cotações atuais não estão refletindo necessariamente os fundamentos de mercado", diz. O leve déficit na produção global do grão e a queda dos estoques mundiais, aliados à especulação financeira, "levaram o preço a níveis mais altos do que deveria estar hoje", garante.
Na avaliação de Andrea Illy, um valor que garantiria boa remuneração ao produtor estaria hoje por volta de 160 centavos de dólar por libra-peso. Na visão do executivo, considerando os fundamentos altistas, a cotação do café poderia até alcançar perto de 200 centavos de dólar. Mas na Bolsa de Nova York o contrato futuro de café arábica tem oscilado bem acima desse valor. Nesta quinta-feira, o contrato para entrega em maio encerrou cotado em cerca de 270,90 centavos de dólar.
"O mercado de café tornou-se totalmente financeiro. Os atuais fundamentos do mercado físico estimularam a especulação", acrescenta Illy. Além disso, o comportamento das cotações do produto também passou a depender de outras commodities. "Já elevamos nossos preços duas vezes este ano e estudamos um terceiro aumento", afirma. De acordo com ele, esses reajustes são realizados paralelamente a um grande trabalho de comunicação com o consumidor.
Andrea Illy afirma que preço pago ao produtor de café praticamente dobrou nos últimos 12 meses. "O lucro dos produtores tem sido revertido em aumento de produtividade e qualidade dos grãos", garante. Illy lembra que os cafeicultores vinham enfrentando dificuldades nos últimos anos, em virtude do aumento do custo de produção, principalmente com mão de obra e insumos, além da valorização do real ante o dólar. "Os custos estavam aumentando, mas os preços pagos ao produtor não estavam acompanhando", explica.
O empresário ressalta que importantes países produtores de café têm apresentado frustração de safra, como Colômbia e nações da América Central. O Brasil, por sua vez, tem substituído outras origens, pois passou a "oferecer produto de alta qualidade", comenta Illy.
Com produção de melhor qualidade e redução da oferta de outros fornecedores, o Brasil já obteve da Bolsa de Nova York autorização para fazer a entrega de café naquele mercado a partir de 2013. Andrea Illy diz que a medida não deve ter reflexos na relação da empresa com os produtores brasileiros. Uma iniciativa que pode ser criada é a compra de café com base nos contratos futuros de Nova York. Seria uma alternativa em relação à compra direta, "mas existem riscos", observa. O produtor, por exemplo, pode não alcançar a qualidade exigida, embora pelo menos 600 fiéis cafeicultores estariam hoje aptos a cumprir esses contratos com a illycaffè.
A illycafé produz um só blend, com nove tipos diferentes de cafés. Na composição do produto, o grão brasileiro representa cerca de 50%. A torrefadora não informa o volume que compra anualmente dos cafeicultores brasileiros.
O presidente da torrefadora italiana illycaffè, Andrea Illy, considera que os preços internacionais do café estão fora da realidade. "As cotações atuais não estão refletindo necessariamente os fundamentos de mercado", diz. O leve déficit na produção global do grão e a queda dos estoques mundiais, aliados à especulação financeira, "levaram o preço a níveis mais altos do que deveria estar hoje", garante.
Na avaliação de Andrea Illy, um valor que garantiria boa remuneração ao produtor estaria hoje por volta de 160 centavos de dólar por libra-peso. Na visão do executivo, considerando os fundamentos altistas, a cotação do café poderia até alcançar perto de 200 centavos de dólar. Mas na Bolsa de Nova York o contrato futuro de café arábica tem oscilado bem acima desse valor. Nesta quinta-feira, o contrato para entrega em maio encerrou cotado em cerca de 270,90 centavos de dólar.
"O mercado de café tornou-se totalmente financeiro. Os atuais fundamentos do mercado físico estimularam a especulação", acrescenta Illy. Além disso, o comportamento das cotações do produto também passou a depender de outras commodities. "Já elevamos nossos preços duas vezes este ano e estudamos um terceiro aumento", afirma. De acordo com ele, esses reajustes são realizados paralelamente a um grande trabalho de comunicação com o consumidor.
Andrea Illy afirma que preço pago ao produtor de café praticamente dobrou nos últimos 12 meses. "O lucro dos produtores tem sido revertido em aumento de produtividade e qualidade dos grãos", garante. Illy lembra que os cafeicultores vinham enfrentando dificuldades nos últimos anos, em virtude do aumento do custo de produção, principalmente com mão de obra e insumos, além da valorização do real ante o dólar. "Os custos estavam aumentando, mas os preços pagos ao produtor não estavam acompanhando", explica.
O empresário ressalta que importantes países produtores de café têm apresentado frustração de safra, como Colômbia e nações da América Central. O Brasil, por sua vez, tem substituído outras origens, pois passou a "oferecer produto de alta qualidade", comenta Illy.
Com produção de melhor qualidade e redução da oferta de outros fornecedores, o Brasil já obteve da Bolsa de Nova York autorização para fazer a entrega de café naquele mercado a partir de 2013. Andrea Illy diz que a medida não deve ter reflexos na relação da empresa com os produtores brasileiros. Uma iniciativa que pode ser criada é a compra de café com base nos contratos futuros de Nova York. Seria uma alternativa em relação à compra direta, "mas existem riscos", observa. O produtor, por exemplo, pode não alcançar a qualidade exigida, embora pelo menos 600 fiéis cafeicultores estariam hoje aptos a cumprir esses contratos com a illycaffè.
A illycafé produz um só blend, com nove tipos diferentes de cafés. Na composição do produto, o grão brasileiro representa cerca de 50%. A torrefadora não informa o volume que compra anualmente dos cafeicultores brasileiros.
CFTC: fundos têm forte queda nas posições compradas em ICE
CFTC: fundos têm forte queda nas posições compradas em ICE
Dados da CFTC (Commodity Futures Trading Commission) divulgados nesta sexta-feira apontaram que os fundos tiveram uma queda de mais de 6,7 mil contratos em suas posições compradas no mercado futuro de café da bolsa de Nova Iorque. Já os contratos em aberto registraram uma retração expressiva em relação à semana anterior. Segundo os números apresentados, levando-se em consideração apenas as posições futuras, sem as opções, os grandes fundos possuíam 27.510 posições líquidas long (36.663 posições long — compradas — e 9.153 posições short — vendidas) no último dia 15 de março. No relatório anterior, referente a 08 de março, eles tinham em mãos 34.134 posições líquidas long (44.702 posições long — compradas — e 10.568 posições short — vendidas) As empresas comerciais registravam, no dia 15, um saldo de 30.386 posições líquidas short (65.281 posições compradas e 95.667 vendidas). No relatório anterior, elas sustentavam 38.622 posições líquidas short (63.107 posições compradas e 101.729 vendidas). Os pequenos operadores tinham, na terça-feira passada na ICE Futures US, um total de 2.876 posições líquidas compradas, sendo 9.902 compradas e 7.026 vendidas. No relatório referente a 08 de março, por sua vez, eles apresentavam 4.488 posições líquidas compradas, sendo 10.187 compradas e 5.699 vendidas. As posições em aberto na bolsa norte-americana eram de 122.449 lotes no dia 08 de março, ao passo que na semana anterior elas somaram 128.569 lotes.
Dados da CFTC (Commodity Futures Trading Commission) divulgados nesta sexta-feira apontaram que os fundos tiveram uma queda de mais de 6,7 mil contratos em suas posições compradas no mercado futuro de café da bolsa de Nova Iorque. Já os contratos em aberto registraram uma retração expressiva em relação à semana anterior. Segundo os números apresentados, levando-se em consideração apenas as posições futuras, sem as opções, os grandes fundos possuíam 27.510 posições líquidas long (36.663 posições long — compradas — e 9.153 posições short — vendidas) no último dia 15 de março. No relatório anterior, referente a 08 de março, eles tinham em mãos 34.134 posições líquidas long (44.702 posições long — compradas — e 10.568 posições short — vendidas) As empresas comerciais registravam, no dia 15, um saldo de 30.386 posições líquidas short (65.281 posições compradas e 95.667 vendidas). No relatório anterior, elas sustentavam 38.622 posições líquidas short (63.107 posições compradas e 101.729 vendidas). Os pequenos operadores tinham, na terça-feira passada na ICE Futures US, um total de 2.876 posições líquidas compradas, sendo 9.902 compradas e 7.026 vendidas. No relatório referente a 08 de março, por sua vez, eles apresentavam 4.488 posições líquidas compradas, sendo 10.187 compradas e 5.699 vendidas. As posições em aberto na bolsa norte-americana eram de 122.449 lotes no dia 08 de março, ao passo que na semana anterior elas somaram 128.569 lotes.
Starbucks CEO Schultz Blames 'Speculation' For High Coffee Prices
.
NEW ORLEANS (Dow Jones)--Current coffee prices, trading at multi-year highs,
are the result of financial speculation and are detrimental to the industry,
Starbucks Corp's (SBUX) chief executive Howard Schultz said Friday.
"I think it's artificial. I think financial speculation has really stepped
into the market," said Schultz, speaking at the National Coffee Association's
annual meeting in New Orleans.
Arabica coffee prices have prices have surged more than 44% over the past six
months on IntercontinentalExchange, fueled partly by bad weather in major
producing nations, such as Colombia, the top producer of mild washed arabica
beans.
On Wednesday, Kraft Foods Inc. (KFT) raised its U.S. prices 20% per pound
equivalent for its Maxwell House and Yuban ground coffees. Last month, J.M.
Smucker (SJM) raised prices by 10% for many of its coffee brands.
But Schultz said the increases could turn consumers off: "I think, in the
long term, we as an industry will suffer as the consumer is not going to
respond positively to [increased] coffee prices."
NEW ORLEANS (Dow Jones)--Current coffee prices, trading at multi-year highs,
are the result of financial speculation and are detrimental to the industry,
Starbucks Corp's (SBUX) chief executive Howard Schultz said Friday.
"I think it's artificial. I think financial speculation has really stepped
into the market," said Schultz, speaking at the National Coffee Association's
annual meeting in New Orleans.
Arabica coffee prices have prices have surged more than 44% over the past six
months on IntercontinentalExchange, fueled partly by bad weather in major
producing nations, such as Colombia, the top producer of mild washed arabica
beans.
On Wednesday, Kraft Foods Inc. (KFT) raised its U.S. prices 20% per pound
equivalent for its Maxwell House and Yuban ground coffees. Last month, J.M.
Smucker (SJM) raised prices by 10% for many of its coffee brands.
But Schultz said the increases could turn consumers off: "I think, in the
long term, we as an industry will suffer as the consumer is not going to
respond positively to [increased] coffee prices."
Japan Coffee Demand Could Weaken Post-Quake -All Japan Coffee Association
Demand for coffee may weaken in Japan as last week's
devastating earthquake made urgent basic supplies a priority.
"Coffee is [a] nonessential beverage," Saeki Kunitoshi of the All Japan
Coffee Association, a Tokyo-based industry group, said in an interview. "They
want pure water first and foremost in the devastated area."
Japan was the world's third-largest coffee importer last year after the
United States and Germany, according to the International Coffee Organization.
devastating earthquake made urgent basic supplies a priority.
"Coffee is [a] nonessential beverage," Saeki Kunitoshi of the All Japan
Coffee Association, a Tokyo-based industry group, said in an interview. "They
want pure water first and foremost in the devastated area."
Japan was the world's third-largest coffee importer last year after the
United States and Germany, according to the International Coffee Organization.
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