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quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Exportações de café devem atingir recorde com folga neste ano

O país deverá somar 32,5 milhões de sacas comercializadas no exterior, com valor superior a US$ 5,5 bilhões. No ano passado, as exportações somaram 30,3 milhões de sacas, no valor de US$ 4,3 bilhões.

Guilherme Braga, diretor-geral do Conselho Brasileiro dos Ex­­portadores de Café (Cecafé), diz que, mantido o ritmo de vendas de outubro (3,4 milhões de sacas), as exportações do país superarão 10 milhões de sacas com folga de um mês de embarques.

Os mais recentes dados de exportações da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) indicam receitas de US$ 616 milhões para novembro, valor próximo do recorde de US$ 638 milhões de outubro.

A maior presença do Brasil no mercado internacional se deve ao recuo das exportações de países tradicionais, como a Colômbia. Apesar da boa safra brasileira, os preços não tiveram tendência de baixa

Café: vendas começam a ser postergadas para 2011

02 de dezembro de 2010

O mercado cafeeiro seguiu lento nessa quarta-feira (1). Colaboradores do Cepea comentam que o mês de dezembro geralmente já é mais calmo e, nesta temporada, a lentidão pode ser ainda maior. Isto porque, com a proximidade do final do ano, negociantes já começam a se preocupar com a declaração do imposto de renda, segundo pesquisas do Cepea.

Como o cenário de preços elevados impulsionou os negócios no correr desta safra, a tendência é de redução nas vendas neste mês, na tentativa de minimizar os impostos. Já há relatos, inclusive, de produtores interessados em realizar vendas para entrega e pagamento apenas em 2011. Quanto aos preços, o Indicador CEPEA/ESALQ do arábica tipo 6 bebida dura para melhor, posto na capital paulista, foi de R$ 360,73/saca de 60 kg nessa quarta-feira, 1º, ligeira queda de 0,1% em relação ao de terça (30).

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

La Niña prejudica produção de café da Indonésia

O país perde a terceira posição no ranking mundial de produtores de café

Fonte: Agrimoney

A Indonésia devolverá à Colômbia o terceiro lugar no ranking mundial de produtores de café graças às chuvas que prejudicaram as colheitas do país devido ao fenômeno climático La Niña. O escritório do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) em Jakarta descartou as previsões de aumento para 9,6 milhões de toneladas a produção de café da Indonésia em 2010-11 depois de \"maiores e mais intensivas chuvas em áreas produtoras de café da Indonésia. Os maiores níveis de chuvas impactaram os rendimentos de produção, bem como a capacidade dos produtores de secar seus grãos após a colheita\", diz o relatório.

As condições chuvosas têm também aumentado as infestações de broca do café, que, de forma incomum, afetaram grãos arábica, bem como de robusta.

O escritório do USDA cortou para 8,1 milhões de toneladas sua previsão para produção total de café, representando um declínio de 14,9% com relação ao ano anterior, e com reduções estimadas para a colheita de robusta, variedade historicamente favorecida no país, e produção dos grãos de maior valor arábica, que o Governo está tentando estimular.

Nesse nível, a produção de café da Indonésia cairá para menos que a produção da Colômbia, que, de acordo com um outro relatório do USDA, em 2010-11 deverá ser de 9 milhões de toneladas. A produção na Colômbia também foi prejudicada por questões climáticas, com a ferrugem do café se espalhando em um número estimado de 15% dos cafezais. Entretanto, a colheita nesse país deverá mostrar uma recuperação em longo prazo graças ao programa de replantio, que está vendo as primeiras novas árvores em produção.

Relatórios com previsões climáticas oficiais da Austrália disseram que o padrão climático La Niña, que foi responsabilizado por alagamentos no Sudeste da Ásia e condições de seca na América do Sul, provavelmente \"persistirá durante o verão do hemisfério sul e durante o primeiro trimestre de 2011\".

Embora as temperaturas mais baixas que o normal das águas superficiais do Pacifico, tipicamente associadas com o La Niña, tenham começado a aquecer, as águas mais embaixo estão \"até 4 graus Celsius mais frias que o normal\", disse a Agência de Meteorologia da Austrália. \"As condições do La Niña enfraqueceram levemente, mas continuam firmes no Pacífico tropical\".

Exportação mundial de café apresentou elevação de 4,5% em outubro

A exportação mundial de café apresentou elevação de 4,5% em outubro passado, em comparação com o mesmo mês de 2009. Foram embarcadas 7,85 milhões de sacas ante 7,51 milhões de sacas em 2009. A informação foi divulgada hoje pela Organização Internacional do Café (OIC). A exportação mundial nos últimos 12 meses do ano cafeeiro apresentou redução de cerca de 4,3%, para 93,6 milhões de sacas, em comparação com perto de 97,8 milhões de sacas no período anterior. Nos últimos 12 meses, encerrados em outubro de 2010, a exportação de café arábica totalizou 61,8 milhões de sacas, em comparação com volume praticamente inalterado no período anter ior. O embarque de robusta no período foi de 31,8 milhões de sacas, em comparação com 36 milhões de sacas.

Boletim Diario do Mercado de Café - 30 Novembro 2010.

O Mercado físico de café trabalhou o dia sem muitos negócios saindo até R$ 370,00 para cafés mais finos, mas mantendo os mesmosníveis de ontem. Para cafés Safra 10/11 de R$ 360,00 a R$ 365,00, com 15% de catação, e para cafés com 20% de catação R$ 355,00 a 360,00.

O fechamento do café arábica BMF para o vencimento Mar/11 foi a US$ 240,80 com 1,85 de baixa, totalizando um volume de 3.952 contratos. Saiu Spread de Dez/Mar de 0,20 a 2,80. Observamos arbitragem Dez/Mar de -20,50 a -19,00; Mar/Mar de 18,50 a 20,00; Set/Set de 20,50 a21,00. O mercado de café BMF trabalhou o dia em baixa, acompanhando a pressão do mercado de NY, chegando a mínima a 239,40. A queda no cenáriointernacional também pressionou o mercado.

O mercado de café para o vencimento Março encerrou cotado a 201,20, com 145pontos de queda, e range entre 200,15 e 204,00. Iniciando a sessão desta terça-feira com relativo movimento de correção à queda assistida ontem, a cotação do café logo em sua abertura perfez sua máxima do dia a 204,00, quando então vendas em escala foram notadas. O continuo e negativo movimento do euro frente ao dólar, ajudou de certaforma a pressionar a commodity, levando-o então rapidamente a atuar por grande parte da manhã nos níveis de seu fechamento, entre o range de 202,00 e203,00. A contínua pressão das vendas no mercado fez com que o grão perdesse tal suporte, levando numa ativação de stops, até a mínima de 200,15, onde então encontrou defesa de compras. Num leve movimento de recuperação, o café trabalhou durante grande parte do dia com certo suporte de 202,00, fato que, num fraco volume de negócios, fechou o dia cotado a 201,20. Na sessão de hoje não desceu nenhum canudo, totalizando no acumulado do período 216 canudos. As médias móveis de 40, 100 e 200 dias estão compreendidas em 199,50 / 186,30 e 165,10 respectivamente. De acordo com a Cecafé, os embarques de Novembro (entre os dias 01 e 29) somam 2.466.947 sacas, uma variação negativa de 0,4% em relação ao mesmo período do mês anterior. O café Londres Janeiro/11 encerrou cotado a 1792, com 13 pontos de alta, num range de 1759 e 1792.

NOVA ENTIDADE COM O OBJETIVO DE INTEGRAR, REPRESENTAR E PROMOVER AS “REGIÕES PRODUTORAS DO CAFÉ DO BRASIL” SERÁ CRIADA

São Paulo, 17 de novembro de 2010, um marco histórico para cafeicultura Brasileira. Em reunião realizada junto às associações e representantes de diversas regiões produtoras do café do Brasil, decidiram pela criação de uma nova entidade que terá como objetivo principal a integração e representação das regiões cafeicultoras e seus produtores, na defesa de seus reais interesses. A ideia vem sendo discutida e desenhada há mais de 8 meses e leva em conta as significativas mudanças da cafeicultura e as tendências emergentes dos consumidores com relação a valorização da “origem” dos produtos que consomem.

A reunião foi aberta ao público e estiveram presentes na mesma representantes e cafeicultores das regiões da Alta Mogiana, Baixa Mogiana, Bahia, Cerrado Mineiro, Paraná, e Sul de Minas, além de representantes de empresas, associações e cooperativas, que juntos discutiram a proposta inicial do estatuto de fundação da nova associação.

Por que uma nova entidade?

Percebemos que, praticamente toda a cadeia do café está organizada, de acordo com cada área de atuação, temos os setores da indústria da torrefação e solúvel, exportadores e grandes produtores de cafés especiais por exemplo, sendo representados com legitimidade por entidades próprias que defendem os interesses de cada setor. Isto não acontece com os produtores e as regiões produtoras, que não possuem uma representação abrangente, que possa defender os reais interesses do setor produtivo.

O ponto inicial

Pela primeira vez na história do agronegócio café, temos regiões produtoras se organizando e algumas delas já estão representadas por entidades. Neste cenário entendemos estar diante de uma oportunidade única: ter uma representação legitimada e controlada pelos próprios produtores, por meio da “Associação das Origens Produtoras do Café do Brasil”.

A associação

Uma nova entidade: neutra e democrática, que tenha legitimidade e ideais em comum, que acredite que o futuro da cafeicultura brasileira está na integração e na valorização das regiões e de seus produtores. “Buscamos novas formas de pensar e agir, junto aos produtores que querem fazer diferente e com estratégias fundamentadas”.

Para defender os interesses das “Origens Produtoras do Café do Brasil” três pilares:

Organização e Integração das regiões visando desenvolvimento.
Foco no desenvolvimento e a na valorização das regiões e seus produtores.

Representatividade Política.
Foco na defesa dos reais interesses das regiões cafeeiras e dos seus produtores.

Promoção e marketing das “Origens Produtoras do Café do Brasil”.
Foco no desenvolvimento de estratégias e ações institucionais para a marca.


A estrutura organizacional

A nova entidade é aberta para todas as regiões produtoras de cafés no Brasil, demarcadas oficialmente ou não.

Cada região será representada por uma entidade definida pelos produtores daquela região, essas entidades formarão o “Conselho Deliberativo”, que será o órgão maior. Independente do tamanho da área da região ou da produtividade, cada região terá direito a duas cadeiras e um voto.
Uma “Diretoria Administrativa” composta por 4 membros e o “Conselho Fiscal” composto de 3 membros, serão escolhidos pelo “Conselho Deliberativo”, e terão o papel de gerenciar e fiscalizar a nova Associação.

Próximos passos

Uma nova reunião acontecerá também em São Paulo – Capital. Estão programadas como atividades, a definição dos membros do “Conselho Deliberativo”, assim como serão discutidas a definição das primeiras ações estratégicas. Esta próxima reunião será fechada às regiões produtoras que já se inscreveram e às regiões que solicitarem participação.

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Americana Sara Lee compra paranaense Café Damasco

Sara Lee compra paranaense Café Damasco
SÃO PAULO - A americana Sara Lee fechou acordo para comprar a brasileira Café
Damasco, que tem sede em Curitiba. Embora não tenha revelado especificamente o
preço da oferta, a compradora informou que vai pagar um valor próximo ao que a
empresa registra em receita anual. Em 2009, segundo a Sara Lee, a Café Damasco
teve receita líquida de cerca de R$ 100 milhões. A transação, que deve ser
fechada amanhã, ainda precisa da aprovação das autoridades antitruste.
"A aquisição da Café Damasco vai criar uma posição forte para a Sara Lee no
território brasileiro, dada sua presença na região Sul", comentou, em nota, o
diretor da divisão internacional de bebidas e panificação da companhia
americana, Frank van Oers. "A transação também proporcionará sinergias
industriais para nossa planta em São Paulo, assim como melhorar a
competitividade no Nordeste, graças à excelente fábrica da Damasco naquela
área."
A Café Damasco foi fundada em 1960 e é uma das sete maiores empresas de
torrefação de café do país, com capacidade de produção de 5,6 milhões de quilos
por mês, segundo o site da companhia. Tem uma fábrica com mais de 200
funcionários em Curitiba e um complexo industrial em Salvador. Entre suas
marcas estão Bom Taí, Maracanã, Palheta e Copacabana (esta para exportação). A
Sara Lee já é líder do mercado brasileiro de café, com as marcas Pilão,
Caboclo, Café do Ponto, Moka e Seleto.aranaense Café Damasco

Já faltam mudas para o plantio de café

Já faltam mudas para o plantio de café

Há tempos que os fundamentos do mercado de café não criavam um ambiente tão
favorável para a valorização dos preços da commodity. O aumento do consumo
internacional e doméstico, mesmo após um cenário de crise global, e a oferta
mais apertada, depois da redução da safra colombiana e dos países da América
Central, já fizeram com que as cotações subissem 47,3% na bolsa de Nova York em
2010, apesar da queda de 1,29% em novembro, como mostram cálculos do Valor Data
até o dia 26.
A conjuntura para o café é tão favorável que no Brasil, maior produtor e
exportador do planeta, já está difícil encontrar até mudas para serem
adquiridas. A valorização dos preços nos últimos meses foi tão intensa que os
viveiristas - como são chamados os produtores de mudas - de alguns dos
principais polos do país não conseguiram atender à demanda de quem deixou a
decisão de comprar as novas plantas para a última a hora.
Em Minas Gerais, responsável por 52,3% da oferta nacional de café, não há mais
mudas disponíveis. Dono do maior parque cafeeiro do país, com 3,11 bilhões de
pés em produção e outros 473,7 milhões em formação, o Estado tem necessidade
média de 155 milhões de mudas novas por ano, considerando-se uma taxa de
renovação de 5%. "Em Minas Gerais não existe mais muda para comprar. Pague o
preço que for, hoje já não é mais possível encontrar quem tenha mudas para
vender", afirma Antônio Carlos Paulino, presidente da Cooxupé, maior
cooperativa de café do mundo.
Segundo Paulino, o preço médio do milheiro de mudas no início do ano estava em
R$ 250, mas apenas para quem fechava contratos de compras naquele momento e
para entrega entre outubro e novembro. Para quem optou por fazer as compras no
mercado disponível, apenas no momento do plantio, o preço médio do lote de mil
mudas subiu de 30% a 50%, dependendo do período de compra.
"O valor das mudas acompanha o preço da saca. Quem acertou a compra antes pagou
menos do que quem deixou para a última hora. O fato é que quem quer comprar
agora não consegue mais", afirma Paulino.
Em São Paulo, segundo maior produtor de café arábica do Brasil, com um parque
cafeeiro total de 446,2 milhões de pés, a situação não é diferente. De acordo
com dados da Secretaria de Agricultura do Estado, a disponibilidade de mudas
este foi inferior que em 2009. A expectativa dos viveiristas para a oferta de
mudas para 2010 é também menor que a do ano passado. O plano anual dos
viveiristas paulistas de 2009 previa a oferta de 21,3 milhões de mudas,
enquanto para este ano a disponibilidade de mudas foi reduzida para 21,3
milhões, quase 35% a menos.
O desestímulo dos produtores de mudas está relacionado com os preços. Em
novembro do ano passado, o valor médio da saca de café, segundo o Centro de
Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), era de R$ 272,55. Em maio,
quando a produção de mudas começa, a saca de café já valia R$ 289. O preço
chegou a R$ 355 em novembro, 30% mais do que no mesmo período do ano passado.
"Ainda não conseguimos quantificar exatamente, mas já é possível sentir uma
migração de áreas de pastagem e grãos para o café. Foi esse efeito manada que
pegou os viveiristas no contrapé e fez com que a disponibilidade de mudas
ficasse mais ajustada", diz Celso Vegro, pesquisador do Instituto de Economia
Agrícola (IEA), órgão da Secretaria de Agricultura paulista.
Há 12 anos no negócio de mudas, o produtor Walter Garcia Bronzi vendeu neste
ano 1,5 milhão de mudas a partir dos dois viveiros que tem no interior
paulista, em Batatais e Altinópolis. A disponibilidade do produtor acabou há
dois meses, apesar de o período de plantio do café durar de dezembro a
fevereiro.
"E se eu tivesse mais um milhão teria para quem vender. Nunca vi uma demanda
tão grande quanto a desse ano, tanto que consegui vender a unidade por entre R$
0,35 e R$ 0,40 este ano, sendo que o preço historicamente varia de R$ 0,20 a R$
0,25", afirma Bronzi.

SE ESFORÇANDO PARA SUBIR MAIS

SE ESFORÇANDO PARA SUBIR MAIS

Quase 2 trilhões de dólares evaporaram no mercado mundial de ações nas últimas 3 semanas, inicialmente por causa da nova onda de turbulência na zona do euro, depois em função da expectativa de retração monetária da China e recentemente com a tensão/ataque entre as Coreias.

Como consequência os investidores correram para a moeda americana, e fizeram com que o índice do dólar (cesta que é composta por seis moedas) subisse 2.41% nos últimos cinco dias, sendo que apenas o Euro desvalorizou 3.15% contra o dólar.

A crise na Europa está brava, e depois do pacote de ajuda da Grécia – que correspondeu a cerca de 47% do PIB do país – e do atual pacote à Irlanda – que pode chegar a quase 60% de seu PIB – o mercado especula sobre a próxima vítima, sendo que Portugal é o mais cotado no momento. O risco é de uma contaminação ainda maior na comunidade europeia, e a catástrofe seria ter Espanha no olho do furacão, já que sua economia é maior do que a soma dos três países acima.

As commodities por sua vez continuam voláteis. Inclusive nesta semana foi publicado um artigo no Wall Street Journal apontando que a volatilidade de um dos índices de commodities, o DJ-UBS (antigo AIG index) está no maior nível desde setembro de 2009, ou em 25% (30 dias). Isto é bem acima da volatilidade do índice de ações S&P, que está em 12.5%. Nossos leitores, e principalmente aqueles que operam commodities, têm sentido isto na pele, e a notícia serve para mostrar que não estão sozinhos na dor, o que não serve muito de consolo, mas... – tem uma frase em inglês que diz que “a angústia (misery) aprecia companhia”.

Seguindo o “novo-padrão” de oscilação, o café em Nova Iorque negociou entre US$ 201.45 e US$ 213.25 centavos por libra nas últimas quatro sessões, sendo que na terça-feira entre mínima e máxima o intervalo foi de US$ 10.15 centavos. Quando tudo dava a impressão que os preços poderiam afundar mais, o mercado recuperou em simpatia com praticamente todas as outras commodities, e encerrou o dia nas altas. Na quarta-feira e na sexta-feira (quinta foi feriado), os preços escorregaram de novo, porém os dois pregões tiveram volumes bem abaixo da média.

O mercado londrino, que no meio de outubro ajudou o arábica na ICE a subir, agora pode ser o vilão e levar o contrato americano para baixo. O aumento de disponibilidade de grãos no Vietnã, e o interesse dos produtores locais em garantir os preços atuais, tem sido responsáveis pela falta da capacidade do mercado futuro em sair das mínimas. Nova Iorque tem uma figura técnica negativa também, o chamado “ombro-cabeça-ombro” (head-and-shoulders), que aponta para uma queda dos preços para US$ 175.15 centavos caso o contrato de março de 2011 rompa US$ 198.30 centavos. É mercado de gente grande!!

Olhando para o mercado físico podemos notar que a entrada da safra dos cafés suaves da Colômbia e América Central trouxeram os diferenciais para patamares mais próximos dos níveis históricos, e com isso o lavado brasileiro cai nominalmente para diferenciais de apenas um dígito positivo. Cafés brasileiros naturais foram vendidos com diferenciais largos, com negócios reportados até o final de 2011 – nada em volume muito grande.

Para finalizar vale notar que o volume de dinheiro investido nos mercados de commodities subiu de 321 bilhões de dólares para 344 bilhões em outubro. Considerando o ano de 2010 o incremento é de 7.2 bilhões até agora, em comparação com o mesmo período em 2009. Resta saber quanto mais será investido neste tipo de ativo, ou pior (baixista), como se comportará o investidor caso o dólar continue a valorizar.

Com o ano acabando, parece que o Brasil apenas aparecerá para vender a bolsa caso ela venha a subir novamente, ou caso o real desvalorize. Entretanto outras origens ainda precisam vender, e para complicar um pouco, da mesma forma que os fundos de investimento ajudaram a levar o mercado para cima, uma liquidação parcial deles pode causar fraqueza no curto-prazo. Para quem precisa vender, é bom aproveitar, pois como sempre escreve o consultor que abriga estes comentários: “lucro não quebra ninguém”.

Uma ótima semana e muito bons negócios para todos.
Rodrigo Corrêa da Costa