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quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Boletim Diario do Mercado de Café - 30 Novembro 2010.

O Mercado físico de café trabalhou o dia sem muitos negócios saindo até R$ 370,00 para cafés mais finos, mas mantendo os mesmosníveis de ontem. Para cafés Safra 10/11 de R$ 360,00 a R$ 365,00, com 15% de catação, e para cafés com 20% de catação R$ 355,00 a 360,00.

O fechamento do café arábica BMF para o vencimento Mar/11 foi a US$ 240,80 com 1,85 de baixa, totalizando um volume de 3.952 contratos. Saiu Spread de Dez/Mar de 0,20 a 2,80. Observamos arbitragem Dez/Mar de -20,50 a -19,00; Mar/Mar de 18,50 a 20,00; Set/Set de 20,50 a21,00. O mercado de café BMF trabalhou o dia em baixa, acompanhando a pressão do mercado de NY, chegando a mínima a 239,40. A queda no cenáriointernacional também pressionou o mercado.

O mercado de café para o vencimento Março encerrou cotado a 201,20, com 145pontos de queda, e range entre 200,15 e 204,00. Iniciando a sessão desta terça-feira com relativo movimento de correção à queda assistida ontem, a cotação do café logo em sua abertura perfez sua máxima do dia a 204,00, quando então vendas em escala foram notadas. O continuo e negativo movimento do euro frente ao dólar, ajudou de certaforma a pressionar a commodity, levando-o então rapidamente a atuar por grande parte da manhã nos níveis de seu fechamento, entre o range de 202,00 e203,00. A contínua pressão das vendas no mercado fez com que o grão perdesse tal suporte, levando numa ativação de stops, até a mínima de 200,15, onde então encontrou defesa de compras. Num leve movimento de recuperação, o café trabalhou durante grande parte do dia com certo suporte de 202,00, fato que, num fraco volume de negócios, fechou o dia cotado a 201,20. Na sessão de hoje não desceu nenhum canudo, totalizando no acumulado do período 216 canudos. As médias móveis de 40, 100 e 200 dias estão compreendidas em 199,50 / 186,30 e 165,10 respectivamente. De acordo com a Cecafé, os embarques de Novembro (entre os dias 01 e 29) somam 2.466.947 sacas, uma variação negativa de 0,4% em relação ao mesmo período do mês anterior. O café Londres Janeiro/11 encerrou cotado a 1792, com 13 pontos de alta, num range de 1759 e 1792.

NOVA ENTIDADE COM O OBJETIVO DE INTEGRAR, REPRESENTAR E PROMOVER AS “REGIÕES PRODUTORAS DO CAFÉ DO BRASIL” SERÁ CRIADA

São Paulo, 17 de novembro de 2010, um marco histórico para cafeicultura Brasileira. Em reunião realizada junto às associações e representantes de diversas regiões produtoras do café do Brasil, decidiram pela criação de uma nova entidade que terá como objetivo principal a integração e representação das regiões cafeicultoras e seus produtores, na defesa de seus reais interesses. A ideia vem sendo discutida e desenhada há mais de 8 meses e leva em conta as significativas mudanças da cafeicultura e as tendências emergentes dos consumidores com relação a valorização da “origem” dos produtos que consomem.

A reunião foi aberta ao público e estiveram presentes na mesma representantes e cafeicultores das regiões da Alta Mogiana, Baixa Mogiana, Bahia, Cerrado Mineiro, Paraná, e Sul de Minas, além de representantes de empresas, associações e cooperativas, que juntos discutiram a proposta inicial do estatuto de fundação da nova associação.

Por que uma nova entidade?

Percebemos que, praticamente toda a cadeia do café está organizada, de acordo com cada área de atuação, temos os setores da indústria da torrefação e solúvel, exportadores e grandes produtores de cafés especiais por exemplo, sendo representados com legitimidade por entidades próprias que defendem os interesses de cada setor. Isto não acontece com os produtores e as regiões produtoras, que não possuem uma representação abrangente, que possa defender os reais interesses do setor produtivo.

O ponto inicial

Pela primeira vez na história do agronegócio café, temos regiões produtoras se organizando e algumas delas já estão representadas por entidades. Neste cenário entendemos estar diante de uma oportunidade única: ter uma representação legitimada e controlada pelos próprios produtores, por meio da “Associação das Origens Produtoras do Café do Brasil”.

A associação

Uma nova entidade: neutra e democrática, que tenha legitimidade e ideais em comum, que acredite que o futuro da cafeicultura brasileira está na integração e na valorização das regiões e de seus produtores. “Buscamos novas formas de pensar e agir, junto aos produtores que querem fazer diferente e com estratégias fundamentadas”.

Para defender os interesses das “Origens Produtoras do Café do Brasil” três pilares:

Organização e Integração das regiões visando desenvolvimento.
Foco no desenvolvimento e a na valorização das regiões e seus produtores.

Representatividade Política.
Foco na defesa dos reais interesses das regiões cafeeiras e dos seus produtores.

Promoção e marketing das “Origens Produtoras do Café do Brasil”.
Foco no desenvolvimento de estratégias e ações institucionais para a marca.


A estrutura organizacional

A nova entidade é aberta para todas as regiões produtoras de cafés no Brasil, demarcadas oficialmente ou não.

Cada região será representada por uma entidade definida pelos produtores daquela região, essas entidades formarão o “Conselho Deliberativo”, que será o órgão maior. Independente do tamanho da área da região ou da produtividade, cada região terá direito a duas cadeiras e um voto.
Uma “Diretoria Administrativa” composta por 4 membros e o “Conselho Fiscal” composto de 3 membros, serão escolhidos pelo “Conselho Deliberativo”, e terão o papel de gerenciar e fiscalizar a nova Associação.

Próximos passos

Uma nova reunião acontecerá também em São Paulo – Capital. Estão programadas como atividades, a definição dos membros do “Conselho Deliberativo”, assim como serão discutidas a definição das primeiras ações estratégicas. Esta próxima reunião será fechada às regiões produtoras que já se inscreveram e às regiões que solicitarem participação.

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Americana Sara Lee compra paranaense Café Damasco

Sara Lee compra paranaense Café Damasco
SÃO PAULO - A americana Sara Lee fechou acordo para comprar a brasileira Café
Damasco, que tem sede em Curitiba. Embora não tenha revelado especificamente o
preço da oferta, a compradora informou que vai pagar um valor próximo ao que a
empresa registra em receita anual. Em 2009, segundo a Sara Lee, a Café Damasco
teve receita líquida de cerca de R$ 100 milhões. A transação, que deve ser
fechada amanhã, ainda precisa da aprovação das autoridades antitruste.
"A aquisição da Café Damasco vai criar uma posição forte para a Sara Lee no
território brasileiro, dada sua presença na região Sul", comentou, em nota, o
diretor da divisão internacional de bebidas e panificação da companhia
americana, Frank van Oers. "A transação também proporcionará sinergias
industriais para nossa planta em São Paulo, assim como melhorar a
competitividade no Nordeste, graças à excelente fábrica da Damasco naquela
área."
A Café Damasco foi fundada em 1960 e é uma das sete maiores empresas de
torrefação de café do país, com capacidade de produção de 5,6 milhões de quilos
por mês, segundo o site da companhia. Tem uma fábrica com mais de 200
funcionários em Curitiba e um complexo industrial em Salvador. Entre suas
marcas estão Bom Taí, Maracanã, Palheta e Copacabana (esta para exportação). A
Sara Lee já é líder do mercado brasileiro de café, com as marcas Pilão,
Caboclo, Café do Ponto, Moka e Seleto.aranaense Café Damasco

Já faltam mudas para o plantio de café

Já faltam mudas para o plantio de café

Há tempos que os fundamentos do mercado de café não criavam um ambiente tão
favorável para a valorização dos preços da commodity. O aumento do consumo
internacional e doméstico, mesmo após um cenário de crise global, e a oferta
mais apertada, depois da redução da safra colombiana e dos países da América
Central, já fizeram com que as cotações subissem 47,3% na bolsa de Nova York em
2010, apesar da queda de 1,29% em novembro, como mostram cálculos do Valor Data
até o dia 26.
A conjuntura para o café é tão favorável que no Brasil, maior produtor e
exportador do planeta, já está difícil encontrar até mudas para serem
adquiridas. A valorização dos preços nos últimos meses foi tão intensa que os
viveiristas - como são chamados os produtores de mudas - de alguns dos
principais polos do país não conseguiram atender à demanda de quem deixou a
decisão de comprar as novas plantas para a última a hora.
Em Minas Gerais, responsável por 52,3% da oferta nacional de café, não há mais
mudas disponíveis. Dono do maior parque cafeeiro do país, com 3,11 bilhões de
pés em produção e outros 473,7 milhões em formação, o Estado tem necessidade
média de 155 milhões de mudas novas por ano, considerando-se uma taxa de
renovação de 5%. "Em Minas Gerais não existe mais muda para comprar. Pague o
preço que for, hoje já não é mais possível encontrar quem tenha mudas para
vender", afirma Antônio Carlos Paulino, presidente da Cooxupé, maior
cooperativa de café do mundo.
Segundo Paulino, o preço médio do milheiro de mudas no início do ano estava em
R$ 250, mas apenas para quem fechava contratos de compras naquele momento e
para entrega entre outubro e novembro. Para quem optou por fazer as compras no
mercado disponível, apenas no momento do plantio, o preço médio do lote de mil
mudas subiu de 30% a 50%, dependendo do período de compra.
"O valor das mudas acompanha o preço da saca. Quem acertou a compra antes pagou
menos do que quem deixou para a última hora. O fato é que quem quer comprar
agora não consegue mais", afirma Paulino.
Em São Paulo, segundo maior produtor de café arábica do Brasil, com um parque
cafeeiro total de 446,2 milhões de pés, a situação não é diferente. De acordo
com dados da Secretaria de Agricultura do Estado, a disponibilidade de mudas
este foi inferior que em 2009. A expectativa dos viveiristas para a oferta de
mudas para 2010 é também menor que a do ano passado. O plano anual dos
viveiristas paulistas de 2009 previa a oferta de 21,3 milhões de mudas,
enquanto para este ano a disponibilidade de mudas foi reduzida para 21,3
milhões, quase 35% a menos.
O desestímulo dos produtores de mudas está relacionado com os preços. Em
novembro do ano passado, o valor médio da saca de café, segundo o Centro de
Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), era de R$ 272,55. Em maio,
quando a produção de mudas começa, a saca de café já valia R$ 289. O preço
chegou a R$ 355 em novembro, 30% mais do que no mesmo período do ano passado.
"Ainda não conseguimos quantificar exatamente, mas já é possível sentir uma
migração de áreas de pastagem e grãos para o café. Foi esse efeito manada que
pegou os viveiristas no contrapé e fez com que a disponibilidade de mudas
ficasse mais ajustada", diz Celso Vegro, pesquisador do Instituto de Economia
Agrícola (IEA), órgão da Secretaria de Agricultura paulista.
Há 12 anos no negócio de mudas, o produtor Walter Garcia Bronzi vendeu neste
ano 1,5 milhão de mudas a partir dos dois viveiros que tem no interior
paulista, em Batatais e Altinópolis. A disponibilidade do produtor acabou há
dois meses, apesar de o período de plantio do café durar de dezembro a
fevereiro.
"E se eu tivesse mais um milhão teria para quem vender. Nunca vi uma demanda
tão grande quanto a desse ano, tanto que consegui vender a unidade por entre R$
0,35 e R$ 0,40 este ano, sendo que o preço historicamente varia de R$ 0,20 a R$
0,25", afirma Bronzi.

SE ESFORÇANDO PARA SUBIR MAIS

SE ESFORÇANDO PARA SUBIR MAIS

Quase 2 trilhões de dólares evaporaram no mercado mundial de ações nas últimas 3 semanas, inicialmente por causa da nova onda de turbulência na zona do euro, depois em função da expectativa de retração monetária da China e recentemente com a tensão/ataque entre as Coreias.

Como consequência os investidores correram para a moeda americana, e fizeram com que o índice do dólar (cesta que é composta por seis moedas) subisse 2.41% nos últimos cinco dias, sendo que apenas o Euro desvalorizou 3.15% contra o dólar.

A crise na Europa está brava, e depois do pacote de ajuda da Grécia – que correspondeu a cerca de 47% do PIB do país – e do atual pacote à Irlanda – que pode chegar a quase 60% de seu PIB – o mercado especula sobre a próxima vítima, sendo que Portugal é o mais cotado no momento. O risco é de uma contaminação ainda maior na comunidade europeia, e a catástrofe seria ter Espanha no olho do furacão, já que sua economia é maior do que a soma dos três países acima.

As commodities por sua vez continuam voláteis. Inclusive nesta semana foi publicado um artigo no Wall Street Journal apontando que a volatilidade de um dos índices de commodities, o DJ-UBS (antigo AIG index) está no maior nível desde setembro de 2009, ou em 25% (30 dias). Isto é bem acima da volatilidade do índice de ações S&P, que está em 12.5%. Nossos leitores, e principalmente aqueles que operam commodities, têm sentido isto na pele, e a notícia serve para mostrar que não estão sozinhos na dor, o que não serve muito de consolo, mas... – tem uma frase em inglês que diz que “a angústia (misery) aprecia companhia”.

Seguindo o “novo-padrão” de oscilação, o café em Nova Iorque negociou entre US$ 201.45 e US$ 213.25 centavos por libra nas últimas quatro sessões, sendo que na terça-feira entre mínima e máxima o intervalo foi de US$ 10.15 centavos. Quando tudo dava a impressão que os preços poderiam afundar mais, o mercado recuperou em simpatia com praticamente todas as outras commodities, e encerrou o dia nas altas. Na quarta-feira e na sexta-feira (quinta foi feriado), os preços escorregaram de novo, porém os dois pregões tiveram volumes bem abaixo da média.

O mercado londrino, que no meio de outubro ajudou o arábica na ICE a subir, agora pode ser o vilão e levar o contrato americano para baixo. O aumento de disponibilidade de grãos no Vietnã, e o interesse dos produtores locais em garantir os preços atuais, tem sido responsáveis pela falta da capacidade do mercado futuro em sair das mínimas. Nova Iorque tem uma figura técnica negativa também, o chamado “ombro-cabeça-ombro” (head-and-shoulders), que aponta para uma queda dos preços para US$ 175.15 centavos caso o contrato de março de 2011 rompa US$ 198.30 centavos. É mercado de gente grande!!

Olhando para o mercado físico podemos notar que a entrada da safra dos cafés suaves da Colômbia e América Central trouxeram os diferenciais para patamares mais próximos dos níveis históricos, e com isso o lavado brasileiro cai nominalmente para diferenciais de apenas um dígito positivo. Cafés brasileiros naturais foram vendidos com diferenciais largos, com negócios reportados até o final de 2011 – nada em volume muito grande.

Para finalizar vale notar que o volume de dinheiro investido nos mercados de commodities subiu de 321 bilhões de dólares para 344 bilhões em outubro. Considerando o ano de 2010 o incremento é de 7.2 bilhões até agora, em comparação com o mesmo período em 2009. Resta saber quanto mais será investido neste tipo de ativo, ou pior (baixista), como se comportará o investidor caso o dólar continue a valorizar.

Com o ano acabando, parece que o Brasil apenas aparecerá para vender a bolsa caso ela venha a subir novamente, ou caso o real desvalorize. Entretanto outras origens ainda precisam vender, e para complicar um pouco, da mesma forma que os fundos de investimento ajudaram a levar o mercado para cima, uma liquidação parcial deles pode causar fraqueza no curto-prazo. Para quem precisa vender, é bom aproveitar, pois como sempre escreve o consultor que abriga estes comentários: “lucro não quebra ninguém”.

Uma ótima semana e muito bons negócios para todos.
Rodrigo Corrêa da Costa

sábado, 27 de novembro de 2010

Boletim semanal Escritório Carvalhaes - Mercado de café não se alterou esta semana

Santos, sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Escritório Carvalhaes

O mercado de café não se alterou esta semana. As bolsas de futuro continuaram apresentando fortes oscilações, sendo que a ICE Futures US, não trabalhou ontem, quinta-feira, devido ao dia de Ação de Graças nos EUA, operando hoje com poucos negócios.

No físico brasileiro continuou intensa a procura por lotes de café arábica de boa qualidade e finos, enquanto que os de qualidade média a fraca só encontram interessados com grande deságio em relação aos primeiros.

Como exemplo, hoje duas grandes empresas compradoras estavam no mercado com ofertas ao redor dos duzentos e trinta reais por saca para lotes de café arábica, da safra corrente, com bebida rio (mesma base praticada desde março de 2007). Os lotes de cereja descascada de melhor qualidade são comercializados entre quatrocentos e quatrocentos e vinte reais por saca, portanto com o ágio chegando a 83% (para comparação, em março de 2007 os cereja descascada valiam entre 270 e 275 reais).

Esse diferencial, aliado às análises de muitos operadores que consideram um pico de mercado os preços praticados para os melhores cafés, explica porque não existe uma corrida para aumentar a área plantada com café e um grande número de produtores não mostra entusiasmo com o atual momento da cafeicultura. As oportunidades que estão surgindo no campo da agro energia, madeira, grãos, laranja e algodão, parecem chamar mais a atenção dos agricultores.

Compradores do exterior, analistas e observadores do mercado de café costumam visitar cafezais de ponta de regiões produtoras de cafés finos, como o cerrado mineiro (responsável por menos de 10% da safra brasileira), e acabam tendo uma visão distorcida da produção brasileira como um todo. Essas regiões realmente entusiasmam e estão investindo bastante, mas não são representativas de boa parte da produção brasileira de café. O que temos de nos perguntar é se o aumento de produção com os bons tratos culturais e renovação dos cafezais dessas regiões de cafés finos não será neutralizado pelo desânimo e desestímulo à produção de café em muitas outras regiões que estão assistindo a alta de binóculo.

Até o dia 25, os embarques de novembro estavam em 2.000.207 sacas de arábica e 61.472 sacas de conillon, somando 2.061.679 sacas de café verde, mais 137.947 sacas de solúvel, contra 2.228.313 sacas no mesmo dia do mês anterior. Até o dia 25, os pedidos de emissão de certificados de origem para embarque em novembro totalizavam 2.766.108 sacas, contra 2.815.450 sacas no mesmo dia do mês anterior.

A bolsa de Nova Iorque – ICE, do fechamento do dia 19, sexta-feira, até o fechamento de hoje, sexta-feira, dia 26, caiu nos contratos para entrega em março próximo, 855 pontos ou US$ 11,30 (R$ 19,53) por saca. Em reais por saca, as cotações para entrega em março próximo na ICE fecharam no dia 12, a R$ 480,08/saca e hoje, dia 26, a R$ 463,33/saca. Hoje, sexta-feira, nos contratos para entrega em março, a bolsa de Nova Iorque fechou com baixa de 475 pontos.

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

EFEITOS DOS ACORDOS INTERNACIONAIS DO CAFÉ PARA O BRASIL NO PERÍODO DE 1960 A 1992 Por Carlos Eduardo de Andrade

Ao ler o artigo, Líderes Defendem Adesão do Brasil a Acordo para Café, a carta do Rufino e a carta do Celso Vegro, no site www.cafepoit.com.br resolvi fazer uma revisão de literatura sobre o assunto, AIC - Acordo Internacional do Café , na tentativa de enriquecer a discussão

Entre os anos de 1960 e 1992, os preços do café apresentaram alto grau de instabilidade no mercado internacional, como resultado das variações da oferta e da demanda (CAIXETA e SÃO JOSÉ, 1990).

No caso de produtos exportados com inelasticidade preço na demanda externa , as causas da instabilidade interna de preços são as flutuações dos preços internacionais e a taxa de câmbio (HOMEM DE MELO, 1981).

Portanto, quando o preço do café cai, há queda na renda dos produtores e desemprego no campo, empurrando o pequeno produtor e uma grande parte de trabalhadores rurais para a periferia das grandes cidades, o que contribui para aumentar o desemprego de parcela significativa da população .

O excesso ou a escassez de café no mercado internacional é que provoca oscilações nos preços e leva os países importadores e países produtores a tentarem acordos internacionais, visto que o comércio em nível de mercado não consegue estabilizar os preços.

Os interesses políticos e econômicos são diferentes entre os países produtores e os países consumidores. Os países produtores têm muitas vezes nos produtos agrícolas a sua principal fonte de divisas. No caso do café, sabe-se que as principais empresas importadoras, são multinacionais do setor de alimentos.

Os grandes entraves, entre os países, para se conseguir a estabilização de preço são:

a) Os níveis dos custos sociais e políticos dos acordos;
b) O nível da cota de exportação de cada país; e
c) Falta de definição do estoque regulador e de quem arcará com o seu custo.

O Acordo Internacional do café (AIC) que visava estabilização de preços vigorou entre 1962 e 1972 e teve suas cláusulas econômicas suspensas entre 1972 e 1980. Estas foram restabelecidas em setembro de 1980 e vigoraram até fevereiro de 1986, quando foram novamente suspensas até outubro de 1987; vigoraram desta data até julho de 1989, estando suspensas até os dias atuais.

Para estudar, no comércio internacional, os excedentes econômicos gerados por estes acordos, faz-se necessário o uso das curvas de oferta de exportação e de demanda de exportação, consideradas como excesso de oferta e excesso de demanda.

O nível de preço no Brasil (país exportador) é inferior ao preço de equilíbrio dos países consumidores, pressupondo-se condição autárquica.

A curva de excesso de oferta ou oferta de exportação do país exportador demonstra as quantidades disponíveis para exportação em diferentes preços. Essa curva é derivada do país exportador, tendo a sua origem no preço de equilíbrio. Portanto, as quantidades ofertadas acima deste preço são consideradas excesso de oferta.

A curva de excesso de demanda, ou demanda de importação, dos países importadores indica as quantidades que gostariam de importar, em diferentes preços, sendo essa curva derivada do país importador, originada no preço de equilíbrio . Portanto, as quantidades demandadas abaixo desse preço são consideradas excesso de demanda.

O Brasil, como principal exportador de café, tem participação relativamente grande no mercado mundial, podendo influenciar o preço de equilíbrio no mercado internacional.

Com o preço do comércio internacional estabilizado, por políticas de estabilização do país exportador, os produtores perdem e os consumidores do país importador ganham.

Quando há excesso de oferta e os preços estão estabilizados, os produtores do país exportador ganham e os consumidores do país importador perdem.

O estudo e a análise da estabilização do preço, pode ser quantificado em função das estimativas dos excedentes do produtor e do consumidor , que se fundamentam na teoria da utilidade e na teoria da produção, que têm suas origens em MARSHALL (1961), cujos conceitos foram aplicados por diversos autores (PANIAGO,1969; PASSARINHO,1980; VELLUTINI,1985; MENEZES,1987; TERRA, 1988 e ANDRADE,1995).

O excedente do consumidor, segundo MARSHALL (1961), é definido como \"a quantia máxima que o consumidor estaria disposto a pagar por dado volume do bem menos a quantia que realmente paga\".

O excedente do produtor é dado pela diferença entre o que é recebido da venda do produto e o total mínimo requerido para induzir o vendedor a desfazer-se do produto, ou seja, conforme CONTADOR (1988), o excedente do produtor é \"a diferença entre a variação na receita e a variação no custo. É, portanto, a variação do lucro\".

Dessa forma, o excedente do produtor pode ser determinado pela diferença entre o benefício social e o excedente do consumidor.

A equação de demanda em nível de agregado, para o mercado mundial, tem que levar em conta a demanda de exportação, a demanda doméstica, a formação de estoque etc. Além do mais, no estudo, considera-se o mercado de exportação e importação do produto brasileiro, pois o Brasil é um país significativo na produção mundial de café. Faz-se, portanto, a pressuposição de \"país grande\" na teoria de comércio internacional.

O efeito da estabilização é uma questão empírica. Sem conhecimento empírico dos fatores importantes, incluindo a forma (funcional) das curvas de oferta e demanda, suas elasticidades, natureza e causas de deslocamentos ou mudanças nas curvas, é impossível determinar, com certeza, o impacto da estabilização na renda.

Turnovsky (1974) citado por VELLUTINI (1985) e Just e Hallam (1978), chamam a atenção para os deslocamentos das curvas de oferta e demanda, dos efeitos tardios na variação da elasticidade no estudo dos efeitos da estabilização na receita do produtor. Turnovsky concluiu que a manutenção dos preços estáveis, tanto para o exportador quanto para o importador, não tem origem nas forças que tornam os preços instáveis, dependem, sim, exclusivamente da forma funcional ou da curvatura de oferta e demanda.

Para o cálculo do excedente de oferta (oferta de exportação) e de demanda (demanda de exportação) de café do Brasil, foram usados os dados do período de 1960 a 1992. Este período caracterizou-se por uma grande instabilidade de preços externos, correspondente a fases alternadas de superprodução e escassez do produto, e presença ou ausência do Acordo Internacional do Café.

Como os modelos de oferta e demanda de exportação apresentam, entre os componentes explicativos, variáveis endógenas (Pt) e em razão da equação ser superidentificada, fez-se necessária a utilização do método de estimação de equações simultâneas, o Mínimo Quadrado de Dois Estágios (MQ2E) para a demanda, e a oferta foi estimada pelo Mínimo Quadrado Ordinário (MQO).

Ao avaliar o excedente do consumidor somente pela demanda ordinária, pode-se estar distorcendo os resultados. Portanto, para uma análise mais detalhada e precisa dos excedentes dos consumidores em políticas de estabilização, sugere-se o uso das curvas de demanda compensada.

Segundo GARCIA (1993), \"enquanto a curva de demanda ordinária representa a quantidade que um consumidor maximizador de utilidade, com um dado nível de renda, demandará a cada preço, a curva de demanda compensada, mostra a quantidade que um consumidor demandará a cada preço, assumindo que sua renda é ajustada de maneira que ele permaneça sobre sua curva de indiferença original\".

A curva de demanda compensada mostra o efeito substituição, e a curva de demanda ordinária reflete o efeito substituição mais o efeito renda segundo WILLIG (1976). Assim, se o bem for inelástico, a utilidade marginal do dinheiro pode ser considerada constante, dessa forma a demanda compensada coincide com a demanda ordinária.

FERREIRA (1993) diz que se a proporção da renda do consumidor gasta com o produto for pequena, a diferença encontrada ao se utilizar o conceito de excedente é também muito pequena ao se usar a demanda ordinária em vez da demanda compensada.

Escolheram-se para pesquisa os países maiores consumidores de café: Estados Unidos da América (EUA) e União Européia (UE).

Os dados utilizados foram referentes ao período de 1960 a 1992 e foram obtidos de publicações de instituições que realizam pesquisas nas áreas de comércio internacional de café e demais produtos.

Uma vez disponíveis as estimativas estruturais das curvas de oferta e curvas de demanda de exportação, transformaram-se as equações estruturais em equações reduzidas, Q=f(P) onde Q significa oferta de exportação e p significa o preço de exportação.Nos trabalhos foram analisadas as seguintes alternativas:

a) Cálculo dos excedentes em que o limite da variação do preço é o preço de equilíbrio da equação de oferta de exportação, sem o AIC, com a equação de demanda de xportação sem o AIC e o preço médio dos 15 anos sem o AIC.

b) Cálculo dos excedentes em que o limite de variação de preço é o preço de equilíbrio da equação de oferta de exportação com o AIC, com a equação de demanda de exportação com o AIC e o preço médio observado nos 18 anos com o AIC.

c) Cálculo dos excedentes em que o limite de variação de preços é o preço de equilíbrio da equação de oferta de exportação com o AIC, com a equação de demanda de exportação com o AIC,

Uma vez definidos os preços-limites (Pn), determinados anteriormente pelas várias alternativas possíveis, e definidos os preços de equilíbrio(Po) e igualando as equações reduzidas de oferta de exportação com a de demanda de exportação, com e sem AIC, calcularam-se os excedentes dos consumidores, os excedentes do produtores e o benefício social dos efeitos de estabilização de preços ou seja, os efeitos do Acordos Internacionais do Café no período de 1960 a 1992.

Com a metodologia utilizada calculou-se as perdas e os ganhos líquidos do país exportador (Brasil) e dos consumidores internacionais (países Importadores), advindos da presença e ausência do Acordo Internacional. Compararam-se as variabilidades máxima e mínima à média de preços observados dos 15 anos, sem a presença das cláusulas econômicas do AIC, e à média dos preços observados nos 18 anos, com a presença dessas cláusulas, para conhecer os efeitos gerados pela política de estabilização de preços.

Em todas as situações os consumidores(países importadores) tiveram ganhos líquidos, enquanto o produtor (Brasil) e a sociedade tiveram perdas líquidas no comércio internacional do café, no período estudado.

As situações em que as perdas foram maiores foram para as situações, onde o AIC estabeleceu faixas máximas e mínimas de preço. Essas perdas foram maiores nestas situações em função dos seguintes fatos:

Primeiro - Os preços de mercado da saca de café, de 1981 a 1985, período do estabelecimento da faixa mínima e máxima (US$ 160 a US$ 186,2 por saca), estavam abaixo da faixa mínima, sendo a média no período US$ 129,53;

Segundo - Neste mesmo período, o IBC adotou a estratégia de \"Avisos de Garantia\" (títulos a serem descontados nas futuras aquisições), ou seja, o importador recebia a diferença entre o preço oficial de venda do Brasil e a média das cotações do café de outras origens. Estes \"Avisos de Garantia\" eram, na verdade, subsídios aos consumidores; e

Terceiro - A situação é apenas hipotética, uma vez que tal faixa não foi cumprida pelos países consumidores.

Quando se compararam o preço de equilíbrio das equações de oferta, com o AIC, as equações de demanda, nas quais o AIC altera a inclinação ou o intercepto, e as médias dos preços de mercado dos 18 anos com cláusula econômica do AIC, situações mais realistas, observou-se que as alternativas não são tão discrepantes, mas que apenas existiram em hipóteses em face do não-cumprimento das faixas de oscilações do preço. O Brasil perdeu.

Essas perdas são sociais, elas são perdas num todo, no \"agregado\", não significa porém que todos da cadeia café, produção, comercialização interna e exportadores brasileiros perderam.

Nas situações de livre mercado, em que se compararam o preço de equilíbrio das equações de oferta de exportação, sem o AIC, as equações de demanda, sem o AIC, e o preço médio dos 15 anos, sem a intervenção do AIC, situações também mais realistas, percebeu-se também que houve perda para a sociedade e para o Brasil em valores mais palpáveis que os do período de vigência do AIC.

O fato de o Brasil e a sociedade terem tido perda em todas as situações pode estar relacionado com um número reduzido de empresas no mercado internacional do café. Estas empresas absorveram os excedentes.

Além do mais, no caso do café, são mais de 50 países produtores, muitos dos quais com economias frágeis, e a maioria dos governos intervêm na tentativa de defender os interesses nacionais. Ocorre, ainda, uma brutal disparidade de forças dos importadores perante as instituições oficiais. Além disso, como observaram JUST & HALLAM (1978), a maioria dos estudos empíricos tem levado em conta regras arbitrárias de transações de estoques reguladores, como níveis de preço.

A investigação teórica, porém, já demonstrou que a eficiência econômica leva a formação de estoques reguladores, mesmo a preços próximos do normal e normalmente os encargos de manutenção dos estoques reguladores recaem sobre os países produtores.

Na atividade cafeeira, em particular, o governo brasileiro estabeleceu diversas políticas, como:

Controle de produção, preço de garantia, preços mínimos de registro, cota de contribuição, política de intervenção do IBC e as políticas cambiais, que, além de afetarem os preços recebidos pelos produtores, interferiram nos preços pagos pelos importadores. Ainda, esta política cambial interferiu nos preços pagos aos insumos importados utilizados na produção, como os fertilizantes e os defensivos (LOGATO, 1993).

Os resultados acima mostram que o Brasil perdeu excedentes econômicos com a política de comércio internacional em todo o período estudado, tanto no curto quanto no longo prazo, tendo em vista que ao se calcularem as elasticidades de longo prazo, tanto para a oferta quanto para a demanda de exportação, praticamente não houve alteração de valor.

Por outro lado, o Brasil também não ganhou com os preços instáveis no mercado internacional do café. Talvez estas informações estejam ligadas ao fato de que o Brasil, ao tentar garantir o preço do produto isoladamente, por intermédio da política de controle da oferta, incentivou outros países a produzirem café e perdeu mercado, e isso quer dizer que a política adotada pelo Brasil em relação ao café não foi correta.

Também, há de se levar em conta que, até a extinção do IBC, o governo alterava as regras e interferia no mercado nacional, à revelia da sociedade produtora e integrante de toda a cadeia produtiva do café, no intuito de reforçar o caixa e financiar o setor industrial nascente.

Os resultados encontrados mostram que o Brasil vêm, até os dias atuais, adotando política de comércio internacional equivocada e que a escassez de estudos detalhados sobre o comércio internacional de café induz a correntes em direções opostas: uma favorável à volta do acordo e outra contra

Uma desvantagem seria o AIC se transformar em incentivo para os países menos expressivos, via mercado internacional, aumentar a produção e ganhar mercado, em detrimento dos países já tradicionais.

BIBLIOGRAFIA

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WILLIG, R.D. Consumer surplus without apology. Amer. Ec. Rev., 66(4):589-97, 1976.

Brasil deve produzir safra recorde de café em 2013

Brasil deve produzir safra recorde de café em 2013


A próxima safra brasileira de café deve chegar a 42 milhões de sacas. O volume, o melhor da história para um ano de baixa produção devido à bianualidade da cultura, deve embalar o ciclo seguinte. Para 2012/2013, espera-se que o País supere a marca das 50 milhões de sacas. Os números são da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). No melhor no ano de safra cheia do Brasil, em 2002, foram produzidas 48,48 milhões de sacas.

Apesar das áreas de plantio do café não acumularem expansões nos últimos anos, a produção segue crescendo, segundo a Conab. De acordo com a estatal, a temporada 2010/2011 deve ser encerrada com 2.082.430 hectares, ante os 2.092.909 hectares cultivados no ano passado.

Este ano, a produção, que acabou em outubro, deve mesmo fechar em torno 47,2 milhões de sacas, o que representa um aumento de 19% ante a safra anterior, e apenas 2% se comparado à safra de 2008.

Para Airton Camargo, superintendente de Agronegócio da Conab, o setor está optando agora por qualidade e produtividade. "A área foi menor este ano e a produção foi maior, isso se deve à melhoria nas condições para o café. O produtor tem a expectativa de melhor preço; o tratamento que eles estão dando a planta é melhor e existem também novas lavouras. Tudo isso colabora para essa fase", afirma.

No interior de São Paulo, a produtora de café da Fazenda Nova Cintra, Ana Lúcia, atestou a tendência de investimentos para gerar mais qualidade ao grão brasileiro. "Estamos investindo muito, trocando lavoura, mecanizando processos para, dessa forma, conseguir mais qualidade e produtividade em nossas áreas. Sempre cuidamos muito bem da nossa lavoura, e ainda vamos melhorar bastante", disse.

Para Camargo, o resultado disso já é visível e, no ano que vem - que será de baixa produção - o Brasil poderá atingir uma colheita de até 42 milhões de sacas, reduzindo ainda mais a diferença entre anos de alta e baixa produção. "A diferença entre os anos está caindo, mas nunca será igual: em um ano a plantação rende mais e no outro, com a planta mais cansada, ela produz menos. Agora se não batermos o recorde este ano, o faremos em 2013, quando vejo uma produção superior a 50 milhões de sacas".

Ele também lembrou que os resultados deste ano, junto com a valorização do grão, serviu para dar mais confiança ao produtor, que conseguiu arcar com os custos e ainda guardar uma parte do lucro para futuros investimentos. "O produtor está vendendo a bons preços o café este ano. Com isso, os investimentos nas lavouras com irrigação, adubo e cuidados na limpeza podem ficar mais intensos, e melhorar a qualidade de seu produto".

"Ao que parece todos os ventos sopram para o lado do café, isso porque além de firmar um bom estoque, com a colheita deste ano, e obter bons preços em sua venda, o produtor contará ainda com a expectativa de estabilidade nos preços até o meio do ano que vem", afirmou Gil Carlos Barabach, analista da Safras & Mercado.

"Esta é uma alta consistente, pois tem fundamento nos estoques baixos e na escassez de café de qualidade. A safra do ano que vem do Brasil será uma safra baixa, então esperamos que até o meio do ano que vem teremos um mercado com os preços estáveis por conta da pouca oferta".

Para ele, o produtor teve neste ano um volume maior e um preço muito bom, que serviu para ordenar os gastos e planejar futuros investimentos tanto em qualidade quanto em produtividade.

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Mercado do dia

O café fecha a 207,45 com 310 pontos de baixa.O mercado se consolida entre 202 e 212 tendo 202 de suporte e 212 de resistência respectivamente.
Nenhum trade pode começar com um gráfico com esta configuração.O mercado com esta configuração tem que ter alguma noticia para mandar para alguns do lados .
Particularmente gostaria de um recuo para fazer uma entrada na ponta compradora para março.
O dólar fecha em baixa a semana curta pelo feriado de ação de graças nos EUA nos deixa de fora do mercado.
Para o mercado físico o produtor deve esperar o teste do topo em 212 para vender o que devera ocorrer na semana que vem
Bons negócios a todos
Wagner Pimentel
WWW.cafezinhocomamigos.blogspot.com