Ao ler o artigo, Líderes Defendem Adesão do Brasil a Acordo para Café, a carta do Rufino e a carta do Celso Vegro, no site www.cafepoit.com.br resolvi fazer uma revisão de literatura sobre o assunto, AIC - Acordo Internacional do Café , na tentativa de enriquecer a discussão
Entre os anos de 1960 e 1992, os preços do café apresentaram alto grau de instabilidade no mercado internacional, como resultado das variações da oferta e da demanda (CAIXETA e SÃO JOSÉ, 1990).
No caso de produtos exportados com inelasticidade preço na demanda externa , as causas da instabilidade interna de preços são as flutuações dos preços internacionais e a taxa de câmbio (HOMEM DE MELO, 1981).
Portanto, quando o preço do café cai, há queda na renda dos produtores e desemprego no campo, empurrando o pequeno produtor e uma grande parte de trabalhadores rurais para a periferia das grandes cidades, o que contribui para aumentar o desemprego de parcela significativa da população .
O excesso ou a escassez de café no mercado internacional é que provoca oscilações nos preços e leva os países importadores e países produtores a tentarem acordos internacionais, visto que o comércio em nível de mercado não consegue estabilizar os preços.
Os interesses políticos e econômicos são diferentes entre os países produtores e os países consumidores. Os países produtores têm muitas vezes nos produtos agrícolas a sua principal fonte de divisas. No caso do café, sabe-se que as principais empresas importadoras, são multinacionais do setor de alimentos.
Os grandes entraves, entre os países, para se conseguir a estabilização de preço são:
a) Os níveis dos custos sociais e políticos dos acordos;
b) O nível da cota de exportação de cada país; e
c) Falta de definição do estoque regulador e de quem arcará com o seu custo.
O Acordo Internacional do café (AIC) que visava estabilização de preços vigorou entre 1962 e 1972 e teve suas cláusulas econômicas suspensas entre 1972 e 1980. Estas foram restabelecidas em setembro de 1980 e vigoraram até fevereiro de 1986, quando foram novamente suspensas até outubro de 1987; vigoraram desta data até julho de 1989, estando suspensas até os dias atuais.
Para estudar, no comércio internacional, os excedentes econômicos gerados por estes acordos, faz-se necessário o uso das curvas de oferta de exportação e de demanda de exportação, consideradas como excesso de oferta e excesso de demanda.
O nível de preço no Brasil (país exportador) é inferior ao preço de equilíbrio dos países consumidores, pressupondo-se condição autárquica.
A curva de excesso de oferta ou oferta de exportação do país exportador demonstra as quantidades disponíveis para exportação em diferentes preços. Essa curva é derivada do país exportador, tendo a sua origem no preço de equilíbrio. Portanto, as quantidades ofertadas acima deste preço são consideradas excesso de oferta.
A curva de excesso de demanda, ou demanda de importação, dos países importadores indica as quantidades que gostariam de importar, em diferentes preços, sendo essa curva derivada do país importador, originada no preço de equilíbrio . Portanto, as quantidades demandadas abaixo desse preço são consideradas excesso de demanda.
O Brasil, como principal exportador de café, tem participação relativamente grande no mercado mundial, podendo influenciar o preço de equilíbrio no mercado internacional.
Com o preço do comércio internacional estabilizado, por políticas de estabilização do país exportador, os produtores perdem e os consumidores do país importador ganham.
Quando há excesso de oferta e os preços estão estabilizados, os produtores do país exportador ganham e os consumidores do país importador perdem.
O estudo e a análise da estabilização do preço, pode ser quantificado em função das estimativas dos excedentes do produtor e do consumidor , que se fundamentam na teoria da utilidade e na teoria da produção, que têm suas origens em MARSHALL (1961), cujos conceitos foram aplicados por diversos autores (PANIAGO,1969; PASSARINHO,1980; VELLUTINI,1985; MENEZES,1987; TERRA, 1988 e ANDRADE,1995).
O excedente do consumidor, segundo MARSHALL (1961), é definido como \"a quantia máxima que o consumidor estaria disposto a pagar por dado volume do bem menos a quantia que realmente paga\".
O excedente do produtor é dado pela diferença entre o que é recebido da venda do produto e o total mínimo requerido para induzir o vendedor a desfazer-se do produto, ou seja, conforme CONTADOR (1988), o excedente do produtor é \"a diferença entre a variação na receita e a variação no custo. É, portanto, a variação do lucro\".
Dessa forma, o excedente do produtor pode ser determinado pela diferença entre o benefício social e o excedente do consumidor.
A equação de demanda em nível de agregado, para o mercado mundial, tem que levar em conta a demanda de exportação, a demanda doméstica, a formação de estoque etc. Além do mais, no estudo, considera-se o mercado de exportação e importação do produto brasileiro, pois o Brasil é um país significativo na produção mundial de café. Faz-se, portanto, a pressuposição de \"país grande\" na teoria de comércio internacional.
O efeito da estabilização é uma questão empírica. Sem conhecimento empírico dos fatores importantes, incluindo a forma (funcional) das curvas de oferta e demanda, suas elasticidades, natureza e causas de deslocamentos ou mudanças nas curvas, é impossível determinar, com certeza, o impacto da estabilização na renda.
Turnovsky (1974) citado por VELLUTINI (1985) e Just e Hallam (1978), chamam a atenção para os deslocamentos das curvas de oferta e demanda, dos efeitos tardios na variação da elasticidade no estudo dos efeitos da estabilização na receita do produtor. Turnovsky concluiu que a manutenção dos preços estáveis, tanto para o exportador quanto para o importador, não tem origem nas forças que tornam os preços instáveis, dependem, sim, exclusivamente da forma funcional ou da curvatura de oferta e demanda.
Para o cálculo do excedente de oferta (oferta de exportação) e de demanda (demanda de exportação) de café do Brasil, foram usados os dados do período de 1960 a 1992. Este período caracterizou-se por uma grande instabilidade de preços externos, correspondente a fases alternadas de superprodução e escassez do produto, e presença ou ausência do Acordo Internacional do Café.
Como os modelos de oferta e demanda de exportação apresentam, entre os componentes explicativos, variáveis endógenas (Pt) e em razão da equação ser superidentificada, fez-se necessária a utilização do método de estimação de equações simultâneas, o Mínimo Quadrado de Dois Estágios (MQ2E) para a demanda, e a oferta foi estimada pelo Mínimo Quadrado Ordinário (MQO).
Ao avaliar o excedente do consumidor somente pela demanda ordinária, pode-se estar distorcendo os resultados. Portanto, para uma análise mais detalhada e precisa dos excedentes dos consumidores em políticas de estabilização, sugere-se o uso das curvas de demanda compensada.
Segundo GARCIA (1993), \"enquanto a curva de demanda ordinária representa a quantidade que um consumidor maximizador de utilidade, com um dado nível de renda, demandará a cada preço, a curva de demanda compensada, mostra a quantidade que um consumidor demandará a cada preço, assumindo que sua renda é ajustada de maneira que ele permaneça sobre sua curva de indiferença original\".
A curva de demanda compensada mostra o efeito substituição, e a curva de demanda ordinária reflete o efeito substituição mais o efeito renda segundo WILLIG (1976). Assim, se o bem for inelástico, a utilidade marginal do dinheiro pode ser considerada constante, dessa forma a demanda compensada coincide com a demanda ordinária.
FERREIRA (1993) diz que se a proporção da renda do consumidor gasta com o produto for pequena, a diferença encontrada ao se utilizar o conceito de excedente é também muito pequena ao se usar a demanda ordinária em vez da demanda compensada.
Escolheram-se para pesquisa os países maiores consumidores de café: Estados Unidos da América (EUA) e União Européia (UE).
Os dados utilizados foram referentes ao período de 1960 a 1992 e foram obtidos de publicações de instituições que realizam pesquisas nas áreas de comércio internacional de café e demais produtos.
Uma vez disponíveis as estimativas estruturais das curvas de oferta e curvas de demanda de exportação, transformaram-se as equações estruturais em equações reduzidas, Q=f(P) onde Q significa oferta de exportação e p significa o preço de exportação.Nos trabalhos foram analisadas as seguintes alternativas:
a) Cálculo dos excedentes em que o limite da variação do preço é o preço de equilíbrio da equação de oferta de exportação, sem o AIC, com a equação de demanda de xportação sem o AIC e o preço médio dos 15 anos sem o AIC.
b) Cálculo dos excedentes em que o limite de variação de preço é o preço de equilíbrio da equação de oferta de exportação com o AIC, com a equação de demanda de exportação com o AIC e o preço médio observado nos 18 anos com o AIC.
c) Cálculo dos excedentes em que o limite de variação de preços é o preço de equilíbrio da equação de oferta de exportação com o AIC, com a equação de demanda de exportação com o AIC,
Uma vez definidos os preços-limites (Pn), determinados anteriormente pelas várias alternativas possíveis, e definidos os preços de equilíbrio(Po) e igualando as equações reduzidas de oferta de exportação com a de demanda de exportação, com e sem AIC, calcularam-se os excedentes dos consumidores, os excedentes do produtores e o benefício social dos efeitos de estabilização de preços ou seja, os efeitos do Acordos Internacionais do Café no período de 1960 a 1992.
Com a metodologia utilizada calculou-se as perdas e os ganhos líquidos do país exportador (Brasil) e dos consumidores internacionais (países Importadores), advindos da presença e ausência do Acordo Internacional. Compararam-se as variabilidades máxima e mínima à média de preços observados dos 15 anos, sem a presença das cláusulas econômicas do AIC, e à média dos preços observados nos 18 anos, com a presença dessas cláusulas, para conhecer os efeitos gerados pela política de estabilização de preços.
Em todas as situações os consumidores(países importadores) tiveram ganhos líquidos, enquanto o produtor (Brasil) e a sociedade tiveram perdas líquidas no comércio internacional do café, no período estudado.
As situações em que as perdas foram maiores foram para as situações, onde o AIC estabeleceu faixas máximas e mínimas de preço. Essas perdas foram maiores nestas situações em função dos seguintes fatos:
Primeiro - Os preços de mercado da saca de café, de 1981 a 1985, período do estabelecimento da faixa mínima e máxima (US$ 160 a US$ 186,2 por saca), estavam abaixo da faixa mínima, sendo a média no período US$ 129,53;
Segundo - Neste mesmo período, o IBC adotou a estratégia de \"Avisos de Garantia\" (títulos a serem descontados nas futuras aquisições), ou seja, o importador recebia a diferença entre o preço oficial de venda do Brasil e a média das cotações do café de outras origens. Estes \"Avisos de Garantia\" eram, na verdade, subsídios aos consumidores; e
Terceiro - A situação é apenas hipotética, uma vez que tal faixa não foi cumprida pelos países consumidores.
Quando se compararam o preço de equilíbrio das equações de oferta, com o AIC, as equações de demanda, nas quais o AIC altera a inclinação ou o intercepto, e as médias dos preços de mercado dos 18 anos com cláusula econômica do AIC, situações mais realistas, observou-se que as alternativas não são tão discrepantes, mas que apenas existiram em hipóteses em face do não-cumprimento das faixas de oscilações do preço. O Brasil perdeu.
Essas perdas são sociais, elas são perdas num todo, no \"agregado\", não significa porém que todos da cadeia café, produção, comercialização interna e exportadores brasileiros perderam.
Nas situações de livre mercado, em que se compararam o preço de equilíbrio das equações de oferta de exportação, sem o AIC, as equações de demanda, sem o AIC, e o preço médio dos 15 anos, sem a intervenção do AIC, situações também mais realistas, percebeu-se também que houve perda para a sociedade e para o Brasil em valores mais palpáveis que os do período de vigência do AIC.
O fato de o Brasil e a sociedade terem tido perda em todas as situações pode estar relacionado com um número reduzido de empresas no mercado internacional do café. Estas empresas absorveram os excedentes.
Além do mais, no caso do café, são mais de 50 países produtores, muitos dos quais com economias frágeis, e a maioria dos governos intervêm na tentativa de defender os interesses nacionais. Ocorre, ainda, uma brutal disparidade de forças dos importadores perante as instituições oficiais. Além disso, como observaram JUST & HALLAM (1978), a maioria dos estudos empíricos tem levado em conta regras arbitrárias de transações de estoques reguladores, como níveis de preço.
A investigação teórica, porém, já demonstrou que a eficiência econômica leva a formação de estoques reguladores, mesmo a preços próximos do normal e normalmente os encargos de manutenção dos estoques reguladores recaem sobre os países produtores.
Na atividade cafeeira, em particular, o governo brasileiro estabeleceu diversas políticas, como:
Controle de produção, preço de garantia, preços mínimos de registro, cota de contribuição, política de intervenção do IBC e as políticas cambiais, que, além de afetarem os preços recebidos pelos produtores, interferiram nos preços pagos pelos importadores. Ainda, esta política cambial interferiu nos preços pagos aos insumos importados utilizados na produção, como os fertilizantes e os defensivos (LOGATO, 1993).
Os resultados acima mostram que o Brasil perdeu excedentes econômicos com a política de comércio internacional em todo o período estudado, tanto no curto quanto no longo prazo, tendo em vista que ao se calcularem as elasticidades de longo prazo, tanto para a oferta quanto para a demanda de exportação, praticamente não houve alteração de valor.
Por outro lado, o Brasil também não ganhou com os preços instáveis no mercado internacional do café. Talvez estas informações estejam ligadas ao fato de que o Brasil, ao tentar garantir o preço do produto isoladamente, por intermédio da política de controle da oferta, incentivou outros países a produzirem café e perdeu mercado, e isso quer dizer que a política adotada pelo Brasil em relação ao café não foi correta.
Também, há de se levar em conta que, até a extinção do IBC, o governo alterava as regras e interferia no mercado nacional, à revelia da sociedade produtora e integrante de toda a cadeia produtiva do café, no intuito de reforçar o caixa e financiar o setor industrial nascente.
Os resultados encontrados mostram que o Brasil vêm, até os dias atuais, adotando política de comércio internacional equivocada e que a escassez de estudos detalhados sobre o comércio internacional de café induz a correntes em direções opostas: uma favorável à volta do acordo e outra contra
Uma desvantagem seria o AIC se transformar em incentivo para os países menos expressivos, via mercado internacional, aumentar a produção e ganhar mercado, em detrimento dos países já tradicionais.
BIBLIOGRAFIA
ANDRADE, CARLOS EDUARDO DE. Análises dos Excedentes Econômicos Gerados pelos Acordos Internacionais do Café, no período de 1960 a 1992. Viçosa, MG, UFV, Impr. Univ., 1995. 139 p. (Tese M.S.).
CAIXETA, G.Z.T. & SÃO JOSÉ, J.A.B. Tendência de preços, sazionalidade e relação de trocas no mercado cafeeiro de Minas Gerais, 1979-1988. R. Econ. Sociol. Rural, 28(1):123-42, 1990.
CONTADOR, C.R. Avaliação social de projetos. São Paulo, Atlas, 1988. 301 p.
FERREIRA, M.M. Retorno aos investimentos em pesquisa e assistência técnica na cultura do café em Minas Gerais. Viçosa, MG, UFV, Impr. Univ., 1993. 139 p. (Tese M.S.).
GARCIA, H.A. Retorno social da pesquisa e extensão agropecuárias: algodão na república argentina. Viçosa, MG, UFV, Impr. Univ., 1993. 145 p. (Tese D.S.).
HOMEM DE MELO, F.B. Abertura ao exterior e estabilidade de preços agrícolas. R. Bras. Econ., 35(12):189-205, 1981.
JUST, R. & HALLAM, J.A. Functional flexibility in analysis of commodity price stabilization policy. J. Amer. Stat. Assoc., Business and Economic Statistics Section, 73:220-258, 1978.
LOGATO, E.S. Efeitos das políticas econômicas sobre a cafeicultura mineira, 1970-90. Viçosa, MG, UFV, Impr. Univ., 1993. 137 p. (Tese M.S.).
MARSHALL, A. Principles of economics. 8.ed. London, MacMillan, 1961. 731 p.
MENEZES, J.A.S. Estabilização de preços de cacau via estoque regulador. Brasília, CEPLAC, 1987. 91 p. (Série estudos econômicos, 11).
MENEZES, S.M.A. Brasil e os acordos internacionais de cacau, café e açúcar, 1962-1982. Piracicaba, ESALQ, 1985. 127 p. (Tese M.S.).
PANIAGO, E. An evaluation of agricultural price policies for selected food products: Brazil. Purdue, Purdue University, 1969. 285 p. (Tese Ph.D.).
PASSARINHO, R.P. Análise dos custos sociais de políticas de preços de produtos básicos de alimentação para o caso do Brasil. Viçosa, MG, UFV, Impr. Univ., 1980. 98 p. (Tese M.S.).
TERRA, P. Efeitos econômicos de políticas de estabilização de preços de cacau: o caso do Brasil. Viçosa, MG, UFV, Impr. Univ., 1988. 61 p. (Tese M.S.).
VELLUTINI, R.A.S. Estabilização de preços de produtos primários e bem-estar: uma análise retrospectiva. R. Bras. Econ., 39(3):243-57, 1985.
WILLIG, R.D. Consumer surplus without apology. Amer. Ec. Rev., 66(4):589-97, 1976.
quinta-feira, 25 de novembro de 2010
Brasil deve produzir safra recorde de café em 2013
Brasil deve produzir safra recorde de café em 2013
A próxima safra brasileira de café deve chegar a 42 milhões de sacas. O volume, o melhor da história para um ano de baixa produção devido à bianualidade da cultura, deve embalar o ciclo seguinte. Para 2012/2013, espera-se que o País supere a marca das 50 milhões de sacas. Os números são da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). No melhor no ano de safra cheia do Brasil, em 2002, foram produzidas 48,48 milhões de sacas.
Apesar das áreas de plantio do café não acumularem expansões nos últimos anos, a produção segue crescendo, segundo a Conab. De acordo com a estatal, a temporada 2010/2011 deve ser encerrada com 2.082.430 hectares, ante os 2.092.909 hectares cultivados no ano passado.
Este ano, a produção, que acabou em outubro, deve mesmo fechar em torno 47,2 milhões de sacas, o que representa um aumento de 19% ante a safra anterior, e apenas 2% se comparado à safra de 2008.
Para Airton Camargo, superintendente de Agronegócio da Conab, o setor está optando agora por qualidade e produtividade. "A área foi menor este ano e a produção foi maior, isso se deve à melhoria nas condições para o café. O produtor tem a expectativa de melhor preço; o tratamento que eles estão dando a planta é melhor e existem também novas lavouras. Tudo isso colabora para essa fase", afirma.
No interior de São Paulo, a produtora de café da Fazenda Nova Cintra, Ana Lúcia, atestou a tendência de investimentos para gerar mais qualidade ao grão brasileiro. "Estamos investindo muito, trocando lavoura, mecanizando processos para, dessa forma, conseguir mais qualidade e produtividade em nossas áreas. Sempre cuidamos muito bem da nossa lavoura, e ainda vamos melhorar bastante", disse.
Para Camargo, o resultado disso já é visível e, no ano que vem - que será de baixa produção - o Brasil poderá atingir uma colheita de até 42 milhões de sacas, reduzindo ainda mais a diferença entre anos de alta e baixa produção. "A diferença entre os anos está caindo, mas nunca será igual: em um ano a plantação rende mais e no outro, com a planta mais cansada, ela produz menos. Agora se não batermos o recorde este ano, o faremos em 2013, quando vejo uma produção superior a 50 milhões de sacas".
Ele também lembrou que os resultados deste ano, junto com a valorização do grão, serviu para dar mais confiança ao produtor, que conseguiu arcar com os custos e ainda guardar uma parte do lucro para futuros investimentos. "O produtor está vendendo a bons preços o café este ano. Com isso, os investimentos nas lavouras com irrigação, adubo e cuidados na limpeza podem ficar mais intensos, e melhorar a qualidade de seu produto".
"Ao que parece todos os ventos sopram para o lado do café, isso porque além de firmar um bom estoque, com a colheita deste ano, e obter bons preços em sua venda, o produtor contará ainda com a expectativa de estabilidade nos preços até o meio do ano que vem", afirmou Gil Carlos Barabach, analista da Safras & Mercado.
"Esta é uma alta consistente, pois tem fundamento nos estoques baixos e na escassez de café de qualidade. A safra do ano que vem do Brasil será uma safra baixa, então esperamos que até o meio do ano que vem teremos um mercado com os preços estáveis por conta da pouca oferta".
Para ele, o produtor teve neste ano um volume maior e um preço muito bom, que serviu para ordenar os gastos e planejar futuros investimentos tanto em qualidade quanto em produtividade.
A próxima safra brasileira de café deve chegar a 42 milhões de sacas. O volume, o melhor da história para um ano de baixa produção devido à bianualidade da cultura, deve embalar o ciclo seguinte. Para 2012/2013, espera-se que o País supere a marca das 50 milhões de sacas. Os números são da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). No melhor no ano de safra cheia do Brasil, em 2002, foram produzidas 48,48 milhões de sacas.
Apesar das áreas de plantio do café não acumularem expansões nos últimos anos, a produção segue crescendo, segundo a Conab. De acordo com a estatal, a temporada 2010/2011 deve ser encerrada com 2.082.430 hectares, ante os 2.092.909 hectares cultivados no ano passado.
Este ano, a produção, que acabou em outubro, deve mesmo fechar em torno 47,2 milhões de sacas, o que representa um aumento de 19% ante a safra anterior, e apenas 2% se comparado à safra de 2008.
Para Airton Camargo, superintendente de Agronegócio da Conab, o setor está optando agora por qualidade e produtividade. "A área foi menor este ano e a produção foi maior, isso se deve à melhoria nas condições para o café. O produtor tem a expectativa de melhor preço; o tratamento que eles estão dando a planta é melhor e existem também novas lavouras. Tudo isso colabora para essa fase", afirma.
No interior de São Paulo, a produtora de café da Fazenda Nova Cintra, Ana Lúcia, atestou a tendência de investimentos para gerar mais qualidade ao grão brasileiro. "Estamos investindo muito, trocando lavoura, mecanizando processos para, dessa forma, conseguir mais qualidade e produtividade em nossas áreas. Sempre cuidamos muito bem da nossa lavoura, e ainda vamos melhorar bastante", disse.
Para Camargo, o resultado disso já é visível e, no ano que vem - que será de baixa produção - o Brasil poderá atingir uma colheita de até 42 milhões de sacas, reduzindo ainda mais a diferença entre anos de alta e baixa produção. "A diferença entre os anos está caindo, mas nunca será igual: em um ano a plantação rende mais e no outro, com a planta mais cansada, ela produz menos. Agora se não batermos o recorde este ano, o faremos em 2013, quando vejo uma produção superior a 50 milhões de sacas".
Ele também lembrou que os resultados deste ano, junto com a valorização do grão, serviu para dar mais confiança ao produtor, que conseguiu arcar com os custos e ainda guardar uma parte do lucro para futuros investimentos. "O produtor está vendendo a bons preços o café este ano. Com isso, os investimentos nas lavouras com irrigação, adubo e cuidados na limpeza podem ficar mais intensos, e melhorar a qualidade de seu produto".
"Ao que parece todos os ventos sopram para o lado do café, isso porque além de firmar um bom estoque, com a colheita deste ano, e obter bons preços em sua venda, o produtor contará ainda com a expectativa de estabilidade nos preços até o meio do ano que vem", afirmou Gil Carlos Barabach, analista da Safras & Mercado.
"Esta é uma alta consistente, pois tem fundamento nos estoques baixos e na escassez de café de qualidade. A safra do ano que vem do Brasil será uma safra baixa, então esperamos que até o meio do ano que vem teremos um mercado com os preços estáveis por conta da pouca oferta".
Para ele, o produtor teve neste ano um volume maior e um preço muito bom, que serviu para ordenar os gastos e planejar futuros investimentos tanto em qualidade quanto em produtividade.
quarta-feira, 24 de novembro de 2010
Mercado do dia
O café fecha a 207,45 com 310 pontos de baixa.O mercado se consolida entre 202 e 212 tendo 202 de suporte e 212 de resistência respectivamente.
Nenhum trade pode começar com um gráfico com esta configuração.O mercado com esta configuração tem que ter alguma noticia para mandar para alguns do lados .
Particularmente gostaria de um recuo para fazer uma entrada na ponta compradora para março.
O dólar fecha em baixa a semana curta pelo feriado de ação de graças nos EUA nos deixa de fora do mercado.
Para o mercado físico o produtor deve esperar o teste do topo em 212 para vender o que devera ocorrer na semana que vem
Bons negócios a todos
Wagner Pimentel
WWW.cafezinhocomamigos.blogspot.com
O café fecha a 207,45 com 310 pontos de baixa.O mercado se consolida entre 202 e 212 tendo 202 de suporte e 212 de resistência respectivamente.
Nenhum trade pode começar com um gráfico com esta configuração.O mercado com esta configuração tem que ter alguma noticia para mandar para alguns do lados .
Particularmente gostaria de um recuo para fazer uma entrada na ponta compradora para março.
O dólar fecha em baixa a semana curta pelo feriado de ação de graças nos EUA nos deixa de fora do mercado.
Para o mercado físico o produtor deve esperar o teste do topo em 212 para vender o que devera ocorrer na semana que vem
Bons negócios a todos
Wagner Pimentel
WWW.cafezinhocomamigos.blogspot.com
segunda-feira, 22 de novembro de 2010
MARKET DIFERENCIAL internacional
MARKET DIFERENCIAL internacional
Colombians, UGQ, sold FOB for Dec./Jan. shipment at 21¢ over Mar. “C.”
Colombian supremos, screen 17/18, were offered FOB for Dec./Jan. shipment from 31¢ to 34¢ over Mar. “C.”
Semi washed Brazils, 2/3s, 15/16 were offered FOB for Dec. through May equal shipment from 15¢ over the relevant months “C.”
Santos 2s, screen 17/18, fine cup, were offered FOB for Dec. through May equal shipment from 22¢ under the relevant months “C.”
Santos 2/3s, medium to good bean, fine cup, were offered FOB for Dec. through May equal shipment from 25¢ under the relevant months “C.”
Santos 4s were offered FOB for Dec./Jan. shipment from 37¢ to 34¢ under Mar. “C,” depending on description.
Prime Mexicans were offered FOB Laredo for Jan./Feb. crossing from 14¢ over Mar. “C.”
Prime Mexicans, were offered FOB Veracruz for Jan./Feb./Mar. equal shipment from 10¢ to 11¢ over the relevant months “C.”
Prime Guatemalas were offered FOB, per 46 kilos, for Dec./Jan./Feb. equal shipment from $12 over Mar. “C.”
Hard bean Guatemalas, European preparation, were offered FOB for Dec./Jan./Feb. equal shipment from $20 to $22 over, per 46 kilos, Mar. “C,” and strictly hard beans, European preparation, were offered FOB, per 46 kilos, for Jan./Feb./Mar. equal shipment from $26 to $29 over the relevant months “C.”
Hard bean Costa Ricas, European preparation, were offered FOB for Jan./Feb./Mar. equal shipment from $22 to $23 over per 46 kilos, the relevant months “C,” and strictly hard beans, European preparation, were offered FOB, per 46 kilos, for Jan./Feb./Mar. equal shipment from $32 to $34 over the relevant months “C.”
Central standard Salvadors were offered FOB per 46 kilos, for Jan./Feb. shipment from $9 over Mar. “C.” High grown Salvadors, European preparation, were offered FOB for Jan./Feb. shipment from $13 to $15 over per 46 kilos, Mar. “C.” Strictly high grown Salvadors, European preparation, were offered FOB for Jan./Feb. shipment from $18 to $20 over, per 46 kilos, Mar. “C.”
Strictly high grown Nicaraguas, European preparation, for Jan. through Apr. equal shipment were offered FOB from $15 over the relevant months “C.”
High grown Hondurans, European preparation, were offered FOB, per 46 kilos, for Jan. through Apr. equal shipment from $12 over the relevant months “C.”
Strictly high grown Hondurans, EP, were offered FOB, per 46 kilos, for Jan. through Apr. equal shipment from $15 to $17 over the relevant months “C.”
Hard bean Perus, MCMs, were offered FOB for Dec./Jan. shipment, per 46 kilos, from $15 over Mar. “C.”
Hard bean Perus, MCs, were offered FOB for Dec./Jan. shipment, per 46 kilos, from $14 over Mar. “C.”
Uganda robustas, screen 15, were offered exdock for Dec. shipment from 15¢ over Jan. London.
Ivory Coast robustas, grade 2, were offered exdock for prompt shipment from 13¢ over Jan. London.
Vietnam robustas, grade 2, were offered exdock for Dec. shipment from 8¢ over Jan. London.
Indonesian robustas, grade 4, 80 defects, were offered exdock for Dec. shipment from 9¢ over Jan. London.
Colombians, UGQ, sold FOB for Dec./Jan. shipment at 21¢ over Mar. “C.”
Colombian supremos, screen 17/18, were offered FOB for Dec./Jan. shipment from 31¢ to 34¢ over Mar. “C.”
Semi washed Brazils, 2/3s, 15/16 were offered FOB for Dec. through May equal shipment from 15¢ over the relevant months “C.”
Santos 2s, screen 17/18, fine cup, were offered FOB for Dec. through May equal shipment from 22¢ under the relevant months “C.”
Santos 2/3s, medium to good bean, fine cup, were offered FOB for Dec. through May equal shipment from 25¢ under the relevant months “C.”
Santos 4s were offered FOB for Dec./Jan. shipment from 37¢ to 34¢ under Mar. “C,” depending on description.
Prime Mexicans were offered FOB Laredo for Jan./Feb. crossing from 14¢ over Mar. “C.”
Prime Mexicans, were offered FOB Veracruz for Jan./Feb./Mar. equal shipment from 10¢ to 11¢ over the relevant months “C.”
Prime Guatemalas were offered FOB, per 46 kilos, for Dec./Jan./Feb. equal shipment from $12 over Mar. “C.”
Hard bean Guatemalas, European preparation, were offered FOB for Dec./Jan./Feb. equal shipment from $20 to $22 over, per 46 kilos, Mar. “C,” and strictly hard beans, European preparation, were offered FOB, per 46 kilos, for Jan./Feb./Mar. equal shipment from $26 to $29 over the relevant months “C.”
Hard bean Costa Ricas, European preparation, were offered FOB for Jan./Feb./Mar. equal shipment from $22 to $23 over per 46 kilos, the relevant months “C,” and strictly hard beans, European preparation, were offered FOB, per 46 kilos, for Jan./Feb./Mar. equal shipment from $32 to $34 over the relevant months “C.”
Central standard Salvadors were offered FOB per 46 kilos, for Jan./Feb. shipment from $9 over Mar. “C.” High grown Salvadors, European preparation, were offered FOB for Jan./Feb. shipment from $13 to $15 over per 46 kilos, Mar. “C.” Strictly high grown Salvadors, European preparation, were offered FOB for Jan./Feb. shipment from $18 to $20 over, per 46 kilos, Mar. “C.”
Strictly high grown Nicaraguas, European preparation, for Jan. through Apr. equal shipment were offered FOB from $15 over the relevant months “C.”
High grown Hondurans, European preparation, were offered FOB, per 46 kilos, for Jan. through Apr. equal shipment from $12 over the relevant months “C.”
Strictly high grown Hondurans, EP, were offered FOB, per 46 kilos, for Jan. through Apr. equal shipment from $15 to $17 over the relevant months “C.”
Hard bean Perus, MCMs, were offered FOB for Dec./Jan. shipment, per 46 kilos, from $15 over Mar. “C.”
Hard bean Perus, MCs, were offered FOB for Dec./Jan. shipment, per 46 kilos, from $14 over Mar. “C.”
Uganda robustas, screen 15, were offered exdock for Dec. shipment from 15¢ over Jan. London.
Ivory Coast robustas, grade 2, were offered exdock for prompt shipment from 13¢ over Jan. London.
Vietnam robustas, grade 2, were offered exdock for Dec. shipment from 8¢ over Jan. London.
Indonesian robustas, grade 4, 80 defects, were offered exdock for Dec. shipment from 9¢ over Jan. London.
Bom preço do café mexe com a economia
O bom preço do café mexe com a economia dos municípios das regiões produtoras. Nós fomos a Minas Gerais, mostrar a satisfação dos agricultores e comerciantes.
No sítio de seu Messias, em Guapé, no sul de Minas, a colheita terminou há quase um mês. Foram duas mil sacas e os pés já anunciam a próxima safra. O produtor fecha o ano com um balanço positivo. “O ano passado eu vendi o café em torno de 240 reais, agora, na semana passada eu já vendi a 340”, diz Messias Benjamim, agricultor.
No mercado internacional o preço atual do café está de cinquenta por cento acima do praticado há um ano. O presidente da Cooperativa do Cerrado mineiro, Jerry Resende, explica o que está acontecendo.
“Os estoques mundias de café estão muito baixos, os nossos concorrentes, colômbia e países da américa central tem enfrentado problemas na produção nos últimos três anos. E o consumo tanto no Brasil, como no mundo tem aumentado bastante. O brasileiro tem tomado mais café. O mundo tem tomado mais café”, avalia Jerry Magno Resende, presidente da Cooperativa do Cerrado.
O bom momento do preço do café está sendo sentido no comécio das cidades mineiras. De acordo coma Câmara Setorial do Café de Minas gerais, nos municípios da região do cerrado e do sul de Minas, o grão responde por até setenta por cento do dinheiro que gira no comércio.
Só em Guapé, cidade de quase 14 mil habitantes, a expectativa é que o café movimente 55 milhões de reais. São quase dois mil pequenos produtores que estão motivados a investir nas lavouras. Tanto movimento está gerando novas oportunidades de emprego.
Numa loja de produtos agropecuários houve contratação de mais três funcionários. “Eu estava desempregado, agora através do desenvolvimento do café apareceu esta oportunidade”, afirma Gilberto Silva, empregado da loja.
O supermercado de lucimara está sempre cheio, de uns tempos para cá. “Consome mais, paga em dia, então é algo que tem que ser olhado com muito carinho”, diz Lucimara Amaral Oliveira, comerciante.
Em Patos de Minas os comerciantes também estão felizes. Numa loja de eletrodomésticos, as vendas cresceram 15 por cento em relação ao ano passado.
“A gente tem percebido que o pessoal da zona rural tem comprado mais congeladores, geladeiras, TVs, eles tem adquirido mais bens durante este ano. E o interessante é que eles têm comprado mais à vista”, declara Lia Mundin, gerente da loja.
Dona Ilda mostra com orgulho os novos móveis que comprou. “É um bom produto e a gente estava precisando, veio na hora certa”, diz.
Seu José Astrogildo também está realizando sonhos este ano. A lavoura dele fica em Patrocínio e produziu 630 sacas, em dez hectares. Com o dinheiro que recebeu, colocou em dia a prestação do trator, comprou uma carretinha e uma roçadeira, mas não quer parar por aí. “Pretendo comprar um imóvel na cidade, um apartamento, pra se caso uma hora a gente ir pra lá, ter onde ficar, mas se isso não acontecer eu alugo, é um dinheirinho extra”, diz o produtor rural.
Enquanto não fecha o negócio do apartamento na cidade, dona Gislene, a mulher dele, revela que outro sonho vai ser realizado: uma viagem de avião, para Maceió, no estado de Alagoas. “Desta vez o sonho dele vai sair, porque as passagens estão aqui”, afirma.
No sítio de seu Messias, em Guapé, no sul de Minas, a colheita terminou há quase um mês. Foram duas mil sacas e os pés já anunciam a próxima safra. O produtor fecha o ano com um balanço positivo. “O ano passado eu vendi o café em torno de 240 reais, agora, na semana passada eu já vendi a 340”, diz Messias Benjamim, agricultor.
No mercado internacional o preço atual do café está de cinquenta por cento acima do praticado há um ano. O presidente da Cooperativa do Cerrado mineiro, Jerry Resende, explica o que está acontecendo.
“Os estoques mundias de café estão muito baixos, os nossos concorrentes, colômbia e países da américa central tem enfrentado problemas na produção nos últimos três anos. E o consumo tanto no Brasil, como no mundo tem aumentado bastante. O brasileiro tem tomado mais café. O mundo tem tomado mais café”, avalia Jerry Magno Resende, presidente da Cooperativa do Cerrado.
O bom momento do preço do café está sendo sentido no comécio das cidades mineiras. De acordo coma Câmara Setorial do Café de Minas gerais, nos municípios da região do cerrado e do sul de Minas, o grão responde por até setenta por cento do dinheiro que gira no comércio.
Só em Guapé, cidade de quase 14 mil habitantes, a expectativa é que o café movimente 55 milhões de reais. São quase dois mil pequenos produtores que estão motivados a investir nas lavouras. Tanto movimento está gerando novas oportunidades de emprego.
Numa loja de produtos agropecuários houve contratação de mais três funcionários. “Eu estava desempregado, agora através do desenvolvimento do café apareceu esta oportunidade”, afirma Gilberto Silva, empregado da loja.
O supermercado de lucimara está sempre cheio, de uns tempos para cá. “Consome mais, paga em dia, então é algo que tem que ser olhado com muito carinho”, diz Lucimara Amaral Oliveira, comerciante.
Em Patos de Minas os comerciantes também estão felizes. Numa loja de eletrodomésticos, as vendas cresceram 15 por cento em relação ao ano passado.
“A gente tem percebido que o pessoal da zona rural tem comprado mais congeladores, geladeiras, TVs, eles tem adquirido mais bens durante este ano. E o interessante é que eles têm comprado mais à vista”, declara Lia Mundin, gerente da loja.
Dona Ilda mostra com orgulho os novos móveis que comprou. “É um bom produto e a gente estava precisando, veio na hora certa”, diz.
Seu José Astrogildo também está realizando sonhos este ano. A lavoura dele fica em Patrocínio e produziu 630 sacas, em dez hectares. Com o dinheiro que recebeu, colocou em dia a prestação do trator, comprou uma carretinha e uma roçadeira, mas não quer parar por aí. “Pretendo comprar um imóvel na cidade, um apartamento, pra se caso uma hora a gente ir pra lá, ter onde ficar, mas se isso não acontecer eu alugo, é um dinheirinho extra”, diz o produtor rural.
Enquanto não fecha o negócio do apartamento na cidade, dona Gislene, a mulher dele, revela que outro sonho vai ser realizado: uma viagem de avião, para Maceió, no estado de Alagoas. “Desta vez o sonho dele vai sair, porque as passagens estão aqui”, afirma.
Café Não é objetivo ser policialesco, diz ministério
MERCADO
20/11/2010
MAURO ZAFALON
ENVIADO ESPECIAL A NATAL
A nova normatização para o setor do café visa apenas a qualidade do alimento que chega ao consumidor.
\"Não é intenção do Ministério da Agricultura ser policialesco\", diz Maçao Tadano, diretor do Dipov (Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Vegetal).
Pela nova instrução, as empresas terão dois caminhos para classificar seus produtos. Contratar o serviço de empresas registradas no ministério ou fazer o registro no ministério para ter um classificador.
No momento, nenhuma das duas opções é possível.
Fábio Fernandes Florenço, coordenador do Dipov, reconhece as dificuldades na montagem dessa estrutura, mas diz que os primeiros passos, após a vigência da instrução, serão mais orientativos. \"É uma contribuição para melhorar o café\", diz ele.
Almir José da Silva Filho, presidente da Abic, diz que a reação de parte do setor ocorre porque o tempo é curto para implementar as medidas, \"mas a instrução vai promover a melhora do produto do cafeicultor ao consumidor\".
Sidney Marques Paiva, do café Bom Dia, diz que, para a grande indústria, não haverá grandes problemas de adaptação, à exceção da burocracia para se cadastrar.
Para Ambrozio Cohen Assayag, da Café Manaus (AM), \"essas medidas vão burocratizar o que já é ruim. Quando entra o governo, começa o infortúnio de quem tem de cumprir a legislação\".
Mario Panhotta, da Cooxupé, maior cooperativa de café do país, diz que o produtor não produz café de baixa qualidade por opção, mas devido a problemas climáticos, como neste ano.
\"A instrução é um desafio e tem de ser implementada, mas o produtor não deve pagar a conta sozinho\", diz ele.
Guilherme Braga, do Cecafé (setor exportador), diz que, do lado dos exportadores, não há grandes alterações. Já os importadores -que começam a ter maior peso, com a entrada de produtos de valor agregado das multinacionais- estão preocupados.
\"Como classificar as cápsulas se o governo não tem equipamentos adequados para isso?\", indaga um importador. Além disso, o produto pode ficar dias parado no sol no porto, prejudicando sua qualidade, diz esse mesmo importador. (MZ)
20/11/2010
MAURO ZAFALON
ENVIADO ESPECIAL A NATAL
A nova normatização para o setor do café visa apenas a qualidade do alimento que chega ao consumidor.
\"Não é intenção do Ministério da Agricultura ser policialesco\", diz Maçao Tadano, diretor do Dipov (Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Vegetal).
Pela nova instrução, as empresas terão dois caminhos para classificar seus produtos. Contratar o serviço de empresas registradas no ministério ou fazer o registro no ministério para ter um classificador.
No momento, nenhuma das duas opções é possível.
Fábio Fernandes Florenço, coordenador do Dipov, reconhece as dificuldades na montagem dessa estrutura, mas diz que os primeiros passos, após a vigência da instrução, serão mais orientativos. \"É uma contribuição para melhorar o café\", diz ele.
Almir José da Silva Filho, presidente da Abic, diz que a reação de parte do setor ocorre porque o tempo é curto para implementar as medidas, \"mas a instrução vai promover a melhora do produto do cafeicultor ao consumidor\".
Sidney Marques Paiva, do café Bom Dia, diz que, para a grande indústria, não haverá grandes problemas de adaptação, à exceção da burocracia para se cadastrar.
Para Ambrozio Cohen Assayag, da Café Manaus (AM), \"essas medidas vão burocratizar o que já é ruim. Quando entra o governo, começa o infortúnio de quem tem de cumprir a legislação\".
Mario Panhotta, da Cooxupé, maior cooperativa de café do país, diz que o produtor não produz café de baixa qualidade por opção, mas devido a problemas climáticos, como neste ano.
\"A instrução é um desafio e tem de ser implementada, mas o produtor não deve pagar a conta sozinho\", diz ele.
Guilherme Braga, do Cecafé (setor exportador), diz que, do lado dos exportadores, não há grandes alterações. Já os importadores -que começam a ter maior peso, com a entrada de produtos de valor agregado das multinacionais- estão preocupados.
\"Como classificar as cápsulas se o governo não tem equipamentos adequados para isso?\", indaga um importador. Além disso, o produto pode ficar dias parado no sol no porto, prejudicando sua qualidade, diz esse mesmo importador. (MZ)
Café volta a ser controlado pelo governo, e setor fica apreensivo
MERCADO
20/11/2010
Instrução normativa vigora a partir de fevereiro e visa retirar do mercado produto de baixa qualidade
MAURO ZAFALON
ENVIADO ESPECIAL A NATAL
Após 20 anos de autorregulação, a indústria de café volta a ficar sob o controle do governo. A partir de meados de fevereiro, o Ministério da Agricultura passa a fiscalizar a qualidade do café colocado à disposição do consumidor.
Quem for pego na contramão das novas regras poderá receber pesadas multas, que vão até R$ 5.000, mais 400% do valor do lote produzido, dependendo da infração.
O que era para ser uma transição tranquila, já que essa proposta vinha sendo endossada pela própria indústria, tomou o rumo de calorosas discussões no final da semana passada, em Natal (RN), onde a indústria esteve reunida no 18º Encafé -encontro anual do setor.
O acerto corria bem porque somava interesses tanto do ministério como da indústria. Ao ministério interessa esse acerto com a indústria porque, por lei, o órgão tem de classificar todos os produtos destinados à alimentação, o que não vinha ocorrendo com o café.
Já a indústria desenvolve um programa de pureza no setor, mas esbarra em dificuldades para punir infratores.
O ministério, agora, poderá assumir esse controle. A proposta do governo deverá retirar do mercado cafés que são de baixíssima qualidade, mas que ainda vão para o consumidor. Dos 19,3 milhões de sacas que o país consome anualmente, 400 mil vêm de palhas, paus, sementes de açaí e milheto.
Mas, a dois meses de entrar em vigor, a instrução normativa nº 16, que vai regular o setor, é vista com apreensão pela indústria, produtores e importadores de café processado.
A Abic (Associação Brasileira da Indústria de Café) pediu o adiamento da vigência da instrução, mas o ministério promete mantê-lo.
REGRAS
A apreensão das indústrias ocorre porque a instrução entrará em vigor sem a montagem de uma estrutura adequada no ministério. Para se enquadrar às novas regras, as indústrias deverão produzir café com menos de 1% de impurezas e com 5% de umidade, no máximo.
Além disso, o café terá de obter pelo menos quatro pontos em uma avaliação sensorial. A escala varia de zero a dez e essa avaliação é feita por meio de degustação, em que se apuram o aroma e o sabor da bebida.
O setor aceita os controles de impureza e de umidade, mas quer o adiamento da avaliação sensorial. Essa será feita por um \"classificador de produtos vegetais habilitado para degustação de café torrado e moído\" -profissão ainda não regulamentada.
Na lista dos que se enquadram na nova regulamentação estão engenheiros-agrônomos, químicos, técnicos agrícolas etc., sem uma definição clara do aproveitamento dos técnicos que já atuam no mercado há muitos anos.
A indústria vê problemas, já que a degustação sensorial exige muito treino e é um sistema subjetivo para determinar a qualidade do produto. Para agilizar a formação dos profissionais, o ministério fará dois cursos, mas, quando o segundo acabar, a instrução já estará em vigor.
O ministério não vê problemas nessa análise sensorial porque poderão ser usados profissionais e estrutura que já servem as próprias indústrias. Motivo: a Abic já tem um programa de qualidade com grau de exigência ainda maior do que o que será implantado pelo governo.
O jornalista MAURO ZAFALON viajou a convite da Abic
20/11/2010
Instrução normativa vigora a partir de fevereiro e visa retirar do mercado produto de baixa qualidade
MAURO ZAFALON
ENVIADO ESPECIAL A NATAL
Após 20 anos de autorregulação, a indústria de café volta a ficar sob o controle do governo. A partir de meados de fevereiro, o Ministério da Agricultura passa a fiscalizar a qualidade do café colocado à disposição do consumidor.
Quem for pego na contramão das novas regras poderá receber pesadas multas, que vão até R$ 5.000, mais 400% do valor do lote produzido, dependendo da infração.
O que era para ser uma transição tranquila, já que essa proposta vinha sendo endossada pela própria indústria, tomou o rumo de calorosas discussões no final da semana passada, em Natal (RN), onde a indústria esteve reunida no 18º Encafé -encontro anual do setor.
O acerto corria bem porque somava interesses tanto do ministério como da indústria. Ao ministério interessa esse acerto com a indústria porque, por lei, o órgão tem de classificar todos os produtos destinados à alimentação, o que não vinha ocorrendo com o café.
Já a indústria desenvolve um programa de pureza no setor, mas esbarra em dificuldades para punir infratores.
O ministério, agora, poderá assumir esse controle. A proposta do governo deverá retirar do mercado cafés que são de baixíssima qualidade, mas que ainda vão para o consumidor. Dos 19,3 milhões de sacas que o país consome anualmente, 400 mil vêm de palhas, paus, sementes de açaí e milheto.
Mas, a dois meses de entrar em vigor, a instrução normativa nº 16, que vai regular o setor, é vista com apreensão pela indústria, produtores e importadores de café processado.
A Abic (Associação Brasileira da Indústria de Café) pediu o adiamento da vigência da instrução, mas o ministério promete mantê-lo.
REGRAS
A apreensão das indústrias ocorre porque a instrução entrará em vigor sem a montagem de uma estrutura adequada no ministério. Para se enquadrar às novas regras, as indústrias deverão produzir café com menos de 1% de impurezas e com 5% de umidade, no máximo.
Além disso, o café terá de obter pelo menos quatro pontos em uma avaliação sensorial. A escala varia de zero a dez e essa avaliação é feita por meio de degustação, em que se apuram o aroma e o sabor da bebida.
O setor aceita os controles de impureza e de umidade, mas quer o adiamento da avaliação sensorial. Essa será feita por um \"classificador de produtos vegetais habilitado para degustação de café torrado e moído\" -profissão ainda não regulamentada.
Na lista dos que se enquadram na nova regulamentação estão engenheiros-agrônomos, químicos, técnicos agrícolas etc., sem uma definição clara do aproveitamento dos técnicos que já atuam no mercado há muitos anos.
A indústria vê problemas, já que a degustação sensorial exige muito treino e é um sistema subjetivo para determinar a qualidade do produto. Para agilizar a formação dos profissionais, o ministério fará dois cursos, mas, quando o segundo acabar, a instrução já estará em vigor.
O ministério não vê problemas nessa análise sensorial porque poderão ser usados profissionais e estrutura que já servem as próprias indústrias. Motivo: a Abic já tem um programa de qualidade com grau de exigência ainda maior do que o que será implantado pelo governo.
O jornalista MAURO ZAFALON viajou a convite da Abic
VOLATILIDADE AFASTA PARTICIPANTES
VOLATILIDADE AFASTA PARTICIPANTES
Está cada vez mais difícil ter uma opinião sobre os mercados de commodities, que sofrem mais influências dos fatores macroeconômicos e pouco conseguem ser analisados com base nos fundamentos.
A semana que passou deu mais uma prova disto com a volatilidade de diversos produtos e a falta de notícias que pudessem explicar os movimentos. Para piorar a situação – ou aumentar os intervalos de negociação dos preços – os números de contratos em aberto no café em Nova Iorque caem para os níveis mais baixos do ano, quando os preços da bolsa estavam ao redor de US$ 135.00 centavos por libra. Isto demonstra um esvaziamento do mercado, dado que os agentes naturais resolvem diminuir suas (ex)posições tamanha a incerteza da movimentação dos preços.
Os índices das commodities cederam nos últimos cinco dias, enquanto as bolsas e o dólar ficaram de lado. Olhando mais de perto podemos destacar a subida de quase 10% do gás natural, 4.77% da prata, 4.69 do café e de 3.33% do cacau entre os poucos ganhadores. Os perdedores (entre tantos) foram: o algodão que cedeu 8.76%, o alumínio com queda de 5.83% seguido pelas perdas de 4.87% da soja, e 3.97% do petróleo.
De novidade temos o relatório anual de café do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA em inglês), que divulgou uma revisão da estimativa da safra brasileira de 2010/2011 para uma produção de 54.5 milhões de sacas de 60 quilos, 800 mil sacas a menos do que originalmente previsto – a queda se deu na produção do conillon que caiu de 13.5 milhões para 12.7 milhões. Para o arábica nada mudou, a produção deve ser de 41.8 milhões de sacas. Com um consumo interno de 18.5 milhões e exportações de 33 milhões, a expectativa é de que o estoque de passagem para a safra 11/12 seja de 5.84 milhões de sacas – nada demais.
Aliás, aproveitando o momento de futurologia vamos considerar que o Brasil consuma 19.5 milhões de sacas no ciclo de 2011/2012, e que a exportação caia para 30 milhões, um desaparecimento de 49.5 milhões de sacas. Caso isto ocorra, para não zerar o estoque o país teria que produzir no mínimo 44 milhões de sacas – e aqui vale lembrar que alguns acreditam que a safra pode ser de 48/49 milhões. Pois bem, mesmo que a safra seja deste tamanho ou eventualmente um pouco maior, claramente podemos perceber que o mundo precisa que o Brasil produza safras cada vez maiores, o que não significa que os preços sejam impactados tão negativamente como muitos baixistas crêem (ou torçam).
Dado curioso no relatório do USDA foi a divulgação do custo de produção na região de Guaxupé, de US$ 156.39 por saca, que com o câmbio de 1.72 se converte em R$ 269.00 por saca. Considerando a média do indicador da ESALQ dos últimos 6 meses, os produtores venderam seus cafés a R$ 322.41, tendo um retorno de 19.86% - sem contar custos de dívidas. Ainda que não seja a rentabilidade almejada (como se isto fosse mensurável ou realmente definido), o resultado é melhor do que nos últimos anos, mas não necessariamente significa que estimulará uma explosão de novas lavouras – por ora...
Para a semana que se inicia resta ficarmos atentos as oportunidades de encaixar negócios e travar ganhos, sem a pretensão de tentar adivinhar o rumo do mercado no curto prazo. Caso Nova Iorque volte a negociar próximo de US$ 220 centavos, a saca de café no Brasil deve negociar a R$ 400.00 mais uma vez, porém eventualmente veremos menos vendedores dado que muitos produtores começam a olhar para a equalização do que terão que pagar de imposto de renda no ano que vem. Em uma eventual subida, os diferenciais também voltarão a baratear, ajudando a fluir mais negócios. Com o começo da notificação do contrato de Dezembro, os torradores voltam a ficar menos ansiosos para comprar o mercado, e mais caixa é liberado para os intermediários que querem comprar café em diferenciais atrativos. A semana é curta com o feriado do Dia de Ação de Graças (o mais importante por aqui) na quinta-feira dia 25 de novembro.
Resta saber se o pacote de ajuda financeira à Irlanda, e o incremento do depósito compulsório na China não vão atrapalhar os altistas. O macro vai continuar dando o tom, então não adianta ficar tentando justificar a movimentação dos preços do café com notícias recicladas.
Uma ótima semana e muito bons negócios para todos.
*Rodrigo Corrêa da Costa escreve este relatório sobre café semanalmente como colaborador da Archer Consulting
Está cada vez mais difícil ter uma opinião sobre os mercados de commodities, que sofrem mais influências dos fatores macroeconômicos e pouco conseguem ser analisados com base nos fundamentos.
A semana que passou deu mais uma prova disto com a volatilidade de diversos produtos e a falta de notícias que pudessem explicar os movimentos. Para piorar a situação – ou aumentar os intervalos de negociação dos preços – os números de contratos em aberto no café em Nova Iorque caem para os níveis mais baixos do ano, quando os preços da bolsa estavam ao redor de US$ 135.00 centavos por libra. Isto demonstra um esvaziamento do mercado, dado que os agentes naturais resolvem diminuir suas (ex)posições tamanha a incerteza da movimentação dos preços.
Os índices das commodities cederam nos últimos cinco dias, enquanto as bolsas e o dólar ficaram de lado. Olhando mais de perto podemos destacar a subida de quase 10% do gás natural, 4.77% da prata, 4.69 do café e de 3.33% do cacau entre os poucos ganhadores. Os perdedores (entre tantos) foram: o algodão que cedeu 8.76%, o alumínio com queda de 5.83% seguido pelas perdas de 4.87% da soja, e 3.97% do petróleo.
De novidade temos o relatório anual de café do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA em inglês), que divulgou uma revisão da estimativa da safra brasileira de 2010/2011 para uma produção de 54.5 milhões de sacas de 60 quilos, 800 mil sacas a menos do que originalmente previsto – a queda se deu na produção do conillon que caiu de 13.5 milhões para 12.7 milhões. Para o arábica nada mudou, a produção deve ser de 41.8 milhões de sacas. Com um consumo interno de 18.5 milhões e exportações de 33 milhões, a expectativa é de que o estoque de passagem para a safra 11/12 seja de 5.84 milhões de sacas – nada demais.
Aliás, aproveitando o momento de futurologia vamos considerar que o Brasil consuma 19.5 milhões de sacas no ciclo de 2011/2012, e que a exportação caia para 30 milhões, um desaparecimento de 49.5 milhões de sacas. Caso isto ocorra, para não zerar o estoque o país teria que produzir no mínimo 44 milhões de sacas – e aqui vale lembrar que alguns acreditam que a safra pode ser de 48/49 milhões. Pois bem, mesmo que a safra seja deste tamanho ou eventualmente um pouco maior, claramente podemos perceber que o mundo precisa que o Brasil produza safras cada vez maiores, o que não significa que os preços sejam impactados tão negativamente como muitos baixistas crêem (ou torçam).
Dado curioso no relatório do USDA foi a divulgação do custo de produção na região de Guaxupé, de US$ 156.39 por saca, que com o câmbio de 1.72 se converte em R$ 269.00 por saca. Considerando a média do indicador da ESALQ dos últimos 6 meses, os produtores venderam seus cafés a R$ 322.41, tendo um retorno de 19.86% - sem contar custos de dívidas. Ainda que não seja a rentabilidade almejada (como se isto fosse mensurável ou realmente definido), o resultado é melhor do que nos últimos anos, mas não necessariamente significa que estimulará uma explosão de novas lavouras – por ora...
Para a semana que se inicia resta ficarmos atentos as oportunidades de encaixar negócios e travar ganhos, sem a pretensão de tentar adivinhar o rumo do mercado no curto prazo. Caso Nova Iorque volte a negociar próximo de US$ 220 centavos, a saca de café no Brasil deve negociar a R$ 400.00 mais uma vez, porém eventualmente veremos menos vendedores dado que muitos produtores começam a olhar para a equalização do que terão que pagar de imposto de renda no ano que vem. Em uma eventual subida, os diferenciais também voltarão a baratear, ajudando a fluir mais negócios. Com o começo da notificação do contrato de Dezembro, os torradores voltam a ficar menos ansiosos para comprar o mercado, e mais caixa é liberado para os intermediários que querem comprar café em diferenciais atrativos. A semana é curta com o feriado do Dia de Ação de Graças (o mais importante por aqui) na quinta-feira dia 25 de novembro.
Resta saber se o pacote de ajuda financeira à Irlanda, e o incremento do depósito compulsório na China não vão atrapalhar os altistas. O macro vai continuar dando o tom, então não adianta ficar tentando justificar a movimentação dos preços do café com notícias recicladas.
Uma ótima semana e muito bons negócios para todos.
*Rodrigo Corrêa da Costa escreve este relatório sobre café semanalmente como colaborador da Archer Consulting
domingo, 21 de novembro de 2010
Medo do sucesso
Medo do sucesso
O mercado de café mostra o resultado de sua administração desastrosa por parte de seus participantes. Com a economia mundial acelerada e com uma população com fome em consumir o café não ficou atrás disso.
O produtor com preços manipulados do um mercado de quem pode mais chora menos, fez uma espécie de escravatura branca e o produtor do seu lado louco por sua alforria se viu em louca corrida atrás de produtividade, o que parecia ser o mais certo a fazer depois de tantas chibatadas do mercado.
A insensibilidade do outro lado do mercado se esqueceu que sem a galinha não se pode botar o ovo de ouro, realmente não a mataram, mas diminuíram muito a sua ração deixando a classe produtora em baixo do balaio a espera de salvação.
A salvação chegou em forma de uma mudança climática coisa que nem o próprio produtor pode mudar, e um aumento de consumo alem das espectativas. Este cenário se transformou em um embrolho mental onde os produtores que não estão conseguindo manter suas propriedades agora que o vento virou a seu favor não sabe içar a vela pra aproveitar o vento.
Em uma conversa com um amigo e seguidor de meus artigos me disse que queria saber o dia em que mercado daria seu topo para que ele pudesse vender alguns contratos na BMF, a principio fiquei revoltado com esta conduta, pois a meses escrevo que estamos em tendência de alts, e mostrei a ele que esta tendência começou em 2.002 quando a bolsa de Nova Iorque tinha feito o seu fundo e estava em busca de um novo topo de mercado, portanto a tendência tem oito longos anos ,e que estamos nela, e não teria começado em junho deste ano como alguns acreditam , simplesmente olhem o gráfico do café continuo e mensal que verão uma bela e linda lta ou linha de tendência de alta o que mostra que apesar dos preços não estarem sendo satisfatório o mercado vem subindo sistematicamente.
Então porque o medo do sucesso?Porque não ser vitorioso e ser recompensado pelo nosso trabalho?
Uma semana após esta conversa com este seguidor ele me liga querendo saber o que eu achava do mercado me dizendo que teria cometido o mesmo erro de junho quando entrou vendido , vendeu novamente contra esta tendência, com uma diferença desta vez ele sabia que poderia subir o mercado.
Parece que as vezes não tomamos decisões como pessoas adultas e estamos querendo que não ver o obvio, ou estamos querendo passar por vitimas, existe estudos psicológicos sobre isso quando queremos apanhar ao em vez do bem estar.
Nosso trabalho para fazer um café de qualidade e as responsabilidades que os poluidores do mundo nos coloca para proteger a natureza e o governo com leis trabalhista tem que ser recompensados financeiramente , temos o direito de viajar ter carros modernos,nos somos jecas mas com certeza somos jóias e raras. A recompensa tem que vir através da mola do mundo o dinheiro e não em prêmios para ficar na empoeirando na prateleira como as grandes empresas gostam de fazer um jantar com pompas e um Oscar para o produtor e depois o manda pra casa com ilusões para próxima safra.
Em outra conversa com um cliente e amigo esta semana , ele me disse que teve uma bela oferta para vender café descascado a R$500;00 para próxima safra e que a proposta estava tentadora e que queria vender pois este preço a bem pouco tempo era sonho, e que uma grande empresa compraria todo o café deste tipo que encontrasse a venda no mercado, porque será ? A próxima safra que é de ciclo baixo para a produção brasileira com certeza trará preços que realmente parecem sonho, e a continuidade das chuvas nos países centrais reforçam esta teoria, portanto quanto menos munição der para o inimigo maior será a vitória.
O cenário macro econômico apesar da grande crise que esta passando as grandes potencias econômicas não tem data marcada para acabar, o consumo aumentando é u a tendência que não tem hora para acabar, porque vender agora então?
Simples o medo sucesso.
A boa administração desta fase vai levá-la por um grande período de bonança lucros e bem estar,a má administração vai elevar a produção da forma que os manipuladores estão querendo e a fase será rápida não duradoura e frustrante, as vezes penso que é isso que os produtores querem se sentirem coitados do mercado.
A cobrança do governo por parte dos sindicatos tem que ser mais incisivas, uma organização da cadeia produtiva com diretórios, com números palpáveis de produção com números palpáveis de consumo, ou seja, uma política fora das porteiras de nossas propriedades e não ficar se lamentando. Cuidar da produtividade e do meio ambiente são deveres de casa, mas a política também ela é nosso futuro. O mercado tem que pagar pelos nossos deveres manter a natureza enquanto os consumidores poluem.
Graficamente o mercado tem ainda muito para subir e para o próximo vencimento que será em março prevejo novos topos nas bolsas, vamos aguardar para ver onde vai dar.
Continuamos comprados a 198,00 posiçao tomada pelo gráfico de 60 minutos onde fez fundo duplo e nos deu a oportunidade de entrar com stop curto.Procuro oportunidade para desfazer da posição e umq boa oportunidade para entrar comprado para o próximo vencimento março de 2.011.
Tenham toda uma boa semana e que Deus abençoe a todos.
Wagner Pimentel
WWW.cafezinhocomamigos.blogspot.com
O mercado de café mostra o resultado de sua administração desastrosa por parte de seus participantes. Com a economia mundial acelerada e com uma população com fome em consumir o café não ficou atrás disso.
O produtor com preços manipulados do um mercado de quem pode mais chora menos, fez uma espécie de escravatura branca e o produtor do seu lado louco por sua alforria se viu em louca corrida atrás de produtividade, o que parecia ser o mais certo a fazer depois de tantas chibatadas do mercado.
A insensibilidade do outro lado do mercado se esqueceu que sem a galinha não se pode botar o ovo de ouro, realmente não a mataram, mas diminuíram muito a sua ração deixando a classe produtora em baixo do balaio a espera de salvação.
A salvação chegou em forma de uma mudança climática coisa que nem o próprio produtor pode mudar, e um aumento de consumo alem das espectativas. Este cenário se transformou em um embrolho mental onde os produtores que não estão conseguindo manter suas propriedades agora que o vento virou a seu favor não sabe içar a vela pra aproveitar o vento.
Em uma conversa com um amigo e seguidor de meus artigos me disse que queria saber o dia em que mercado daria seu topo para que ele pudesse vender alguns contratos na BMF, a principio fiquei revoltado com esta conduta, pois a meses escrevo que estamos em tendência de alts, e mostrei a ele que esta tendência começou em 2.002 quando a bolsa de Nova Iorque tinha feito o seu fundo e estava em busca de um novo topo de mercado, portanto a tendência tem oito longos anos ,e que estamos nela, e não teria começado em junho deste ano como alguns acreditam , simplesmente olhem o gráfico do café continuo e mensal que verão uma bela e linda lta ou linha de tendência de alta o que mostra que apesar dos preços não estarem sendo satisfatório o mercado vem subindo sistematicamente.
Então porque o medo do sucesso?Porque não ser vitorioso e ser recompensado pelo nosso trabalho?
Uma semana após esta conversa com este seguidor ele me liga querendo saber o que eu achava do mercado me dizendo que teria cometido o mesmo erro de junho quando entrou vendido , vendeu novamente contra esta tendência, com uma diferença desta vez ele sabia que poderia subir o mercado.
Parece que as vezes não tomamos decisões como pessoas adultas e estamos querendo que não ver o obvio, ou estamos querendo passar por vitimas, existe estudos psicológicos sobre isso quando queremos apanhar ao em vez do bem estar.
Nosso trabalho para fazer um café de qualidade e as responsabilidades que os poluidores do mundo nos coloca para proteger a natureza e o governo com leis trabalhista tem que ser recompensados financeiramente , temos o direito de viajar ter carros modernos,nos somos jecas mas com certeza somos jóias e raras. A recompensa tem que vir através da mola do mundo o dinheiro e não em prêmios para ficar na empoeirando na prateleira como as grandes empresas gostam de fazer um jantar com pompas e um Oscar para o produtor e depois o manda pra casa com ilusões para próxima safra.
Em outra conversa com um cliente e amigo esta semana , ele me disse que teve uma bela oferta para vender café descascado a R$500;00 para próxima safra e que a proposta estava tentadora e que queria vender pois este preço a bem pouco tempo era sonho, e que uma grande empresa compraria todo o café deste tipo que encontrasse a venda no mercado, porque será ? A próxima safra que é de ciclo baixo para a produção brasileira com certeza trará preços que realmente parecem sonho, e a continuidade das chuvas nos países centrais reforçam esta teoria, portanto quanto menos munição der para o inimigo maior será a vitória.
O cenário macro econômico apesar da grande crise que esta passando as grandes potencias econômicas não tem data marcada para acabar, o consumo aumentando é u a tendência que não tem hora para acabar, porque vender agora então?
Simples o medo sucesso.
A boa administração desta fase vai levá-la por um grande período de bonança lucros e bem estar,a má administração vai elevar a produção da forma que os manipuladores estão querendo e a fase será rápida não duradoura e frustrante, as vezes penso que é isso que os produtores querem se sentirem coitados do mercado.
A cobrança do governo por parte dos sindicatos tem que ser mais incisivas, uma organização da cadeia produtiva com diretórios, com números palpáveis de produção com números palpáveis de consumo, ou seja, uma política fora das porteiras de nossas propriedades e não ficar se lamentando. Cuidar da produtividade e do meio ambiente são deveres de casa, mas a política também ela é nosso futuro. O mercado tem que pagar pelos nossos deveres manter a natureza enquanto os consumidores poluem.
Graficamente o mercado tem ainda muito para subir e para o próximo vencimento que será em março prevejo novos topos nas bolsas, vamos aguardar para ver onde vai dar.
Continuamos comprados a 198,00 posiçao tomada pelo gráfico de 60 minutos onde fez fundo duplo e nos deu a oportunidade de entrar com stop curto.Procuro oportunidade para desfazer da posição e umq boa oportunidade para entrar comprado para o próximo vencimento março de 2.011.
Tenham toda uma boa semana e que Deus abençoe a todos.
Wagner Pimentel
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