Sinal verde para a proliferação dos controles cambiais
A proliferação das medidas de controle de capital será uma das consequências do
insucesso do G-20 em chegar a algum acordo para restaurar o equilíbrio cambial,
na reunião realizada na semana passada, na capital da Coreia do Sul. Um dos
raros pontos de consenso do G-20 foi exatamente permitir que países emergentes
adotem o controle de capital caso estejam experimentando a valorização
indesejada de suas moedas em função do fluxo extraordinário de capital externo.
Por pressão da comitiva brasileira, o documento final da cúpula de Seul incluiu
em um de seus 74 pontos o sinal verde para o controle de capitais, com a bênção
do Fundo Monetário Internacional (FMI).
A recomendação consta do ponto seis do documento de 17 páginas divulgado pela
cúpula, em que o G-20 trata de políticas monetárias e cambiais. O G-20
recomenda aos países adotar taxas de câmbio flexíveis, que reflitam os
fundamentos econômicos, e a evitar a desvalorização competitiva das moedas.
O ponto seis também autoriza países emergentes com reservas adequadas e câmbio
flexível, mas crescentemente apreciado, a recorrer a medidas macroprudenciais -
codinome para controles de capital - para se protegerem da volatilidade
excessiva do mercado causada pelos fluxos de recursos. Oficialmente, o governo
brasileiro afirma não ter nenhuma carta na manga para arrefecer o forte fluxo
de capital que vem recebendo, especialmente neste ano, e explica a apreciação
do real, com redução de competitividade das exportações e aumento das pressões
internas por medidas para evitar a desindustrialização do país. Mas,
seguramente, não se deve descartar novas medidas, principalmente levando-se em
conta a posição combativa que a comitiva brasileira assumiu em Seul.
Há cerca de um ano, em outubro de 2009, o Ministério da Fazenda reintroduziu o
Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) nos investimentos estrangeiros em
renda fixa, com a alíquota de 2%, e, um mês depois, sobre as ações brasileiras
negociadas no exterior, a 1,5%. Neste ano, o IOF sobre renda fixa foi dobrado
para 4% e, pouco depois, passou a 6%. Além disso, o Banco Central (BC) vem
comprando todo o dólar excedente que entra no país.
Os dados indicam que o capital externo não se retraiu significativamente com as
medidas. O balanço do fluxo cambial de outubro mostra a entrada no país de US$
6,91 bilhões, dos quais US$ 5,14 bilhões referentes a operações financeiras - o
segundo maior volume do ano, somente superado pela marca recorde de US$ 13,7
bilhões de setembro, atingida em função dos investimentos estrangeiros atraídos
pela operação de venda de ações da Petrobras.
O arsenal de medidas que o governo brasileiro pode adotar ainda nem foi tocado
e pode incluir o aumento do IOF também para os investimentos em ações, a
ampliação das compras de dólares pelo BC, a cobrança de Imposto de Renda sobre
os rendimentos obtidos pelos investidores estrangeiros e a atuação da
autoridade monetária no mercado futuro de moedas.
O capital externo é atraído para o Brasil por causa das taxas de juros, uma das
mais elevadas do mundo, e também pelos bons resultados do país ao superar a
crise internacional. Mas também influi nesse fluxo anormal de recursos o
excesso de liquidez global, causado pelas políticas monetárias expansionistas
utilizadas pelos governos dos mercados mais desenvolvidos para tentar superar a
crise. O exemplo mais acabado dessa estratégia são os Estados Unidos, que já
injetaram US$ 1,75 trilhão com a compra de títulos em poder dos bancos e agora
preparam-se para despejar mais US$ 900 bilhões nesse tipo de operação. Parte
desses recursos buscam retorno melhor nos mercados emergentes.
Não só o Brasil mas também outros mercados emergentes tomaram medidas de
controle de capital. Depois da crise, aumentaram as medidas de controle do
capital externo, segundo o FMI. No ano passado foram tomadas pouco mais de 100
medidas de controle em comparação com 60 em 2007.
O investimento estrangeiro é normalmente positivo na medida em que complementa
a poupança doméstica e ajuda a financiar o crescimento econômico, dilui as
fontes de capital e contribui para o desenvolvimento do mercado de capitais.
Mas esse fluxo acaba tendo impacto negativo se for tão intenso a ponto de não
ser digerido adequadamente, e causa bolhas de ativos além de depreciar
artificialmente a taxa de câmbio, prejudicando a competitividade do país.
quarta-feira, 17 de novembro de 2010
U.S. GREEN COFFEE ASSOCIATION - WAREHOUSE STOCKS
November 15, 2010
The Membership
Green Coffee Association, Inc.
WAREHOUSE COFFEE STOCKS
Each month the Association will distribute a port-by-port recapitulation of coffee in warehouses in all ports of
the United States.
The following is a list by port compiled by the Green Coffee Association, Inc. The data furnished is derived
by the local warehouseman in the listed port areas. The compilation has been made by the Green Coffee
Association, Inc. which has no reason to believe the data is not reasonably accurate, but no assurance is
given or representation made as to the accuracy of all or any of the material.
EXCHANGE & NON
EXCHANGE
EXCHANGE & NON
EXCHANGE
PORT 10/31/2010 9/30/2010 DIFFERENCE
NEW YORK 1,107,298 1,188,845 (81,547)
NEW ORLEANS 1,140,719 1,117,703 23,016
JACKSONVILLE 163,000 257,602 (94,602)
MIAMI 199,266 202,921 (3,655)
HOUSTON 571,466 677,621 (106,155)
LAREDO 51,115 70,615 (19,500)
SAN FRANCISCO 368,978 372,936 (3,958)
NORFOLK 127,102 154,455 (27,353)
PHILADELPHIA 3,535 3,020 515
SEATTLE/TACOMA 103,265 96,931 6,334
LOS ANGELES/LONG BEACH 82,411 92,821 (10,410)
BALTIMORE 7,071 9,379 (2,308)
SOUTH CAROLINA* 5,095 4,777 318
TOTAL USA: 3,930,321 4,249,626 (319,305)
It is our hope that this information will be of interest to the membership.
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Starbucks produzirá café na China para atender demanda
A Starbucks Corp. está implantando uma estrutura de produção de café na China, envolvendo cafezais, processadora e centro de pesquisas. A meta é assegurar oferta para abastecer a demanda crescente pela bebida no país e também obter grão de qualidade, escasso atualmente.
A rede norte-americana de cafeterias começará a cultivar grão arábica no primeiro trimestre de 2011 na província de Yuannan, sul do país. A primeira colheita ocorrerá em 2014. Segundo o executivo-chefe da companhia, Howard Schultz, uma torrefadora e um centro de desenvolvimento de pesquisas em café serão instalados junto à fazenda. \"O investimento nessa região demonstra nosso compromisso em tornar a China nosso segundo maior mercado fora dos Estados Unidos.\"
Schultz disse que a ideia é que a qualidade e a quantidade de café produzida ali seja suficiente para abastecer as lojas chinesas, e também outras cafeterias da rede no mundo. Em parceria com o governo local serão investidos cerca de 3 bilhões de yuans (US$ 453 milhões) na produção de 200 mil toneladas (3,33 milhões de sacas de 60 quilos) do grão até 2020. Hoje, a província colhe cerca de 38 mil toneladas.
A demanda por café na China cresce a cada ano. As vendas do setor aumentaram 9% em 2009, para 4,6 bilhões de yuans, cerca de US$ 700 milhões, de acordo com a Euromonitor International. A Starbucks opera 400 lojas no país e quer abrir mais mil espaços nos próximos anos. Hoje, o quinto maior mercado para a empresa, a China tomará o segundo lugar do Canadá nos próximos anos.
A receita da Starbucks no ano fiscal 2010 aumentou 9,5% para US$ 10,7 bilhões ante 2009. As vendas fora dos EUA subiram 6%. A companhia não forneceu dados sobre as vendas na China.
Os preços globais do café saltaram 50% neste ano, alcançando máximas de 13 anos em junho por causa do clima adverso em várias regiões do globo e de safras menores na Colômbia e América Central. Para absorver o aumento dos custos, a Starbucks elevou, em setembro, os preços de alguns de seus produtos, mas apenas nos EUA.
A companhia está em seu segundo ano de recuperação depois de uma reestruturação bem sucedida, que reduziu custos de US$ 600 milhões em sua estrutura operacional. Com a recessão nos Estados Unidos, a rede procura novos caminhos para crescer. Alguns analistas disseram que a recente decisão de descontinuar seu contrato de distribuição com a Kraft Foods Inc. sinaliza que a empresa lançará novos produtos, entre eles uma máquina individual de café expresso, nos moldes da Nespresso, da Nestlé
A rede norte-americana de cafeterias começará a cultivar grão arábica no primeiro trimestre de 2011 na província de Yuannan, sul do país. A primeira colheita ocorrerá em 2014. Segundo o executivo-chefe da companhia, Howard Schultz, uma torrefadora e um centro de desenvolvimento de pesquisas em café serão instalados junto à fazenda. \"O investimento nessa região demonstra nosso compromisso em tornar a China nosso segundo maior mercado fora dos Estados Unidos.\"
Schultz disse que a ideia é que a qualidade e a quantidade de café produzida ali seja suficiente para abastecer as lojas chinesas, e também outras cafeterias da rede no mundo. Em parceria com o governo local serão investidos cerca de 3 bilhões de yuans (US$ 453 milhões) na produção de 200 mil toneladas (3,33 milhões de sacas de 60 quilos) do grão até 2020. Hoje, a província colhe cerca de 38 mil toneladas.
A demanda por café na China cresce a cada ano. As vendas do setor aumentaram 9% em 2009, para 4,6 bilhões de yuans, cerca de US$ 700 milhões, de acordo com a Euromonitor International. A Starbucks opera 400 lojas no país e quer abrir mais mil espaços nos próximos anos. Hoje, o quinto maior mercado para a empresa, a China tomará o segundo lugar do Canadá nos próximos anos.
A receita da Starbucks no ano fiscal 2010 aumentou 9,5% para US$ 10,7 bilhões ante 2009. As vendas fora dos EUA subiram 6%. A companhia não forneceu dados sobre as vendas na China.
Os preços globais do café saltaram 50% neste ano, alcançando máximas de 13 anos em junho por causa do clima adverso em várias regiões do globo e de safras menores na Colômbia e América Central. Para absorver o aumento dos custos, a Starbucks elevou, em setembro, os preços de alguns de seus produtos, mas apenas nos EUA.
A companhia está em seu segundo ano de recuperação depois de uma reestruturação bem sucedida, que reduziu custos de US$ 600 milhões em sua estrutura operacional. Com a recessão nos Estados Unidos, a rede procura novos caminhos para crescer. Alguns analistas disseram que a recente decisão de descontinuar seu contrato de distribuição com a Kraft Foods Inc. sinaliza que a empresa lançará novos produtos, entre eles uma máquina individual de café expresso, nos moldes da Nespresso, da Nestlé
Consumo na Índia aumenta com a popularidade da bebida
Tradicionalmente, o café é conhecido como uma bebida do sul da Índia, mas a crescente demanda pelo produto em estados de outras regiões do país nos últimos anos começou a impulsionar o consumo total de café do país.
Entre 2003 e 2009, o consumo anual de café da Índia cresceu a uma taxa de 42% nos estados não do sul do país, enquanto o mesmo cresceu em 3,5% nos estados do sul. Esses estados, que incluem Tamil Nadu, Kerala, Andhra Pradesh e Karnataka, englobam quase 78% do total de café consumido no país, embora o consumo de café em outras partes do país também esteja aumentando.
O consumo de café tem aumentado em estados como Maharashtra (centro-oeste da Índia) e até mesmo na Região da Capital Nacional (NCR) de Deli nos últimos meses. Especialistas acreditam que a proliferação de redes de cafeteria em outras regiões que não o sul da Índia tenham contribuído para o aumento no consumo.
De acordo com estatísticas divulgadas pela Organização Internacional de Café (ICO), o consumo na Índia vem aumentando de forma constante nos últimos cinco anos, graças à popularidade da bebida no norte. O consumo doméstico aumentou para 1,57 milhão de sacas de 60 quilos em 2009 com relação às 1,35 milhão de sacas em 2006. O consumo de café na Índia aumentou apoiado pelo Cofee Board, que tomou medidas para desenvolver o mercado doméstico para dar suporte aos produtores de café do país.
De forma geral, 80% do café produzido na Índia é exportado e somente 20% é consumido localmente. Essa proporção vem mudando lentamente devido ao aumento no consumo doméstico. Citando uma pesquisa sobre o consumo de café, o presidente do Coffee Board, Jawaid Aktar, disse que o consumo total de café na Índia durante 2009 chegou a 102.000 toneladas, com a divisão urbana e rural de 73% e 27%, respectivamente. É interessante notar que o café instantâneo representa 57% do total de café consumido na Índia. Nas áreas urbanas, o consumo de café instantâneo e de filtro é na proporção de 61:30, enquanto nas áreas rurais é de 46:54. O consumo nas áreas que não são do sul da Índia tem sido em grande parte de café instantâneo.
A penetração do café (bebida consumida nos últimos 12 meses) é de 92% comparado com 59% em 2003, indicando que as pessoas começaram a experimentar essa bebida nos últimos anos, disse o presidente do Coffee Board. As regiões não do sul do país têm sido identificadas como área potencial para aumentar o crescimento no consumo no futuro, disse ele.
Entre 2003 e 2009, o consumo anual de café da Índia cresceu a uma taxa de 42% nos estados não do sul do país, enquanto o mesmo cresceu em 3,5% nos estados do sul. Esses estados, que incluem Tamil Nadu, Kerala, Andhra Pradesh e Karnataka, englobam quase 78% do total de café consumido no país, embora o consumo de café em outras partes do país também esteja aumentando.
O consumo de café tem aumentado em estados como Maharashtra (centro-oeste da Índia) e até mesmo na Região da Capital Nacional (NCR) de Deli nos últimos meses. Especialistas acreditam que a proliferação de redes de cafeteria em outras regiões que não o sul da Índia tenham contribuído para o aumento no consumo.
De acordo com estatísticas divulgadas pela Organização Internacional de Café (ICO), o consumo na Índia vem aumentando de forma constante nos últimos cinco anos, graças à popularidade da bebida no norte. O consumo doméstico aumentou para 1,57 milhão de sacas de 60 quilos em 2009 com relação às 1,35 milhão de sacas em 2006. O consumo de café na Índia aumentou apoiado pelo Cofee Board, que tomou medidas para desenvolver o mercado doméstico para dar suporte aos produtores de café do país.
De forma geral, 80% do café produzido na Índia é exportado e somente 20% é consumido localmente. Essa proporção vem mudando lentamente devido ao aumento no consumo doméstico. Citando uma pesquisa sobre o consumo de café, o presidente do Coffee Board, Jawaid Aktar, disse que o consumo total de café na Índia durante 2009 chegou a 102.000 toneladas, com a divisão urbana e rural de 73% e 27%, respectivamente. É interessante notar que o café instantâneo representa 57% do total de café consumido na Índia. Nas áreas urbanas, o consumo de café instantâneo e de filtro é na proporção de 61:30, enquanto nas áreas rurais é de 46:54. O consumo nas áreas que não são do sul da Índia tem sido em grande parte de café instantâneo.
A penetração do café (bebida consumida nos últimos 12 meses) é de 92% comparado com 59% em 2003, indicando que as pessoas começaram a experimentar essa bebida nos últimos anos, disse o presidente do Coffee Board. As regiões não do sul do país têm sido identificadas como área potencial para aumentar o crescimento no consumo no futuro, disse ele.
terça-feira, 16 de novembro de 2010
Opinião - BRASIL COLÔNIA - Fernando Souza Barros - 16/11/2010
Prezada Presidente eleita Dilma Roussef
Queremos externar a grata satisfação em termos pela primeira vez uma mulher na Presidência da Republica e contarmos com a sua competência para corrigir os problemas que nos afligem nesta área que vão desde a parte tributária até a logística, gestão e planejamento do setor e que tem provocado sérios prejuízos ao País e aos pequenos produtores.
Vamos aqui comentar o problema do café arábica, produto que tem 50% do mercado mundial e não conseguimos colocar um preço que propicie renda ao produtor pelo simples fato de que as vendas são feitas a longo prazo e com um desconto de 25 a 30 centavos de dólar sobre a cotação da Bolsa de N.York cujo café é Colombiano (contrato C) lavado e, portanto nada a ver com o nosso natural que além de ótima qualidade nos permite aguardar (armazenar) o melhor momento para vender sem perder sua qualidade enquanto o Colombiano e Centrais precisam ser comercializados num prazo de 6 meses quando começa a perder sua cor e qualidade haja visto os cafés certificados da Bolsa de N.York que hoje deveriam ter um deságio de algo em torno de 40% e, no entanto estão lá sem deságio e assim ninguém quer.
Portanto quando olhamos a cotação de U$2 por libra peso na tela para o mês de março de 2011 em N.York temos que:
1- A Colômbia vende a + 40/50.... centavos de dólar sobre este preço.
2- O Brasil vende a menos 25/30 centavos de dólar também sobre este preço.
3- Se o contrato C é o do café Colombiano por que a cotação não está a U$2,40/50 por exemplo?
4- Esta diferença ao fazermos os cálculos já nos dá um prejuízo de: [(2,40 - 0,25) – (2 - 0,25)] = [ 2,15 – 1,75] = 0,40 por libra vezes 132,28(equivale a uma saca) = U$52,91 vezes R$1,70 = R$89,95 por saca.
5- O PIS e COFINS (9,25%) sobre o preço de uma saca comprada de Cooperativa ( que não recolheu nada) confere um crédito de R$34,00 ao Exportador que ou joga na gaveta para receber do Governo (hoje cerca de 300 a 400 milhões de reais por ano) ou recupera via torrefação, ou outras vias.
6- Aí se concretiza diversos malefícios á sociedade e ao contribuinte.
A- O País perde divisas fazendo dumping no Mercado Internacional, baseado numa cotação de um concorrente e de um produto que não é o nosso.
B- Não conseguimos fazer Marketing, pois a Colômbia prega que o seu produto é melhor e com isto vendemos muito mais barato.
C- A utilização do PIS e COFINS como mecanismo para exportar prejudica os pequenos e médios Exportadores e Comerciantes que não conseguem competir com as Multinacionais (algumas com torrefação), fazendo com que o produtor vire refém de poucos compradores, pois o Exportador dá preferência em comprar com nota de Cooperativa e assim acaba a transparência do Mercado e o surgimento de novos compradores.
D- Já explicamos esta situação junto ao Governo, mas a pressão é grande das Multinacionais e Exportadores capazes de utilizar este artifício. Queremos a sua extinção e ponto final!
Assim chegamos a um prejuízo anual de cerca de 4 bilhões e 600 milhões de reais à custa de 300 mil cafeicultores e 8 milhões de trabalhadores (diretos e indiretos). Se isto não bastasse temos uma dívida no setor de 10 a 12 bilhões de reais que transformam os produtores em reféns de um Sistema que não os deixa capitalizar e na maioria das vezes sem condições de vender por opinião e sim por precisão. Exportamos aumento de dívida e impostos embutidos no preço (e a transparência?).
Precisamos mudar resolver e criar condições para que o produtor finalmente tenha prazer em produzir e ter uma vida digna sem precisar correr o risco de na sua falta deixar a família quebrada. (aqui cabe um seguro de vida amplo aos produtores).
Finalmente contamos com a sua colaboração, o dialogo e estamos prontos para ajudá-la a executar o plano Estratégico que apresentamos ao Governo e que vai tirar o produtor do fracasso e o Brasil de Colônia vendendo o máximo pelo mínimo.
Fernando Souza Barros
Diretor Executivo para Assuntos Econômicos da SINCAL
Queremos externar a grata satisfação em termos pela primeira vez uma mulher na Presidência da Republica e contarmos com a sua competência para corrigir os problemas que nos afligem nesta área que vão desde a parte tributária até a logística, gestão e planejamento do setor e que tem provocado sérios prejuízos ao País e aos pequenos produtores.
Vamos aqui comentar o problema do café arábica, produto que tem 50% do mercado mundial e não conseguimos colocar um preço que propicie renda ao produtor pelo simples fato de que as vendas são feitas a longo prazo e com um desconto de 25 a 30 centavos de dólar sobre a cotação da Bolsa de N.York cujo café é Colombiano (contrato C) lavado e, portanto nada a ver com o nosso natural que além de ótima qualidade nos permite aguardar (armazenar) o melhor momento para vender sem perder sua qualidade enquanto o Colombiano e Centrais precisam ser comercializados num prazo de 6 meses quando começa a perder sua cor e qualidade haja visto os cafés certificados da Bolsa de N.York que hoje deveriam ter um deságio de algo em torno de 40% e, no entanto estão lá sem deságio e assim ninguém quer.
Portanto quando olhamos a cotação de U$2 por libra peso na tela para o mês de março de 2011 em N.York temos que:
1- A Colômbia vende a + 40/50.... centavos de dólar sobre este preço.
2- O Brasil vende a menos 25/30 centavos de dólar também sobre este preço.
3- Se o contrato C é o do café Colombiano por que a cotação não está a U$2,40/50 por exemplo?
4- Esta diferença ao fazermos os cálculos já nos dá um prejuízo de: [(2,40 - 0,25) – (2 - 0,25)] = [ 2,15 – 1,75] = 0,40 por libra vezes 132,28(equivale a uma saca) = U$52,91 vezes R$1,70 = R$89,95 por saca.
5- O PIS e COFINS (9,25%) sobre o preço de uma saca comprada de Cooperativa ( que não recolheu nada) confere um crédito de R$34,00 ao Exportador que ou joga na gaveta para receber do Governo (hoje cerca de 300 a 400 milhões de reais por ano) ou recupera via torrefação, ou outras vias.
6- Aí se concretiza diversos malefícios á sociedade e ao contribuinte.
A- O País perde divisas fazendo dumping no Mercado Internacional, baseado numa cotação de um concorrente e de um produto que não é o nosso.
B- Não conseguimos fazer Marketing, pois a Colômbia prega que o seu produto é melhor e com isto vendemos muito mais barato.
C- A utilização do PIS e COFINS como mecanismo para exportar prejudica os pequenos e médios Exportadores e Comerciantes que não conseguem competir com as Multinacionais (algumas com torrefação), fazendo com que o produtor vire refém de poucos compradores, pois o Exportador dá preferência em comprar com nota de Cooperativa e assim acaba a transparência do Mercado e o surgimento de novos compradores.
D- Já explicamos esta situação junto ao Governo, mas a pressão é grande das Multinacionais e Exportadores capazes de utilizar este artifício. Queremos a sua extinção e ponto final!
Assim chegamos a um prejuízo anual de cerca de 4 bilhões e 600 milhões de reais à custa de 300 mil cafeicultores e 8 milhões de trabalhadores (diretos e indiretos). Se isto não bastasse temos uma dívida no setor de 10 a 12 bilhões de reais que transformam os produtores em reféns de um Sistema que não os deixa capitalizar e na maioria das vezes sem condições de vender por opinião e sim por precisão. Exportamos aumento de dívida e impostos embutidos no preço (e a transparência?).
Precisamos mudar resolver e criar condições para que o produtor finalmente tenha prazer em produzir e ter uma vida digna sem precisar correr o risco de na sua falta deixar a família quebrada. (aqui cabe um seguro de vida amplo aos produtores).
Finalmente contamos com a sua colaboração, o dialogo e estamos prontos para ajudá-la a executar o plano Estratégico que apresentamos ao Governo e que vai tirar o produtor do fracasso e o Brasil de Colônia vendendo o máximo pelo mínimo.
Fernando Souza Barros
Diretor Executivo para Assuntos Econômicos da SINCAL
COMMODITIES PERDENDO UM POUCO O BRILHO
COMMODITIES PERDENDO UM POUCO O BRILHO
A divulgação da inflação chinesa de 4.4% (anualizada) no mês de outubro, além de ter sido acima das expectativas e estar ainda mais distante da meta do governo, provocou uma reviravolta forte nas commodities com a especulação de que o governo chinês adotará novas medidas de restrições monetárias.
Notícias de que novos limites para os fundos de investimentos podem ser implementados pelo CFTC (órgão regulador americano dos mercados futuros) a partir do começo de dezembro, e da não aprovação do investimento de 2 bilhões de dólares em commodities pelo 2º maior fundo de pensão dos Estados Unidos (dos professores da Califórnia), ajudaram a tirar o brilho das commodities no curto-prazo. Não há dúvidas também de que a alta do dólar americano, desencadeada pelo desconforto com os débitos soberanos europeus, contribuiu para a maior queda das commodities em 18 meses. O açúcar sozinho caiu 20% em duas sessões, e outros produtos sofreram quedas fortes, como os grãos, algodão, prata, e café.
Embora, desde o nosso último comentário, o café em Nova Iorque tenha caído 2.60% ,ou “apenas” US$ 6.22 por saca, o fechamento do dezembro na semana em US$ 200.45 centavos/libra ficou a US$ 18.25 centavos da alta que vimos na terça-feira, US$ 218.70 centavos/libra – o mais alto nível desde junho de 1997. Olhando por este prisma o ajuste de sexta-feira foi US$ 24.14 por saca abaixo da máxima.
Em reais o contrato “C” está no segundo maior nível desde 14 de março de 2005 quando o contrato estava a US$ 138.50 centavos e a moeda brasileira negociava a R$ 2.60 contra o dólar. E o Brasil está aproveitando. As exportações brasileiras de outubro, divulgadas no começo da semana pela CECAFÉ, foram a maior da história do país, 3,404,402 sacas, a um preço médio de US$ 191.99 a saca de 60 quilos – valor alcançado pela última vez em maio de 1998. Ou seja, nada mal para os produtores brasileiros, que embora digam que o custo de mão-de-obra era bem menor 12 anos atrás, têm em contraponto uma produtividade maior.
As chuvas pararam no Vietnã, contribuindo para o andamento da colheita. O prognóstico de uma maior disponibilidade de café no país derrubou não só os preços da bolsa mas os diferenciais. O mesmo acontece nas origens produtoras do arábica. Na Colômbia mais especificamente, os diferenciais caíram para os níveis mais baixos desde 2009, curiosamente em alguns casos ficando mais baratos do que outros cafés de países da América Central – algo raro de acontecer.
A proximidade do primeiro dia de notificação do contrato de dezembro, na sexta-feira próximo dia 19, fez com que os torradores surgissem correndo atrás do atraso de suas coberturas. Isto porquê tanto os dealers quanto os exportadores de várias origens restringiram que a indústria rolasse mais um mês suas fixações, dado que muitos estão fazendo isto desde a tela de julho passado. O motivo é simples, com tanto atraso nos livros, aqueles que permitiram as postergações das fixações tem que bancar margem, que óbviamente tem sido alta pois o mercado não para de subir. Portanto chegou a hora de acertar, pelo menos parcialmente, os livros para o próximo ano, e liberar um pouco de caixa para que novas posições no físico sejam tomadas.
Tudo indica que o mercado continuará caindo, a começar pelo enfraquecimento dos diferenciais, seguido pela fraqueza da estrutura, a firmeza do dólar, um menor interesse por commodities, e um menor risco daqueles que estão vendidos em opções de compras (calls), pois os últimos foram forçados a defender suas posições quando o contrato de março negociou a US$ 220.00 centavos na semana que se encerrou.
Se o mercado buscar US$ 185.00 centavos na curta semana no Brasil, provavelmente isto acontecerá depois que os torradores ajustarem seus livros no contrato de dezembro. Portanto aos produtores que querem ou precisam fazer caixa para as compras de natal, aproveitem para vender.
Uma ótima semana e muito bons negócios para todos.
Rodrigo Costa
A divulgação da inflação chinesa de 4.4% (anualizada) no mês de outubro, além de ter sido acima das expectativas e estar ainda mais distante da meta do governo, provocou uma reviravolta forte nas commodities com a especulação de que o governo chinês adotará novas medidas de restrições monetárias.
Notícias de que novos limites para os fundos de investimentos podem ser implementados pelo CFTC (órgão regulador americano dos mercados futuros) a partir do começo de dezembro, e da não aprovação do investimento de 2 bilhões de dólares em commodities pelo 2º maior fundo de pensão dos Estados Unidos (dos professores da Califórnia), ajudaram a tirar o brilho das commodities no curto-prazo. Não há dúvidas também de que a alta do dólar americano, desencadeada pelo desconforto com os débitos soberanos europeus, contribuiu para a maior queda das commodities em 18 meses. O açúcar sozinho caiu 20% em duas sessões, e outros produtos sofreram quedas fortes, como os grãos, algodão, prata, e café.
Embora, desde o nosso último comentário, o café em Nova Iorque tenha caído 2.60% ,ou “apenas” US$ 6.22 por saca, o fechamento do dezembro na semana em US$ 200.45 centavos/libra ficou a US$ 18.25 centavos da alta que vimos na terça-feira, US$ 218.70 centavos/libra – o mais alto nível desde junho de 1997. Olhando por este prisma o ajuste de sexta-feira foi US$ 24.14 por saca abaixo da máxima.
Em reais o contrato “C” está no segundo maior nível desde 14 de março de 2005 quando o contrato estava a US$ 138.50 centavos e a moeda brasileira negociava a R$ 2.60 contra o dólar. E o Brasil está aproveitando. As exportações brasileiras de outubro, divulgadas no começo da semana pela CECAFÉ, foram a maior da história do país, 3,404,402 sacas, a um preço médio de US$ 191.99 a saca de 60 quilos – valor alcançado pela última vez em maio de 1998. Ou seja, nada mal para os produtores brasileiros, que embora digam que o custo de mão-de-obra era bem menor 12 anos atrás, têm em contraponto uma produtividade maior.
As chuvas pararam no Vietnã, contribuindo para o andamento da colheita. O prognóstico de uma maior disponibilidade de café no país derrubou não só os preços da bolsa mas os diferenciais. O mesmo acontece nas origens produtoras do arábica. Na Colômbia mais especificamente, os diferenciais caíram para os níveis mais baixos desde 2009, curiosamente em alguns casos ficando mais baratos do que outros cafés de países da América Central – algo raro de acontecer.
A proximidade do primeiro dia de notificação do contrato de dezembro, na sexta-feira próximo dia 19, fez com que os torradores surgissem correndo atrás do atraso de suas coberturas. Isto porquê tanto os dealers quanto os exportadores de várias origens restringiram que a indústria rolasse mais um mês suas fixações, dado que muitos estão fazendo isto desde a tela de julho passado. O motivo é simples, com tanto atraso nos livros, aqueles que permitiram as postergações das fixações tem que bancar margem, que óbviamente tem sido alta pois o mercado não para de subir. Portanto chegou a hora de acertar, pelo menos parcialmente, os livros para o próximo ano, e liberar um pouco de caixa para que novas posições no físico sejam tomadas.
Tudo indica que o mercado continuará caindo, a começar pelo enfraquecimento dos diferenciais, seguido pela fraqueza da estrutura, a firmeza do dólar, um menor interesse por commodities, e um menor risco daqueles que estão vendidos em opções de compras (calls), pois os últimos foram forçados a defender suas posições quando o contrato de março negociou a US$ 220.00 centavos na semana que se encerrou.
Se o mercado buscar US$ 185.00 centavos na curta semana no Brasil, provavelmente isto acontecerá depois que os torradores ajustarem seus livros no contrato de dezembro. Portanto aos produtores que querem ou precisam fazer caixa para as compras de natal, aproveitem para vender.
Uma ótima semana e muito bons negócios para todos.
Rodrigo Costa
TRÊS BILHÕES DE DÓLARES POR ÁGUA ABAIXO
TRÊS BILHÕES DE DÓLARES POR ÁGUA ABAIXO
O mercado de açúcar teve a maior queda em dois dias desde que foi inaugurado em 1961. Também foi a maior liquidação dos últimos 30 anos. Os preços derreteram 120 dólares por tonelada na semana, num estrago que fez desaparecer, num piscar de olhos, 3,3 bilhões de dólares. Essa foi a maior queda numa semana desde março de 1980 quando o mercado caiu 123 dólares por tonelada. Agora é sentar e lamber as feridas. E nós já vimos esse filme antes.
Uma enxurrada de notícias ruins combinada com uma desastrosa alteração na margem de garantia pedida pela ICE só pioraram as coisas uma vez que hedgers e specs tiveram que ajustar suas posições para atender às novas necessidades de margem. Um aumento de 65% não precisava ser feito de uma talagada só, poderia ter sido ministrado em doses homeopáticas desde que o mercado começou a subir há algumas semanas. Uma alteração dessa magnitude de supetão e de uma só vez distorce o mercado com maior rapidez, traz instabilidade e consequente aumento de volatilidade que é exatamente o que a bolsa deveria trabalhar para evitar.
É óbvio que o aumento da volatilidade afeta a margem de garantia. A margem de garantia serve principalmente como colchão a ser utilizado caso haja falta de pagamento dos ajustes diários. Mas faça o cálculo: pegue a volatilidade anualizada do mercado de 55%, divida pela raiz de 252 (que são os dias de pregão por ano), isso dá uma volatilidade de 3,46% ao dia. Multiplique por dois para usarmos dois desvios padrão e assim cobrirmos 95% dos eventos. Isso dá 6,93%. Agora multiplique isso pelo valor de 1 contrato de açúcar (112.000 libra-peso vezes 30 centavos de dólar = US$ 33.600). Dá US$ 2.400. Eles subiram para US$ 3.550 e vão subir segunda-feira novamente para US$ 3.900. Pioraram as coisas ao fazerem da chamada de margem causa e não consequência. Aumentam o estresse ao invés de diminuí-lo.
No cenário macro, a preocupação de ajustes na economia chinesa fez com que as commodities despencassem nas principais bolsas do planeta. A alta da inflação na China (4,4% anual) pode fazer com que o governo chinês aumente as taxas de juro, com isso haveria uma redução na demanda. Para conter a inflação o governo vendeu estoques de algodão, cobre e há informação de que pode também vender soja e açúcar. A reação dos investidores foi de pânico acentuado como ocorre em situações assim. Não apenas o açúcar fechou em queda livre, mas também aveia, milho e trigo derreteram 9%.
No cenário fundamentalista do açúcar, entra no enredo a notícia sobre a possibilidade de o governo indiano autorizar uma exportação de 3,5 milhões de toneladas, um acréscimo de um milhão em relação ao que o mercado esperava. Muito pouco para esse estrago todo. Pense: a queda nominal do mercado em 3,3 bilhões de dólares daria para comprar ao fechamento de sexta-feira mais de 5 milhões de toneladas de açúcar. Alguma coisa não bate nesse pânico todo. O negócio é esfriar a cabeça e repensar a estratégia, pois o mercado continua construtivo do ponto de vista fundamentalista uma vez que as questões principais não estão e não serão resolvidas da noite para o dia. Nós ainda vamos precisar de 55 milhões de toneladas de cana a mais no ano que vem e nós não vamos tê-las, portanto, assim que o vendaval passar o mercado deve lembrar-se disso novamente.
Fica um gosto amargo na boca de quem esperava preços mais altos para fazer seu hedge. A gente parece não aprender nunca, não é mesmo? No entanto, não havia como fazer hedge sem lastro financeiro. É por isso que pouco hedge foi feito comparativamente às oportunidades que vimos passar por nossos olhos como éguas da crina dourada. Segundo o modelo da Archer Consulting, o total de fixações para a safra 2011/2012 está entre 4,954 e 6,192 milhões de toneladas ao preço médio de 21,09 centavos de dólar por libra-peso.
Os fundamentos continuam firmes apesar dos fatores exógenos. O Brasil continua sendo o maior responsável para atender a demanda mundial de açúcar bruto e as perspectivas para 2011 são positivas. Se você conseguir se convencer a não se jogar do topo do prédio onde trabalha e aguardar 2011 vai dar risada desses momentos funestos. Se não conseguir, eu sinto muito pela sua alma.
Não esqueça uma coisa importante: ainda com todo o colapso da semana, baseado no fechamento, a liquidação média para a safra 2011/2012 é equivalente a R$ 36,5507 por saca posto usina, sem custo financeiro. Ou seja, um retorno de 29% sobre o custo de produção.
O inferno astral atingiu em cheio o Fundo Fictício da Archer Consulting. Ajustamos a posição vendendo 200 lotes a 26,47. No entanto estamos long no delta equivalente a 384 lotes. Fechamos a semana com um prejuízo de US$ 1.084.199,74 dos quais, pelo menos US$ 600.000, referem-se ao aumento da volatilidade. Nosso lucro acumulado baixou para US$ 2.994.444,04 com retorno anualizado de 110,41%. Vamos zerar o long vendendo calls (opções de compra) de preço de exercício 25 centavos de dólar por libra-peso. O mundo é cruel.
Boa semana para todos.
Arnaldo Luiz Corrêa
O mercado de açúcar teve a maior queda em dois dias desde que foi inaugurado em 1961. Também foi a maior liquidação dos últimos 30 anos. Os preços derreteram 120 dólares por tonelada na semana, num estrago que fez desaparecer, num piscar de olhos, 3,3 bilhões de dólares. Essa foi a maior queda numa semana desde março de 1980 quando o mercado caiu 123 dólares por tonelada. Agora é sentar e lamber as feridas. E nós já vimos esse filme antes.
Uma enxurrada de notícias ruins combinada com uma desastrosa alteração na margem de garantia pedida pela ICE só pioraram as coisas uma vez que hedgers e specs tiveram que ajustar suas posições para atender às novas necessidades de margem. Um aumento de 65% não precisava ser feito de uma talagada só, poderia ter sido ministrado em doses homeopáticas desde que o mercado começou a subir há algumas semanas. Uma alteração dessa magnitude de supetão e de uma só vez distorce o mercado com maior rapidez, traz instabilidade e consequente aumento de volatilidade que é exatamente o que a bolsa deveria trabalhar para evitar.
É óbvio que o aumento da volatilidade afeta a margem de garantia. A margem de garantia serve principalmente como colchão a ser utilizado caso haja falta de pagamento dos ajustes diários. Mas faça o cálculo: pegue a volatilidade anualizada do mercado de 55%, divida pela raiz de 252 (que são os dias de pregão por ano), isso dá uma volatilidade de 3,46% ao dia. Multiplique por dois para usarmos dois desvios padrão e assim cobrirmos 95% dos eventos. Isso dá 6,93%. Agora multiplique isso pelo valor de 1 contrato de açúcar (112.000 libra-peso vezes 30 centavos de dólar = US$ 33.600). Dá US$ 2.400. Eles subiram para US$ 3.550 e vão subir segunda-feira novamente para US$ 3.900. Pioraram as coisas ao fazerem da chamada de margem causa e não consequência. Aumentam o estresse ao invés de diminuí-lo.
No cenário macro, a preocupação de ajustes na economia chinesa fez com que as commodities despencassem nas principais bolsas do planeta. A alta da inflação na China (4,4% anual) pode fazer com que o governo chinês aumente as taxas de juro, com isso haveria uma redução na demanda. Para conter a inflação o governo vendeu estoques de algodão, cobre e há informação de que pode também vender soja e açúcar. A reação dos investidores foi de pânico acentuado como ocorre em situações assim. Não apenas o açúcar fechou em queda livre, mas também aveia, milho e trigo derreteram 9%.
No cenário fundamentalista do açúcar, entra no enredo a notícia sobre a possibilidade de o governo indiano autorizar uma exportação de 3,5 milhões de toneladas, um acréscimo de um milhão em relação ao que o mercado esperava. Muito pouco para esse estrago todo. Pense: a queda nominal do mercado em 3,3 bilhões de dólares daria para comprar ao fechamento de sexta-feira mais de 5 milhões de toneladas de açúcar. Alguma coisa não bate nesse pânico todo. O negócio é esfriar a cabeça e repensar a estratégia, pois o mercado continua construtivo do ponto de vista fundamentalista uma vez que as questões principais não estão e não serão resolvidas da noite para o dia. Nós ainda vamos precisar de 55 milhões de toneladas de cana a mais no ano que vem e nós não vamos tê-las, portanto, assim que o vendaval passar o mercado deve lembrar-se disso novamente.
Fica um gosto amargo na boca de quem esperava preços mais altos para fazer seu hedge. A gente parece não aprender nunca, não é mesmo? No entanto, não havia como fazer hedge sem lastro financeiro. É por isso que pouco hedge foi feito comparativamente às oportunidades que vimos passar por nossos olhos como éguas da crina dourada. Segundo o modelo da Archer Consulting, o total de fixações para a safra 2011/2012 está entre 4,954 e 6,192 milhões de toneladas ao preço médio de 21,09 centavos de dólar por libra-peso.
Os fundamentos continuam firmes apesar dos fatores exógenos. O Brasil continua sendo o maior responsável para atender a demanda mundial de açúcar bruto e as perspectivas para 2011 são positivas. Se você conseguir se convencer a não se jogar do topo do prédio onde trabalha e aguardar 2011 vai dar risada desses momentos funestos. Se não conseguir, eu sinto muito pela sua alma.
Não esqueça uma coisa importante: ainda com todo o colapso da semana, baseado no fechamento, a liquidação média para a safra 2011/2012 é equivalente a R$ 36,5507 por saca posto usina, sem custo financeiro. Ou seja, um retorno de 29% sobre o custo de produção.
O inferno astral atingiu em cheio o Fundo Fictício da Archer Consulting. Ajustamos a posição vendendo 200 lotes a 26,47. No entanto estamos long no delta equivalente a 384 lotes. Fechamos a semana com um prejuízo de US$ 1.084.199,74 dos quais, pelo menos US$ 600.000, referem-se ao aumento da volatilidade. Nosso lucro acumulado baixou para US$ 2.994.444,04 com retorno anualizado de 110,41%. Vamos zerar o long vendendo calls (opções de compra) de preço de exercício 25 centavos de dólar por libra-peso. O mundo é cruel.
Boa semana para todos.
Arnaldo Luiz Corrêa
sábado, 13 de novembro de 2010
Cooxupé atinge recebimento de 5 milhões de sacas
A maior cooperativa de café do mundo, a Cooxupé, completou hoje, terça-feira (11), a captação de cinco milhões de sacas. A cooperativa vai ter muito que comemorar este ano, pois esta é apenas mais uma marca entre as muitas que deve bater em 2010. Segundo o jornal Brasil Econômico, o faturamento também deve crescer cerca de 15%. Ainda de acordo com a matéria, a Cooxupé fechou 2009 com um faturamento de R$ 1,56 bilhão e, neste ano, deve contabilizar R$ 1,8 bilhão. A receita vem do café verde em 75%, a venda de insumos é responsável por 25% desse montante e outras atividades fica com 5%.
Ainda comparando-se com o ano passado, a Cooxupé comercializou 4,2 milhões de sacas e agora deve vender 4,5 milhões de sacas. A diferença não é grande, mas esse fator se deu porque no ano passado os produtores guardaram um pouco do café para vendê-lo em época de melhores preços, como o que está acontecendo e o mesmo deve se repetir nesse ano, considerando-se que no ano que vem a safra será menor, devido à bianualidade da produção.
Rigor
Apesar da crise que o setor vem atravessando, a Cooxupé vem obtendo resultados positivos ao longo de sua história. E o presidente da cooperativa, Carlos Paulino, explica porque, de acordo com o Jornal Brasil Econômico, em matéria do dia 30 de setembro: “Quem quebra as cooperativas são os cooperados, quando não pagam suas dívidas com elas. Mas nós temos uma política rigorosa de crédito”, disse o presidente.
Infraestrutura
A Cooxupé foi fundada há 75 anos, como uma cooperativa de crédito agrícola e em 1957 transformou-se em uma cooperativa para cafeicultores.
Atualmente, para armazenagem, processamento e comercialização de tanto café, a Cooxupé deve concluir até março de 2011 um novo complexo, em Guaxupé, cidade sede da cooperativa. O empreendimento terá capacidade para armazenar 1,1 milhão de sacas e processar 10 mil sacas por dia, dobrando o volume diário atual. “Já investimos R$ 31 milhões e faltam R$ 20 milhões até a conclusão da obra”, diz Paulino, sendo que os R$ 50 milhões foram obtidos através do Banco Nacional de Desenvolvimento Social. (BNDES).
A cooperativa conta com aproximadamente 12 mil cooperados e mais de dois mil colaboradores, recebendo café produzido em mas de 200 municípios, localizados nas regiões Sul de Minas, Alto Paranaíba (Cerrado Mineiro) e Vale do Rio Pardo, no estado de São Paulo.
Para atender tantos cooperados que atuam nessa grande região de produção, conta com dez núcleos em diferentes cidades, seis filiais e seis unidades avançadas, que oferecem serviços de armazenagem, atendimento técnico, comercialização, entre outros, como as lojas para fornecimento de insumos.
Ainda comparando-se com o ano passado, a Cooxupé comercializou 4,2 milhões de sacas e agora deve vender 4,5 milhões de sacas. A diferença não é grande, mas esse fator se deu porque no ano passado os produtores guardaram um pouco do café para vendê-lo em época de melhores preços, como o que está acontecendo e o mesmo deve se repetir nesse ano, considerando-se que no ano que vem a safra será menor, devido à bianualidade da produção.
Rigor
Apesar da crise que o setor vem atravessando, a Cooxupé vem obtendo resultados positivos ao longo de sua história. E o presidente da cooperativa, Carlos Paulino, explica porque, de acordo com o Jornal Brasil Econômico, em matéria do dia 30 de setembro: “Quem quebra as cooperativas são os cooperados, quando não pagam suas dívidas com elas. Mas nós temos uma política rigorosa de crédito”, disse o presidente.
Infraestrutura
A Cooxupé foi fundada há 75 anos, como uma cooperativa de crédito agrícola e em 1957 transformou-se em uma cooperativa para cafeicultores.
Atualmente, para armazenagem, processamento e comercialização de tanto café, a Cooxupé deve concluir até março de 2011 um novo complexo, em Guaxupé, cidade sede da cooperativa. O empreendimento terá capacidade para armazenar 1,1 milhão de sacas e processar 10 mil sacas por dia, dobrando o volume diário atual. “Já investimos R$ 31 milhões e faltam R$ 20 milhões até a conclusão da obra”, diz Paulino, sendo que os R$ 50 milhões foram obtidos através do Banco Nacional de Desenvolvimento Social. (BNDES).
A cooperativa conta com aproximadamente 12 mil cooperados e mais de dois mil colaboradores, recebendo café produzido em mas de 200 municípios, localizados nas regiões Sul de Minas, Alto Paranaíba (Cerrado Mineiro) e Vale do Rio Pardo, no estado de São Paulo.
Para atender tantos cooperados que atuam nessa grande região de produção, conta com dez núcleos em diferentes cidades, seis filiais e seis unidades avançadas, que oferecem serviços de armazenagem, atendimento técnico, comercialização, entre outros, como as lojas para fornecimento de insumos.
CLIMA NUBLADO COM CHUVA NAS REGIÃO CAFEEIRA DO SUDESTE
REGIÃO SUDESTE
13/11/2010 - Sábado
ENCOBERTO A NUBLADO COM CHUVA NO ESPÍRITO SANTO. PARCIALMENTE NUBLADO A NUBLADO COM CHUVA E TROVOADAS EM MINAS GERAIS, RIO DE JANEIRO E NORTE DE SÃO PAULO. PODE CHOVER NO LESTE DE SÃO PAULO. DEMAIS ÁREAS PARCIALMENTE NUBLADO.
Temperatura max.: 34 °C min.: 9 °C
14/11/2010 - Domingo
NUBLADO COM CHUVA NO ESPÍRITO SANTO E RIO DE JANEIRO. PARCIALMENTE NUBLADO A NUBLADO COM CHUVA NO NORTE E NOROESTE DE SÃO PAULO, NOROESTE E LESTE DE MINAS GERAIS. PODE CHOVER NO RESTANTE DA REGIÃO.
Temperatura max.: 35 °C min.: 8 °C
15/11/2010 - Segunda-Feira
NUBLADO A ENCOBERTO COM CHUVA E/OU CHUVISCOS NO ESPÍRITO SANTO. PARCIALMENTE NUBLADO A NUBLADO COM CHUVA NO RIO DE JANEIRO, SÃO PAULO E NO NORTE DE MINAS GERAIS. PODE CHOVER NO RESTANTE DE MINAS GERAIS. DEMAIS ÁREAS COM NEBULOSIDADE VARIÁVEL.
Temperatura max.: 36 °C min.: 10 °C
16/11/2010 - Terça-Feira
PARCIALMENTE NUBLADO A NUBLADO COM PANCADAS DE CHUVA E TROVOADAS EM MINAS GERAIS, NO ESPÍRITO SANTO E NO RIO DE JANEIRO. NUBLADO COM PERÍODOS DE PARCIALMENTE NUBLADO COM PANCADA DE CHUVAS E POSSÍVEIS TROVOADAS EM SÃO PAULO.
Temperatura max.: 35 °C min.: 10 °C
13/11/2010 - Sábado
ENCOBERTO A NUBLADO COM CHUVA NO ESPÍRITO SANTO. PARCIALMENTE NUBLADO A NUBLADO COM CHUVA E TROVOADAS EM MINAS GERAIS, RIO DE JANEIRO E NORTE DE SÃO PAULO. PODE CHOVER NO LESTE DE SÃO PAULO. DEMAIS ÁREAS PARCIALMENTE NUBLADO.
Temperatura max.: 34 °C min.: 9 °C
14/11/2010 - Domingo
NUBLADO COM CHUVA NO ESPÍRITO SANTO E RIO DE JANEIRO. PARCIALMENTE NUBLADO A NUBLADO COM CHUVA NO NORTE E NOROESTE DE SÃO PAULO, NOROESTE E LESTE DE MINAS GERAIS. PODE CHOVER NO RESTANTE DA REGIÃO.
Temperatura max.: 35 °C min.: 8 °C
15/11/2010 - Segunda-Feira
NUBLADO A ENCOBERTO COM CHUVA E/OU CHUVISCOS NO ESPÍRITO SANTO. PARCIALMENTE NUBLADO A NUBLADO COM CHUVA NO RIO DE JANEIRO, SÃO PAULO E NO NORTE DE MINAS GERAIS. PODE CHOVER NO RESTANTE DE MINAS GERAIS. DEMAIS ÁREAS COM NEBULOSIDADE VARIÁVEL.
Temperatura max.: 36 °C min.: 10 °C
16/11/2010 - Terça-Feira
PARCIALMENTE NUBLADO A NUBLADO COM PANCADAS DE CHUVA E TROVOADAS EM MINAS GERAIS, NO ESPÍRITO SANTO E NO RIO DE JANEIRO. NUBLADO COM PERÍODOS DE PARCIALMENTE NUBLADO COM PANCADA DE CHUVAS E POSSÍVEIS TROVOADAS EM SÃO PAULO.
Temperatura max.: 35 °C min.: 10 °C
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