25/03 06:32 Brasileiro se rende de vez ao cafezinho
Nunca tantos brasileiros beberam tanto café como em 2009. Pesquisa divulgada
pela Associação Brasileira da Indústria de Café (Abic) mostra que 97% da
população acima de 15 anos declara consumir café diariamente, número que
representa um crescimento de seis pontos percentuais ante 2003, quando a
pesquisa começou a ser realizada.
Com parcela maior da população consumindo, a demanda da indústria de café pela
matéria-prima bateu novo recorde, mesmo em um ano de crise financeira e
retração econômica. A necessidade doméstica de café em grão foi de 18,4 milhões
de sacas, 4% mais do que em 2008. Em doses de 50 mililitros, isso equivale a
331,2 bilhões de xícaras.
A indústria não teme uma estagnação do consumo pelo fato de quase todo
brasileiro acima de 15 anos declarar tomar café diariamente. A expectativa do
setor é de que ocorra em 2010 um aumento ainda superior na demanda doméstica,
da ordem de 5%. "E isso para ser conservador. O motor do aumento do consumo é a
qualidade e vamos ter que fazer a população beber mais café para continuarmos
crescendo", afirma Nathan Herszkowicz, diretor-executivo da Abic.
Para exemplificar o potencial do Brasil, Herszkowicz cita os EUA. Os americanos
são os maiores consumidores mundiais, com uma demanda doméstica de quase 22
milhões de sacas. Diferentemente do Brasil, onde quase todos consomem a bebida,
nos EUA, a penetração é de 57% da população, ou seja, o brasileiro teria espaço
para um consumo per capita ainda maior.
O aumento da renda da população no Brasil é um dos principais fatores para o
maior consumo de café em 2009. Conforme a pesquisa, as classes A e B
representaram juntas 27% do consumo e a classe C foi a grande responsável pelo
crescimento de 2009, concentrando uma fatia de 42% da demanda doméstica de
café. Em 2003, esse estrato já tinha a maior fatia do consumo, com 37%. Ainda
segundo a Abic, a classe D ficou com 31% do mercado doméstico de café.
As classes A e B têm as menores fatias da demanda total, mas são as que
consomem os cafés de maior valor agregado. Na categoria dos chamados cafés
especiais - que engloba expresso, gourmet, descafeinado, orgânico e de regiões
certificadas -, 27% dos consumidores da classe A disseram consumir esse tipo de
produto em 2009 ante um percentual de 19% em 2004. "Mesmo nas classes mais
baixas e apesar de percentuais pequenos conseguimos identificar um aumento do
consumo de cafés especiais", afirma Herszkowicz.
Uma mudança de hábito de consumo também foi confirmada na pesquisa. Cada vez
mais, o brasileiro toma café fora de casa, incentivado pelo crescimento das
cafeterias e e outros locais, como padarias, que passaram a oferecer produtos
diferenciados. A pesquisa mostra que em 2003 apenas 17% das pessoas diziam
consumir café fora de casa. Esse percentual subiu para 46% no ano passado.
quinta-feira, 25 de março de 2010
terça-feira, 23 de março de 2010
Análise: Será que a safra vai aliviar, de novo, esse rombo?
Análise: Será que a safra vai aliviar, de novo, esse rombo?
Análise: Será que a safra vai aliviar, de novo, esse rombo?
O Estado de S. Paulo
23/03/10
Raquel Landim - O Estadao de S.Paulo
Análise:
A piora das contas externas prevista pelo Banco Central já estava nas contas do mercado financeiro. O BC reviu ontem sua estimativa para o déficit em transações correntes do País de US$ 40 bilhões para US$ 49 bilhões este ano. Há um mês, bancos e consultorias ouvidos pelo Boletim Focus já apontavam para déficit de US$ 50 bilhões. Para alguns analistas, a deterioração está só começando e vai piorar. O economista-chefe da RC Consultores, Fábio Silveira, projeta saldo negativo de US$ 52 bilhões. A previsão divulgada pelo Bradesco é de um déficit de US$ 55, 4 bilhões.
Mas essa visão não é tão unânime quanto parece. A estimativa da consultoria Tendências está muito abaixo do mercado, com US$ 35 bilhões. A LCA Consultores reduziu ontem sua projeção de déficit de US$ 53,3 bilhões para US$ 48,7 bilhões.
Ninguém dúvida que as contas externas brasileiras vão piorar este ano em relação a 2009. Mas a magnitude é alvo de questionamentos, inclusive no próprio governo, como mostrou a revisão do BC. Duas variáveis estão sendo observadas com lupa: as remessas de lucros e dividendos para o exterior e o resultado da balança comercial.
As filiais de multinacionais instaladas no Brasil devem aumentar significativamente suas remessas para as matrizes. O real valorizado e a economia local crescendo entre 5% e 6% em um mundo ainda em crise corroboram essa tendência. Em fevereiro, esse dado deu um susto no BC . Quando divulgou a prévia do mês, no dia 23, a autoridade monetária apontou que as remessas de lucros e dividendos estavam em US$ 385 milhões. Em apenas três dias (24,25 e 26 de fevereiro) foram enviados mais US$ 870 milhões.
Para a balança comercial, a média do mercado sinaliza saldo de US$ 10 bilhões, muito abaixo dos US$ 24 bilhões de 2009. O BC seguiu o mercado e reduziu sua estimativa de US$ 15 bilhões para US$ 10 bilhões. O principal argumento é a força das importações. Até a terceira semana, as compras externas brasileiras subiam 41,3% em março em relação a março de 2009. No acumulado de janeiro até agora, a alta é de 33,9%.
A dúvida está nas exportações. Alguns especialistas em comércio exterior começam a ver um prognóstico mais positivo para as vendas das commodities brasileiras e avaliam rever suas estimativas de saldo comercial. Fernando Ribeiro, economista-chefe da Fundação Centro de Estudos do Comércio (Funcex), é um deles. Ele prevê um saldo de US$ 8 bilhões para a balança comercial, mas pode revisar para cima.
O economista está atento à colheita da soja, que vai muito bem. A Conab estima uma safra do grão de 67,6 milhões de toneladas, bem acima dos 57,8 milhões do ano passado.
Outra variável que pode mudar o jogo é o minério de ferro. A Vale está pedindo um reajuste de 80% para os chineses, muito acima dos 30% estimados no início ano. \"O mercado não está vendo esse excedente na exportação\", diz André Sacconato, da Tendências. Será que mais uma vez as commodities vão ajudar a salvar as contas externas?
O Estado de S. Paulo
23/03/10
Raquel Landim - O Estadao de S.Paulo
Análise:
A piora das contas externas prevista pelo Banco Central já estava nas contas do mercado financeiro. O BC reviu ontem sua estimativa para o déficit em transações correntes do País de US$ 40 bilhões para US$ 49 bilhões este ano. Há um mês, bancos e consultorias ouvidos pelo Boletim Focus já apontavam para déficit de US$ 50 bilhões. Para alguns analistas, a deterioração está só começando e vai piorar. O economista-chefe da RC Consultores, Fábio Silveira, projeta saldo negativo de US$ 52 bilhões. A previsão divulgada pelo Bradesco é de um déficit de US$ 55, 4 bilhões.
Mas essa visão não é tão unânime quanto parece. A estimativa da consultoria Tendências está muito abaixo do mercado, com US$ 35 bilhões. A LCA Consultores reduziu ontem sua projeção de déficit de US$ 53,3 bilhões para US$ 48,7 bilhões.
Ninguém dúvida que as contas externas brasileiras vão piorar este ano em relação a 2009. Mas a magnitude é alvo de questionamentos, inclusive no próprio governo, como mostrou a revisão do BC. Duas variáveis estão sendo observadas com lupa: as remessas de lucros e dividendos para o exterior e o resultado da balança comercial.
As filiais de multinacionais instaladas no Brasil devem aumentar significativamente suas remessas para as matrizes. O real valorizado e a economia local crescendo entre 5% e 6% em um mundo ainda em crise corroboram essa tendência. Em fevereiro, esse dado deu um susto no BC . Quando divulgou a prévia do mês, no dia 23, a autoridade monetária apontou que as remessas de lucros e dividendos estavam em US$ 385 milhões. Em apenas três dias (24,25 e 26 de fevereiro) foram enviados mais US$ 870 milhões.
Para a balança comercial, a média do mercado sinaliza saldo de US$ 10 bilhões, muito abaixo dos US$ 24 bilhões de 2009. O BC seguiu o mercado e reduziu sua estimativa de US$ 15 bilhões para US$ 10 bilhões. O principal argumento é a força das importações. Até a terceira semana, as compras externas brasileiras subiam 41,3% em março em relação a março de 2009. No acumulado de janeiro até agora, a alta é de 33,9%.
A dúvida está nas exportações. Alguns especialistas em comércio exterior começam a ver um prognóstico mais positivo para as vendas das commodities brasileiras e avaliam rever suas estimativas de saldo comercial. Fernando Ribeiro, economista-chefe da Fundação Centro de Estudos do Comércio (Funcex), é um deles. Ele prevê um saldo de US$ 8 bilhões para a balança comercial, mas pode revisar para cima.
O economista está atento à colheita da soja, que vai muito bem. A Conab estima uma safra do grão de 67,6 milhões de toneladas, bem acima dos 57,8 milhões do ano passado.
Outra variável que pode mudar o jogo é o minério de ferro. A Vale está pedindo um reajuste de 80% para os chineses, muito acima dos 30% estimados no início ano. \"O mercado não está vendo esse excedente na exportação\", diz André Sacconato, da Tendências. Será que mais uma vez as commodities vão ajudar a salvar as contas externas?
Análise: Será que a safra vai aliviar, de novo, esse rombo?
O Estado de S. Paulo
23/03/10
Raquel Landim - O Estadao de S.Paulo
Análise:
A piora das contas externas prevista pelo Banco Central já estava nas contas do mercado financeiro. O BC reviu ontem sua estimativa para o déficit em transações correntes do País de US$ 40 bilhões para US$ 49 bilhões este ano. Há um mês, bancos e consultorias ouvidos pelo Boletim Focus já apontavam para déficit de US$ 50 bilhões. Para alguns analistas, a deterioração está só começando e vai piorar. O economista-chefe da RC Consultores, Fábio Silveira, projeta saldo negativo de US$ 52 bilhões. A previsão divulgada pelo Bradesco é de um déficit de US$ 55, 4 bilhões.
Mas essa visão não é tão unânime quanto parece. A estimativa da consultoria Tendências está muito abaixo do mercado, com US$ 35 bilhões. A LCA Consultores reduziu ontem sua projeção de déficit de US$ 53,3 bilhões para US$ 48,7 bilhões.
Ninguém dúvida que as contas externas brasileiras vão piorar este ano em relação a 2009. Mas a magnitude é alvo de questionamentos, inclusive no próprio governo, como mostrou a revisão do BC. Duas variáveis estão sendo observadas com lupa: as remessas de lucros e dividendos para o exterior e o resultado da balança comercial.
As filiais de multinacionais instaladas no Brasil devem aumentar significativamente suas remessas para as matrizes. O real valorizado e a economia local crescendo entre 5% e 6% em um mundo ainda em crise corroboram essa tendência. Em fevereiro, esse dado deu um susto no BC . Quando divulgou a prévia do mês, no dia 23, a autoridade monetária apontou que as remessas de lucros e dividendos estavam em US$ 385 milhões. Em apenas três dias (24,25 e 26 de fevereiro) foram enviados mais US$ 870 milhões.
Para a balança comercial, a média do mercado sinaliza saldo de US$ 10 bilhões, muito abaixo dos US$ 24 bilhões de 2009. O BC seguiu o mercado e reduziu sua estimativa de US$ 15 bilhões para US$ 10 bilhões. O principal argumento é a força das importações. Até a terceira semana, as compras externas brasileiras subiam 41,3% em março em relação a março de 2009. No acumulado de janeiro até agora, a alta é de 33,9%.
A dúvida está nas exportações. Alguns especialistas em comércio exterior começam a ver um prognóstico mais positivo para as vendas das commodities brasileiras e avaliam rever suas estimativas de saldo comercial. Fernando Ribeiro, economista-chefe da Fundação Centro de Estudos do Comércio (Funcex), é um deles. Ele prevê um saldo de US$ 8 bilhões para a balança comercial, mas pode revisar para cima.
O economista está atento à colheita da soja, que vai muito bem. A Conab estima uma safra do grão de 67,6 milhões de toneladas, bem acima dos 57,8 milhões do ano passado.
Outra variável que pode mudar o jogo é o minério de ferro. A Vale está pedindo um reajuste de 80% para os chineses, muito acima dos 30% estimados no início ano. \"O mercado não está vendo esse excedente na exportação\", diz André Sacconato, da Tendências. Será que mais uma vez as commodities vão ajudar a salvar as contas externas?
O Estado de S. Paulo
23/03/10
Raquel Landim - O Estadao de S.Paulo
Análise:
A piora das contas externas prevista pelo Banco Central já estava nas contas do mercado financeiro. O BC reviu ontem sua estimativa para o déficit em transações correntes do País de US$ 40 bilhões para US$ 49 bilhões este ano. Há um mês, bancos e consultorias ouvidos pelo Boletim Focus já apontavam para déficit de US$ 50 bilhões. Para alguns analistas, a deterioração está só começando e vai piorar. O economista-chefe da RC Consultores, Fábio Silveira, projeta saldo negativo de US$ 52 bilhões. A previsão divulgada pelo Bradesco é de um déficit de US$ 55, 4 bilhões.
Mas essa visão não é tão unânime quanto parece. A estimativa da consultoria Tendências está muito abaixo do mercado, com US$ 35 bilhões. A LCA Consultores reduziu ontem sua projeção de déficit de US$ 53,3 bilhões para US$ 48,7 bilhões.
Ninguém dúvida que as contas externas brasileiras vão piorar este ano em relação a 2009. Mas a magnitude é alvo de questionamentos, inclusive no próprio governo, como mostrou a revisão do BC. Duas variáveis estão sendo observadas com lupa: as remessas de lucros e dividendos para o exterior e o resultado da balança comercial.
As filiais de multinacionais instaladas no Brasil devem aumentar significativamente suas remessas para as matrizes. O real valorizado e a economia local crescendo entre 5% e 6% em um mundo ainda em crise corroboram essa tendência. Em fevereiro, esse dado deu um susto no BC . Quando divulgou a prévia do mês, no dia 23, a autoridade monetária apontou que as remessas de lucros e dividendos estavam em US$ 385 milhões. Em apenas três dias (24,25 e 26 de fevereiro) foram enviados mais US$ 870 milhões.
Para a balança comercial, a média do mercado sinaliza saldo de US$ 10 bilhões, muito abaixo dos US$ 24 bilhões de 2009. O BC seguiu o mercado e reduziu sua estimativa de US$ 15 bilhões para US$ 10 bilhões. O principal argumento é a força das importações. Até a terceira semana, as compras externas brasileiras subiam 41,3% em março em relação a março de 2009. No acumulado de janeiro até agora, a alta é de 33,9%.
A dúvida está nas exportações. Alguns especialistas em comércio exterior começam a ver um prognóstico mais positivo para as vendas das commodities brasileiras e avaliam rever suas estimativas de saldo comercial. Fernando Ribeiro, economista-chefe da Fundação Centro de Estudos do Comércio (Funcex), é um deles. Ele prevê um saldo de US$ 8 bilhões para a balança comercial, mas pode revisar para cima.
O economista está atento à colheita da soja, que vai muito bem. A Conab estima uma safra do grão de 67,6 milhões de toneladas, bem acima dos 57,8 milhões do ano passado.
Outra variável que pode mudar o jogo é o minério de ferro. A Vale está pedindo um reajuste de 80% para os chineses, muito acima dos 30% estimados no início ano. \"O mercado não está vendo esse excedente na exportação\", diz André Sacconato, da Tendências. Será que mais uma vez as commodities vão ajudar a salvar as contas externas?
sábado, 20 de março de 2010
Café uma indecisão do mercado.
Café uma indecisão do mercado.
O mercado do nosso café terminou a semana mostrando uma perfeita indecisão, retratado claramente no gráfico semanal onde tivemos uma valorização de 10 pontos durante a semana. O mercado continua trabalhando em congestão há sete semanas no intervalo de 130.00 onde ainda não encontrou forças para fechar abaixo e 137.00 onde também não encontrou forças para fechar acima.
A preocupação com a economia na zona do Euro em especial com a economia da Grécia, a demora da ajuda pedida pelo governo da Grécia, pode se contaminar e espalhar para outras economias da região que estão fragilizadas e ainda sentem o reflexo da crise começada no ano de 2.008.
Esta desconfiança fez que investidores buscassem novamente o dólar, o valorizando e alguns ativos voltaram a cair como petróleo café e algumas bolsas na Europa Ásia e Brasil no final de semana.
O mercado de café físico segue firme alavancado pela entre safra, por estoques baixos e a estrema falta de cafés finos.
A bolsa durante a semana teve dias de altas e dias de baixas mostrando uma total indecisão do mercado, ao mesmo tempo em que alguns acreditam em alta pela entre safra e falta de mercadoria e também começasse a especulação do inverno brasileiro, também começa a especulação pela entrada de um novo ciclo de produtividade alta no Brasil dentro destes dois cenários compradores e vendedores estão tomando suas decisões e travando suas batalhas.
Graficamente duas coisas esta me chamando a atenção, no gráfico diário o rompimento de LTB (linha de tendência de baixa) no dia em que tivemos a alta, no gráfico semanal o indicador que marca uma posição de sobre vendidos o que pode gerar um repique para que estas posições sejam realizadas ,pois se aproxima a mudança do primeiro mês da bolsa de maio para junho, posição onde muitos gostam de passar coberto por causa do inverno.A lateralização do mercado por sete semanas a fechamento das Bandas de Bolinger nos da entender que o mercado vai ter q tomar uma direção , se o mercado testar novamente a posição de 130.00 podemos ter uma elevação das cotações momentâneas testando também a casa do 137.00 um rompimento com velocidade e volume de uns dos dois lados vai dar a direção para os próximos pregões.
O rompimento para cima nos traz um conforto para posicionar no físico e também na bolsa vendas futuras. Portanto aproveitem as oportunidades , pois passam rápido.
Vamos ver a semana como se comporta.
Tenham todos uma boa semana e sucesso nos negócios
Que Deus abençoe a todos
Wagner Pimentel
www.cafezinhocomamigos.blogspot.com
O mercado do nosso café terminou a semana mostrando uma perfeita indecisão, retratado claramente no gráfico semanal onde tivemos uma valorização de 10 pontos durante a semana. O mercado continua trabalhando em congestão há sete semanas no intervalo de 130.00 onde ainda não encontrou forças para fechar abaixo e 137.00 onde também não encontrou forças para fechar acima.
A preocupação com a economia na zona do Euro em especial com a economia da Grécia, a demora da ajuda pedida pelo governo da Grécia, pode se contaminar e espalhar para outras economias da região que estão fragilizadas e ainda sentem o reflexo da crise começada no ano de 2.008.
Esta desconfiança fez que investidores buscassem novamente o dólar, o valorizando e alguns ativos voltaram a cair como petróleo café e algumas bolsas na Europa Ásia e Brasil no final de semana.
O mercado de café físico segue firme alavancado pela entre safra, por estoques baixos e a estrema falta de cafés finos.
A bolsa durante a semana teve dias de altas e dias de baixas mostrando uma total indecisão do mercado, ao mesmo tempo em que alguns acreditam em alta pela entre safra e falta de mercadoria e também começasse a especulação do inverno brasileiro, também começa a especulação pela entrada de um novo ciclo de produtividade alta no Brasil dentro destes dois cenários compradores e vendedores estão tomando suas decisões e travando suas batalhas.
Graficamente duas coisas esta me chamando a atenção, no gráfico diário o rompimento de LTB (linha de tendência de baixa) no dia em que tivemos a alta, no gráfico semanal o indicador que marca uma posição de sobre vendidos o que pode gerar um repique para que estas posições sejam realizadas ,pois se aproxima a mudança do primeiro mês da bolsa de maio para junho, posição onde muitos gostam de passar coberto por causa do inverno.A lateralização do mercado por sete semanas a fechamento das Bandas de Bolinger nos da entender que o mercado vai ter q tomar uma direção , se o mercado testar novamente a posição de 130.00 podemos ter uma elevação das cotações momentâneas testando também a casa do 137.00 um rompimento com velocidade e volume de uns dos dois lados vai dar a direção para os próximos pregões.
O rompimento para cima nos traz um conforto para posicionar no físico e também na bolsa vendas futuras. Portanto aproveitem as oportunidades , pois passam rápido.
Vamos ver a semana como se comporta.
Tenham todos uma boa semana e sucesso nos negócios
Que Deus abençoe a todos
Wagner Pimentel
www.cafezinhocomamigos.blogspot.com
quinta-feira, 18 de março de 2010
Falta ao Brasil estratégia para o agronegócio, diz Roberto Rodrigues
Falta ao Brasil estratégia para o agronegócio, diz Roberto Rodrigues
Agronegócio | 17/03/2010 | 18h23min
Ex-ministro da Agricultura afirmou que o setor precisa aumentar sua participação no próximo governo
Agência Estado
Gerson Freitas Jr.
O ex-ministro da Agricultura Roberto Rodrigues afirmou nesta quarta, dia 17, que falta ao Brasil uma política estratégica para o agronegócio e que o setor precisa aumentar sua participação no próximo governo.
— Não faltam políticas agrícolas para o país; falta coordenação — afirmou Rodrigues, que participou, em São Paulo, do fórum da Associação Brasileira de Agribusiness (Abag), que discutiu as demandas que o setor pretende apresentar para os candidatos ao Palácio do Planalto.
— O próximo presidente precisa entender que de nada adianta um excelente Ministério da Agricultura se não houver integração com outras pastas. A montagem institucional é prioridade para o setor — assegurou.
Na avaliação de Rodrigues, o agronegócio não tem voz em Ministérios e órgãos cujas decisões afetam diretamente o setor, como as pastas do Meio Ambiente e das Relações Exteriores.
— É incrível que o setor responsável por 30% do PIB não tenha representação no Banco Central e no conselho do BNDES — exemplificou.
Ele citou ainda o fato de nenhum representante da cadeia ter sido chamado para o Grupo de Acompanhamento da crise criado pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, no início do ano passado.
Rodrigues admitiu, no entanto, que os diferentes elos do agronegócio têm dificuldade para definir uma pauta conjunta, o que acaba comprometendo sua representação junto ao governo.
— Falta profissionalismo na representação do agronegócio, o que nos obriga a ser sempre reativos e quase nunca propositivos — lamentou.
AGÊNCIA ESTADO
Agronegócio | 17/03/2010 | 18h23min
Ex-ministro da Agricultura afirmou que o setor precisa aumentar sua participação no próximo governo
Agência Estado
Gerson Freitas Jr.
O ex-ministro da Agricultura Roberto Rodrigues afirmou nesta quarta, dia 17, que falta ao Brasil uma política estratégica para o agronegócio e que o setor precisa aumentar sua participação no próximo governo.
— Não faltam políticas agrícolas para o país; falta coordenação — afirmou Rodrigues, que participou, em São Paulo, do fórum da Associação Brasileira de Agribusiness (Abag), que discutiu as demandas que o setor pretende apresentar para os candidatos ao Palácio do Planalto.
— O próximo presidente precisa entender que de nada adianta um excelente Ministério da Agricultura se não houver integração com outras pastas. A montagem institucional é prioridade para o setor — assegurou.
Na avaliação de Rodrigues, o agronegócio não tem voz em Ministérios e órgãos cujas decisões afetam diretamente o setor, como as pastas do Meio Ambiente e das Relações Exteriores.
— É incrível que o setor responsável por 30% do PIB não tenha representação no Banco Central e no conselho do BNDES — exemplificou.
Ele citou ainda o fato de nenhum representante da cadeia ter sido chamado para o Grupo de Acompanhamento da crise criado pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, no início do ano passado.
Rodrigues admitiu, no entanto, que os diferentes elos do agronegócio têm dificuldade para definir uma pauta conjunta, o que acaba comprometendo sua representação junto ao governo.
— Falta profissionalismo na representação do agronegócio, o que nos obriga a ser sempre reativos e quase nunca propositivos — lamentou.
AGÊNCIA ESTADO
sábado, 13 de março de 2010
o mercado evoluiu dentro do esperado
A semana o mercado evoluiu dentro do esperado com um repique dos preços e fechando a semana com uma valorizaçao de 200 PONTOS frente ao fechamemto da semana passada a 132.40 cents de dolar por libra peso.
O dólar tambem como esperado e com um aporte de dolares na semana entrando na Bovespa, principalmente para a compra das ações da petrobras ,onde na terça feira passada ,compraram 2.2 bilhoes de reais em açoes da petro, empurrando ainda mais cotações do dólar para baixo.
O dolar comercial fechou a semana com desvalorização de 1.26% na semana fechando a 1.7650.
As bandas de bolinger se fecham o que mostra uma baixa volatilidade nas cotações do cafe para proxima semana ,o que deverá provocar uma correção lateral para os preços .
A tendencia de baixa continua para medio prazo quando teremos a entrada da safra brasileira e teremos players do lado produtor injetando produto novo no mercado.
Na sexta-feira uma realização de lucro do petroleo ajudou a segurar a valorizaçao do cafe e puxou o cafe para baixo do meio para o fim do pregão.
Para amigos produtores que ainda têm a mosca branca do momento, ou seja cafe de alta qualidade, esta na hora de pensar em sua realização , como já disse antes, aproveitar nestes repiques de preço, para depois não chorar o leite derramado e vender os cafés a preços abaixo das cotaçoes atuais e alimentar a estatísticas dos que pensam que produtor só vende cafe na baixa.
A semana começa ,com o set up do crv 3% dando entrada em um trade de venda ,o que aguardaremos a segunda feira ,no proximo pregao ,para determinarmos uma entrada e fazermos uma venda de contratos de cafe.
Tenham todos um bom fim de semana uma boa semana de negocios e que Deus abençoe a todos.
P.S:Acertar o topo é estatiscamente dificil portanto vejam o preço que lhes sirvam e realizem os negócios.
wagner pimentel
www.cafezinhocomamigos.blogspot.com
O dólar tambem como esperado e com um aporte de dolares na semana entrando na Bovespa, principalmente para a compra das ações da petrobras ,onde na terça feira passada ,compraram 2.2 bilhoes de reais em açoes da petro, empurrando ainda mais cotações do dólar para baixo.
O dolar comercial fechou a semana com desvalorização de 1.26% na semana fechando a 1.7650.
As bandas de bolinger se fecham o que mostra uma baixa volatilidade nas cotações do cafe para proxima semana ,o que deverá provocar uma correção lateral para os preços .
A tendencia de baixa continua para medio prazo quando teremos a entrada da safra brasileira e teremos players do lado produtor injetando produto novo no mercado.
Na sexta-feira uma realização de lucro do petroleo ajudou a segurar a valorizaçao do cafe e puxou o cafe para baixo do meio para o fim do pregão.
Para amigos produtores que ainda têm a mosca branca do momento, ou seja cafe de alta qualidade, esta na hora de pensar em sua realização , como já disse antes, aproveitar nestes repiques de preço, para depois não chorar o leite derramado e vender os cafés a preços abaixo das cotaçoes atuais e alimentar a estatísticas dos que pensam que produtor só vende cafe na baixa.
A semana começa ,com o set up do crv 3% dando entrada em um trade de venda ,o que aguardaremos a segunda feira ,no proximo pregao ,para determinarmos uma entrada e fazermos uma venda de contratos de cafe.
Tenham todos um bom fim de semana uma boa semana de negocios e que Deus abençoe a todos.
P.S:Acertar o topo é estatiscamente dificil portanto vejam o preço que lhes sirvam e realizem os negócios.
wagner pimentel
www.cafezinhocomamigos.blogspot.com
quinta-feira, 11 de março de 2010
Oito milhões de votos
Oito milhões de votos
A safra 2009/2010 esta chegando ao seu final e se aproxima a safra 2010/2011.
Temos estimativas de todo jeito tamanho e gosto, temos estimativas entre 46 milhões e 60 milhões de sacas de café, portanto uma discrepância enorme onde as estratégias para os produtores são totalmente diferentes, estratégias essa de comercialização da safra, pois se colhermos 46 milhões de sacas com os contratos que já estão vendido e que irão se firmar o aperto de mercadoria continuara e não teremos queda no preço durante a safra, mas se colhermos 60 milhões de sacas as estratégias terão que ser outra com certeza.
Uma grande forma de segurar o preço de café continua sendo na forma de opção, que apesar da ultima ter tido alguns contra tempo, para quem conseguiu exercer a opção fez um belo preço pelo seu café.
A próxima safra que chega e ainda não temos nada para poder gerenciar o volume de café ofertado durante colheita, o governo ainda não mostrou nada para nossa próxima safra.
Em um cenário onde temos uma super crise na economia mundial onde quem pode mais chora menos, e em um cenário de produção de 60 milhões de sacas o que vamos fazer com o nosso café.
Será que vamos novamente ter que escoar nossa safra para fazer girar nossa colheita?
Será que nem em um ano de eleição presidencial teremos apoio?
A nossa representatividade com oito milhões de trabalhadores, ou oito milhões de votos não vamos ter apoio?
O produtor de café tem que entender que ele não vai ser bem sucedido se não tiver uma representatividade no governo, temos que ter apoio do governo, não podemos vender nosso café a qualquer preço, e sem um governo do nosso lado, não temos a menor chance perante este mercado, que é regido pela bolsa ICE de Nova Iorque, que movimenta 10 safras brasileiras por ano em seus pregoes, ou seja, 600 milhões de sacas.
O sucesso do produtor moderno não esta só em produtividade, passa pelo mercado futuro em bolsa e financiamento da mercadoria principalmente na hora da colheita.
A cobrança de uma atitude do governo, mostrando nossa força com nossos oito milhões de votos, para uma comercialização melhor para nossa mercadoria o mínimo que temos que fazer.
Vamos cobrar nossos direitos do estatuto da terra que temos o direito de 30% de lucro no mínimo em nossa produção.
Temos o direito de ter lucro!
Wagner Pimentel
www.cafezinhocomamigos.blogspot.com
A safra 2009/2010 esta chegando ao seu final e se aproxima a safra 2010/2011.
Temos estimativas de todo jeito tamanho e gosto, temos estimativas entre 46 milhões e 60 milhões de sacas de café, portanto uma discrepância enorme onde as estratégias para os produtores são totalmente diferentes, estratégias essa de comercialização da safra, pois se colhermos 46 milhões de sacas com os contratos que já estão vendido e que irão se firmar o aperto de mercadoria continuara e não teremos queda no preço durante a safra, mas se colhermos 60 milhões de sacas as estratégias terão que ser outra com certeza.
Uma grande forma de segurar o preço de café continua sendo na forma de opção, que apesar da ultima ter tido alguns contra tempo, para quem conseguiu exercer a opção fez um belo preço pelo seu café.
A próxima safra que chega e ainda não temos nada para poder gerenciar o volume de café ofertado durante colheita, o governo ainda não mostrou nada para nossa próxima safra.
Em um cenário onde temos uma super crise na economia mundial onde quem pode mais chora menos, e em um cenário de produção de 60 milhões de sacas o que vamos fazer com o nosso café.
Será que vamos novamente ter que escoar nossa safra para fazer girar nossa colheita?
Será que nem em um ano de eleição presidencial teremos apoio?
A nossa representatividade com oito milhões de trabalhadores, ou oito milhões de votos não vamos ter apoio?
O produtor de café tem que entender que ele não vai ser bem sucedido se não tiver uma representatividade no governo, temos que ter apoio do governo, não podemos vender nosso café a qualquer preço, e sem um governo do nosso lado, não temos a menor chance perante este mercado, que é regido pela bolsa ICE de Nova Iorque, que movimenta 10 safras brasileiras por ano em seus pregoes, ou seja, 600 milhões de sacas.
O sucesso do produtor moderno não esta só em produtividade, passa pelo mercado futuro em bolsa e financiamento da mercadoria principalmente na hora da colheita.
A cobrança de uma atitude do governo, mostrando nossa força com nossos oito milhões de votos, para uma comercialização melhor para nossa mercadoria o mínimo que temos que fazer.
Vamos cobrar nossos direitos do estatuto da terra que temos o direito de 30% de lucro no mínimo em nossa produção.
Temos o direito de ter lucro!
Wagner Pimentel
www.cafezinhocomamigos.blogspot.com
quarta-feira, 10 de março de 2010
Agrotóxicos: 800 mil litros interditados na fábrica da Basf
Agrotóxicos: 800 mil litros interditados na fábrica da Basf
9 de março de 2010
Mais de 800 mil litros de agrotóxicos interditados. Esse é o resultado da fiscalização realizada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), na última sexta-feira (5), na fábrica da empresa Basf, em Guaratinguetá (SP). Entre os produtos interditados está o agrotóxico Opera, produto mais vendido pela empresa.
Durante os três dias em que os ficais da Anvisa estiveram na indústria, foram encontradas inúmeras irregularidades, como uso de componentes e produtos técnicos (ingredientes utilizados na formulação de agrotóxicos) com prazo de validade vencidos e sem data de fabricação ou validade. A empresa alemã também não conseguiu comprovar o controle de qualidade e nem a rastreabilidade das pré-misturas dos componentes utilizados para a formulação dos agrotóxicos.
“Verificamos que a data de fabricação das pré-misturas, utilizadas na elaboração do produto acabado, eram mais recentes que as do produto final”, afirma o diretor da Anvisa, José Agenor Álvares. Além disso, os fiscais da Agência identificaram que cada lote de agrotóxico possuía mais de dois mil litros de substâncias desconhecidas que não podiam ser identificadas e nem rastreadas.
Os dados do sistema da Basf também não conferiam com os da linha de produção. “Agrotóxicos são produtos com alto risco para saúde e meio ambiente, por isso problemas na produção desses produtos aumentam significativamente as chances do desenvolvimento de diversos agravos a saúde, como câncer e toxicidade reprodutiva em trabalhadores rurais e consumidores”, explica Álvares.
O diretor da Anvisa destacou, ainda, as dificuldades que os técnicos passaram durante a fiscalização na Basf. “Com os nossos fiscais dentro da fábrica, as luzes foram apagadas, máquinas paradas e os responsáveis se negaram a assinar alguns documentos”, finaliza.
A operação contou com o apoio da Polícia Federal de Cruzeiro e com a Vigilância Sanitária do Município de Guaratinguetá.
Interdição
A interdição é válida por 90 dias, prazo em que os produtos não poderão ser comercializados. O fabricante terá cinco dias úteis para apresentar a contraprova.
As infrações encontradas podem ser penalizadas com a aplicação de multas de até R$1,5 milhão e com o cancelamento dos informes de avaliação toxicológica dos agrotóxicos em que foram identificadas as irregularidades.
Caso haja a verificação de crime ou de outras irregularidades, além das administrativas, os procedimentos são encaminhados para a Polícia Federal e para o Ministério Público Federal.
Assessoria de Imprensa / Anvisa
9 de março de 2010
Mais de 800 mil litros de agrotóxicos interditados. Esse é o resultado da fiscalização realizada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), na última sexta-feira (5), na fábrica da empresa Basf, em Guaratinguetá (SP). Entre os produtos interditados está o agrotóxico Opera, produto mais vendido pela empresa.
Durante os três dias em que os ficais da Anvisa estiveram na indústria, foram encontradas inúmeras irregularidades, como uso de componentes e produtos técnicos (ingredientes utilizados na formulação de agrotóxicos) com prazo de validade vencidos e sem data de fabricação ou validade. A empresa alemã também não conseguiu comprovar o controle de qualidade e nem a rastreabilidade das pré-misturas dos componentes utilizados para a formulação dos agrotóxicos.
“Verificamos que a data de fabricação das pré-misturas, utilizadas na elaboração do produto acabado, eram mais recentes que as do produto final”, afirma o diretor da Anvisa, José Agenor Álvares. Além disso, os fiscais da Agência identificaram que cada lote de agrotóxico possuía mais de dois mil litros de substâncias desconhecidas que não podiam ser identificadas e nem rastreadas.
Os dados do sistema da Basf também não conferiam com os da linha de produção. “Agrotóxicos são produtos com alto risco para saúde e meio ambiente, por isso problemas na produção desses produtos aumentam significativamente as chances do desenvolvimento de diversos agravos a saúde, como câncer e toxicidade reprodutiva em trabalhadores rurais e consumidores”, explica Álvares.
O diretor da Anvisa destacou, ainda, as dificuldades que os técnicos passaram durante a fiscalização na Basf. “Com os nossos fiscais dentro da fábrica, as luzes foram apagadas, máquinas paradas e os responsáveis se negaram a assinar alguns documentos”, finaliza.
A operação contou com o apoio da Polícia Federal de Cruzeiro e com a Vigilância Sanitária do Município de Guaratinguetá.
Interdição
A interdição é válida por 90 dias, prazo em que os produtos não poderão ser comercializados. O fabricante terá cinco dias úteis para apresentar a contraprova.
As infrações encontradas podem ser penalizadas com a aplicação de multas de até R$1,5 milhão e com o cancelamento dos informes de avaliação toxicológica dos agrotóxicos em que foram identificadas as irregularidades.
Caso haja a verificação de crime ou de outras irregularidades, além das administrativas, os procedimentos são encaminhados para a Polícia Federal e para o Ministério Público Federal.
Assessoria de Imprensa / Anvisa
quarta-feira, 3 de março de 2010
Países produtores insatisfeitos com preços
Conferência Mundial
Países produtores insatisfeitos com preços
Na manhã de sábado, 27 de fevereiro, teve início a primeira rodada de palestras da Conferência Mundial do Café da Organização Internacional do Café (OIC), na Guatemala.
Entre os palestrantes da sessão da manhã, que contou com intervenções de representantes de países africanos, Brasil, Vietnã, Colômbia e de nações da América Central, ficou claro o clamor de que o preço do café tem que subir para viabilizar a cafeicultura mundial.
O representante dos países africanos responsabilizou a queda da produção de café em seu continente pelo enfraquecimento ou o desaparecimento de instituições reguladoras.
Os dois palestrantes do Vietnã frisaram que o segundo maior país produtor do mundo está com sua cafeicultura estagnada, possuindo uma expressiva área de plantio com cafeeiros envelhecidos. O Vietnã apresentou, inclusive, um projeto de transformação de seu disperso esquema de atuação institucional para um novo arranjo integrado e centralizado.
Já o representante da América Central listou os problemas de produção de cada país e ressaltou que as indicações de incremento da demanda mundial por cafés lavados, nos próximos anos, só poderá ser atendida via estimulo de preço, já que a presente remuneração ao produtor de café não será capaz de viabilizar o aumento de produção.
A intervenção do gerente geral da Federação dos Cafeicultores da Colômbia foi francamente defensiva quanto à explicação da quebra do volume produzido por seu país. Do regime inadequado de chuvas, ataques de ferrugem e broca, aumentos dos custos de produção, o único ponto dinâmico apresentado pelo dirigente colombiano foi a chamada preferência dos consumidores mundiais por cafés lavados, o que, na sua avaliação, os altos diferenciais de preço do último ano demonstram.
O gerente da Federação foi eloqüente quanto à fidelidade do consumidor mundial ao café colombiano e na apresentação da tendência de aumento da demanda mundial por estes cafés nos próximos anos.
A intervenção do Brasil foi bem feita, apresentando o desempenho da produção e das exportações do país nos últimos anos em comparação com o período em que o mercado mundial era regido pelo sistema de cláusulas econômicas da OIC.
Manoel Bertone, secretário de Produção e Agroenergia do MAPA, conclamou os demais países do mundo a organizarem arranjos institucionais como o que o Brasil conta, fazendo referência ao Funcafé, ao CDPC e à EMBRAPA.
Bertone lançou no ar o desafio dos países produtores conseguirem aumentar o preço do café sem gerar aumentos de produção, o que poderia levar o mundo a se ver em novo ciclo de desequilíbrio entre oferta e demanda.
O representante brasileiro não desenvolveu, contudo, o quadro de crise porque passa o produtor brasileiro de café e acabou sua intervenção dando apoio irrestrito à OIC.
Como conclusão da primeira rodada de palestras da Conferência Mundial do Café, podemos ressaltar que o conjunto dos países produtores não está satisfeito com os atuais preços do produto, mesmo aqueles que vêm comercializando o café com elevados prêmios, uma vez que renda a global destes países é prejudicada por menor volume de produção, o que implica em custos unitários de produção por saca mais elevados.
Ainda é cedo para uma avaliação do resultado desta Conferência, mas a continuar a linha de palestras que assistimos até aqui, todos os presentes estão de acordo que a cafeicultura mundial não pode mais funcionar com os presentes patamares de preço, porém ninguém se atreve a buscar uma ação coletiva pela valorização do café ao nível do produtor com a conseqüente diminuição das margens operacionais dos demais agentes da cadeia ou pela elevação do preço ao nível do consumidor.
É evidente que os consumidores ou importadores não vão ceder de mão beijada, portanto somente uma forte articulação dos produtores de café é que poderá levar o desafio à agenda internacional.
Até lá, certamente ainda teremos muitas palestra tocando a sustentabilidade via elevação de produtividade, redução de custos de colheita, certificação e aumento do consumo mundial, particularmente em países produtores.
Atenciosamente,
Francisco Ourique1
Consultor Técnico
--------------------------------------------------------------------------------
1Francisco Ourique está na Cidade da Guatemala (GUA) representando o Conselho Nacional do Café (CNC) na Conferência Mundial da OIC.
Países produtores insatisfeitos com preços
Na manhã de sábado, 27 de fevereiro, teve início a primeira rodada de palestras da Conferência Mundial do Café da Organização Internacional do Café (OIC), na Guatemala.
Entre os palestrantes da sessão da manhã, que contou com intervenções de representantes de países africanos, Brasil, Vietnã, Colômbia e de nações da América Central, ficou claro o clamor de que o preço do café tem que subir para viabilizar a cafeicultura mundial.
O representante dos países africanos responsabilizou a queda da produção de café em seu continente pelo enfraquecimento ou o desaparecimento de instituições reguladoras.
Os dois palestrantes do Vietnã frisaram que o segundo maior país produtor do mundo está com sua cafeicultura estagnada, possuindo uma expressiva área de plantio com cafeeiros envelhecidos. O Vietnã apresentou, inclusive, um projeto de transformação de seu disperso esquema de atuação institucional para um novo arranjo integrado e centralizado.
Já o representante da América Central listou os problemas de produção de cada país e ressaltou que as indicações de incremento da demanda mundial por cafés lavados, nos próximos anos, só poderá ser atendida via estimulo de preço, já que a presente remuneração ao produtor de café não será capaz de viabilizar o aumento de produção.
A intervenção do gerente geral da Federação dos Cafeicultores da Colômbia foi francamente defensiva quanto à explicação da quebra do volume produzido por seu país. Do regime inadequado de chuvas, ataques de ferrugem e broca, aumentos dos custos de produção, o único ponto dinâmico apresentado pelo dirigente colombiano foi a chamada preferência dos consumidores mundiais por cafés lavados, o que, na sua avaliação, os altos diferenciais de preço do último ano demonstram.
O gerente da Federação foi eloqüente quanto à fidelidade do consumidor mundial ao café colombiano e na apresentação da tendência de aumento da demanda mundial por estes cafés nos próximos anos.
A intervenção do Brasil foi bem feita, apresentando o desempenho da produção e das exportações do país nos últimos anos em comparação com o período em que o mercado mundial era regido pelo sistema de cláusulas econômicas da OIC.
Manoel Bertone, secretário de Produção e Agroenergia do MAPA, conclamou os demais países do mundo a organizarem arranjos institucionais como o que o Brasil conta, fazendo referência ao Funcafé, ao CDPC e à EMBRAPA.
Bertone lançou no ar o desafio dos países produtores conseguirem aumentar o preço do café sem gerar aumentos de produção, o que poderia levar o mundo a se ver em novo ciclo de desequilíbrio entre oferta e demanda.
O representante brasileiro não desenvolveu, contudo, o quadro de crise porque passa o produtor brasileiro de café e acabou sua intervenção dando apoio irrestrito à OIC.
Como conclusão da primeira rodada de palestras da Conferência Mundial do Café, podemos ressaltar que o conjunto dos países produtores não está satisfeito com os atuais preços do produto, mesmo aqueles que vêm comercializando o café com elevados prêmios, uma vez que renda a global destes países é prejudicada por menor volume de produção, o que implica em custos unitários de produção por saca mais elevados.
Ainda é cedo para uma avaliação do resultado desta Conferência, mas a continuar a linha de palestras que assistimos até aqui, todos os presentes estão de acordo que a cafeicultura mundial não pode mais funcionar com os presentes patamares de preço, porém ninguém se atreve a buscar uma ação coletiva pela valorização do café ao nível do produtor com a conseqüente diminuição das margens operacionais dos demais agentes da cadeia ou pela elevação do preço ao nível do consumidor.
É evidente que os consumidores ou importadores não vão ceder de mão beijada, portanto somente uma forte articulação dos produtores de café é que poderá levar o desafio à agenda internacional.
Até lá, certamente ainda teremos muitas palestra tocando a sustentabilidade via elevação de produtividade, redução de custos de colheita, certificação e aumento do consumo mundial, particularmente em países produtores.
Atenciosamente,
Francisco Ourique1
Consultor Técnico
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1Francisco Ourique está na Cidade da Guatemala (GUA) representando o Conselho Nacional do Café (CNC) na Conferência Mundial da OIC.
Osório defende entrada em vigor do novo Acordo Internacional
O diretor executivo da Organização Internacional do Café (OIC), Nestor Osório, defendeu a entrada de vigência do novo acordo internacional durante o seu discurso de abertura da Conferência Mundial do Café, que ocorreu no último fim de semana na cidade da Guatemala.
Osório pediu urgência para que os países que ainda não depositaram seus instrumentos de ratificação, aceitação ou aprovação do novo acordo, especialmente os exportadores, intensifiquem o processo, possibilitando a entrada em vigor do novo acordo.
O Acordo Internacional do Café foi estabelecido em setembro de 2007, porém ele passará a vigorar definitivamente apenas depois que mais países participantes da OIC ratifiquem a proposta. Até agora, apenas cerca de 50% dos países exportadores assinaram o acordo, necessitando-se um mínimo de 66,6% destes países para que ele possa entrar em vigor. Isto não ocorrendo, a vigência do acordo em vigor, assinado em 2001, continua sendo prorrogada até que o bloco de países exportadores atinja os dois terços de ratificação necessários, já que a grande maioria dos países importadores já depositou seus instrumentos de ratificação, aceitação ou aprovação do novo acordo.
O novo acordo internacional foi um dos principais assuntos tratados na Conferência, que foi divida em quatro sessões: A Sustentabilidade econômica: A economia da produção; Sustentabilidade econômica: A economia da demanda; Sustentabilidade ambiental; e Sustentabilidade social.
O gerente geral, Aymbiré Fonseca e a gerente adjunta técnica, Mirian Eira, participaram da Conferência Mundial do Café representando a Embrapa Café e os interesses do Consórcio Pesquisa Café.
Osório pediu urgência para que os países que ainda não depositaram seus instrumentos de ratificação, aceitação ou aprovação do novo acordo, especialmente os exportadores, intensifiquem o processo, possibilitando a entrada em vigor do novo acordo.
O Acordo Internacional do Café foi estabelecido em setembro de 2007, porém ele passará a vigorar definitivamente apenas depois que mais países participantes da OIC ratifiquem a proposta. Até agora, apenas cerca de 50% dos países exportadores assinaram o acordo, necessitando-se um mínimo de 66,6% destes países para que ele possa entrar em vigor. Isto não ocorrendo, a vigência do acordo em vigor, assinado em 2001, continua sendo prorrogada até que o bloco de países exportadores atinja os dois terços de ratificação necessários, já que a grande maioria dos países importadores já depositou seus instrumentos de ratificação, aceitação ou aprovação do novo acordo.
O novo acordo internacional foi um dos principais assuntos tratados na Conferência, que foi divida em quatro sessões: A Sustentabilidade econômica: A economia da produção; Sustentabilidade econômica: A economia da demanda; Sustentabilidade ambiental; e Sustentabilidade social.
O gerente geral, Aymbiré Fonseca e a gerente adjunta técnica, Mirian Eira, participaram da Conferência Mundial do Café representando a Embrapa Café e os interesses do Consórcio Pesquisa Café.
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