ARTIGO - Como a elasticidade afeta o mercado de café - Por Luiz Moricochi
(13/11/2009 15:24)
Em reuniões técnicas ouve-se com certa freqüência a expressão “o café é bebida de demanda inelástica”. Como essa característica do café afeta seu mercado?
Não vamos teorizar sobre esse assunto, pois foge ao escopo deste artigo. Apenas gostaria de dizer que em economia quando se fala em elasticidade preço de demanda está se referindo à divisão de duas variações percentuais: variação percentual de quantidade compradas de um produto, pela variação correspondente nos preços. Conforme o número obtido nessa divisão – que recebe o nome de coeficiente de elasticidade preço de demanda - se diz que um produto é de demanda elástica ou inelástica. Para o café o coeficiente encontrado pela FGV em recente estudo foi de 0,67.
Mas do ponto de vista prático (é o que nos interessa), quando se tem uma cesta de produtos e os mesmo são submetidos á mesma variação de preços ( 10%, por exemplo), podemos dizer: aqueles produtos que responderem com uma menor variação no consumo são de demanda inelástica (ou menos elástica); aqueles que, nas mesmas condições apresentarem maior variação no consumo são de demanda elástica.
O preço que o consumidor está disposto a pagar por um bem ou produto depende de uma série de fatores, entre as quais:
a) quantidade de dinheiro disponível;
b) sua importância para atendimento de necessidades;
c) existência ou não de produtos substitutos;
c) sua representatividade no orçamento familiar em termos de gastos e
d) quantidade disponível do produto no mercado.
Pode-se deduzir pois que a importância que os produtos têm para o consumidor é relativa, ou seja, varia de pessoa para pessoa. O cigarro, por exemplo, é “importante”para algumas pessoas, apesar de extremamente prejudicial à saúde.
O café se enquadra também no grupo de produtos de demanda inelástica . O coeficiente de 0,67 encontrado, significa que quando ha aumento de 1% no seu preço a quantidade consumida cai em proporção menor (a esse aumento), ou seja, apenas 0,67 %. Isto acontece, porque o consumidor faz de tudo para continuar satisfazendo seu habito de tomar café. Também o cigarro é produto típico de demanda inelástica; é sabendo disso que o governo taxa o produto o quanto pode, com a certeza de não quebrar a indústria.
No caso do café, esse “vício” ( no bom sentido), tem também seu lado negativo, ou seja, mesmo sendo habituado a bebida, o consumidor não vai beber mais , (diferente da carne bovina, cujo consumo aumenta com a queda de preço) só porque o preço caiu muito, como resultado de um eventual excesso de produção . Esse atributo tem muito a ver com a estabilidade de renda do produtor, podendo-se se afirmar que quando há excesso de café, o preço cai mais do que deveria cair e quando há escassez o preço sobe mais do que deveria subir. O produtor devia gravar isso em sua mente como se fosse uma lei da cafeicultura, para não cair em armadilhas de preços. Isso pode acontecer também com outros produtos, mas, é mais problemático quando se trata de produto de demanda inelástica como o café. Muitos ainda se lembram do que aconteceu no início de 1986: devido a uma grande seca ocorrida no final do ano de 85, os preços atingiram US$ 400/saca, causando grande euforia na época (com apenas uma saca de café comprava-se um hectare de terra em algumas regiões cafeeiras). Esse alto preço, por outro lado, provocou excesso de produção, derrubando os preços para US$ 40 em 1992. Foi uma quebradeira geral resultando em mais um milhão de hectares erradicados. Esse preços exagerados (dois extremos) ocorreram por culpa principalmente da demanda inelástica ( também houve especulação)
Para terminar, qual a implicação desse atributo neste contexto de crise mundial? Com o desemprego e queda geral de renda, tudo se passa como se ocorresse na prática um aumento de preços de café. Entretanto como o consumo pesa pouco no orçamento familiar, dificilmente o consumidor vai abrir mão de seu habito de tomar café. Essa é a principal razão pela qual alguns analistas (entre os quais nos incluímos) já acreditavam que o efeito da crise seria menor quando comparado com o impacto sobre o mercado de outras commodities É claro que há segmentos afetados, como o de cafés especiais - em que se paga mais de R$12,00/ tacinha, em redes famosas de varejo no país – mas esse segmento não representa nem 10% do consumo mundial de 130 milhões de sacas anuais. Poderá também ocorrer menor consumo de café solúvel na Rússia, Alemanha, USA e outros países mais atingidos pela crise. Mas o consumo global deverá seguir com tendência crescente, embora à taxas inferiores a que vinha se observando antes crise.
Luiz Moricochi, eng. agr. pós graduado em economia (USP) e associado da Cocapec.
As informações partem da Revista Cafeicultura.
sexta-feira, 13 de novembro de 2009
Armando Matielli e Otto Vilas Boas discutem sobre a atual situação do café brasileiro
Armando Matielli e Otto Vilas Boas discutem sobre a atual situação do café brasileiro
(12/11/2009 07:06)
A produção de café deve sofrer uma redução na Colômbia, devido ao clima desfavorável. O país, que tinha previsão de colher 12,1 milhões de sacas, deverá colher 8,3 milhões de sacas nesta safra. Além disso, o consumo mundial do café está crescendo em média 1,5% ao ano e deve chegar a 132 milhões de sacas. Mas fatores não são suficientes para que os produtores brasileiros comemorem, segundo o cafeicultor Armando Matielli, diretor da Sincal e Otto Vilas Boas, especialista no mercado do café. Matielli afirma que, sem gestão pública, o preço do café não irá melhorar para o produtor brasileiro.
“Não temos gestão pública. O produtor hoje não tem interferência nenhuma nas decisões políticas em Brasília. Elas estão à mercê de alguns políticos que estão do lado dos exportadores e da Abic”, lamenta Matielli. Ele diz ainda que, mesmo que haja falta de café no mercado mundial, os preços não irão subir para o produtor. “Hoje existe toda uma sistemática preparada que não deixa o preço do café melhorar”.
Otto Vilas Boas lembra também que a política comercial de mercado deve ser alterada. “Temos que fazer as coisas de forma simples, porque é assim que funciona para o café”. Ele aconselha os cafeicultores a defenderem seu negócio e acreditar no seu produto. “Vamos ser inteligentes na comercialização do nosso café. Vamos usar os mecanismos que temos... Enquanto esse mercado não atingir um patamar melhor, que cura o custo do produtor, ele tem que fazer de tudo para não vender”.
Matielli lista algumas das medidas prioritárias que devem ser tomadas no setor de café. “Está na hora de criarmos um ISO e começar um trabalho novo para conseguir um preço novo para o café”. Ele explica que a primeira coisa que deveria ser feita para regular o mercado é fixar os preços em Reais, transformando em Dólar na BM&F. “Isso tornaria o mercado claro. E os exportadores que quiserem dar desconto aos importadores, que dêem do bolso deles. Hoje os exportadores estão dando descontos a revelia, então eles correm ao produtor e pagam o preço que eles querem”.
Outro ponto que deve ser alterado, segundo Matielli, é instituir um preço mínimo condizente com a realidade. “Hoje o preço mínimo é R$ 261, contra um custo de produção que está na faixa dos R$ 320. Isso é crime!”.
Vilas Boas diz acreditar que o mercado irá surpreender e que o cafeicultor brasileiro vai passar a exigir mais pelo seu produto. “Eu vejo sempre as coisas pelo lado otimista”.
As informações partem do Notícias Agrícolas.
Fonte: Café e Mercado
(12/11/2009 07:06)
A produção de café deve sofrer uma redução na Colômbia, devido ao clima desfavorável. O país, que tinha previsão de colher 12,1 milhões de sacas, deverá colher 8,3 milhões de sacas nesta safra. Além disso, o consumo mundial do café está crescendo em média 1,5% ao ano e deve chegar a 132 milhões de sacas. Mas fatores não são suficientes para que os produtores brasileiros comemorem, segundo o cafeicultor Armando Matielli, diretor da Sincal e Otto Vilas Boas, especialista no mercado do café. Matielli afirma que, sem gestão pública, o preço do café não irá melhorar para o produtor brasileiro.
“Não temos gestão pública. O produtor hoje não tem interferência nenhuma nas decisões políticas em Brasília. Elas estão à mercê de alguns políticos que estão do lado dos exportadores e da Abic”, lamenta Matielli. Ele diz ainda que, mesmo que haja falta de café no mercado mundial, os preços não irão subir para o produtor. “Hoje existe toda uma sistemática preparada que não deixa o preço do café melhorar”.
Otto Vilas Boas lembra também que a política comercial de mercado deve ser alterada. “Temos que fazer as coisas de forma simples, porque é assim que funciona para o café”. Ele aconselha os cafeicultores a defenderem seu negócio e acreditar no seu produto. “Vamos ser inteligentes na comercialização do nosso café. Vamos usar os mecanismos que temos... Enquanto esse mercado não atingir um patamar melhor, que cura o custo do produtor, ele tem que fazer de tudo para não vender”.
Matielli lista algumas das medidas prioritárias que devem ser tomadas no setor de café. “Está na hora de criarmos um ISO e começar um trabalho novo para conseguir um preço novo para o café”. Ele explica que a primeira coisa que deveria ser feita para regular o mercado é fixar os preços em Reais, transformando em Dólar na BM&F. “Isso tornaria o mercado claro. E os exportadores que quiserem dar desconto aos importadores, que dêem do bolso deles. Hoje os exportadores estão dando descontos a revelia, então eles correm ao produtor e pagam o preço que eles querem”.
Outro ponto que deve ser alterado, segundo Matielli, é instituir um preço mínimo condizente com a realidade. “Hoje o preço mínimo é R$ 261, contra um custo de produção que está na faixa dos R$ 320. Isso é crime!”.
Vilas Boas diz acreditar que o mercado irá surpreender e que o cafeicultor brasileiro vai passar a exigir mais pelo seu produto. “Eu vejo sempre as coisas pelo lado otimista”.
As informações partem do Notícias Agrícolas.
Fonte: Café e Mercado
segunda-feira, 9 de novembro de 2009
A desconfiança paira no ar
A desconfiança paira no ar
A semana começa com ar de desconfiança. Na semana passada a ICE bolsa de comodities de Nova Iorque que rege os preços do nosso café mostrou isso claramente, apesar do fechamento semanal no azul teve altos e baixos durante a semana , começou no feriado com uma alta expressiva e fechou a semana com ares pessimista.
De longe, como estamos à sensação que temos que a divisão não esta mais entre comprados e vendidos, mas sim em confiantes e desconfiados. A industria começa a por suas barbinhas de molho e aceitar um suporte a preços maiores na ICE , que ficaria na casa dos 130.00 cents de dólar por libra peso que a alguns meses atrás ficaria em 120.00 cents de dólar por libra peso trazendo assim um suporte não só técnico mas também físico pra bolsa.
A florada no Brasil esta refletindo no campo o que vivemos no ano passado, com a crise tivemos falta de empréstimos, foram feitas menos Cpr, e qualquer tipo de financiamentos, por causa desta falta de financiamentos e altos custos de mão-de-obra e insumos tiveram baixíssimo retorno financeiro, ou seja, tivemos um ano onde todos tiraram os tratos culturais vindo de um ciclo de produção de alta uma formula que no final das contas não daria certo como não esta dando, a florada foi fraca, porem maior que a da safra de 2009, mas com certeza menor que a safra de 2.008 a produção ficara no meio do caminho. As noticias que chegam dos paises concorrentes também não são animadoras portanto mais um fato de sustentabilidade para os preços.O momento é aguardar para ver onde isso tudo vai chegar.
As noticias que chegam que a o pulmão do mundo volta a respirar e que a recessão teria acabado soa em bom tom, mas com reservas, pois o desemprego não para de aumentar, ou seja, quem ficou tem que fazer a maquina trabalhar com mesmo rendimento, esta trabalhando mais para subistituir o emprego do parceiro que saiu.
As exportações brasileiras batem recordes mês a mês mostrando força e que não falta estoque. O produtor se prepara pra entregar as opções ao governo , e pede para que ele ,o governo, receba café com chicaras riadas mesmo com deságio ,pois a qualidade deste ano foi realmente um desastre.
Na ICE suporte técnico em 138.00 cents de dólar por libra peso e abaixo disso a 136.90, resistência em 146.00 e 146.90 acima disso céu de brigadeiro ate 154.00 que seria o alvo técnico para o mês de marco de 2010.
Hoje a bolsa começa no azul com 1.65 de alta a 143,60 cents de dólar por libra mês de março, façam suas apostas.
Tenham todos uma boa semana e aproveitem as chuvas para adubar suas lavouras, pois só a chuva não vai garantir sua tulha cheia.
Wagner Pimentel
www.cafezinhocomamigos.blogspot.com
Manhuaçu Mg 09/11/2009
A semana começa com ar de desconfiança. Na semana passada a ICE bolsa de comodities de Nova Iorque que rege os preços do nosso café mostrou isso claramente, apesar do fechamento semanal no azul teve altos e baixos durante a semana , começou no feriado com uma alta expressiva e fechou a semana com ares pessimista.
De longe, como estamos à sensação que temos que a divisão não esta mais entre comprados e vendidos, mas sim em confiantes e desconfiados. A industria começa a por suas barbinhas de molho e aceitar um suporte a preços maiores na ICE , que ficaria na casa dos 130.00 cents de dólar por libra peso que a alguns meses atrás ficaria em 120.00 cents de dólar por libra peso trazendo assim um suporte não só técnico mas também físico pra bolsa.
A florada no Brasil esta refletindo no campo o que vivemos no ano passado, com a crise tivemos falta de empréstimos, foram feitas menos Cpr, e qualquer tipo de financiamentos, por causa desta falta de financiamentos e altos custos de mão-de-obra e insumos tiveram baixíssimo retorno financeiro, ou seja, tivemos um ano onde todos tiraram os tratos culturais vindo de um ciclo de produção de alta uma formula que no final das contas não daria certo como não esta dando, a florada foi fraca, porem maior que a da safra de 2009, mas com certeza menor que a safra de 2.008 a produção ficara no meio do caminho. As noticias que chegam dos paises concorrentes também não são animadoras portanto mais um fato de sustentabilidade para os preços.O momento é aguardar para ver onde isso tudo vai chegar.
As noticias que chegam que a o pulmão do mundo volta a respirar e que a recessão teria acabado soa em bom tom, mas com reservas, pois o desemprego não para de aumentar, ou seja, quem ficou tem que fazer a maquina trabalhar com mesmo rendimento, esta trabalhando mais para subistituir o emprego do parceiro que saiu.
As exportações brasileiras batem recordes mês a mês mostrando força e que não falta estoque. O produtor se prepara pra entregar as opções ao governo , e pede para que ele ,o governo, receba café com chicaras riadas mesmo com deságio ,pois a qualidade deste ano foi realmente um desastre.
Na ICE suporte técnico em 138.00 cents de dólar por libra peso e abaixo disso a 136.90, resistência em 146.00 e 146.90 acima disso céu de brigadeiro ate 154.00 que seria o alvo técnico para o mês de marco de 2010.
Hoje a bolsa começa no azul com 1.65 de alta a 143,60 cents de dólar por libra mês de março, façam suas apostas.
Tenham todos uma boa semana e aproveitem as chuvas para adubar suas lavouras, pois só a chuva não vai garantir sua tulha cheia.
Wagner Pimentel
www.cafezinhocomamigos.blogspot.com
Manhuaçu Mg 09/11/2009
sexta-feira, 6 de novembro de 2009
Nova rotulagem do café preocupa cafeicultores capixabas
Nova rotulagem do café preocupa cafeicultores capixabas
O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento – Mapa e a Associação Brasileira de Indústria de Café – Abic classificarão o café brasileiro. Isso significa que será adotado um novo sistema de rotulagem para o produto industrializado: nos rótulos estará explícito a quantidade de café das variedades Arábica e Conilon, usadas na composição do produto moído.
A Abic e o Mapa justificam que a função da medida é informar aos consumidores a respeito da composição do café. A Comissão Técnica do Café da Federação da Agricultura e Pecuária do Espírito Santo se posiciona contrária à nova rotulagem, pois acredita que poderá gerar discriminação contra algumas variedades, especialmente o Conilon, que é considerado de menor qualidade.
“A rotulagem do café pode gerar a depreciação do café produzido no Espírito Santo, principalmente o Conilon. Isso porque nós não sabemos o que o Mapa e a Abic vão avaliar”, declara o presidente da Comissão do Café da Faes, José Umbelino de Castro.
Nesta quarta-feira (04), a Faes levou à reunião da Comissão do Café da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil – CNA uma solicitação para que representantes da Abic e do Mapa compareçam ao Estado a fim de explicarem melhor sobre os padrões adotados par a nova identificação nos rótulos do produto.
O Espírito Santo é o maior produtor de Conilon do Brasil, respondendo por 70% da produção nacional e ocupando 300 mil hectares, em 40 mil propriedades. Essa variedade do café é produzida em 64 dos 78 municípios capixabas. Ele representa 34% do PIB agrícola e movimenta, em média, R$ 1,1 bilhão anualmente.
O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento – Mapa e a Associação Brasileira de Indústria de Café – Abic classificarão o café brasileiro. Isso significa que será adotado um novo sistema de rotulagem para o produto industrializado: nos rótulos estará explícito a quantidade de café das variedades Arábica e Conilon, usadas na composição do produto moído.
A Abic e o Mapa justificam que a função da medida é informar aos consumidores a respeito da composição do café. A Comissão Técnica do Café da Federação da Agricultura e Pecuária do Espírito Santo se posiciona contrária à nova rotulagem, pois acredita que poderá gerar discriminação contra algumas variedades, especialmente o Conilon, que é considerado de menor qualidade.
“A rotulagem do café pode gerar a depreciação do café produzido no Espírito Santo, principalmente o Conilon. Isso porque nós não sabemos o que o Mapa e a Abic vão avaliar”, declara o presidente da Comissão do Café da Faes, José Umbelino de Castro.
Nesta quarta-feira (04), a Faes levou à reunião da Comissão do Café da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil – CNA uma solicitação para que representantes da Abic e do Mapa compareçam ao Estado a fim de explicarem melhor sobre os padrões adotados par a nova identificação nos rótulos do produto.
O Espírito Santo é o maior produtor de Conilon do Brasil, respondendo por 70% da produção nacional e ocupando 300 mil hectares, em 40 mil propriedades. Essa variedade do café é produzida em 64 dos 78 municípios capixabas. Ele representa 34% do PIB agrícola e movimenta, em média, R$ 1,1 bilhão anualmente.
quinta-feira, 5 de novembro de 2009
Deputados aprovam seguro contra catástrofes
(05/11/2009 16:08)
O setor agrícola conquistou ontem a primeira batalha de uma guerra iniciada há 20 anos: a aprovação da comissão de agricultura da Câmara dos Deputados a um projeto de lei que trata da criação do fundo de catástrofe. Agora, o projeto será levado aos plenários da Câmara e do Senado e, se aprovado, seguirá à sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O projeto, que é do Executivo, cria um seguro para proteger produtores e pecuaristas de catástrofes climáticas e prejuízos causados por pragas ou doenças. Inicialmente, o fundo será composto por R$ 2 bilhões em títulos do Tesouro.
As informações partem de O Estado de São Paulo.
(05/11/2009 16:08)
O setor agrícola conquistou ontem a primeira batalha de uma guerra iniciada há 20 anos: a aprovação da comissão de agricultura da Câmara dos Deputados a um projeto de lei que trata da criação do fundo de catástrofe. Agora, o projeto será levado aos plenários da Câmara e do Senado e, se aprovado, seguirá à sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O projeto, que é do Executivo, cria um seguro para proteger produtores e pecuaristas de catástrofes climáticas e prejuízos causados por pragas ou doenças. Inicialmente, o fundo será composto por R$ 2 bilhões em títulos do Tesouro.
As informações partem de O Estado de São Paulo.
MG: censo confirma atuação da agricultura familiar
Os resultados do Censo Agropecuário 2006, publicados recentemente, confirmam a importância da agricultura familiar no cenário da produção vegetal e animal, além de apontar para o seu potencial na agroindústria e no artesanato.
De acordo com a Superintendência de Política e Economia Agrícola (Spea) da Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Minas Gerais, que organizou os dados, no caso do café a agricultura familiar respondeu por quase 30% da produção total do Estado. Já a produção de mandioca, tradicional no segmento, equivalia a 83,0% do total em Minas. Além disso, as propriedades familiares contribuíam com quase 32% da safra estadual de feijão. "Esses resultados confirmam a força da agricultura familiar no cenário da produção agrícola e pecuária", diz o superintendente de Segurança Alimentar e Apoio à Agricultura Familiar, Lucas Scarascia.
"A partir do censo passaram a existir referências precisas, que possibilitam uma melhor avaliação do segmento". Isto, segundo Scarascia, "é fundamental para a elaboração de políticas de suporte à agricultura familiar". A Lei 11.326 de 24 de julho de 2006 estabeleceu o conceito básico de agricultura familiar. São assim considerados a pequena e a média propriedade, assentamentos de reforma agrária e comunidades rurais tradicionais - extrativistas, ribeirinhas, quilombolas e outras.
Scarascia acrescenta que, de acordo com a lei, há quatro condições essenciais para o reconhecimento de uma propriedade como de agricultura familiar, sendo a primeira a de que a área do estabelecimento ou empreendimento rural tenha no máximo quatro módulos fiscais definidos pelo Incra em cada município. "A segunda condição é a de que nas atividades econômicas desenvolvidas pelo segmento predomine a mão-de-obra da própria família", diz.
O superintendente ainda afirma que a renda predominante na agricultura familiar tem que ser originada de atividades vinculadas à propriedade. "Além disso, o estabelecimento ou empreendimento deve ser dirigido pela própria família", assinala Scarascia.
Cenário definido
A agricultura familiar em Minas Gerais é representada por 437,4 mil propriedades e reúne quase 1,2 milhão de pessoas, ou 6,2% da população estadual, conforme o Censo de 2006. "É um número muito representativo, pois a comparação é feita com a população total do Estado e não apenas com a faixa economicamente ativa", diz o superintendente. O levantamento mostra também que 17% dos estabelecimentos recorrem a financiamento e apresenta os destaques da produção na agricultura e na pecuária.
O censo mostra a participação dos agricultores familiares para que Minas Gerais seja o maior produtor de café do país. A produção dos cafezais da agricultura familiar apontada no levantamento foi de 407,1 mil toneladas, na comparação com a safra de cerca de 1,3 milhão de toneladas registrada pelo conjunto das propriedades cafeeiras de Minas.
De acordo com os dados do censo, a agricultura familiar responde, em Minas, por 75% dos estabelecimentos produtores de leite. O Estado contava, em 2006, com mais de 167,1 mil propriedades familiares envolvidas na produção, diante das 223,0 mil propriedades que constituíam o total de Minas nesse segmento. A agricultura familiar mineira registrou um volume anual de leite superior a 2,0 bilhões de litros, enquanto o total das fazendas no Estado foi de 5,6 bilhões de litros.
"Historicamente, em Minas, a produção de leite é pulverizada em diversas pequenas propriedades, e o censo confirmou essa realidade", observa o superintendente. Scarascia lembra que o programa Minas Leite, criado pela Secretaria da Agricultura, busca a melhoria da produtividade nas propriedades familiares, utilizando os próprios recursos de cada unidade.
Mineiros na Fenafra
A agricultura familiar de Minas Gerais apresentou uma produção variada na VI Feira Nacional da Agricultura Familiar e Reforma Agrária (Fenafra). O evento foi realizado pelo Ministério de Desenvolvimento Agrário (MDA), no Rio de Janeiro, entre 7 e 12 de outubro, com saldo positivo para os representantes de Minas.
Segundo Ignes Botelho, assessora técnica da Superintendência de Segurança Alimentar e Apoio à Agricultura Familiar, a comercialização de produtos da agroindústria familiar e do artesanato mineiros gerou uma receita de R$ 319,5 mil. "Minas compareceu com produtos típicos como queijos e doces, cachaça, rapadura, farinha, mel, conservas e frutas", diz a assessora. "Além disso, foram apresentados diversos produtos artesanais das propriedades familiares mineiras, como peças de algodão, fibra e cerâmica."
Os produtores ainda tiveram a oportunidade de agendar negócios. Ignes Botelho explica que o evento possibilitou a troca de experiência entre os representantes de Minas e de outros Estados e a abertura de novos horizontes para aqueles que pretendem aumentar agregar valor à sua produção e aprimorar o grau de profissionalização de suas atividades. "O apoio de técnicos da Secretaria e Emater-MG foi de grande importância para o sucesso da participação dos agricultores familiares de Minas na Fenafra", finaliza a assessora.
As informações são da Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Minas Gerais,
Os resultados do Censo Agropecuário 2006, publicados recentemente, confirmam a importância da agricultura familiar no cenário da produção vegetal e animal, além de apontar para o seu potencial na agroindústria e no artesanato.
De acordo com a Superintendência de Política e Economia Agrícola (Spea) da Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Minas Gerais, que organizou os dados, no caso do café a agricultura familiar respondeu por quase 30% da produção total do Estado. Já a produção de mandioca, tradicional no segmento, equivalia a 83,0% do total em Minas. Além disso, as propriedades familiares contribuíam com quase 32% da safra estadual de feijão. "Esses resultados confirmam a força da agricultura familiar no cenário da produção agrícola e pecuária", diz o superintendente de Segurança Alimentar e Apoio à Agricultura Familiar, Lucas Scarascia.
"A partir do censo passaram a existir referências precisas, que possibilitam uma melhor avaliação do segmento". Isto, segundo Scarascia, "é fundamental para a elaboração de políticas de suporte à agricultura familiar". A Lei 11.326 de 24 de julho de 2006 estabeleceu o conceito básico de agricultura familiar. São assim considerados a pequena e a média propriedade, assentamentos de reforma agrária e comunidades rurais tradicionais - extrativistas, ribeirinhas, quilombolas e outras.
Scarascia acrescenta que, de acordo com a lei, há quatro condições essenciais para o reconhecimento de uma propriedade como de agricultura familiar, sendo a primeira a de que a área do estabelecimento ou empreendimento rural tenha no máximo quatro módulos fiscais definidos pelo Incra em cada município. "A segunda condição é a de que nas atividades econômicas desenvolvidas pelo segmento predomine a mão-de-obra da própria família", diz.
O superintendente ainda afirma que a renda predominante na agricultura familiar tem que ser originada de atividades vinculadas à propriedade. "Além disso, o estabelecimento ou empreendimento deve ser dirigido pela própria família", assinala Scarascia.
Cenário definido
A agricultura familiar em Minas Gerais é representada por 437,4 mil propriedades e reúne quase 1,2 milhão de pessoas, ou 6,2% da população estadual, conforme o Censo de 2006. "É um número muito representativo, pois a comparação é feita com a população total do Estado e não apenas com a faixa economicamente ativa", diz o superintendente. O levantamento mostra também que 17% dos estabelecimentos recorrem a financiamento e apresenta os destaques da produção na agricultura e na pecuária.
O censo mostra a participação dos agricultores familiares para que Minas Gerais seja o maior produtor de café do país. A produção dos cafezais da agricultura familiar apontada no levantamento foi de 407,1 mil toneladas, na comparação com a safra de cerca de 1,3 milhão de toneladas registrada pelo conjunto das propriedades cafeeiras de Minas.
De acordo com os dados do censo, a agricultura familiar responde, em Minas, por 75% dos estabelecimentos produtores de leite. O Estado contava, em 2006, com mais de 167,1 mil propriedades familiares envolvidas na produção, diante das 223,0 mil propriedades que constituíam o total de Minas nesse segmento. A agricultura familiar mineira registrou um volume anual de leite superior a 2,0 bilhões de litros, enquanto o total das fazendas no Estado foi de 5,6 bilhões de litros.
"Historicamente, em Minas, a produção de leite é pulverizada em diversas pequenas propriedades, e o censo confirmou essa realidade", observa o superintendente. Scarascia lembra que o programa Minas Leite, criado pela Secretaria da Agricultura, busca a melhoria da produtividade nas propriedades familiares, utilizando os próprios recursos de cada unidade.
Mineiros na Fenafra
A agricultura familiar de Minas Gerais apresentou uma produção variada na VI Feira Nacional da Agricultura Familiar e Reforma Agrária (Fenafra). O evento foi realizado pelo Ministério de Desenvolvimento Agrário (MDA), no Rio de Janeiro, entre 7 e 12 de outubro, com saldo positivo para os representantes de Minas.
Segundo Ignes Botelho, assessora técnica da Superintendência de Segurança Alimentar e Apoio à Agricultura Familiar, a comercialização de produtos da agroindústria familiar e do artesanato mineiros gerou uma receita de R$ 319,5 mil. "Minas compareceu com produtos típicos como queijos e doces, cachaça, rapadura, farinha, mel, conservas e frutas", diz a assessora. "Além disso, foram apresentados diversos produtos artesanais das propriedades familiares mineiras, como peças de algodão, fibra e cerâmica."
Os produtores ainda tiveram a oportunidade de agendar negócios. Ignes Botelho explica que o evento possibilitou a troca de experiência entre os representantes de Minas e de outros Estados e a abertura de novos horizontes para aqueles que pretendem aumentar agregar valor à sua produção e aprimorar o grau de profissionalização de suas atividades. "O apoio de técnicos da Secretaria e Emater-MG foi de grande importância para o sucesso da participação dos agricultores familiares de Minas na Fenafra", finaliza a assessora.
As informações são da Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Minas Gerais,
illycaffè revela os 50 finalistas do 19º Prêmio Ernesto Illy de Qualidade do Café para Espresso
(05/11/2009 08:13)
Dentre os 50 finalistas, este ano, contamos com a presença de produtores de São Paulo, Rio de Janeiro e Goiás
A torrefadora italiana illycaffè acaba de divulgar os 50 finalistas do 19º Prêmio Ernesto Illy de Qualidade do Café para Espresso. A iniciativa é uma das ações da empresa que visa à valorização de centenas de fornecedores brasileiros dos grãos que compõem o blend da illy, de sabor único em todo o mundo.
Nesta edição, a Porto de Santos (PDS), empresa responsável pelo recebimento das amostras para o prêmio e pela compra e exportação dos grãos brasileiros à illycaffè, contabilizou 471 amostras, vindas de diferentes regiões do Brasil.
A análise e classificação dos melhores cafés são realizadas pela Assicafé – laboratório científico que presta serviço exclusivo à illycaffè no Brasil – e é feita por meio de equipamento ultravioleta; mapadora; classificação dos grãos quanto ao aspecto, seca, cor, tipo, teor de umidade, torração; e prova de qualidade da bebida com degustação para espresso. “Mesmo com todos esses critérios voltados para um julgamento rígido, a cada prêmio cresce o número de amostras com qualidade, dificultando a escolha dos 50 finalistas”, revela dr. Aldir Alves Teixeira, diretor da Assicafé.
É grande a expectativa pelo prêmio por conta dos dez primeiros colocados, que receberão respectivamente US$30.000, US$20.000, US$10.000, US$5.000, US$ 3.000 e do sexto ao décimos lugares US$1.000. A divulgação dos 10 primeiros colocados será somente no dia da cerimônia de premiação, que acontecerá em 05 de março de 2010, em São Paulo.
O concurso vai conceder ainda, o Diploma de Reconhecimento à Sustentabilidade ao produtor com as melhores práticas agrícolas e de proteção ao meio ambiente. Será entregue também, o Diploma de Reconhecimento aos agentes dos classificadores vencedores, pelo apoio aos produtores durante a safra e pela propagação do conceito de café de alta qualidade no Brasil, além dos tradicionais prêmios aos classificadores com maior número de amostras aprovadas e ao Fornecedor do Ano.
Os 50 finalistas
Agropecuária Tijucal Ltda
Presidente Kubitschek - MG
Algênio Ferraz de Castro / ou
Carmo de Minas - MG
Altina Moreira Reis e Outros
Carmo da Cachoeira - MG
Amauri José de Almeida
Coromandel - MG
Ana Francisca Domingos
Campos Altos - MG
Andréa de Freitas Werner
Manhuaçu - MG
Antonio de Oliveira Marques
Dom Viçoso - MG
Claudia Ferreira de Godoy Tavares Seguso
Campestre - MG
Clovis Carvalho Filho
Campos Altos - MG
Dimas Mendes Bastos
Araponga - MG
Diovane Batista da Silva
Patos de Minas - MG
Edio Anacleto Miranda
Araponga - MG
Ednilson Alves Dutra
São João do Manhuaçu - MG
Ernani Ornelas de Podestá
Cabo Verde - MG
Fabiano Silvestre de Santana
Caputira - MG
Fazenda Sertãozinho Ltda
Poços de Caldas - MG
Flavio Fontes Macedo
Araponga - MG
Francisco Nioac de Sales
Bom Jardim - RJ
Guy Carvalho Ribeiro Filho
Cabo Verde - MG
Homero Teixeira de Macedo Jr.
São Sebastião da Grama - SP
Inácio Carlos Urban
Coromandel - MG
Ivair Neves Vitoria
Araponga - MG
João Batista Bocoli
Muzambinho - MG
Jonathan Domingos Silva
Campos Altos - MG
Jorge Fernando Naimeg
Coromandel - MG
José Flavio Ferraz Reis / outro
Carmo de Minas - MG
José Roberto Canato
Carmo de Minas - MG
José Zubioli
Romaria - MG
Léo Fabio Junqueira Villela
Jesuânia - MG
Lincoln Ferreira
Pratinha - MG
Luciana Martinez Grossi
Patrocínio - MG
Lucio Gondim Velloso
Carmo do Paranaíba - MG
Luis Carlos Tejada Podestá
Monte Belo - MG
Luiz Carlos Figueiredo E/OU
Cristalina - GO
Luiz Flavio Pereira de Castro / ou
Carmo de Minas - MG
Maria Amélia Barbosa Antunes
Caldas - MG
Maria Luzia Tonelli de Faria e Outros
Tapiraí - MG
Maria Rita Pereira
Olímpio Noronha - MG
Mariana de Carvalho Junqueira
Dom Viçoso - MG
Marisa Coli Noronha / ou
Carmo de Minas - MG
Mauro Billi
Campestre - MG
Mauro Garcia Correa
São João do Manhuaçu - MG
Moacyr Dias Pereira
Conceição do Rio Verde - MG
Omar Guimarães Lopes Filho
Campanha - MG
Osvaldina Alves Dutra
Caputira - MG
Raimundo Dimas Santana
Araponga - MG
Rogério Augusto Furtado Teixeira
Piedade de Caratinga - MG
Tufi Daher Filho
Manhuaçu - MG
Viriato Ferreira de Carvalho
Cabo Verde - MG
Yumiko Yamaguchi
Diamantina - MG
19º Prêmio Ernesto Illy de Qualidade do Café para Espresso
Desde o lançamento do Prêmio Ernesto Illy de Qualidade do Café para Espresso, em 1991, a illycaffè já distribuiu mais de US$ 2 milhões. Promovido anualmente no Brasil, o prêmio é reconhecido como um dos maiores incentivos à cafeicultura nacional, recompensando os produtores pela qualidade do café que produzem. Esse incentivo conseguiu uma verdadeira guinada na mentalidade dos cafeicultores, que passaram a valorizar essa característica como seu principal objetivo.
Sobre a illycaffè
Sediada em Trieste, na Itália, a torrefadora italiana illycaffè produz e comercializa um único blend de café espresso sob uma única marca, líder em qualidade. Presente em mais de 140 países, o espresso illy está disponível em mais de 50 mil dos melhores restaurantes e bares ao redor do mundo, onde, diariamente, são vendidas mais de 6 milhões de xícaras.
A espressamente illy, sua cadeia de franquia de cafeterias no estilo italiano, está presente em 34 países com 220 lojas. Com o objetivo de espalhar a cultura do café, a illycaffè fundou a Universidade do Café, um centro de excelência, com quatorze unidades, que oferece treinamento prático e teórico sobre todos os aspectos do café para produtores de café, baristas e entusiastas. No Brasil, desde sua criação, em 2000, foram treinadas mais de 6 mil pessoas.
Mundialmente conta com aproximadamente 800 colaboradores e um faturamento consolidado de € 280 milhões em 2008.
A illycaffè compra café verde arábica da melhor qualidade diretamente dos cafeicultores, por meio de parcerias que se baseiam na sustentabilidade e reciprocidade. A empresa estimula esta cooperação a longo prazo – com os melhores produtores de café do Brasil, América Central, Índia e África – fornecendo know-how e tecnologia, além de preços acima da média do mercado.
Serviço:
19° Prêmio Fundação Ernesto Illy de Qualidade do Café Para “Espresso”
Entrega dos Prêmios: Dia 05/03/10
(05/11/2009 08:13)
Dentre os 50 finalistas, este ano, contamos com a presença de produtores de São Paulo, Rio de Janeiro e Goiás
A torrefadora italiana illycaffè acaba de divulgar os 50 finalistas do 19º Prêmio Ernesto Illy de Qualidade do Café para Espresso. A iniciativa é uma das ações da empresa que visa à valorização de centenas de fornecedores brasileiros dos grãos que compõem o blend da illy, de sabor único em todo o mundo.
Nesta edição, a Porto de Santos (PDS), empresa responsável pelo recebimento das amostras para o prêmio e pela compra e exportação dos grãos brasileiros à illycaffè, contabilizou 471 amostras, vindas de diferentes regiões do Brasil.
A análise e classificação dos melhores cafés são realizadas pela Assicafé – laboratório científico que presta serviço exclusivo à illycaffè no Brasil – e é feita por meio de equipamento ultravioleta; mapadora; classificação dos grãos quanto ao aspecto, seca, cor, tipo, teor de umidade, torração; e prova de qualidade da bebida com degustação para espresso. “Mesmo com todos esses critérios voltados para um julgamento rígido, a cada prêmio cresce o número de amostras com qualidade, dificultando a escolha dos 50 finalistas”, revela dr. Aldir Alves Teixeira, diretor da Assicafé.
É grande a expectativa pelo prêmio por conta dos dez primeiros colocados, que receberão respectivamente US$30.000, US$20.000, US$10.000, US$5.000, US$ 3.000 e do sexto ao décimos lugares US$1.000. A divulgação dos 10 primeiros colocados será somente no dia da cerimônia de premiação, que acontecerá em 05 de março de 2010, em São Paulo.
O concurso vai conceder ainda, o Diploma de Reconhecimento à Sustentabilidade ao produtor com as melhores práticas agrícolas e de proteção ao meio ambiente. Será entregue também, o Diploma de Reconhecimento aos agentes dos classificadores vencedores, pelo apoio aos produtores durante a safra e pela propagação do conceito de café de alta qualidade no Brasil, além dos tradicionais prêmios aos classificadores com maior número de amostras aprovadas e ao Fornecedor do Ano.
Os 50 finalistas
Agropecuária Tijucal Ltda
Presidente Kubitschek - MG
Algênio Ferraz de Castro / ou
Carmo de Minas - MG
Altina Moreira Reis e Outros
Carmo da Cachoeira - MG
Amauri José de Almeida
Coromandel - MG
Ana Francisca Domingos
Campos Altos - MG
Andréa de Freitas Werner
Manhuaçu - MG
Antonio de Oliveira Marques
Dom Viçoso - MG
Claudia Ferreira de Godoy Tavares Seguso
Campestre - MG
Clovis Carvalho Filho
Campos Altos - MG
Dimas Mendes Bastos
Araponga - MG
Diovane Batista da Silva
Patos de Minas - MG
Edio Anacleto Miranda
Araponga - MG
Ednilson Alves Dutra
São João do Manhuaçu - MG
Ernani Ornelas de Podestá
Cabo Verde - MG
Fabiano Silvestre de Santana
Caputira - MG
Fazenda Sertãozinho Ltda
Poços de Caldas - MG
Flavio Fontes Macedo
Araponga - MG
Francisco Nioac de Sales
Bom Jardim - RJ
Guy Carvalho Ribeiro Filho
Cabo Verde - MG
Homero Teixeira de Macedo Jr.
São Sebastião da Grama - SP
Inácio Carlos Urban
Coromandel - MG
Ivair Neves Vitoria
Araponga - MG
João Batista Bocoli
Muzambinho - MG
Jonathan Domingos Silva
Campos Altos - MG
Jorge Fernando Naimeg
Coromandel - MG
José Flavio Ferraz Reis / outro
Carmo de Minas - MG
José Roberto Canato
Carmo de Minas - MG
José Zubioli
Romaria - MG
Léo Fabio Junqueira Villela
Jesuânia - MG
Lincoln Ferreira
Pratinha - MG
Luciana Martinez Grossi
Patrocínio - MG
Lucio Gondim Velloso
Carmo do Paranaíba - MG
Luis Carlos Tejada Podestá
Monte Belo - MG
Luiz Carlos Figueiredo E/OU
Cristalina - GO
Luiz Flavio Pereira de Castro / ou
Carmo de Minas - MG
Maria Amélia Barbosa Antunes
Caldas - MG
Maria Luzia Tonelli de Faria e Outros
Tapiraí - MG
Maria Rita Pereira
Olímpio Noronha - MG
Mariana de Carvalho Junqueira
Dom Viçoso - MG
Marisa Coli Noronha / ou
Carmo de Minas - MG
Mauro Billi
Campestre - MG
Mauro Garcia Correa
São João do Manhuaçu - MG
Moacyr Dias Pereira
Conceição do Rio Verde - MG
Omar Guimarães Lopes Filho
Campanha - MG
Osvaldina Alves Dutra
Caputira - MG
Raimundo Dimas Santana
Araponga - MG
Rogério Augusto Furtado Teixeira
Piedade de Caratinga - MG
Tufi Daher Filho
Manhuaçu - MG
Viriato Ferreira de Carvalho
Cabo Verde - MG
Yumiko Yamaguchi
Diamantina - MG
19º Prêmio Ernesto Illy de Qualidade do Café para Espresso
Desde o lançamento do Prêmio Ernesto Illy de Qualidade do Café para Espresso, em 1991, a illycaffè já distribuiu mais de US$ 2 milhões. Promovido anualmente no Brasil, o prêmio é reconhecido como um dos maiores incentivos à cafeicultura nacional, recompensando os produtores pela qualidade do café que produzem. Esse incentivo conseguiu uma verdadeira guinada na mentalidade dos cafeicultores, que passaram a valorizar essa característica como seu principal objetivo.
Sobre a illycaffè
Sediada em Trieste, na Itália, a torrefadora italiana illycaffè produz e comercializa um único blend de café espresso sob uma única marca, líder em qualidade. Presente em mais de 140 países, o espresso illy está disponível em mais de 50 mil dos melhores restaurantes e bares ao redor do mundo, onde, diariamente, são vendidas mais de 6 milhões de xícaras.
A espressamente illy, sua cadeia de franquia de cafeterias no estilo italiano, está presente em 34 países com 220 lojas. Com o objetivo de espalhar a cultura do café, a illycaffè fundou a Universidade do Café, um centro de excelência, com quatorze unidades, que oferece treinamento prático e teórico sobre todos os aspectos do café para produtores de café, baristas e entusiastas. No Brasil, desde sua criação, em 2000, foram treinadas mais de 6 mil pessoas.
Mundialmente conta com aproximadamente 800 colaboradores e um faturamento consolidado de € 280 milhões em 2008.
A illycaffè compra café verde arábica da melhor qualidade diretamente dos cafeicultores, por meio de parcerias que se baseiam na sustentabilidade e reciprocidade. A empresa estimula esta cooperação a longo prazo – com os melhores produtores de café do Brasil, América Central, Índia e África – fornecendo know-how e tecnologia, além de preços acima da média do mercado.
Serviço:
19° Prêmio Fundação Ernesto Illy de Qualidade do Café Para “Espresso”
Entrega dos Prêmios: Dia 05/03/10
quarta-feira, 4 de novembro de 2009
OPINIÃO - Boa safra (Artigo) de ANTONIO DELFIM NETTO
FOLHA DE S. PAULO - SP
04/11/2009
2009, O ANO da "Grande Crise", já vai caminhando para o final, e nós, brasileiros (ao contrário da maioria dos povos do mundo), podemos contabilizar uma safra bastante razoável de boas notícias na economia: depois da imersão forçada no final de 2008 (e de continuar "fazendo água" no primeiro trimestre deste ano), a economia iniciou uma saudável recuperação e vai entrar 2010 crescendo com vigor.
Este é o dado que interessa: voltamos a crescer mais do que o mundo. "That"s the point", dizem os "gringos": "Os caras deram a resposta menos esperada"... Como é natural, entre nós algumas pessoas desmerecem essa visão periférica e podem até ter razão: o conhecimento que se tem do Brasil lá fora é, obviamente, incompleto.
Esse desconhecimento só perde, às vezes, para o distanciamento que nós próprios mantemos a respeito de alguns problemas vitais deste nosso país-continente (ainda agropastoril) e da gente que o povoa e o faz caminhar para se tornar uma potência agroindustrial.
Quando o presidente Lula lançou solenemente, em junho, o Plano Agrícola e Pecuário para a Safra 2009/2010 -numa grande festa no Paraná-, imaginei que além da repercussão do momento iríamos assistir a um bom debate na mídia sobre os avanços ali anunciados e as dificuldades que o setor encontra para receber os benefícios prometidos. Continuamos, no entanto, observando um grande silêncio.
A importância dessa questão é "apenas" porque 2010 será decidido em grande parte pelo resultado da safra agrícola: se a economia vai continuar em festa ou se vai se juntar às lamentações do mundo em crise. Num desses climas vai-se determinar o nosso futuro político.
Por esses motivos relevantes é preciso enfrentar os problemas hoje.
O Papi -Plano Agrícola e Pecuário-, se cumprido, nos fará caminhar para uma política agrícola moderna e eficiente, que dará garantia de renda para os produtores.
Continua sem solução, por exemplo, a questão da dívida que os agricultores acumularam no passado devido à sinistra combinação da volatilidade de renda do setor com oportunísticas políticas de combate à inflação. A agricultura só se livrará desse pesadelo à medida que se puder amenizar a volatilidade da renda agrícola pelo desenvolvimento simultâneo do seguro e de instrumentos financeiros para travar os preços.
Há mais duas questões que devem ser enfrentadas. Uma é a do desrespeito frequente à instituição da propriedade privada, que tende a reduzir os investimentos na agricultura; a outra é a da relação desgastante entre a atividade agrícola e a conservação do meio ambiente.
contatodelfimnetto@uol.com.br
*ANTONIO DELFIM NETTO escreve às quartas-feiras nesta coluna.
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FOLHA DE S. PAULO - SP
04/11/2009
2009, O ANO da "Grande Crise", já vai caminhando para o final, e nós, brasileiros (ao contrário da maioria dos povos do mundo), podemos contabilizar uma safra bastante razoável de boas notícias na economia: depois da imersão forçada no final de 2008 (e de continuar "fazendo água" no primeiro trimestre deste ano), a economia iniciou uma saudável recuperação e vai entrar 2010 crescendo com vigor.
Este é o dado que interessa: voltamos a crescer mais do que o mundo. "That"s the point", dizem os "gringos": "Os caras deram a resposta menos esperada"... Como é natural, entre nós algumas pessoas desmerecem essa visão periférica e podem até ter razão: o conhecimento que se tem do Brasil lá fora é, obviamente, incompleto.
Esse desconhecimento só perde, às vezes, para o distanciamento que nós próprios mantemos a respeito de alguns problemas vitais deste nosso país-continente (ainda agropastoril) e da gente que o povoa e o faz caminhar para se tornar uma potência agroindustrial.
Quando o presidente Lula lançou solenemente, em junho, o Plano Agrícola e Pecuário para a Safra 2009/2010 -numa grande festa no Paraná-, imaginei que além da repercussão do momento iríamos assistir a um bom debate na mídia sobre os avanços ali anunciados e as dificuldades que o setor encontra para receber os benefícios prometidos. Continuamos, no entanto, observando um grande silêncio.
A importância dessa questão é "apenas" porque 2010 será decidido em grande parte pelo resultado da safra agrícola: se a economia vai continuar em festa ou se vai se juntar às lamentações do mundo em crise. Num desses climas vai-se determinar o nosso futuro político.
Por esses motivos relevantes é preciso enfrentar os problemas hoje.
O Papi -Plano Agrícola e Pecuário-, se cumprido, nos fará caminhar para uma política agrícola moderna e eficiente, que dará garantia de renda para os produtores.
Continua sem solução, por exemplo, a questão da dívida que os agricultores acumularam no passado devido à sinistra combinação da volatilidade de renda do setor com oportunísticas políticas de combate à inflação. A agricultura só se livrará desse pesadelo à medida que se puder amenizar a volatilidade da renda agrícola pelo desenvolvimento simultâneo do seguro e de instrumentos financeiros para travar os preços.
Há mais duas questões que devem ser enfrentadas. Uma é a do desrespeito frequente à instituição da propriedade privada, que tende a reduzir os investimentos na agricultura; a outra é a da relação desgastante entre a atividade agrícola e a conservação do meio ambiente.
contatodelfimnetto@uol.com.br
*ANTONIO DELFIM NETTO escreve às quartas-feiras nesta coluna.
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sábado, 31 de outubro de 2009
31/10/2009 14:52
CMN - Conselho estabelece regras para cooperativas terem acesso a financiamentos do Pronaf
15 de Outubro de 2009
Wellton Máximo
Repórter da Agência Brasil
Brasília - O Conselho Monetário Nacional (CMN) regulamentou hoje (15) as normas para as cooperativas familiares terem acesso aos financiamentos do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf). Em reunião, o conselho definiu regras para essas entidades serem enquadradas como de agricultura familiar.
Pelas novas regras, só é considerada cooperativa de produtores familiares a entidade que tiver, no mínimo, 70% de associados passíveis de receberem benefícios do Pronaf. Além disso, pelo menos 55% da produção beneficiada, processada ou comercializada deve ter origem na agricultura familiar.
Segundo o secretário adjunto de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Gilson Bittencourt, uma lei publicada na última terça-feira (13) no Diário Oficial da União dá competência ao CMN para definir as cooperativas de produtores familiares. “Somente com essa definição, as entidades poderiam continuar a ter acesso aos recursos do Pronaf”, explicou.
O CMN adiou ainda o prazo para que os produtores de café com dívidas vinculadas a Cédulas de Propriedade Rural (CPR) quitem os débitos. Os papéis que venciam até 2007 inicialmente tiveram o vencimento prorrogado para 2008. Agora, o CMN estendeu novamente o vencimento para 2009 e reduziu os juros dessas operações de 7,5% ao ano para 6,75% ao ano.
A CPR é um título que permite aos produtores rurais captar, nos bancos, recursos para investir na lavoura. O agricultor vende a produção com antecedência, comprometendo-se a entregar o produto negociado na quantidade, local e data estipulados. O produtor pode tanto depositar o dinheiro correspondente ao valor da produção como fazer a entrega física.
O conselho também prorrogou as dívidas de produtores de frutas que pegaram empréstimos do Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste (FNE). As parcelas dos créditos de custeio e investimento vencidas entre setembro de 2008 e dezembro de 2009 tiveram o vencimento adiado.
Para o custeio, as prestações vencidas serão transferidas para depois da última parcela. No caso do investimento, as parcelas serão prorrogadas por cinco anos, com o pagamento começando em 2010. O produtor de frutas, no entanto, terá de quitar 5% do saldo devedor, para os financiamentos de custeio, e 2%, para as linhas de investimento.
De acordo com o secretário, a medida representa um socorro aos fruticultores do Nordeste afetados pela crise econômica. “Esses produtores sofreram muito com a retração de crédito”, disse Bittencourt. “Eles foram prejudicados principalmente pela dificuldade de comercialização.”
CMN - Conselho estabelece regras para cooperativas terem acesso a financiamentos do Pronaf
15 de Outubro de 2009
Wellton Máximo
Repórter da Agência Brasil
Brasília - O Conselho Monetário Nacional (CMN) regulamentou hoje (15) as normas para as cooperativas familiares terem acesso aos financiamentos do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf). Em reunião, o conselho definiu regras para essas entidades serem enquadradas como de agricultura familiar.
Pelas novas regras, só é considerada cooperativa de produtores familiares a entidade que tiver, no mínimo, 70% de associados passíveis de receberem benefícios do Pronaf. Além disso, pelo menos 55% da produção beneficiada, processada ou comercializada deve ter origem na agricultura familiar.
Segundo o secretário adjunto de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Gilson Bittencourt, uma lei publicada na última terça-feira (13) no Diário Oficial da União dá competência ao CMN para definir as cooperativas de produtores familiares. “Somente com essa definição, as entidades poderiam continuar a ter acesso aos recursos do Pronaf”, explicou.
O CMN adiou ainda o prazo para que os produtores de café com dívidas vinculadas a Cédulas de Propriedade Rural (CPR) quitem os débitos. Os papéis que venciam até 2007 inicialmente tiveram o vencimento prorrogado para 2008. Agora, o CMN estendeu novamente o vencimento para 2009 e reduziu os juros dessas operações de 7,5% ao ano para 6,75% ao ano.
A CPR é um título que permite aos produtores rurais captar, nos bancos, recursos para investir na lavoura. O agricultor vende a produção com antecedência, comprometendo-se a entregar o produto negociado na quantidade, local e data estipulados. O produtor pode tanto depositar o dinheiro correspondente ao valor da produção como fazer a entrega física.
O conselho também prorrogou as dívidas de produtores de frutas que pegaram empréstimos do Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste (FNE). As parcelas dos créditos de custeio e investimento vencidas entre setembro de 2008 e dezembro de 2009 tiveram o vencimento adiado.
Para o custeio, as prestações vencidas serão transferidas para depois da última parcela. No caso do investimento, as parcelas serão prorrogadas por cinco anos, com o pagamento começando em 2010. O produtor de frutas, no entanto, terá de quitar 5% do saldo devedor, para os financiamentos de custeio, e 2%, para as linhas de investimento.
De acordo com o secretário, a medida representa um socorro aos fruticultores do Nordeste afetados pela crise econômica. “Esses produtores sofreram muito com a retração de crédito”, disse Bittencourt. “Eles foram prejudicados principalmente pela dificuldade de comercialização.”
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