A MUDANÇA DO JOGO
A noticia de ontem à tarde, do governo sobre taxar com iof o capital especulativo, que estava entrando no Brasil, e deixando o governo e seus ministros de cabelo em pé, os que têm cabelo lógico, fez uma mudança no sentimento do mercado.
A bolsa ICE que tinha rompido uma importante área no ativo café no mês de dez/09 na casa do 140.00 cents de dólar por libra peso e atingindo a máxima de 145,40 cents de dólar por libra peso ontem dia 19/10/09 com 140 pontos de alta. O mercado sobre comprado onde fundos teriam entrado em raly anteriores na compra, entraram realizando lucro e procurando outros ativos deixando a bolsa ICE no vermelho fechando com 220 pontos de baixa a 141,80 cents de dólar por libra peso.
A valorização do dólar index, índice do dólar frente a outras moedas, na casa de 0,5% ajudou essa realização. Aproveita-se deste momento para realizar lucros com a valorização do dólar frente ao real que não ficou fora da valorização da moeda americana pelo mundo ,no Brasil essa valorização foi maior na casa de 2,34% que em real daria R$1.7550, a queda da bolsa com a alta do dólar deu um diferencial por saca de 60 kg de café de R$0,84 oitenta e quatro centavos de alta, ou seja nada mudou ,como sempre acontece, quando o dólar sobe a bolsa cai ,e quando o dólar cai a bolsa sobe.
No lado fundamental o café segue sua rotina sem alteração, floradas desiguais, entre safra longa de uma safra brasileira curta, e baixa qualidade, sem novidades.
Como a regra do jogo mudou de uma hora para outra temos que esperar os próximos pregoes para visualizar melhor uma tendência, no caso de baixa, teremos dois suportes técnicos a 137,75 cents de dólar por libra peso e 135,50 cents de dólar por libra peso.
Acredito que isso não vai mudar em nada o mercado porque não existe ninguém que consiga absorver a montanha de dólar injetada na economia mundial, pra terminar com uma crise de proporções estratosférica, mas a prudência nos manda ter cuidado em horas como esta.
No mercado físico o produtor continua calmo a espera da entrega dos cafés para o governo na casa dos R$300, 00,numero este,que seria o sonho dos produtores e a espera das regras pra se vender café na AGF ,nesta gostaria de dar um palpite, os produtores teriam que entregar café de bebida inferior rio e riada para diminuir um pouco esse tipo de café do mercado ,pois foi à qualidade que mais se colheu este ano e o preço da AGF é superior aos praticados do mercado.
Wagner Pimentel
www.cafezinhocomamigos.blogspot.com
MANHUAÇU MG 20/10/09
terça-feira, 20 de outubro de 2009
OPINIÃO - Farsesca agrária
OPINIÃO - Farsesca agrária
O Estado de S. Paulo
20/10/09 Xico Graziano Preciosas informações sobre o campo foram recentemente divulgadas pelo IBGE. Elas confirmam o crescimento da agricultura familiar, cujas unidades passaram de 4,1 milhões para 4,5 milhões. Significam agora 88% do número total de estabelecimentos agropecuários do País. A força do pequeno. Esse interessante fenômeno da economia rural carece de melhor análise acadêmica. Certamente, porém, o apoio do Estado tem sido fundamental nesse processo, desde a criação do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf). Isso ocorreu em 1995. Os petistas inquietam-se e escondem a inveja. Mas foi o presidente Fernando Henrique Cardoso que, pela primeira vez, formulou uma política específica para essa categoria de pequenos agricultores, articulada então pelo agrônomo Murilo Flores, da Embrapa. Com inédita metodologia, valorizando o uso do trabalho, e não o tamanho da terra, o governo apartou uma parcela dos recursos do crédito rural, direcionando-a para os chamados agricultores familiares. Hoje se colhem os bons frutos dessa importante política agrícola. Estudos conduzidos por Carlos Guanziroli, Antônio Márcio Buainain e Alberto Di Sabbato relatam que, em 2006, os agricultores familiares respondiam por 40% do valor da produção agropecuária, ante 37,9% em 1996. No emprego, incluindo os membros da família, o segmento absorve 13 milhões de pessoas, ou seja, 78,8% do total da mão de obra ocupada no campo. Celeiro de gente trabalhadora. Os assentamentos de reforma agrária, embora incipientes, também contribuíram para ampliar o espaço da pequena produção rural. Tanto é que as maiores variações positivas na participação da agricultura familiar ocorreram nas Regiões Norte e Nordeste, onde, por sinal, passaram a dominar a produção agropecuária. Fim do coronelismo. Tais dados, obtidos a partir do último Censo Agropecuário, destroem certo discurso boboca que brada estar o modelo do agronegócio acabando com a pequena agricultura. Acontece justamente o inverso. Novas tecnologias, mercados integrados e apoio do governo robustecem a produção familiar no campo. Caso único. Em todos os setores da economia ocorre concentração de capital. No sistema financeiro, nos supermercados, nas farmácias, nos postos de gasolina, no comércio varejista, por onde se olha, empresas se fundem, aumenta a escala da produção, as vendas se agigantam. Poucos, aliás, combatem politicamente esse transcurso cruel dos negócios urbanos, em que os grandes engolem os pequenos. Parece normal na moderna economia. Na agropecuária, entretanto, a roda gira diferente. A agricultura familiar se fortalece juntamente com a grande empresa rural. Mesmo assim, curiosamente, o discurso atrasado contra o agronegócio teima em persistir, como se a mentira repetida se transformasse em verdade. Os combatentes da moderna agropecuária, qual dom Quixote, bradam contra moinhos de vento. De onde surge tal delírio ideológico, conforme o denomina Zander Navarro? Certamente do equívoco, elementar, que distingue "agricultura familiar" do "agronegócio", como se ambas as categorias fossem opostas, e não complementares. Ora, familiar não significa ser miserável no campo, embora muita pobreza exista por lá. O sucesso do programa de agricultura familiar reside exatamente na ideia de que, ao investir em tecnologia e ganhar produtividade, o pequeno produtor se qualifica para participar do mundo do agronegócio. Assim procedem milhões de antigos agricultores, todos querendo escapar da sofrida subsistência, ganhar seu dinheiro, educar suas crianças, ter saúde, crescer na vida. Uma política agrária moderna procura livrar o agricultor de sua submissão histórica, emancipando-o econômica e culturalmente, transformando-o em pequeno empresário. Agronegócio familiar. Quem, violentamente, combate o agronegócio e, idilicamente, defende os agricultores familiares comete um pecado conceitual. Milhões de excelentes produtores de café, soja, feijão, arroz, leite, carne, mandioca, frutas, verduras dependem do agronegócio para viver. Desejosos do progresso, buscaram financiamentos do Pronaf, aprimoraram-se tecnicamente, organizaram-se em cooperativas, vendem com qualidade. Pequenos na roça, gigantes no mercado. O discurso esquerdista que opõe o agronegócio à agricultura familiar cheira a um populismo antigo, baseado naquele desejo de tutelar a miséria rural, roubando dos camponeses pobres seu próprio destino. Nada mais adequado à manipulação política do que tratar os pequenos agricultores como coitados, cultivando sua dependência histórica. Falsos líderes gostam da subserviência do povo, um terreno onde a esquerda e a direita autoritárias se confundem facilmente. As laranjas padeceram noutro dia, arrasadas pelo banditismo rural. A fama da fruta já anda balançada com tanto escândalo financeiro, pois a mídia insiste, sem que ninguém explique direito o porquê, em chamar de laranjas aqueles que disfarçam o crime de lavagem de dinheiro. Desta vez, apanharam diretamente, destruídas pela raiva dos invasores de terras. O laranjal virou personagem de um triste filme agrário. Uma farsesca. Por detrás, nos bastidores da trama, o argumento ignóbil: laranja não é comida e, não sendo familiar, o agronegócio da citricultura não interessa à sociedade. Portanto, dane-se a produção, esqueça o emprego, pau no laranjal. Besteirol puro. O MST inventa assunto para esconder a insanidade de sua luta autoritária. Ao combater o agronegócio, imagina voltar ao tempo do pé de laranja no fundo do quintal, poleiro de galinhas caipiras. No fundo, paradoxalmente, alimenta-se da miséria rural. Xico Graziano, agrônomo, é secretário do Meio Ambiente do Estado de São Paulo. E-mail: xico@xicograziano.com.br
O Estado de S. Paulo
20/10/09 Xico Graziano Preciosas informações sobre o campo foram recentemente divulgadas pelo IBGE. Elas confirmam o crescimento da agricultura familiar, cujas unidades passaram de 4,1 milhões para 4,5 milhões. Significam agora 88% do número total de estabelecimentos agropecuários do País. A força do pequeno. Esse interessante fenômeno da economia rural carece de melhor análise acadêmica. Certamente, porém, o apoio do Estado tem sido fundamental nesse processo, desde a criação do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf). Isso ocorreu em 1995. Os petistas inquietam-se e escondem a inveja. Mas foi o presidente Fernando Henrique Cardoso que, pela primeira vez, formulou uma política específica para essa categoria de pequenos agricultores, articulada então pelo agrônomo Murilo Flores, da Embrapa. Com inédita metodologia, valorizando o uso do trabalho, e não o tamanho da terra, o governo apartou uma parcela dos recursos do crédito rural, direcionando-a para os chamados agricultores familiares. Hoje se colhem os bons frutos dessa importante política agrícola. Estudos conduzidos por Carlos Guanziroli, Antônio Márcio Buainain e Alberto Di Sabbato relatam que, em 2006, os agricultores familiares respondiam por 40% do valor da produção agropecuária, ante 37,9% em 1996. No emprego, incluindo os membros da família, o segmento absorve 13 milhões de pessoas, ou seja, 78,8% do total da mão de obra ocupada no campo. Celeiro de gente trabalhadora. Os assentamentos de reforma agrária, embora incipientes, também contribuíram para ampliar o espaço da pequena produção rural. Tanto é que as maiores variações positivas na participação da agricultura familiar ocorreram nas Regiões Norte e Nordeste, onde, por sinal, passaram a dominar a produção agropecuária. Fim do coronelismo. Tais dados, obtidos a partir do último Censo Agropecuário, destroem certo discurso boboca que brada estar o modelo do agronegócio acabando com a pequena agricultura. Acontece justamente o inverso. Novas tecnologias, mercados integrados e apoio do governo robustecem a produção familiar no campo. Caso único. Em todos os setores da economia ocorre concentração de capital. No sistema financeiro, nos supermercados, nas farmácias, nos postos de gasolina, no comércio varejista, por onde se olha, empresas se fundem, aumenta a escala da produção, as vendas se agigantam. Poucos, aliás, combatem politicamente esse transcurso cruel dos negócios urbanos, em que os grandes engolem os pequenos. Parece normal na moderna economia. Na agropecuária, entretanto, a roda gira diferente. A agricultura familiar se fortalece juntamente com a grande empresa rural. Mesmo assim, curiosamente, o discurso atrasado contra o agronegócio teima em persistir, como se a mentira repetida se transformasse em verdade. Os combatentes da moderna agropecuária, qual dom Quixote, bradam contra moinhos de vento. De onde surge tal delírio ideológico, conforme o denomina Zander Navarro? Certamente do equívoco, elementar, que distingue "agricultura familiar" do "agronegócio", como se ambas as categorias fossem opostas, e não complementares. Ora, familiar não significa ser miserável no campo, embora muita pobreza exista por lá. O sucesso do programa de agricultura familiar reside exatamente na ideia de que, ao investir em tecnologia e ganhar produtividade, o pequeno produtor se qualifica para participar do mundo do agronegócio. Assim procedem milhões de antigos agricultores, todos querendo escapar da sofrida subsistência, ganhar seu dinheiro, educar suas crianças, ter saúde, crescer na vida. Uma política agrária moderna procura livrar o agricultor de sua submissão histórica, emancipando-o econômica e culturalmente, transformando-o em pequeno empresário. Agronegócio familiar. Quem, violentamente, combate o agronegócio e, idilicamente, defende os agricultores familiares comete um pecado conceitual. Milhões de excelentes produtores de café, soja, feijão, arroz, leite, carne, mandioca, frutas, verduras dependem do agronegócio para viver. Desejosos do progresso, buscaram financiamentos do Pronaf, aprimoraram-se tecnicamente, organizaram-se em cooperativas, vendem com qualidade. Pequenos na roça, gigantes no mercado. O discurso esquerdista que opõe o agronegócio à agricultura familiar cheira a um populismo antigo, baseado naquele desejo de tutelar a miséria rural, roubando dos camponeses pobres seu próprio destino. Nada mais adequado à manipulação política do que tratar os pequenos agricultores como coitados, cultivando sua dependência histórica. Falsos líderes gostam da subserviência do povo, um terreno onde a esquerda e a direita autoritárias se confundem facilmente. As laranjas padeceram noutro dia, arrasadas pelo banditismo rural. A fama da fruta já anda balançada com tanto escândalo financeiro, pois a mídia insiste, sem que ninguém explique direito o porquê, em chamar de laranjas aqueles que disfarçam o crime de lavagem de dinheiro. Desta vez, apanharam diretamente, destruídas pela raiva dos invasores de terras. O laranjal virou personagem de um triste filme agrário. Uma farsesca. Por detrás, nos bastidores da trama, o argumento ignóbil: laranja não é comida e, não sendo familiar, o agronegócio da citricultura não interessa à sociedade. Portanto, dane-se a produção, esqueça o emprego, pau no laranjal. Besteirol puro. O MST inventa assunto para esconder a insanidade de sua luta autoritária. Ao combater o agronegócio, imagina voltar ao tempo do pé de laranja no fundo do quintal, poleiro de galinhas caipiras. No fundo, paradoxalmente, alimenta-se da miséria rural. Xico Graziano, agrônomo, é secretário do Meio Ambiente do Estado de São Paulo. E-mail: xico@xicograziano.com.br
Nanotecnologia, uma revolução invisível
Nanotecnologia, uma revolução invisível
É um trabalho minucioso, repetitivo e (literalmente) invisível. Mas nele está
uma das grandes apostas do setor agropecuário para os próximos anos. Enquanto
você lê este texto, quase cem cientistas de universidades e centros de pesquisa
brasileiros dedicam-se a aplicações da nanotecnologia no campo, a ciência da
reorganização de moléculas e átomos numa escala impensável para a maioria dos
mortais - 1 bilhão de vezes menor que o metro.
As pesquisas estão concentradas sobretudo no desenvolvimento das chamadas
"língua" e "nariz" eletrônicos, sensores que mimetizam o trabalho do homem em
tarefas tão díspares como a medição da umidade do solo e da maturação de frutos
até a detecção de bactérias em derivados do leite ou da febre aftosa no rebanho
bovino. Em outras frentes, os cientistas desenvolvem plásticos comestíveis para
embalagens de alimentos, nanofibras de celulose a partir do bagaço de cana e
ainda nanopartículas magnéticas para a descontaminação de pesticidas em água.
Tudo isso, acredita-se, tornará as respostas da indústria mais rápidas e com um
custo significativamente menor que as técnicas disponíveis hoje no mercado. "A
nanotecnologia será uma revolução no campo", sentencia Luiz Henrique Mattoso,
chefe de Pesquisa e Desenvolvimento da Embrapa Instrumentação Agropecuária, em
São Carlos (SP).
Mattoso lidera uma força-tarefa de 17 unidades da Embrapa e outras 15
universidades, federais e estaduais, reunidas na Rede de Pesquisa em
Nanotecnologia Aplicada ao Agronegócio. Formada em 2006, a rede é o maior grupo
voltado às pesquisas com nanotecnologia para o setor agropecuário atuando no
país.
De acordo com o pesquisador, a ideia nasceu na esteira de um projeto nacional
da Embrapa sobre os desafios que deveriam ser contemplados pela estatal, com o
intuito de trazer o foco dos laboratórios para perto das necessidades
científicas brasileiras.
Especializado em polímeros, Mattoso sabe com clareza o potencial desse novo
campo de pesquisa. Por dois anos, o pesquisador trabalhou no laboratório
virtual da Embrapa nos Estados Unidos, onde fez uma prospecção a fundo do que
vinha sendo estudado na área naquele país. Apesar das verbas maciças injetadas
ali para as pesquisas com nanotecnologia em geral - cerca de US$ 1 bilhão em
três anos -, ele diz que, no setor de agricultura tropical, o Brasil não fica
atrás.
"Eles investem muito na área eletrônica e de manipulação genética. Mas no setor
agrícola estamos 'pau-a-pau' ", diz. Para efeito de comparação, o orçamento da
rede brasileira de nanotecnologia para agronegócio foi de R$ 13 milhões entre
2006-2009, com aportes da Embrapa, Finep, Capes, CNPq e Fapesp. "Para o Brasil,
é muito. É um dinheiro que dá pra gente trabalhar".
Muito ou pouco, o fato é que os trabalhos avançam no ritmo esperado. Na Escola
Politécnica da Universidade de São Paulo (USP), uma das pesquisas mais
alavancadas é a da "língua" eletrônica capaz de detectar características
indesejáveis na soja para a produção de leite. Segundo especialistas, muitas
variedades do grão ainda conferem um gosto ruim ao produto, por isso a
necessidade de misturar frutas ao leite.
"Tradicionalmente, a classificação do produto como gostoso ou não é feito por
painelistas (degustadores da indústria de alimentos) ou por processos de
análise físico-químicos", diz o pesquisador da USP Fernando Fonseca, cujo
trabalho é desenvolvido em parceria com a Embrapa Soja, de Londrina. Além de
lento, é um processo mais caro.
Em linhas gerais, o que foi desenvolvido na USP é uma lâmina com contatos de
ouro na qual foi depositado um filme nanométrico - o "coração de tudo", diz
Fonseca. Essas várias lâminas são imersas no leite de soja para que, então, os
pesquisadores meçam a resposta elétrica do dispositivo e as analisem
matematicamente.
"Cada líquido vai ter um resultado diferente. Dessa maneira é possível
distinguir cada leite de soja", explica Fonseca. "Através da língua eletrônica
a Embrapa vai saber qual o melhor grão para investir. O desafio é fazer uma
classificação mais veloz e barata". Hoje, a USP tenta chegar mais próximo de um
produto comercial que possa ser utilizado pela indústria de alimentos em geral.
Invisível a olho nu, o filme desenvolvido pelos cientistas paulistas tem de 20
a 100 nanômetros de espessura. Imagine isso: um nanômetro corresponde ao
tamanho de uma bola de futebol em relação ao globo terrestre.
Em Fortaleza (CE), uma das linhas de pesquisa da Embrapa Agroindústria Tropical
chama a atenção não só pelo produto em si como pelo debate que certamente
suscitará (ler mais no texto abaixo). Ali, biopolímeros da natureza (polpa de
manga, neste caso) são a base dos experimentos para o desenvolvimento de filmes
comestíveis para embalagens de alimentos, como frutas. Você come a fruta e o
plástico - minimizando, de quebra, um grave resíduo ambiental.
Em São Carlos, no interior paulista, os cientistas do grupo de Biofísica
Molecular do Instituto de Física e do Instituto de Estudos Avançados da
Universidade de São Carlos (UFSCar) estudam a aplicação da nanotecnologia para
detectar a febre aftosa na população de bovinos. Isso ainda é feito via métodos
imunológicos desenvolvidos para quantificar a concentração de antígenos e
anticorpos, sendo o principal deles o Leitor Elisa (do inglês Enzyme-linked
immuno sorbent assay). É um processo custoso, no qual uma amostra de sangue do
animal deve ser encaminhada para análise em laboratório.
"Imobilizamos nanopartículas metálicas sobre circuitos eletrônicos especiais
que vão detectar a presença de anticorpos", diz Valtencir Zucolotto, professor
do Instituto de Física da UFSCar. "Se o animal já teve aftosa, ele desenvolveu
anticorpos e os nossos sensores detectarão isso". Dentro de um ano e meio o
grupo deverá ter o primeiro protótipo para comercialização. E em dois anos, o
kit pronto para comercialização.
Para os produtores, o novo instrumento será um processo mais barato porque os
testes de aftosa poderão ser feitos in loco e com resposta imediata. "A nano
dará independência para a fiscalização", diz Zucolotto. No passado recente, a
ocorrência da doença levou à interrupção dos embarques de carne bovina
brasileira a quase 50 países. Devido a esse episódio, até hoje, a União
Europeia impõe restrições ao país.
19/10 01:33 Aplicação na produção de alimentos deve ser o grande "divisor de águas"
Com um potencial revolucionário ainda limitado apenas pela imaginação dos
pesquisadores, a nanotecnologia terá nas discussões científicas acerca de sua
aplicação na produção de alimentos a grande batalha que definirá a velocidade
de sua aceitação por consumidores mundo afora.
Nada muito diferente da trilha percorrida nas últimas décadas pelos organismos
geneticamente modificados (OGMs). Considerados por seus defensores uma extensão
natural da Revolução Verde de meados do século passado, os transgênicos
começaram a ser adotados comercialmente na agricultura nos anos 90, bem depois
que a engenharia genética gerou a insulina humana em laboratório, mas sua
disseminação segue cercada de cuidados em diversos países (inclusive no Brasil)
- em parte por questões ideológicas e econômicas, mas também por incertezas
quanto aos efeitos de seu uso continuado à saúde e ao ambiente.
Ao mesmo tempo em que grandes grupos privados ampliam os investimentos - e os
"segredos estratégicos" - em torno da nanotecnologia, com agentes públicos como
as universidades a reboque, outros grupos independentes já se formam na
investigação de seus potenciais e riscos. E, de acordo com muitos desses
especialistas, tendem a florescer motivos para preocupações.
"O debate não pode ficar apenas em nível técnico", afirma Soraia de Fátima
Ramos, pesquisadora do Instituto de Economia Agrícola (IEA), vinculado à
Secretaria da Agricultura de São Paulo. Em parceria com Paulo Roberto Martins,
do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT), Soraia é organizadora do livro
"Impactos das Nanotecnologias na Cadeia de Produção da Soja Brasileira"
(editora Xamã, 2009), uma das iniciativas de se chamar a atenção para a
revolução que espreita o campo.
Lançado com o apoio da secretaria e do Ministério do Desenvolvimento Agrário, o
trabalho foi costurado com a participação dos pesquisadores Richard Domingues
Dulley, Elizabeth Alves e Nogueira, Roberto de Assumpção, Sebastião Nogueira
Júnior, André Luiz de S. Lacerda e Marisa Zeferino Barbosa. Dulley, aos 70
anos, tem sido um dos principais fomentadores dessa discussão, abastecendo de
dados sobre a nanotecnologia figuras atuantes no setor de agronegócios como o
ex-ministro Roberto Rodrigues.
"São imensos os potenciais para a aplicação da nanotecnologia na agricultura.
Passam por embalagens, nanosensores e pelo desenvolvimento de alimentos
nutracêuticos, entre outras aplicações. Mas há riscos, e o problema para
mensurá-los é a 'invisibilidade' da nanotecnologia, que decorre do fato dela
não ter relação com tecnologias do passado", afirma Dulley.
Os pesquisadores dividem o avanço da nanotecnologia agrícola em duas frentes:
"incremental", onde as pesquisas buscam melhorar o que já existe e o manancial
é rico na agricultura de precisão, e "revolucionária", aquela "invisível" que
exige mais cuidados e, certamente, investimentos. Segundo Dulley, até 2015 a
nanotecnologia em geral terá absorvido US$ 1 trilhão em investimentos anuais.
É da frente "invisível" que esta manipulação artificial da matéria na escala
das moléculas estudada pela nanociência pode ser surpreendente a ponto de
permitir a "conversa do vivo com o não vivo" na forma, por exemplo, de um
computador com proteína. Ou na construção de uma fábrica de banana capaz de
usar como matéria-prima o quase universal carbono, base da química orgânica
presente em todos os seres vivos.
Para Soraia de Fátima Ramos, a nanotecnologia não deixa de ser uma evolução de
sistemas técnicos, mas no nível mais sofisticado que o ser humano conseguiu
chegar até agora. Segundo ela e Roberto de Assumpção, sua difusão criará espaço
para uma mudança nas relações de forças geopolíticas e poderá, se não
controlada e profundamente analisada, ser o vetor do aprofundamento das
desigualdades entre ricos e pobres e entre países desenvolvidos e em
desenvolvimento ou subdesenvolvidos.
"É preciso perceber que já há produtos [cosméticos, farmacêuticos] no mercado
sem sequer estudos toxicológicos suficientemente amplos, e aqui vai um grande
alerta", pondera Elizabeth Alves e Nogueira. Conforme Dulley, um país como o
Brasil não pode, por exemplo, deixar de levar em consideração suas
características, realidades e vantagens naturais.
Chega a ser assustador para os estudiosos do IPT e do IEA o flagrante
desconhecimento de algumas subsidiárias brasileiras de grandes transnacionais
sobre o rumo das pesquisas desenvolvidas por suas matrizes. "Fizemos diversas
entrevistas e ficou claro que, em muitos casos, as filiais não sabem sequer que
as matrizes têm pesquisas nessa área", diz Dulley.
E esse "lego" em escala atômica, reforça, não podem ficar nas mãos de crianças
sem orientação.
É um trabalho minucioso, repetitivo e (literalmente) invisível. Mas nele está
uma das grandes apostas do setor agropecuário para os próximos anos. Enquanto
você lê este texto, quase cem cientistas de universidades e centros de pesquisa
brasileiros dedicam-se a aplicações da nanotecnologia no campo, a ciência da
reorganização de moléculas e átomos numa escala impensável para a maioria dos
mortais - 1 bilhão de vezes menor que o metro.
As pesquisas estão concentradas sobretudo no desenvolvimento das chamadas
"língua" e "nariz" eletrônicos, sensores que mimetizam o trabalho do homem em
tarefas tão díspares como a medição da umidade do solo e da maturação de frutos
até a detecção de bactérias em derivados do leite ou da febre aftosa no rebanho
bovino. Em outras frentes, os cientistas desenvolvem plásticos comestíveis para
embalagens de alimentos, nanofibras de celulose a partir do bagaço de cana e
ainda nanopartículas magnéticas para a descontaminação de pesticidas em água.
Tudo isso, acredita-se, tornará as respostas da indústria mais rápidas e com um
custo significativamente menor que as técnicas disponíveis hoje no mercado. "A
nanotecnologia será uma revolução no campo", sentencia Luiz Henrique Mattoso,
chefe de Pesquisa e Desenvolvimento da Embrapa Instrumentação Agropecuária, em
São Carlos (SP).
Mattoso lidera uma força-tarefa de 17 unidades da Embrapa e outras 15
universidades, federais e estaduais, reunidas na Rede de Pesquisa em
Nanotecnologia Aplicada ao Agronegócio. Formada em 2006, a rede é o maior grupo
voltado às pesquisas com nanotecnologia para o setor agropecuário atuando no
país.
De acordo com o pesquisador, a ideia nasceu na esteira de um projeto nacional
da Embrapa sobre os desafios que deveriam ser contemplados pela estatal, com o
intuito de trazer o foco dos laboratórios para perto das necessidades
científicas brasileiras.
Especializado em polímeros, Mattoso sabe com clareza o potencial desse novo
campo de pesquisa. Por dois anos, o pesquisador trabalhou no laboratório
virtual da Embrapa nos Estados Unidos, onde fez uma prospecção a fundo do que
vinha sendo estudado na área naquele país. Apesar das verbas maciças injetadas
ali para as pesquisas com nanotecnologia em geral - cerca de US$ 1 bilhão em
três anos -, ele diz que, no setor de agricultura tropical, o Brasil não fica
atrás.
"Eles investem muito na área eletrônica e de manipulação genética. Mas no setor
agrícola estamos 'pau-a-pau' ", diz. Para efeito de comparação, o orçamento da
rede brasileira de nanotecnologia para agronegócio foi de R$ 13 milhões entre
2006-2009, com aportes da Embrapa, Finep, Capes, CNPq e Fapesp. "Para o Brasil,
é muito. É um dinheiro que dá pra gente trabalhar".
Muito ou pouco, o fato é que os trabalhos avançam no ritmo esperado. Na Escola
Politécnica da Universidade de São Paulo (USP), uma das pesquisas mais
alavancadas é a da "língua" eletrônica capaz de detectar características
indesejáveis na soja para a produção de leite. Segundo especialistas, muitas
variedades do grão ainda conferem um gosto ruim ao produto, por isso a
necessidade de misturar frutas ao leite.
"Tradicionalmente, a classificação do produto como gostoso ou não é feito por
painelistas (degustadores da indústria de alimentos) ou por processos de
análise físico-químicos", diz o pesquisador da USP Fernando Fonseca, cujo
trabalho é desenvolvido em parceria com a Embrapa Soja, de Londrina. Além de
lento, é um processo mais caro.
Em linhas gerais, o que foi desenvolvido na USP é uma lâmina com contatos de
ouro na qual foi depositado um filme nanométrico - o "coração de tudo", diz
Fonseca. Essas várias lâminas são imersas no leite de soja para que, então, os
pesquisadores meçam a resposta elétrica do dispositivo e as analisem
matematicamente.
"Cada líquido vai ter um resultado diferente. Dessa maneira é possível
distinguir cada leite de soja", explica Fonseca. "Através da língua eletrônica
a Embrapa vai saber qual o melhor grão para investir. O desafio é fazer uma
classificação mais veloz e barata". Hoje, a USP tenta chegar mais próximo de um
produto comercial que possa ser utilizado pela indústria de alimentos em geral.
Invisível a olho nu, o filme desenvolvido pelos cientistas paulistas tem de 20
a 100 nanômetros de espessura. Imagine isso: um nanômetro corresponde ao
tamanho de uma bola de futebol em relação ao globo terrestre.
Em Fortaleza (CE), uma das linhas de pesquisa da Embrapa Agroindústria Tropical
chama a atenção não só pelo produto em si como pelo debate que certamente
suscitará (ler mais no texto abaixo). Ali, biopolímeros da natureza (polpa de
manga, neste caso) são a base dos experimentos para o desenvolvimento de filmes
comestíveis para embalagens de alimentos, como frutas. Você come a fruta e o
plástico - minimizando, de quebra, um grave resíduo ambiental.
Em São Carlos, no interior paulista, os cientistas do grupo de Biofísica
Molecular do Instituto de Física e do Instituto de Estudos Avançados da
Universidade de São Carlos (UFSCar) estudam a aplicação da nanotecnologia para
detectar a febre aftosa na população de bovinos. Isso ainda é feito via métodos
imunológicos desenvolvidos para quantificar a concentração de antígenos e
anticorpos, sendo o principal deles o Leitor Elisa (do inglês Enzyme-linked
immuno sorbent assay). É um processo custoso, no qual uma amostra de sangue do
animal deve ser encaminhada para análise em laboratório.
"Imobilizamos nanopartículas metálicas sobre circuitos eletrônicos especiais
que vão detectar a presença de anticorpos", diz Valtencir Zucolotto, professor
do Instituto de Física da UFSCar. "Se o animal já teve aftosa, ele desenvolveu
anticorpos e os nossos sensores detectarão isso". Dentro de um ano e meio o
grupo deverá ter o primeiro protótipo para comercialização. E em dois anos, o
kit pronto para comercialização.
Para os produtores, o novo instrumento será um processo mais barato porque os
testes de aftosa poderão ser feitos in loco e com resposta imediata. "A nano
dará independência para a fiscalização", diz Zucolotto. No passado recente, a
ocorrência da doença levou à interrupção dos embarques de carne bovina
brasileira a quase 50 países. Devido a esse episódio, até hoje, a União
Europeia impõe restrições ao país.
19/10 01:33 Aplicação na produção de alimentos deve ser o grande "divisor de águas"
Com um potencial revolucionário ainda limitado apenas pela imaginação dos
pesquisadores, a nanotecnologia terá nas discussões científicas acerca de sua
aplicação na produção de alimentos a grande batalha que definirá a velocidade
de sua aceitação por consumidores mundo afora.
Nada muito diferente da trilha percorrida nas últimas décadas pelos organismos
geneticamente modificados (OGMs). Considerados por seus defensores uma extensão
natural da Revolução Verde de meados do século passado, os transgênicos
começaram a ser adotados comercialmente na agricultura nos anos 90, bem depois
que a engenharia genética gerou a insulina humana em laboratório, mas sua
disseminação segue cercada de cuidados em diversos países (inclusive no Brasil)
- em parte por questões ideológicas e econômicas, mas também por incertezas
quanto aos efeitos de seu uso continuado à saúde e ao ambiente.
Ao mesmo tempo em que grandes grupos privados ampliam os investimentos - e os
"segredos estratégicos" - em torno da nanotecnologia, com agentes públicos como
as universidades a reboque, outros grupos independentes já se formam na
investigação de seus potenciais e riscos. E, de acordo com muitos desses
especialistas, tendem a florescer motivos para preocupações.
"O debate não pode ficar apenas em nível técnico", afirma Soraia de Fátima
Ramos, pesquisadora do Instituto de Economia Agrícola (IEA), vinculado à
Secretaria da Agricultura de São Paulo. Em parceria com Paulo Roberto Martins,
do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT), Soraia é organizadora do livro
"Impactos das Nanotecnologias na Cadeia de Produção da Soja Brasileira"
(editora Xamã, 2009), uma das iniciativas de se chamar a atenção para a
revolução que espreita o campo.
Lançado com o apoio da secretaria e do Ministério do Desenvolvimento Agrário, o
trabalho foi costurado com a participação dos pesquisadores Richard Domingues
Dulley, Elizabeth Alves e Nogueira, Roberto de Assumpção, Sebastião Nogueira
Júnior, André Luiz de S. Lacerda e Marisa Zeferino Barbosa. Dulley, aos 70
anos, tem sido um dos principais fomentadores dessa discussão, abastecendo de
dados sobre a nanotecnologia figuras atuantes no setor de agronegócios como o
ex-ministro Roberto Rodrigues.
"São imensos os potenciais para a aplicação da nanotecnologia na agricultura.
Passam por embalagens, nanosensores e pelo desenvolvimento de alimentos
nutracêuticos, entre outras aplicações. Mas há riscos, e o problema para
mensurá-los é a 'invisibilidade' da nanotecnologia, que decorre do fato dela
não ter relação com tecnologias do passado", afirma Dulley.
Os pesquisadores dividem o avanço da nanotecnologia agrícola em duas frentes:
"incremental", onde as pesquisas buscam melhorar o que já existe e o manancial
é rico na agricultura de precisão, e "revolucionária", aquela "invisível" que
exige mais cuidados e, certamente, investimentos. Segundo Dulley, até 2015 a
nanotecnologia em geral terá absorvido US$ 1 trilhão em investimentos anuais.
É da frente "invisível" que esta manipulação artificial da matéria na escala
das moléculas estudada pela nanociência pode ser surpreendente a ponto de
permitir a "conversa do vivo com o não vivo" na forma, por exemplo, de um
computador com proteína. Ou na construção de uma fábrica de banana capaz de
usar como matéria-prima o quase universal carbono, base da química orgânica
presente em todos os seres vivos.
Para Soraia de Fátima Ramos, a nanotecnologia não deixa de ser uma evolução de
sistemas técnicos, mas no nível mais sofisticado que o ser humano conseguiu
chegar até agora. Segundo ela e Roberto de Assumpção, sua difusão criará espaço
para uma mudança nas relações de forças geopolíticas e poderá, se não
controlada e profundamente analisada, ser o vetor do aprofundamento das
desigualdades entre ricos e pobres e entre países desenvolvidos e em
desenvolvimento ou subdesenvolvidos.
"É preciso perceber que já há produtos [cosméticos, farmacêuticos] no mercado
sem sequer estudos toxicológicos suficientemente amplos, e aqui vai um grande
alerta", pondera Elizabeth Alves e Nogueira. Conforme Dulley, um país como o
Brasil não pode, por exemplo, deixar de levar em consideração suas
características, realidades e vantagens naturais.
Chega a ser assustador para os estudiosos do IPT e do IEA o flagrante
desconhecimento de algumas subsidiárias brasileiras de grandes transnacionais
sobre o rumo das pesquisas desenvolvidas por suas matrizes. "Fizemos diversas
entrevistas e ficou claro que, em muitos casos, as filiais não sabem sequer que
as matrizes têm pesquisas nessa área", diz Dulley.
E esse "lego" em escala atômica, reforça, não podem ficar nas mãos de crianças
sem orientação.
segunda-feira, 19 de outubro de 2009
A solução do café arábica
A solução do café arábica
A cafeicultura do café arábica principalmente atravessa uma das maiores crises da historia. Os preços praticados no mercado internacional e aqui no Brasil não satisfazem aos produtores trazendo uma desanimo geral entre eles.Como os preços estão cotados em dólar ,e este o, o dólar ,não para de cair no Brasil, e parecendo um milagre Divino ou “militar” não perde sua credibilidade ,cada dia vemos o nosso patrimônio ser desvalorizado.Produzimos em real uma das moedas mais valorizadas do planeta, um pais em expansão de sua economia e não podemos deixar de dizer que estamos na moda , temos uma copa do mundo para gerir e uma olimpíada, ,com isso os olhos do mundo se virarão ainda mais para o nosso lado.
O salário subindo elevando o custo de produção pra estratosfera fica difícil de visualizar uma solução.
Qual seria a saída então?
O abandono de nossas apaixonadas atividades, porque sim, nós produtores antes de tudo somos apaixonadas por nossas lavouras. Acredito que não seria a melhor saída o consumo mostra crescente no mundo e aqui no novo espelho do mundo então para não seria uma saída inteligente.A única solução seria abaixar custos mas como?
Só podemos abaixar custos aumentando consideravelmente a produção. Para isso o projeto GENOMA da Embrapa é a solução.
O cafeicultor precisa urgentemente de uma variedade que seja mais resistente a pragas e doenças e a seca com uma produtividade bem acima destas que está tendo na atualidade.
A genética essa é a solução de oito milhões de pessoas que vivem da cafeicultura, o governo precisa de por um investimento maior para se obter uma variedade o mais rápido possível para tirar esses eternos lutados do sofrimento.
WAGNER Pimentel
www.cafezinhocomamigos.blogspot.com
MANHUAÇU MG 19/10/2009
A cafeicultura do café arábica principalmente atravessa uma das maiores crises da historia. Os preços praticados no mercado internacional e aqui no Brasil não satisfazem aos produtores trazendo uma desanimo geral entre eles.Como os preços estão cotados em dólar ,e este o, o dólar ,não para de cair no Brasil, e parecendo um milagre Divino ou “militar” não perde sua credibilidade ,cada dia vemos o nosso patrimônio ser desvalorizado.Produzimos em real uma das moedas mais valorizadas do planeta, um pais em expansão de sua economia e não podemos deixar de dizer que estamos na moda , temos uma copa do mundo para gerir e uma olimpíada, ,com isso os olhos do mundo se virarão ainda mais para o nosso lado.
O salário subindo elevando o custo de produção pra estratosfera fica difícil de visualizar uma solução.
Qual seria a saída então?
O abandono de nossas apaixonadas atividades, porque sim, nós produtores antes de tudo somos apaixonadas por nossas lavouras. Acredito que não seria a melhor saída o consumo mostra crescente no mundo e aqui no novo espelho do mundo então para não seria uma saída inteligente.A única solução seria abaixar custos mas como?
Só podemos abaixar custos aumentando consideravelmente a produção. Para isso o projeto GENOMA da Embrapa é a solução.
O cafeicultor precisa urgentemente de uma variedade que seja mais resistente a pragas e doenças e a seca com uma produtividade bem acima destas que está tendo na atualidade.
A genética essa é a solução de oito milhões de pessoas que vivem da cafeicultura, o governo precisa de por um investimento maior para se obter uma variedade o mais rápido possível para tirar esses eternos lutados do sofrimento.
WAGNER Pimentel
www.cafezinhocomamigos.blogspot.com
MANHUAÇU MG 19/10/2009
Pesquisas com café serão destaques da Embrapa na Semana Nacional de C&T
Pesquisas com café serão destaques da Embrapa na Semana Nacional de C&T
Mostrar ao público estudantil do Distrito Federal pesquisas de ponta na área de biotecnologia vegetal é um dos objetivos da Embrapa – Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, ao participar pela sexta vez da Semana Nacional de Ciência e Tecnologia. Este evento é promovido pelo Ministério da Ciência e Tecnologia desde 2004 com o objetivo de mobilizar a população, em especial crianças e jovens, em torno de temas e atividades de ciência e tecnologia (C&T), valorizando a criatividade, a atitude científica e a inovação. Como este ano, o tema do evento é o ano da França no Brasil, a Embrapa escolheu o melhoramento genético de café, desenvolvido em parceria com o instituto francês CIRAD - Centro de cooperação internacional em pesquisa agronômica para o desenvolvimento – como um dos destaques da exposição, que acontece de 19 a 25 de outubro na Esplanada dos Ministérios, em Brasília, DF.
A parceria com o CIRAD envolve três unidades de pesquisa da Embrapa – Recursos Genéticos e Biotecnologia, Café e Cerrados – todas localizadas em Brasília e tem como objetivo principal desenvolver plantas de café melhoradas geneticamente com duas características principais: tolerância à seca e grãos com mais qualidade.
Brasil e França: unidos para melhorar a qualidade do café.
A base para o desenvolvimento dessas pesquisas é o banco de dados resultante do sequenciamento do genoma do café, cuja primeira etapa foi concluída em 2004, em parceria entre a Embrapa Café, Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia e a Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo). Essa iniciativa pioneira em termos mundiais colocou o Brasil na posição de vanguarda das descobertas tecnológicas e deu origem ao maior banco de dados para café do mundo: 200 mil seqüências de DNA.
O banco de dados genéticos marcou o fim da primeira fase do sequencimento do genoma do café. Hoje, os cientistas brasileiros e franceses estão na fase denominada de pós-genômica, na qual mais de 30 mil genes já foram identificados e estão sendo utilizados em prol do melhoramento genético do café.
Neste ano, em que se comemora o ano da França no Brasil, esse é um motivo de orgulho para os dois países, porque as pesquisas já resultaram em plantas tolerantes à seca que estão crescendo no campo da Embrapa Cerrados, outra unidade de pesquisa da Embrapa em Panaltina, DF.
A seca é um problema que afeta severamente duas regiões importantes na cafeicultura nacional: o cerrado e o nordeste brasileiro, especialmente a Bahia.
Segundo o pesquisador do CIRAD, Pierre Marraccini, em breve, os genes serão transferidos para a variedade de café Arábica, que é a mais consumida em todo o mundo, com 70% da produção global.
A identificação e conhecimento desses genes vão acelerar o melhoramento genético do café, seja por métodos convencionais de cruzamento ou por engenharia genética.
Cientistas estudam todas as funções das plantas de café para chegar às variedades tolerantes à seca.
Marraccini explica que para chegar às variedades mais produtivas de café com tolerância à seca, todas as partes e funções das plantas são estudadas. As pesquisas começam com as raízes, através de modernos equipamentos chamados scanners roteadores para compreender a fundo a arquitetura do desenvolvimento do seu sistema radicular, até à plasticidade, ou seja, a capacidade da planta de reagir a situações de estresse climático, passando por pesquisas da seiva, fotossíntese etc.
Segundo o cientista francês, as pesquisas envolvem pesquisadores com diferentes competências das áreas de biologia molecular, fisiologia, agronomia, anatomia etc. “Todos unidos em prol de um objetivo comum: solucionar de forma econômica e ambientalmente viável um dos piores problemas enfrentados pela cafeicultura em vários países: a seca”, finaliza Marraccini.
A Semana Nacional de Ciência e Tecnologia começa nesta segunda-feira, dia 19 de outubro, e se estende até o dia 25 de outubro no segundo quadrante do canteiro central da Esplanada dos Ministérios (localizado entre a Rodoviária, o Museu da República e o Teatro Nacional). O horário de funcionamento é das 8h30 às 19h, com exceção da quarta-feira, dia 22, que vai até às 20h30.
Mostrar ao público estudantil do Distrito Federal pesquisas de ponta na área de biotecnologia vegetal é um dos objetivos da Embrapa – Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, ao participar pela sexta vez da Semana Nacional de Ciência e Tecnologia. Este evento é promovido pelo Ministério da Ciência e Tecnologia desde 2004 com o objetivo de mobilizar a população, em especial crianças e jovens, em torno de temas e atividades de ciência e tecnologia (C&T), valorizando a criatividade, a atitude científica e a inovação. Como este ano, o tema do evento é o ano da França no Brasil, a Embrapa escolheu o melhoramento genético de café, desenvolvido em parceria com o instituto francês CIRAD - Centro de cooperação internacional em pesquisa agronômica para o desenvolvimento – como um dos destaques da exposição, que acontece de 19 a 25 de outubro na Esplanada dos Ministérios, em Brasília, DF.
A parceria com o CIRAD envolve três unidades de pesquisa da Embrapa – Recursos Genéticos e Biotecnologia, Café e Cerrados – todas localizadas em Brasília e tem como objetivo principal desenvolver plantas de café melhoradas geneticamente com duas características principais: tolerância à seca e grãos com mais qualidade.
Brasil e França: unidos para melhorar a qualidade do café.
A base para o desenvolvimento dessas pesquisas é o banco de dados resultante do sequenciamento do genoma do café, cuja primeira etapa foi concluída em 2004, em parceria entre a Embrapa Café, Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia e a Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo). Essa iniciativa pioneira em termos mundiais colocou o Brasil na posição de vanguarda das descobertas tecnológicas e deu origem ao maior banco de dados para café do mundo: 200 mil seqüências de DNA.
O banco de dados genéticos marcou o fim da primeira fase do sequencimento do genoma do café. Hoje, os cientistas brasileiros e franceses estão na fase denominada de pós-genômica, na qual mais de 30 mil genes já foram identificados e estão sendo utilizados em prol do melhoramento genético do café.
Neste ano, em que se comemora o ano da França no Brasil, esse é um motivo de orgulho para os dois países, porque as pesquisas já resultaram em plantas tolerantes à seca que estão crescendo no campo da Embrapa Cerrados, outra unidade de pesquisa da Embrapa em Panaltina, DF.
A seca é um problema que afeta severamente duas regiões importantes na cafeicultura nacional: o cerrado e o nordeste brasileiro, especialmente a Bahia.
Segundo o pesquisador do CIRAD, Pierre Marraccini, em breve, os genes serão transferidos para a variedade de café Arábica, que é a mais consumida em todo o mundo, com 70% da produção global.
A identificação e conhecimento desses genes vão acelerar o melhoramento genético do café, seja por métodos convencionais de cruzamento ou por engenharia genética.
Cientistas estudam todas as funções das plantas de café para chegar às variedades tolerantes à seca.
Marraccini explica que para chegar às variedades mais produtivas de café com tolerância à seca, todas as partes e funções das plantas são estudadas. As pesquisas começam com as raízes, através de modernos equipamentos chamados scanners roteadores para compreender a fundo a arquitetura do desenvolvimento do seu sistema radicular, até à plasticidade, ou seja, a capacidade da planta de reagir a situações de estresse climático, passando por pesquisas da seiva, fotossíntese etc.
Segundo o cientista francês, as pesquisas envolvem pesquisadores com diferentes competências das áreas de biologia molecular, fisiologia, agronomia, anatomia etc. “Todos unidos em prol de um objetivo comum: solucionar de forma econômica e ambientalmente viável um dos piores problemas enfrentados pela cafeicultura em vários países: a seca”, finaliza Marraccini.
A Semana Nacional de Ciência e Tecnologia começa nesta segunda-feira, dia 19 de outubro, e se estende até o dia 25 de outubro no segundo quadrante do canteiro central da Esplanada dos Ministérios (localizado entre a Rodoviária, o Museu da República e o Teatro Nacional). O horário de funcionamento é das 8h30 às 19h, com exceção da quarta-feira, dia 22, que vai até às 20h30.
sexta-feira, 16 de outubro de 2009
Mercado cafeeiro
Mercado cafeeiro
O mercado cafeeiro continua técnico e sem definição. Ontem a ICE a bolsa de N:Y teve uma leve realização fechando a 137.75 cents de dólar por libra peso com 150 pontos de baixa e caindo um pouco mais no after market com 165 pontos.Mesmo com essa realização importantes suportes não foram quebrados a 135.75 cents que neste caso o mercado poderia procurar números abaixo deste.
A BMF continua mostrando resistência e que o diferencial para ICE continua se estreitando e mostra com certeza a clara falta de café de qualidade que o mercado atravessa no momento e sua dificuldade de encontrá-lo. Neste ponto queria tecer um comentário que muito já foi dito no começo deste mês ,que seria o record de contratos de café entregues na Bmf no mês de setembro, foram 4.557 contratos onde a maioria deles café safra 2.008,o numero assusta porque o ano de 2.008 inteiro foram entregue 4652 contratos, no ano de 2007 foram 3.244 e 2006 foram 2567 ou seja em um único mês foi entregue mas que esses anos todos 2.008 e 2.007 e quase o dobro de 2.006.
Isto mostra que a safra foi pequena de baixa qualidade, e essa entre safra, vai ser longa e dolorida pra que trabalha com o mercado físico.
A expectativa de entrega das opções para o governo torna o mercado tenso e silencioso onde os produtores esperam por preços melhores do que estão sendo atuados no mercado, por isso vimos esta semana comentários de companheiro que o vendedor sumiu e os negócios desapareceram.
O dólar continua ladeira abaixo e é ele o dólar que não da coragem para grandes especuladores fazerem uma posição de vendido maior, portanto ele esta limitando as altas quando a bolsa sobe no mercado físico, mas também limita a queda para patamares que seriam bem piores do que aí estão. O fechamento do dólar a R$1,70 é bem abaixo de expectativas de alguns economistas ,jogando essa projeção para números abaixo de R$1,65 até o fim do ano.
Este fator tem que ser levado em consideração na hora da compra dos insumos, pois eles são importados e deveriam acompanhar essa queda, portanto companheiros produtores pechinchem.
Com isso o mercado fica morno esperando definições.
Os paises de origem não estão querendo fazer grandes posições, pois o ano passado teve dificuldades para as entregas e este ano a cautela esta imperando.
A florada continua aparecendo de forma desigual dando muitas dificuldades técnicas para se avaliar a safra vindoura com mais precisão tendo que esperar um pouco mais para se falar em números.
Vamos esperar as definições para fazermos posições mais seguras
Bom fim de semana e que Deus os abençoe.
Wagner Pimentel
www.cafezinhocomamigos.com.br
MANHUAÇU MG
O mercado cafeeiro continua técnico e sem definição. Ontem a ICE a bolsa de N:Y teve uma leve realização fechando a 137.75 cents de dólar por libra peso com 150 pontos de baixa e caindo um pouco mais no after market com 165 pontos.Mesmo com essa realização importantes suportes não foram quebrados a 135.75 cents que neste caso o mercado poderia procurar números abaixo deste.
A BMF continua mostrando resistência e que o diferencial para ICE continua se estreitando e mostra com certeza a clara falta de café de qualidade que o mercado atravessa no momento e sua dificuldade de encontrá-lo. Neste ponto queria tecer um comentário que muito já foi dito no começo deste mês ,que seria o record de contratos de café entregues na Bmf no mês de setembro, foram 4.557 contratos onde a maioria deles café safra 2.008,o numero assusta porque o ano de 2.008 inteiro foram entregue 4652 contratos, no ano de 2007 foram 3.244 e 2006 foram 2567 ou seja em um único mês foi entregue mas que esses anos todos 2.008 e 2.007 e quase o dobro de 2.006.
Isto mostra que a safra foi pequena de baixa qualidade, e essa entre safra, vai ser longa e dolorida pra que trabalha com o mercado físico.
A expectativa de entrega das opções para o governo torna o mercado tenso e silencioso onde os produtores esperam por preços melhores do que estão sendo atuados no mercado, por isso vimos esta semana comentários de companheiro que o vendedor sumiu e os negócios desapareceram.
O dólar continua ladeira abaixo e é ele o dólar que não da coragem para grandes especuladores fazerem uma posição de vendido maior, portanto ele esta limitando as altas quando a bolsa sobe no mercado físico, mas também limita a queda para patamares que seriam bem piores do que aí estão. O fechamento do dólar a R$1,70 é bem abaixo de expectativas de alguns economistas ,jogando essa projeção para números abaixo de R$1,65 até o fim do ano.
Este fator tem que ser levado em consideração na hora da compra dos insumos, pois eles são importados e deveriam acompanhar essa queda, portanto companheiros produtores pechinchem.
Com isso o mercado fica morno esperando definições.
Os paises de origem não estão querendo fazer grandes posições, pois o ano passado teve dificuldades para as entregas e este ano a cautela esta imperando.
A florada continua aparecendo de forma desigual dando muitas dificuldades técnicas para se avaliar a safra vindoura com mais precisão tendo que esperar um pouco mais para se falar em números.
Vamos esperar as definições para fazermos posições mais seguras
Bom fim de semana e que Deus os abençoe.
Wagner Pimentel
www.cafezinhocomamigos.com.br
MANHUAÇU MG
quinta-feira, 15 de outubro de 2009
Chega de dólar e vamos de real
Sincal - Chega de dólar e vamos de real.
Os cafeicultores estão sendo marginalizados e oprimidos dentro da cadeia do agronegócio café, onde nos tornamos reféns dos diversos elos que coordenam esse segmento. Criaram, com o passar dos tempos, uma sistemática administrativa do agronegócio café onde o cafeicultor deveria ser o protagonista das ações, mas passou a ser um mero coadjuvante inexpressivo. Gostaríamos de lembrar aos exportadores, aos comerciantes, ABIC, ABICS, cooperativas de café, principalmente alguma ou outra que não passa de mero exportador, mas, a grande maioria das Cooperativas tem cumprido o papel cooperativista a contento, as Credis, aos agentes financeiros e ao próprio Governo que tudo isso desaparecerá se prevalecer esse anacronismo em detrimento ao setor produtivo que realmente vem “pagando o pato” e segurando todos os prejuízos e o subdesenvolvimento imposto pelo conluio citado.
Basta verificar o IDH dos municípios produtores de café que foram exauridos de suas riquezas pela exportação de café nos últimos anos num verdadeiro desfiladeiro de dumping e transferência de riquezas para os países importadores, normalmente riquíssimos e do primeiro mundo, na retórica de ganho de markt share. Hoje, exportamos praticamente 32 milhões de sacas de café/ano. A CECAFÉ coloca esses números como algo triunfal na imprensa falada e escrita, mas não colocam que esse recorde de exportação está trazendo recorde de prejuízo aos cafeicultores. Nos últimos treze anos exportamos 336 Milhões de sacas de café sendo 280 Milhões de café arábica, 36 Milhões de sacas como solúvel e 21 Milhões de sacas de robusta/conillon. Calculamos mês a mês e ano a ano e, perdemos em média U$40,00 (quarenta dólares) a saca, aproximadamente R$100,00 a saca. Com isso somente no arábica perdemos R$ 28 (Vinte e Oito Bilhões) por vender abaixo dos preços médios da bolsa de Nova York e dos nossos principais concorrentes. Verdadeiro dumping. A retórica dos nossos comerciantes/exportadores baseia-se na qualidade do nosso café perante os concorrentes o que não podemos concordar, pois, o nosso slogan para os cafés Brasileiros é, “O Brasil possui cafés para todos os gostos e sabores”, portanto, temos cafés de excelentes qualidades e vendemos de qualquer jeito, sem marketing, na pura estratégia de volume em detrimento aos altíssimos prejuízos aos cafeicultores como mencionado.
Sabemos pelas regras básicas de marketing que a pior das estratégias é ganhar mercado vendendo barato e, que isso leva qualquer atividade ao extermínio econômico.
Senhores cafeicultores, a ganância e o imediatismo dos demais elos da cadeia nos colocaram a mercê da servidão econômica. Agora fazemos as seguintes perguntas baseadas no exposto:
1) Os comerciantes de café no Brasil, inclusive as cooperativas estão perdendo dinheiro?
2) Os bancos, que já providenciaram uma cadeira cativa nas agencias para um grande número de cafeicultores, estão tendo prejuízos?
3) Os exportadores estão com prejuízos?
4) Os importadores estão com prejuízos?
5) Os torrefadores internacionais que fazem um faturamento entre 5 a 20 vezes o valor de uma saca de café, estão com prejuízos?
6) Os atacadistas e comerciantes de café industrializados estão apertados?
7) O governo que está tranquilo e colocando todos os impostos, leis ambientais, leis trabalhistas escorchantes e perseguitivas e, sabendo que os cafeicultores seguram o maior número de empregos numa única atividade econômica sendo os recordistas empregatícios. O governo está perdendo dinheiro?
8) Por final, sobra ao cafeicultor segurar praticamente sozinho todos esses elos mencionados da pergunta um até a sétima. Pagamos R$ 28 bilhões pela troca do nosso “ouro por espelhinho” como é feito o nosso negócio de café.
Portanto, precisamos quebrar todos os paradigmas do agronegócio café, onde os cafeicultores são os responsáveis pelo agro e os demais elos pelo negócio e o dinheiro, deixando aos cafeicultores a escravidão imposta pelo conluio. Essa será a tarefa cruel da SINCAL que veio disposta a lutar em prol dos cafeicultores.
Começaremos sugerindo ao Governo Brasileiro, se tiverem coragem de enfrentar o conluio, de fixar nossas exportações em REAL (R$)/saca baseado num preço de custo real com uma margem de 30% aos cafeicultores, segundo o estatuto da terra, que ainda é muito pequena pela atividade totalmente de risco imposta as condições climáticas, atividade totalmente ao relento contando somente com a proteção divina.
Fazer as cotações em REAL (R$) e na BM&F de São Paulo, nas bases mencionadas, deixando Nova York que não produz uma saca de café. Já passou da hora de “desmamarmos os bezerrões e soltá-los ao pasto”. Não é possível o Brasil sendo o maior produtor, o maior exportador e a caminho de ser o maior consumidor de café do mundo, ficar condicionado ao contrato “C” (Colombiano), Colômbia que produz em média 25% do Brasil. Essa paridade Dólar Real e essa política cambial está matando a nossa cafeicultura. O dólar está decadente e o real cada vez mais forte e, todos os indicativos mostram o fortalecimento do real e, o governo não demonstra a mínima vontade de mudar essa política cambial. Os cafeicultores pagam tudo em real e vendem seu café na base do dólar. Isso é covardia. Vamos fixar em real como proposto. No inicio poderá ter algum impacto, mas, o mundo não poderá ficar sem o nosso café e em poucas semanas estarão correndo para o Brasil e pagar como precisamos. Assim, teremos um “jogo” limpo e desembaraçado de tantos artifícios de dumping e outras maracutais desconhecidas.
O REAL (R$) foi à moeda que praticamente mais valorizou esse ano perante a uma cesta de moedas fortes internacionalmente como segue;
a) O Real (R$) subiu 34,4% esse ano perante o Dólar Americano;
b) O Real (R$) foi apreciado em 49,35% em relação ao Peso Argentino;
c) O Real (R$) a alta foi de 29% perante o EURO:
d) O Real (R$) valorizou 33,7% perante ao Yene do Japão;
e) O Real (R$) cresceu em 22,3% perante a Libra Inglesa.
Fonte: Banco Central do Brasil.
Senhores cafeicultores, vejam que lástima. Estamos fazendo “guarda-chuva” para nossos concorrentes somente com o efeito da valorização do REAL (R$).
Se tivéssemos a mesma paridade do Real/Dólar de dezembro passado, para os dias atuais, estaríamos vendendo café à praticamente R$400,00 a saca e, hoje estamos vendendo a R$ 260,00 a saca. Mais uma vez cabe ao cafeicultor, somente sozinho, pagar pelo ônus dessa paridade cruel do Dólar/Real, pois, para os demais segmentos prevalece o negócio e nós cafeicultores continuamos com o agro.
Portanto, chega de dólar e vamos de REAL.
Armando Matielli – Eng. Agrônomo, MBA na FGV
Cafeicultor em Guapé/MG
Sindicalista e Presidente Executivo da SINCAL
Os cafeicultores estão sendo marginalizados e oprimidos dentro da cadeia do agronegócio café, onde nos tornamos reféns dos diversos elos que coordenam esse segmento. Criaram, com o passar dos tempos, uma sistemática administrativa do agronegócio café onde o cafeicultor deveria ser o protagonista das ações, mas passou a ser um mero coadjuvante inexpressivo. Gostaríamos de lembrar aos exportadores, aos comerciantes, ABIC, ABICS, cooperativas de café, principalmente alguma ou outra que não passa de mero exportador, mas, a grande maioria das Cooperativas tem cumprido o papel cooperativista a contento, as Credis, aos agentes financeiros e ao próprio Governo que tudo isso desaparecerá se prevalecer esse anacronismo em detrimento ao setor produtivo que realmente vem “pagando o pato” e segurando todos os prejuízos e o subdesenvolvimento imposto pelo conluio citado.
Basta verificar o IDH dos municípios produtores de café que foram exauridos de suas riquezas pela exportação de café nos últimos anos num verdadeiro desfiladeiro de dumping e transferência de riquezas para os países importadores, normalmente riquíssimos e do primeiro mundo, na retórica de ganho de markt share. Hoje, exportamos praticamente 32 milhões de sacas de café/ano. A CECAFÉ coloca esses números como algo triunfal na imprensa falada e escrita, mas não colocam que esse recorde de exportação está trazendo recorde de prejuízo aos cafeicultores. Nos últimos treze anos exportamos 336 Milhões de sacas de café sendo 280 Milhões de café arábica, 36 Milhões de sacas como solúvel e 21 Milhões de sacas de robusta/conillon. Calculamos mês a mês e ano a ano e, perdemos em média U$40,00 (quarenta dólares) a saca, aproximadamente R$100,00 a saca. Com isso somente no arábica perdemos R$ 28 (Vinte e Oito Bilhões) por vender abaixo dos preços médios da bolsa de Nova York e dos nossos principais concorrentes. Verdadeiro dumping. A retórica dos nossos comerciantes/exportadores baseia-se na qualidade do nosso café perante os concorrentes o que não podemos concordar, pois, o nosso slogan para os cafés Brasileiros é, “O Brasil possui cafés para todos os gostos e sabores”, portanto, temos cafés de excelentes qualidades e vendemos de qualquer jeito, sem marketing, na pura estratégia de volume em detrimento aos altíssimos prejuízos aos cafeicultores como mencionado.
Sabemos pelas regras básicas de marketing que a pior das estratégias é ganhar mercado vendendo barato e, que isso leva qualquer atividade ao extermínio econômico.
Senhores cafeicultores, a ganância e o imediatismo dos demais elos da cadeia nos colocaram a mercê da servidão econômica. Agora fazemos as seguintes perguntas baseadas no exposto:
1) Os comerciantes de café no Brasil, inclusive as cooperativas estão perdendo dinheiro?
2) Os bancos, que já providenciaram uma cadeira cativa nas agencias para um grande número de cafeicultores, estão tendo prejuízos?
3) Os exportadores estão com prejuízos?
4) Os importadores estão com prejuízos?
5) Os torrefadores internacionais que fazem um faturamento entre 5 a 20 vezes o valor de uma saca de café, estão com prejuízos?
6) Os atacadistas e comerciantes de café industrializados estão apertados?
7) O governo que está tranquilo e colocando todos os impostos, leis ambientais, leis trabalhistas escorchantes e perseguitivas e, sabendo que os cafeicultores seguram o maior número de empregos numa única atividade econômica sendo os recordistas empregatícios. O governo está perdendo dinheiro?
8) Por final, sobra ao cafeicultor segurar praticamente sozinho todos esses elos mencionados da pergunta um até a sétima. Pagamos R$ 28 bilhões pela troca do nosso “ouro por espelhinho” como é feito o nosso negócio de café.
Portanto, precisamos quebrar todos os paradigmas do agronegócio café, onde os cafeicultores são os responsáveis pelo agro e os demais elos pelo negócio e o dinheiro, deixando aos cafeicultores a escravidão imposta pelo conluio. Essa será a tarefa cruel da SINCAL que veio disposta a lutar em prol dos cafeicultores.
Começaremos sugerindo ao Governo Brasileiro, se tiverem coragem de enfrentar o conluio, de fixar nossas exportações em REAL (R$)/saca baseado num preço de custo real com uma margem de 30% aos cafeicultores, segundo o estatuto da terra, que ainda é muito pequena pela atividade totalmente de risco imposta as condições climáticas, atividade totalmente ao relento contando somente com a proteção divina.
Fazer as cotações em REAL (R$) e na BM&F de São Paulo, nas bases mencionadas, deixando Nova York que não produz uma saca de café. Já passou da hora de “desmamarmos os bezerrões e soltá-los ao pasto”. Não é possível o Brasil sendo o maior produtor, o maior exportador e a caminho de ser o maior consumidor de café do mundo, ficar condicionado ao contrato “C” (Colombiano), Colômbia que produz em média 25% do Brasil. Essa paridade Dólar Real e essa política cambial está matando a nossa cafeicultura. O dólar está decadente e o real cada vez mais forte e, todos os indicativos mostram o fortalecimento do real e, o governo não demonstra a mínima vontade de mudar essa política cambial. Os cafeicultores pagam tudo em real e vendem seu café na base do dólar. Isso é covardia. Vamos fixar em real como proposto. No inicio poderá ter algum impacto, mas, o mundo não poderá ficar sem o nosso café e em poucas semanas estarão correndo para o Brasil e pagar como precisamos. Assim, teremos um “jogo” limpo e desembaraçado de tantos artifícios de dumping e outras maracutais desconhecidas.
O REAL (R$) foi à moeda que praticamente mais valorizou esse ano perante a uma cesta de moedas fortes internacionalmente como segue;
a) O Real (R$) subiu 34,4% esse ano perante o Dólar Americano;
b) O Real (R$) foi apreciado em 49,35% em relação ao Peso Argentino;
c) O Real (R$) a alta foi de 29% perante o EURO:
d) O Real (R$) valorizou 33,7% perante ao Yene do Japão;
e) O Real (R$) cresceu em 22,3% perante a Libra Inglesa.
Fonte: Banco Central do Brasil.
Senhores cafeicultores, vejam que lástima. Estamos fazendo “guarda-chuva” para nossos concorrentes somente com o efeito da valorização do REAL (R$).
Se tivéssemos a mesma paridade do Real/Dólar de dezembro passado, para os dias atuais, estaríamos vendendo café à praticamente R$400,00 a saca e, hoje estamos vendendo a R$ 260,00 a saca. Mais uma vez cabe ao cafeicultor, somente sozinho, pagar pelo ônus dessa paridade cruel do Dólar/Real, pois, para os demais segmentos prevalece o negócio e nós cafeicultores continuamos com o agro.
Portanto, chega de dólar e vamos de REAL.
Armando Matielli – Eng. Agrônomo, MBA na FGV
Cafeicultor em Guapé/MG
Sindicalista e Presidente Executivo da SINCAL
quarta-feira, 14 de outubro de 2009
Lobby da Verdade
Opinião: Lobby da Verdade
(14/10/2009 09:04)
Em recente artigo, o presidente do Centro de Comércio do Café de Vitória - Dr. Marcelo Netto-, se refere, ainda que indiretamente, à Associação Paranaense de Cafeicultores -APAC. Gostaria de esclarecer que nossas entidades foram fundadas no mesmo ano de 1951. A nossa, representa os cafeicultores, com obrigação de fazer propostas e lutar pelo bem estar do produtor primário. Como o senhor diz, sua entidade “representa o empresariado do setor de comércio e exportação de café do Espírito Santo”. Portanto, a defesa do cafeicultor de Conilon é um pouco estranha, pois o senhor ainda esquece que o Espírito Santo é um importante produtor de café Arábica. Entendemos que estão usando o tema rotulação para dividir a cafeicultura e continuarem reinando.
Esclareço a todos os produtores de café Conilon do Espírito Santo e Rondônia, que estamos do mesmo lado, oprimidos e desanimados. Nossa intenção em rotular o café não é preconceituosa ou visa discriminar o café Conilon, mas sim valorizar os dois cafés. Vejam que é absolutamente impossível valorizar o café Conilon se não valorizarmos o café Arábica, pois os preços históricos do Conilon sempre foram mais baixos que o de Arábica, e assim continuarão se não lutarmos juntos, se não dialogarmos, para que nossas posições sejam entendidas, fazendo com que o resultado econômico do agronegócio café seja mais equitativo. Hoje, nós cafeicultores de Arábica e de Conilon somos o instrumento do lucro dos outros. Não podemos mais ver só o comércio e a indústria lucrando e o produtor ficando com os riscos e prejuízos da atividade. Aguardamos ansiosamente o diálogo com os produtores de Conilon, que não precisam de intermediários. O linguajar dos produtores é diferente dos poderosos, que acostumados ao lucro fácil nada querem mudar.
Não esqueçamos de nossa importante proposta, que diz respeito aos senhores comerciantes, que é a “Normatização do grão cru”, na qual queremos eliminar o PVA (preto, verde, ardido), resíduos e impurezas. Acredito que o senhor seja a favor desta proposta, pois ela vai beneficiar o consumidor, e o produtor, que não recebe por estes, os quais são comercializados pelo comércio às indústrias.
Nossa classe produtora tem vários problemas, que me fazem lembrar a ocupação da França pelos nazistas na segunda guerra mundial, onde a resistência lutava bravamente, mas havia a triste figura dos colaboracionistas, como o Marechal Pétain, que se entregou às benesses do poder; ou ainda de uma Suíça neutra, que auferiu grandes lucros com isto.
Seria salutar que todos lessem o artigo “Colmatar das Expectativas” de Celso Vegro, onde temos brilhantes análises dos últimos acontecimentos, e que nos faz ver que precisamos nos aproximar do consumidor, “mediante a aliança campo-cidade”.
Proponho ao Dr. Marcelo Netto que nos faça alguns esclarecimentos, pois o senhor parece fazer alguma confusão entre café Robusta e café Conilon, quando diz “O café Robusta, dentre os quais se classifica nosso Conilon”.
Também não compreendemos bem, quando o senhor diz “quanto à qualidade, tal qual o Arábica, o Robusta é classificado dentro dos mesmos parâmetros”.
Para aclararmos as idéias, sugerimos que responda às 100 questões formuladas no endereço http://www.peabirus.com.br/redes/form/post?topico_id=19614. O senhor verá que ao respondê-las, creio eu, chegará à conclusão de que é imperioso rotular o café.
Quanto ao “segredo industrial”, gostaria que o senhor lesse a súmula do acórdão da ação de inconstitucionalidade, que a CNI impetrou no Supremo Tribunal Federal – STF-, a pedido da ABIC alegando inconstitucionalidade da lei paranaense de rotulação do café, mas vou me permitir repetir a passagem na qual a Sra. Ministra Carmem Lúcia em diálogo com o Sr. Ministro Menezes Direito diz::“ Foi também enfatizado na tribuna (pelo advogado das indústrias), que as empresas deveriam ter o direito ao sigilo quanto à aquilo que se contém no café. Pergunto-me, diz a (Sra. Ministra) que direito é este? Eu cidadã que tomo muito café, tenho o direito também de saber o que estou consumindo e em que condições, até porque, às vezes quem faz café, lembrou o Ministro Menezes Direito, sabe muito bem que ao coá-lo sente um cheiro nítido de milho e outros aromas na casa, que denota nem sempre estar tudo descrito”
Ainda, para não esquecer, quero reforçar o pedido para que o senhor leia o referido acórdão do STF, que julgou a lei da rotulação no Paraná constitucional e, portanto, ela não pode ser “legalmente descabida”, como o senhor diz em seu artigo. Portanto, acredito que devemos, ou melhor, temos que acatá-la, pois não cabe recurso, o julgamento é definitivo.
Quanto ao “forte lobby” que o senhor afirma eu possuir, quero dizer que o único lobby que possuo é o lobby da verdade.
Ricardo Gonçalves Strenger
Presidente da APAC
ricardostrenger@yahoo.com.br
Londrina, 13 de outubro de 2009.
(14/10/2009 09:04)
Em recente artigo, o presidente do Centro de Comércio do Café de Vitória - Dr. Marcelo Netto-, se refere, ainda que indiretamente, à Associação Paranaense de Cafeicultores -APAC. Gostaria de esclarecer que nossas entidades foram fundadas no mesmo ano de 1951. A nossa, representa os cafeicultores, com obrigação de fazer propostas e lutar pelo bem estar do produtor primário. Como o senhor diz, sua entidade “representa o empresariado do setor de comércio e exportação de café do Espírito Santo”. Portanto, a defesa do cafeicultor de Conilon é um pouco estranha, pois o senhor ainda esquece que o Espírito Santo é um importante produtor de café Arábica. Entendemos que estão usando o tema rotulação para dividir a cafeicultura e continuarem reinando.
Esclareço a todos os produtores de café Conilon do Espírito Santo e Rondônia, que estamos do mesmo lado, oprimidos e desanimados. Nossa intenção em rotular o café não é preconceituosa ou visa discriminar o café Conilon, mas sim valorizar os dois cafés. Vejam que é absolutamente impossível valorizar o café Conilon se não valorizarmos o café Arábica, pois os preços históricos do Conilon sempre foram mais baixos que o de Arábica, e assim continuarão se não lutarmos juntos, se não dialogarmos, para que nossas posições sejam entendidas, fazendo com que o resultado econômico do agronegócio café seja mais equitativo. Hoje, nós cafeicultores de Arábica e de Conilon somos o instrumento do lucro dos outros. Não podemos mais ver só o comércio e a indústria lucrando e o produtor ficando com os riscos e prejuízos da atividade. Aguardamos ansiosamente o diálogo com os produtores de Conilon, que não precisam de intermediários. O linguajar dos produtores é diferente dos poderosos, que acostumados ao lucro fácil nada querem mudar.
Não esqueçamos de nossa importante proposta, que diz respeito aos senhores comerciantes, que é a “Normatização do grão cru”, na qual queremos eliminar o PVA (preto, verde, ardido), resíduos e impurezas. Acredito que o senhor seja a favor desta proposta, pois ela vai beneficiar o consumidor, e o produtor, que não recebe por estes, os quais são comercializados pelo comércio às indústrias.
Nossa classe produtora tem vários problemas, que me fazem lembrar a ocupação da França pelos nazistas na segunda guerra mundial, onde a resistência lutava bravamente, mas havia a triste figura dos colaboracionistas, como o Marechal Pétain, que se entregou às benesses do poder; ou ainda de uma Suíça neutra, que auferiu grandes lucros com isto.
Seria salutar que todos lessem o artigo “Colmatar das Expectativas” de Celso Vegro, onde temos brilhantes análises dos últimos acontecimentos, e que nos faz ver que precisamos nos aproximar do consumidor, “mediante a aliança campo-cidade”.
Proponho ao Dr. Marcelo Netto que nos faça alguns esclarecimentos, pois o senhor parece fazer alguma confusão entre café Robusta e café Conilon, quando diz “O café Robusta, dentre os quais se classifica nosso Conilon”.
Também não compreendemos bem, quando o senhor diz “quanto à qualidade, tal qual o Arábica, o Robusta é classificado dentro dos mesmos parâmetros”.
Para aclararmos as idéias, sugerimos que responda às 100 questões formuladas no endereço http://www.peabirus.com.br/redes/form/post?topico_id=19614. O senhor verá que ao respondê-las, creio eu, chegará à conclusão de que é imperioso rotular o café.
Quanto ao “segredo industrial”, gostaria que o senhor lesse a súmula do acórdão da ação de inconstitucionalidade, que a CNI impetrou no Supremo Tribunal Federal – STF-, a pedido da ABIC alegando inconstitucionalidade da lei paranaense de rotulação do café, mas vou me permitir repetir a passagem na qual a Sra. Ministra Carmem Lúcia em diálogo com o Sr. Ministro Menezes Direito diz::“ Foi também enfatizado na tribuna (pelo advogado das indústrias), que as empresas deveriam ter o direito ao sigilo quanto à aquilo que se contém no café. Pergunto-me, diz a (Sra. Ministra) que direito é este? Eu cidadã que tomo muito café, tenho o direito também de saber o que estou consumindo e em que condições, até porque, às vezes quem faz café, lembrou o Ministro Menezes Direito, sabe muito bem que ao coá-lo sente um cheiro nítido de milho e outros aromas na casa, que denota nem sempre estar tudo descrito”
Ainda, para não esquecer, quero reforçar o pedido para que o senhor leia o referido acórdão do STF, que julgou a lei da rotulação no Paraná constitucional e, portanto, ela não pode ser “legalmente descabida”, como o senhor diz em seu artigo. Portanto, acredito que devemos, ou melhor, temos que acatá-la, pois não cabe recurso, o julgamento é definitivo.
Quanto ao “forte lobby” que o senhor afirma eu possuir, quero dizer que o único lobby que possuo é o lobby da verdade.
Ricardo Gonçalves Strenger
Presidente da APAC
ricardostrenger@yahoo.com.br
Londrina, 13 de outubro de 2009.
segunda-feira, 12 de outubro de 2009
OPINIÂO - QUEM PAGARÁ PELOS PREJUÍZOS CAUSADOS PELO MST? , pergunta a CNA
OPINIÂO - QUEM PAGARÁ PELOS PREJUÍZOS CAUSADOS PELO MST? , pergunta a CNA
A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil, CNA, vem a público solicitar que as autoridades responsáveis pelos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário adotem medidas imediatas para garantir que, além das punições previstas nas leis do país, os invasores do MST, Movimento dos Sem Terra, sejam civilmente responsabilizados e condenados a ressarcir os danos causados, de forma premeditada e criminosa, à Fazenda da Cutrale, em São Paulo. A este respeito, a CNA pede a atenção e a reflexão da sociedade brasileira para os seguintes pontos:
1) as imagens da televisão mostrando a invasão e a destruição da Fazenda comprovam que o banditismo do MST passou do ponto de retorno. Não é de agora que isso acontece. Contando com a certeza da impunidade, eles são responsáveis por inúmeros atos criminosos: invadem propriedades, queimam máquinas, interditam estradas, entre outras ilegalidades. E não respondem pelos crimes que cometem;
2) as leves críticas que o MST recebe das principais autoridades do governo federal representam, de fato, um atestado de impunidade. Com isto, a devastadora jornada de crimes e de terror dos invasores que comandam o MST caracteriza afronta os valores do Estado de Direito;
3) o MST não pode contar com recursos dos impostos pagos pelo povo brasileiro para a destruição criminosa de lavouras, máquinas e equipamentos agrícolas, como o Brasil viu pela televisão. Tais ações não passam de crimes que não têm rigorosamente nada a ver com a reforma agrária.
4) a Fazenda da Cutrale foi depredada depois de a Justiça haver determinado sua reintegração de posse. A violência e os prejuízos econômicos causados ali pelo MST atingiram aos proprietários e a todos os funcionários da empresa. Oito das nove casas dos empregados foram arrombadas e saqueadas;
A CNA reitera que é preciso estabelecer quem será responsabilizado pelos crimes e prejuízos causados pelos foras da lei do MST. Não é possível que nada aconteça depois de tudo que vimos. Não pode ser normal o uso do dinheiro de impostos para financiar atos criminosos e jornadas de terror. É muita injustiça obrigar o povo brasileiro, que tem a cultura dos direitos e deveres, a pagar pelos crimes em série, a violência e as ilegalidades do MST.
Brasília, 10 de outubro de 2009
SENADORA KÁTIA ABREU
Presidente
A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil, CNA, vem a público solicitar que as autoridades responsáveis pelos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário adotem medidas imediatas para garantir que, além das punições previstas nas leis do país, os invasores do MST, Movimento dos Sem Terra, sejam civilmente responsabilizados e condenados a ressarcir os danos causados, de forma premeditada e criminosa, à Fazenda da Cutrale, em São Paulo. A este respeito, a CNA pede a atenção e a reflexão da sociedade brasileira para os seguintes pontos:
1) as imagens da televisão mostrando a invasão e a destruição da Fazenda comprovam que o banditismo do MST passou do ponto de retorno. Não é de agora que isso acontece. Contando com a certeza da impunidade, eles são responsáveis por inúmeros atos criminosos: invadem propriedades, queimam máquinas, interditam estradas, entre outras ilegalidades. E não respondem pelos crimes que cometem;
2) as leves críticas que o MST recebe das principais autoridades do governo federal representam, de fato, um atestado de impunidade. Com isto, a devastadora jornada de crimes e de terror dos invasores que comandam o MST caracteriza afronta os valores do Estado de Direito;
3) o MST não pode contar com recursos dos impostos pagos pelo povo brasileiro para a destruição criminosa de lavouras, máquinas e equipamentos agrícolas, como o Brasil viu pela televisão. Tais ações não passam de crimes que não têm rigorosamente nada a ver com a reforma agrária.
4) a Fazenda da Cutrale foi depredada depois de a Justiça haver determinado sua reintegração de posse. A violência e os prejuízos econômicos causados ali pelo MST atingiram aos proprietários e a todos os funcionários da empresa. Oito das nove casas dos empregados foram arrombadas e saqueadas;
A CNA reitera que é preciso estabelecer quem será responsabilizado pelos crimes e prejuízos causados pelos foras da lei do MST. Não é possível que nada aconteça depois de tudo que vimos. Não pode ser normal o uso do dinheiro de impostos para financiar atos criminosos e jornadas de terror. É muita injustiça obrigar o povo brasileiro, que tem a cultura dos direitos e deveres, a pagar pelos crimes em série, a violência e as ilegalidades do MST.
Brasília, 10 de outubro de 2009
SENADORA KÁTIA ABREU
Presidente
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